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Maré Alta - Capítulo 27 (Últimas semanas)

   






MARÉ ALTA 

CAPÍTULO 27


Criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Ranable Webs




CENA 01. VILA DOS PESCADORES. CASA DE SANDOVAL. SALA. INTERIOR. NOITE

Continuação imediata do capítulo anterior. A câmera mostra que LÍVIA está abrindo os seus olhos aos poucos. A nossa protagonista continua em choque ao ver que CASSIANO está parado em sua frente. As lágrimas vão escorrendo por seus olhos com muita intensidade. CASSIANO toca em sua mão. 


Lívia — (emocionada) Cassiano…. Você está vivo? Eu não posso acreditar no que os meus olhos estão vendo. Porque você não me procurou antes? Me deixou acreditar que você estava morto. Isso não está certo. 

Cassiano — Você não pode imaginar tudo o que eu passei, Lívia. Ru quase morri, perdi a memória e passei os últimos meses sem saber quem eu era de verdade. 

Sandoval — O Cassiano está falando a verdade, minha filha. Quando eu o encontrei ele não tinha né reconhecido. Eu levei ele para o local onde vocês se conheceram e só assim as lembranças voltaram. 

Lívia — Eu nem sei o que dizer, Cassiano. Eu orei tanto para te ver novamente. Você não sabe a falta que você me fez. Eu te amo. 


CASSIANO e LÍVIA se beijam apaixonadamente.

TRILHA SONORA: Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim - Ivete Sangalo.

CASSIANO e LÍVIA terminam se beijar. Eles percebem que SANDOVAL está bastante preocupado. 


Sandoval — Nós precisamos fazer alguma coisa com o Tom. O que ele fez não pode ficar assim.

Lívia — O meu pai está certo, Cassiano. O que o Tom te fez passar é imperdoável. O lugar dele é na cadeia. Mas tem algo que está me preocupando. O Delegado Augustin está te procurando pela morte da Shirley. Ele acredita que você seja o responsável.

Cassiano — Ela morreu? Alguma coisa me diz que tem o dedo do Tom envolvido nisso. Mas eu vou encarar o que for preciso para provar a minha inocência. Isso que eu vou fazer.


LÍVIA segura as mãos de CASSIANO bem forte.


Lívia — (preocupada) Você tem certeza que quer fazer isso, meu amor? Você pode parar de novo atrás das grades. Eu fico preocupada. 

Cassiano — Eu tenho certeza, Lívia. Eu preciso encarar a justiça. Custe o que custar. 


LÍVIA olha para CASSIANO com muito orgulho. Elrs voltam a se beijar com muita paixão. SANDOVAL sorri bem feliz. 

CORTA PARA/


CENA 02. MANSÃO DA FAMÍLIA ASSUNÇÃO. JARDIM. EXTERIOR. NOITE

A câmera acompanha os passos de TOM que vai andando pelo jardim da mansão em direção de onde GREGÓRIO está parado o esperando. O vilão olha de uma maneira bem fria para GREGÓRIO que retribui o olhar atravessado. Podemos ver que GREGÓRIO está ficando sem paciência.


Gregório — (sem paciência) Eu fiquei surpreso com a sua ligação, Tom. Você veio aqui assumir a sua derrota? Isso seria uma surpresa. 

Tom — Eu posso imaginar que isso te deixaria muito feliz, Gregório. Mas o assunto que me traz aqui. (P) Você não vai acreditar em mim, mas o Cassiano está vivo. 

Gregório — Você só pode ter ficado louco, Tom. O Cassiano está morto. Ou não está? 

Tom — Infelizmente aquele maldito conseguiu escapar da queda do penhasco. Isso é surreal para dizer o mínimo, Gregório. 


GREGÓRIO fica andando de um lado para o outro demonstrando estar muito incomodado. TOM fica olhando para GREGÓRIO que está ficando irritado.


Gregório — Você não serve para nada mesmo, Tom. Deveria ter feito isso debuna forma que o Cassiano não voltasse do mundo dos mortos. Agora vamos ter mais trabalho.

Tom — É por isso que eu estou aqui, Gregório. Vamos esquecer as nossas diferenças por um momento para acabar com o Cassiano. 

Gregório — O que você está pensando em fazer? Jogar ele do penhasco de novo? Agora quem vai tomar conta disso sou eu. 


TOM vai se enfurecendo. GREGÓRIO o encara 


Tom — (ardiloso) Eu venho aqui te oferecer a minha ajuda e é assim que você me agradece, Gregório? Você é mesmo um ser desprezível. Seu maldito prepotente. 

Gregório — E você acha que é melhor do que eu, Tom? Não me faça rir. Agora vá embora da minha propriedade. Eu tenho mais o que fazer do que ficar te dando atenção. 

Tom — Isso não vai ficar assim, Gregório. Eu ainda vou me vingar de você. Eu juro.


GREGÓRIO dá as costas para TOM e entra na mansão. A câmera mostra o ódio de TOM por GREGÓRIO.

CORTA PARA/


CENA 03. VILA DOS PESCADORES. RUA. EXTERIOR. NOITE

Em plano aberto a câmera mostra que CASSIANO e LÍVIA estão andando tranquilamente pela rua tendo as estrelas como testemunha do amor deles. Nesse momento o nosso casal protagonista acaba se encontrando com ANA ROSA que vai desfilando todo o seu veneno contra LÍVIA. 


Ana Rosa — (aplaudindo/ irônica) Olha só que cena mais deprimente. Quando você vai entender que nunca vai ser feliz com essa sonsa, Cassiano? Eu sou a única que pode te fazer feliz. (P) Você tem que admitir isso.

Lívia — O que você ainda quer comigo, sua infeliz? Você não consegue ver a minha felicidade não? Me esquece, Ana Rosa. 

Cassiano — Eu passei meses e mais meses longe da mulher que eu amo. Eu não vou deixar você fazer nada com a Lívia ou com meu filho. 

Ana Rosa — Porque a mulher que você ama não pode ser eu? O que tem de errado comigo? 


ANA ROSA tenta avançar em LÍVIA, mas só que CASSIANO consegue a impedir da vilã de fazer tal monstruosidade. 


Cassiano — Você ainda continua tão obcecada assim por mim, Ana Rosa? Porque você não esquece isso? Vai ser melhor para todos. 

Lívia — Porque você não deixa a gente em paz, Ana Rosa? É isso que eu quero. 

Ana Rosa — Eu nunca vou deixar vocês em paz. E sabe porque, Lívia? Porque você não merece nada de bom que está acontecendo. Você roubou a vida que era para ser minha. 


ANA ROSA olha para LÍVIA com muito ódio. A nossa protagonista encara a vilã com muita firmeza.


Lívia — (firme) Eu cansei de ouvir as suas lamúrias, Ana Rosa. Não chegue mais perto de mim, do Cassiano ou do meu filho de novo. Você vai ver do que eu sou capaz.

Cassiano — Vamos embora daqui, meu amor. A gente não tem mais nada o que fazer aqui. 


CASSIANO e LÍVIA vão indo embora sem olhar para trás. A câmera mostra o choro de ódio escorrendo dos olhos de ANA ROSA. A vilã vai ficando cada vez mais desequilibrada.

CORTA PARA/


CENA 04. CASA DE FÁTIMA. QUARTO DE LENITA. INTERIOR. NOITE

LENITA já está deitada na cama. A porta do quarto vai se abrindo e FÁTIMA entra com bastante cuidado. Ela fica parado em pé ao lado da cama o que vai deixando LENITA bastante incomodada. Ela se senta na cama enquanto olha fixamente para FÁTIMA que parece bem aflita.


Lenita — (séria) O que você está parada aí na minha frente, Fátima? Você não vai insistir nessa ideia absurda do Cassiano estar vivo, não é mesmo? Eu não quero ouvir isso.

Fátima — Porque é a verdade, Lenita. Eu sei que você está em negação, mas isso não é motivo de você entender a verdade.

Lenita — E que verdade é essa? Que você quer me iludir? Isso não é justo comigo, Fátima. 

Fátima — Eu lamento ter que ouvir isso, Lenita. Eu sei quanto tempo você ficou longe do seu filho. Eu só queria te dar essa alegria. 


LENITA se levanta da cama. Ela fica na frente de FÁTIMA.


Lenita — Escuta uma coisa bem séria, Fátima. O Cassiano está morto. Nada do que você me diga vai trazer ele de volta. É a verdade. 

Fátima — Você deveria ter acreditado em mim, Lenita. Mãe que é mãe sempre vai acreditar que o seu filho vai voltar. Eu penso assim. 

Lenita  — E como você poderia saber disso, Fátima? Você nunca foi mãe. Não ache que sabe como eu estou me sentindo. Você não pode imaginar a dor de perder um filho.


FÁTIMA fica muito abalada. LENITA se mantém firme.


Fátima — (desabafando) Você acha que eu não senti a dor quando todos nós pensamos que o Cassiano tinha morrido? Eu criei ele como se fosse o meu filho. Você não tem o direito de falar isso comigo, Lenita. 

Lenita — Eu sinto muito, Fátima. Eu não sei porque eu disse isso. Você também é mãe do Cassiano. Mas eu não quero me iludir achando que ele está vivo. 


FÁTIMA fica sem palavras. Ela vai embora do quarto de sentindo bastante mal. LENITA não sabe o que fazer. 

CORTA PARA/


CENA 05. ALTO MAR. BARCO DE FRANCHICO. EXTERIOR. NOITE

O barco de FRANCHICO está navegando por águas tranquilas em alto mar. A câmera mostra que FRANCHICO e BABY estão grudados um no outro. A troca de olhares entre eles é bastante intensa. Tempo. BABY vai olhando ao seu redor e os seus brilham com a beleza do céu estrelado. 


Franchico — Então Baby…. O que você está achando de estar pela primeira vez em alto mar? 

Baby — É muito diferente de tudo o que eu já conheci em a minha vida, Franchico. (P) É tão escuro e solitário. Você não tem medo? 

Franchico — Quando eu era criança eu tinha muito medo, Baby. Mas agora eu me sinto em casa quando eu venho pescar. É algo que me completa. Eu não sei se consegue entender. 

Baby — Eu não sabia que isso era tão importante para você, Franchico. Eu quero conhecer tudo que tenha relevância para você.

FRANCHICO esboça um sorriso. Ele e BABY se beijam. 


Franchico — Você é mesmo surpreendente, Baby. Eu jamais imaginaria que um dia alguém como você iria querer entrar no meu barco e ainda por cima vir comigo até o alto mar.

Baby — Isso eu devo graças a você, Franchico. Antes de te conhecer eu era uma pessoa vazia e que só pensava em mim mesma. 

Franchico — Eu admiro que no começo foi complicado me aproximar de você, Baby. Você parecia um fera selvagem. Mas até que é dócil. 


BABY sorri e ela dá uns leves tapas em FRANCHICO. 


Baby — (sorrindo) Eu agradeço todos os dias por você não ter desistido de mim, Franchico. O que eu sinto por você eu nunca senti antes.

Franchico — Eu digo a mesma coisa, Baby. Eu vou lutar todos os dias para merecer o seu amor. 


FRANCHICO e BABY se beijam novamente. O barco continua o seu percurso pelo alto mar enquanto eles continuam se beijando com muita paixão.

CORTA PARA/


CENA 06. CASA DE ENRICO. SALA. EXTERIOR. NOITE

CLOSE em ENRICO que está entrando dentro de sua casa e ele fica assustado ao ver SANDOVAL sentado no sofá à sua espera. O semblante de ENRICO vai ficando cada vez mais sério enquanto ele vai encarando SANDOVAL. ENRICO se aproxima de SANDOVAL que se levanta e fica em sua frente. 


Sandoval — (soturno) Eu acho melhor você se sentar, Enrico. A gente vai ter uma conversa séria.

Enrico — O que você está fazendo em minha casa, Sandoval? Eu exijo que você saia daqui agora mesmo. Isso é invasão de propriedade. Você está ficando louco. 

Sandoval — Você teve a capacidade de trair todos que confiavam em você, Enrico. Por sua causa todos podem perder suas casas. Você não tem vergonha de tudo que fez?

Enrico — Você acha mesmo que eu me arrependo, Sandoval? Tudo o que eu fiz foi para sair dessa vida miserável que a gente leva. Eu faria tudo de novo se precisasse.


ENRICO vai ficando muito nervoso. SANDOVAL o encara. 


Sandoval — É uma pena ter que ouvir isso, Enrico. Você sempre foi um filho para mim. Mas eu não sei o que aconteceu para você ficar desse jeito tão ganancioso. 

Enrico — Você realmente não sabe, Sandoval? Eu vi o meu pai morrer acreditando que os pescadores dessa cidade iriam ter uma vida melhor. E adivinha? Isso nunca aconteceu. 

Sandoval — É por isso que nós precisamos continuar lutando, Enrico. Pessoas como o Gregório e o Tom só pensam nelas mesmas. Dinheiro nenhum compra paz de espírito. 


A câmera mostra que a raiva de ENRICO vai se tornando cada vez mais evidente. SANDOVAL apenas observa.


Enrico — (furioso) Na teoria você está certo, Sandoval. Mas enfrentar essas pessoas poderosas nunca dá certo. Você quase morreu por causa disso. Aquela bomba quase te matou. Eu estou errado? 

Sandoval — Como você sabe que foi uma bomba, Enrico? (P) Espera um momento. Foi você. Porque você faria isso, Enrico? Fala. 


SANDOVAL perde o controle e dá um soco em ENRICO que cai no chão. Logo depois SANDOVAL vai embora atordoado. 

CORTA PARA/


CENA 07. CASA DE FÁTIMA. SALA. INTERIOR. NOITE

As luzes da casa estão totalmente apagadas. Nesse instante uma batida na porta pode ser ouvida. Depois de alguns segundos as luzes são acesas LENITA vai abrindo na direção da porta. Ela abre a porta e fica em estado de choque só ver CASSIANO vivo e em sua frente. O nosso protagonista e LÍVIA entram na casa. LENITA está sem reação.


Lenita — (em choque) Cassiano??? Meu filho…. Isso está acontecendo de verdade? Parece que eu estou tendo um sonho tão bom. 

Cassiano — A sua benção, minha mãe. A senhora não sabe como eu senti a sua falta. (P) Agora que eu voltei eu não vou te deixar mais.

Lívia — Eu tive a mesma reação que você, Lenita. Mas o importante é saber que o Cassiano está aqui conosco. Ele está vivo. 

Lenita — Você está certa, Lívia. Mas eu só fico preocupada com uma coisa, meu filho. O Delegado Augustin está querendo te prender pela morte daquela moça que te denunciou. Eu acho melhor você fugir da cidade.


O semblante de CASSIANO fica muito sério. LÍVIA e LENITA se olham. O nosso protagonista encara sua mãe.


Cassiano — Eu não posso fugir, mãe. Eu preciso provar a minha inocência a todo custo. Isso é coisa do Tom. Ele quer me destruir.

Lívia — O Cassiano está certo, Lenita. Tudo de ruim que acontece nessa cidade ou tem dedo do meu avô ou do Tom. 

Lenita — Eu sei de tudo isso. Mas eu não confio de deixar de ficar preocupada. O Tom ou o Gregório podem tentar te fazer mal de novo, meu filho. Eu não quero que isso aconteça. 


LENITA abraça CASSIANO com muita força. Mãe e filho ficam se olhando em silêncio. LÍVIA sorri com o que os seus olhos estão vendo em sua frente.


Lívia — É totalmente compreensível o que você está sentindo, Lenita. Mas se eu conheço o Cassiano eu sei que ele não vai desistir de fazer o que é certo. Não é, meu amor? 

Cassiano — Exatamente. Todos precisam saber que eu estou vivo e quem é o responsável pela morte dessa moça. É o único jeito.


CASSIANO e LÍVIA se olham por alguns longos segundos. LENITA dá o braço a torcer e concorda com eles.

CORTA PARA/


CENA 08. CASA DE TOM. SUÍTE. EXTERIOR. NOITE

TOM está saindo do banheiro da suite enrolado em uma toalha. O semblante de raiva em seu rosto é perceptível. Nesse momento ANA ROSA entra no quarto fervendo de ódio. O vilão sorri cinicamente ao perceber o estado que ANA ROSA se encontra. Ela vai ficando mais irritada.


Tom — (ardiloso) Deixa eu adivinhar o que aconteceu, Ana Rosa. O Cassiano te desprezou mais uma vez não foi? Você não se cansa não? É uma idiota mesmo. 

Ana Rosa — Não me provoca, Tom. Eu estou morrendo de ódio do Cassiano e daquela maldita da Lívia. Se eu pudesse eu matava eles agora mesmo. Eu juro que matava. 

Tom — Então hoje é o seu dia de sorte, Ana Rosa. Eu tenho um plano para tirar esses infelizes do nosso caminho para sempre.

Ana Rosa — Do que você está falando, Tom? Que plano é esse que você está tendo? Fala de uma vez que eu estou ficando angustiada.


TOM continua sorrindo. ANA ROSA vai pressionando o vilão.


Tom — Primeiro eu vou usar a influência que o Gregório tem para fazer com que o Cassiano pague pela morte da Shirley. E depois vamos manter a Lívia presa em um local de difícil acesso até conseguirmos toda a fortuna do Gregório. O que você me diz? 

Ana Rosa — Isso me soa muito interessante, Tom. Mas eu quero acabar com a Lívia com as minhas próprias mãos. Eu não abro mão disso.

Tom — É assim que eu gosto de ver, Ana Rosa. Aqueles dois vão se arrepender de ter cruzado o nosso caminho. Pode apostar.


TOM e ANA ROSA ficam frente a frente.


Ana Rosa — (enlouquecendo) Depois que eu acabar com a Lívia eu quero ver o Cassiano não olhar para mim de um jeito diferente.

Tom — Porque a gente não para de falar em pessoas insignificantes e faz algo bem melhor. Eu aposto que você quer também.


TOM e ANA ROSA se beijam com muitos volúpia. A câmera vai se afastando aos poucos enquanto eles tem um ato sexual. O clima entre TOM e ANA ROSA vai pegando fogo. 

TRILHA SONORA: Fogo e Gasolina - Roberta Sá & Lenine.

CORTA PARA/


CENA 09. PORTO DA AREIA. RUA. EXTERIOR. NOITE

AÇUCENA está parada na rua em frente à casa de ZÉ BATALHA e ONDINA. Sem que ela possa perceber ENRICO vem se aproximando sorrateiramente e a segura pelo braço com bastante violência. AÇUCENA fica com bastante medo. ENRICO tampa a boca de AÇUCENA para ela não gritar. 


Enrico — (ameaçando) Você achou mesmo que iria conseguir fugir da minha fúria, Açucena? Por sua causa tudo está dando errado para mim. 

Açucena — Eu não tenho culpa de nada, Enrico. Foi você que cavou a sua própria cova. Você só está recebendo o que você plantou. 

Enrico — Você acha que isso é uma brincadeira, Açucena? Eu posso ser preso. Se alguém descobrir que eu coloquei fogo na associação eu estarei perdido. 

Açucena — Isso é o mínimo que você merece, Enrico. Você quase matou a Lívia. Você tem que pagar por esse crime asqueroso. 


AÇUCENA fica totalmente fora de si. Ele perdeu o controle e da um tapa na cara de AÇUCENA. Nesse momento um carro para ao lado deles e uma mulher desce do carro encarando ENRICO. Ela é KÉSIA (Nanda Costa) que o confronta.


Késia — Fica longe dela, seu covarde. Porque você não encara alguém do seu tamanho? 

Enrico — É para eu me sentir ameaçado? Que atitude mais ridícula. Se você quer apanhar também era só ter pedido. Será um prazer.

Açucena — Por favor, Enrico. Não faz isso. Eu estou te suplicando. Eu sei que deve haver algo bom dentro de você. Me escuta, por favor. 


ENRICO não dá ouvidos as súplicas de AÇUCENA. Ele fecha a sua mão para bater em KÉSIA. Nesse momento ela dava uma arma e apontada para ENRICO deixando ele surpreso. 


Enrico — (assustado) Por favor…. Abaixa essa arma. Eu estava brincando. (P) Açucena…. Diz para ela que eu estava brincando. 

Késia — Ficou com medo, valentão? Agora você vai aprender a nunca mais bater em uma mulher. Você está preso. Mãos para trás. 


ENRICO fica totalmente sem reação. KÉSIA coloca as algemas em ENRICO e coloca ele dentro de seu carro. Antes de ir embora KÉSIA troca olhares intensos com AÇUCENA. Logo em seguida KÉSIA entra no carro e vai embora. AÇUCENA fica parada na rua sem saber como reagir.

CORTA PARA/


PORTO DA AREIA, AMANHECE.


CENA 10. PORTO DA AREIA. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. MANHÃ

O DELEGADO AUGUSTIN está sozinho em sua sala tomando uma xícara de café para iniciar o seu dia. Nesse momento alguém bateu duas vez na porta. Em seguida para a sua surpresa CASSIANO e LÍVIA entram em sua sala rodando ele sem palavras. O DELEGADO AUGUSTIN se levanta da cadeira encarando CASSIANO.


Delegado Augustin — (espantado) Eu não posso acreditar no que os meus olhos estão vendo. Eu pensei que você estivesse morto, Cassiano. O que foi que aconteceu? 

Cassiano — Eu soube que você estava atrás de mim, Delegado. Aqui estou eu. Eu vim aqui privar a minha inocência. Eu não fiz nada do que estão me acusando. Essa é a verdade. 

Lívia — O Cassiano está certo, Delegado. A mente por trás de tudo isso e do sumiço do Cassiano é o Tom Macieira. Ele fez isso tudo por poder e dinheiro. 

Delegado Augustin — Sem provas eu não posso fazer absolutamente nada. E por falar nisso. As provas contra você são irrefutáveis, Cassiano. Infelizmente você terá que ser preso. Eu devo cumprir a lei.


LÍVIA fica desesperada. CASSIANO tenta acalmar ela. 


Lívia — Você não podr fazer isso, Delegado. O Cassiano é inocente. Ele nem estava na cidade quando essa moça morreu. 

Cassiano — Você precisa ficar calma, Lívia. O nosso filho não pode sentir que você está nervosa. (P) Nós já conversamos sobre isso.

Delegado Augustin — Eu queira não ter que fazer isso, Lívia. Mas infelizmente eu não posso. Eu preciso fazer o que a lei manda.


LÍVIA fica totalmente sem reação. CASSIANO respira fundo.


Cassiano — Faça o que for necessário, Delegado. Se é isso que você tem que fazer então faça. 

Lívia — Eu prometo que vou conseguir provar a sua inocência, Cassiano. Você não vai ficar muito tempo preso nesse lugar.


CASSIANO olha para LÍVIA e toca suavemente em suas mãos. Logo depois os nossos protagonistas se beijam. Logo depois o DELEGADO AUGUSTIN vai levando CASSIANO 

preso para fora da sala . LÍVIA começa a chorar. 

CORTA PARA/


CENA 11. PORTO DA AREIA. CAIS. EXTERIOR. DIA

CLARICE está andando de um lado para o outro. De longe ela percebe o barco de SANDOVAL se aproximando do cais da cidade. Logo depois o barco atraca no cais do porto. CLARICE fica surpresa ao ver BABY descer do barco de FRANCHICO. Ela não acredita no que está vendo.


Clarice — (surpresa) Eu não posso acreditar no que os meus olhos estão vendo. Você foi com o Franchico em uma noite de pescaria, Baby? 

Baby — Porque você está surpresa, Clarice? Eu te disse que faria o que fosse necessário para o Franchico me perdoar. O importante que no final deu tudo certo.

Franchico — Eu também fiquei surpreso igual você está, Clarice. Mas a sua irmã realmente mudou. Isso é o que me deixa mais feliz.

Clarice — Até que enfim vocês conseguiram se entender. Eu só espero que isso não dure pouco tempo igual da última vez.


FRANCHICO e BABY estão abraçados. Eles se olham.


Baby — Se depender de mim isso nunca mais vai acontecer, Clarice. Tudo o que eu quero é estar ao lado do Francisco. Só isso.

Franchico — O que eu preciso fazer agora é ter uma conversa séria com o Rubinho. Isso é algo que eu não posso deixar para depois.

Clarice — Você tem certeza que quer fazer isso, Franchico? Ir atrás do Rubinho agora pode não ser a melhor ideia. Pense bem nisso. 


BABY fica bastante apreensiva. FRANCHICO a acalma. 


Franchico — Você não tem nada com que se preocupar, Baby. A conversa que eu vou ter com o Rubinho vai ser definitiva eu juro.

Baby — (aflita) Você boa conhece o Rubinho como eu conheço, Franchico. Ele não é confiável. Eu fico preocupada com o que ele possa querer fazer com você.


FRANCHICO abraça BABY com bastante força. Eles ficam se olhando com muita intensidade. CLARICE apenas observa.

CORTA PARA/


CENA 12. PORTO DA AREIA. RUA. EXTERIOR. MANHÃ

Em um plano geral a câmera mostra que ROSELI está andando totalmente desolada pelas ruas da cidade. Assim que ela levanta a cabeça ela vê MISAEL. Sem pensar duas vezes ROSELI sai correndo na direção de seu ex-marido. Ela está muito nervosa. MISAEL sorri ao ver ela. 

Roseli — (nervosa) Onde está o meu filho, Misael? Eu sei que foi você que pegou ele da pensão. Me diga antes que eu chame a polícia. Eu não estou brincando com você. 

Misael — Eu não sei do que você está falando, Roseli. O Juca sumiu? Que tristeza. 

Roseli — Eu estou cansada dessas suas ironias, Misael. Eu só quero saber onde está o meu filho. Você não pode descontar o ódio que sente em mim no Juca. Você não pode. 

Misael — É claro que eu posso, Roseli. Eu sou o pai dele, ou você já se esqueceu disso? Você vais e arrepender de tudo que me fez passar, sua maldita.


ROSELI cai no choro. MISAEL fica sorrindo satisfeito.


Roseli — Porque você está fazendo isso comigo, Misael? Tudo o que eu quero é ter o meu filho de volta. Eu estou te suplicando. 

Misael — Você sabe exatamente o que você precisa fazer, Roseli. Só assim você vai ter o nosso filho de volta. Diz o que eu quero ouvir. A escolha é toda sua. 

Roseli — Tudo bem, Misael. Você venceu. Eu vou embora com você. Agora me dê o meu filho. 


MISAEL continua pisando em cima do sofrimento de ROSELI. 


Misael — (ardiloso) Até que enfim você entendeu, Roseli. Aquele infeliz do Aníbal nunca vai te merecer. Eu sou o único que pode te amar. 

Roseli — Eu já vou fazer o que você está querendo, Misael. Agora eu preciso saber onde o meu filho está. Me fala de uma vez. 


MISAEL sorri maliciosamente. ROSELI vai ficando cada vez mais nervosa. Ela dá um tapa na cara de MISAEL.

CORTA PARA/


CENA 13. PORTO DA AREIA. CARRO/ INTERIOR. MANHÃ

Um carro está parado no meio da rua da cidade. Corte para dentro do carro. A câmera mostra que dentro do carro estão TOM e ANA ROSA que estão se olhando em total silêncio. ANA ROSA vai ficando impaciente e TOM a encara friamente. A vilã está cada vez mais descontrolado.


Ana Rosa — (impaciente) Eu posso saber o que nós estamos esperando, Tom? Não acredito que você desistiu de acabar com a Lívia. 

Tom — Não fale besteira, Ana Rosa. Nós precisamos fazer isso de um jeito que ninguém nos veja. Ou você quer ser presa? 

Ana Rosa — É claro que não, Tom. Ficou louco? 

Tom — Eu sei exatamente o que eu estou fazendo, Ana Rosa. Pelo o que eu fiquei sabendo a Lívia veio acompanhar o Cassiano até a Delegacia. Ela deve estar saindo de lá daqui a pouco.


ANA ROSA está bastante nervosa. TOM fica compenetrado. 


Ana Rosa — Nada vai me tirar o prazer de acabar com aquela maldita da Lívia. Depois que eu matar ela eu terei a vida que eu mereço. 

Tom — Você é muito inocente, Ana Rosa. Você acha mesmo que o Cassiano vai querer alguma coisa com você depois que a Lívia sumir? Você nunca vai ter ele para si. 

Ana Rosa — Eu sempre consigo o que eu quero, Tom. A Lívia é só mais uma pedra que eu preciso tirar do meu caminho. O Cassiano é meu.


A loucura de ANA ROSA está ficando incontrolável. TOM percebe que pode usar isso em seu benefício próprio. 


Tom — (frio) Essa sua obsessão pelo Cassiano vai acabar nos jogando no buraco, Ana Rosa. E se você me jogar no buraco eu juro que eu acabo com você, sua infeliz.

Ana Rosa — Com isso você não precisa se preocupar, Tom. Isso jamais vai acontecer. A Lívia não vai estragar o que a gente tanto deseja.


TOM sorri. A câmera da um giro completamente e podemos ver LÍVIA saindo da delegacia. TOM e ANA ROSA se encaram de um jeito bastante maléfico. 

CORTA PARA/


CENA 14. DELEGACIA. CELA. INTERIOR. MANHÃ

CASSIANO está sentado dentro da cela lembrando de tudo o que ele passou nos últimos meses. Quando ele levanta o seu olhar ela fica surpreso ao ver GREGÓRIO parado na frente de sua cela. O nosso protagonista se levanta e vai na direção do vilão. Eles ficam se olhando e se enfrentando. 


Gregório — (austero) Então era verdade o que o Tom me contou. Você realmente está cicy, Cassiano. Você deveria ter morrido, maldito.

Cassiano — Ouvir isso de você não me surpreende, Gregório. Mas para a sua infelicidade eu vou provar a minha inocência. Pode acreditar. 

Gregório — Se eu fosse você eu não contaria com isso, Cassiano. Eu vou usar toda a minha influência para que você apodreça na cadeia. A minha neta ainda vai ver que eu sempre tive razão ao seu respeito.

Cassiano — Deixa a Lívia fora dessa história, seu desgraçado. Nem ela grávida de um filho meu você consegue aceitar que a gente se ama. Você perdeu, Gregório. 


GREGÓRIO encara CASSIANO de um jeito bastante ardiloso. O nosso protagonista não abaixa a sua cabeça diante dessa situação. O clima fica mais tenso.


Gregório — Madeira hora que você voltou para essa cidade, Cassiano. Eu deveria ter te matado quando eu tive a chance anos atrás. 

Cassiano — Você não é Deus, Gregório. Você pode ter certeza de uma coisa. Eu ainda vou te ver desse lado da cela. Tudo o que você fez não vai ficar impune. Eu vou garantir isso. 

Gregório — E como você pretende fazer isso, Cassiano? Você está sendo acusado da morte de uma mulher. Eu quero veer você escapar disso. Você está acabado. 


CASSIANO se enfurece. GREGÓRIO sorri cinicamente. 


Cassiano — (furioso) Eu sou inocente, Gregório. Eu não matei ninguém. Você não vai conseguir né desabilitar desse jeito. Eu não vou deixar. 

Gregório — Eu já disse tudo o que eu queria. Agora eu tenho mais o que fazer. A próxima vez que a gente for se ver é no dia do seu julgamento. Eu estarei na primeira fila. 


GREGÓRIO vai embora com um ar de arrogância. A câmera fica no olhar de CASSIANO que está ficando fora de si.

CORTA PARA/


CENA 15. PORTO DA AREIA. RUA. EXTERIOR. MANHÃ

LÍVIA vem andando pela calçada e os seus pensamentos estão em CASSIANO. Ela não percebe que um carro está a seguindo. Nesse momento o carro para bem ao lado de nossa protagonista. Em seguida TOM e ANA ROSA descem do carro cercando LÍVIA que fica totalmente sem reação.


Lívia — (sem entender) O que é que está acontecendo aqui? O que vocês dois querem comigo? Fale logo de uma vez. 

Ana Rosa — Você se acha melhor do que nós, não é mesmo , sua maldita? Mas eu faço questão de tirar esse sorriso do seu rosto.

Tom — Você deveria ter aceitado a minha oferta quando você teve chance, Lívia. Agora nós vamos fazer você se arrepender. 

Lívia — O que vocês estão pensando em fazer comigo? Fique longe de mim e do meu filho. Eu estou avisando. Eu vou gritar.


Sem pensar duas vezes ANA ROSA segura LÍVIA pelo cabelo. A vilã está decidida do que ela quer fazer.


Ana Rosa — Depois que eu ne livrar de você eu finalmente o que eu sempre quis. O amor do Cassiano. Ele finalmente vai ser só meu. 

Lívia — Você só pode ter ficado louca, Ana Rosa. Você quer né matar só para ficar com o Cassiano? Você é uma desequilibrada. 

Tom — Você não tem fugir de nós, Lívia. Você vai assinar uma procuração passando o direito a toda fortuna do seu avô para mim. Ouviu? 


LÍVIA se enche de coragem. Ela cospe na cara de TOM. A câmera mostra que LÍVIA cospe na cara do vilão. 


Lívia — (séria) Eu nunca vou fazer isso, Tom. Eu prefiro morrer do que ver você sair vencedor. 

Ana Rosa — Isso está mais perto de acontecer do que possa imaginar, Lívia. Nem você e nem o seu filho vão sair vivos de hoje, sua sonsa. 


O medo está presente no olhar de LÍVIA. Em um momento de distração de nossa protagonista TOM coloca um pano em sua boca o que faz com que ela desmaie lentamente. Aos poucos uma onda invade a tela dando efeito e encerrando o capítulo.




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