Capítulo 08:
- No capítulo anterior:
MARCELA: O que aconteceu? Por que gritou?
MARIA EDUARDA: (Ainda chocada com o que acabara de ler e estende a mão para entregar um jornal antigo a prima) Leia isso!
MARCELA: (Pega o jornal e começa a ler) Sim, conta a história de uma criança desaparecida há mais de vinte anos, não estou entendendo...
MARIA EDUARDA: Olhe a data que essa criança supostamente desapareceu...
MARCELA: (Procura a informação com os olhos rapidamente) 27 de julho de 1993...
MARIA EDUARDA: (Interrompe a prima) É a data do meu aniversário. Será que eu sou essa criança desaparecida? E se eu for a menina do jornal que desapareceu há mais de vinte anos? Eu posso ser Isabela Germai!
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INGRID: Oi bebê, sentiu minha falta? (Ingrid seduz René).
RENÉ: (Se aproxima de sua mesa) Você voltou. Soube hoje cedo pela sua mãe...
INGRID: Senti a sua falta, nenhum homem é como você.
RENÉ: Vadia! Você acha que eu não sei que você deve ter pego metade da Espanha?(René joga Ingrid em cima de sua mesa e tira sua roupa).
INGRID: Cachorro! Tava morrendo de saudade dessa pegada. (Ingrid e René se beijam e fazem sexo em cima da mesa).
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MARCELA: O que significa isso? O que você está fazendo?
MARIA EDUARDA: (Arruma uma mala) O que eu estou fazendo? Estou indo tirar uma história a limpo.
MARCELA: (Marcela pensa por alguns segundos e chega à uma conclusão) Não, se você quer dizer que...
MARIA EDUARDA: Não, eu não quero dizer. Eu vou fazer, é bem diferente. Eu estou indo até São Paulo, eu quero saber se eu sou o bebê desaparecido, se eu me chamo Isabela e se aquela é de fato a minha família biológica, se eles forem a minha verdadeira família, eu quero conhecer a minha verdadeira história e nem você, nem ninguém vai me impedir.
- Fique agora com o capítulo de hoje!
Cena 01 – Casa de Rosana e Francisco [Interna/Noite]
(Marcela e Maria Eduarda discutem)
MARCELA: Eduarda, o que você pensa que vai acontecer? São Paulo é enorme, você acha que vai encontrar essa mulher como nas novelas, vai tocar a campainha da casa dela e vocês duas vão se abraçar? A vida real não é assim.
MARIA EDUARDA: Eu sei muito bem como é a vida, Marcela. A vida é um mistério, um dia você acha que é a uma pessoa e de um momento para o outro, você pode não ser essa pessoa. Pode ter outra família, outra mãe, mãe essa que te perdeu e deve procurar pela filha há mais de vinte e cinco anos. A vida não é uma novela, a vida é difícil. Você acha que eu quis descobrir isso? Que eu queria que a minha vida deixasse de ser essa que eu acho que tenho? Eu não preciso das suas críticas, Marcela. Eu já decidi, eu vou para São Paulo e vou investigar até encontrar.
MARCELA: Então você está mesmo decidida e não irá mudar de idéia? Pelo o que vejo já está irredutível.
MARIA EDUARDA: (Encara a prima) Eu vou até São Paulo e descubro se essa história é ou não verdade. Se não for, eu volto para cá e finjo que nada aconteceu, mas se for...
MARCELA: Se for? O que você irá fazer?
MARIA EDUARDA: Se essa história for verdade e eu for a criança do jornal, eu não sei o que irá acontecer.
MARCELA: Ok, já entendi. Se você me permite, vou até meu quarto fazer uma coisa...
MARIA EDUARDA: Que coisa? (Maria Eduarda tenta descobrir, porém Marcela sai do quarto sem responder).
(Maria Eduarda segue Marcela que está de toalha até seu quarto)
MARCELA: (Tira várias roupas do armário).
MARIA EDUARDA: O que está acontecendo?
MARCELA: Está pensando o que? Que você é a única a tomar decisões por aqui? Eu acabo de tomar a minha decisão.
MARIA EDUARDA: Ah é? E qual foi?
MARCELA: Eu vou com você. Somos uma família, lembra? Quando eu perdi minha família, vocês ficaram do meu lado. Agora eu vou ficar do seu, mesmo que ache isso tudo uma loucura, eu não vou te deixar sozinha, eu vou com você e nem se atreva a dizer que não.
(Maria Eduarda se emociona e abraça Marcela).
Cena 02 – Mansão Germai (Quarto de Malu e Alfredo) [Interna/Noite]
(Malu passa hidratante pelo corpo, enquanto Alfredo a observa deitado na cama)
ALFREDO: Quando você iria me contar?
MALU: (Malu passa creme na perna) Contar o que?
ALFREDO: Que contratou o meu sobrinho para investigar o desaparecimento da sua filha?
MALU: (Para de passar hidratante na perna e olha Alfredo através do espelho da penteadeira) Eu não quero que vocês passem por tudo isso de novo. Foram tantas pistas falsas que não deram em nada, que se dessa vez algo desse errado, somente eu estaria sabendo e sofreria sozinha, em silêncio.
ALFREDO: Um casamento não é isso, Maria Lúcia. É na alegria e na tristeza, lembra? Eu jamais vou deixar você nessa luta sozinha, eu sou o seu marido e sempre vou te apoiar.
MALU: (Se vira, de modo que ficou de frente para Alfredo) Me desculpe, eu deveria ter te contado. Eu não consigo viver feliz plenamente desde aquela noite em que tive minha filha roubada. Eu só serei feliz no dia que ela aparecer.
(Alfredo descobre o lado da cama onde Malu costuma deitar e faz sinal de que é para ela se deitar ao seu lado).
ALFREDO: Eu sei, eu tenho sido seu companheiro de luta há mais de vinte e cinco anos. Eu vi as muitas noites que você chorou em silêncio para não me acordar, pensando nela. Se ela estaria bem, se alguém cuidou dela durante todos esses anos, se ela tinha o que comer, vestir....
MALU: (Deita ao lado do marido) Eu não vou desistir nunca, nem que gaste cada centavo do meu dinheiro, cada dia restante da minha vida, eu não vou descansar enquanto não encontrar a Isabela.
(Sem perceber, Malu e Alfredo estão sendo observados, pois Ingrid acabara de ouvir a conversa atrás da porta).
INGRID: Sinto muito em dizer mamãezinha, a Isabela não irá aparecer, pois eu darei o meu jeito. Ela não vai pisar nessa casa, não vai ser mais uma a dividir nossos bens, nem que pra isso eu precise matá-la. (Fala consigo em pensamento).
Cena 03 – Aeroporto de Congonhas [Externa/Manhã]
Música da cena: Hoje Lembrei do Teu Amor – Tiago Iorc
(Um avião voa próximo ao chão, pois está prestes a aterrizar no aeroporto de Congonhas. Os passageiros pouco a pouco desembarcam. Conforme as portas abrem e fecham, pessoas saem da sala de desembarque, incluindo Maria Eduarda e Marcela).
MARIA EDUARDA: Obrigada por ter vindo comigo e por me apoiar. (Maria Eduarda pega sua mala na esteira de bagagens enquanto conversa com Marcela).
MARCELA: Eu jamais iria deixar você vir para essa cidade imensa, sozinha. Nem em pensamento, você precisa de mim e eu vou ficar contigo.
(Marcela e Maria Eduarda caminham pelo aeroporto e tomam um táxi e descem nas imediações do Morumbi).
MARIA EDUARDA: Eu acho que estamos perdidas. Esse bairro é nobre demais para as nossas condições financeiras. (Diz ao descer do táxi)
MARCELA: (Desce do táxi) Droga! Eu confundi o endereço, deveríamos ter usado o GPS. Precisamos pedir ajuda, informação de como pegar um ônibus para chegar ao centro, acho que de lá fica mais fácil encontrar um ônibus que nos leve até a Kitnet que alugamos.
MARIA EDUARDA: (Olha para a rua dos dois lados e avista um ponto de ônibus) Vou pedir informação ali, alguém daquele ponto de ônibus deve saber qual devemos pegar para ir para São Paulo).
(Maria Eduarda vai até o ponto de ônibus e chama por Miguel, que está de costas e com fone de ouvido, não ouvindo a moça chamar por ele).
MARIA EDUARDA: Moço, nós estamos um pouco perdidas com relação ao endereço. O senhor poderia me dizer que ônibus a gente poderia pegar para chegar no centro de São Paulo? Moço? (Fala mais alto).
MIGUEL: (Distraído, balança a cabeça na batida da música enquanto toma um gole de café em seu copo, ainda de costas para Maria Eduarda).
MARIA EDUARDA: Mas que homem mal educado, moço é só uma informação, não seja grosseiro. Moço? Moço! (Maria Eduarda dá um tapa nas costas de Miguel, fazendo com que ele derrame o café em si mesmo).
MIGUEL: Que droga, olha só o que você fez! (Miguel tira os fones de ouvido e vira-se). Você me sujou... (Para de falar ao olhar impressionado para Maria Eduarda).
Música da cena: Encostar Na Tua – Ana Carolina
(Maria Eduarda e Miguel permanecem estáticos,olhando-se fixamente nos olhos).
** ABERTURA / VINHETA **
Cena 04 – Rua (Ponto de ônibus) [Externa/Dia]
(Sem perceber a conexão entre Maria Eduarda e Miguel, Marcela interrompe)
MARCELA: E então, conseguiu descobrir?
MARIA EDUARDA: Mil desculpas moço, eu não percebi que estava com fones de ouvido, a culpa foi toda minha. (Maria Eduarda tenta limpar a roupa de Miguel).
MIGUEL: Não tem problemas, foi um acidente. Eu sou muito desastrado! Mas que informação ela está se referindo?
MARIA EDUARDA: Nós não somos daqui, acabamos de chegar e estamos perdidas. Você sabe dizer um ônibus que a gente pegue aqui e consiga chegar no centro da cidade?
MIGUEL: Sim, inclusive o que eu vou pegar para ir ao trabalho passa pelo centro, se quiser, podemos pegar o mesmo e eu ajudo a encontrarem o endereço.
MARCELA: (Fala próximo ao ouvido da prima) Será que devemos confiar nele? Você acabou de conhecer o nome dele...
MIGUEL: Perdão, eu me chamo Luís Miguel, sou investigador de polícia, mas todo mundo me chama de Miguel.
MARIA EDUARDA: Eu me chamo Maria Eduarda, sou Designer recém-formada e essa é minha prima, Marcela.
(O ônibus que Miguel iria pegar se aproxima)
MIGUEL: O ônibus é esse, vamos?
MARIA EDUARDA: (Olha para Marcela) Vamos sim, obrigada!
(Miguel faz sinal para que o ônibus pare e os três sobem)
MARCELA: (Senta numa cadeira ao lado da janela).
MARIA EDUARDA: (Fica em pé, para que Miguel sente).
MIGUEL: Pode sentar, acima de tudo sou um cavalheiro. Mulheres tem a preferência de assento, pode sentar. Além disso, você está com bagagem, seria extremamente desconfortável andar de ônibus segurando uma mala.
MARIA EDUARDA: (Senta na cadeira ao lado de Marcela) Posso segurar sua mochila ao menos, então?
MIGUEL: Claro! (Entrega a mochila a Maria Eduarda).
Cena 05 – Paradise Models [Interna/Dia]
Música da cena: Agora Só Falta Você – Sky, Anne Jezini
(As modelos fotografam para a revista Cláudia, enquanto Renata as observa dos bastidores. Na sala da presidência, Malu avalia documentos, até ser interrompida ao ouvir batidas na porta).
RENÉ: Incomodo? (Pergunta ainda com a porta entreaberta).
MALU: Não, pode entrar. Quer beber alguma coisa?
RENÉ: Temos que conversar sobre o desfile da SPFW que acontecerá no final desse mês, precisamos acertar alguns detalhes importantes com os fornecedores.
MALU: É verdade, eu quase esqueci. Sente aí, vamos começar a fazer umas ligações. Pelo o que vejo, hoje teremos que almoçar por aqui mesmo.
(René senta, conforme o pedido de Malu que continua analisando documentos, sem perceber o olhar invasivo de René em sua direção).
Cena 06 – Shopping Center [Interna/Tarde]
Música da cena: Louca – Alice Caymmi
(Ingrid passeia pelo shopping center observando as vitrines carregando inúmeras sacolas, até entrar em uma loja de grife).
INGRID: (Observa uma coleção de bolsas e sapatos próximos a vitrine da loja).
VENDEDORA: Essa é uma coleção de um designer de moda francês, é uma das mais caras da loja.
INGRID: E quem foi que te perguntou o preço aqui?
VENDEDORA: Desculpe, apenas quis...
INGRID: A única coisa que você deveria querer aqui seria manter esse seu empreguinho de quinta categoria, pra pegar três conduções lotadas de volta pra casa, com direito a homem bêbado e suado se esfregando em você. Você não sabe mesmo com quem está falando não é filha? (Ingrid senta, coloca suas sacolas do seu lado no assento e tira os óculos escuros). Eu sou Ingrid Germai, isso te soa bem?
VENDEDORA: In...In...grid Ger...Ger...mai? A top model? (A vendedora gagueja).
INGRID: Exatamente queridinha, agora mexa esse seu traseiro flácido, dê meia volta e traga um par daqueles sapatos, um de cada cor, quero experimentar, tamanho 36. Entendeu ou preciso soletrar, gaguinha?
(A vendedora anda apressada para o interior da loja, enquanto Ingrid retira o celular da bolsa e manda uma mensagem para René).
INGRID: (Digita no celular uma mensagem para René) “Precisamos nos encontrar no seu flat hoje à noite, temos que conversar sobre a situação da herança da minha mãe, que horas posso passar lá?”.
Cena 07 – Túnel Presidente Jânio Quadros [Externa/Tarde]
MARIA EDUARDA: (Observa o engarrafamento através da janela do ônibus) Nossa, que trânsito!
MIGUEL: É, estranho até, ainda não estamos em horário de pico.
(Ao fundo ouvem-se sirenes de polícia e uma gritaria)
MARCELA: Que barulho é esse? É a polícia?
(Nesse momento, começa o barulho de disparos de arma de fogo).
MARCELA: É tiro? Isso é tiro?
MARIA EDUARDA: (Olha para Miguel preocupada).
(Bandidos e a polícia trocam tiros após um assalto a banco. Os bandidos invadiram o túnel no sentido contrário e a polícia começara uma verdadeira perseguição).
MARCELA: É tiro sim! (Observa as pessoas começarem a correr numa só direção dentro do túnel).
MARIA EDUARDA: Precisamos sair daqui agora mesmo!
MIGUEL: Não, ainda não sabemos o que está acontecendo, eu vou averiguar e já volto para dizer se podem ou não sair. (Miguel saca a arma, pede para que o motorista do ônibus abra a porta traseira e ele desce logo em seguida e caminha em direção a confusão com a arma em punho).
MARCELA: Eu não quero ficar aqui, temos que fugir. Eu não quero morrer aqui, Eduarda!
MARIA EDUARDA: Calma, desespero agora não vai nos ajudar em nada, você precisa manter a calma.
(Marcela levanta carregando sua mala e desce do ônibus, sem dar ouvidos ao que a prima acabara de falar).
MARIA EDUARDA: Mas onde essa louca pensa que vai? (Levanta-se recolhendo sua mala e correndo em direção a prima).
(Maria Eduarda e Marcela juntam-se a muitas pessoas que correm pelo túnel em direção a saída, temendo o confronto entre bandidos e a polícia).
MARCELA: Corre Eduarda, corre! (Marcela corre pelo túnel, sem perceber que está cada vez mais próxima do confronto).
MARIA EDUARDA: (Corre atrás da prima) Me espera, Marcela!
Cena 08 – Jardim Saúde (Cortiço, casa de Mercedes) [Interna/Tarde]
Música da cena: Toda Toda – Pikeno & Menor
(Gigi faz pose de frente para o espelho enquanto tira várias selfies do celular).
GIGI: (Fala sozinha) Na passarela, a modelo internacional Gigi Almeida... (Desfila pelo quarto).
(Mercedes entra no quarto de Gigi e a interrompe)
MERCEDES: Acorda menina, deixa de brincar de modelo, preciso de ajuda na cozinha. Vamos!
GIGI: Agora não posso tia, vou fazer um teste e fotografar para uma loja. Estou sentindo que hoje é o meu grande dia!
MERCEDES: Olha lá Gigi, não vai me arrumar confusão nesse teste
GIGI: A senhora bem que poderia ver nas cartas como eu vou me sair, né?
MERCEDES: Claro que não menina, as cartas não são para brincadeira.
GIGI: Não é brincadeira tia, é o meu sonho!
(Mercedes revira os olhos, sai do quarto e desce a escada, encontra com seu filho Jorginho, o mecânico da vila entrando em casa)
MERCEDES: Filho, chegou cedo!
JORGINHO: A senhora não viu na TV? Está acontecendo um confronto entre policias e bandidos por conta de um assalto a banco. Achei melhor vir pra casa!
MERCEDES: Que minha nossa senhora proteja todos os inocentes, meu pai celeste!
(Gigi desce a escada correndo feito um furação, despede-se da tia e vai em direção ao estúdio fotográfico. Ao chegar lá, o fotografo tem aparência duvidosa e está sozinho no local).
GIGI: Eu me inscrevi para fazer as fotos da loja pela internet.
FOTOGRÁFO: Sim, eu estou lembrado. Você pode ir até aquele biombo ali e trocar de roupa, seu figurino já está lá.
GIGI: Certo! (Gigi vai até o biombo e se dá conta de que o figurino é uma lingerie muito pequena).
(Alguns minutos depois...)
FOTOGRÁFO: E aí? Vai demorar muito?
GIGI: (Se olha no espelho de lingerie, se benze para dar sorte e e vai em direção ao estúdio).
FOTOGRÁFO: Ficaram ótimas essas peças em você, como imaginei.
GIGI: É né? E o que devo fazer agora?
FOTOGRÁFO: Seja espontânea que eu vou te fotografar!
Música da cena: Toda Toda – Pikeno & Menor
(Gigi faz poses estranhas e não demonstra menor habilidade em fazer poses).
GIGI: E ai, como estou me saindo?
FOTOGRÁFO: Está sim, mas eu vou te ajudar com algumas poses, faz assim... (Fotografo finge que vai ajudar Gigi, porém começa a assediá-la).
GIGI: (Chuta o saco do fotografo para se desvencilhar dele, deixando-o imobilizado) Isso aqui é pra você aprender a não abusar de nenhuma moça. Vou levar a lingerie como pagamento e pelo seu abuso, safado!
(Gigi sai do estúdio para trocar de roupa e ir embora).
Cena 09 – Túnel Presidente Jânio Quadros [Externa/Tarde]
(Marcela e Maria Eduarda continuam correndo em meio a multidão dentro do túnel, cada vez mais próximas do confronto, em meio a gritaria e do ensurdecedores sons de tiros).
MARIA EDUARDA: Marcela, é melhor a gente voltar, o barulho de tiro tá muito próximo.
MARCELA: Voltar e ficar dentro daquele ônibus, esperando a morte chegar? Nem pensar! (Marcela continua correndo)
(Pessoas que correm são atingidas por balas perdidas e começam a cair)
MARCELA: (É atingida por um tiro e grita).
MARIA EDUARDA: Marcela! (Grita pelo nome da prima).
(A imagem foca em Maria Eduarda com as mãos na cabeça, após avistar a prima caindo em meio ao túnel, a cena congela e o capítulo encerra com o som de uma câmera fotografando).
Trilha Sonora Oficial – Destinos Ligados (Spotify): http://twixar.me/ Jk21



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