No
capítulo anterior.
Mansão
Rachid Chicralla; Quarto de Gracinda; Madrugada.
Januária
então corre até o quarto de sua mãe e bate na porta, ninguém
atende então ela entra.
Januária:
Mãe acorda vim te buscar. Mae!!! Acorda !!! Vim te buscar.
Januária
então estranha sua mãe não está acordando e começa a sacudi-la.
Januária(desesperada
e gritando): Mãe!!!! Mãe!!! Acorda por favor!!
Maurício:
Afasta, deixa eu ver! (decepção) Ela se foi Januária. Não está
mais entre nós.
Januária(chora
e grita): Mãaaaaaaaeeeee!!!!!!!!!!!
Fique
agora com o capítulo de hoje.
Januária
diante de sua mãe, ajoelha-se e parece não acreditar no que está
acontecendo.
Ao lado Maurício tenta trazer algum conforto para a morena que amava
tanto
sua mãe adotiva.
Januária(chorando,
desolada): Mãe!! Mae!! Por favor, não me deixe.
Maurício:
Afasta-se Januária, apesar de entender seu sofrimento, pois já
perdi minha
mãe
de maneira trágica minha mãe também, nada vai trazê-la de volta.
Com
os gritos de Januária todos da mansão correm para a quarto da
doméstica.
Vania:
O que está acontecendo?
Januária
sem condições de falar.
Maurício:
Dona Gracinda! Ela se foi.
Fátima(sussurra
bem baixinho e faz cara de paisagem): Meu Deus! Perdi minha serviçal.
Vania(muito
triste): Ela não aguentou a emoção. Coitada da minha amiga.
Januária
que estava em pé em volta de sua mãe começa a ter uma crise de
choro
muito
forte, Maurício então a acalma e a abraça muito forte, oferecendo
calor humano e aconchego.
Tamires:
Vania! Não esconde, o que ela não aguentou? (com voz de sofrimento)
Tamires:
Ela descobriu que seu filho morto não havia morrido e ainda tem
mais, esse
filho
é o Shalon. Parece que sua mãe trocou as crianças na maternidade,
ficando com o
bebê
vivo e deixando Gracinda pensar que seu próprio filho estava morto.
Tamires
com senso de justiça, olha para Fátima com cara de reprovação, um
olhar que
expressava
você vai me pagar. O celular de Maurício toca, era Natália
avisando o que
tinha
acontecido com sua filha.
Maurício:
Fala Natália.
Natália:
Maurício! A Morgana está no hospital, chegamos agora, venha para cá
por favor!
Maurício:
Januária, eu vou ter que ir ao hospital, minha filha está
internada. Tamires,
você
cuida de tudo aqui?
Tamires:
Vai sim. Eu cuido, qualquer coisa a Vania me ajuda.
Tamires
muito desolada ainda se apoia na cama de Gracinda e liga para
funerária,
enquanto
Januária chora muito sem parar. Shalon e Fátima se retiram do
quarto de
Gracinda
e vão para o quarto de Fátima.
Cena
2: Hospital; Sala de espera; Madrugada.
Maurício
chega eufórico e preocupado ao hospital, apesar de ter ido de carro,
estava
todo
suado e nervoso pois apesar de toda riqueza que tinha seu bem mais
precioso era
sua
filha. Na sala de espera Natália, Yasmin E Gustavo já estavam a
aguardar notícias
sobre
o estado de Morgana.
Maurício:
O que aconteceu com minha filha?
Natália:
Estávamos na festa e uma rapaz chegou perto da gente oferecendo uma
bebida,
mas eu tenho certeza que essa bebida estava batizada de drogas.
Inclusive
esse
cara falou que era um presente seu Gustavo.
Gustavo(perplexo
e preocupado): Meu? Mas eu não mandei nada.
Maurício
respira fundo, tenta se acalmar, sempre centrado ele senta no sofá.
Natália(muito
nervosa e aterrorizada ao lembrar de como tudo aconteceu): Ela teve
alucinações.
Falava que via um homem com machado na mão e acabou rolando um
precipício,
na verdade um ribanceira. Gustavo até tentou ajudar, mas não teve
jeito.
Maurício:
Desgraçado! O filha da puta que fez isso com minha filha, mas ela
vai pagar
bem
caro se algo acontecer com ela.
Vem
uma lembrança na cabeça de Gustavo, quando Marquinho sem cérebro
entregou
a
bebida.
Gustavo(com
cara de ódio): Eu sei quem entregou essa bebida! Foi o Marcos.
Yasmin:
Isso mesmo, eu estava ao lado, o nome dele é Marcos.
Maurício:
Desgraçado! Você me pega Marcos!
Cena
3: Mansão Rachid Chicralla; Quarto Fátima; Amanhecendo.
No
quarto de Fátima, Shalon confessa a mãe que matou Gracinda(mãe
biológica),
então
Fátima tem a ideia de ligar para seu amigo médico legista para
forjar no
atestado
de óbito, colocando que Gracinda morrera por infarto agudo do
miocárdio.
Fátima:
Oi Dr Moretti, tudo bem ?
Dr
Moretti: Oi Fátima, estou bem, o que a senhora deseja?
Então
Fátima explica toda situação oferece uma grana preta e o médico
legista da
cidade
concorda em fazer o que Fátima propôs.
Cena
4: Rua deserta; Carro; Interor; Amanhecendo.
Lorival
com o cigarro na mão com uma cara de perturbado, que chegava dar
pânico em
Priscila(que
sabia que a partir daquele momento sua vida ia mudar). Lorival tira a
arma
do
bolso, tranca Priscila no carro e sai com outros três bêbados para
fora do carro.
Lorival(com
os olhos arregalados e dentes rangendo, aponta a arma para cada um):
Não
preciso mais de vocês, vazam daqui! NÃO OUVIRAM O QUE EU DISSE,
SOMEM
DAQUI!
AGORA É ENTRE MIM E ELA.
Os
bêbados então sai correndo cada um em uma direção e somem da
vista de Lorival,
que
entra no carro de novo e ascende outro cigarro.
Lorival(com
cara de sádico eu uma frieza incomum): Sabe para que esse Cigarro?
(soprando
a fumaça no rosto de Priscila)
Priscila(na
banco de trás junto com ele e com medo): Não!! POR FAVOR NÃO FAZ ]
NADA
COMIGO! POR FAVOR!
Lorival:
Piranhas como você tem que sofrer. (Queimando a perna de Priscila
com o cigarro).
Priscila:
Ai!! Socorro! (Totalmente descreditada que alguém pudesse ajudar).
Lorival:
Está vendo como puta sofre. (Queimando o corpo de Priscila todo com
cigarro)
Priscila:
Me deixe ir!!
Já
toda queimada de cigarro, Lorival tira Priscila pelos cabelos do
carro, segurando sua arma.
Lorival:
Você que ir? (risos) Então vou te dar uma chance, vou contar até
dez e você
corre,
mas corra muito porque você vai precisar. Um, dois, três...
Priscila
então começa a correr muito, mas quando Lorival chega no dez,
Priscila não
está
tão longe, Lorival então atira em Priscila que está de costa,
tentando fugir.
Cena
5: Casa de Salira; Sala; Manhã cedo.
Salira
havia passado a noite em claro, pois estava preocupada com a
descoberta de
Yasmin
não ser sua filha e ter sido roubada na maternidade. Quando de
repente batem
na
porta. Salira se assusta olha pela fresta vê que é JC e abre.
Salira:
Que cara é essa?
JC:
Preciso de dinheiro mãe.
Salira:
Mais dinheiro, não tem quem aguente. (enfurecida)
JC
totalmente drogado pega a bolsa da mãe joga tudo no chão.
JC:
Eu quero dinheiro.
Salira:
Você voltou para aquela vida de merda né? Voltou a usar droga. Não
tem dinheiro nenhum.
JC
começa então a tirar a TV da tomada e colocá-la nas costas.
Salira:
Não precisa tirar a TV, no meu quarto tem dinheiro, vamos lá que
vou te dar, mas saiba que é só hoje. Você vai se internar e se
tratar.
Então
Salira com o coração partido, pois a única coisa que ama são seus
filhos, quando
JC
bobeia ela o tranca dentro de seu quarto.
JC:
ME TIRA DAQUI! EU QUERO SAIR PORRA! MÃE VOCÊ ME PAGA.
Salira(chorando):
É para o seu bem! Acredita filho, tudo vai ficar bem. (Sentada e
encostada
na porta de seu quarto, chorando).
JC:
Se não me tirar vou quebrar tudo, estou avisando, hein!
Salira:
Não faz isso meu filho.
JC
começa a procurar nas coisas de sua mãe e não acha nada que o
possa te deixar
mais
louco, vai até o banheiro do quarto de sua mãe e lá encontra algo
que possa te
dar
uma onda.
Salira(com
medo de abrir a porta): FILHO TUDO BEM? FILHO? FALA COMIGO!!
Enquanto
isso JC bebe os perfumes de sua mãe.
JC:
Já que não tem a minha droga, vou ficar doidão de outra forma.
Vamos beber que
vai
chuver!! (risos)
Salira:
Meu filho o que você está fazendo? (preocupada)
JC:
Me divertindo! (risos)
JC
então acha o celular de sua mãe que está em cima do criado-mudo, o
pega e coloca
dentro
de sua calça. Salira com muita coragem e medo abre a porta e então
bêbado e
batendo
pelos cantos e quinas JC sai correndo.
Salira(raiva,
nervosa , preocupada): Volta aqui! JUILO CÉSAR! VOLTA AQUI.
Cena
6: Hospital; Sala de espera; Manhã.
Todos
aguardam aflitos sobre notícia de Morgana na sala, principalmente o
pai que é
confortado
por Maenna, a quem já havia ligado e avisado sobre a situação,
quando o
celular
de Gustavo toca.
Gustavo:
Fala Hanna!
Hanna(em
tom firme): Você vai ficar aí dia inteiro? Deixa essa menina aí e
vem ficar
comigo
que sou sua noiva.
Gustavo:
Calma Hanna, eu só vou esperar o médico chegar me dá notícias e
vou embora.
Hanna:
Te espero então.
O
médico chega com uma cara desanimadora na sala de espera e todos
estão muito aflitos.
Maurício:
E minha filha vai viver? Como ela está doutor? Por favor me diz que
ela está
bem.
(Maurício começa a chorar e Maenna o abraça).
Cena
7: Rua/Estrada deserta; Manhã.
Lorival
erra o tiro de propósito em Priscila, que depois de escutar o tiro
cai no chão e
não
consegue se mexer de tanto susto. Lorival então parte para agressão.
Lorival:
Agora você vai satisfazer meus desejos de macho, sua puta!
Priscila:
Sai seu nojento! Sai! (grito)
Lorival(desabotoa
mais uma vez o fecho, abre as pernas de Priscila que está sem roupa
e
penetra seus pênis com muita força).
Lorival:
Toma sua cachorra! Toma sua cadela!
Priscila(chorando
e gritando): Não! Não! Socorro, Jesus faz com que alguma coisa me
ajude.
Lorival:
Toma na cara vadia pra aprender que é o homem quem manda.
Priscila
estava sangrando pela vagina pois algum vaso sanguíneo daquela
região
genital,
que é altamente vascularizada havia rompido.
Lorival:
Vire-se! Eu quero comer outra coisa agora.
Priscila:
Não!!! Por favor tende piedade!
Lorival:
Eu não sou Jesus para ter piedade e nem acredito em Deus, vai virar
ou quer
ficar
com o outro olho roxo?
Priscila
então não se vira e Lorival mete outro soco no olho dela que começa
a sangrar.
E
ele acaba virando ela à força. Deitada no chão e toda machucada e
ensanguentada,
chorando
Priscila começa ceder pois viu que não havia luz no fim do túnel.
Lorival:
Agora vamos para parte que mais gosto o sexo anal. (risos)
Cena
8: Cemitério; Manhã.
Tamires:
Sua mãe nunca teve problema de coração Januária, era forte, eu
estou
achando
tão estranho esse atestado de óbito.
Januária(triste
e abalada): Eu também estou, mas vou resolver isso depois. Amiga nós
vamos
descobrir o que aconteceu com a minha mãe. Agora que já enterramos
ela,
vamos
embora.
Tamires:
Sim veio muito gente no enterro. Sua mãe era muito querida.
Januária:
Eu tenho uma certa conta pra acerta, vai para casa depois nos
falamos.(com
raiva,
ódio que sobressaiam no olhar).
Tamires:
Vou sim para o hospital, saber da filha de Maurício.
Januária:
Nos falamos depois. Tchau!
Tamires:
Tchau! (Tamires pensa, o que essa doida vai arrumar).
Cena
9: Casa de Salira; Sala; Manhã cedo.
Januária
passa em casa e liga para um de seus amigos da periferia pedindo uma
arma
emprestada,
o cara que é seu amigo a empresta na hora. Januária passa lá pega
a arma
e
segue para casa de Salira, onde a campainha toca. Salira vê que
Januária e abre para
enfrentá-la.
Salira:
Não tem pão velho! E não costuma fazer caridade, acho que essa
parte e com
você
né Madre Teresa de Calcutá. (debochando)
Januária(muito
nervosa e tremendo, vai entrando na casa e Salira vai se afastando):
Eu
não
vim para caridade, muito pelo contrário vim para brincar.
Salira:
Brincar?? Menina ficou louca?
Januária:
Há anos atrás você não brincou de verdade ou consequência com um
amigo
meu
e teve consequência catastróficas, agora a gente vai brincar. (se
fazendo de louca)
Salira:
Como sabe dessa história? Menina você está louca. (com medo)
Januária
então saca a arma da cintura e aponta para Salira, que está de pé
a sua frente.
Januária:
Vamos brincar? (risos) SUA VADIA DE QUINTA, o nome da brincadeira é
Roleta
Russa.
Salira
então começa a mijar na roupa, a urina começa a escorrer entre as
pernas e
molhar
o tapete. Januária segura para não rir, mas continua com cara de
louca e séria.
Januaria:
Tem uma bala no tambor do revolve que vai girar e você pode dar
sorte ou
não,
a probabilidade é de um para seis, cada pergunta que eu fizer, vou
girar o tambor
do
revólver, se parar na bala, adeus Salira. ENTEDEU A BRINACADEIRA
PIRANH (rindo e
sendo
debochada)
Salira:
Pai nosso que estás no ceu...
Januária:
Não adianta rezar. Deus não atende pedido do demônio.
Salira:
Para com isso! Não faz isso, você vai estragar sua vida.
Januária:
Primeira pergunta. Onde está minha filha?
Januária
então gira o tambor do revólver o engatilha e aponta para Salira.
Januária:
RESPONDA! Vou contar até três ! Um, dois, três. Vou atirar SUA
RAMEIRA!
Close
no rosto de Januária nervosa com a arma na mão, a imagem congela e
fica sépia.


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