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O PREÇO A SE PAGAR - Capitulo 07

 



Cena 01/Igreja/Int/Noite

Jofre está ajoelhado no altar.

Jofre - Me perdoe pelo que acabei de fazer. Proteja ela. E não me castigue, senhor. Por favor!

Jofre fecha seus olhos e reza. Licurgo aparece.

Licurgo - Tá tudo bem? Quer que eu reze com você?

Jofre - Não precisa. Já acabei!

Jofre se benze e vai embora, apressado.

Licurgo - Tem cada doido nessa cidade. Depois falam de mim... eu sei que falam!

Licurgo fecha as portas da igreja.


Cena 02/Seminário/Cela Pedro/Int/Noite

Pedro dorme. Está tendo um sonho agitado, que o faz mexer muito na cama, virando de um lado pro outro.


Cena 03/Casa Turíbio/Sala/Int/Noite

Filipa e Turíbio estão jantando.

Turíbio - A Isabel não vai descer pro jantar?

Filipa - Diz que não quer. Está com dor de cabeça e vai dormir cedo.

Turíbio - Mas ela tem que comer alguma coisa. Não pode dormir de estômago vazio. Faz mal.

Filipa - Fiz um sanduiche pra ela. Não se preocupe.

Turíbio - Conversou com ela?

Filipa - Conversei. Um papo de mulher pra mulher.

Turíbio - E ela.

Filipa - Me ouviu, como quem ouve uma amiga.

Turíbio - Tomará que ela te escute, meu amor. Não quero que o nome da minha filha caia na boca dessas beatas fofoqueiras, que adoram falar da vida alheia.

Filipa - Como falam da nossa. E nem por isso me importa.

Turíbio - Mas é diferente.

Filipa - Ela vai se comportar. Me prometeu isso.

Turíbio - Tomará mesmo. Pois se não quem vai dar um jeito nela, vai ser meu cinto.


Cena 04/Casa Patrício/Banheiro/Int/Noite

Jeferson toma banho. Está pensativo.


Cena 05/Praia/Ext/Noite

Flashback a ser gravado. Jeferson e Rebeca se amando na praia. A lua ilumina seus corpos nus, se entrelaçando, envolvendo-se, como se fossem tornar um só.


Cena 06/Casa Patrício/Banheiro/Int/Noite

Jeferson acaba de tomar banho. Se enrola na toalha e vai até o espelho. Limpa com a mão o vapor e olha seu reflexo.

Jeferson - Não sei o que vai ser da minha vida sem você, Rebeca.







Cena 07/Casa Patrício/Quarto Jeferson/Int/Noite

Isabel acaba de pular a janela, entrando no quarto vazio. Rapidamente se enfia debaixo do cobertor e tira sua roupa, que joga pro lado de fora, ficando de lingerie, cobrindo sua cabeça, pra fazer uma surpresa pra Jeferson. Ele chega do banheiro, deixa sua toalha cair no chão, pronto pra se vestir.

Isabel - Que bumbum mais lindo...

Jeferson leva o maior susto. Pega sua toalha e se ajeita.

Jeferson - Que você está fazendo aqui, Isabel?

Isabel levanta e caminha em direção a ele. Jeferson não consegue controlar seus olhos, diante da beleza de Isabel, que não se faz nenhum pouco de rogada.

Isabel - Eu sei que você me quer, Jeferson. Por isso resolvi te fazer uma outra surpresa, já que a que fiz de manhã, não terminou do jeito que eu queria.

Jeferson - É melhor você ir embora, Isabel. Você sabe que gosto da Rebeca.

Isabel - Mas ela está indo atrás de outro homem, Jeferson.

Isabel começa acariciar Jeferson.

Isabel - Não se faça de difícil pois eu sei que você me quer. Seu olhos me dizem isso, seu corpo todo está me dizendo que você me deseja. Estou aqui todinha pra você, Jeferson!

Isabel arranca a toalha de Jeferson. Que nesse momento lhe agarra, com fúria, com desejo, lhe dando um beijo ardente e a jogando na cama.

Jeferson - Se você me quer. É isso que vai ter.

Jeferson vai pra cima dela e começa a beijar seu corpo, percorrendo cada pedacinho que está a sua disposição.


Cena 08/Rio de Janeiro/Ext/Noite

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Cena 09/Apto de Basileu/Quarto/Int/Noite

Basileu observa o céu, a bonita lua, pensativo, distante. Acaricia os cabelos de Tina, que dorme no seu peito.

Basileu - Uma nova vida em Jandaia... só quero ver o que me espera lá.

Basileu olha pra Tina, que continua dormindo.

Basileu - Nunca vou te esquecer. Não existe e não existirá mulher nenhuma na minha vida sem ser você, meu amor!

Basileu beija a testa de Tina e continua ali, pensativo.


Cena 10/Casa Rufino/Frente/Ext/Noite

Rufino acaba de sair de sua casa, segurando sua mala. Jofre pega a mala.

Rufino - Tudo certo?

Jofre - Como o senhor mandou.

Rufino bate no ombro de Jofre.

Rufino - Ótimo, meu jovem. Deus está feliz com você, pela missão nobre que cumpriu.

Rufino entra no carro.

Rufino - Agora vamos.

Jofre guarda a mala de Rufino e entra no carro, dando partida e seguindo pra estrada.







Cena 11/Casa Patrício/Quarto Jeferson/Int/Noite

Jeferson e Isabel estão no maior amasso; Vladimir, usando um chapão igual ao de Napoleão e com a mão na barriga, na mesma posição em que ele custava ficar, irrompe pela porta, bradando:

Vladimir - (grita) Eles fugiram!

Jeferson e Isabel se assustam.

Jeferson - Quem fugiu, avô?

Vladimir - A família real portuguesa! Aqueles traidores, me deram a volta! Fugiram pro Brasil... Miseráveis! Mas não ficará barato assim não. Sou Napoleão Bonaparte e ninguém me engana e saí impune! Portugal vai pagar pela traição que eles fizeram, ao fugirem como ratos praquele quinto dos infernos...

Vladimir vai embora. Jeferson começa a rir, achando graça da situação.

Isabel - Não sei qual a graça?

Jeferson - Está em surto. Acha que é Napoleão!

Jeferson se enrola no lençol e levanta.

Isabel - Onde você vai?

Jeferson - Cuidar do meu avô...

Jeferson saí do quarto. Isabel, furiosa, começa a vestir sua roupa.

Isabel - Velho desgraçado! Devia tá no hospício, tendo suas loucuras por lá... (T) E logo agora que eu seria todinha do Jeferson, realizando esse meu sonho que vem me consumindo toda.


Cena 12/Estrada/Ext/Noite

O carro de Rebeca segue pela estrada.


Cena 13/Carro Rebeca/Int/Noite

Rebeca dirige. Acaba de colocar um pen-drive no dispositivo de som e começa a tocar: Canto da sereia – Marisa Monte. Rebeca canta junto.


Cena 14/Praia/Ext/Noite

Zinha e outras duas beatas, observando a festa, assustadas com o que veem.

Zinha - Olha lá pra vocês verem.

Beata - Isso é coisa do capeta...

Zinha - Padre Januário tem que dar um jeito nisso.

Marinho aparece.

Marinho - Querem participar?

As beatas se benzem.

Zinha - Deus que me livre e me guarde. Não participamos dessas coisas...

Marinho - Então porque estão aqui olhando? Podem participar, chegar mais perto. Não mordemos. Só estamos reverenciando Iemanjá, no seu dia.

Zinha - Vamos embora, meninas. Já vimos tudo e contaremos pro padre Januário, assim que ele voltar.

Zinha e as meninas vão embora.

Marinho - Que besteira! Todas as religiões, levam a um só Deus!

Marinho volta pro cento da festa. Todos cantando, dançando, esperando a chegada de Iemanjá. Ligar com música da cena anterior. Iemanjá entra. Todos reverenciam. Iemanjá começa a dançar. Momento.


Cena 15/Igreja Patrício/Salão/Int/Noite

O culto está acontecendo. Lívia está entre os fiéis, que acompanham o culto e cantam uma canção. Quando acabam, Patrício finaliza o culto.

Patrício - Que a paz do Nosso Senhor Jesus Cristo e que seu amor e paz estejam com todos.

Todos - Amém!

Os fiéis começam a ir embora; outros conversam. Lívia olha pra Patrício, que sorri de volta pra ela.


Cena 16/Igreja Patrício/Frente/Ext/Noite

Patrício acaba de fechar a porta da igreja. Lívia do seu lado.

Lívia - Estava lindo o culto de hoje, Patrício. Como sempre, melhor dizendo.

Patrício - É Deus agindo, Lívia. É Ele quem guia minhas palavras, o nosso culto.

Lívia - Eu agradeço muito por termos um pastor como o senhor aqui, na cidade.

Patrício - Uma cidade pequena, mas com tantas manifestações religiosas.

Lívia - Que se respeitam e convivem pacificamente.

Patrício - E é isso que importa. Pois todas levam apenas pra um caminho!

Zinha vem caminhando.

Zinha - Que pouca vergonha.

Patrício - Não entendi, dona Zinha... Algum problema?

Zinha - Acha certo vocês dois, um homem e uma mulher, conversando uma hora dessa da noite, aqui na rua?

Lívia - Nem tão tarde é assim.

Zinha - Isso fere a moral e os bons costumes da cidade.

Patrício - Acabou nosso culto e estamos conversando, como dois bons amigos que somos.

Lívia - E a senhora, o que tá fazendo na rua, uma hora dessas?

Zinha fica apertada e sem jeito.

Zinha - Eu... eu... Não é dá conta de vocês!

Zinha segue brava seu caminho. Patrício e Lívia começam a rir.

Patrício - Essa condena a todos. Mas tem o telhado de vidro.

Lívia - Como diz aquele ditado: não julgues, pra não seres julgado!


Cena 17/Mar/Ext/Madrugada

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Cena 18/Estrada/Ext/Madrugada

Rebeca dirige seu carro.

Rebeca - Tô chegando, Pedro!

Rebeca piso no freio, mas sente que o pedal não está funcionando. Desespera. Um carro saí de trás de um caminhão, que vinha na direção oposta, vindo pela contramão, na direção de Rebeca. Ela se assusta, tenta acionar o freio novamente, mas ele falha. Rebeca fica desesperada e acaba perdendo o controle na pista. O carro rola no barranco e acaba caindo no mar. Momento.


FIM DO CAPÍTULO 07





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