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Entrelaçados- Capítulo 03

 



CAPÍTULO  03


Criada e Escrita por ANDIE ARAÚJO 


Diretor de Núcleo DENNIS CARVALHO 


Personagens deste capítulo

JASMIN

MARINHO

MARCOS

HELENA

LEONARDO

BILAC

TONHÃO

MARGARIDO

GARDÊNIA

SOLANGE

TÔNIA 

ZU





CENA 01. FACHADA DA FLORICULTURA. EXT. DIA/NOITE.

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DA CENA 10, CAPÍTULO 2.

Ambulância parada ali. Movimentação de pessoas ainda é crescente. Marinho ajuda Jasmim e, ao se virar, ele percebe Marcos.

MARINHO incrédulo: Marcos?!

Marinho segue  Marcos, com o olhar esperançoso. Sua expressão muda, sério, fica aflito.

MARINHO sussurra para si: São Eles!

A CAM mostra Fonseca e Tonhão, capangas de Olavo.

Funde com:

CENA 02. GALPÃO. INT. EXT./NOITE.

Trilha de Tensão. Suspense. Marcelo correndo, desespero. Ele já cansado de tanto correr, se encosta em uma das paredes.

Em outro corredor, Fonseca e Tonhão com armas em punho. Eles atentos.

FONSECA: É pra matar!!!

Tonhão assente com a cabeça em sinal positivo.

Barulho. Tonhão mira a arma para uma direção e dispara.


Corta para:

CENA 03. FACHADA DA FLORICULTURA. EXT. DIA/NOITE.

Continuação da cena 01. Marinho sai do transe.

Marinho assustado: Eles!? Eles querem me matar!

Marinho se desvencilha de Jasmim e sai sem falar nada.

JASMIM: Ei... 

Close em câmera lenta das mãos deles se desvencilhando.

Corte descontínuo. Ambulância ali no local. Osm paramédicos atendem Jasmim ali mesmo. Conversa já iniciada. Margarido e Gardênia por ali. Margarido se aproxima da filha.

JASMIM: Só foi um susto. Um pequeno arranhão!

MARGARIDO: Pensei que perderia você, minha princesa!

JASMIM: Não exagera, papai. Estou ótima e pronta para outra.

GARDÊNIA: Não fale uma asneira dessa, garota!

Leonardo se aproxima da moça,  preocupado, solicito.

LEONARDO: Eu,primeiramente, queria pedir desculpas pelo incidente. Eu posso ressarci-los pela perda...

JASMIN: Está desculpado. Não precisa ficar cheio de remorsos. Acontece. Aliás, você nem encostou um sequer do carro em mim. Pode ficar tranquilo. Eu que te peço desculpas por entrar em sua frente. Foi apenas um susto.

LEONARDO: Se precisar de qualquer coisa me telefona. Remédio, hospital.

Helena se aproxima, furiosa.

HELENA: Mas eu quero!

Helena e Leonardo se olham fixamente, se desafiando. Tensão.

Corta para:

CENA 04. SALA DE ESTAR/CASA DE TÔNIA. INT. NOITE.

(Continuação da cena 09, cap. 2) Solange e Tônia em conversa já iniciada. Solange apreenssiva, pouco perturbada. Em segundo plano, Zu escorada na porta da cozinha, com o pano de prato nos ombros, só atenta a conversa.

SOLANGE: Eu peço desculpas por aparecer assim, de noite. Mas é urgente, senhora. O meu senhorio eu quase que abusou de mim...

TÔNIA: Que isso? Meu Deus! Você deveria te-lo denunciado, ter feito algo.

SOLANGE: Fiquei com tanto medo! (Chora)

TÔNIA: Acalme-se querida, acalme. (para Zu) Ande, Zu! Pegue um copo de água, água com açúcar.

Zu vai até a cozinha.

SOLANGE chorosa: Por favor, Dona Antônia. Por favor, eu só peço uma casa, um abrigo.

Tônia tocada. Zu volta e serve Solange. Solange se debulha em lágrimas. Zu apenas observa, indignada, não acreditando muito.

Corta para:


CENA 05. RIO DE JANEIRO. DIA.

Stock-shots. O Amanhecer do Corcovado, algumas vias principais da cidade com tráfego aumentando a cada minuto que o dia vai raiando. Ao som de "Bam Bam - Camila Cabello, Ed Sheeran".

CENA 06. VILA DO CATETE. DIA. EXT.

Ainda ao som de "Bam Bam - Camila Cabello, Ed Sheeran". A CAM acompanha um caminhão de mudanças em movimento. Ele estaciona em frente a uma das residências da vila.

Margarido e Jerônimo por ali. Jerônimo sai de dentro da sua banca e Margarido se aproxima.

MARGARIDO: Gente nova no pedaço, compadre!

JERÔNIMO: Será  que vai dar bom?

Solange desce do lado carona do caminhão, simpática.  Ela sorri. Corta para Zu chegando ds compras e se aproximando de Margarido e Jerônimo.

ZU: Tá um absurdo o quilo do alho! Daqui a pouco estará a 30 reais! Credo.

MARGARIDO: É um absurdo mesmo.

JERÔNIMO: Tá sabendo da novidade? Quem é  a moça?

ZU: Uma tal de Solange. Não gostei. Meu santo não bateu com o dela.

JERÔNIMO: Deu porrada, né? Nem conhece e já tá assim...

ZU: Não gostei nem um pouco!

JERÔNIMO: Isso é preconceito, implicância.

ZU: Aff.

Zu sai fazendo muxoxo. Margarido e Jerônimo riem, voltam a seus afazeres. A CAM em palno geral mostrando alguns homens tirando caixas e outras coisas do caminhão.

Corta para:

CENA 07. SALA/COZINHA AMERICANA/ CASA DE MARINHO. INT. DIA.

Rosa colocando a garrafa térmica sobre a mesa. Pedro e Marinho vem abraçados, cúmplices, estes vindo do quarto.

PEDRO: Tenho muito orgulho, sinto uma imensa alegria de ter você como meu pai. Te amo, cara!

MARINHO: Eu que sou feliz por ter vocês perto de mim.

Close neles três se olhando felizes, gratos.

ROSA: Que clima emocionante é  esse, gente?

PEDRO: Hoje completa oito anos que o Marinho se tornou meu pai, teu marido. Eu quando ficar mais velho, quero ser como você: um exemplo.

ROSA nota: Não vai pra pesca hoje, Marinho?

MARINHO em tom misterioso: Eu preciso resolver algumas coisas...

Pedro olha para o visor do celular. Toma um gole de café.

PEDRO: Atrasado para o cursinho. Tchau família!

ROSA: Vai nem tomar o café direito, menino. Reforça esse café, Pedro.

Pedro sai, às pressas, com sua mochila sobre os ombros. Rosa e Marinho ali. Rosa se aproxima.

ROSA: Não foi a pesca? O que foi, hein?!

MARINHO revela : Meu irmão, eu vi o meu irmão.

Rosa surpresa.

Corta para:

CENA 08. QUARTO/APART. DE STELLA. INT. DIA.

Stella se olhando no espelho. Olavo jogado na cama depois de uma manhã de sexo.

STELLA: Não esperava que você viesse me procurar logo cedo, querido! Paulinha, não tá dando conta, é?

OLAVO: Aquela songamonga não é nada perto de você. Nós dois juntos, meu amor, é fogo e gasolina. Vamos dominar o Mundo!

STELLA (risos): É o que espero. Tanto tempo dando golpezinho bobo.

OLAVO: Você é especialista nesses golpes em idosos. Rata que fala, né?

STELLA: Nunca fomos pegas pela polícia. Isso é um luxo! Solange já está na mira da mais nova vítima.

OLAVO: Nossa vidinha tá confortável demais, lora! Sabe que, às vezes, tenho medo de tudo dar errado.

STELLA: Errado? Nunca deu, meu amor. Anos que você se apossou do escritório Lira Muniz, tem uma vida confortável ao lado daquela parasita,... Que mais?

OLAVO: Eu sempre quero mais, cachorra! Eu não vou me contentar com pouco! Eu quero mais e mais, e nós dois juntos, meu amor, seremos imbatíveis.


Olavo (Marco Ricca) e Stella (Letícia Spiller) brindam com champanhe aos risos.


Corta para:

CENA 09.SALA/COZINHA AMERICANA/ CASA DE MARINHO. INT. DIA.

Continuação cena 07. Rosa e Marinho ali. Rosa ainda surpresa.

ROSA: Isso é impossível, Marinho. O seu irmão? Você não disse que sua família sempre morou em São Paulo?

MARINHO: Falei. Nós somos paulistas, mas não entendi nada. Fiquei surpeso de ver meu irmão. Um misto de sentimentos.

ROSA: Era teu irmão, mesmo? Pode ser alguém parecido, sei lá.

MARINHO: Eu tenho certeza! Era ele! Os capangas, os homens que tentaram me matar, eles estavam lá. Eu vi.

ROSA preocupada: Meu Deus, Marinho. Isso é perigoso, meu amor.

MARINHO determinado: Eu vou descobrir tudo que aconteceu com a minha família, custe  que custar!

Marinho olha para o horizonte, determinado. Rosa mostra-se preocupada.

Corta para:

CENA 10. SALA/COBERTURA DE TERESA. INT. DIA.

Teresa desce o lance de escadas, aflita, preocupada. Lia por ali, sentada, mexendo no celular.

TERESA: Seu irmão não voltou. Desde ontem sem dar nenhum notícia.

LIA: Calma vovó!

TERESA: Isso é culpa do seu pai, que tanto você baba.

Ivete vem da cozinha.

IVETE: Dona Teresa não é melhor a senhora tomar um chá para se acalmar.

TERESA: Chá! Chá! Eu não quero nada. Só quero meu neto aqui! (Para Lia): e você,  vá tomar seu desjejum!

Lia sai para a sala de jantar junto de Ivete. Campainha toca, Ivete volta para atender.

TERESA deduz: Ai meu Deus! Será que é Leandro?

Ivete abre a porta. Teresa se volta para a porta.

TERESA irritada: Você!?

A CAM revela Leonardo. Os dois se encaram. Teresa raivosa.

A cena congela, um esfumaçado azul, como se fosse uma neblina.

FIM DO CAPÍTULO 




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