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O PREÇO A SE PAGAR - capitulo 52

 



Cena 01/casa Rufino/sala/int/tarde

Continuação da última cena do capítulo anterior. Rufino com 

a arma apontada na direção de Eva. 


Rufino - Vou fazer o que eu já devia ter feito há 

muito tempo...


Cena 02/casa Rufino/frente/ext/tarde

Pedro bate com força, desesperado. 

Pedro - Abre essa porta, pai. Eu sei que minha 

mãe está aí. 


Patrício aparece. 


Patrício - Tá tudo trancado!

Pedro - Não vou deixar que meu pai faça nenhum mal 

pra minha mãe... 


Pedro arromba a porta. 


Cena 03/casa Rufino/sala/int/tarde

Rufino engatilha a arma. Eva bastante assustada. Pedro 

entra e corre na direção de Eva, entrando na sua frente. 


Rufino - Pedro! 


Patrício, ao ver Rufino armado, pega sua arma e aponta em 

sua direção.


Patrício - Larga essa arma, Rufino!

Rufino - Saiam daqui... isso é assunto entre eu e a 

Eva!

Pedro - Atira, pai! Se for pra matar minha mãe, 

você vai ter que me matar também! 

Rufino - Não diga basteira, Pedro. Saia da frente 

dessa pecadora! Eu vou atirar!

Pedro - Então atira, pai! mas mira direito pra que 

a bala nos mate de uma vez, pois não vou 

deixar o senhor fazer isso com minha mãe. 

Rufino - Ela não merece seu amor, Pedro. É uma 

mulher devassa, mundana... 

Pedro - Minha mãe pode ter cometido os erros que 

for, mas eu a amo. Nada vai mudar o que 

sinto por ela. Ao contrário do que sinto 

pelo senhor, que se eu pudesse escolher, 

preferiria que não fosse meu pai!


A fala de Pedro atinge Rufino em cheio, que fica muito 

abalado e abaixa a arma. 


Cena 04/praia/ext/tarde

Jeferson vem correndo, esbaforido, muito atordoado, 

desorientado, completamente confuso. 


Jeferson - O que eu fiz... o que eu fiz! 


Anda de um lado pro outro.


Jeferson - Não vou suportar viver sem a Rebeca. Ela é 

a mulher que eu amo... 

Jeferson para e olha pro mar, que está muito bravio, 

agitado, com ondas fortes.

Jeferson - É melhor morrer do que ir pra cadeia e ver 

a Rebeca nos braços do Pedro! 

Jeferson começa a tirar sua roupa e vai caminhando decidido 

em direção ao mar, com a intensão de realmente se matar. 


Cena 05/igreja/int/tarde

Rebeca examina Beatriz. 


Lívia - Como ela está, Rebeca?

Rebeca - Está perdendo muito sangue!


Moisés se aproxima, com o celular nas mãos. 


Moisés - Já liguei pra ambulância. Mas não tem 

previsão de quando vão chegar. 

Betânia - Temos que leva-la pro hospital.

Filipa - Tão bonitinha, mas tão burrinha. Entrar na 

frente do Pedro e da Rebeca, pra receber o 

tiro que aquele doido do Jeferson 

disparou...

Rebeca - Ela salvou a minha vida, do Pedro e a do 

nosso filho! 

Filipa - E você fala como se fosse o casal do ano, 

se orgulhando disso! 

Moisés - Por favor! Não é hora pra isso! Temos que 

salvar a vida da jovem... 

Turíbio - É capaz dela não aguentar a viagem! 

Rebeca - Tem razão. O jeito vai ser operar aqui 

mesmo.

Mary - Não temos material suficiente pra uma 

cirurgia desse porte, Rebeca. Você sabe bem 

as precariedades do nosso posto, que não é 

muito diferente de tantos outros centros de 

atendimento médico em nosso país... 


Beatriz abre os olhos e vê Rebeca. Com dificuldade ela 

começa a falar: 


Beatriz - Eu preciso ir, Rebeca... 

Rebeca - Como assim ir, Beatriz? 

Beatriz - Não pertenço a esse mundo. Você sabe muito 

bem quem eu sou de verdade. Isso aqui é 

apenas um corpo físico, que já não me 

pertence mais... 

Rebeca - Mas....


Musica: Divano – Era.


Todos os personagens, menos Rebeca, congelam, do jeito que 

estão. Rebeca estranha, olha pros lados, sem entender. Um 

feixe de luz branca, forte ilumina o corpo de Beatriz. De 

repente Beatriz saí do seu corpo físico. E agora quem toma 

forma é a anja Beatriz, vestida com um lindo e delicado 

vestido e com suas asas abertas. Rebeca fica impressionada. 


Beatriz - Adeus, Rebeca! 

Rebeca - Mas você vai assim? De repente?

Beatriz - Você e o Pedro precisam se reencontrar do 

ponto onde se perderam. Eu já fiz minha 

parte. Esse avatar em que habitei já não me 

serve mais, Beatriz. Vou precisar de um 

tempo pra me recuperar desse impacto que 

sofri. Mas não se preocupe que não vou lhes 

abandonar. (T) Agora chegou a hora de vocês 

agirem. Deixar o amor falar mais alto e 

esquecer de todas as amarras que os impeçam 

de ficar juntos! 

Rebeca - O que eu digo ao Pedro?

Beatriz - Não lhe diga nada. Apenas o ame. Seu amor 

vai ser o remédio pra toda dor e sofrimento 

que ele ainda vai ter que passar nessa 

caminhada cheia de pedras e espinhos. 

Rebeca - Adeus....

Beatriz - Vou estar sempre olhando por vocês, minha 

querida... E não se esqueçam de uma frase, 

que Chico Xavier, quando ainda encarnado, 

disse: “Deus nos concede, a cada dia, uma 

página de vida nova no livro do tempo. 

Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa 

conta”. Sigam o caminho do coração e sejam 

felizes! 


Beatriz fecha seus olhos e começa a bater suas asas, já 

levantando voo, sempre com um sorriso aberta e verdadeiro 

pra Rebeca, que lhe faz um aceno de despedida. Até que 

Beatriz desaparece, a luz que cercava as duas some e 

espocando uma luz branca, como se fosse o flash de uma 

máquina. A cena volta a correr. Os personagens, antes 

congelados, voltam ao normal. Zinha volta a falar. 


Zinha - Estou falando... voltei a falar... 


Rebeca sorri, em paz, olha pro corpo de Beatriz, já sem 

vida. 


Betânia - O que aconteceu? 

Rebeca - Ela se foi! Voltou pro seu mundo!

Filipa - (sem entender) Seu mundo? Do que você tá 

falando, Rebeca? 


Rebeca não dá ouvidos ao que Filipa pergunta. Ela apenas 

olha pra cima e fecha seus olhos, fazendo uma reflexão. 


Rebeca - Obrigada! 


Cena 06/céu/ext/tarde

Através de efeito, o rosto de Beatriz é projetado no céu, 

perto da igreja. Beatriz sorri, feliz, serena, bem leve, 

inocente, como sempre foi sua personagem.


Cena 07/carro Guto/int/tarde

Guto dirige. Licurgo do seu lado. 

Licurgo - Pra onde vamos?

Guto - Não viu que deu merda, Licurgo? Temos que 

sumir por um tempo, pra não irmos preso. 

Licurgo - Mas eu não fiz nada!

Guto freia e encara Licurgo. 

Guto - Tem certeza de que não fez nada? 

Licurgo não consegue sustentar o olhar. Sente a consciência 

pesar e abaixa a cabeça. 

Guto - Vamos voltar, calma. Mas depois que a 

poeira baixar. 

Licurgo - Mas e o Rufino?

Guto - Ele ainda vai precisar de nós pro grande 

final...


CORTA PARA 


FIM DO CAPÍTULO 52





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