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Destinos Ligados - Capítulo 10

 Capítulo 10:

- No capítulo anterior:

MARIA EDUARDA: Marcela! (Maria Eduarda gritava o nome da prima extremamente desesperada).

(Maria Eduarda correu em direção da prima, tentando se proteger como conseguia do tiroteio).

MARIA EDUARDA: Marcela, fala comigo, me diz que tá viva, pelo amor de Deus!
MARCELA: Meu braço, tá doendo muito!
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MALU: (Tenta aquecer os braços com as mãos).
RENATA: O que foi?
MALU: Não sei, de repente me veio um calafrio, você não sentiu?
RENATA: (Renata coloca a xícara de café em frente a Malu, em sua mesa) Não, eu não senti.
MALU: Estranho, é como se fosse uma sensação de angústia, como se alguém estivesse em perigo.
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MÉDICO: Os familiares da paciente Marcela Barros Pereira?
MARIA EDUARDA: Eu, eu sou a prima dela. Como ela está doutor?
MÉDICO: Fora de perigo! A bala atingiu o braço dela de raspão, não atingiu nenhuma artéria ou órgão vital. Fizemos uma sutura e dentro de alguns minutos ela será liberada.
MARIA EDUARDA: Graças a Deus! Eu posso vê-la?
MÉDICO: Claro, me acompanhem!

(Maria Eduarda, Miguel e o Médico entram na sala em que Marcela está, logo após, Alfredo e Antônio aparecem na recepção, sem imaginar a presença da filha de Malu).
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MIGUEL: Deixa de bobagem, Doutor Alfredo e vamos lá no quarto, que irei te apresentar as duas.

(Miguel e Alfredo caminham por um extenso corredor do hospital até chegarem ao quarto onde Marcela estava).

MIGUEL: (Abre a porta do quarto) Meninas, esse aqui é o meu tio Alfredo, diretor do hospital!

    - Fique agora com o capítulo de hoje!


Cena 01 – Hospital Paulo Toledo [Interna/Noite]

(Alfredo e Miguel entram no quarto de Marcela e se surpreendem)

ALFREDO: Ué, onde elas estão?
MIGUEL: Elas estavam aqui, eu as deixei aqui enquanto ia comprar um café.

(Uma enfermeira entra no quarto).

MIGUEL: Enfermeira, você viu as duas moças que estavam aqui?
ENFERMEIRA: Sim, o médico deu alta e elas duas foram embora, tem alguns minutos isso.
MIGUEL: Embora, mas assim?
ALFREDO: (Toca no ombro de Miguel) É meu sobrinho, não será dessa vez que conhecerei suas duas amigas.
MIGUEL: É, não vai mesmo... (Lamenta).

Cena 02 – Jardim Saúde (Cortiço) [Interna/Noite]

(Maria Eduarda e Marcela caminham lentamente até adentrar no cortiço).

MARIA EDUARDA: Eu não gostei nenhum pouco da forma como você quis sair do hospital sem se despedir, o Miguel nos ajudou muito, além disso, por conta da sua imprudência hoje você quase morreu.
MARCELA: Não reclama Eduarda, aquele homem é um estranho, nós mal o conhecemos, não temos tanta obrigação assim.

(Gigi observa as duas através da janela da sala de casa, enquanto Mercedes e Jorginho assistem a novela).

GIGI: Tem duas moças paradas aqui em frente, a senhora está esperando alguém?
MERCEDES: Estranho, não estou esperando ninguém.
JORGINHO: Será que estão me procurando? (Jorginho se gaba).
GIGI: É muita prepotência mesmo, hein borracheiro? Quem teria a pachorra de vir te procurar? Cai na real!
MERCEDES: É melhor eu dar uma olhada! (Mercedes se levanta do sofá e observa Maria Eduarda e Marcela pela janela).
GIGI: Elas parecem perdidas!
MERCEDES: Eu vou lá fora vê o que elas querem!

(Mercedes, Gigi e Jorginho saem de casa e encontram Maria Eduarda e Marcela na porta de casa).

MERCEDES: Estão procurando alguém?
MARIA EDUARDA: Estamos sim, nós somos de Alagoas. Estamos nos mudando pra cá, alugamos o apartamento 104. Pretendíamos chegar mais cedo, mas por conta do confronto entre a polícia e bandidos no túnel, acabamos nos atrasando. A senhora conhece o proprietário, ele mora por aqui?
MERCEDES: É o seu Josafá, ele não mora aqui não. Para a sua sorte, ele me avisou que vocês estavam para chegar e deixou a chave do apartamento comigo, Jorginho meu filho, tá em cima da geladeira, pega pra mim por favor.

(Jorginho pega a chave do apartamento, Mercedes então abre o apartamento e mostra o local as meninas).

MERCEDES: (Acende a luz ao abrir a porta) Bem, está entregue garotas!
MARIA EDUARDA: (Entra com Marcela) Muito obrigada, senhora. Como é mesmo o seu nome?
MERCEDES: Eu me chamo Mercedes, ele é o meu filho Jorginho e ela é a minha sobrinha, Gigi.
MARIA EDUARDA: Eu me chamo Maria Eduarda e essa daqui é a minha prima Marcela.
MERCEDES: Ela se machucou no tiroteio? (Mercedes aponta para o braço de Marcela que está numa tipoia).
MARIA EDUARDA: Sim, ela foi atingida por uma bala perdida, mas graças a Deus foi de raspão.
MERCEDES: Sei e vocês já jantaram?
MARIA EDUARDA: Ainda não, acho que vamos nos acomodar primeiro e depois comprar algo.
MERCEDES: Comprar? Nem pensar. Vocês vão jantar lá em casa!
MARCELA: Na sua casa?
JORGINHO: É garota, aproveita que a minha mãe fez um rango!
GIGI: (Resmunga em voz baixa) Gorduroso!
MERCEDES: Eu não aceito não como resposta.
MARIA EDUARDA: Bem, já que vocês insistem, nós aceitamos!

(Mercedes e Jorginho comemoram que Maria Eduarda tenha aceito o convite para jantar).

Cena 03 – Mansão Germai (Sala de estar) [Interna/Noite]
(Malu está sentada no sofá com o notebook no colo trabalhando quando Alfredo chega acompanhado de Miguel).

MALU: Alfredo!
ALFREDO: Sim e com companhia, esse é o meu sobrinho, o mesmo que você entrou em contato.
MIGUEL: (Estende a mão)É um prazer conhecê-la, cheguei na cidade há alguns meses e ainda não tinha vindo aqui. Luís Miguel Fonseca, investigador!
MALU: (Aperta a mão de Miguel) Maria Lúcia Germai de Bittencourt, mas pode me chamar de Malu. Pode sentar!

(Os três se acomodam nos sofás da sala).

MIGUEL: A senhora gostaria de contratar os meus serviços como investigador, correto?
MALU: Exatamente. Quero que encontre uma pessoa!
MIGUEL: E quem seria essa pessoa?
MALU: Minha filha, ela se chama Isabela.
MIGUEL: (Estranha e olha para Alfredo) Filha?
MALU: Exatamente. Eu tive gêmeas antes do casamento, Isabela e Ingrid. Eu vou tentar resumir a história, eu sofri um acidente de carro quando elas tinham poucos dias de vida. Foi tudo muito rápido, mas eu consigo lembrar com precisão de como tudo aconteceu. Uma mulher estava no carro que bateu no meu e causou o acidente, então ela desceu dizendo que iria me ajudar e retirou do carro a Isabela e desapareceu com ela. O carro acabou caindo num barranco e eu fiquei alguns dias em coma, quando acordei, não haviam rastros nem da mulher, nem a minha filha. Há mais de vinte e cinco anos eu busco localizar a minha filha.
MIGUEL: (Fica surpreso) Nossa, que história. Onde foi que isso aconteceu?
MALU: Em Alagoas, nordeste do país. (A voz de Malu embarga).
MIGUEL: É, trata-se de um caso complexo devido o tempo em que ocorreu...
MALU: (Segura as mãos de Miguel) Por favor, me ajude a encontrar a minha filha, há vinte e cinco anos eu sou uma mulher incompleta, diga que vai me ajudar, por favor!

(Miguel olha para Malu com um semblante sério).

** ABERTURA / VINHETA **

Cena 04 – Jardim Saúde (Casa de Mercedes) [ Interna/Noite]
(Todos estão sentados a mesa observando Maria Eduarda e Marcela jantarem enquanto Maria Eduarda conta os motivos que as trouxeram para São Paulo).

MERCEDES: Minha nossa, que história. Parece até novela! Sabe que eu vi no seu olhar assim que você chegou?
MARIA EDUARDA: Viu o que?
MERCEDES: Eu vejo que a sua vida vai mudar da água para o vinho, existem pessoas, uma família para ser exata e um rosto, como reflexo no espelho, iguais como duas gotas d'água.
MARIA EDUARDA: (Olha confusa para Mercedes).
GIGI: Não se assusta não fofa, minha tia é que nem cão que ladre e não morde, sabe? Cartomante aposentada, mas me fala, como pretende fazer para encontrar o paradeiro da sua suposta mãe biológica?
MARIA EDUARDA: Eu ainda não sei, fiz tudo meio impensado, mas eu vou dar um jeito de descobrir onde ela vive, onde mora, onde trabalha. Eu vou encontrá-la, nem que precise ir até a polícia!
MERCEDES: Como disse que ela se chama mesmo?
MARIA EDUARDA: É Maria Lúcia... Maria Lúcia Germai!
MERCEDES: É, definitivamente eu não conheço nenhuma Maria Lúcia.
JORGINHO: Eu também não lembro de ter atendido ninguém com esse nome na minha borracharia.
GIGI: Engraçado, esse nome não me é estranho... Maria Lúcia Germai... (Gigi fica maquinando, tentando encontrar na mente de onde conhece esse nome).
MARCELA: O jantar estava delicioso Dona Mercedes, obrigada. Vamos Maria Eduarda? Eu gostaria de tomar um banho e descansar um pouco, o dia foi muito atribulado, ainda estou um pouco nervosa.
MARIA EDUARDA: É melhor mesmo, já incomodamos demais. (Maria Eduarda e Marcela levantam).
MERCEDES: Que bobagem, meninas! Estamos as ordens, o que precisar, podem bater aqui. Seremos ótimas amigas!

(Maria Eduarda e Marcela vão embora).

MERCEDES: Vamos ver se agora você toma jeito Jorginho e se interessa por alguma delas, pois elas parecem ser bem decentes, ideal para nora. Não quero piriguete na minha casa, ouviu bem?
JORGINHO: Que é isso mãe? Eu não pego piriguete!
GIGI: Enfim alguém para concordar comigo, obrigada Deus!

(Jorginho e Gigi começam a discutir, enquanto Mercedes ignora os dois e retira os pratos da mesa e vai até a cozinha, deixando-os sozinhos).

Cena 05 – Flat de René [Interna/Noite]

(René sai do banho enrolado numa toalha, enquanto Ingrid permanece deitada na cama seminua).

RENÉ: Eu estava pensando, acho que sei de alguém que possa fazer o trabalhinho que você quer...
INGRID: Encontrar uma suposta irmã morta? Quem seria?
RENÉ: Ele já fez alguns trabalhos para mim, que não vem ao caso agora. Ele se chama Garibaldi!
INGRID: Garibaldi? Que nome de bandido pé de chinelo é esse? Ele tirou de algum filme da sessão da tarde?
RENÉ: Vai rindo, você não sabe do que ele é capaz. Por dinheiro, ele mataria até a própria mãe!
INGRID: A própria mãe? (Fica pensativa).
RENÉ: Que foi? Ficou pensativa de repente.
INGRID: Nada... Se ele seria capaz de matar a própria mãe por dinheiro, quem dirá uma simples irmã, caso ela apareça! (Ingrid cai na risada).

Cena 06 – Jardim Saúde (Apartamento de Maria Eduarda, Quarto) [Interna/Noite]
(Marcela e Maria Eduarda estão deitadas, cada uma em sua respectiva cama. Maria Eduarda olha algumas fotografias dos pais e recortes dos jornais colecionados pela mãe, Rosana).

MARIA EDUARDA: (Fala olhando para a foto de Rosana) Ai mãe, o que será que me espera ao começar a desvendar essa história... Será que estou no caminho certo? Me ajuda a encontrar uma luz para descobrir minha verdadeira história, só quero saber quem realmente sou.
MARCELA: Agora é tarde para desistir. Já que está na chuva é para se molhar!
MARIA EDUARDA: Eu não vou desistir.
MARCELA: (Senta na cama) Não está conseguindo dormir?
MARIA EDUARDA: (Senta também) Depois de um dia como esse que vivemos hoje, é um pouco difícil pegar no sono, não acha?
MARCELA: A baleada aqui sou eu, eu que deveria está com insônia. Do que você tem medo? De que se essa mulher seja sua mãe e não goste de você?
MARIA EDUARDA: Não sei, talvez tenha um pouco disso. Ela deve está casada, ter outros filhos. Esses recortes de jornais falam tão pouco, são tão confusos, estão incompletos.
MARCELA: Eu aposto que se ela for a sua mãe biológica que ela deve ser uma mulher incrível. Com certeza nunca deixou de te procurar e até hoje deve está tentando te encontrar.
MARIA EDUARDA: Tomara! Será que eu tenho irmãos? Eu sempre quis ter vários irmãos, a experiência mais próxima que Deus me deu disso foi você, somos mais que primas, você é a irmã que eu não tive.
MARCELA: Você também! (As duas dão as mãos).
MARIA EDUARDA: Eu sei que já disse isso diversas vezes, mas é inevitável não dizer de novo, obrigada por embarcar comigo nessa história maluca!
MARCELA: Eu vou ficar sempre ao seu lado, sempre!

Cena 08 – Jardim Saúde (Casa de Mercedes, Quarto de Gigi) [Interna/Noite]
(Gigi está deitada na cama manuseando seu notebook)

GIGI: (Relembra a conversa do jantar onde Maria Eduarda cita o nome da sua suposta mãe) Esse nome não me é estranho...

(Gigi digita o nome que Maria Eduarda mencionou durante o jantar num site de buscas da internet, porém o sina da internet oscila e é interrompido).

GIGI: Droga de internet, nunca funciona quando preciso. Esse nome é familiar, mas de onde eu já ouvi falar? Onde? Eu não consigo lembrar...

(Gigi continua tentando lembrar onde ouviu falar o nome da mãe de Maria Eduarda, porém não consegue recordar).

Cena 09 – Mansão Germai (Jardim) [Externa/Noite]

(Alfredo acompanha Miguel até a saída, enquanto conversam sobre o caso do desaparecimento de Isabela).

ALFREDO: Falando francamente, você acha que é possível encontrar a filha da minha esposa?
MIGUEL: Tio, é difícil, mas não impossível. Eu vou me esforçar!

(O carro de Ingrid se aproxima da entrada da casa e estaciona na garagem. Ingrid desce do carro, ativa o alarme e caminha em direção a mansão).

MIGUEL: Essa mulher... Eu conheço ela!
ALFREDO: Conhece? Acho meio difícil, ainda nem apresentei vocês. A não ser que você conheça da internet, ela é famosa no exterior.
MIGUEL: Conheço sim, o nome dela é Maria Eduarda!
ALFREDO: Maria Eduarda? Que história é essa? O nome dela é Ingrid, é a filha mais velha da Malu.
INGRID: Boa noite! (Fala ao se aproximar).

(A imagem foca em Miguel espantado com a semelhança entre Ingrid e Maria Eduarda, a cena congela e o capítulo encerra com o som de uma câmera fotografando).
Trilha Sonora Oficial – Destinos Ligados (Spotify): http://twixar.me/Jk21 


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