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Ilusões Perdidas - Capítulo 19

 




 ILUSÕES PERDIDAS

EPISÓDIO 19

CENA 1/ RIO DE JANEIRO/ LAGOA RODRIGO DE FREITAS/ LADEIRA DO SACOPÃ/ MANHÃ/ EXT.

O comissário e o investigador continuam a analisar o carro. Eles encontram um pingente com um nome de uma mulher.

ALÉCIO — Marina!

PACHECO — Acredito que a gente já tem por onde começar nas investigações. Olha o que eu também encontrei.

Pacheco entrega a Alécio um bilhete.

ALÉCIO (Lendo) — “As minhas noites estão a cada dia mais tristes sem a sua presença. Sinto muita saudade de você. Nós podemos nos encontrar amanhã em frente ao Clube Caiçaras. Mas temos que ser muitos sutis, pois o Eduardo pode desconfiar. Ass. Marina Lins Vicente. ” Certamente foi um crime passional.

PACHECO — Nada foi mexido no carro. Tem até 200 cruzeiros aqui na carteira da vítima. Latrocínio não foi!

ALECIO — Esse crime vai dar o que falar!

Eles continuam a analisar o carro para ver se encontram outras provas do crime.

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CENA 2/ RIO DE JANEIRO/ MANSAÕ DA FAMÍLIA MARTINS/ SALA DE JANTAR/ MANHÃ/ INT.

Rosemary, Manuel e Rubens estão sentados à mesa tomando café, no instante em que a empregada se aproxima.

EMPREGADA (P/Rosemary e Rubens) — O Robaldo não dormiu em casa!

ROSEMARY (P/Empregada) — Estranho! Ele avisou? Porque ele nunca dormiu fora de casa sem me avisar.

MANUEL (Interrompe) — Será que ele não foi dormir na casa da namorada dele?

ROSEMARY — Pode ser! Mas eu me lembro que um homem ligou para ele ontem, que saiu e não voltou mais.

RUBENS — O Ronaldo já adulto. Não precisa ficar dando satisfações a ninguém.

ROSEMARY — A mim ele precisa.

RUBENS — Vou me encontrar com Astrid.

ROSEMARY — Vê se você encontra o seu irmão, meu filho. Estou preocupada.

RUBENS — Qualquer coisa, eu ligo.

Em seguida, Rubens sai.

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CENA 3/ RIO DE JANEIRO/ MANSÃO FISHER/ SALA DE ESTAR/ MANHÃ/ INT.

Astrid está conversando com Arlete, no instante em que a porta, que estava entreaberta, se abre. Rubens entra trazendo consigo um buquê de flores.

RUBENS (P/Astrid) — Vim trazer um buquê de flores para a minha amada.

ASTRID (P/Rubens) — Ah, não precisava, Rubens!

RUBENS (P/Astrid) — Vim te ver porque estava com saudades.

ARLETE (P/Rubens e Arlete) — Vocês parecem que foram feitos um para outro.

RUBENS (P/Arlete) — O destino s vezes pode ser cruel e as vezes podem fazer coisas maravilhosas. Nós nos entendemos porque as nossas vidas parecem se completar. Nós passamos por traumas pessoais. Ela perdeu a família toda na guerra; eu perdi a minha esposa num acidente. Temos visões de mundo muito parecidas.

ASTRID — Parece cliché dizer isso, mas acho que pela primeira estou vivendo um grande amor. Não tive a oportunidade de viver um grande amor. A minha vida foi bastante turbulenta nas últimas décadas. Mereço, nem que seja apenas por alguns segundos, ser feliz.

ARLETE — Merece!

RUBENS (P/Astrid) — E estou aqui para dar todo o apoio que você precisa. Somos um casal. Vim te convidar para tomarmos um café na confeitaria Colombo, aceita?

ARLETE (P/Rubens) — Claro! Qualquer convite vindo de você, eu aceito!

Eles se beijam.

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CENA 4/ RIO DE JANEIRO/ DELEGACIA/ MANHÃ/ INT.

Alécio e Pacheco.

PACHECO — O tal Ronaldo Martins era membro da família Martins. Ele era um corredor de automobilismo, assim como o irmão. Os pais dele são dono de uma empresa de fabricação de carros e bicicletas.

ALECIO — Os pais dele já sabem?

PACHECO — Provavelmente não. O noticiário policial ainda não está noticiando o fato. Mas não demorar muito até esse crime cair na boca do povo!

ALECIO — De qualquer forma, é melhor a gente ir se adiantando.

Enquanto conversam e fumam, conversam. Em seguida, após relutarem muito, saem.

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CENA 5/ RIO DE JANEIRO/ MANSÃO DA FAMÍLIA MARTINS/ SALA DE ESTAR/ MANHÃ/ INT.

A empregada abre a porta. Rosemary e Manuel ficam de pé, ao perceberem que as visitas se tratam de Alécio e Pacheco.

ALECIO e PACHECO (Juntos) — Pedimos que fiquem calmos. Se possível, bebam até um pouco de água porque o que temos para falar é sério e não vai ser fácil para vocês.

MANUEL (Aflito) — O que foi que aconteceu?

PACHECO — Ronaldo Martins é o filho de vocês, não é?

ROSEMARY (Nervosa/ Interrompe/ P/Pacheco) — Sim, pode falar o que aconteceu. Meu filho saiu de casa ontem e não voltou até agora. O que houve com ele? Eu estou muito preocupada. O que houve?

PACHECO (P/Rosemary) — O seu filho foi assassinado!

Rosemary e Manuel arregalam os olhos diante.




CENA 6/ RIO DE JANEIRO/ MANSÃO DA FAMÍLIA MARTINS/ SALA DE ESTAR/ MANHÃ/ INT.

Rosemary se senta na poltrona, ainda sem acreditar no que ouvira. Manuel, inerte e de pé, tentava assimilar tudo aquilo.

MANUEL — Como assim assassinado?

ALECIO (Interrompe/ P/Manuel) — Ele foi encontrado em fusca preto com três balas cravadas na cabeça.

Rosemary se ajoelha no chão e começa a gritar.

ROSEMARY — Não! Meu filho não. Fala apara mim que não é verdade!

MANUEL (Com lágrimas nos olhos/ P/Alécio e Pacheco) — Como foi isso?

PACHECO (P/Manuel e Alécio) — Não sabemos ainda muitas informações. Vamos tentar descobrir algumas testemunhas. Mas, apesar das investigações ainda estarem no começo, já partimos de uma linha de investigação: crime passional.

MANUEL (P/Pacheco) — Crime passional?

PACHECO — Encontramos um pingente escrito “Marina” e um bilhete escrito por essa mesma moça. Vocês saberiam nos dizer se ele estava namorando.

Manuel tenta puxar da memória alguma coisa dita por Ronaldo sobre namoro. Inserir o flashback da cena 9 do capítulo 18:

Rosemary e Manuel agradecem as pessoas que foram para a festa e a casa se esvaziando aos poucos. Ronaldo se aproxima dos pais preocupado. Rosemary percebe que o filho está triste e preocupado.

ROSEMARY — O que foi, meu filho?

RONALDO — Estou apaixonado por uma moça, mas ela já tem outro pretendente. Eles vão até se casar.

ROSEMARY — Você sempre arrumando problema, Ronaldo Martins. Se relacionando com uma mulher comprometida.

RONALDO — Ela me ama, mas os pais dela não aceitam. Eles querem que ela se case com um brigadeiro.

ROSEMARY — O Rubens tem muito mais juízo que você.

MANUEL (P/Ronaldo) — Você já é adulto e tem que ter responsabilidade. Se relacionar com uma moça prometida de casamento. Eu não quero desejar mal a ninguém não, mas isso não vai terminar nada bem. Escute o que estou falando. Isso não vai terminar nada bem.

Fim do insert.

Manuel, andando pela sala.

MANUEL (P/Pacheco e Alécio) — Lembro sim. Uma das últimas conversas que tivemos, ele falou que estava apaixonado por uma moça que já era comprometida.

ROSEMARY — Ele só saiu ontem porque recebeu uma ligação, mas ele não queria sair. Estava muito cansado, mas a pessoa insistiu muito. Lembro-me muito bem.

Enquanto relata a última conversa que teve com Ronaldo, se lembra dele. Inserir flashback da cena 12 do capítulo 18:

Ronaldo está falando no telefone.

RONALDO — Não dá para resolver isso outra hora?

A pessoa no telefone responde, mas Ronaldo replica.

RONALDO — É que eu cheguei do trabalho agora.

A pessoa no telefone responde e Ronaldo confirma.

RONALDO — Está bom! Está bom! Eu vou. Na lagoa Rodrigo de Freitas, não é isso? Conhece meu carro? Um fusca preto! Está bem! Está bem! Eu vou.

Ronaldo vê que a mãe está na porta do quarto.

ROSEMARY — Você vai para onde, meu filho?

RONALDO — Esse rapaz quer falar comigo!

ROSEMARY — Você não estava cansado, meu filho?

RONALDO — E estou. Mas esse cara precisa falar comigo e só pode ser hoje.

Ronaldo sai. Rosemary fica preocupada.

Fim do insert.

ROSEMARY — Eu fiquei muito preocupada.

MANUEL — Eu até o alertei sobre uma possível tragédia, mas ele parece que não me quis dar ouvidos.

PACHECO — Nós vamos tentar entrar em contato com essa moça e com o tal namorado dela. Iremos resolver esse crime em questão de dias.

ROSEMARY — Vocês têm que encontrar quem fez isso com o meu filho.

PACHECO — Iremos fazer o possível!

Em seguida, os policiais cumprimentam Manuel e Rosemary e, em seguida, saem.

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CENA 7/ RIO DE JANEIRO/ CONFEITARIA COLOMBO/ MANHÃ/ INT.

Astrid e Rubens estão sentados à mesa tomando café. Eles se beijam e se deliciam naquela manhã tranquila na confeitaria Colombo.

RUBENS — Acho que a gente já poderia falar em casamento!

ASTRID — Acho que você está se adiantando demais nas coisas.

RUBENS — Quando eu assumo um compromisso, eu vou com ele até o fim.

ASTRID — Mas eu não tive muita sorte com casamento e eu já te disse isso.

RUBENS — Comigo vai ser diferente!

Neste instante, colocam um jornal na mesa. Ele aproveita aquele momento para ler o jornal e se surpreende com a notícia da primeira página.

RUBENS — “Mistério do Fusca Preto: Crime Passional? promessa do automobilismo e herdeiro das empresas da família Martins, Ronaldo Martins é assassinado misteriosamente na ladeira do Sacopã”. O meu irmão foi assassinado! Isso não pode ser verdade. Ele não pode ter morrido... Não dessa forma. Que forma bárbara de morrer. Assassinado? Eu vou entrar em contato com o Heitor e com o Paulo. Eles vão cuidar de tudo isso para mim.

ASTRID — Que trágico! Quem é Heitor e Paulo?

RUBENS — São meus amigos e são advogados. Eles cuidam das minhas coisas e da minha família também. Eles saberão nos falar como devemos agir nessa situação.

Eles terminam de tomar café e saem.

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CENA 8/ RIO DE JANEIRO/ MANSÃO DA FAMÍLIA FONSECA/ SALA DE ESTAR/ MANHÃ/ INT.

Astrid e Rubens entram e são recebidos por Heitor e Virgínia.

RUBENS — Vim o mais rápido possível. Eu queria que você me ajudasse a solucionar o assassinato do meu irmão.

HEITOR — Farei o que for possível, meu amigo. Você que por você e sua família eu faço tudo.

Heitor observa Astrid no canto da sala.

HEITOR — Quem é aquela belíssima moça?

RUBENS — Minha namorada!

Heitor vai até ela e beija a sua mão.

HEITOR — Prazer em conhecê-la! Você é muito bela.

Heitor fica maravilhado com a beleza de Astrid.

A imagem foca nele, com os olhos brilhantes e fixos em Astrid. Congelamento em preto e branco, que se fixa em um camafeu que se fecha.



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