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Corações Acorrentados - Capítulo 01 (Estréia)


Corações Acorrentados - Capítulo 01

Cena 1: Porto Alegre – Sul do Brasil - Século 19

Passam-se várias imagens do amanhecer do sol na cidade de Porto Alegre enquanto o narrador fala:

Narrador: O que é, já foi... e o que há de ser, também já foi, tudo tem seu tempo determinado, e tempo para todo o proposito debaixo céu, a tempo de nascer, e tempo de morrer, tempo de plantar, e de se colher o que se plantou.

A palavra plantou e repetida por várias vezes como áudio de fundo. As imagens acabam e a cena muda.


Cena 2: Porto Alegre – Barzinho de Lourdes – Dia – Século 19

Na cidade de Porto alegre, está Luísa trabalhando em um pequeno barzinho enquanto vários homens estão almoçando em várias mesas.

Luísa: com licença, com licença!

Luísa serve aos homens e vai para os fundos do bar que levam a uma grande mata cortar lenha até que Fernando chega a cavalo perto da moça.

Fernando: Luísa...o que está fazendo?

Luísa: cortando lenha, não parece?

Fernando: Ham, me dá isso aqui!

Fernando puxa um pequeno machado da mão de Luísa e começa a cortar a lenha.

Fernando: Uma mulher como você não deve fazer esse tipo de serviço!

Luísa: Fernando, acabou a lenha o que que posso fazer?

Fernando: chamasse um homem pra te ajudar! Sabe que pode contar comigo sempre que precisar né Luísa?!

Luísa: Vou me lembrar da próxima vez Fernando!

Nesse instante dona Lourdes saí do Barzinho e manda Luísa se apressar.

Lourdes: Luísa, cadê essa lenha?

Fernando: bom dia senhora Lourdes.

Lourdes: traz logo essa lenha vai!

Lourdes sai e volta para a cozinha.

Fernando: por que sua mãe não gosta de mim?

Luísa: é só o jeito dela.

Luísa sorri para Fernando e volta para o bar.


Cena 3: Porto Alegre – Casa de Fernando – Dia – Século 19

Fernando chega em sua casa e vai para a mesa comer junto a sua mãe e irmã.

Teresa: Meu filho! Que bom que chegou!

Fernando vai até a mãe e lhe dá vários beijos na bochecha.

Fernando: Dona Lourdes faz a Luísa trabalhar como um burro de carga, cheguei lá ajudei ela até a cortar a lenha.

Cassandra: Dona Lourdes não quer você pra genro né Fernando!

Teresa: Cassandra não seja assim com seu irmão!

Cassandra: Mãe, só estou falando a verdade, e mais agora que a Luísa vai ser freira. Está no convento desde menina.

Fernando: eu vou me casar com a Luísa, vou dar a ela tudo que ela merece! Eu vou ser rico mamãe, tenho planos para o futuro!


Cena 4: Porto Alegre – Barzinho de Lourdes – Dia – Século 19

No barzinho de Lourdes chega José e seu filho Marcos.

Luísa: Olá, podem se sentar, o que desejam?

Marcos: Eu quero tudo que tem aqui dona.

José: Marcos olha o respeito! Me desculpe senhorita.

Luísa sorri para Marcos e responde a José:

Luísa: Não tem por que se desculpar senhor, o que vai querer?

José: Não vim aqui para comer senhorita, vim para saber se aqui tem emprego sobrando!

Luísa: Infelizmente não temos! Mais já que está aqui quer que eu traga um prato para o senhor e seu filho?

José: Mais eu não tenho dinheiro senhorita!

Luísa: e quem disse que é pra o senhor pagar? Fica por conta da casa.

José: Muito obrigado senhorita, obrigado mesmo!

Luísa então vai preparar a comida de José e Marcos até que quando vai passando por uma mesa cheia de homens Bruno, Osvaldo, e Samuel até que Bruno que diz:

Bruno: Não sabia que os negros eram bem vindos!

Luísa: Pelo contrário, eles são sim, já os Idiotas...

Heitor e Samuel vaiam Bruno e dizem:

Samuel: Te chamou de idiota! 


Cena 5: São Paulo – Mansão de Hortência – Dia – Século 19

A Condessa Hortência está em sua mesa lendo um livro enquanto uma empregada está limpando a sala, até que vai limpar o retrato de Heitor (Filho falecido da Condessa) e ela diz:

Hortência: Não toque nesse retrato sua imprestável!

Clara: Desculpa senhora, não sabia!

Hortência: Vai cuidar do Marcelo Clara, arrumar as malas dele o quanto antes... saia!

Clara balança a cabeça dizendo sim e vai cuidar de Marcelo (Filho de Gustavo).

A condessa se levanta de sua mesa e vai até o retrato de Heitor.

Hortência: Heitor, meu filho, quantas saudades!


Cena 6: São Paulo – Quarto de Marcelo – Dia – Século 19

Clara chega ao quarto de Marcelo e vê ele estudando.

Clara: Tem que saber de coo, e não contar nos dedos! Eu mesmo vou dar aula para você lá no sul.

Marcelo: Por que me tiraram da escola? Por que a gente tem que ir pro sul? Por que ninguém me explica nada?

Clara: Acaba essa lição logo, acaba!

Passam se 5 segundos e Marcelo pergunta:

Marcelo: Por que minha teve que morrer senhorita Clara?

Clara: Por que Deus quis assim!

Marcelo: Não gosto muito de Deus.

Clara: Bate na boca Marcelo! Bate na boca! Deixa só a condessa saber disso vai! Bate na boca!

Clara dá um tapinha na boca de Marcelo.

Clara: Deus castiga!

Clara se aproxima mais ainda de Marcelo e fala perto do ouvido dele:

Clara: Deus não gosta de menino desobediente e malcriado! Fecha essa matraca, estou cheia de afazeres!


Cena 7: São Paulo – Casa de Hortência – Sala – Dia – Século 19

Amélia está com Hortência em sua sala admirando seu anel de noivado.

Amélia: Não é maravilhoso madrinha? Maravilhoso!

Hortência: Meu sobrinho-neto sempre teve bom gosto... a começar por você minha querida!

Amélia sorri par Hortência e bota seu anel no dedo.

Hortência: Vocês vão ser muito felizes minha linda!

Amélia: Há tenho tanto medo que essa viagem afaste o Gustavo de mim! Tantos meses juntos, vou morrer de saudades!

Hortência: Já pensei nisso também Amélia! Você e Catarina devem nos encontrar o mais rápido possível! Não seria conveniente você viajar ao mesmo vapor do seu noivo, mais dias depois... PERFEITO!

Amélia: AÍ que bom madrinha!

Hortência entrega um cheque para Amélia e fala:

Hortência: Isso é para suas despesas e de sua mãe! Compre roupas, apareça deslumbrante em Porto Alegre!

Amélia: Sim, sim, sim! Aí madrinha, madrinha! Obrigado, obrigado, obrigado!

Amélia sorri para Hortência e a cena muda.


Cena 8: Porto Alegre – Barzinho de Lourdes – Dia – Século 19

Luísa e Lourdes estão servindo a clientela até que quando Lourdes vai recolher uma mesa até que um homem fala:

Osvaldo: Tem gente vindo de São Paulo pra Porto Alegre, dona Lourdes, gente de dinheiro!

Samuel: Disseram que iam até fazer melhoria no casarão! Falaram até em abrir estrada nova! Vai aumentar sua freguesia dona!

Luísa ouve tudo e fala para José:

Luísa: Escutou? Acho que vai conseguir emprego seu José!

José sorri para Luísa e Marcos.

Mudando pra outra mesa, Osvaldo fala:

Osvaldo: Tanto tempo fechado aquele casarão deve estar enfestado de ratos!

Lourdes: Não sei pra que alguém queira comprar aquela velharia!

Osvaldo: Compraram nada! A dona que tá voltando, Dona Condessa Hortência Linhares e a família toda.

Depois que Osvaldo fala isso dona Lourdes fecha os olhos e fica tremendo muito nervosamente, Dona Lourdes como estava retirando a mesa, ela pega os pratos, e uma faca leva pra cozinha e continua tremendo.


Cena 9: Porto Alegre – Barzinho de Lourdes – Cozinha – Dia – Século 19

Chegando a cozinha dona Lourdes tremendo e nervosa se corta sem querer com a faca na mão que gera uma grande fonte de sangue. Ela pega uma bacia de água e coloca suas mãos dentro.

Lourdes: Aquela desgraçada não pode voltar, a Luísa não pode saber que tem uma bruxa como avó!

(Foco no rosto de Lourdes/ A imagem congela)

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