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VILAREJO - Capítulo 21



Capítulo 21

Cena 01 - Escritório Buarque Siqueira [Interna/Manhã]

[Surpreso com o que estava acontecendo naquele escritório, Antônio confrontou Carlota.]


ANTÔNIO: - Espera, deixe-me ver se eu entendi. Vosmecê decidiu por mim e sem me consultar que eu não vou mais casar com a Laura e que agora vou me casar com uma milionária que nunca vi na vida e sequer sei o nome?


CARLOTA: - Calma, meu filho. Também não é para tanto e não precisa fazer com que tudo soe tão dramático.


ANTÔNIO: - Como não, mamãe? Acaso a senhora está ouvindo a loucura que está dizendo? Eu não posso concordar com o que esse homem acaba de dizer. Como vou assinar um acordo pré-nupcial para me casar com uma desconhecida?


ADVOGADO: - Quanto a isso, vosmecê não se preocupe. A noiva é uma mulher bem apanhada, com a conta bancária bem recheada. Vosmecê há de se apaixonar por ela, de um jeito ou de outro.


CARLOTA: - Ele tem razão, meu filho. Essa bobagem de amor é uma coisa que vem com o tempo, ninguém se casa verdadeiramente apaixonado. Isso é uma invenção!


ANTÔNIO: - A senhora só pode ter perdido a razão. Casar com uma desconhecida está fora de cogitação, eu não vou me sujeitar a isso. [Diz ao se levantar bruscamente].


CARLOTA: - Antônio, meu filho. Acalme-se, não é para tanto.


ANTÔNIO: - Isso não está mais em discussão. Se me permitem, com licença! [Sai do escritório, deixando Carlota sozinha com o advogado].


Cena 02 - Casa dos Lobato [Interna/Manhã]

Música da cena: Apesar de Você - Chico Buarque

[Com a transição de cenas, surgem as avenidas da cidade de São José dos Vilarejos. Em seguida, surge a fachada da casa dos Lobato.]


LAURA: [Come apressadamente]. 


GRAÇA: - Que modos são esses, minha filha? Estou te estranhando!


LAURA: - Eu preciso me apressar, tenho que passar na costureira ainda. Não gosto de desgrudar, preciso opinar nos rumos que ela tá dando no meu vestido de noiva.


PEDRO: - Comendo desse jeito, duvido muito que vosmecê consiga entrar no vestido.


LAURA: - Nossa, é impressionante como vosmecê gosta de ser desagradável. Olha mamãe, fica atenta no seu filhinho, pois ele anda bordejando demais por aí, qualquer dia casa com uma desclassificada, ou quem sabe, uma cigana!


GRAÇA: - Cigana? De onde tirou isso? Vosmecê deve estar mesmo à flor da pele, Laura. É melhor você ir para a casa da costureira, está falando muitas bobagens.


LAURA: [Levanta-se e joga o guardanapo de pano em cima da mesa] - É, é melhor mesmo antes que eu faça um desatino. Até mais ver! [Vai embora].


GRAÇA: [Olha para Tomásia parada no canto da sala de jantar] - E vosmecê, o que faz aí parada como se fosse uma alma penada? Acaso perdeu alguma coisa acá?


TOMÁSIA: - Não, apenas fico esperando vassuncê terminar, sinhá. Para o caso de precisar de mim!


GRAÇA: [Observa a escrava com desconfiança] - Ah, sei. Vosmecê anda muito sumida dessa casa, não acha?


TOMÁSIA: - Não, sinhá. Só saio quando a senhora precisa que eu faça alguma coisa na rua…


GRAÇA: - É bom mesmo, porque vosmecê sabe do que eu sou capaz se te pegar na mentira, não sabe sua escravinha?


TOMÁSIA: [Balança a cabeça, nervosa].


GRAÇA: - É bom mesmo, Tomásia. É bom mesmo! [Conclui bebendo um gole de café, enquanto permanece encarando a escrava].


Cena 03 - Ruas da Cidade [Externa/Manhã]

[Furioso, Antônio saiu para a rua e não atinava em nada quando Carlota se aproximou.]


CARLOTA: - Me espera… Eu disse para me esperar, Antônio. Vosmecê não me ouviu? [Grita ao segurar o braço do filho].


ANTÔNIO: - Ouvi, ouvi sim, mamãe. Acredito que se tem alguém que não ouviu aqui, foi vosmecê. Vosmecê não ouviu o que estava dizendo lá dentro? Como pode me propor, casar com uma estranha só por causa do dote?


CARLOTA: - Não banque o cheio de virtudes para cima de mim, Antônio. Eu sou sua mãe, te criei e te conheço como ninguém. Vosmecê gosta da vida boa, do conforto e do luxo. Coisa que aquela sonsa da Laura jamais irá te proporcionar. Além disso, vosmecê mesmo disse ontem que seria capaz de fazer qualquer coisa para salvar e ajudar a sua família, já esqueceu disso?


ANTÔNIO: - Não, mamãe. Eu não esqueci, isso só não inclui o meu casamento com uma perfeita estranha para satisfazer as suas vontades. Agora se me permite, preciso trabalhar. Com licença! [Vai embora, deixando Carlota para trás, sozinha].


CARLOTA: - Veremos, Antônio. Veremos! [Pensa em voz alta, enquanto observa o filho ir embora].


Cena 04 - Campo [Externa/Manhã]

Música da cena: Lua Cheia - Dienis (Participação Especial: Letícia Spiller)

[Com a transição de cenas, surge algumas imagens externas dos campos da cidade. Em um certo ponto, Pedro e Açucena voltaram a se encontrar.]


PEDRO: [Beija Açucena] - Que bom que vosmecê veio, queria muito te ver.


AÇUCENA: - Eu não sei se o que estamos fazendo é certo. Isso envolve pessoas que amo e eu não quero magoar ninguém.


PEDRO: - Se vosmecê está falando do seu noivo, podemos conversar juntos com ele. Está claro que não gosta dele!


AÇUCENA: - Sim, eu sei disso. Foi por esse motivo que eu comentei com a minha avó sobre nós dois.


PEDRO: - Comentou? Mas sem falar nada comigo?


AÇUCENA: - Comentei, por quê?


PEDRO: - Ah, porque pensei que fôssemos combinar tudo antes disso. Além disso, acho que precisamos tomar cuidado a partir de agora quando formos nos encontrar. Minha irmã hoje mencionou uma história sobre eu me casar com uma cigana e…


AÇUCENA: [Interrompe Pedro] - E aí, certamente vosmecê ficou com vergonha. Não quer ser vista com uma romí, como eu. Pensa que eu não sei que no fundo vosmecê só quer brincar comigo? Pois fique sabendo que não vai conseguir. Não vai!

Tradutor: Romí = Mulher cigana.


PEDRO: [Beija Açucena novamente, acabando com o mal entendido].


Cena 05 - Casarão D’ávilla [Interna/Tarde]

Música da cena: Flor de Lis - Melim

[Surgem imagens dos canaviais do engenho da Família D’ávilla, em seguida aparece a fachada principal da propriedade. No interior da casa, Rosaura e Leonora desciam a escada enquanto conversavam.]


LEONORA: - Eu tenho notado vosmecê com um brilho diferente nos olhos, que está mais feliz. Está acontecendo alguma coisa, minha amiga?


ROSAURA: - Vassuncê me conhece bem mesmo, não é sinhá Leonora? [Questiona sorridente].


LEONORA: - Assim como vosmecê me conhece extremamente bem, sabe de muitos segredos, ou pelo menos da maioria. [Responde pensativa].


[Nesse momento, Vicente invade a sala de estar à procura de Leonora.]


VICENTE: - Cadê, onde ela está? [Perguntou ao entrar].


LEONORA: - Vicente, o que vosmecê está fazendo acá?


VICENTE: - Vosmecê reaparece assim, mexe com sentimentos adormecidos há anos e simplesmente desaparece de novo? Precisamos conversar, eu não pretendo passar mais nenhum dia sem esclarecer tudo entre nós.


[Leonora e Rosaura se encaram por um breve momento.]


ROSAURA: - Io acho melhor vassuncê ir com ele, sinhá.


LEONORA: - Está bem, Vicente. Eu vou com vosmecê! [Completa].


Cena 06 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

[Após deixar seu quarto, Ana Catarina percorreu o corredor de sua fazenda e abriu a porta do escritório, entrando logo em seguida.]


ANA CATARINA: - Eu estava mesmo esperando sua visita, precisávamos acertar nossas contas. [Disse em tom misterioso, posicionando-se em frente a um homem, que estava de costas].


CAFEICULTOR: - Sim, eu já completei o serviço. Preciso desaparecer agora, antes que aquela mulher me encontre. [Responde friamente, revelando-se mais um aliado de Ana Catarina em sua vingança].


ANA CATARINA: - Naturalmente. Posso ver? [Fala se referindo a pasta que o golpista carregava consigo mesmo].


CAFEICULTOR: [Sorri ao entregar a maleta para Ana Catarina].


ANA CATARINA: [Posiciona a maleta em cima da mesa e a abre em seguida, revelando uma grande quantia em dinheiro] - É, pelo o que vejo está tudo acá. Vamos agora, acertar nossas contas. Aqui está a sua parte! [Diz ao retirar um montante de dinheiro da maleta]. - Creio que isso seja suficiente para vosmecê desaparecer e recomeçar sua vida em outro lugar. 


CAFEICULTOR: [Segura o montante de dinheiro] - É sempre bom fazer bons negócios. [Conclui].




Cena 07 - Cachoeira [Externa/Tarde]

Música da cena: Corre - Gabi Luthai

[Sozinho na cachoeira, Miguel observava a água correr, quando ouviu passos se aproximando.]


MIGUEL: - Vosmecês, que bom que vieram. 


MARIA DO CÉU: [Sorri ao se aproximar] - Não poderia deixar de vir, principalmente depois do que fez por mim.


TOMÁSIA: - Lembrem-se que não podemos demorar.


[Miguel e Maria do Céu caminharam um pouco, tomando certa distância.]


MIGUEL: - Vosmecê está muito bonita, mesmo com todo esse disfarce.


MARIA DO CÉU: [Sorri] - Bonita, eu? Eu sou apenas uma moribunda, uma moça com a morte em eminência.


MIGUEL: - Escuta, Maria do Céu. Eu comentei da outra vez e vou repetir novamente. Eu sou médico e posso te ajudar, principalmente assim, a olho nu. Vosmecê não me parece uma mulher com uma doença fatal. Tem certeza desse diagnóstico? Que doença tem? Sabe o nome? [Questiona curioso].


MARIA DO CÉU: - Taí, sabe que eu não sei o nome da doença? A única coisa que eu sei é que é a mesma doença da minha mãe. [Responde pensativa].


MIGUEL: - Mas e o médico, ele te visita regularmente? O que ele costuma dizer quando te examina?


MARIA DO CÉU: - Sabe que eu não me lembro a última vez em que estive com o médico? A única pessoa que tem cuidado de mim nos últimos anos tem sido a minha tia, é como se fosse uma santa.


MIGUEL: [Estranha] - Uma santa? Sei! [Conclui].


Cena 08 - Casa de Modas [Interna/Tarde]

Música da cena: Esquadros - Gal Costa

[Surge a fachada da casa de modas. No interior do local, Laura estava radiante ao se observar refletida no espelho, usando seu vestido de noiva que estava praticamente pronto.]


LAURA: - Está ficando lindo. Simplesmente lindo! [Fala se olhando refletida no espelho. De repente, observa além do vestido e no fundo da sala, duas mulheres cochicham e olham para ela]. - O que houve, posso saber o que está havendo?


COSTUREIRA: - Não é nada, querida. Desconsidere, sabe como é como se juntam várias mulheres em um mesmo ambiente, a fofoca corre solta.


LAURA: [Vira-se e cerra os olhos observando as mulheres] - Então quer dizer que o alvo da fofoca da vez sou eu. Posso ao menos saber o que estão falando de mim? [Ironiza].


COSTUREIRA: - É melhor não, minha querida. Não é muito agradável! [Responde sem jeito].


LAURA: [Desce do banco de provas e se aproxima da costureira] - Vosmecê não sabe o que é uma pessoa desagradável quando eu sou contrariada. Será que vosmecê pode me contar de uma vez o que está acontecendo ou eu preciso fazer um escarcéu?


COSTUREIRA: - Está bem, está bem. Depois não reclama do que vou te contar… O seu noivo estava de conversinha com a Condessa de Burgos aqui na porta. Eles estavam passeando pela cidade como dois pombinhos. Dizem por aí que eles estão apaixonados! 


LAURA: [Se enfurece após ouvir a fofoca].


Cena 09 - Acampamento Cigano [Externa/Noite]

[Os ciganos estavam cercando a fogueira, quando uma carruagem se aproximou do acampamento. Em seguida, Ana Catarina desceu e se aproximou deles.]


VLADIMIR: - Vejam, é a gají que me ajudou e nos deu mantimentos. [Diz ao vê-la].

Tradução: Gají = Mulher não cigana.


ANA CATARINA: [Sorri] - Sou eu mesma, trouxe mais mantimentos. Quero muito ajudá-los. Será que podem me ajudar a descarregar a carruagem? [Questiona].


VLADIMIR: - Bendita seja a tua sorte, gají. Que Deus te abençoe por ajudar os ciganos! [Diz ao beijar a mão de Ana Catarina].


ANA CATARINA: - Faço de bom grado. Digamos que os ciganos me trazem velhas lembranças do passado. [Responde nostálgica].


VLADIMIR: - Eu espero que lembranças boas, sim? Agora vou descarregar a carruagem com outros homens, já volto. Não saia daí! [Diz ao se afastar].


ANA CATARINA: [Observa feliz os ciganos retirarem os mantimentos e havia levado na carruagem].


MADALENA: - Que a sorte esteja convosco, xaborrí. Sabia que voltaria um dia! [Diz ao surgir atrás de Ana Catarina].

Tradução: Xaborrí = Menina.


ANA CATARINA: [Vira-se e encara Madalena] - Boa noite, minha senhora. Acredito que esteja me confundindo com alguém. Eu não sei do que está falando…


MADALENA: - A velha cigana não se engana, xaborrí. Eu vejo em seus olhos, que antes tinham luz e irradiavam, hoje eles possuem dor e ressentimento. A dor te feriu profundamente e a sua alma sangra até hoje. Vosmecê está caminhando por um caminho muito perigoso, tenha muito cuidado. [Alerta].


VLADIMIR: - Pronto, já descarregamos. [Diz ao retornar]. - Vejo que já conheceu a Madalena, ela é muito boa em adivinhar o futuro, sabia? [Fala orgulhoso].


ANA CATARINA: - Eu tenho que ir… [Responde nervosa].


VLADIMIR: - Mas já? Vosmecê mal chegou… Eu gostaria de te apresentar ao meu bato! 

Tradutor: Bato = Pai.


ANA CATARINA: - Bom, ficará para outro dia. Eu preciso mesmo ir, com licença! [Entra na carruagem apressadamente, dando ordem para o chofer a levar embora].


VLADIMIR: [Observa Ana Catarina ir embora, sem entender nada] - Que estranho, o que será que deu nela?


MADALENA: - As almas estão atormentadas pelo ressentimento e o desejo de vingança. Essa pobre mulher ainda vai sofrer muito pelas decisões que tomou. [Completa].


Cena 10 - Casarão D’ávilla [Interna/Noite]

[Antônio e Carlota permaneciam em silêncio durante o jantar por conta dos últimos acontecimentos.]


CARLOTA: - E a minha irmã, Rosaura? Vosmecê não a chamou? [Questionou enquanto tomava sopa].


ROSAURA: - Dona Leonora não está em casa, saiu e não disse para onde ia.


CARLOTA: [Estranha] - Saiu e não disse para onde ia? A essa hora? 


[Nesse momento, alguém bate insistentemente na porta da casa.]


ROSAURA: [Vai até a porta ver quem é] - Pois não, posso ajudar? [Diz ao abrir].


TABELIÃO: - Eu estou a procura da Senhora Carlota Guerra D’ávilla.


[Ao ouvir a voz de um homem, Carlota e Antônio vão até a sala checar quem é.]


CARLOTA: - O que deseja? Não acha que está muito tarde para andar fazendo visitas?


TABELIÃO: - Vosmecê sabe muito bem que essa não se trata de uma visita de cortesia.


ANTÔNIO: - Desculpe, será que alguém pode me explicar o que está acontecendo?


TABELIÃO: - Eu vim avisar que vou executar a promissória da hipoteca dessa fazenda. Se a sua mãe não quitar as dívidas pendentes, serei obrigado a colocar a fazenda em leilão.


CARLOTA: - Vosmecê não pode fazer isso. Acaso sabe com quem está falando?


TABELIÃO: - Naturalmente, vosmecê é só mais uma dessas madames que não pagam as contas e pensam que podem dar ordens em todo mundo. Eu já avisei, vou executar as promissórias se não quitar as dívidas, te dou no máximo 45 dias. Passar bem! [Vai embora].


ANTÔNIO: - Há quanto tempo não paga a hipoteca? [Questiona impressionado].


CARLOTA: - Do que isso importa agora? Vosmecê é o único que pode nos salvar e se recusa. Depois não se arrependa quando deixar toda a sua família morar na rua, pedindo esmola e dependendo da caridade alheia. Perdi o apetite! [Conclui ao subir furiosa].


[Rosaura e Antônio se olham, mas permanecem em silêncio.]


Cena 11 - Acampamento Cigano [Interna/Noite]

Música da cena: Sem Poupar Coração - Nana Caymmi

[Após passarem uma tarde tórrida de amor, Leonora e Vicente estavam deitados e enrolados apenas em uma manta, aproveitando o momento juntos.]


LEONORA: - Sabe que eu sempre sonhava no momento em que voltaria a ficar assim, em seus braços?


VICENTE: - Pois então se acostume, a partir de agora não iremos mais nos separar. Nunca mais! [Completa beijando Leonora novamente].


Cena 12 - Escritório Buarque Siqueira [Interna/Manhã]

[Como de praxe, o advogado de Ana Catarina foi até o escritório onde trabalhava pontualmente.]


ADVOGADO: - Quando o meu assistente disse que vosmecê estava aqui, confesso que pensei que fosse uma piada. Acaso posso saber o que fazes aqui? [Questionou ao ver Antônio].


ANTÔNIO: - Sim, claro que pode. Vim dizer que tomei uma decisão sobre a proposta de casamento.


ADVOGADO: - Ah, é? Estou ouvindo! [Diz ao se acomodar na própria cadeira].


Música da cena: Amor Gitano - Beyoncé ft. Alejandro Fernández


ANTÔNIO: - Eu decidi aceitar a proposta. Pode dizer a milionária misteriosa que aceito a proposta de me casar pelo dote de 100 mil contos de réis! [Conclui].


[A imagem congela focando em Antônio sério, diante o advogado, surge um efeito de uma pintura envelhecida e o capítulo se encerra].


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