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Por que, Pai? - Episódio 09

 

Por que, pai?




Continuação a partir do fim do último episódio: Praia de Ipanema/Exterior/Dia


ANDRÉ - Você me daria a honra de ter seu número de telefone?


Marcelo sorri envergonhado


MARCELO - Anota aí.


Marcelo fala o número e André anota em seu celular.


ANDRÉ - Tá certo?


André mostra o número em seu celular.


MARCELO - Certo.


Marcelo repousa suas mãos sobre a areia da praia.


ANDRÉ - Pronto, contato salvo!


André guarda o celular.


Quando André vai colocar suas mãos na areia, ele põe uma delas, sem intenção, sobre a mão de Marcelo.


André e Marcelo percebem o toque e se encaram, mantendo as mãos uma sobre a outra.


A câmera foca nas mãos deles.



Episódio 9


Cena 01: Praia de Ipanema/Exterior/Dia


Marcelo tira sua mão de debaixo da mão de André.


ANDRÉ - Desculpa! Fui colocar minha mão, e acabei colocando sobre a sua. (Risos)


Marcelo sorri


MARCELO - Não tem problema.


Marcelo se levanta.


MARCELO - Eu acho que já vou indo.


ANDRÉ - Pera aí! Você vem sempre aqui na praia?


MARCELO - Na verdade, não. Hoje que eu resolvi sair.


ANDRÉ - Ah sim. Eu gosto muito de praia.


Marcelo sorri.


ANDRÉ - Se eu te convidar pra vir à praia comigo, você vem?


MARCELO - Ah, pode ser que sim.


André sorri.


ANDRÉ - Então tá bom. Te mando uma mensagem.


MARCELO - Ok. Vou aguardar!


Marcelo se vira de costas para André e caminha na direção da saída da praia. Marcelo sorri.


André sorri observando Marcelo.


Cena 02: Casa de Fernanda/Quarto de Simone/Interior/Tarde


Fernanda aproveita que sua mãe não está em casa, e entra no quarto dela.


FERNANDA - Aproveitar que minha mãe saiu pra dá uma olhada naquela pasta de documentos.


Fernanda abre o guarda-roupa e pega a pasta de documentos.


FERNANDA - Eu já cansei de olhar esses documentos. Nunca acho nada que me leve ao meu pai.


Cena 03: Rodoviária/São Paulo/Exterior/Tarde


O ônibus estaciona na rodoviária. Os passageiros desembarcam. Juliano desembarca e caminha em direção a uma lanchonete. Chegando na lanchonete, Juliano faz um pedido.


JULIANO - Eu quero uma coxinha e um suco, por favor!


ATENDENTE - Qual o sabor do suco?


JULIANO - Pode ser de laranja.


O atendente prepara o pedido.


ATENDENTE - Aqui! Bom apetite!


Cena 04: Casa de Marina/Quarto de Marcelo/Interior/Tarde


Marcelo está sentado na cama. Seu celular está do seu lado. O celular faz um som, notificando uma mensagem. Marcelo pega o celular e vê que é uma mensagem de André.


ANDRÉ por mensagem - Adorei te conhecer. Espero que eu tenha a oportunidade de conversar mais com você.


Marcelo responde a mensagem.


MARCELO por mensagem - Também gostei de te conhecer.


André logo responde.


ANDRÉ por mensagem - Vamos nos encontrar na praia amanhã?


MARCELO por mensagem - Vamos sim!!!


ANDRÉ por mensagem - Te espero lá!!!


Cena 05: Rodoviária/São Paulo/Exterior/Tarde


Juliano termina de comer e paga a conta. O atendente recebe o dinheiro e pega o troco de Juliano.


ATENDENTE - Seu troco.


JULIANO - Obrigado!


ATENDENTE - Obrigado você!


JULIANO - Deixa eu te perguntar, você sabe se tem alguma pensão, ou algum lugar que eu possa dormir aqui por perto?


ATENDENTE - Sim.


O atendente aponta direcionando Juliano.


ATENDENTE - Tem uma pensão logo ali. Você pega essa rua aqui, vira naquela esquina, e 2 quarteirões depois você vai ver a pensão. É um valor um pouco mais alto da estadia, mas é um lugar aconchegante, limpinho, vale a pena.


JULIANO - Tá bem, obrigado pela recomendação!


O atendente responde com um sorriso.


Cena 06: Pensão/São Paulo/Interior/Tarde


A recepcionista da pensão entrega a chave do quarto a Juliano.


RECEPCIONISTA - É o quarto número 8.


JULIANO - Ok, obrigado!


Juliano sobe as escadas indo para seu quarto.


JULIANO - Bem que o cara lá da lanchonete falou que o preço vale a pena.


Juliano observa como a pensão é moderna, atrativa e bem planejada. Enquanto ele caminha, a câmera mostra as instalações da pensão, com um ambiente agradável e inovador.


Juliano entra no seu quarto.


JULIANO - Ótimo esse quarto, e tem banheiro. Bom que não precisa de fila pra banheiro coletivo.


Juliano pega o seu celular.


JULIANO - Avisar minha mãe que cheguei. Deve estar preocupada já.


Juliano digita e envia mensagem pra sua mãe.


JULIANO - Agora vou tomar um banho, e depois vou dormir. Amanhã eu vou atrás do meu pai.


Juliano mexe em suas malas pra pegar roupas.


Cena 07: Casa de Fernanda/Quarto de Simone/Interior/Tarde


Fernanda está fechando uma pasta de documentos, exausta da procura por informações.


FERNANDA - Já cansei de olhar nessas pastas. Não acho nada.


Fernanda se põe de pé e leva uma mão ao queixo, pensativa.


FERNANDA - Algum documento tem que ter, não é possível que minha mãe não tenha nenhum papel com o nome do meu pai ou algo assim.


Fernanda se cansa e pega as pastas para guardar. Ela abre o guarda-roupa e se abaixa para colocar as pastas no lugar certo. Quando se levanta, ela acerta a cabeça numa parte do guarda-roupa e acaba derrubando algumas roupas de sua mãe.


FERNANDA - Ai. Além de não achar nada, ainda bato a cabeça. Vou juntar essas roupas, antes que minha mãe chegue.


Fernanda se abaixa para recolher as roupas que caíram. Ela pega algumas peças de roupa e guarda no lugar. Ela se agacha novamente juntando as roupas. No meio dessas roupas, ela acha uma pequena pasta, que a deixa confusa.


FERNANDA - Ué, que pasta é essa, que eu nunca vi?


Fernanda abre a pasta.


FERNANDA - São extratos bancários, em muita quantidade.


Fernanda lê os extratos.


FERNANDA - A maioria mostra a entrada de valores altos na conta da minha mãe.


Fernanda reflete olhando os papéis.


FERNANDA - Esses valores altos com certeza são os depósitos que meu pai faz.


Fernanda lê os extratos.


FERNANDA - Nesses extratos, os valores altos estão identificados como depositados por Diogo Gilberto de Souza.


Fernanda se anima


FERNANDA - Só pode ser esse o nome do meu pai. Vou ficar com um desses extratos.


Fernanda recolhe o restante das roupas. Ela pega um dos extratos e guarda os demais na pasta. Ela organiza as coisas como estavam antes. Fernanda fecha as portas do guarda-roupa e caminha deixando o quarto de sua mãe.


Cena 08: Casa de Lizandra/Quarto de Kátia/Interior/Noite


Kátia e Maurício estão deitados na cama conversando.


MAURÍCIO - Eu acho que você errou de ter permitido o namoro da Lizandra com aquele menino. Ele, ele, não vai ser bom pra ela. Ela merece coisa melhor. Esses playboy assim, só quer aproveitar, não quer nada sério. Eu acho que você liberou muito rápido.


Kátia responde sonolenta.


KÁTIA - Eu não acho que eu errei não. Na verdade, eu demorei muito pra liberar o namoro deles.


MAURÍCIO - Errou sim. Deveria ter impedido. Ele não é bom pra ela.


KÁTIA - Eu estou cansada e com sono. Deixa os dois serem felizes, é o que importa. Eu não vou impedir um de amar o outro não. Já fiz isso e vejo que é bobeira. Agora vamos dormir, que eu estou com muito sono.


Kátia vira para o lado, e fecha os olhos.


Quando Kátia está dormindo, Maurício se levanta da cama e sai do quarto.


Cena 09: Casa de Lizandra/Quarto de Lizandra/Interior/Noite


Lizandra está sentada na cama, com vários materiais em sua volta. De repente Maurício entra no seu quarto e tranca a porta.


MAURÍCIO - Olha, eu acho melhor você terminar com esse menino playboyzinho de Ipanema. Eu não quero o namoro de vocês.


LIZANDRA - Eu não vou terminar com ele não. Minha mãe aprova nosso namoro.


MAURÍCIO - Ela aprova, mas ela tá errada. Esse menino não serve pra você. Você vai terminar com ele.


LIZANDRA - Não vou não.


Maurício ordena


MAURÍCIO - Vai sim, porque eu estou mandando.


LIZANDRA - Eu não vou não. Sai do meu quarto, me deixa estudar.


Maurício parte pra cima de Lizandra segurando em seus braços.


MAURÍCIO - Você tem que terminar com ele, porque você tem que ser minha.


LIZANDRA - Me solta.


Maurício tenta agarrar Lizandra.


MAURÍCIO - Você tem que ser minha, anda me beija.


Maurício a segura e Lizandra faz força.


LIZANDRA - Me larga, Maurício.


MAURÍCIO - Você tem que ser minha.


Lizandra faz força e consegue soltar uma de suas mãos. Maurício a prende com força contra a cama. Com sua mão que está livre, Lizandra pega um estilete e aponta para Maurício.


LIZANDRA - Me larga, se não eu te furo agora.


Maurício larga Lizandra. Lizandra aponta o estilete para Maurício enquanto ele anda, até que ele sai do quarto. Lizandra tranca a porta e respira aliviada.


Cena 10: Casa de Marina/Quarto de Marcelo/Interior/Noite


Marcelo acaba de fazer uso de drogas.

Marina entra no quarto.


MARINA - E aí, Marcelo?


MARCELO - Tudo bem?


Marina repara Marcelo diferente.


MARINA - Você estava usando drogas né?


Marcelo não responde.


MARINA - Não estava? Você usa direto?


MARCELO - Só quando eu estou triste, sempre.


MARINA - Mas droga não te ajuda, é um alívio passageiro, com o tempo nem isso vai te dar.


Marcelo fica em silêncio. Marina começa a chorar.


MARINA - Por favor, Marcelo, não usa drogas mais não.


MARCELO - Eu tento não usar Marina, mas é difícil.


MARINA - É o vício. É a dependência que as drogas trazem. Isso destrói a vida de tanta gente.


Marcelo chora.


MARCELO - Não é fácil, Marina. Me ajuda.


Marcelo abraça Marina que segura o choro.


MARINA - Irmão, eu te amo demais. Vamos fazer o seguinte. Vamos num psicólogo, tem vários bons por aqui. Eu vou com você, se você quiser, eu marco pra você uma consulta. Vai ser bom.


MARCELO - Eu quero irmã. Eu quero ajuda.


MARINA - Eu vou te ajudar, meu amor. Eu quero o seu melhor.


MARCELO - Você já sabia que eu estava/


MARINA - Eu desconfiava.


Marcela abaixa a cabeça chorando.


MARINA - Olha pra mim.


Marina pega no queixo de Marcelo, erguendo sua cabeça.


MARINA - Você vai conseguir sair dessa. Você tem meu apoio. O que você precisar eu estarei aqui. Eu vou marcar uma consulta já para amanhã. Pode ser? Eu posso fazer isso?


MARCELO - Por favor! Pode marcar!


Marina e Marcelo se abraçam.


Cena 11: Salão de Beleza/Vila Isabel/Interior/Manhã


Stéfany chega ao salão.


STÉFANY - Bom dia!


A dona do salão a cumprimenta.


MEIRE - Bom dia, Stéfany! Oh, eu estou fazendo o cabelo dessa moça. Mas já tem cliente pra você. Esse rapaz quer cortar o cabelo.


Stéfany olha para o homem. Ele está lendo um jornal, que tampa seu rosto.


STÉFANY - Pode vim, moço. Pode sentar aqui. Bora começar o dia, né Meire!


MEIRE - Bora!


O homem tira o jornal da frente do rosto. Stéfany se surpreende, pois o homem é Conrado.


STÉFANY - Conrado?


Conrado ironiza.


CONRADO - Oi, meu bem? Sentiu saudades? Eu estava com tanta.


Cena 12: Escola Guedes Tavares/Entrada/Exterior/Manhã


Marina e Fernanda conversam.


FERNANDA - Hoje que o Juliano vai ir atrás do pai dele né?


MARINA - Isso. Hoje.


FERNANDA - Bom.


Fernanda se anima.


FERNANDA - Eu nem te contei amiga. Você não imagina o que eu consegui. Uma informação valiosa.


Marina, curiosa, se anima.


MARINA - O que? Tem haver com o seu pai?


FERNANDA - Tem haver com o meu pai. Quer adivinhar?


MARINA - Não sei. (Risos) O que você descobriu? Pode contar.


FERNANDA - Eu consegui o nome do meu pai.


Fernanda se surpreende


MARINA - Sério? Realmente, uma informação maravilhosa.


FERNANDA - Sim, maravilhosa. Eu procurei nas coisas da minha mãe, não achei nada, como das outras vezes. Aí eu me agachei pra guardar as pastas dela no guarda-roupa, quando eu levantei bati a cabeça numa parte alta do guarda-roupa, aí caiu umas roupas e no meio dessas roupas tinha uma pasta menorzinha com vários extratos bancários dentro.


MARINA - E aí?


FERNANDA - Esses extratos, a maioria do valores que entraram na conta era alto. E eram depósitos feitos por um homem chamado Diogo Gilberto de Souza.


MARINA - E você acha que esse homem é o seu pai?


FERNANDA - Pelos altos valores, acho que sim. Tem sentido?


MARINA - Tem muito sentido.


FERNANDA - Então, o que a gente faz?


MARINA - Vamos jogar esse nome na internet.


FERNANDA - É. Quem sabe não achamos alguma coisa?


Cena 13: Salão de Beleza/Vila Isabel/Interior/Manhã


Stéfany paralisa com a presença de Conrado, que ironiza.


CONRADO - E aí, posso sentar pra cortar meu cabelo?


Stéfany responde gaguejando.


STÉFANY - Pode, pode sentar.


Conrado encara Stéfany, que se fragiliza.


Meire observa Stéfany.


MEIRE - Tá tudo bem Stéfany?


Stéfany se atenta.


STÉFANY - Tudo bem. Vou começar a cortar.


MEIRE - Você é novo aqui na Vila moço? Nunca veio cortar cabelo aqui.


CONRADO - Eu moro aqui tem tempo. É que eu cortava meu cabelo em casa.


Conrado provoca Stéfany.


CONRADO - Eu cortava em casa. Minha esposa que cortava pra mim. Só que ela saiu de casa e me largou sozinho.


MEIRE - Ué, por que?


Conrado mente, encarando Stéfany.


CONRADO - Não sei. Mas essas mulheres de hoje em dia. Não vou falar que todas são assim, mas a minha não valia nada, me colocava chifre, me fez de corno. Eu trabalhava e ela não me dava valor. Nem comida fazia direito. E eu perdoava ela, cuidava dela mesmo assim, dava carinho.


Stéfany e Conrado se encaram.


CONRADO - Um dia cheguei em casa e ela não estava lá. Me largou sozinho.


Cena 14: Casa do Pai de Juliano/Exterior/Dia


Juliano segue o endereço e acha a casa de seu pai. Juliano chega no portão e bate palmas.

Uma moça, Natália, atende.


NATÁLIA - Oi.


JULIANO - É. Aqui é a casa do Antônio de Lima?


Natália se aproxima do portão.


NATÁLIA - Sim. Como posso te ajudar?


JULIANO - É que. Meu nome é Juliano, eu sou do Rio. Eu não sei bem como explicar. (Risos)


Juliano passa a mão na testa.


Cena 15: Consultório de Psicologia/Interior/Dia


Marina e Marcelo esperam pelo atendimento.


MARCELO - Vai ser bom.


MARINA - Com certeza, irmão. Conversar com a psicóloga, vai ser ótimo. Vai te ajudar nesse vício.


MARCELO - Obrigada, irmã. Você marcou esse atendimento, você me apoia tanto. Muito obrigado.


Marina sorri.


A psicóloga, Regiane, chama por Marcelo.


REGIANE - Marcelo.


MARCELO - Eu?


REGIANE - Pode entrar!


Marcelo se levanta e entra na sala da psicóloga.


Regiane fecha a porta e se assenta de frente para Marcelo.


REGIANE - E aí? Que tal você começar me contando sobre sua vida, sobre quem é você?


MARCELO - Pode ser!


REGIANE - Estou pronta pra ouvir!


Marcelo começa a contar.


Cena 16: Casa do Pai de Juliano/Exterior/Dia


Juliano procura palavras para explicar.


JULIANO - Então moça, eu sou filho da Marlene.


NATÁLIA - Não conheço.


JULIANO - Não conhece não. Minha mãe teve um relacionamento com o Antônio de Lima muitos anos atrás. E eu sou fruto dessa relação, eu sou filho do Antônio.


Natália se surpreende.


NATÁLIA - Filho do meu pai?


A cena congela


Fim do episódio

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