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Na Boca Do Povo Capítulo - 36

 

 

Capítulo 36

Cena 01 – Ruas de São Paulo [Externa/Noite]

(Surpreso com a presença de Laís, Ângelo fica completamente desnorteado com a presença de Laís).

 

ÂNGELO: Amiga da Suzana? Claro... Eu sabia que ela morava com uma amiga, só não sabia que era você.

LAÍS: É, sou eu mesma. A Suzana te admirava muito, diria até que ela nutria algo muito especial por você.

ÂNGELO: A Suzana era realmente uma mulher encantadora, não merecia morrer de forma tão trágica.

LAÍS: Eu vim falar com você justamente sobre isso. Porque depois do que você ouvir e ver o que eu vim te entregar, acredito que também passará a achar que ela não morreu vítima da violência urbana.

ÂNGELO: Como assim? O que você está querendo insinuar com isso? (Questiona).

LAÍS: Quem dera fosse só uma insinuação, mas lamentavelmente não é. Temos muito o que conversar, podemos ir para algum lugar mais reservado? Eu me sinto um pouco insegura depois de tudo o que aconteceu com a Suzana.

ÂNGELO: Claro, me dá só um minuto, eu vou buscar o carro e nós já vamos. É rápido! (Ângelo corre até a garagem para encontrar com o manobrista e pegar seu carro novamente).

LAÍS: Está bem, eu te espero aqui! (Responde).

 

 

Cena 02 – Umbu-Cajá, Restaurante Nordestino [Interna/Noite]

Música da cena: Não Esqueço – Niara e Pabllo Vittar

(O movimento no restaurante estava intenso, os clientes comiam enquanto conversavam. Ítalo e Zeca tratavam de servir os clientes e atender aos novos que estavam chegando).

 

ÍTALO: Certo, a senhora vai querer uma carne de sol na nata e o senhor? (Pergunta enquanto anota o pedido).

CLIENTE: Eu vou querer um guisado desse de carne de bode e um pirão para acompanhar, pode trazer a salada também e os demais acompanhamentos.

ÍTALO: Tudo bem, o pedido estará pronto dentro de instantes e logo traremos para a mesa. Se precisarem, podem chamar. Com licença! (Leva o pedido até a cozinha e ao retornar para o salão, nota Enrico atravessando a rua na companhia de Lola/Amara).

ZECA: (Se aproxima do filho ao notar que ele está observando Enrico) Ele não vai voltar para você se você continuar de braços cruzados. Você precisa vencer esse medo e provar para ele que mudou, que você está com ele.

ÍTALO: Ele não quer me ver, painho. Como eu vou fazer? (Questiona).

ZECA: Ele te disse isso no calor da emoção, já faz algum tempo e talvez a cabeça dele já tenha esfriado e ele esteja refletindo um pouco melhor sobre o assunto. Porque você não segue os conselhos do papai e tenta lutar pelo o que sente?

ÍTALO: (Volta ao trabalho enquanto conversa com o pai) Engraçado o senhor falar isso, logo o senhor que não sai desse chove não molha com a italiana. Painho, todo mundo sabe que vocês se gostam, só vocês acham que estão se envolvendo às escondidas. O que está faltando para essa história engrenar de vez?

ZECA: Oxente e eu num tava falando sobre tu, menino? (Muda de assunto).

ÍTALO: Na realidade estávamos falando sobre conselhos amorosos e esses conselhos também te cabem, não negue. Agora se me permite, vou servir a mesa nove! (Ítalo pega uma bandeja e vai até a mesa servir os pratos).

ZECA: Até parece que a carcamana vai largar o osso e mostrar pra todo mundo que gosta de mim. Essa história cada vez mais esfria! (Comenta consigo mesmo).

 

Cena 03 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Noite]

(Cada vez mais deprimida, Luiza Helena estava evitando sair do quarto. Sua válvula de escape era sempre Eva, que dava um jeito de sempre se manter perto).

 

EVA: (Entra com uma bandeja) Com licença! Como você não desceu para jantar, eu trouxe uma sopinha com torradas. É bem leve e vai te fazer bem, você anda muito tristinha.

LUIZA HELENA: (Vai até Eva e segura a bandeja) Você sempre me mimando como se fosse a minha própria mãe.

EVA: Na verdade eu sou a única nessa casa que sabe o que você está vivendo e sei o quanto está se sacrificando em nome das pessoas que ama, mas eu vou te dar um conselho.

LUIZA HELENA: (Acomodada em uma pequena mesa próxima a janela, Luiza Helena provava a sopa) Qual conselho?

EVA: O Evandro é muito soberbo, se acha mais esperto do que tudo e todos, dance conforme o jogo dele. Deixe que ele pense que você está colaborando, dê corda que ele vai acabar se enforcando. Assim, no momento certo você neutraliza o inimigo.

LUIZA HELENA: Eu estive pensando nisso! Na realidade tento ter estomago e coragem de não fugir daqui levando a minha filha para longe...

EVA: Não faça isso, agora não é momento para impulsividades. Lembre-se que o que ele mais ama nesse mundo é o dinheiro e você é essa fonte. Onde você for, ele irá atrás. Não é uma boa ideia fugir!

(Nesse momento ouvimos vozes no andar térreo da mansão, trata-se de Evandro que acabara de chegar da revista).

EVANDRO: Meu amor, você está aqui? Eu estava com saudades! (Diz ao entrar no quarto).

EVA: (Assim como Luiza Helena, Eva se manteve em silêncio quando Evandro adentrou no quarto).

EVANDRO: Ué, porque ficaram mudas? Não me digam que estavam falando sobre mim? (Debocha).

EVA: Na realidade não, senhor. Temos assuntos mais interessantes! (Responde alfinetando Evandro).

EVANDRO: (Encara Eva) Sabia que eu não suporto essa maneira petulante como você me olha? A primeira coisa quando eu me casar com a Luiza Helena e me tornar o dono dessa casa será mudar o quadro de empregados, começando por você.

LUIZA HELENA: Sinto muito em te decepcionar, Evandro, mas isso não vai acontecer. A Eva é funcionária dessa casa há muitos anos, além de amiga pessoal do Demétrio, ela vai ficar. Além disso, o nosso casamento vai demorar muito a acontecer, felizmente! (Rebate).

EVANDRO: Agora quem vai ter que te decepcionar sou eu! Como eu te disse antes, quem tem dinheiro, tem tudo. Molhei algumas mãos e consegui um juiz de paz disponível para amanhã no fim da tarde, ou seja, em menos de 24 horas estaremos casados!

LUIZA HELENA: (Assusta-se) Como assim, tão rápido?

EVANDRO: Sabia que você iria gostar da novidade, por isso vim correndo te contar. Será uma cerimônia bem intima, tomei a liberdade de convidar pouquíssimas pessoas. Você vai querer chamar alguém? Tipo a corja da Mooca, o pintor? (Ironiza).

LUIZA HELENA: Agora que você já se deu ao trabalho de vir me avisar, pode se retirar. Preciso ficar sozinha, será que eu posso?

EVANDRO: Claro, eu imagino que você precisa de um pouco de tempo para resolver as coisas, questão de vestido, cabelo... Mas não se preocupe, pode pedir para que os profissionais venham até aqui, eu pago! Agora eu já vou, até amanhã minha futura esposa. (Evandro vai na direção de Luiza Helena para beijá-la no rosto, mas ela desvia. Em seguida ele sorri e vai embora).

LUIZA HELENA: (Respira fundo) E agora? O que eu vou fazer? Eu não quero casar com esse homem asqueroso...

EVA: Calma, minha filha. É justamente isso que ele quer, que você se desestabilize! Não dê esse gostinho a ele, seja forte.

LUIZA HELENA: (Olha para a mesa e avista o prato de sopa e um copo com água) Ah! (Grita, pega o copo e o joga contra a parede).

(Do corredor enquanto se prepara para descer, Evandro não dá a mínima para a crise de Luiza Helena).

EVANDRO: (Tira o celular do bolso e digita uma mensagem).

(Focamos na tela do celular e podemos ler a troca de mensagens).

“Evandro: Onde você está?

Tamara: Na academia aqui embaixo, perto da piscina.

Evandro: Estou indo até aí, me espera!”

EVANDRO: (Guarda o celular no bolso e sorri de forma maliciosa enquanto desce a escada).

 

Cena 04 – Restaurante Le Vielmont [Interna/Noite]

(Com música ambiente, o restaurante de comida francesa estava com um clima bastante agradável. Em uma mesa afastada, Ângelo e Laís conversavam sobre Suzana).

 

ÂNGELO: Pronto, para lhe ser sincero eu não acho que alguém nos encontre aqui. O que está acontecendo?

LAÍS: Eu vou ser direta e sem rodeios! Antes de morrer, a Suzana descobriu arquivos comprometedores na revista e sinceramente eu acredito que isso tenha ocasionado a sua morte tão repentina.

ÂNGELO: (Estranha) Arquivos? Que tipo de arquivos você está falando e a quem pertenciam esses arquivos).

LAÍS: (Abre a bolsa que estava pendurada na cadeira e pega um pen-drive, em seguida ela o entrega para Ângelo) As suas respostas estão todas aqui!

ÂNGELO: Nesse pen-drive? (Segura o objeto).

LAÍS: Isso mesmo! Eu não quis olhar os arquivos para não me envolver ainda mais nessa história, mas eu tenho as minhas suspeitas pelo o que ouvi a Suzana falar na véspera do assassinato. Na verdade, eu apostaria em um nome!

ÂNGELO: Acho que estou começando a entender o que está acontecendo aqui e quem seria capaz de uma monstruosidade dessas. O nome que você está querendo me dizer é Evandro Britto?

LAÍS: Exatamente! (Responde concordando).

ÂNGELO: (Segura o pen-drive e aperta-o em sua mão).

 

Cena 05 – Apartamento de Glória [Interna/Noite]

Música da cena: Best Part – Daniel Caesar e H.E.R.

(Fernanda entrou em seu quarto carregando consigo algumas sacolas de compras. Em seguida, sentou-se na cama e começou a desembrulhar roupas de bebê).

 

FERNANDA: (Olha as roupinhas enquanto pensa em voz alta) Você vai ficar tão lindinho usando essas roupinhas, bebê. Ainda não comprei muita coisa, mas ainda temos tempo para comprar tanta coisa linda... (Em seguida, pousou a roupinha em seu colo e começou a se lembrar de Ângelo).

FLASHBACK

(Fernanda se recorda de uma conversa que teve com Ângelo).

FERNANDA: As vezes eu me pergunto se mereço tanto carinho vindo da sua parte. Você é um cara incrível, merece uma mulher que te ame na mesma intensidade.

ÂNGELO: Eu já disse que não tenho pressa. O meu amor por você é grande, cabe você e o seu filho. Eu posso ser um pai para essa criança, se você quiser! (Responde).

FERNANDA: Você é o melhor amigo do mundo, sabia? Queria muito poder responder a esse amor que você sente por mim. Talvez um dia eu consiga, não sei o que esperar do destino, mas por hoje eu sou completamente grata por você estar aqui comigo! (Estende a mão para Ângelo).

ÂNGELO: (Segura a mão de Fernanda) Eu não vou soltar a sua mão, te prometo.

FIM DO FLASHBACK

Atualmente.

FERNANDA: Ué, porque eu estou pensando nisso agora? Fernanda, Fernanda... Acorda pra vida, garota! (Fala sozinha e em seguida joga-se na cama).

 

Cena 06 – Mansão Martins de Andrade [Externa/Noite]

(Apoiada em um dos equipamentos da academia e de costas quando Evandro entra).

 

TAMARA: Lembrou de mim? Que milagre! Você agora só quer saber da sonsa da Luiza Helena!

EVANDRO: Não me diga que você está com ciúmes? Eu tenho idade para ser o seu pai. (Diz ao se aproximar de Tamara).

TAMARA: (Vira-se e olha Evandro) Mas não é... Você é homem, eu sou mulher. Tá muito mais na cara que eu combino bem mais com você do que a aquela água de salsicha da Luiza Helena!

EVANDRO: (Agarra Tamara bruscamente e os dois se beijam ardentemente).

(Do lado de fora, Betinha estaciona o seu carro após voltar da casa de Rafael).

BETINHA: (Desce do carro e ativa o alarme. Em seguida enquanto caminha, procura o celular na bolsa quando ouve um barulho vindo do interior da academia) Ué, que barulho foi esse? Tem alguém aí? (Grita parada na porta da academia).

(Escondidos, Evandro e Tamara ficam em silêncio enquanto pensam em como escapar de Betinha).

 

 

Cena 07 – Mansão Martins de Andrade [Externa/Noite]

(Betinha estranha o barulho na academia e fica inquieta).

 

BETINHA: Eu estou falando, tem alguém aí? (Repete observando a academia com as luzes apagadas).

TAMARA: Sou eu amiga! (Surge em meio a escuridão).

BETINHA: Nesse escuro? Não me diga que é uma nova modalidade de treino? O que você estava fazendo nesse escuro, Tamara?

TAMARA: Eu vim espairecer a cabeça, acabou escurecendo e eu perdi a hora.

BETINHA: Sei! Mania esquisita essa, né? (estranha).

TAMARA: Ai amiga, você sabe como eu sou doidinha. Não liga pra mim! Me conta, se acertou com o Rafael? (Muda de assunto).

BETINHA: Felizmente deu tudo certo e nós estamos juntos de novo...

TAMARA: Ah, que maravilha! Eu estou com uma fome, o que você acha de beliscarmos alguma guloseima na cozinha enquanto você me conta como foi?

BETINHA: Está bem, eu topo!

TAMARA: Então vamos! (Tamara deixa a academia e encosta a porta. Em seguida, caminha em direção à mansão).

BETINHA: (Olha para a academia novamente e fica desconfiada).

TAMARA: Vem amiga! (Grita).

BETINHA: Eu já vou, já vou. (Apressa os passos e acompanha Tamara até o interior da mansão).

(Em seguida, no interior da academia Evandro sai de onde estava escondido. Ele havia se escondido dentro da sauna e estava completamente suado).

EVANDRO: Impressionante como essa bastardinha está sempre cruzando o meu caminho. Tomara que ela arrume o que fazer, porque eu odeio pessoas intrometidas no meu rastro. (Fala consigo mesmo enquanto seca o suor).

 

Cena 08 – Flat de Ângelo [Interna/Noite]

Música da cena: Fogo – Karin Hils

(Imagens noturnas da cidade são apresentadas. Em meio as grandes avenidas, podemos ver as luzes nos prédios da capital paulista. Em seguida surge a fachada do prédio onde fica o flat que Ângelo mora).

 

ÂNGELO: (Abre a porta do flat rapidamente e em seguida começa a procurar pelo seu laptop) Cadê, onde foi que eu deixei esse laptop?

(Ângelo vai até o quarto e em seguida volta carregando o computador. Em seguida, ele coloca o laptop em cima da mesinha de centro, senta-se no tapete e insere o pen-drive).

ÂNGELO: Agora vamos descobrir o que a Suzana tanto queria me contar, ah essa madrugada vai ser longa! (Diz enquanto manuseia o computador).

 

Cena 09 – Parque do Ibirapuera [Externa/Manhã]

Música da cena: Um Pôr Do Sol Na Praia – Silva e Ludmilla

(A madrugada se vai e nasce um novo dia, as imagens transitam pelas grandes avenidas e em seguida surge como plano de fundo o Parque do Ibirapuera. Sozinha e sentada em um dos bancos, podemos notar a presença de Glória).

 

GLÓRIA: Até que enfim você chegou, pensei que não viesse por conta do grande dia! (Diz ao avistar Evandro).

EVANDRO: E não está errada, eu tenho muitas coisas para resolver. Você não quis falar ao telefone e fez com que eu me deslocasse até aqui, dá pra dizer o que é que você quer?

GLÓRIA: (Tira os óculos escuros) Eu te ajudei em tudo o que você quis. Te dei a sua tão sonhada liberdade para que você conseguisse ficar com a mulher que deseja e suprisse esse seu capricho doentio em ficar com tudo o que pertenceu ao meu irmão.

EVANDRO: Eu imagino que você não me chamou até aqui para me dizer isso, chamou?

GLÓRIA: É evidente que não, meu caro. Eu não fiz nada disso de graça e sei que você vai colocar as mãos em tudo que pertence a ela. Eu exijo recuperar o que me pertence e como troca do meu apoio, você terá que me dar. Agora você conseguiu entender?

EVANDRO: (Senta-se ao lado de Glória no banco) Deixe-me ver se eu entendi! Eu estou fazendo tudo sozinho e você quer levar uma parte dos meus lucros.

GLÓRIA: Exatamente! Não te aturei por tanto tempo e graça, isso serve como indenização pelo golpe que você me deu, amor.

EVANDRO: Está bem, me procure depois na revista. Faço questão de te recompensar!

GLÓRIA: Agora sim você falou o que eu queria ouvir. Estamos combinados, agora eu desejo felicidades aos noivos. Só lamento por ela, porque você é um traste, péssimo negócio! (Sorri descaradamente).

 

Cena 10 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Manhã]

Música da cena: Rock Roll And Lullaby – Alexandre Poli

(Sozinha em seu quarto, Luiza Helena observava o vestido branco que uma das empregadas havia passado cautelosamente para que ela usasse durante o casamento).

 

LUIZA HELENA: (Olha para o vestido com um semblante de tristeza).

BETINHA: Ainda dá tempo de você desistir e ninguém vai te recriminar por isso. Eu super te apoiaria! (Diz ao aparecer logo atrás de Luiza Helena).

LUIZA HELENA: Betinha! Eu nem te vi chegar, estava distraída.

BETINHA: Distraída ou triste? Tá na cara que você não quer fazer isso e se está fazendo, é porque está sendo obrigada de alguma forma, mas qual?

LUIZA HELENA: Não pense nisso agora! Pense que tudo o que eu faço e sempre farei é pelo seu bem, para te ver feliz.

BETINHA: Eu juro que queria entender o motivo disso tudo. Você quer me ver feliz, mas eu também quero que seja feliz e a sua felicidade está ao lado do homem que você ama e esse homem é o Durant!

LUIZA HELENA: Não diz nada, apenas me abraça. Quero sentir o seu carinho, como quando você era só uma menininha. (Luiza Helena e Betinha se abraçam, enquanto ela chora).

 

Cena 11 – Casa de Durant [Interna/Manhã]

Música da cena: O Ar Que Eu Respiro - Dienis

(Sozinho em seu ateliê e fingindo que nada estava acontecendo, Durant tentava encontrar inspiração para pintar uma nova tela).

 

DURANT: (Traça algumas linhas com pincel, mas depois joga um tubo de tinta em cima, manchando toda a tela).

RAFAEL: (Entra no ateliê e vê a tela manchada) O senhor ainda pode evitar que isso aconteça!

DURANT: Se você estiver falando...

RAFAEL: (Interrompe Durant) Eu estou falando sim, da Luiza Helena. Você vai deixar que ela se case com outro assim, sem fazer nada? Você ainda pode impedir que a mulher da sua vida se case com outro!

DURANT: (Em silêncio, olha para Rafael e permanece calado).

 

Cena 12 – Flat de Ângelo [Interna/Manhã]

(Após passar a madrugada avaliando todos os arquivos copiados por Suzana, Ângelo mal podia acreditar no que estava diante seus próprios olhos).

 

ÂNGELO: (Olha horrorizado para os arquivos de Suzana) Meu Deus! O Evandro matou o Demétrio e voltou a desviar muito dinheiro da revista. Agora tudo faz sentido, a Suzana descobriu e ele notou, por isso se livrou dela... Queima de arquivo! Te peguei seu desgraçado, eu vou te jogar na cadeia e você vai apodrecer lá.

(O celular de Ângelo toca).

ÂNGELO: (Pega o celular e ao olhar na tela, vê o nome de Betinha) Alô, Betinha? (Diz ao atender).

BETINHA: Ângelo, que bom que você atendeu. Eu preciso muito da sua ajuda, só você pode impedir que a minha irmã faça essa loucura.

ÂNGELO: Calma, Betinha! O que está acontecendo?

BETINHA: O canalha do Evandro conseguiu antecipar o casamento, vai acontecer agora a tarde. Só você pode me ajudar a convencer a Luiza Helena a mudar de ideia.

ÂNGELO: Miserável! Fique tranquila, eu estou indo até aí, não permita que a sua irmã faça essa besteira, tente atrasar as coisas que eu chego daqui a pouco.

BETINHA: Está bem, eu espero você. (Desliga após se despedir de Ângelo).

ÂNGELO: Você não vai fazer mais uma vítima, seu desgraçado! (Ângelo corre até o quarto para trocar de roupa).

 

 

Cena 13 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Tarde]

(A fachada da mansão surge com movimento de alguns carros. No interior da propriedade, os empregados servem bebidas aos poucos convidados presentes. Evandro cumprimenta as pessoas tentando parecer sociável).

 

BETINHA: (Olha para o celular completamente aflita).

RAFAEL: Que foi, amor? Porque você está tão nervosa?

BETINHA: Não é nada, eu só estou esperando uma pessoa. (Responde).

MARIA RITA: (Pega uma taça de champanhe em uma bandeja e vai até onde Fernanda está) Olha, eu preciso confessar uma coisa. Ele é o seu pai, mas eu nunca imaginei viver esse momento e assistir o casamento da Luiza Helena com ele, eles não têm nada a ver.

FERNANDA: Não se preocupe, Maria Rita. Não é porque ele é meu pai que eu devo passar a mão na cabeça dele. Esse casamento também não está me cheirando bem, nada bem para ser bem sincera!

(Eva desce a escada e Evandro logo vai ao encontro da governanta).

EVANDRO: Onde ela está? Já estão todos comentando, a noiva que não desce. Suba imediatamente e diga que eu estou ordenando que ela desça.

EVA: Creio que não será necessário, senhor. A noiva já vai descer! (Eva deixa Evandro falando sozinho).

(Em um vestido simples, porém de elegante, Luiza Helena desce a escada e deixa todos estarrecidos com sua beleza).

EVANDRO: Você demorou, mas devo admitir que valeu a pena. Você está linda! (Diz quando Luiza Helena se aproxima).

LUIZA HELENA: Vamos acabar de uma vez por todas com esse circo! (Diz ao se posicionar em frente ao juiz de paz).

EVANDRO: (Se posiciona ao lado de Luiza Helena) Pode começar Senhor Juiz!

JUIZ DE PAZ: Estamos aqui reunidos para oficializar a união entre Luiza Helena Ferreira Martins de Andrade e Evandro Brito. (Inicia a cerimônia).

(De longe e sem ser notado, Durant assiste ao casamento na esperança de que Luiza Helena desista).

JUIZ DE PAZ: Evandro Brito, é de sua livre e espontânea vontade que você está aqui para oficializar essa união?

EVANDRO: Sim! (Responde ao questionamento do juiz).

JUIZ DE PAZ: Luiza Helena Ferreira Martins de Andrade, é de sua livre e espontânea vontade que você está aqui para oficializar união essa união?

LUIZA HELENA: (Olha para o juiz e permanece em silêncio).

EVANDRO: (Olha para Luiza Helena ao perceber que ela não respondeu).

(Os convidados começam a estranhar o silêncio de Luiza Helena e comentam o possível vexame).

DURANT: Diz que não, diz que não! (Diz em pensamento).

 

A imagem foca em Luiza Helena parada diante o juiz de paz. A cena congela e vira uma capa de revista.



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