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Maré Alta - Penúltimo Capítulo

 




MARÉ ALTA 

CAPÍTULO 39

Penúltimo Capítulo 


Criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Ranable Webs




CENA 01. PORTO DA AREIA. TRIBUNAL. SALA DE JULGAMENTO. INTERIOR. DIA

Continuação imediata do capítulo anterior. CASSIANO não consegue acreditar no rumo que o julgamento tomou. O DELEGADO AUGUSTIN está parado na frente de LENITA a enfrentando. CASSIANO se aproxima de seu pai e o nosso protagonista está totalmente incrédulo com o que descobriu. 


Cassiano — (esbravejando) É assim que você quer me ajudar, Augustin? Você prova a inocência da Lívia, mas joga a minha mãe na fogueira. 

Delegado Augustin — Eu sinto muito meu filho, mas eu não tive escolha. Eu não poderia deixar essa injustiça confinar acontecendo. 

Lenita — Meu filho…. Você não pode acreditar nisso. Esse homem está querendo destruir a minha vida. Você tem que acreditar em mim. Eu sou a sua mãe. Por favor, Cassiano. 

Delegado Augustin — Eu sabia que você iria acabar negando, Lenita. Foi por isso que eu trouxe a prova crucial. Você não tem como fugir. 


O DELEGADO AUGUSTIN tira do bolso de seu paletó uma foto tirada de uma câmera de segurança mostrando LENITA saindo do local do assassinato de TOM suja de sangue. 


Delegado Augustin — Você ainda vai ter coragem de ficar mentindo em juízo, Lenita? Essa é a prova final. Você matou o Tom. 

Cassiano — Mãe…. Porque você fez isso? Eu não consigo entender. Você deixou que a Lívia quase fosse condenada. Que monstro é você? Eu não estou te reconhecendo. 

Lenita — Vocês querem saber a verdade? Fui eu mesma. Essa foi a única alternativa que eu tive de tirar o Tom do seu caminho, meu filho. Eu não me arrependo de nada. 


CASSIANO fica inconsolável. LÍVIA ainda não consegue acreditar no que ela está ouvindo da boca de LENITA. 


Delegado Augustin — Porque você foi fazer isso, Lenita. Você jogou a sua vida fora. Mas eu quero saber como isso tudo aconteceu. 

Lenita — (fria) É o que você quer, Augustin? Ótimo. Então será o que todos vocês terão. 


CASSIANO, LÍVIA, SANDOVAL e todos os presentes na sala de julgamento estão atentos ao que LENITA vai contar.

CORTA PARA/


CENA 02. FLASHBACK. GALPÃO ABANDONADO. INTERIOR. NOITE

LÍVIA está caída no chão desacordada. TOM continua em pé na frente dela. Nesse momento uma pessoa se aproxima sorrateiramente de TOM. O vilão se vira ficando frente a frente com LENITA que aponta uma arma para ele. TOM sorri enquanto LENITA vai ficando cada vez mais nervosa. 


Tom — (ardiloso) O que você pensa que está fazendo, Lenita? Você acha mesmo que eu tenho medo dessa arma? Abaixa isso agora. 

Lenita — Você não vai continuar infernizando a vida do meu filho, Tom. O Cassiano merece ficar livre de você. Eu vou me certificar disso. É melhor você não se mexer. 

Tom — Tofos os anos que o Gregório te manteve naquela casa de repouso te fizeram mal. 

Lenita — Eu não estou brincando, Tom. Você não sabe do que eu sou capaz de fazer para proteger o meu filho. Fica longe dele. 

TOM se aproxima ainda mais de LENITA. Ela não demonstra estar com medo. TOM continua encarando LENITA. 


Tom  — E o que você está pensando em fazer, Lenita? O melhor que você faz é me entregar essa arma. Anda logo. Me dá ela. 

Lenita — Para mim já chega, Tom. Você não vai mais colocsr o Cassiano em perigo. Eu não vou deixar isso acontecer. Ouviu? 

Tom — Eu acho você sumir da minha frente antes que eu faça alguma coisa contra você. 


LENITA continua com a arma aprovada para TOM. O vilão a encarancok muita frieza. LENITA está certa do que quer. 


Lenita — (séria) Você acha mesmo que eu não tenho coragem, Tom? Pelo bem do meu filho eu sou capaz de tudo. Entendeu? 

Tom — É exatamente isso que eu acho, Lenita. Você não vai ter coragem de atirar. Depois que eu sair daqui eu vou matar o Cassiano. 


TOM sorri maliciosamente. Sem pensar duas vezes LENITA dá um tiro certeiro matando o vilão. Logo depois ela joga a arma no chão e vai embora com bastante pressa.

FIM DO FLASHBACK

FUNDE PARA/

CENA 03. PORTO DA AREIA. TRIBUNAL. SALA DE JULGAMENTO. INTERIOR. DIA

CASSIANO e LÍVIA ficam horrorizados com tudo o que LENITA está dizendo. O DELEGADO AUGUSTIN faz um sinal com a mão e logo depois LENITA vai se aproximando dele. O olhar de ódio de LENITA é cada vez mais evidente. Em seguida LENITA se vira contra LÍVIA e a encara. 


Lenita — (com ódio) Isso é tudo culpa sua, Lívia. Você não tinha nada que seduzir o meu filho. Por culpa do seu avô eu fiquei longe do Cassiano. Eu não ne arrependo do que fiz. 

Lívia — Eu não tenho culpa se eu me apaixonei pelo seu filho, Lenita. Sinceramente eu lamento o que o meu avô fez com você. 

Lenita — Eu não acredito em nenhuma palavra que saia da sua boca, Lívia. Você é igual o seu avô. Eu deveria ter matado você. 

Juiz — Já chega! Isso não é hora e nem ligar para isso. Oficial…. Leve essa mulher para a cela. Dessa vez vamos nos certificar que a resposta é certa vá para a cadeia.


O OFICIAL DE JUSTIÇA coloca as algemas nas mãos de LENITA. CASSIANO vai na direção de sua mãe e a olha. 


Cassiano — O que foi que aconteceu com você, mãe? Essa não é você. Esse seu ódio pela Lívia não pode continuar desse jeito. Ela é a mulher que eu amo e a mãe do meu filho. 

Lenita — Tudo o que eu fiz foi para o seu bem, meu filho. Eu jamais iria deixar o Tom te machucar. Por você eu sou capaz de tudo. 

Cassiano — Sinceramente eu espero que você se arrependa dos seus atos, mãe. Eu prometo que eu nunca vou te abandonar. Eu juro. 


LENITA esboça um sorriso. Ela dá um suave beijo no rosto de CASSIANO. O OFICIAL DE JUSTIÇA leva LENITA para fora da sala de julgamento. CASSIANO e LÍVIA se olham. 


Juiz — Depois de tudo que aconteceu hoje eu tenho prazer em anunciar que Lívia Assunção é inocente de todas as acusações. Você está livre, Lívia. 


Sem pensar duas vezes LÍVIA corre para os braços de CASSIANO. Eles se beijam com muita paixão. Logo depois SANDOVAL se aproxima de sua filha e a abraça. 

CORTA PARA/


CENA 04. CASARÃO DE ELEANOR. ENTRADA. EXTERIOR. DIA

Um carro preto está parado na entrada do casarão de ELEANOR. A câmera dá um corte para dentro do carro e vemos que GREGÓRIO e ANA ROSA estão esperando alguma movimentação dentro do casarão. Logo em seguida ELEANOR e FÁTIMA saem do casarão com o pequeno BERNARDO acompanhando elas. É nesse momento que GREGÓRIO e ANA ROSA saem do carro e as cercam. 


Gregório — (ardiloso) Eu posso saber onde vocês pensam que estão indo? Vocês vão me entregar esse bebê agora mesmo. Se não a situação pode ficar ainda pior.

Ana Rosa — Da primeira vez o meu pai conseguiu ajudar, mas agora nós vamos até às últimas consequências. Não dificultem. 

Eleanor — O que vocês estão querendo com isso? Porque não deixam esse bebê em paz? 

Fátima — Você está indo longe demais, Ana Rosa. Será que o seu ódio pela Lívia é tão grande assim que não consegue perdoar um bebê? 


O ódio de ANA ROSA está cada vez mais incontrolável. Ela pega a arma da cintura de GREGÓRIO e aponta para FÁTIMA e ELEANOR que ficam totalmente sem reação. 


Ana Rosa — Tudo o que eu queria era o amor do Cassiano. Mas ele me rejeitou tantas vezes e tudo o que eu quero agora é o sofrimento dele e daquela infeliz da Lívia. Entendeu? 

Eleanor — Como você pode compactuar com isso, Gregório. A Lívia é sua neta. Você não sente nenhum tipo de compaixão por ela? 

Gregório — E quem disse que eu me importo com isso, Eleanor? A Lívia deixou de ser minha neta quando ela se envolveu com esse maldito do Cassiano. Agora me entregue esse bebê antes que eu faça algo hediondo. 


FÁTIMA fica bastante preocupada. ABA ROSA coloca a arma na cabeça de FÁTIMA deixando ELEANOR bem tensa. 


Eleanor — (suplicando) Você não precisa fazer isso, Ana Rosa. Eu sei que a gente vai encontrar um jeito de resolver essa situação. 

Ana Rosa — Fátima…. Você e esse bebê vem conosco. Só assim o Cassiano vai saber que estamos falando sério. E nada de chamar a polícia, Eleanor. Vai ser pior assim. 


GREGÓRIO puxa FÁTIMA pelo braço e a joga dentro do carro. ANA ROSA pega o pequeno BERNARDO dos braços de ELEANOR e entra no carro que sai em velocidade. A câmera mostra o desesperado no olhar de ELEANOR. 

CORTA PARA/

CENA 05. CASA DE RUBINHO. QUARTO. INTERIOR. DIA

A porta do quarto vai se abrindo e RUBINHO entra e ele fica surpreso ao ver que BRENDA está sentada na beira da cama e ao seu lado tem uma mala. RUBINHO entende de primeira o que está acontecendo e ele fica bastante nervoso. BRENDA se levanta da cama e fica na frente de seu filho. 


Rubinho — (nervoso) Eu posso saber o que significa essa mala em cima da minha cama? Se você pensa que eu vou embora de Porto da Areia você está muito enganada, mãe. 

Brenda — Eu não acho isso, Rubinho. Eu tenho certeza. (P) Eu sei exatamente onfe você foi. 

Rubinho — E daí? Eu precisava olhar na cara do Franchico e da Baby e dizer alguma boas verdades. Eles não são tão santos como você pode estar pensando, mãe. 

Brenda — Parece que você nunca aprende, Rubinho. Mas agora você vai aprender querendo ou não. Você tem 24 horas para ir embora dessa cidade e deixar o Franchico e a Baby em paz. Está me ouvindo, meu filho? 


BRENDA olha para RUBINHO com bastante seriedade. .


Rubinho — Que espécie de brincadeira é essa? Eu já avisei que eu não vou embora sem antes reconquistar o amor da Baby para mim.

Brenda — Não me obrigue a tomar uma atitude drástica, Rubinho. Eu já tirei os seus privilégios. Você quer ir parar na cadeia? 

Rubinho — Você não seria capaz de fazer isso comigo, mãe. Eu sou seu filho. Não é possível que você fique ao lado daquele negro do Franchico. Isso é inadmissível. 


BRENDA dá um tapa na cara de RUBINHO que leva a mão ao rosto. Ele não consegue acreditar no que sua mãe fez. 


Brenda — (séria) Inadmissível é esse comportamento, Rubinho. Onde foi que você aprendeu a ser tão preconceituoso assim? 

Rubinho — Eu não quero mais falar sobre esse assunto. Eu já disse que eu não vou embora. Você não vai me convencer. 


BRENDA fica olhando para o seu filho de uma forma bem séria. Logo depois ela sai do quarto e RUBINHO começa a descontar a sua raiva em tudo que ele vê pela sua frente. 

CORTA PARA/


CENA 06. PORTO DA AREIA. TRIBUNAL. CORREDOR. INTERIOR. DIA

Muitas pessoas ainda vão passando pelo corredor do Tribunal. Nesse momento KÉSIA vem saindo da sala de julgamento e ela percebe que AÇUCENA está finalizando uma ligação. Ela se aproxima de AÇUCENA que está bastante apreensiva. KÉSIA a encara com seriedade.


Késia — (séria) O que o Enrico queria dessa vez Açucena? Não adianta você tentar esconder. Eu sei exatamente quando você tenta esconder alguma coisa de mim.

Açucena — Ele quer conversar comigo. Ele me disse que quer se desculpar por tudo o que ele fez. Eu não sei se devo acreditar ou não. 

Késia — É sério que você ainda tem dúvidas, Açucena? A gente não pode confiar no Enrico. Ele é sorrateiro e muito covarde. 

Açucena — Eu sei muito bem disso, meu amor. Mas eu estou curiosa para saber o que o Enrico ainda quer comigo. Ele não teria coragem de me fazer mal novamente. Eu conheço ele. 


KÉSIA não consegue esconder que está chateada. Ela fica andando de um lado para o outro no corredor. 


Késia — Você não pode estar falando sério, Açucena. O Enrico passou anos te agredindo e agora você quer acreditar que ele não vai fazer isso de novo. Porque? 

Açucena — Eu sei que você quer me proteger, Késia. Mas eu preciso ir nesse encontro com o Enrico. É algo que eu preciso fazer. 

Késia — Então eu vou com você, Açucena. Eu não vou deixar você sozinha perto do Enrico. E nem adianta você tentar me impedir. 


AÇUCENA respira fundo. KÉSIA segura sua mão. 


Açucena — (concordando) Tudo bem, Késia. Eu sei que você não vai desistir dessa ideia. Eu só te peço que não faça nada contra o Enrico. 

Késia — Eu prometo que vou tentar me controlar, meu amor. Mas se o Enrico fizer alguma coisa eu juro que eu vou prender ele. 


AÇUCENA concorda. Elas se olham em silêncio total. 

CORTA PARA/


CENA 07. PORTO DA AREIA. TRIBUNAL. SALA DE JULGAMENTO. INTERIOR. DIA

No meio da sala de julgamento LÍVIA finalmente consegue respirar aliviada depois de tudo o que ela passou. CASSIANO segura as mãos da nossa protagonista de uma forma bem carinhosa. O olhar de SANDOVAL expõe toda a felicidade enquanto LÍVIA olha com muita ternura para seu pai. 


Cassiano — Esse pesadelo acabou, meu amor. Eu disse que a gente iria conseguir provar a sua inocência. Agora você está livre. 

Lívia — Agora tudo o que eu mais quero é sair daqui e pegar o nosso filho no colo. Eu quero esquecer todo esse pesadelo. 

Sandoval — Vamos embora daqui, minha filha. Você pode sair daqui de cabeça erguida. Agora todos sabem que você não fez nada. 

Cassiano — O seu pai está certo, meu amor. A única coisa que eu lamento é saber que a minha mãe permitiu que você passasse por isso. 


LÍVIA faz um carinho no rosto de CASSIANO. Os nossos protagonistas se olham com muita cumplicidade. 


Lívia — Eu não queria que isso tivesse acontecido, meu amor. Você não merece ter esse tipo de decepção. Eu sinto muito. 

Cassiano — Você não tem culpa de absolutamente nada, meu amor. A minha mãe escolheu o próprio destino. Eu não posso fazer nada. 

Sandoval — O que a gente pode fazer é seguir em frente. Nada vai mudar o que aconteceu. 


CASSIANO e LÍVIA concordam com SANDOVAL. O Semblante de LÍVIA vai ficando cada vez mais sério. 


Lívia — (séria) Eu espero que a Ana Rosa fique longe do meu filho. Ela não sabe do que eu sou capaz de fazer pelo bem do meu filho.

Cassiano — Eu prometo que isso não vai acontecer, Lívia. Eu vou proteger você e o nosso filho acima de qualquer coisa. Eu juro. 


LÍVIA esboça um sorriso. Ela e CASSIANO se beijam. 

CORTA PARA/


CENA 08. PORTO DA AREIA. CARRO. EXTERIOR. DIA

GREGÓRIO vai parando o carro enquanto ANA ROSA continua com a arma apontada para FÁTIMA que está com o pequeno BERNARDO em seus braços. A vilã demonstra que está cada vez mais desequilibrada. GREGÓRIO olha friamente para FÁTIMA que está com muito medo. 


Gregório — (frio) Escuta bem o que você vai fazer, Fátima. Você vai ligar para o Cassiano e mandar ele ir até ir até o meu barco. Se você não me obedecer eu juro que eu mato esse pequeno bebê. Vai me obedecer? 

Ana Rosa — Você ouviu muito bem o que o Gregório disse, Fátima. Eu vou me vingar de todas as vezes que o Cassiano.e rejeitou e me humilhou. Nem pense em querer negar. 

Fátima — Vocês estão totalmente fora de si. Eu não vou colocar o Cassiano em perigo somente para vocês conseguirem matar ele. 

Gregório — Você ainda não entendeu a gravidade dessa situação, Fátima. Eu não estou pedindo. Ou você faz isso ou eu mato você esse bebê. Você não tem escolha. 


FÁTIMA fica cada vez mais apreensiva. O olhar de ódio de GREGÓRIO é bem nítido. ANA ROSA está bem nervosa. 


Fátima — Omque você pensa que está dizendo, Gregório? Você seria capaz de matar o seu próprio bisneto? Isso é muita maldade. 

Gregório — Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não me importo com essa criança? Tudo o que eu desejo é me vingar do Cassiano. 

Ana Rosa — Eu estou ficando cansada disso, Fátima. Ou você liga para o Cassiano agora ou então eu serei obrigada a fazer algo com esse bebê. Você não iria querer isso. 

FÁTIMA fica apavorada. Ela tenta ligar para CASSIANO, mas a ligação só cai na caixa postal. GREGÓRIO se enfurece. 


Fátima — A ligação está caindo na caixa postal. Eu não sei o que pedir estar acontecendo. 

Gregório — (descontrolado) Você está tirando a minha paciência, Fátima. A gente vai até o meu barco.Se o Cassiano não aparecer você e esse bebê vão morrer.


FÁTIMA percebe a seriedade no olhar de GREGÓRIO. O vilão volta a ligar o carro e vai indo em direção ao cais do Porto. ANA ROSA está ameaçando FÁTIMA com a arma.

CORTA PARA/


CENA 09. VILA DOS PESCADORES. CASA DE ENRICO. SALA EXTERIOR. DIA

ENRICO está parado na frente da janela de sua casa quando ele ouve uma batida na porta. Assim que ele abre a porta AÇUCENA e KÉSIA entram na casa. ENRICO fica em um silêncio ensurdecedor. Logo depois AÇUCENA e KÉSIA se sentam enquanto ENRICO fica olhando para elas. 


Enrico — (sério) Eu fico feliz que você tenha conseguido vir até aqui, Açucena. O que eu tenho para te falar está me remoendo por dentro. Eu não posso fingir que isso não está acontecendo comigo. 

Açucena — Do que você está falando, Enrico? Eu te conheço muito bem. Eu sei que você está querendo me dizer algo muito importante. 

Késia — A Açucena te fez uma pergunta, Enrico. Você não vai responder? Agora eu também quero saber o que você quer com ela.

Enrico — Tudo o que eu quero é pedir perdão por todo o sofrimento eu te fiz passar, Açucena. Não foi justo o que eu te fiz. E quando a você, Késia. Eu também te devo desculpas. Eu não tinha o direito de ser preconceituoso. 


AÇUCENA e KÉSIA ficam surpresas com o arrependimento de ENRICO. O olhar do pescador demonstra arrependimento. 


Açucena — Eu juro que eu fiz de tudo para salvar o nosso casamento, Enrico. Mas eu acabei me apaixonando de verdade pela Késia. É com ela que eu quero ficar o resto dos meus dias. 

Enrico — Finalmente eu consegui entender isso, Açucena. Eu vi que eu te perdi e eu prometo não atrapalhar mais a vida de vocês. 

Késia — Ele está falando a verdade, Açucena. Eu consigo ver isso em seus olhos, Enrico. 


AÇUCENA se aproxima de ENRICO e o abraça de uma forma singela. Dessa vez KÉSIA não sente ciúmes. 


Açucena — Eu te perdoo, Enrico. Tudo o que você fez ficou no passado. Eu espero que você também consiga se perdoar. 

Enrico — Você não imagina o peso que está tirando das minhas costas, Açucena. Obrigado pelo seu perdão. Era disso que eu precisava. 


ENRICO finalmente respira aliviado. AÇUCENA e KÉSIA se olham enquanto ENRICO fica encarando elas. 

CORTA PARA/


CENA 10. CASARÃO DE ELEANOR. ENTRADA. EXTERIOR. DIA

ELEANOR está andando de um lado para o outro demonstrando estar bastante nervosa. Nesse momento um carro vem chegando até a frente do casarão. CASSIANO e LÍVIA descem do carro e eles percebem que alguma coisa está muito errada. Assim que vê os nossos protagonistas ELEANOR começa a chorar desesperadamente. 


Eleanor — (surpresa) Minha neta….. Você está livre. Finalmente vocês estão aqui. Aconteceu um tragédia. Eu não pude fazer nada. 

Lívia — O que foi que aconteceu, Vó? Eu sei muito bem que você não estaria assim se algo não tivesse acontecido. Me fala. 

Cassiano — Não pode ser o que eu estou pensando, Eleanor. Onde está o nosso filho? Por favor não diga que a Ana Rosa pegou ele de novo? Isso não pode estar acontecendo. 

Eleanor — Eu sinto muito, Cassiano. Mas eu não pude impedir ela e o Gregório de levarem o filho de vocês. Eles levaram a Fátima. 


CASSIANO e LÍVIA se olham sem acreditar. A nossa protagonista vai ficando fora de controle. CASSIANO tenta acalmar LÍVIA. ELEANOR se sente muito culpada. 


Cassiano — Isso não foi culpa sua, Eleanor. Eu jamais iria me perdoar se alguma coisa tivesse acontecido com você. Eu não posso deixar que o Gregório e a Ana Rosa façam mal com a Fátima. Eu não posso perder duas mães no mesmo dia. Não posso. 

Lívia — O.que você está pensando em fazer, meu amor? A gente não tem a mínima ideia de onde a Ana Rosa e o meu avô podem ter ido. A gente está de mãos atadas. 

Eleanor — Não exatamente, Lívia. O seu avô tem um barco no cais do porto. Ele pode querer fugir pelo mar. Ele precisa ser detido . 


CASSIANO e LÍVIA ficam bastante apreensivos com o que está acontecendo. ELEANOR olha para os nossos protagonistas que estão certo do que vão fazer. 


Cassiano — (sério) Então é isso que eu vou fazer. Eu vou até o cais do Porto resgatar o meu filho. O Gregório e a Ana Rosa não vai conseguir fugir. Eu não vou deixar isso acontecer. 

Lívia — Eu vou com você Cassiano. Eu não vou deixar a Ana Rosa e o meu fazerem nenhum mal com o nosso filho. Isso tem que acabar. 


CASSIANO e LÍVIA entram no carro que sai em disparada. A câmera mostra o semblante de culpa de ELEANOR. 

CORTA PARA/


CENA 11. PORTO DA AREIA. ALTO MAR. EXTERIOR. DIA

O barco de FRANCHICO está navegando tranquilamente pelo mar de Porto da Areia. Ele e BABY estão um do lado do outro admirando a beleza natural da natureza da cidade. Nesse momento eles são surpreendidos por RUBINHO que sai de um compartimento e ele tem uma faca em mãos. 


Rubinho — (ameaçando) Vocês acharam mesmo que iriam conseguir se ver livres de mim? Agora eu vou até o fim das consequências. 

Baby — Rubinho…. O que você pensa que está fazendo com essa faca? Solta isso por favor. 

Rubinho — Agora você está pedindo por favor, Baby? Eu só saio desse barco depois de fazer o que eu vim fazer. Acabar com esse pescador imundo. Isso que eu tenho que fazer. 

Franchico — É isso mesmo que você quer, Rubinho? Então o que você está esperando? 


FRANCHICO e RUBINHO começam uma briga bastante intensa. BABY fica apreensiva. Nesse momento FRANCHICO e RUBINHO brigam pela posse da faca e RUBINHO acaba ferido cambaleando. Ele cai em alto mar deixando FRANCHICO e RUBINHO bastante assustados. 


Franchico — Meu Deus do céu…. Eu não queria que isso tivesse acontecido. Eu só estava tentando me defender, Baby. 

Baby — O que a gente vai fazer agora, Franchico? Nós não podemos deixar o Rubinho morrer. 

Franchico — Você tem razão, Baby. Nós não podemos deixar que o Rubinho morra desse jeito. Todos nós temos que ter uma 2° chance. 


Sem pensar duas vezes FRANCHICO mergulha em alto mar e ele consegue levar RUBINHO até o barco. Logo depois o playboy acorda e fica espantado ao perceber que FRANCHICO salvou a sua vida. Eles se encaram. 


Rubinho — (incrédulo) Você salvou a minha vida, Franchico? Mas porque? Depois de tudo o que eu fiz você poderia ter me deixado morrer. Em seu lugar eu faria isso. 

Baby — Você ainda não entendeu, Rubinho. A gente nunca deixaria algo assim acontecer. 

Franchico — Eu nunca quis o seu mal, Rubinho. Eu espero que a partir de agora as coisas melhorem entre a gente. Combinados. 


FRANCHICO e RUBINHO apertam as mãos e eles finalmente se entendem. BABY respira bastante aliviada.

CORTA PARA/


CENA 12. PENSÃO DE JOSEFA. SALA. INTERIOR. DIA

JOSEFA e JUCA estão sentados no sofá da sala e o semblante de ambos é de preocupação e tristeza. Nesse momento ROSELI entra na pensão acompanhada do PREFEITO ANÍBAL. Assim que vê sua mãe JUCA corrre para o encontro dela e a abraça com bastante força. 


Roseli — (emocionada) Meu filho…. Como eu estava com saudades desse seu abraço. Finalmente a gente poderemos ficar juntos. 

Juca — Eu também estava com saudades de você, mãe. Eu fiquei com tanto medo que o  meu pai tivesse feito algo com você. 

Prefeito Aníbal — Você não precisa ter mais medo, Juca. O seu pai não vai mais ferir vocês. 

Roseli — É isso mesmo, meu filho. Agora tudo o que eu quero é recuperar o tempo que eu fiquei longe de você. Apenas isso que quero. 


ROSLEI E JUCA se abraçam novamente. O PREFEITO ANÍBAL e JOSEFA olham para eles e sorriem. 


Josefa — Graças a Deus esse pesadelo teve fim, Roseli. Agora você vai poder ficar mais perto do seu filho. É o mínimo que você merece. 

Prefeito Aníbal — A Josefa está coberta de razão, meu amor. Você merece curtir esse momento com o seu filho. Eu vou estar sempre ao seu lado. Eu prometo. 

Roseli — Isso é tudo o que eu mais quero na minha vida. Infelizmente o Misael teve que ser preso para eu ter a paz que eu mereço. 


ROSELI e FÁTIMA dão um beijo em cada das bochechas de JUCA que sorri envergonhado. O PREFEITO ANÍBAL apenas fica observando a felicidade de ROSELI e JUCA. 


Prefeito Aníbal — (respirando fundo) Eu fico muito feliz que tudo tenha dado certo no fim. Agora você pode curtir o seu filho, Roseli. 

Roseli — Nada disso seria possível sem a sua ajuda, meu amor. Eu nem sei como te agradecer, Aníbal. Você é tudo para mim. 


ROSELI e o PREFEITO ANÍBAL ficam frente a frente. Eles se beijam com paixão. JOSEFA e JUCA olham e sorriem.

CORTA PARA/


CENA 13. SOBRADO DO PREFEITO ANÍBAL. SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE

Horas Depois. CLARICE está sentada sozinha no sofá tomando uma xícara de chá. Nesse momento a campainha toca. Ela se levanta e abre a porta. SANDOVAL fica parado em sua frente e sem dizer absolutamente nada ele a beija com muita paixão. CLARICE corresponde o beijo de SANDOVAL. Logo depois eles se sentam.no sofá. 


Clarice — Qual foi o resultado do julgamento, meu amor? Eu estou aqui morrendo de preocupação. Eu nem posso imaginar como a Lívia deve estar se sentindo agora. 

Sandoval — (sorrindo) Eu disse que a verdade iria acabar aparecendo, Clarice. Quem matou o Tom foi a Lenita. A minha filha foi inocentada. Esse pesadelo acabou. 

Clarice — Você consegue pensar o que está passando na cabeça do Cassiano agora? Descobrir que a própria mãe é assassina. 

Sandoval — Eu conheço o Cassiano muito bem. Ele é um homem forte e vai saber superar isso. 


SANDOVAL segura as mãos de CLARICE com carinho. 


Sandoval — Eu sei o tanto que eu te fiz ficar preocupada, Clarice. Mas eu prometo que eu não vou mais procurar vingança contra o Gregório. Isso para mim é passado.

Clarice — Você não imagina como me deixa feliz te ver falando assim, Sandoval. Eu não quero ver você correndo esse risco de novo. 

Sandoval — Eu cansei de ficar nessa guerra do fbra o Gregório. Agora o que eu quero é estar perto da minha filha e claro estar com você. 


CLARICE sorri enquanto olha diretamente nos olhos de SANDOVAL. A cumplicidade entre eles é tocante.

Clarice — Tudo o que a gente pode fazer agora é esquecer o mundo lá fora. Eu quero passar o resto da minha vida com você, meu amor. 

Sandoval — (sorrindo) É tudo o que eu mais quero, Clarice. Por isso eu quero que você venha morar comigo. O que você me diz? Aceita? 


CLARICE fica surpresa com a proposta de SANDOVAL. Sem dizer nenhuma, ela beija SANDOVAL como forma de resposta. Ele retribui o beijo de CLARICE. 

CORTA PARA/


CENA 14. PORTO DA AREIA. PRESÍDIO FEMININO. CORREDOR. INTERIOR. TARDE

A câmera que uma guarda feminina vem trazendo LENITA algemada pelo corredor do presídio feminino. Algumas presas vão fazendo muito barulho enquanto LENITA está passando. Logo depois a guarda para na frente do DELEGADO AUGUSTIN que estava a espera de LENITA. 


Delegado Augustin — (preocupado) Como você está, Lenita? Você não precisa se preocupar. Eu vou me certificar que você irá ficar bem. 

Lenita — Como você acha que eu estou me sentindo, Augustin? O homem que diz que me amava me entregou como se eu não fosse nada. Isso não tem explicação. 

Delegado Augustin — Você sabe que isso não é verdade, Lenita. Eu continuo te amando igual a anos atrás. Mas eu não podia deixar que a Lívia pagasse pelo seu crime. 

Lenita — Porque você não vai embora, Augustin? O meu filho já me abandonou então eu já estou acostumada. Eu quero ficar sozinha.


O DELEGADO AUGUSTIN fica bastante magoado com as palavras de LENITA. Eles ficam se encarando. 


Delegado Augustin — Eu posso imaginar o quanto você está chateada agora, Lenita. Mas com o tempo você irá ver que eu fiz a coisa certa. 

Lenita — Chateada? Você não imagina o quanto, Augustin. O Gregório me manteve presa naquela casa de repouso todos aqueles anos e agora você me jogou nesse buraco. 

Delegado Augustin — Eu lamento que você pense desse jeito, Lenita. Mas eu não me arrependo do que eu fiz. Eu sei que um dia você ainda vai me entender. 


O celular do DELEGADO AUGUSTIN toca. Ele atende e um POLICIAL do outro lado da linha diz só te GREGÓRIO e ANA RODA estarem com FÁTIMA e BERNARDO como reféns. Logo em seguida o DELEGADO AUGUSTIN desliga o celular. 

Lenita — Que cara é essa, Augustin? O que foi que aconteceu dessa vez? Fale dr uma vez. 

Delegado Augustin — (sério) O Gregório e a Ana Rosa sequestraram a Fátima e o nosso neto. Eu preciso ir ver isso, Lenita. Sinto muito. 


O DELEGADO AUGUSTIN vai embora do presídio feminino com muita pressa. LENITA fica bastante preocupada. A guarda tranca LENITA dentro de uma cela repleta de outras presas que vão a cercando de um jeito intimidador. 

CORTA PARA/


CENA 15. PORTO DA AREIA. CAIS. EXTERIOR. TARDE

De uma forma bem ampla a câmera mostra que GREGÓRIO e ANA ROSA estão mantendo FÁTIMA e o pequeno BERNARDO como seus reféns. Nesse momento CASSIANO e LÍVIA vem correndo em direção ao cais do Porto. GREGÓRIO e ANA ROSA ficam surpresos ao verem que ANA ROSA está livre. O clima vai ficando mais tenso. 


Gregório — (ardiloso) Então quer dizer que você conseguiu se livrar de uma acusação de assassinato, Lívia? Isso é muito bom. Assim eu acabo com você e o Cassiano. 

Lívia — Porque você está fazendo isso, Vô? O meu filho não tem culpa de nada. Eu estou te suplicando. Solte ele. Por favor. 

Ana Rosa — Como você é patética, Lívia. Eu disse que iria te destruir e agora eu vou comprar isso. 

Cassiano — Para com isso, Ana Rosa. Você não está vendo que o Gregório está te usando? Ele não quer o seu bem. E sim me matar. 


ANA ROSA aponta a arma para LÍVIA. CASSIANO vai se aproximando aos poucos da vilã que está desequilibrada. 


Cassiano — Deixa a Fátima e o meu filho irem, Ana Rosa. Eu  faço uma troca com vocês. Eu por eles. O que você me diz? Acha isso justo? 

Fátima — Você não pode fazer isso, Cassiano. Isso é muito perigoso. Isso não vai dar certo. 

Lívia — A Fátima está certa, Cassiano. No fundo você sabe que isso é muito arriscado. 


GREGÓRIO se aproxima dos nossos protagonistas e puxa LÍVIA pelo braço com força. O vilão está muito ameaçador. 


Gregório — (sádico) Eu aceito a sua proposta, Cassiano. Mas a Lívia vai vir conosco. Ou é isso ou é nada. O que você vai querer? 

Lívia — Se for pelo bem do meu filho então eu vou. Mas eu quero que você saiba uma coisa, Gregório Assunção. Você é a pessoa mais repugnante que eu conheci na vida. 

Mesmo a contragosto ANA ROSA entrega o pequeno BERNARDO nas mãos de FÁTIMA. Logo depois a vilã que ainda está com arma em mãos obriga CASSIANO e LÍVIA a subirem na lancha de GREGÓRIO. Os nossos protagonistas se olham bastante apreensivos e com receio. 


A imagem congela na troca de olhares de CASSIANO e LÍVIA. 





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