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Saramandaia - capítulo 7

 


SARAMANDAIA ��️ – CAPITULO 07


Web novela adaptada e escrita por: Luan Maciel

Baseada na obra homônima de: Dias Gomes

Produção Executiva: Ranable Webs


CENA 1: EXTERIOR. BOLE-BOLE. RUA. TARDE

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DO CAPÍTULO ANTERIOR. JOÃO

GIBÃO VAI SE LEVANTANDO E ELE FICA AFLITO AO VER QUE

A CABEÇA DE CARLITO PRATA ESTÁ SANGRANDO. ELE

TENTA SE DESCULPAR COM CARLITO PRATA, MAS O VILÃO

NÃO ACEITA.

JOÃO GIBÃO (arrependido): - Carlito eu sinto muito. Eu não

sei o deu em mim para ter feito isso. Nada justifica essa minha

atitude.

CARLITO PRATA (enraivecido): - Olha só o que você fez

comigo, seu corcunda. A dona Maria Aparadeira tem toda a

razão. Você é um perigo a essa cidade, João Gibão. Eu vou tirar

a Marcina de perto de você. Isso é uma promessa.

JOÃO GIBÃO: - Isso foi um acidente, Carlito. O problema é que

você acha que o dinheiro que a sua família tem vai fazer a

Marcina gostar de você. Você realmente não conhece ela.


CARLITO PRATA SEGURA JOÃO GIBÃO PELA CAMISA. O ÓDIO

ESTÁ ESTAMPADO NA CARA DO VILÃO.

CARLITO PRATA (furioso): - Quem você acha que a Marcina

vai preferir para estar ao lado dela? Eu que sou da família

Rosado que é a mais importante da cidade, ou um corcunda

que não tem onde cair morto? A resposta é tão óbvia.

JOÃO GIBÃO (calmo): - Faça o que você achar melhor, Carlito.

Eu não vou mais ficar perdendo o meu tempo com você.

Adeus!!!

JOÃO GIBÃO DÁ AS COSTAS PARA JOÃO GIBÃO E VAI INDO

EMBORA. CARLITO PRATA FICA COM MUITO ÓDIO.

//


CENA 2: INTERIOR. PREFEITURA DE BOLE-BOLE. SALA DE

LUA VIANA. TARDE

LUA VIANA ESTÁ TERMINANDO DE ARRUMAR AS SUAS

COISAS PARA PODER IR EMBORA. NESSE MOMENTO A PORTA

VAI SE ABRINDO, E ELE É SURPREENDIDO COM A CHEGADA

DE ZICO ROSADO QUE FECHA A PORTA E O ENCARA

SERIAMENTE.

LUA VIANA (surpreso): - Zico Rosado…. Eu não imaginava que

eu iria te ver aqui em minha sala. (P) Mas me diga. O que eu


posso fazer por você? Aposto que deve ser algo muito

importante.

ZICO ROSADO (sério): - E você está certo, Lua Viana. A sua

namorada me procurou e eu tentei convencer ela a desistir

dessa bobagem de mudar o nome de nossa cidade. Ela não me

ouviu, e agora eu estou aqui para exigir a sua colaboração.

Faça a Zélia entender que se ela me enfrentar isso não vai

acabar bem.

LUA VIANA: - Você está ameaçando a minha namorada, Zico

Rosado? Não se esqueça que eu sou o prefeito de Bole-Bole. O

tempo dos coronéis já acabou. A sua influência aqui não vale.

ZICO ROSADO BATE AS MÃOS NA MEDA DE LUA VIANA. O

VILÃO OLHA PARA O PREFEITO COM MUITA FRIEZA.

ZICO ROSADO (gritando): - Quem você pensa que é para me

confrontar? Você não passa de um lambe bolas que está na

prefeitura porque eu permiti. Se coloque no seu lugar.

LUA VIANA (alterando a voz): - Você não tem esse poder que

acha que tem, Zico Rosado. Agora queira sair da prefeitura,

pois você não é bem vindo aqui.


ZICO ROSADO: - Se é isso que você então ótimo, Lua Viana. A

partir de agora você arrumou um inimigo. Se prepare, pois eu

vou passar por vocês como um trator.

ZICO ROSADO SAI DA SALA DE LUA VIANA BATENDO A

PORTA COM ÓDIO. LOGO DEPOIS LUA VIANA RESPIRA

ALIVIADO.

//


CENA 3: INTERIOR. CASA DE MARIA APARADEIRA E SEU

CAZUZA. SALA. FIM DE TARDE

A CÂMERA MOSTRA QUE CARLITO PRATA ESTÁ SENTADO NO

SOFÁ DA SALA ENQUANTO MARIA APARADEIRA VAI

CUIDANDO DO SANGRAMENTO EM SUA CABEÇA. ELA ESTÁ

HORRORIZADA COM QUE ACONTECEU. O OLHAR DE CARLITO

PRATA É DE ÓDIO.

MARIA APARADEIRA (assustada): - O que foi que aconteceu

com você, Carlito? Quem foi o animal que fez isso com você?

CARLITO PRATA (sério): - Você já sabe a resposta para essa

pergunta, dona Maria. (P) Eu te avisei que aquele João Gibão

não era confiável. A sua filha está correndo perigo perto dele.


MARIA APARADEIRA: - Eu sempre soube que o João Gibão não

era esse santo todo, Carlito. Mas eu não sei o que fazer para

afastar ele da minha filha. Eu estou sem saída.

CARLITO PRATA SORRI MALICIOSAMENTE. MARIA

APARADEIRA NÃO ENTENDE A REAÇÃO DE CARLITO PRATA.

CARLITO PRATA (confiante): - Pode confiar em mim, dona

Maria. Eu vou fazer aquele João Gibão se arrepender de ter

cruzado o caminho da sua filha. Disso você pode ter certeza.

MARIA APARADEIRA (ponderando): - É claro que eu acredito

em você, Carlito. Você é o genro que eu sempre quis ter.

CARLITO PRATA FICA CADA VEZ MAIS CONFIANTE DE QUE

VAI TER MARCINA PARA ELE. MARIA APARADEIRA NÃO

DESCONFIA DAS VERDADEIRAS INTENÇÕES DO VILÃO.

//


��️ TRANSIÇÃO DE TEMPO – ANOITECE ��️


CENA 4: EXTERIOR. RUAS DE BOLE-BOLE. NOITE

AS RUAS DE BOLE-BOLE ESTÃO ESTRANHAMENTE VAZIAS.

RISOLETA VEM ANDANDO PELA RUA, E ELA COMEÇA A

SENTIR UM FRIO NA ESPINHA FORA DO COMUM. A CÂMERA


MOSTRA QUE A LUA CHEIA BRILHA O CÉU ESTRELADO DE

BOLE-BOLE. RISOLETA COMEÇA A SENTIR QUE ELA ESTÁ

SENDO VIGIADA.

RISOLETA (apreensiva): - Que sensação mais esquisita é essa.

Eu nunca fui uma mulher de ter medo. Mas tem algo nessa

cidade que faz os meus medos virem a tona. Tem algo de

errado.

RISOLETA CONTINUA ANDANDO PELAS RUAS VAZIAS DE

BOLE-BOLE. NESSE MOMENTO A CÂMERA MOSTRA QUE

ATRÁS DE UMA ÁRVORE ONDE A LUZ NÃO CHEGA FOIS

OLHOS AMARELOS ESTÃO VIGIANDO RISOLETA BEM DE

PERTO. ELA PERCEBE NO MESMO MOMENTO, MAS ACREDITA

QUE É COIDA DE CABEÇA.

RISOLETA (respirando fundo): - Eu devo estar ficando maluca.

Essa cidade está me deixando fora da realidade. Eu estou

precisando dormir. Isso é coisa da minha cabeça.

RISOLETA CONTINUA ANDANDO SEGUINDO O SEU

CAMINHO. OS OLHOS AMARELOS VÃO SEGUINDO ELA

ATRAVÉS DA ESCURIDÃO. A CÂMERA VAI SE AFASTANDO E

PODEMOS OUVIR UM UIVO DE LOBO O QUE DEIXA RISOLETA

APAVORADA.

//

CENA 5: INTERIOR. CASA DE DONA REDONDA E SEU

ENCOLHEU. SALA DE ESTAR. NOITE

SEU ENCOLHEU ESTÁ SERVINDO UM NA XÍCARA DE CHÁ

PARA DONA REDONDA E DONA PUPU QUE ESTÃO SENTADAS

UNA DE FRENTE PARA A OUTRA. DONA PUPU ESTÁ

VISIVELMENTE INCOMODADA COM ALGUMA COISA E DONA

REDONDA PERCEBE ISSO. SEU ENCOLHEU FICA APENAS

OBSERVANDO.

DONA REDONDA (sem paciência): - Então dona Pupu….. O que

foi que aconteceu de tão grave que você não pode esperar até

amanhã de manhã para me contar. Conte logo.

ENQUANTO DONA PUPU RESPIRA FUNDO DONA REDONDA

VAI COMENDO UM BOLO CONFEITADO SOZINHA.

DONA PUPU (séria): - Você se lembra daquele bataclã que nós

e outras senhoras da cidade conseguimos fechar. Ele vai

reabrir. A mulher que vai reabrir aquele pardieiro é tão vulgar.

DONA REDONDA (fervendo de ódio): - Isso não pode ser

verdade. Eu tive tanto trabalho em fechar aquela espelunca.

Mas deixa comigo que eu não vou deixar essa imoralidade

voltar até a nossa cidade.


SEU ENCOLHEU: - Vocês estão procurando sarna para se

coçar. Não é sempre que vocês vão conseguir acabar com esse

bataclã.

DONA REDONDA TERMINA DE LIMPAR O RESTO DE BOLO EM

SUA BOCA. ELA OLHA PARA SEU ENCOLHEU COM DESPREZO.

DONA REDONDA (fria): - Não se intrometa, Encolheu. Você

sempre defendendo esses imortais. Nós temos que prezar pelos

bons costumes de nossa cidade. É o certo a se fazer.

DONA PUPU (concordando): - Eu também acho isso, dona

Redonda. Mas nós devemos não só fechar de vez esse bataclã,

mas como também expulsar essa mulherzinha de nossa cidade.

SEU ENCOLHEU: - Olha só o que vocês estão dizendo. Vocês

querem expulsar uma mulher só por causa disso? Sinceramente

vocês estão ficando cada vez mais cegas pela raiva.

DONA REDONDA NÃO DÁ IMPORTÂNCIA PARA O QUE SEU

ENCOLHEU DIZ. ELA E DONA PUPU VOLTAM A CONFABULAR.

//


CENA 6: EXTERIOR. CASA DE LEOCÁDIA. ENTRADA. NOITE

EM PLANO GERAL A CÂMERA MOSTRA QUE MARCINA ESTÁ

PARADA EM FRENTE AO PORTÃO DA CASA DE LEOCÁDIA. ELA

QUER ENTRAR E VER JOÃO GIBÃO, MAS LHE FALTA


CORAGEM. NESSE A PORTA SE ABRE E VEMOS JOÃO GIBÃO

SE APROXIMANDO DELA. MARCINA FICA PARADA.

MARCINA (sem palavras): - João…. Tem uma coisa que eu

preciso te dizer. Eu sei porque você está fazendo isso, e eu…

SEM PENSAR DUAS VEZES JOÃO GIBÃO SURPREENDE

MARCINA COM UM BEIJO APAIXONADO. ELA CORRESPONDE

AO BEIJO.

TRILHA SONORA: https://youtu.be/zSxr9zfZN1o (Um Dia, Um

Adeus – Guilherme Arantes)

JOÃO GIBÃO (apaixonado): - Marcina….. Me perdoe. Eu não

deveria ter tentado te afastar de mim. Mas tudo o que fiz foi

pensando no seu bem. Você é muito importante para mim.

MARCINA (emocionada): - Eu nunca vou desistir do que eu

sinto por você, João. Os meus pais, essa cidade, o mundo pode

ser contra o nosso amor que eu não vou me importar. Eu te

amo.

JOÃO GIBÃO SORRI. LOGO DEPOIS ELE FICA SÉRIO E

MARCINA PERCEBE QUE TEM ALGO INCOMODANDO JOÃO

GIBÃO.

MARCINA (preocupada): - O que foi que aconteceu, João? Eu

estou sentindo que tem alguma coisa te incomodando.


JOÃO GIBÃO (sério): - Marcina…. Tem uma coisa que você

precisa saber. Eu tive uma briga com o Carlito, e eu acertei

sem querer uma pedra na cabeça dele. Eu estou com medo que

ele tente fazer algo com você somente para me atingir.

MARCINA: - Pode ficar tranquilo, João. Nada do que o Carlito

pense em fazer vai me afastar de você. Eu pode até querer,

mas eu sempre vou ser sua.

JOÃO GIBÃO RESPIRA ALIVIADO. ELE E MARCINA SE

ABRAÇAM EM UM MOMENTO ROMÂNTICO. A LUA É

TESTEMUNHA DESSE MOMENTO ÚNICO.

//


��️ TRANSIÇÃO DE TEMPO – AMANHECE ��️


CENA 7: EXTERIOR. RUAS DE BOLE-BOLE. MANHÃ

EM UMA TOMADA AÉREA A CÂMERA MOSTRA DE UMA

FORMA BEM AMPLA QUE UMA MANIFESTAÇÃO DE JOVENS

ESTÃO PARADOS NA PORTA DA PREFEITURA. A CÂMERA DÁ

UM CORTE PARA DENTRO DA MANIFESTAÇÃO, E PODEMOS

VER QUE ZÉLIA É A MAIS FERVOROSA. ELA PEGA UM


MEGAFONE E FICA BA FRENTE DE OUTROS JOVENS QIE

ESTÃO TODOS EUFÓRICOS.

ZÉLIA (no megafone): - Hoje é o dia que vai entrar para a

história de nossa cidade. Nunca mais a vergonha e o

constrangimento farão parte de nossas vidas. Bole-Bole agora

é passado. Seja todos bem vindos a Saramandaia.

TODOS OS PRESENTES GRITAM EM ÊXTASE. NESSE

MOMENTO O JIPE DE ZICO ROSADO VAI CHEGANDO PERTO

DA PREFEITURA. LOGO DEPOIS O VILÃO DESCE DO JIPE JÁ

ENCARANDO ZÉLIA QUE NÃO DEMONSTRA MEDO.

ZICO ROSADO (bufando de ódio): - Chega!!!! (P) Eu te avisei

que você não iria me querer como inimigo, Zélia Tavares. Mas

dessa vez você foi longe demais. Essa baderna acaba agora.

ZÉLIA (corajosa): - E o que você está pensando em fazer, Zico

Rosado? Nós estamos em um país livre. Todos temos direito de

dizer o que pensamos. Você não é a lei como pensa.

ZICO ROSADO: - A minha cota de paciência com você já

acabou, menina. Você vai descobrir que comigo ninguém ousa

desafiar.

ZICO ROSADO FAZ UM SINAL COM AS MÃOS E ALGUNS

POLICIAIS SE APROXIMAM DE ZÉLIA E DE TODOS ALI.


ZÉLIA (gritando): - Fiquem longe de mim, seus abutres. Eu

tenho os meus direitos. (T) Você acha mesmo que isso vai me

calar, Zico Rosado? Você está enganado. Eu nunca vou me

calar.

ZICO ROSADO (contente): - Tirem essa garota da minha

frente. (P) Eu quero que todos saibam que ninguém vai

denegrir a imagem de nossa cidade. Que sempre viva, Bole-

Bole.

OS POLICIAIS VÃO LEVANDO ZÉLIA DETIDA. NESSE

MOMENTO LUA VIANA CHEGA AO LOCAL E FICA

ESTARRECIDO AO VER ZÉLIA SENDO PRESA. A CÂMERA SE

APROXIMA DO ROSTO DE ZICO ROSADO E MOSTRA

FORMIGAS SAINDO DE SEU NARIZ.


A IMAGEM CONGELA NO OLHAR DISTANTE DE LUA VIANA.

AOS POUCOS A IMAGEM VAI GANHANDO UM EFEITO COMO

SE A IMAGEM SE TRANSFORMASSE EM UMA MOLDURA.

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