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Maré Alta - Capítulo 32 (Últimas semanas)

 




MARÉ ALTA 

CAPÍTULO 32

Últimas Semanas


Criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Ranable Webs




CENA 01. PORTO DA AREIA. CASA ABANDONADA. INTERIOR.  NOITE 

Continuação imediata do capítulo anterior. A câmera mostra ainda o choque presente no rosto de CASSIANO. O nosso protagonista fica totalmente estático. LÍVIA tente acalmar CASSIANO, mas ele parece não reagir. O DELEGADO AUGUSTIN e CASSIANO ficam se encarando.


Cassiano — (sério) Você mentiu para mim, mãe? Eu sempre perguntei o que tinha acontecido com o meu pai. Porque fez isso comigo? 

Lenita — Eu não tive escolha, meu filho. Eu fiz o que era preciso para te manter seguro. 

Delegado Augustin — Eu juro que eu não queria ter que fazer disso, Cassiano. Mas as provas conta a Lívia são irrefutáveis. Eu sinto muito. 

Lívia — Eu já imaginava que isso fosse acontecer, Delegado. Mas eu quero que você saiba que eu sou inocente.Eu jamais faria isso. 

CASSIANO segura as mãos de LÍVIA. 


Cassiano — Eu não quero te deixar ir, Lívia. Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Eu juro que eu vou provar a sua inocência. 

Lívia — Eu não tenho a menor dúvida disso, Cassiano. Só de você acreditar na minha inocência eu já fico muito feliz. 

Cassiano — Eu vou descobrir quem matou o Tom. Você não vai ficar muito tempo presa. 


CASSIANO e LÍVIA se beijam apaixonadamente. O DELEGADO AUGUSTIN coloca um par de algemas em LÍVIA. Ele vai levando LÍVIA para fora da casa. 


Cassiano — (gritando) Lívia!!!!

Fátima — Cassiano…. Você não pode fazer nada ainda. Eu posso imaginar o quão difícil isso é. Mas nós não podemos fazer nada. 

Lenita — A Fátima está certa, Cassiano. Eu sei o quanto você ama a Lívia, meu filho. Mas agora você precisa tentar ficar calmo. 


As lágrimas vão escorrendo pelo rosto de CASSIANO. A câmera mostra a tristeza presente em seu olhar 

CORTA PARA/


CENA 02. CASA DE TOM. SUÍTE. INTERIOR. MANHÃ

ANA ROSA está deitada na cama absolutamente sozinha. Ela vai abrindo os olhos aos poucos e a vilã vai esboçando um sorriso bastante ardiloso. ANA ROSA se levanta da cama e podemos ver que ela está vestindo uma camisola de seda. Os seus olhos brilham de uma forma bem diferente.


Ana Rosa — (sorrindo) Finalmente eu consegui a vida que eu tanto mereço. E quem diria que eu teria isso tudo graças ao Tom. 


ANA ROSA começa a andar pela suíte. Nesse momento a vilã começa a ouvir uma voz chamando pelo seu nome.


Voz — Ana Rosa…. Ana Rosa…..

Ana Rosa — Quem está aí? Apareça de uma vez. Eu já vou avisando que não vai conseguir me colocar medo. Tudo isso agora é meu. 

Voz — Você não vai conseguir, Ana Rosa. Você não passa de uma louca. Você vai perder tudo que tem. Absolutamente tudo. 


ANA ROSA fica ainda mais desequilibrada. 


Ana Rosa — (enlouquecendo) Eu não vou desistir. Está me ouvindo? Eu não cheguei muito longe para desistir desse jeito. Não mesmo. 

ANA ROSA fica cada vez mais enlouquecida. A vilã pega um vaso que está em uma mesa e joga com raiva na parede.

CORTA PARA/


CENA 03. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. MANHÃ

O DELEGADO AUGUSTIN vem trazendo LÍVIA e coloca a nossa protagonista sentada em uma cadeira. A nossa protagonista está com o semblante bastante preocupado. Nesse momento eles são surpreendidos com a chegada de GREGÓRIO que olha para LÍVIA com desprezo. 


Gregório — (ardiloso) Então os boatos eram verdade. A neta que eu tento criei com dedicação é uma assassina. Quem diria que isso fosse acontecer, não é mesmo, Lívia? 

Lívia — O que você veio fazer aqui, Gregório? Aposto que você veio tripudiar diante de tudo o que está me acontecendo. 

Delegado Augustin — Eu quero pedir que você vá embora, Gregório. A sua presença aqui não é necessária. Isso é uma ordem. 

Gregório — Quem você pensa que é para falar desse jeito comigo? Eu sou Gregório Assunção. Eu vou onde eu quiser. Você entendeu? 


GREGÓRIO olha com muito ódio para o DELEGADO AUGUSTIN. LÍVIA olha para seu avô com muita mágoa.


Lívia — Eu nunca pensei que o homem que eu tanto admirava seria quem iria me fazer sentir como a pior mulher de todas.

Gregório — Não tivesse feito o que você fez, Lívia. Mas não se preocupe. Eu vou estar presente quando você for condenada. Tenha certeza. 

Delegado Augustin — Já chega, Gregório. Você está indo longe demais. Eu exijo que você vá embora da minha sala agora mesmo.


Com bastante dificuldade, LÍVIA se levanta da cadeira. A nossa protagonista cospe na cara do vilão que se enfurece. 


Lívia — (esbravejando) Eu nunca mais quero te ver na minha vida, Gregório Assunção. Eu tenho vergonha de ser sua neta. 

Gregório — Você ainda vai se arrepender do que está fazendo, Lívia. Quando você for condenada você vai se lembrar que eu só queria o seu bem. O Cassiano não é homem para você. 


GREGÓRIO vai embora da sala do DELEGADO AUGUSTIN. Depois de algum tempo LÍVIA chora copiosamente. 

CORTA PARA/

CENA 04. DELEGACIA. CELAS. INTERIOR. MANHÃ

Um POLICIAL está abrindo a cela onde ENRICO está e ele vai saindo da cela com um sorriso em seu rosto. Nesse exato instante KÉSIA vem chegando e ela fica estarrecida ao ver o que está acontecendo. ENRICO vai na direção de KÉSIA e ele a olha com muita raiva. KÉSIA mantém a calma. 


Késia — (sem acreditar) Eu posso saber o que está acontecendo aqui? Porque esse espancador de mulheres está sendo solto? 

Enrico — É sério que você está fazendo essa pergunta, Késia? Você achou mesmo que eu iria ficar preso por muito tempo? 

Késia — Isso só pode ser uma brincadeira. Eu não vou deixar que você continue infernizando a vida da Açucena. Está me ouvindo?

Enrico — Você acha que eu vou deixar que a Açucena se separe de mim para ficar com você. Essa bizarrice jamais vai acontecer.


ENRICO demonstra todo o seu desprezo por KÉSIA. A policial vai ficando cada vez mais inconformada. 


Késia — Você sempre humilhou a Açucena de todas as formas possíveis. Ela é uma mulher especial. Você não vai chegar perto dela. 

Enrico — E o que você pensa em fazer? Agora eu vou para a minha casa. E você sabe exatamente o que eu vou fazer. Não é? 

Késia — Se você encostar uma dó dedo na Açucena eu juro que não respondo por mim. 


ENRICO sorri cinicamente. KÉSIA fica sem reação. 


Enrico — (ameaçando) Não chegue perto da minha esposa novamente, sua sapata. Esse é o último aviso que eu te dou. Entendeu? 

Késia — Isso ainda não acabou, Enrico. Você ainda vai voltar para essa cela. Acredite. 


ENRICO vai embora deixando KÉSIA bastante irritada. 

CORTA PARA/


CENA 05. SOBRADO DO PREFEITO ANÍBAL. COZINHA. INTERIOR. MANHÃ

O PREFEITO ANÍBAL está tomando café da manhã e o seu pensamento está bastante longe. Nesse momento FRANCHICO e BABY vão entrando na cozinha de mãos dadas o que vai tirando o PREFEITO ANÍBAL de seus pensamentos. Ele olha para FRANCHICO e BABY. 


Prefeito Aníbal — (pensativo) Porque vocês estão me olhando dessa maneira? Eu estou sentindo que vocês me dizer alguma coisa. 

Franchico — Já faz tempo que eu estou querendo ter essa conversa com você, Prefeito. A sua filha é muito importante para mim. Você não pode imaginar o quanto.

Prefeito Aníbal — Você não precisa usar de toda essa formalidade, Franchico. Eu sei exatamente tudo o que você e a Baby sentem um pelo o outro. E eu faço muito gosto nessa relação de vocês dois.

Baby — Eu disse que você não precisava se preocupar com nada, meu amor. O meu pai é um homem bastante compreensivo. 


FRANCHICO respira aliviado. O PREFEITO ANÍBAL se levanta da mesa e fica na frente de FRANCHICO e BABY. 


Franchico — Eu queria falar com você, Aníbal. Eu não queira que você pensasse que eu não quisesse nada sério com a sua filha. As minhas intenções são as melhores possíveis. Pode acreditar em mim 

Prefeito Aníbal — Eu conheço a sua família há muito tempo, Franchico. Eu estou cansado de saber da sua índole. E eu já soube do que aconteceu com o seu barco. Sinto muito. 

Baby — Isso é tudo culpa do Rubinho, pai. Ele não aceita me perder só porque o Franchico é um pescador. Isso não está certo. 


O PERFEITO ANÍBAL toca suavemente no rosto de BABY de uma forma fraternal. FRANCHICO a olha com ternura.


Prefeito Aníbal — (orgulhoso) Você realmente mudou, minha filha. Eu sei que esse processo de mudança não foi fácil. Mas era isso que eu sempre quis para você.

Baby — Eu te agradeço muito por ter me obrigado a voltar para a nossa cidade, pai. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. 


O PREFEITO ANÍBAL esboça um sorriso. Ele e BABY se abraçam emocionados. FRANCHICO essa cena sorrindo.

CORTA PARA/


CENA 06. VILA DOS PESCADORES. CASA DE SANDOVAL. SALA. INTERIOR. MANHÃ

SANDOVAL está andando de um lado para o outro demonstrando estar bastante preocupado. Logo depois CLARICE vem se aproximando de SANDOVAL com um copo de água nas mãos. Ele recusa o que vai deixando CLARICE cada vez mais aflita e angustiada.


Clarice — (séria) Você não pode ficar desse jeito, Sandoval. Tudo o que você não pode fazer é se entregar. A Lívia não ia querer isso. 

Sandoval — E como eu deveria reagir, Clarice? A minha filha está sendo acusada de algo que eu sei que ela não fez. Isso é injusto. 

Clarice — E você acha que eu não sei disso, Sandoval? A Lívia é minha melhor amiga e eu sei que ela é inocente. Mas você não pode deixar que a tristeza te domine assim. 

Sandoval — Nem mesmo na morte o Tom deixa a minha filha em paz. Eu queria descobrir quem fez isso para livrar a Lívia.


SANDOVAL está decidido. CLARICE segura a sua mão.


Clarice — Você tem certeza disso, Sandoval? Se essa pessoa matou o Tom sabe lá o que ela pode tentar fazer com você. Eu estou preocupada com você, Sandoval. 

Sandoval — Eu te prometo que nada vai acontecer, Clarice. Eu não pretendo sair da sua vida tão cedo, meu amor. Isso eu te prometo. 

Clarice — Eu acho melhor você ficar longe dessa história, Sandoval. Eu não quero que você se machuque. Prometo isso para mim. 


SANDOVAL fica visivelmente contrariado. CLARICE percebe. 


Sandoval — (sério) Eu não posso fazer isso, Clarice. Eu não vou deixar a minha filha passar essa humilhação. Isso não vai acontecer. 

Clarice — Eu também quero que a Lívia seja inocentada, meu amor. Mas eu não posso ver você se arriscar desse jeito. Não dá. 


CLARICE dá um beijo em SANDOVAL. Logo depois ela vai embora deixando SANDOVAL bastante pensativo.

CORTA PARA/


PORTO DA AREIA, HORAS DEPOIS.


CENA 07. DELEGACIA. CELA. INTERIOR. DIA

LÍVIA está dentro da cela e ela está totalmente perdida diante da situação. Assim que a nossa protagonista levanta o seu olhar ela vê que ANA ROSA está parada na frente da cela. LÍVIA vai na direção de ANA ROSA que sorri maliciosamente. Nesse momento LÍVIA coloca as mãos em sua barriga e ela começa a sentir muitas dores.


Ana Rosa — (ardilosa) Eu te disse que você ainda iria estar atrás das grades, Lívia. Esse será o seu fim, sua maldita. O Cassiano vai ser meu custe o que custar. Você me ouviu? 

Lívia — Porque tanto ódio assim, Ana Rosa? Você não percebe que quem sai perdendo é você? Eu e o Cassiano a gente se ama.

Ana Rosa — Cala a sua boca, sua maldita. Você vai ser condenada pela morte do Tom. E o Cassiano vai ver que eu sou a única capaz de amar ele como merece. 

Lívia — Você está totalmente louca, Ana Rosa. Eu estou começando a desconfiar que foi você que matou o Tom. Quem mais iria fazer isso? Você tinha todos os motivos. 


ANA ROSA bate com forças nas grades da cela. LÍVIA respira fundo tentando manter a sua calma. 


Ana Rosa — Se eu fosse você eu não esperaria ter esse filho. Eu não vou deixar você ter qualquer tipo de ligação com o Cassiano.

Lívia — Fica longe do meu filho, sua maluca. Se você tentar fazer alguma coisa eu juro que eu não vou me conter. Eu estou avisando. 

Ana Rosa — E o que você vai fazer, Lívia? Me matar? Assim como você fez com o Tom? Não me faça rir. Você está onde merece estar.


A loucura de ANA ROSA chega no ápice. 


Lívia — (firme) É uma pena que você tenha se tornado essa pessoa tão vazia, Ana Rosa. Mas você não vai ficar com o que é meu.

Ana Rosa — Isso é o que nós vamos ver, sua desgraçada. Eu vou ter a vida que eu mereço e você não vai tiar o Cassiano de mim. Ele vai ser absolutamente meu.


ANA ROSA vão embora se sentindo satisfeita. A câmera mostra a raiva no olhar presente no olhar de LÍVIA.

CORTA PARA/


CENA 08. PORTO DA AREIA. PRAÇA. EXTERIOR. DIA

CASSIANO está sentado no banco da praça e os seus pensamentos estão totalmente em LÍVIA. Nesse instante o DELEGADO AUGUSTIN vem se aproximando de CASSIANO que o olha bem sério. O DELEGADO AUGUSTIN tenta cumprimentar CASSIANO, mas ele se recusa.


Cassiano — (sério) O que você veio fazer aqui, Delegado? Não vem me dizer que você está aqui para me prender também? É isso? 

Delegado Augustin — Você não está sendo justo comigo, Cassiano. Eu fiz apenas o meu trabalho. Além de tudo você é meu filho.

Cassiano — Filho? Onde você esteve quando eu precisei de um pai? Eu não consigo ver em você um pai. É melhor você esquecer isso. A gente nunca vai ter essa relação familiar.

Delegado Augustin — Eu sei que você está chateado, Cassiano. Mas você precisa entender o meu lado. É isso que eu quero. 


CASSIANO se levanta ficando na frente do DELEGADO AUGUSTIN. Ambos ficam se encarando em silêncio.


Cassiano — Você ainda quer que eu tente re entender? Desculpa, mas eu não consigo. 

Delegado Augustin — As provas que nós temos contra a Lívia são irrefutáveis, meu filho. O que eu podia fazer? Nós precisamos desvendar quem foi que matou o Tom. 

Cassiano — Não me chame de filho. (P) A Lívia é inocente. E eu vou provar isso. Acredite. 


CASSIANO dá as costas e vai indo embora. O DELEGADO AUGUSTIN segura o nosso protagonista pelo braço. 


Delegado Augustin — Espere um momento, Cassiano. Eu queria falar um pouco mais com você. Tem tanto que eu queria dizer.

Cassiano — (magoado) Eu não posso dizer o mesmo, Delegado. A única coisa que me preocupa no momento é provar a inocência da Lívia. A gente não tem mais nada para conversar.


CASSIANO vai embora da praça. O DELEGADO AUGUSTIN fica totalmente angustiado. O seu semblante é de tristeza.

CORTA PARA/


CENA 09. VILA DOS PESCADORES. CASA DE ENRICO. SALA. INTERIOR. DIA

AÇUCENA está parada no meio da sala tentando não ficar preocupada com a demora de KÉSIA. Para o seu espanto ENRICO vai entrando na casa o que a deixa apavorada. Ele se aproxima de AÇUCENA e sem dizer nenhuma palavra dá um tapa que faz ela cair no chão. ENRICO a encara.


Enrico — (furioso) Você achou mesmo que iria conseguir escapar de mim, Açucena? E ainda mais me trair com aquela sapata.

Açucena — Não fala assim da Késia. Ela é melhor que você em todos os sentidos. Você nunca mereceu o meu amor, Enrico. Nunca. 

Enrico — Eu acho melhor você calar a boca, Açucena. A sua situação já está bastante ruim.o suficiente. Quer que piore? 

Açucena — Eu não sei como isso pode piorar ainda mais. Você não pode mais me magoar.


AÇUCENA vai se levantando do chão. ENRICO fica na frente dela a olhando com muito ódio. AÇUCENA não tem medo.


Enrico — Você tem certeza disso, Açucena? Eu vou fazer o que for preciso para fazer da sua vida um verdadeiro inferno. Entendeu? 

Açucena — Porque você não me deixa em paz, Enrico? Será que eu não posso ser feliz?

Enrico — Ser feliz com outra mulher? Você está querendo me humilhar diante toda a vila, Açucena? Você só pode estar brincando. 


AÇUCENA se enche de coragem. Ela enfrenta ENRICO.


Açucena — (respirando fundo) Você quer mesmo saber a verdade, Enrico? Eu me apaixonei pela Késia. Ela é uma mulher incrível. Você nunca vai ser metade do que ela é.

Enrico — Bem que eu tentei te avisar, Açucena. Mas você parece que não quer ouvir. Agora você vai descobrir do que eu sou capaz. 


ENRICO fica totalmente furioso. Ele ras as roupas no corpo de AÇUCENA. Logo depois ele leva AÇUCENA para fora de casa. A câmera mostra o pavor de AÇUCENA.

CORTA PARA/


CENA 10. GRUPO “PESCADOS MARÍTIMOS”. SALA DA PRESIDÊNCIA. INTERIOR. DIA

GREGÓRIO estána sala da presidência e ele está ao telefone em uma conversa bastante importante. Nesse momento ELEANOR invade a sala o que faz com que GREGÓRIO desligue o telefone imediatamente. ELEANOR joga um dossiê em cima da mesa. GREGÓRIO se espanta.


Gregório — (confuso) Eu posso saber o que significa isso, Eleanor? Eu exijo uma explicação agora mesmo. Isso é o que estou pensando? Esse é o dossiê da Lenita? 

Eleanor — Você não estava atrás desse dossiê, Gregório? Agora ele é todo seu. Aproveita enquanto é tempo. Você está perdido.

Gregório — Finalmente você teve uma atitude decente, Eleanor. Agora ninguém mais pode provar nada contra mim. Eu sempre venço. 

Eleanor — Eu não contaria com isso, Gregório. Isso em suas mãos é apenas uma cópia. Eu mandei que o Dirceu entregasse o dossiê nas mãos do Delegado. Você vai ser preso. 


O sorriso vai sumindo do rosto de GREGÓRIO. Ele vai ficando cada vez mais nervoso. ELEANOR sorri.


Gregório — Você não pode estar falando sério, Eleanor. Você tem consciência do que fez? 

Eleanor — É claro que eu tenho, Gregório. Faz muitos anos que eu venho dizendo que você vai pagar pela morte da nossa filha. E agora eu finalmente consegui cumprir o que disse. 

Gregório — Eu poderia te matar agora mesmo, sua maldita. Eu não vou deixar você acabar comigo. Isso nunca vai acontecer, Eleanor.


ELEANOR se mantém firme. GREGÓRIO a encara com ódio. 


Eleanor — (firme) As duas ameças não surtem mais efeito em mim, Gregório. Nada vai me tirar o prazer de te ver atrás das grades. 

Gregório — Suma da minha frente, Eleanor. Você não deveria ter feito isso. Você não vai conseguir me destruir, sua infeliz. Não vai. 


ELEANOR vai embora se sentindo mais aliviada. A câmera a fúria de GREGÓRIO. O Vilão está ficando encurralado.

CORTA PARA/


CENA 11. CASA DE RUBINHO. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

O PREFEITO ANÍBAL está sentado no sofá da sala e o seu semblante é de bastante seriedade. Logo depois RUBINHO vem andando na direção dele e o playboy parece estar estranhamente confiante. Em seguida o PREFEITO ANÍBAL se levanta do sofá e fica na frente de RUBINHO.


Rubinho — (confiante) Que bom te ver aqui em minha casa, Aníbal. Eu estava mesmo precisando falar com você. Nós precisamos nos unir para afastar aquele pescador de perto da Baby. Ele é uma má influência para ela.

Prefeito Aníbal — Você só pode estar ficando louco, Rubinho. Eu jamais iria te ajudar em qualquer coisa que fosse. O Franchico é um homem bem melhor do que você é. 

Rubinho — Eu não sou obrigado a ficar aqui ouvindo você defender esse pescador, Aníbal. Nós dois sabemos que sou o único capaz de fazer a Baby feliz. Essa é a verdade.

Prefeito Aníbal — Você acha mesmo que eu iria te ajudar depois de tudo que você fez a minha filha sofrer, Rubinho? De uma coisa você pode ter certeza. Eu vou fazer de tudo para que você seja responsabilizado por queimar o barco do Franchico. Você compreendeu?


RUBINHO fica visivelmente incomodado. O PREFEITO ANÍBAL continua encarando ele de forna bem séria.


Rubinho — Você não tem provas do que está falando, Aníbal. É a minha palavra contra a palavra do Franchico. Em quem você acha que as autoridades vão acreditar? Pense bem. 

Prefeito Aníbal — Você não passa de um calhorda, Rubinho. Quando é que você vai assumir as consequências dos seus atos? 

Rubinho — Eu não faço ideia do que você está falando, Aníbal? Agora queira se retirar da minha casa. Eu desejo ficar sozinho.


O PREFEITO ANÍBAL vai indo na direção da porta. Mas antes de ir embora ele olha novamente para RUBINHO. 


Prefeito Aníbal — (firme) Não ouse chegar mais perto da minha filha ou do Franchico novamente, Rubinho. Eu estou te avisando. 

Rubinho — Vá embora, Aníbal. Eu já disse que quero ficar sozinho. Será que não entende isso? 

O PREFEITO ANÍBAL vai embora. A câmera mostra que RUBINHO está totalmente nervoso. O playboy fica irritado. 

CORTA PARA/


CENA 12. PENSÃO DE JOSEFA. QUARTO. INTERIOR. DIA

CLOSE em JOSEFA que está sentada na cama alisando um álbum de fotos que contém as fotos de JUCA. Quando se vira ela percebe que ROSELI está parada na porta do quarto. JOSEFA enxuga as lágrimas do seu rosto e se levanta da cama. Ela vai na direção de ROSELI que a encara.


Josefa — (nervosa) O que você veio fazer aqui, Roseli? Eu aposto que deve ter vindo descontar toda a sua raiva de mim. Eu sei. 

Roseli — Você está muito enganada ao meu respeito, Josefa. Tudo o que eu quero é recuperar o meu filho. Mas eu não posso negar o bom trabalho que vive fez ao criar ele desse jeito. Ele é um ótimo garoto.

Josefa — Eu sinto muito por tudo o que eu fiz, Roseli. Eu nunca deveria ter te afastado do Juca. Isso nunca mais vai acontecer. 

Roseli — Isso não tem importância agora, Josefa. O que realmente importa é encontrar o nossos filho. Você também é mãe do Juca.


JOSEFA fica muito emocionada com as palavras de ROSELI. .

Josefa — Eu não sei se eu mereço tants compaixão, Roseli. Eu te afastei do seu filho. Isso é imperdoável. Eu não mereço perdão. 

Roseli — É como eu te disse, Josefa. Isso não tem mais importância. O nosso maior problema se chama Misael. Tudo o que eu quero é resgatar o meu filho das garras dele. 

Josefa — Você está certa, Roseli. O meu maior erro foi ter confiado no Misael. Eu estou muito arrependida. Você não imagina o quanto.


JOSEFA fica bastante abatida. ROSELI a conforta.


Roseli — (pensativa) Não me pergunte como, Josefa. Mas eu acho que o Misael vai tentar fugir com o Juca da cidade. Nós não podemos deixar isso acontecer. 

Josefa — Então o que a gente está esperando? Vamos atrás do nosso filho agora mesmo.


ROSELI balança a cabeça concordando. Ela e JOSEFA saem com muita pressa da pensão. Elas estão decididas.

CORTA PARA/


CENA 13. DELEGACIA. SALA DO DELEGADO. INTERIOR. DIA

O DELEGADO AUGUSTIN está chegando em sua sala e ele está visivelmente triste com a conversa que teve com CASSIANO. Assim que entra em sua sala o DELEGADO AUGUSTIN fica surpreso ao ver que KÉSIA está acompanhada de DIRCEU que tem um dossiê nas mãos. 


Késia — Ainda bem que você chegou, Delegado. Este senhor estava à sua espera. Você não pode imaginar a bomba que quer contar.

Delegado Augustin — (intrigado) Que assunto é esse que não pode esperar, Dirceu? Eu posso perceber no seu olhar que é sério.

Dirceu — Realmente é muito sério. Eu tenho minhas mãos um dossiê que detalha todos os crimes do Gregório Assunção. Inclusive do assassinato da única filha dele.

Delegado Augustin — Isso é sério, Dirceu? Se isso for mesmo verdade nós teremos como colocar o Gregório atrás das grades. 


DIRCEU fica em silêncio. O DELEGADO AUGUSTIN e KÉSIA ficam se olhando bastante surpresos. 


Dirceu — O Gregório fez muitas coisas que eu abomino, Delegado. E tem mais uma coisa. Ele quer destruir a vila dos pescadores. 

Delegado Augustin — Eu dou a minha palavra que isso não vai acontecer, Dirceu. Com esse dossiê nós vamos prender o Gregório.

Késia — O Delegado está certo, Dirceu. O Gregório não tem mais como fugir da justiça. 


DIRCEU entrega o dossiê nas mãos do DELEGADO AUGUSTIN que fica animado. KÉSIA também olha o dossiê. 


Delegado Augustin — (sério) Eu te dou a minha palavra que eu não vou permitir que o Gregório continue fazendo o que ele deseja.

Dirceu — É tudo isso que a dona Eleanor deseja, Delegado. O Gregório não pode ficar livre. 


O DELEGADO AUGUSTIN e DIRCEU apertam as mãos. Logo depois DIRCEU vai embora. O DELEGADO AUGUSTIN olha para o dossiê com bastante fixação. 

CORTA PARA/


CENA 14. CASA DE FÁTIMA QUARTO DE CASSIANO. INTERIOR. DIA

CASSIANO está saindo do banho e o nosso protagonista está com a toalha enrolada em seu corpo. Ele não percebe quando a porta do quarto vai se abrindo lentamente. ANA ROSA vai entrando no quarto e coloca suas mãos nos olhos de CASSIANO que fica totalmente sem reação.


Ana Rosa — (sussurrando) Eu sabia que um dia você ainda iria acabar sendo meu, Cassiano. Agora que a Lívia foi presa eu posso ter você somente para mim. Sem impedimento.


CASSIANO se vira e fica frente a frente com ANA ROSA.


Cassiano — O que você acha que está fazendo aqui, Ana Rosa? Eu disse que eu nunca ansi queria te ver. O que você ainda quer comigo? Porque não me deixar em paz? 

Ana Rosa — Você não precisa mais fingir, Cassiano. Eu sei que você quer o mesmo que eu.

Cassiano — Porque você não desiste, Ana Rosa? Eu amo a Lívia. Você nunca vai conseguir chegar aos pés dela. Essa é a verdade. 


ANA ROSA fica muito firiosa. A vilã dá dois tapas no rosto de CASSIANO que decide que ele não vai revidar. 


Cassiano — Você acha mesmo que eu iria cair na sua armadilha, Ana Rosa? A única coisa que eu me preocupo no momento é tirar a Lívia daquela Delegacia. Apenas isso.

Ana Rosa — Boa sorte tentando fazer isso, Cassiano. Eu vou fazer o que for preciso para que a Lívia seja condenada. Só assim você verá que só eu posso te fazer feliz.

Cassiano — Agora eu estou vendo o quão desequilibrada você está, Ana Rosa. Escute uma coisa. Eu nunca vou ser seu. 


ANA ROSA vai ficando ainda mais nervosa. 


Ana Rosa — (irritada) Porque você não admite que você nasceu para ser meu, Cassiano? A Lívia nunca vai te amar como eu te amo. 

Cassiano — Isso não é amor, Ana Rosa. Isso o que você diz sentir é obsessão. É doença. 

Ana Rosa — Você não deveria desprezar os meus sentimentos, Cassiano. Você pode se arrepender amargamente. É um aviso. 


ANA ROSA olha para CASSIANO com ódio. Logo depois ela vai embora. CASSIANO fica bastante pensativo.

CORTA PARA/


CENA 15. DELEGACIA. CELA. INTERIOR. DIA

A câmera vai acompanhando os passos de uma pessoa que vai se aproximando da cela. Aos poucos a câmera vai subindo e revelando que a pessoa se trata de LENITA.  Ela fica parada na frente da cela. LÍVIA fica bastante surpresa. A nossa protagonista percebe que LENITA a encara com raiva.


Lívia — (surpresa) Lenita??? O que você veio fazer aqui? O Cassiano sabe que você veio até aqui? Eu aposto que ele não vai gostar. 

Lenita — E por um acaso você sabe do que o meu filho gosta ou não gosta? Eu vou ser direta com você, Lívia. Eu quero você longe do Cassiano. Eu espero ter sido clara.

Lívia — Eu não estou entendendo essa sua atitude, Lenita. Eu achei que a gente tinha se acertado. Mas agora eu estou confusa. 

Lenita — E como você queria que eu agisse, Lívia? Eu não quero o meu filho perto de uma assassina. Você vai fazer isso para mim? 


LÍVIA respira fundo. Ela olha bem séria para LENITA. 


Lívia — É claro que não vou fazer isso, Lenita. Você pode tirar essa ideia da cabeça. 

Lenita — Você quer mesmo saber a verdade, Lívia? Eu nunca gostei de você. Eu nunca esqueci o sofrimento que o seu avô me fez passar. Eu quero você longe do meu filho.

Lívia — Finalmente a sua máscara caiu, Lenita. Você acha certo me responsabilizar por algo que eu não fiz? Isso não está certo.


LENITA se mantém firme diante do seu desejo. LÍVIA olha fixamente para LENITA que continua a encarando. 


Lenita — (séria) Pense do jeito que você quiser, Lívia. Eu já disse o que eu quero. E quando esse bebê nascer eu vou fazer questão de criar ele longe da sua influência nefasta. 

Lívia — Você não ouse encostar essa mão imunda no meu filho. O Cassiano bem imagina que a própria mãe é uma mulher desprezível. Ele não merece isso.


LENITA sorri friamente. LÍVIA agarra a blusa de LENITA pela grade da cela. Elas ficam se encarando em silêncio. 


A imagem congela no olho fixo de LÍVIA. Aos poucos uma onda invade a tela dando efeito e encerrando o capítulo.





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