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Débora - Capítulo 16


Débora
CAPÍTULO 16

uma novela de
FELIPE LIMA BORGES

escrita por
FELIPE LIMA BORGES

baseada nos capítulos 3 a 5 do livro de Juízes

 No capítulo anterior: Lapidote abraça Débora, mas ela, confusa, não corresponde, e revela estar noiva. Sísera vai até a meretriz Hanna levando um saco de moedas de ouro. Débora diz a Lapidote que era inviável esperar por ele durante todos esses anos. Baraque invade o templo. Em um quarto forrado de moedas, Sísera e Hanna tem uma tarde de amor. Débora pede que Lapidote finalmente lhe conte porque ele e seu pai se mudaram repentinamente de Betel, mas o rapaz não quer contar temendo arruinar relacionamentos. Lapidote pede ajuda a ela para recomeçar sua vida na cidade, e contará tudo se ela o ajudar; então Débora resolve leva-lo para sua casa. Baraque é descoberto nos telhados do templo e acaba despencando de lá; Aliã e os outros o cercam. Hanna convida Sísera para ser seu sócio num negócio de casa do amor, mas ele diz que oficiais do reino são expressamente proibidos de se envolverem com isso. Jabim manda Sísera ir receber uma encomenda de 1000 carros de ferro. O rei ainda diz que após derrotarem os amonitas, vão atacar Israel e escravizar os hebreus.
FADE IN:

CENA 1: EXT. TEMPLO – DIA
Caído de qualquer jeito, Baraque olha constrangido para os homens em pé ao seu redor, entre eles Aliã.
BARAQUE
Desculpe...
ALIÃ
Quem é você e o que queria invadindo o templo?
Com dificuldade, Baraque senta e respira fundo.
BARAQUE
Eu... estava atrás de algo... Nem sei como contar isso...
ALIÃ
Conte a partir do começo. Ou diga logo o que esperava encontrar aqui.
BARAQUE
Eu procurava um... tesouro.
ALIÃ
Tesouro?!
Os outros franzem a testa e murmuram.
BARAQUE
Falei com o juiz Sangar sobre isso, que me recomendou subir um dos montes ao redor da cidade... Mas não havia nada por lá. Então tive uma nova interpretação do pergaminho e--
ALIÃ
(interrompendo) Que pergaminho?!
BARAQUE
Um pergaminho antigo de família... Enfim, pensei que aqui poderia ser o local onde estivesse o tesouro, mas sabia que jamais me deixariam entrar com o objetivo de procura-lo.
Aliã respira fundo.
ALIÃ
Francamente... Um tesouro escondido no templo. Essa é nova.
E balança a cabeça negativamente.
ALIÃ
Vou encaminhá-lo ao juiz Sangar. Ele resolverá o seu caso.
Um tanto tenso, Baraque engole em seco.


CENA 2: INT. CASA DE TAMAR – SALA – DIA
A porta se abre. Débora segura-a para que Lapidote, com a cabeça coberta, entre. Em seguida ela passa e a fecha. Tamar, trabalhando no forno, olha para eles.
TAMAR
(surpresa) Débora?!... Quem é ele?...
Lapidote então descobre a cabeça e, sorrindo, olha para ela.
LAPIDOTE
Senhora Tamar! É um prazer revê-la.
Tamar fica impressionada.

CENA 3: INT. CASA DE NIRA – DIA
Alguém bate à porta. Nira se aproxima e abre. Jeboão entra e já a agarra afoitamente.
JEBOÃO
(beijando-a) Eu a perdi de vista...
NIRA
Hummm!...
JEBOÃO
Por pouco não consigo deixar Najara em casa... pra vir te ver...
NIRA
Hum!...
JEBOÃO
Eu trouxe um presente... um presente para você...
Ela se desprende dele, o encara e sorri.
NIRA
Certo. Então diga. Ou melhor, me mostre.
Contente, Jeboão enfia a mão em um bolso e tira de lá uma joia, um lindo colar feito de pedras preciosas que entrega a Nira.
JEBOÃO
É seu. Como prova do meu amor.
Ao ver o colar, Nira arregala os olhos e grita de felicidade. Pula no colo dele e beija seu rosto diversas vezes.
NIRA
Obrigada, Jeboão, obrigada, meu amor, meu amor lindo, perfeito, maravilhoso!!! Você é tudo o que eu sempre quis em minha vida!!!
JEBOÃO
Não foi nada...
Nira desce e olha o colar em suas mãos.
NIRA
Jeboão... É tão lindo... É perfeito... Que beleza, que brilho, veja... Meu amor, você realmente tinha esse dinheiro?
JEBOÃO
Eu prometi que daria meu jeito, não prometi? Agora que meu filho é o Capitão, logo terei muito ouro!
NIRA
Mas você comprou sem pagar? Contando com o ouro de Sísera?
Jeboão entra mais no quarto e senta na cama.
JEBOÃO
Sim. Sísera tem a obrigação de me ajudar.
NIRA
Hum...
JEBOÃO
Mas não fale disso, minha deusa, o importante é o presente, o importante é que agora você tem o colar que tanto queria.
NIRA
(sorrindo) Sim! Não sabe como me sinto grata!
JEBOÃO
Me dê, deixe-me colocá-lo em você.
Ele se levanta, ela lhe entrega o colar e vai até o espelho. Jeboão se aproxima por trás e coloca a joia no pescoço de Nira, cujos olhos brilham ao contemplar seu reflexo.
NIRA
Estou... linda... Pareço até uma das mulheres nobres!...
JEBOÃO
Nobre alguma desse reino chega aos seus pés, meu monumento de beleza! Agora que tem o que quer, me dê o que eu tanto quero também, hum? (puxando-a) Vamos, vamos ali para nossa cama, venha...
NIRA
Jeboão, espere... Me desculpe, não vai dar.
JEBOÃO
Como não vai dar? Por que não?!
NIRA
É que... É que eu estou de saída, vou visitar um amigo...
JEBOÃO
Amigo?!
NIRA
Amiga! Amiga, foi o que eu quis dizer! Uma amiga doente. Está grávida e febril, coitada... Precisa de ajuda, precisa de visita... Por favor, meu guerreiro lindo, me entenda...
JEBOÃO
(expirando) Rum... Tudo bem.
NIRA
Depois terá o que tanto quer, está bem?
JEBOÃO
Está bem. Boa saída para você, então.
NIRA
Obrigada, meu homem mais perfeito desse reino! Amei o presente!!!
Jeboão sorri, beija a mão dela e sai. Quando a porta se fecha, Nira pula de felicidade um monte de vezes! Arranca o colar do pescoço e o olha com uma alegria sem igual.

CENA 4: INT. CASA DE TAMAR – SALA – DIA
Tamar se aproxima de Débora e Lapidote.
TAMAR
Esse... é mesmo o Lapidote?!
DÉBORA
Sim, mãe, é ele, o próprio. Depois teremos tempo de contar tudo. Eu mesma preciso entender muita coisa ainda. Acontece que Lapidote precisa de ajuda.
Tamar parece tentar absorver tudo o que está acontecendo.
TAMAR
Sim, ajuda, claro, claro...
DÉBORA
Ele precisa de alguns suprimentos básicos.
TAMAR
Sim, tudo bem. Prepararemos tudo...
LAPIDOTE
Bem, eu agradeço muito a ajuda de vocês, mas esperarei lá fora, perto da esquina.
DÉBORA
Ora, mas por quê?! Fique aqui, você pode nos ajudar e dizer tudo o que vai precisar. Além disso, logo o meu pai chega e também poderá lhe rever.
Lapidote não fica nada confortável ao ouvir isso.
LAPIDOTE
Ahn, tem certeza, Débora? Eu confio em vocês para arrumar tudo, não vou atrapalhar, vou pra lá.
DÉBORA
Lapidote, não! Já ficou tempo demais fora... Fique aqui, somos todos amigos. E será rápido, em instantes terminaremos.
Lapidote força um sorriso amarelo.
LAPIDOTE
Tudo bem.
Débora sorri e se junta à sua mãe para preparar tudo. Lapidote, desconfortável, dá uma rápida olhada para a porta antes de observá-las arrumar as coisas.

CENA 5: INT. CASA DE SANGAR – SALA – DIA
Deitado em sua cama, Sangar, com os olhos arregalados, encara Baraque na cadeira ao lado.
SANGAR
Invadiu o templo?!
BARAQUE
Sim...
SANGAR
(impressionado) Baraque...
BARAQUE
O senhor se lembra do pergaminho? Daquele trecho que dizia que o tesouro está sobre a casa de Deus? Bom, se não podia estar em Betel, que significa “a casa de Deus”, e não estava no monte onde vários foram sepultados com seus bens, interpretei que talvez estivesse no templo, o lugar mais próximo do Senhor.
Sangar sorri carinhosamente.
SANGAR
Você tem muita imaginação, meu filho. Mas se esse tesouro estivesse nessas redondezas, acredito que já o teria encontrado.
Baraque parece se entristecer.
SANGAR
Volte para casa, Baraque. Volte para sua família. Não devemos usar o tempo que temos buscando os tesouros dessa vida e nos esquecermos do verdadeiro tesouro, aquele que está ao nosso redor todos os dias.
Apesar de triste, Baraque faz que sim.
BARAQUE
O senhor tem razão. Retornarei para Quedes.
SANGAR
Vá em paz, filho. Que o Senhor o guarde, o abençoe e o guie.
Baraque sorri.

CENA 6: INT. CASA DE NIRA – DIA
Parado, Debir encara Nira, que vem da cama para o lado dele.
DEBIR
O que é?
NIRA
Adivinhe quem é o casal que se mudará para uma praia deserta, construirá sua casinha e os dois viverão fartos até morrerem de velhos!
DEBIR
Nira... Não me diga que...
Sorrindo de orelha a orelha, Nira finalmente mostra o colar para ele.
DEBIR
Nira!
Felicíssima, ela pula no colo de Debir.
DEBIR
Você conseguiu!!!
NIRA
Nós conseguimos!!!
Então os dois se beijam em comemoração.
DEBIR
Deixe-me ver isso!
Ela desce do colo dele e o entrega o colar.
DEBIR
Pelos deuses, nunca toquei tamanho valor em toda minha vida...
NIRA
Coloca em mim?
Ele olha para ela e sorri.
DEBIR
Agora mesmo.
Nira vira para o espelho e Debir coloca o colar no pescoço dela.
DEBIR
Por que tenho a impressão de que Jeboão já fez isso?
NIRA
É, ele fez sim... Mas para mim não vale de nada.
Ela vira de frente para ele.
NIRA
E muito em breve não teremos mais aquela carcaça ambulante para nos preocuparmos.
Então eles se beijam novamente, muito desejo e intensidade envolvidos. Mas Debir interrompe.
DEBIR
Nira, precisamos arrumar nossas coisas para fugirmos!
NIRA
Claro, vamos começar a arrumar. Alguns dias e poderemos partir. Mas agora eu quero comemorar com você, amor...
DEBIR
Hum... Acho que está me convencendo...
Nira tranca a porta e os dois se agarram e caem na cama.

CENA 7: INT. CASA DE TAMAR – SALA – DIA
Tamar e Débora entregam algumas sacolas de pano amarradas para Lapidote.
DÉBORA
Pronto. Está tudo aqui.
LAPIDOTE
Nem sei como agradecer. Espero um dia poder retribuir a vocês.
TAMAR
Bom, você pode nos contar tudo o que aconteceu nesses anos todos.
LAPIDOTE
Farei isso sim, mas agora preciso muito ir.
DÉBORA
Tudo bem...
TAMAR
Débora... Precisamos conversar.
DÉBORA
Podemos fazer isso depois que eu acompanha-lo até a hospedaria?
Tamar não gosta muito.
TAMAR
Está bem. Tenha cuidado. E Lapidote, cubra-se, é melhor assim para um egresso.
Lapidote faz que sim e cobre a cabeça.
LAPIDOTE
Shalom, senhora Tamar.
TAMAR
Shalom.
Um pouco tensa, Tamar observa Débora e Lapidote saírem.
                        
CENA 8: EXT. HAROSETE – ARREDORES – DIA
Sísera, seu novo Primeiro Oficial e mais 500 soldados aguardam de pé no lado de fora da cidade.
PRIMEIRO OFICIAL
Eles chegaram.
Sísera olha no alto do terreno à frente e vê surgir várias carruagens: todas de ferro, puxadas por um cavalo e com 1 homem em cada.
Mas elas não param de surgir no horizonte. Dezenas, centenas!
PRIMEIRO OFICIAL
O rei gastou uma fortuna. 1000 carros de ferro, os servos, o transporte até aqui...
SÍSERA
Logo você se impressionará de verdade com o que o reino tem de melhor.
Antes de completar a metade no horizonte, a frota para, pois o líder, um homem numa carroça comum de madeira, chegou onde está Sísera: trata-se do ENTREGADOR.
ENTREGADOR
Saudações do reino de Zieron!
SÍSERA
Saudações!
Sísera então faz sinal e vários soldados se espalham para contarem e conferirem os carros de ferro. O Entregador desce de sua carroça.
ENTREGADOR
Finalmente chegamos. Sabe, Capitão, passei um pouco de vergonha ao longo do caminho. Vários foram os vilarejos assustados com o barulho dos carros (ri). Ih, uma bagunça, homens atrás de armas, mulheres e crianças correndo assustadas... Um caos! Coitados, imaginaram que fosse o prenúncio de uma guerra.
Sísera ri.
SÍSERA
Essa é a ideia. Mil maravilhas dessas, e ainda  espadas batendo em escudos... Será um terror único na Terra. Exército nenhum poderá sobre nós.
O Entregador parece meio temeroso com algo. Olha para os soldados hazoritas conferindo a frota.
SÍSERA
Algum problema?
ENTREGADOR
Sim. Há um.
Sísera franze a testa.
ENTREGADOR
Aqui não há 1000 carros, mas 900.
Sísera estranha.
SÍSERA
Por que 900? A encomenda feita pelo rei Jabim foi de 1000 carros e o pagamento foi integralmente adiantado.
O Entregador respira fundo.
ENTREGADOR
Acontece que um dos vilarejos por que passamos não era... exatamente um vilarejo. E sim uma base... Uma base de um grupo de saqueadores profissionais. Homens perigosíssimos.
Sísera encara o homem.
ENTREGADOR
Eles trabalham com metal de toda espécie. E nós acabamos por cair numa emboscada e... não pudemos com eles. Estavam armados. Nós somos ferreiros, não guerreiros.
SÍSERA
E então roubaram 100 carros da frota.
ENTREGADOR
Sim... A essa hora os carros já devem estar desmontados e os ferros derretidos para a fabricação de outras coisas.
Sísera fica em silêncio. Apesar de preocupadíssimo, é visível uma certa raiva em seu semblante.
SÍSERA
Pois bem. Devolva-me o dinheiro correspondente aos 100 carros saqueados.
ENTREGADOR
(receoso) Meu senhor, eu sinto muito... Não posso fazer isso, não é a política praticada em meu reino. E isso estava claro no contrato firmado entre o rei Jabim e o meu senhor ferreiro.
Sísera está atordoado...
PRIMEIRO OFICIAL
(para Sísera) O rei não aceitará essa justificativa. Com todo o respeito, mas o próprio Capitão poderá ser punido.
SÍSERA
Cale-se! Estou tentando pensar!
O Primeiro Oficial e o Entregador trocam olhares de preocupação e os soldados continuam conferindo os carros da frota.
SÍSERA
Pois muito bem. Soldados!
O Entregador está visivelmente tenso. Observa os soldados voltarem de sua inspeção para junto dos outros. Sísera, raivoso, se aproxima do Entregador e fica cara a cara.
SÍSERA
Vamos. Me dê uma solução. Uma única solução para esse problema. Eu quero resolver isso, mas preciso de uma solução que favoreça a nós dois. Vamos, diga.
O Entregador parece pensar enquanto encara, de forma receosa, o Capitão.
Por fim...
ENTREGADOR
(tremendo) Não tenho... nenhuma, senhor. Nada posso fazer. Preciso que o senhor aceite... e me deixe ir.
O semblante de Sísera é curioso, parece um misto de raiva e tristeza. Olha para os soldados.
SÍSERA
Prendam esse homem.
3 soldados se aproximam e seguram o Entregador pelos braços e ombro.
ENTREGADOR
Senhor, Capitão Sísera, por favor, me deixe ir... Por favor, não faça mal, eu não tive culpa...
SÍSERA
Não posso deixa-lo impune. Se não for assim, eu mesmo terei que pagar diante de Jabim, talvez com minha própria vida. Foi uma compra atrapalhada, portanto eu preciso apresentar a compensação ao rei. (pequena pausa) Nada melhor para isso do que sangue.
O Entregador se apavora e começa a se debater.
ENTREGADOR
Não!!! Não, por favor, me deixe ir!!! Me deixe ir!!! Me soltem, me soltem, por favor!!!
SÍSERA
Aproveitarei o infortúnio para já testar os carros. Soldados! Levem esse homem naquela direção a uma distância de uma flechada. Amarrem seus braços e pernas e deixem-no deitado.
Enquanto os soldados carregam o desesperado Entregador dali, Sísera se aproxima de um dos carros. Passa a mão pelo ferro, sente as gravuras, o frio do metal... Passa por outro, examina a roda... E, no outro, ele sobe. Com seu olhar fulminante, o servo que conduzia desce. Sísera observa todo o interior e segura a barra própria para isso; está completamente confortável.
Então, com o auxílio das rédeas, guia o cavalo e posiciona o carro mais à frente, ao lado de sua centena de soldados. Lá adiante, os 3 soldados hazoritas deixam o homem amarrado e amordaçado no chão e se afastam.
Apesar da distância, Sísera o encara. Os músculos do rosto tensionados e a fúria no olhar aumentando. De repente ele bate as rédeas e o cavalo dispara!
Ao perceber que o carro entrou em movimento na sua direção, os olhos do Entregador se arregalam e ele se debate para sair dali, mas as cordas estão muito apertadas. A cada segundo Sísera ganha mais e mais velocidade, e bate as rédeas constantemente no cavalo. O Entregador desesperado, Sísera em fúria. O Entregador se debatendo violentamente, Sísera batendo mais e mais as rédeas.
SÍSERA
(furioso) AAAAAAAHHH!!!!!!
De repente a colisão acontece, e o barulho é esquisito. Pedaços de membros se espalham por ali e o prateado do carro de ferro é forrado por sangue. Sísera, também sujo, larga as rédeas e, pouco a pouco, o carro vai diminuindo a velocidade... diminuindo... diminuindo... Ofegante, ele encara o nada. O carro diminui... e para.
Então Sísera, ainda no carro, vira para trás e observa o estrago. Olha para si, para o veículo... Respira fundo... e faz que sim, satisfeito.

CENA 9: EXT. BETEL – RUAS – DIA
Débora e Lapidote, esse com a cabeça coberta, caminham pela cidade.
LAPIDOTE
Como é bom estar de volta! Sentir de novo essa mistura de fragrâncias das ruas...
Débora sorri.
LAPIDOTE
Embora, durante todos esses anos, só um cheiro realmente me fez falta.
E olha para ela, que fica sem jeito e pigarreia.
DÉBORA
Ahn, e quanto tempo foi que você ficou sem vir a Betel? Nunca entrou escondido?
LAPIDOTE
Não, apenas observei de longe. E era um alento para os meus amargos dias quando eu conseguia avistá-la, Débora.
VOZ
Débora!
Ela para e vira para trás, Lapidote não. Éder, encarando Débora, se aproxima dela.
ÉDER
Quem é esse com quem você está andando e conversando?
Lapidote, sem virar para trás, fica tenso. Em Débora encarando o noivo e procurando por palavras, IMAGEM CONGELA
CONTINUA...
FADE OUT:


No próximo capítulo: Jabim declara guerra contra o reino de Amom. E um encontro da família de Débora com os anciães, a fim de acertarem o casamento, não acaba bem para ela.

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