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Maré Alta - Capítulo 33

 



MARÉ ALTA 

CAPÍTULO 33

Últimas Semanas


Criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Ranable Webs




CENA 01. DELEGACIA. CELA. INTERIOR. DIA

Continuação imediata do capítulo anterior. LÍVIA continua segurando LENITA pelo colarinho da blusa. LENITA olha para a nossa protagonista com muito ódio. Depois de alguns instantes LENITA consegue se soltar e o seu ódio por LÍVIA vai ficando cada vez mais evidente. LÍVIA a olha em silêncio. 


Lenita — (ardilosa) Você nunca conseguiu me enganar, Lívia. Eu sempre soube quem você era de verdade. Uma falsa moralista. 

Lívia — Eu não vou responder a sua provocação, Lenita. Eu só lamento que o Cassiano pense que você é uma boa pessoa. Mas na verdade você é uma mulher asquerosa.

Lenita — Lava a sua boca antes de falar de mim, Lívia. Você sabe como eu me senti por ter ficado anos longe do convívio do meu filho? 

Lívia — Eu não posso imaginar o que você sentiu, Lenita. Mas não é justo que você queria fazer a mesma coisa comigo. Isso é injusto. 


LENITA vai ficando cada vez mais nervosa. LÍVIA a encara.


Lenita — Injusto? Você não sabe o que é injusto, garota. O seu avô proporcionou o pior momento da minha vida. E agora você vem me dizer que eu sou asquerosa? Me poupe. 

Lívia — Eu sinto nojo de você, Lenita. Você não é tão diferente assim do meu avô. Vocês se merecem. São verdadeiros hipócritas. 

Lenita — Cala a boca, sua maldita. Você não sabe o que está dizendo. O Gregório destruiu a minha vida. E eu vou fazer o mesmo com você, Lívia. Disso você pode ter certeza.


LENITA está decidida. LÍVIA vai ficando ainda mais tensa.


Lívia — (suando frio) Você realmente pode acreditar nisso se você quiser, Lenita. Mas a verdade é que você é uma pessoa ruim. 

Lenita — O meu filho sempre vai acreditar em tudo que eu disser. E sabe porque, Lívia? Ele precisa de uma mãe. Esse é um tipo de papel que você jamais irá realizar. 

LENITA dá as costas para LÍVIA. Nesse momento a nossa protagonista coloca as mãos em sua barriga sentindo muitas dores. Não aguentando mais LÍVIA cai no chão e desmaia.

CORTA PARA/


CENA 02. GRUPO “PESCADOS MARÍTIMOS”. SALA DA PRESIDÊNCIA. INTERIOR. DIA

CLOSE em GREGÓRIO que está abrindo um cofre e tirando muitos dólares e colocando em uma pasta. O vilão parece estar com bastante pressa. Nesse instante KÉSIA e outro policial invadem a sala deixando GREGÓRIO bastante tenso. Ele tenta manter a pose, mas KÉSIA não é enganada.

 

Gregório — (nervoso) Eu posso saber o que está acontecendo aqui? Que tipo de invasão é essa? Quem está por trás dessa investigação? Eu quero a resposta agora.

Késia — Você está falando com ela mesma. Eu me chamo Késia Santiago. E o senhor já deve imaginar o que me traz aqui, Gregório.

Gregório — Por um acaso você sabe com quem você está falando? Eu sou Gregório Assunção. Eu faço o que eu quero nessa cidade. 

Késia — Você ainda acha que pode mandar rm tudo nessa cidade, Gregório? Você chegou ao fim da linha. Acabou o seu reinado. 


GREGÓRIO bate as mãos na mesa. KÉSIA o enfrenta 


Gregório — Quanto você quer para esquecer essa história, policial? Seja lá qual for o seu preço eu pago. Dinheiro não é o problema.

Késia — Ao contrário de todos aí seu redor eu não estou a venda, Gregório. Você está preso pela morte de sua filha muitos anos atrás. E também por tentar me subornar. 

Gregório — É sério que você quer levar isso em diante? Você vai se arrepender disso.


KÉSIA não se deixa intimidar por GREGÓRIO.


Késia — (firme) Eu já conheci muitos bandidos na minha vida policial. Mas você sem dúvida é o pior de todos, Gregório. Mãos para trás. Eu já disse que você está preso.

Gregório — Se é isso que você quer então que assim seja. Não diga depois que não te avisei.


KÉSIA se aproxima de GREGÓRIO. Ela o algema e depois vai levando o vilão para fora de sua sala algemado.

CORTA PARA/


CENA 03. PORTO DA AREIA. RUA. EXTERIOR. DIA

ANA ROSA vem andando sozinha pela rua e ele está ficando cada vez mais enlouquecida. A vilã vai atravessando a rua e ela não percebe quando um carro vem vindo em sua direção bem rapidamente. Nesse momento ZÉ BATALHA surge e puxa sua filha pelo braço e a salva em um ato heróico.


Zé Batalha — (esbravejando) O que você está pensando, Ana Rosa? Você está querendo morrer? Porque você tem que agir assim? 

Ana Rosa — O que você está fazendo aqui? Onde está o Cassiano? Eu preciso dele. Cassiano….

Zé Batalha — Você ainda não esqueceu essa loucura, minha filha? Até quando você vai insistir nisso? O Cassiano ama a Lívia e ponto final. 

Ana Rosa — Isso é mentira. Eu sei que no fundo o Cassiano me ama. Ele é louco por mim. 


ZÉ BATALHA fica estarrecido com o estado de sua filha. Ele tenta ajudar ANA ROSA, mas ela está desequilibrada.


Zé Batalha — Você precisa de ajuda, Ana Rosa. Eu nunca quis o seu mal, minha filha. Olha só para você. Essa obsessão não vai te levar a lugar nenhum. Você tem que aceitar isso. 

Ana Rosa — Escuta uma coisa que eu vou falar. O Cassiano vai ser meu. Custe o que custar. 

Zé Batalha — A situação está pior do que eu estava imaginando. Eu não vou deixar que você continue se machucando assim, minha filha. 


ANA ROSA está incontrolável. ZÉ BATALHA fica sem reação. 


Ana Rosa — (fora de si) Ninguém vai me impedir de ter o Cassiano só para mim. Ele é só meu.

Zé Batalha — Eu não consigo te entender, Ana Rosa. Você acha mesmo que essa sua obsessão vai te levar a algum lugar? Eu acho que não. 


ANA ROSA não dá ouvidos ao que o seu pai está dizendo. Ela vai embora deixando ZÉ BATALHA sozinho ali parado. 

CORTA PARA/


CENA 04. VILA DOS PESCADORES. EXTERIOR. DIA

PLANO GERAL DA CENA. Muitos pescadores e moradores estão reunidos na entrada das casas da vila. Nesse instante a câmera mostra que ENRICO vem puxando AÇUCENA pelo braço com muita brutalidade. SANDOVAL que está no meio de todos os moradores fica horrorizado com o que vê.


Sandoval — (sério) O que significa isso, Enrico? Porque você está tratando a Açucena assim? Solta ela. Eu estou te pedindo. 

Enrico — Essa maldita me fez ser preso, e isso ainda não é o pior. Ela me traiu. E ainda me traiu com uma mulher. Ela precisa pagar.

Açucena — Eu não tenho culpa se eu me apaixonei, Enrico. O nosso casamento acabou faz muito tempo. Só você não percebe isso.

Enrico — Cala a sua boca, maldita. Eu estou com tanta raiva de você que eu te mataria. 

.

ENRICO levanta sua mão para bater em AÇUCENA. SANDOVAL fica na frente dela a protegendo. 


Sandoval — Eu não vou deixar você fazer essa covardia, Enrico. É melhor você parar. 

Enrico — Não é a primeira vez que você se intromete em minha vida, Sandoval. Mas eu te garanto que essa vez será a última. 

Açucena — Para com isso, Enrico. Você não vai conseguir o que você tanto deseja. 


ENRICO solta o braço de AÇUCENA. SANDOVAL a acolheu. 


Enrico — (com raiva) De uma coisa você pode ter certeza, Açucena. Eu vou acabar com aquela sapatae. Ela vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho.

Açucena — Não faz isso, Enrico. Eu te peço. 

ENRICO deixa AÇUCENA ali ao lado de SANDOVAL e de todos os moradores da vila. Ele vai embora enquanto AÇUCENA fica bastante preocupada e aflita.

CORTA PARA/


CENA 05. SOBRADO DO PREFEITO ANÍBAL. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

FRANCHICO e BABY estão sentados no sofá da sala de estar se olhando em total silêncio. O clima de apreensão é nítido. Logo depois o PREFEITO ANÍBAL vai entrando no sobrado e ele vai caminhando na direção deles. FRANCHICO e BABY se levantam do sofá e olham para o PREFEITO ANÍBAL que olha para eles bastante sério.


Prefeito Aníbal — Eu tive uma conversa bastante séria com o Rubinho. Mas parece que ele não quer dar o braço a torcer. Eu acho que vocês deveriam tomar cuidado com ele. 

Franchico — Eu já imaginava que isso fosse acontecer, Aníbal. O Rubinho não tem limites. Ele acha que o dinheiro é mais importante que tudo.

Baby — Isso precisa ter fim. Até quando a gente vai ficar refém das atitudes do Rubinho? 

Prefeito Aníbal — O que vocês precisam fazer é se afastar cada vez mais do Rubinho. Eu estou com receio do que ele possa tentar fazer.


BABY fica bastante incomodada. FRANCHICO tenta acalmar ela, mas sem sucesso. O PREFEITO ANÍBAL a encara.


Prefeito Aníbal — O que você está pensando em fazer, minha filha? Às vezes não é bom a gente ir para o confronto. Pense nisso.

Franchico — O seu pai está certa, Baby. Por mais que eu odei admitir o Rubinho ainda pode nos prejudicar bastante. É melhor deixar as coisas como estão. Vai ser melhor assim.

Baby — Isso não é justo, Franchico. O Rubinho faz o que ele quer e ninguém faz nada? 


FRANCHICO e BABY ficam se olhando. A troca de olhares deles evidencia o amor que um sente pelo o outro. 


Franchico — (preocupado) Eu estou te pedindo, Baby. Deixa essa história para lá. É melhor assim. 

Baby — Eu sinto, Franchico. Mas eu não posso fazer isso. O Rubinho precisa ser responsabilizado por tudo que ele fez.


BABY sai do sobrado totalmente dedicada. FRANCHICO tenta ir atrás dela, mas o PREFEITO ANÍBAL o impede. 

CORTA PARA/


CENA 06. CASA DE MISAEL. SALA. INTERIOR. DIA

Uma batida na porta bastante insistente pode ser ouvida. A câmera mostra que MISAEL está sentado em uma poltrona e com um sorriso sádico no rosto. Ele vai até a porta e abre. Logo depois ROSELI e JOSEFA entram na casa o que vai tirando a paciência de MISAEL. Ele as olha com ódio.


Misael — (cínico) Eu estava me perguntando quando tempo vocês iriam demorar para aparecer aqui. Até que enfim vocês chegaram. No que eu posso ajudar vocês? 

Roseli — Deixa de ser cínico, Misael. Você sabe exatamente o que a gente quer. Onde está o meu filho? Eu quero ver o Juca agora.

Josefa — Você foi longe demais, Misael. O meu erro foi ter confiado em você. (P) A Roseli te fez uma pergunta. Onde está o Juca? 

Misael — Mesmo que eu quisesse contar isso não iria adiantar de nada. Uma hora dessas o Juca deve estar longe. Eu vendi ele para um homem que me ofereceu muito dinheiro. 


ROSELI fica em estado de choque. JOSEFA parte para cima de MISAEL. Ele empurra JOSEFA para bem longe.


Roseli — Eu sei que você está mentindo, Misael. Nem mesmo você seria capaz de fazer uma coisa tão covarde dessa natureza. 

Misael — Você pode acreditar no que você quiser, Roseli. Quem provocou tudo isso foi você.

Josefa — Você é um ser muito asqueroso, Misael. A gente não vai sair daqui enquanto você não falar onde o Juca está. Você entendeu? 


MISAEL fica em silêncio. Nesse momento JUCA desce correndo a escada da casa. ROSELI e JOSEFA sorriem. 


Juca — (gritando) Mãe…. Mãe…. Eu estou aqui. 

Roseli — Meu filho…. Eu sabia que o seu pai estava mentindo. Coração de mãe nunca se engana. Eu prometo que eu nunca mais vou sair de perto de você. Eu juro. 

Josefa — Meu filho…. Finalmente esse pesadelo teve fim. Agora a gente precisa sair desse lugar maldito. Você está acabado, Misael. 


ROSELI e JOSEFA abraçam JUCA com muita força. A câmera mostra a raiva de MISAEL que não gosta nada disso. 

CORTA PARA/


CENA 07. DELEGACIA. CELA. INTERIOR. DIA

O FOCO da cena está em LÍVIA que está com as mãos em sua barriga. As dores que ela está sentindo estão cada vez mais intensas. Nesse momento a nossa protagonista o sangue escorre por suas pernas e o semblante de pavor em seu rosto é nítido. LÍVIA fica totalmente desesperada. 


Lívia — (desesperada) Socorro!!! Socorro!!!!


Depois de alguns instantes o DELEGADO AUGUSTIN aparece na frente da dela de LÍVIA e ele percebe tudo o que está acontecendo. Ele abre a cela e fica chocado.


Lívia — Delegado…. Por favor me ajuda. Eu não por quanto tempo eu vou conseguir resistir. Eu não quero perder o meu filho. Me ajuda. 

Delegado Augustin — Você precisa ficar calma, Lívia. Eu sei que essa situação é delicada. Mas você precisa tentar se acalmar. 

Lívia — Eu não consigo, Delegado. As minhas forças estão acabando. Eu vou desmaiar. 


LÍVIA desmaia logo em seguida. O DELEGADO AUGUSTIN fica cada vez mais preocupado. O seu semblante é sério. 


Delegado Augustin — Eu preciso fazer alguma coisa para salvar a Lívia. Eu não posso deixar ela ou o meu neto morrerem. E além disso o Cassiano jamais iria me perdoar por isso. 


O DELEGADO AUGUSTIN pega LÍVIA em seus braços e vai levando ela para fora da cena. O estado dela é crítico. 


Delegado Augustin — (apreensivo) Eu juro que eu vou te salvar, Lívia. Isso é uma promessa. 


O DELEGADO AUGUSTIN vai saindo com LÍVIA da delegacia. Ela continua sangrando muito. O clima é tenso. 

CORTA PARA/


CENA 08. CASA DE FÁTIMA. SALA. INTERIOR. TARDE

FÁTIMA está sentada no sofá da sala e ela olha a todo o momento para a porta. O seu semblante é bastante sério. Logo em seguida a porta vai se abrindo e LENITA entra na casa. FÁTIMA se levanta do sofá e fica parada na frente de LENITA que tenta desviar o olhar, mas ela não consegue. 


Fátima — (séria) Onde é que você estava, Lenita? Eu te conheço há muito tempo. Eu sei exatamente o que está passando na sua cabeça. O que você está pensando? 

Lenita — Eu não te dei autorização para se intrometer desse jeito na minha vida, Fátima. Eu não devo nenhuma satisfação para você. 

Fátima — Deixa de ser mal agradecida, Lenita. Depois de tudo o que aconteceu com a Lívia o mínimo que posso sentir é preocupação. 

Lenita — Não me fale mais nesta assassina. Tudo o que eu quero é que o meu filho esqueça dela o mais rápido possível. Entendeu? 


FÁTIMA fica abismada com as palavras de LENITA. Ela olha para sua amiga de uma forma bastante séria. 


Fátima — Você não pode estar falando sério, Lenita. A Lívia está esperando o seu neto. Você não pode ser fria a esse ponto. Me diz que não. 

Lenita — E quem me garante que esse filho é mesmo do Cassiano? Aquela infeliz deve ter puxado a linhagem ruim da família dela. 

Fátima — Finalmente eu estou entendendo o que está acontecendo, Lenita. Isso é tudo vingança. Vai ter coragem de negar? 


LENITA respira fundo enquanto FÁTIMA vai a encarando.


Lenita — (furiosa) É isso mesmo, Fátima. Eu passei quase 30 anos longe do convívio do meu filho, e tudo isso graças ao desgraçado do Gregório Assunção. Eu não quero a neta dele perto do meu filho. É pedir demais? 

Fátima — Dessa vez você foi longe demais, Lenita. Você é minha amiga, mas eu não vou deixar você fazer isso com o Cassiano e a Lívia.

FÁTIMA sai da sala com muita pressa. A câmera mostra o olhar vazio e distante de LENITA que está sem reação.

CORTA PARA/


CENA 09. VILA DOS PESCADORES. CASA DE SANDOVAL. SALA. INTERIOR. TARDE

SANDOVAL vem trazendo um copo de água com açúcar para AÇUCENA que continua bastante nervosa. Ela está com o semblante bastante angustiado. SANDOVAL tenta acalmar AÇUCENA, mas ela não consegue esquecer os momentos de ferros que ela passou nas mãos de ENRICO. 


Sandoval — Eu sinto muito que você tenha passado por essa situação constrangedora, Açucena. Ninguém merece passar por isso. 

Açucena — (séria) Você também não pensa igual ao Enrico, Sandoval? Não acha que sou uma aberração? Porque você me ajudou? 

Sandoval — É claro que eu não penso, Açucena. Se é isso que te faz feliz então é o que importa. Mas você sabe que vai ter que contar para a Késia o que aconteceu, não é mesmo? 

Açucena — Você não pode fazer isso, Sandoval. Se a Késia ficar sabendo do que aconteceu eu nem sei o que ela seria capaz de fazer.


SANDOVAL fica bastante pensativo. AÇUCENA o encara. 


Sandoval — Eu entendendo o seu medo, Açucena. Mas se você gosta mesmo da Késia você não pode esconder algo assim tão grave. 

Açucena — Eu sei que você está certo, Sandoval. Mas eu também sei que se a Késia souber do que houve ela.vai querer tirar satisfações com o Enrico. Eu tenho certeza disso. 

Sandoval — Pensando por esse lado você está certa, Açucena. Max eu fico com receio do E rico tentar fazer alguma coisa contra você. 

.

AÇUCENA fica visivelmente tensa. SANDOVAL percebe. 


Açucena — (concordando) Eu também estou com esse medo, Sandoval. E além disso eu não tenho mais para onde ir. O Enrico me deixou totalmente sem saída e sem perspectiva. 

Sandoval — Você pode ficar o tempo que você precisar em minha casa Açucena. Eu jamais vou deixar que você fique abandonada. 


AÇUCENA fica emocionada com o gesto de SANDOVAL. Ela o abraça com bastante força e SANDOVAL retribuí. 

CORTA PARA/


CENA 10. CASA DE FÁTIMA. SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE

A câmera mostra que CASSIANO está andando de um lado para o outro demonstra toda a sua preocupação coM LÍVIA. Nesse momento uma batida na porta da casa pode ser ouvida. CASSIANO se levanta e abre a porta. Ele fica surpreso ao ver o DELEGADO AUGUSTIN em sua frente.


Cassiano — (nervoso) O que você veio fazer aqui? Eu deixei muito claro que a gente não tem mais nada para conversar. Vá embora agora 

Delegado Augustin — Eu entendi muito bem isso, Cassiano. Mas o assunto que me traz aqui é muito sério. Algo aconteceu com a Lívia. 

Cassiano — É melhor você não dizer mais nenhuma palavra. Por sua causa a Lívia está presa. 

Delegado Augustin — Eu não vou ficar mais discutindo isso com você, Cassiano. O que eu vim te falar é que a Lívia entrou em trabalho de parto. O seu filho vai nascer.


CASSIANO fica em choque. Ele não sabe como reagir. 


Cassiano — Eu nem sei o que dizer. (P) Onde a Lívia está? Eu quero estar com ela nesse momento. Eu preciso ficar ao lado dela.

Delegado Augustin — Eu sei que você quer ver a Lívia, Cassiano. Mas eu acho melhor você esperar um pouco a poeira baixar. 

Cassiano — Você sabe muito bem que eu não vou fazer isso, Delegado. Principalmente agora que o meu filho nasceu. Não dá. 


O DELEGADO AUGUSTIN fica em silêncio. Logo depois ele toca no ombro de CASSIANO que fica o encarando. 


Delegado Augustin — (sério) Eu também acredito na inocência da Lívia, meu filho. Mas eu estou de mãos atadas. Eu não posso deixar de cumprir com o meu trabalho. É a lei. 

Cassiano — Seja como você quiser, Delegado Augustin. A Lívia é inocente e e eu provar isso. Eu vou descobrir quem matou o Tom. 


CASSIANO sai de casa com muita pressa. A câmera mostra o semblante sério estampado no rosto do DELEGADO AUGUSTIN que está bastante preocupado.

CORTA PARA/


CENA 11. PORTO DA AREIA. RUA. EXTERIOR. TARDE

Em plano aberto a câmera mostra que BABY vai andando pela rua totalmente transtornada. Logo depois a câmera gira mostrando o carro de RUBINHO se aproximando em alta velocidade. BABY se enche de coragem e fica parada no meio da rua. RUBINHO para o carro bem perto dela. Em seguida ele sai do carro esbravejando com BABY. 


Rubinho — (gritando) Você ficou louca, Baby? Eu poderia ter te atropelado. O que você está querendo com tudo isso? Pode falar. 

Baby — É sério essa pergunta, Rubinho. Desde que eu voltei para Porto da Areia que você tem me perseguido. Eu me cansei disso. 

Rubinho — Tudo o que eu estou fazendo é para o seu bem, Baby. Você nunca vai ser feliz ao lado daquele pescador miserável. 

Baby — Lave a sua boca para falar do Franchico, Rubinho. Você não é nem 10% do homem que ele é. Eu sinto nojo só de te olhar. 


RUBINHO fica totalmente incontrolável. Ele segura BABY pelos  braços com muita força. Ela o olha com raiva.


Rubinho — Você está tirando a minha paciência, Baby. Você quer mesmo saber de uma coisa? Eu fiz tudo isso e não me arrependo. 

Baby — Eu não tenho medo de você, Rubinho. Eu só quero te dizer o quanto você é insignificante para mim. Você não vale nada. 

Rubinho — Eu espero que você não se arrependa do que você está me dizendo, Baby. Você não sabe do que eu sou capaz de fazer. 


BABY consegue soltar o seu braço. Ela e RUBINHO ficam se olhando. Um vai encarando o outro em silêncio. 


Baby — (firme) Essa é a questão, Rubinho. Eu só me arrependo de uma coisa em minha vida. Do dia que eu te conheci. Você foi o pior erro da minha vida. Essa é a verdade.

Rubinho — Uma coisa eu posso te garantir, Baby. Você não vai ficar com o Franchico. Eu não vou deixar isso acontecer. Não vou. 


RUBINHO volta a entrar em seu carro e depois vai embora. BABY continua parada no meio da rua bastante séria.

CORTA PARA/


CENA 12. CASA DE MISAEL. SALA. INTERIOR. TARDE

ROSELI e JUCA continuam abraçados. MISAEL está parado na frente deles e ele lança um olhar de ódio para o seu próprio filho. JOSEFA se aproxima de MISAEL e ela lhe dá um tapa bem forte na cara o que vai endurecendo MISAEL cada vez mais. Ele vai se tornando ainda mais instável. 


Josefa — (séria) Isso ainda é pouco perto do que você merece, Misael. O seu lugar é na cadeia, maldito. Você me enganou. 

Misael — Vocês acham mesmo que isso acabou? Só vai acabar quando eu tiver o que eu quero. E vocês sabem o que eu quero.

Roseli — Disso você pode esquecer, Misael. Eu nunca vou ser sua novamente. A única coisa que eu queria de você era o meu filho. 

Misael — Se eu fosse você eu não contaria com isso, Roseli. Eu não vou desistir tão fácil assim. Nem que eu tenha que matar o Aníbal para conseguir ter você de novo. 


ROSELI fica perplexa. Ela e JOSEFA se entreolham. 


Roseli — Você não pode estar falando sério, Misael. Você não seria capaz de fazer uma coisa tão asquerosa desse jeito. 

Josefa — Se eu conheço o Misael ele seria capaz sim de fazer uma coisa assim, Roseli. 

Misael — Não me digam que vocês viraram amigas do dia para a noite? Eu não vou permitir que vocês levem o Juca. Estão me ouvindo? 


ROSELI fica parada na frente de MISAEL.


Roseli — (corajossa) Você não mais dizer o que eu posso ou não posso fazer, Misael. Isso acaba agora. Eu quero a minha de volta. (P) Vamos embora, meu filho. A gente não tem mais nada para fazer nesse lugar. 

Misael — Você ainda vai ser minha, Roseli. Eu não consumo desistir do que eu quero. 


ROSELI vai embora da casa de mãos dadas com o pequeno JUCA. Logo depois JOSEFA dá um tapa em MISAEL e depois também vai embora. Ele fica morrendo de raiva.

CORTA PARA/


CENA 13. CASA DE FÁTIMA. QUARTO. INTERIOR. TARDE

FÁTIMA está sentada na beira de sua cama com o pensamento muito distante. Nesse momento LENITA entra no quarto parecendo um verdadeiro furacão. Ela para na frente de FÁTIMA e a olha com muita seriedade. FÁTIMA fica encarando LENITA que está muito nervosa. 


Lenita — (aflita) Onde está o Cassiano? Ele simplesmente sumiu. Porque será que eu acho que você está me escondendo alguma coisa. Seja o que for pode me dizer. 

Fátima — Está tudo bem, Lenita. Eu vou contar. Você vai descobrir de qualquer jeito mesmo. (P) A Lívia entrou em trabalho de parto. 

Lenita — Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo. Não me diga que o Cassiano foi atrás daquela infeliz da Lívia? Ele não pode fazer isso. Eu não permito.

Fátima — Qual é o seu problema, Lenita? Quando é que você vai aceitar que o Cassiano e a Lívia se amam? Você não pode fazer nada. 


LENITA fica muito irritada. Ela olha para FÁTIMA com raiva. 


Lenita — Eu nunca vou aceitar isso, Fátima. O meu filho não pode continuar se envolver com a neta do homem que destruiu minha vida. 

Fátima — Eu estou cansada de tentar te fazer ver a verdade, Lenita. Eu criei o Cassiano e eu sei o quanto ele ama a Lívia. Você não vai conseguir afastar ele da Lívia. 

Lenita — Isso é o que nós vamos ver, Fátima. Eu vou afastar essa maldita da Lívia da vida do meu filho custe o que custar. Eu juro.


FÁTIMA não acredita no que ela está ouvindo. 


Fátima — (incrédula) Eu não posso acreditar no que eu estou ouvindo, Lenita. O que foi que aconteceu com você,? Você não é a mesma mulher que eu me lembrava. Não mesmo. 

Lenita — O Gregório Assunção destruiu a minha vida, Fátima. Como você queria que eu ficasse? Eu não posso perder o meu filho.


LENITA saindo quarto decidida. FÁTIMA fica sem reação.

CORTA PARA/


CENA 14. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. TARDE

O DELEGADO AUGUSTIN está totalmente perdido em seus pensamentos. Nesse momento KÉSIA entra em sua sala e ela vem trazendo GREGÓRIO que está algemado. O DELEGADO AUGUSTIN esboça um sorriso ao perceber o que está acontecendo. GREGÓRIO fica furioso. 


Delegado Augustin — Eu nunca pensei que isso realmente fosse acontecer. Você está de parabéns, Késia. Você foi brilhante. 

Gregório — (furioso) Vocês estão cometendo um grande erro, Delegado. Eu estou avisando. 

Késia — Você ainda nada acham pode nos ameaçar, Gregório? Você ainda não percebeu que chegou aí fim da linha? 

Gregório — Não fale nesse tom comigo, sua insolente. Esse circo que vocês armaram não vai adiantar de nada. Vocês verão. 


O DELEGADO AUGUSTIN se levanta sua cadeira e fica frente a frente com GREGÓRIO. O Clima fica tenso.


Delegado Augustin — Parece que você ainda não entendeu a gravidade da situação, Gregório. Você não vai a lugar nenhum. Finalmente o seu reinado de terror chegou ao fim.

Gregório — Eu já me livrei de um Delegado algum tempo atrás. E eu farei o mesmo com você. 

Késia — Então você admite estar por trás da morte do Delegado Praxedes? Você está ficando cada vez mais sem saída, Gregório. 


GREGÓRIO percebe que ele está ficando encurralado. O DELEGADO AUGUSTIN e KÉSIA se olham sorridentes. 


Gregório — (frio) Eu não vou dizer mais nada sem a presença do meu advogado. Vocês não tem absolutamente nada contra mim.

Delegado Augustin — Você pode fazer do jeito que você quiser, Gregório. Isso não vai fazer a menor diferença. Nós temos o dossiê que a Eleanor tinha contrs você. Acabou. 


GREGÓRIO fica em total silêncio. Ele não diz nada enquanto o DELEGADO AUGUSTIN e KÉSIA o encaram.

CORTA PARA/

PORTO DA ARRIA, ANOITECE.


CENA 15. HOSPITAL. LEITO. INTERIOR.  NOITE

A câmera mostra que LÍVIA está deitada na cama do leito hospitalar e uma enfermeira vem entregando um lindo menino em seus braços. As lágrimas escorrem pelos olhos de nossa protagonista. Nesse instante CASSIANO entra no leito e ele vai indo na direção de LÍVIA que o olha.


Lívia — (emocionada) Olha como ele é tão pequeno, Cassiano. Eu nunca pensei que pudesse existir dentro de mim um sentimento tão avassalador desse jeito.

Cassiano — Você não pode imaginar o nome quanto eu estou feliz, meu amor. Você está ne fazendo o homem mais feliz do mundo.

Lívia — Eu só lamento que essa felicidade vai durar muito pouco tempo. Eles vão tirar o nosso filho mim, Cassiano. Eu sei disso.

Cassiano — Você não pode ficar pensando nisso agora, Lívia. Você tem que pensar no seu bem e no bem do nosso filho. 


O semblante de LÍVIA vai ficando cada vez mais triste. CASSIANO segura as mãos de LÍVIA suavemente. 


Lívia — Eu não quero que você fique preso na tentativa de provar a minha inocência, meu amor. Se for necessário eu quero que você me esqueça e crie o nosso filho.

Cassiano — Eu vou fingir que você não disse isso, Lívia. Eu vou fazer o que estiver ao meu alcance para te tirar da cadeia. Ouviu? 

Lívia — Como você consegue ser tão incrível comigo, Cassiano? Todo mundo acha que eu sou uma assassina. Não você. 


CASSIANO olha para LÍVIA com um brilho no olhar.


Cassiano — (sorrindo) Você é a mulher que eu amo, Lívia. Nada no mundo vai me fazer acreditar que você matou o Tom. Eu te conheço bem. 

Lívia — Eu nem sei o que dizer, Cassiano. O meu coração não se enganou quando te escolheu. Disso eu tenho certeza. 


LÍVIA se ajeita na cama do leito hospitalar. Ela e CASSIANO se olham profundamente nos olhos um do outro. Eles se beijam apaixonadamente e com muito amor.

TRILHA SONORA: Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim - Ivete Sangalo. 

Enquanto CASSIANO e LÍVIA se beijam eles não percebem que a porta vai se abrindo e ANA ROSA olha para os nossos protagonistas com muito ódio e inveja.


A imagem congela no olhar de inveja de ANA ROSA. Aos poucos uma onda invade a tela dando efeito e encerrando o capítulo.





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