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O PREÇO A SE PAGAR - CAPITULO 10

 



Cena 01/Céu/Ext/Dia

O céu está escuro, anunciando chuva. Um trovão, seguido por um raio corta o céu. 


Cena 02/Igreja/Frente/Ext/Dia

Começa a chover. Pedro saí da igreja. Todos já foram embora. Pedro fica parada, em meio a chuva. Senta na escada, abaixa sua cabeça entre os joelhos e começa a chorar. CAM vai se afastando, dando um plano geral. 


Cena 03/Passagem de tempo

Letreiro: algum tempo depois... 


Cena 04/Igreja simples/Int/Dia

Pedro está celebrando a missa. Poucos fiéis. Todos eles muitos simples, humildes, como a igreja. Momentos da celebração.


Cena 05/Casa Moisés/Quarto Rebeca/Int/Dia

Betânia está dando sopa na boca de Rebeca, que está sentada na cama. 


Rebeca - Já disse que estou boa, irmã. Não precisa ficar me dando sopa na boca, como uma criancinha... 

Betânia - Deixa eu te mimar um pouco, Rebeca. Você sempre cuidou de mim. Agora deixa eu cuidar de você, nem que seja um pouquinho. 

Rebeca - Tudo bem, então, minha irmã. 

Betânia dá mais uma colherada da sopa.

Betânia - Tive tanto medo de te perder. Eu achei que você não ia sobreviver. 

Rebeca - Agora que tudo passou eu consegui me lembrar de uma coisa, Betânia: foi Iemanjá quem me salvou. 

Betânia - (sem entender) Como é? Que papo é esse, Rebeca? 

Rebeca - Eu vi Iemanjá, quando estava no mar. Eu tenho certeza que foi ela que me salvou da morte. 


Insert da cena:

Rebeca está desacordada, com vários ferimentos. Quando uma forte luz vem sua direção. Rebeca acorda e vê Iemanjá, que lhe estende a mão. Instantes. Rebeca novamente apaga.

Fim do insert.


Rebeca - Foi algo tão forte que senti, uma segurança, uma proteção... como se ela tivesse me carregando, me livrando da morte no fundo do mar. 

Betânia - Tenho maior medo dessas coisas... 

Rebeca - Não tem que ter medo. Só respeito. Eles só querem nos proteger, nos livrar do mau. 

Betânia - (mostrando) Olha, tô toda arrepiada com essas coisas que está me dizendo.

Rebeca - Renasci depois desse acidente. 

Betânia - E já decidiu o que vai fazer da sua vida?

Rebeca - Vou retomar de onde parei.

Betânia - Então quer dizer que vai voltar pro Jeferson, é isso? Colocou um ponto final no passado e agora só olhando pro futuro. 

Rebeca - O Pedro agora é padre, minha irmã. Não tenho como mudar isso. O destino que o Rufino traçou pra ele se concretizou. (t) Voltar com o Jeferson não sei se vai acontecer, pois não sei se ele vai querer reatar nossa relação. Mas o que sei é que preciso voltar pro meu trabalho, ocupar minha cabeça, pra conseguir tocar minha vida...

Betânia - O Jeferson te ama. Ficou desorientado com o que aconteceu com você, como todos nós ficamos. Mas deu pra ver que ele ainda é completamente apaixonado por você. É só estralar os dedos que ele aparece...


Jeferson bate na porta e entra. 


Jeferson - Posso entrar? 


Betânia olha pra Rebeca. 


Betânia - (baixo) Abre seu coração e esqueça tudo o que aconteceu. Seja feliz!


Betânia levanta. 


Betânia - Entra, Jeferson. Estávamos mesmo falando de você. A Rebeca disse que estava doida pra te ver. (saindo) Vocês dois tem muito o que conversar... 

Jeferson entra. Está segurando um lindo buquê de flores do campo. 

Jeferson - São pra você!


Rebeca pega. 


Rebeca - São lindas, Jeferson. Obrigado! 

Jeferson - Então, podemos conversar?  


Cena 06/Loja Betânia/Int/Dia

Betânia acaba de chegar na loja. Lívia acaba de atender uma cliente, que vai embora. 


Betânia - Então, tudo certo?

Lívia - Ligou um homem pra você.

Betânia - Homem? Quem era? 

Lívia - Não disse quem era. A ligação estava ruim. Mas ele tinha uma voz muito estranha. 

Betânia - Que estranho...

Lívia - Não gostei de como ele perguntou sobre você, se estava aqui. (t) Não posso julgar, pois nem o conheço. Mas meu coração disse que não é uma boa pessoa, quem estava do outro lado da linha... 

Betânia - Se ele ligar de novo, tenta descobrir quem é. 

Lívia - Pode deixar. 


Lívia guardar as roupas que mostrou pra cliente. Betânia fica pensativa. 


Cena 07/Presídio/Cela Guto/Int/Dia

Guto esconde seu celular. Fica ali, sentado, refletindo. 


Guto - Te achei, Betânia... Te achei! 






Cena 08/Igreja/Sacristia/Int/Tarde

Januário acaba de acender uma vela, no altar. Ele ajeita a imagem do santo e se concentra. 


Januário - Estou pronto, senhor, para que tua vontade seja feita. Sei que minha morte não será em vão. Uma onda de acontecimentos virá em seguida. Tenha pena dessas pobres almas senhor. Guie cada um em sua missão... 


O vento entra pela janela e apaga a vela que Januário acendeu. 


Januário - Que seja feita vossa vontade!


Cena 09/Praia/Ext/Tarde

Moisés está remendando a rede de pesca. Ele acaba furando o dedo, que sangra. O sangue pinga na areia. Moisés fica impressionado. 


Moisés - Isso não é bom sinal!


Cena 10/Floresta/Ext/Tarde

Neblina na floresta. CAM procura Gorete, que está com Scarlet caminhando. Até que ela para e fica olhando pro nada. 


Gorete - Tá sentindo a energia negativa, Scarlet...


CAM gira em torno de Gorete, como se fosse um vulto. Gorete fecha seus olhos. Quando abre, vemos seus olhos virados, brancos, como nos filmes de terror. 


Gorete - A morte encontrou uma nova vítima! 


Corta para outro ponto da floresta. 

Rufino, usando luva de couro, e Licurgo estão em um ponto da floresta, perto de uma frondosa árvore. Clima sombrio, misterioso. Licurgo observa o ambiente ao seu redor. 


Licurgo - Não gosto daqui... tenho medo! 

Rufino - Chegou o dia. 

Licurgo - Tenho que fazer isso mesmo? 


Gorete está ao fundo, espreitando a conversa dos dois. 


Rufino - (incisivo) Tem! Já te expliquei várias vezes. Nosso Senhor me disse que isso precisava ser feito. Como Joana D’Arc, que teve a visão dos santos Miguel, Catarina e Margarida, e recebeu a missão de guiar um país, uma nação, pra vitória. (t) Não tenho medo Licurgo, Deus vai estar contigo. Vai estar conosco!  

Licurgo - Gosto tanto dele. 

Rufino - Eu sei disso! E é por isso que você que tem que fazer isso! Deus saberá reconhecer sua obediência! 

Rufino tira um frasco do bolso, com todo cuidado. 

Rufino - É só colocar o frasco todo no vinho que ele bebe todas às noites ante de se deitar e pronto! 

Licurgo - E pronto? Está feito?

Rufino - Sim! Depois se livre desse frasco. Jogue no mar. Ele se encarregará de dar o devido fim nesse objeto! 

Rufino pega uma luva plástica e entrega pra Licurgo. 

Rufino - (entregando a luva) Coloque isso antes. 

Licurgo - Pra que?

Rufino - Faça o que estou mandando. É pra sua segurança. 


Licurgo coloca a luva e só assim, Rufino lhe entrega o frasco. Licurgo olha curioso pro líquido, dentro do frasco. 


Licurgo - O que tem aqui dentro?

Rufino -Um poderoso veneno. 

Licurgo - (assusta) Veneno? 

Rufino - Mais conhecido como cianureto... Foi muito usado pelos alemães durante a segunda guerra mundial e posteriormente pelos mesmos, para se matarem. E agora chegou a nossa vez de utiliza-lo.  

Licurgo - Igual veneno de rato?

Rufino - Mais poderoso do que veneno de rato. Um veneno poderoso, que não provoca sofrimento. Agora vai, chega de conversa. Hoje à noite, não se esqueça!


Licurgo corre assustado, olhando tudo ao seu redor, morrendo de medo. Rufino fica ali. 


Rufino - Estou fazendo isso por você, meu filho! 


Rufino sente que está sendo observado. Ele olha na direção onde Gorete os observava. Mas não vá nada, nem ninguém. Assim que sente que é seguro ir embora, sem ser visto por ninguém, ele vai!


Cena 11/Igreja Pedro/Int/Tarde

Pedro está varrendo o salão da igreja. Para sua surpresa, quem aparece é Narcisa, que carrega uma cesta, como as de piquenique. 


Pedro - (feliz) Narcisa?!


Pedro larga tudo e corre pra abraçar Narcisa. 


Narcisa - (emocionada) Meu menino! 


Momento de emoção entre eles. 


FIM DO CAPÍTULO 10 





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