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Força de Um Sonho - Capitulo 11 (Reprise)

 

Cena 1/ Tribunal / Interior / Manhã/

Juiz - Como juiz dessa vara criminal, responsável por esse julgamento, declaro  Paula Leal  , culpada pelo crime de injuria racial, condenada a cumprir uma pena de 1 ano de serviços comunitarios.
Paula ( Irritada ) - Serviço comunitário por causa dessa gentinha? Eu não vou cumprir coisa nenhuma.
Juiz ( Ameaçando - a ) - Você tem. que cumprir as leis, serviço comunitário é sua Lena.
Janaina ( Debochada ) - Quem cava uma cova para o inimigo, cai nela.
Paula - Desgraçada!
Janaina se volta para Paula.
Janaina ( Debochada ) - Tá com raivinha é? Aproveita esse 1 ano para pensar, racista!

Ao sair do tribunal, Janaina se encontra com a mãe.

Leonor - Parabéns filha, a justiça foi feita.
Janaina ( Decidida ) - Vou lutar cada vez mais pelos meus e pelos direitos de todos, o que aconteceu hoje é apenas o inicio de uma grande luta.
Elaine ( Apoiando Janaina ) - Tenho certeza que você será uma ótima advogada. Tenho orgulho em te defender.
Janaina - Como diz a música da Bia Ferreira : " O povo preto veio pra revolucionar "




Cena 2/ Subúrbio / Casa de Ivana e Katia / Manhã

Ivana e Katia estão em casa e encontram a reportagem sobre a morte de Haroldo.

Ivana ( Folheando o jornal ) - Filha, já viu essa reportagem? " Jovem de 22 anos é condenado a 1 ano e 4 meses em regime aberto por morte de idoso"
Katia - Ainda não tinha visto, é sobre o vovô e o rapaz que o matou.
Ivana ( Indignada ) - O pior é que o assassino está solto, e nós aqui sem dinheiro para nada. Maldita hora que foi sair de carro.
Katia ( Tentando contornar ) - Mas, de repente o assassino iria fazer outra vítima, e mesmo assim ficaria solto. A lei é fraca. ( T). Vai ver foi alguém da Zona Sul, aí soltam dinheiro e ficam livres.
Ivana - Verdade filha, vivemos num antro de corrupção, e esse Código só aumenta a criminalidade. Se fosse nos EUA ele iria pegar uma boa pena, sendo rico ou não. Não vê o Pablo Lyle?
Katia - Sim... Um ator de novelas que se transformou em assassino, a mesma situação , mas em julgamentos diferentes. Homicídio Involuntário até 15 anos, aqui a pena é até 3.
Ivana - A sorte é que ainda temos a pensão... E pretendo continuar assim.
Katia ( Surpresa ) - Como assim?
Ivana - Ainda nem comuniquei ao INSS, e nem pretendo fazer isso.
Katia - Nossa... Vou até pegar um café.
Ivana ( Sorrindo ) - Traz dois, por favor.

Cena 3/ Casa de Mara e Otávio / Sala /Manhã/

Mara e Otavio estão conversando na sala e ouvem batidas na porta, é Leandro com Julio.

Mara ( Surpresa ) - Leandro? Chegou cedo. Não teve aula?
Leandro - Tive sim, mas saí mais cedo. E já era mais do que na hora de apresentar o meu namorado ( Segura a mao de Julio ). Esse é o Julio.
Julio ( Estendendo a mao ) - Prazer em conhecer. O Leandroé um rapaz muito legal.
Mara ( Ríspida ) - E você acha que eu apoiaria se trouxesse um namorado para casa? Voce quer que eu engula essa história de homossexual?
Julio ( Sem jeito ) - Desculpe, não vim numa boa hora.
Leandro ( Irritado ) - Não, gato, pode ficar. ( p/ Mara ) E você mãe, espero que apóie, pois não estou decidido a largar meu namorado. Não vou mesmo.
Otavio ( Entrando na conversa ) - Você deve obediência, e isso inclui tudo. Não queremos você trazendo homens para casa.
Julio ( Irritado ) - Peraí? Vocês dois são homofóbicos? Pleno século XXI ainda tenho que ver pais reagirem dessa maneira?
Mara ( Preconceituosa ) - Criamos nosso filho para seguir corretamente, queríamos uma nora e não um genro.
Leandro - Ai ... Eu não gosto de mulheres, eu sou homossexual, entende? Põe isso na cabeça!
Otavio ( Ditador ) - Enquanto estiver nessa casa voce nos deve obediência, o que faz na rua não importa, ouviu bem?
Leandro (Irritado ) - Se é assim, eu vou sair de casa então.
Mara - Se você sair de casa, pode dar adeus a todas as ajudas, vai se virar até mesmo para os estudos.
Leandro ( Debochado ) - Eu estudo em faculdade publica mesmo, e não vou largar o Julio. ( T) Eu vou arrumar as coisas no quarto.
Julio ( Defendendo Leandro ) - Me desculpem, mas vocês vivem nas cavernas.
Leandro pega as roupas e sai de casa junto de Julio.

Cena 4/ Copacabana / Casa de Paula / Interior /  Manhã

Furiosa, Paula entra em casa empurrando a porta, em seguida, bate com toda a força.
Paula ( Furiosa ) - Ai, que ódio!
Carmen ( Assustada ) - Nossa, filha. O que aconteceu?
Paula ( Gritando ) - O que aconteceu? Você não sabe mesmo né? Por culpa da Janaina eu terei que pagar 1 ano de serviço comunitário. Eu prefiro perder uma parte do corpo do que fazer isso!
Carmen ( Incomodada ) - Filha, não grite, por favor! Se voce foi condenada é porque cometeu um crime. ( T). E a propósito... Eu paguei aquela dívida que a Leonor e a Janaina tinham.
Paula  ( Arrogante ) - Como você pode fazer isso? Elas que se virassem! Estou cansada de gente apoiando esse pessoal, não sou obrigada a gostar.
Carmen - Sabe que eu estou muito doente... E diferente de você, eu quis fazer o bem, quis ajuar quem tanto me ajudou. Já você, parece que tem ódio no coração. Nem ao menos ligou para a minha doença.
Paula - ( Cínica ) - Eu sei que é câncer, mas não sou medica, não posso fazer nada. Além do mais, não posso parar a minha vida por causa disso. Eu preciso é resolver esse problema de um jeito ou de outro.
Carmen ( Com lagrimas nos olhos ) - Você me fragiliza... Nunca pensei em ver minha filha se transformar em alguém tao deplorável... Mas, um dia o castigo vem para todos, escute bem.
Paula ( Arrogante ) - Ai, pregação não aguento.

Paula tampa os ouvidos e segue para o quarto.

Cena 5/ Copacabana / Casa de Douglas / Interior / Sala / Tarde

Douglas e Gael estão em casa, após o julgamento. Douglas então , decide pegar algumas cervejas para tomarem.

Gael - E aí? Como está agora que está livre?
Douglas ( Abrindo uma lata ) - Tô feliz, mas em termos, vou ficar um ano sem balada. Se é para libertar que libertasse direito.
Gael ( Tomando a cerveja ) - Pelo menos podemos tomar uma cervejinha aqui, é só ir comprar que tomamos.
Douglas - É, mas tenho que tomar cuidado. Qualquer descuido e eu posso parar na cadeia, infelizmente.
Gael ( Contrariado ) - Era mó legal a gente nas baladas, 1 ano sem vai ser difícil.
Douglas ( Jogado no sofá ) - Pois é. Se o velho não tivesse morrido eu nem tava nessa, talvez só um processinho. ( T). Mas tive medo de pegar 10, 20 anos, ia ser triste.
Gael ( Dando risada ) - Pensou você loirinho lá? Ia ser atração de lá. ( T). Por sorte a Lei aqui não funciona para nós.
Douglas - Verdade , cara. Melhor bebermos essas cervejas antes que esquentem.
Gael - Já é!

Eles abrem as latas e começam a beber.
Douglas ( Debochado ) - À minha meia liberdade. Hahaha

Cena 6/ Subúrbio / Casa de Júlio /Interior / Sala / Tarde

Após sair da casa dos pais, Leandro chega com Julio à casa do namorado.

Leandro - É... Acho que morarei aqui agora.
Julio ( Colocando a mão no ombro de Leandro ) - Por mim você vai morar aqui sim. Não dá para morar com pais homofóbicos. Por sorte os meus não são assim.
Leandro ( Suspirando ) - Ahh... Gato... Isso me tirou do sério... Meus pais não me apóiam... Mas sabe que isso não me abala? Sou gay sim, vou continuar sendo e não pretendo abaixar a cabeça. Vou levantar a bandeira e honrar. Vou concluir minha faculdade de Moda, pretendo ser estilista e seguir meu sonho.
Julio ( Apoiando Leandro ) - Assim que tem que ser, somos mais fortes que tudo. O amor não reflete a orientação sexual, eu também sempre gostei de homens, mas diferente de você, nunca sofri homofobia.
Leandro - Eu sempre fui afeminado e sei que incomodava meus pais, mas só foi eu me assumir que tudo piorou. (T). Minha mãe trabalha num salão, deve lidar com gays... Mas não... O filhinho dela não pode ser gay... É o fim do mundo... Um policial não pode ter um filho gay... Tudo mente fechada, meus pais tinham que me apoiar.
Julio ( Acalmando Leandro ) - Não se estresse, aqui do meu lado você estará bem. E eles vão sentir sua falta, pode ter certeza. Tudo vai ficar bem .
Em seguida Julio abraça Leandro.
Leandro ( Sorrindo ) - Você me faz feliz... ( T). Vamos pro seu quarto para eu arrumar as coisas.
Julio ( Sorrindo ) - Vamos também então.
Leandro chega à casa de Julio e diz que não aguentava os pais homofóbicos. Julio o apóia.

Dias depois...

Cena 7/ Rua/ Manhã

Paula trabalha nas ruas, cumprindo sua pena de serviço comunitário. Irritada, ela faz a limpeza de uma rua, enquanto usa uma roupa simples.

Paula ( Reclamando ) - Ai que saco... Vou ter que limpar essa rua por um ano... Isso é castigo só pode ser, nunca segurei uma vassoura na minha vida.

Um gari vê as insistentes reclamações de Paula e decide falar com ela.

Gari - Olha, muitos aqui trabalham por necessidade, e não pense que é um trabalho fácil não. Pode ser um emprego público, mas necessário para muita gente. Se não fossem os garis, a cidade seria tomada pelo lixo.
Paula ( Irritada ) - E quem é você para me dar lição de moral? Parece que nem tem onde cair morto! Eu só estou nessa droga porque sou obrigada, uma mulher me processou e vou ter que fazer isso, por 1 ano. Preferia estar no salão ou com minhas amigas, mas não posso, e não estou a fim de escutar ninguém, tá?
Gari ( Incomodado ) - Me desculpe, mas a sua atitude é de uma pessoa mesquinha, que não tem nenhum valor. ( T). O trabalho comunitário serve para fazer as pessoas pensarem, é uma alternativa à prisão. ( T). Voce tem sorte de ter seus privilégios. Eu, que sou negro, se cometo um crime vou para a jaula.
Paula ( Ríspida ) - E devia ir mesmo, gente assim me enoja. Tomara que esse ano passe logo para acabar isso.
Gari - Espero que um dia você aprenda a lição.
Paula ( Debochada ) - Ai... Vou para lá que é melhor. Não tô a fim de gente falando comigo.

Paula vai empurrando a lata de lixo e segue para outra rua.


Cena 8/ UFF/ Interior / Noite/

Janaina está de saída após mais um dia de aula, e Elaine decide conversar com ela.

Elaine ( Arrumando os livros ) - Janaina, o seu trabalho foi o melhor da turma. Ficou ótimo o seu posicionamento sobre a mulher negra.
Janaina ( Sorrindo ) - Muito obrigada, eu fiz uma grande pesquisa para conseguir terminar... ( T) E eu queria agradecer pela defesa contra a Paula. Tenho a certeza que é uma ótima advogada.
Elaine - Sabe que eu trabalho na maior parte com mulheres, então eu não podia deixar isso passar impune, ainda mais se tratando do racismo, um crime que eu abomino. O único ponto negativo é que a pena foi trabalho comunitário.
Janaina - Infelizmente essa é a Lei, podem falar o que quiser que não vão presos... Matam e ficam soltos, sequestram e ficam soltos... ( T). O mesmo acontece com violência domestica.
Elaine - A Lei Maria da Penha vem de uma mulher que foi agredida brutalmente e na maioria dos casos ela não é cumprida. BO e mais BO, e em muitos casos os agressores são soltos e o feminicidio ocorre.
Janaina ( Indignada ) - É isso que me incomoda, a Lei pende para um lado, não é justa. ( T). O cara que matou o meu pai ainda não foi preso, e por que? Ele toca o terror, é poderoso e todos têm medo dele. Um amigo meu ficou paraplégico porque levou um tiro, se fosse um branco, todos investigavam.
Elaine - Você vai ser uma grande advogada, digo e repito. Pena que não estarei no próximo ano.
Janaina ( Curiosa ) - Mas, por que?
Elaine - Eu irei fazer um estudo na área do Direito, aí vou estudar fora do paìs. ( T). Já tenho casa no exterior e usarei para o tempo que ficar fora.
Janaina - Meu sonho é estudar no exterior... Mas quero ir subindo aos poucos, para conquistar meu espaço.
Elaine ( Apoiando - a ) - E assim será.

Em seguida, Janaina deixa a sala.

Dia seguinte...

Cena 9/ Rua / Manhã/

Catarina e Daniela passeiam pela rua e dão de cara com Paula vestida de gari e limpando as ruas.

Catarina ( Zombando da amiga ) - Hahahaha! O que aconteceu com você Paula? Limpando a rua dessa maneira? Perdeu uma aposta, foi?
Daniela ( Debochada ) - Ou enfim decidiu que deveria trabalhar?
Paula ( Irritada ) - Até vocês vieram zombar de mim? Minhas melhores amigas. ( T). Eu só estou nessa porque o idiota do juiz me obrigou.
Catarina - Foi o processo da Janaina que você recebeu?
Paula - Sim, só de lembrar dela me causa arrepios ( Fingindo nojo ). Toda metida a intelectual, e se acha linda, empoderada, mas não é nada.
Daniela ( Repreendendo Paula ) - Amiga, ultimamente temos que tomar muito cuidado com o que falamos, principalmente nessa era de extrema militância.
Paula ( Discordando ) - Eu? Pensar no que falo? Jamais. Eu não sou obrigada a seguir o que essa gentinha pensa.( T). Esses militantes são idiotas e eu detesto gente assim. Vivemos num país livre , e cada um fala o que quiser, e onde quiser.
Catarina ( Mudando de assunto ) - A propósito, e como esta sua mãe?
Paula - Ah, ta lá doente, fazendo quimioterapia... E que me convencer de que tenho que pensar igual a ela. Me enche o saco às vezes
Catarina - Não sente pena dela? É a segunda vez com a mesma doença.
Paula ( Fria ) - Não, sabe por que? Eu só me preocupo comigo, e mais ninguen. ( Debochada ). Sou assim, fazer o que?
Daniela- Nossa, que fria... ( Ela joga um papel no chão )
Paula ( Irritada ) - Também não joga papel no chão. Não tô a fim de trabalhar.
Catarina ( Rindo novamente ) - Eu e a Dani vamos dar uma volta. Voltamos quando estivermos livres.
Paula ( Irritada ) - Vão embora então. E me deixem em paz.

Catarina e Daniela vão embora dando risadas de Paula.

Cena 10/ Copacabana / Casa de Carmen / Interior / Sala /  Tarde/

Carmen, fragilizada pelo tratamento, está em busca de uma nova empregada.

Mulher ( Com um currículo em mãos ) - Boa tarde, Dona Carmen, eu vim para o cargo de empregada.
Carmen ( Com voz frágil ) - Estou à procura de alguem que... Possa trabalhar o dia todo, pois não posso cuidar da casa.
Mulher ( Observando a sala )  - Eu sempre trabalhei em casa de familia... E essa sua casa parece ser grande. ( Interessada ). Até eu queria uma dessas .
Carmen - Todo mundo queria uma casa como essas... Mas quem está no fim da vida, como eu, não tem muito o que desejar.
Mulher ( Fazendo sinal da cruz ) - Não diz isso, você ainda tem vida pela frente.
Carmen - Eu não sei... Tenho câncer no seio e no pulmão, e os tratamento é duro... ( T ) . Só preciso de alguem que trabalhar para mim...
Mulher ( Compadecida ) - Pode deixar que trabalharei bem para a senhora. Fique tranquila.
Carmen ( Sorrindo ). - Muito obrigada... Pode começar então.
Mulher ( Pensando ) - Vai ser luxo trabalhar aqui...

Cena 11/ Subúrbio / Rua / Tarde/

Leandro e Julio caminham pela rua e ouvem inúmeras ofensas.

Mulher - Como pode isso? Dois homens de maos dadas... Esse mundo está mesmo perdido...
Homem - Se é meu filho iria cair na porrada... Sorte que todos são machos.
Mulher - Isso é mal exemplo para todos!

Leandro ( Incomodado ) - Ouviu esses insultos? Como pode existir gente tão preconceituosa?
Julio - Ai... Essa gente homofóbica me enoja. Como pode haver gente que sente prazer em xingar? Em alguns casos as pessoas até agridem. A cada 20 horas, 1 LGBT é morto no Brasil. Essa estatística é triste.
Leandro ( Sorrindo ) - Que inteligente... Bem ligado no borogodó todo...
Julio ( Sorrindo ) - Quem estuda História tem que saber tudo. ( T) LGBTfobia deveria ser crime por causa das pessoas que acabam perdendo a vida poe causa de suas orientações sexuais. Não importa se é gay, bi, trans, não binário... O respeito é essencial.
Leandro - Uma vez eu li que a expectativa de um trans é de 35 anos... Eu fico imaginando a vida de uma pessoa que lutou para ter sua redesignação sexual, ser ceifado assim... Não desejo isso para ninguém. Desejo muito gliter e muita luz.
Julio - Aplaudindo. ( Brincando ). Agora mesmo que vou segurar sua mão, te abraçar, bagunçar seu cabelo... Te amo tanto...
Leandro - Também te amo, gato.
Os dois se beijam.

Cena 12/ Aeroporto do Galeão / Interior /  Noite /

Andre e Janaina estão próximos à sala de embarque, prestes a se despedirem. Eles trocam vários beijos.

André - Janaina, vou sentir tanto a sua falta...
Janaina - Eu também vou sentir sua falta... Mas vou procurar me controlar o maximo, vou me dedicar aos estudos.
André ( Brincando ) - Mas se comporte, hein?
Janaina ( Sorrindo ) - Claro que vou me comportar, sou totalmente fiel a você. Eu te amo.
André ( Com olhar apaixonado ) - Eu também te amo Janaina...

Nesse momento, soa uma locução.

Aeromoça - Ultima chamada para o vôo para Los Angeles.
André - Adeus Janaina...


GANCHO

Próximo capitulo... Uma nova fase em Força de Um Sonho


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