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Na Boca Do Povo - Capítulo 38 (Últimas Semanas)

 

 

Capítulo 38 (últimas semanas)

Cena 01 – Ruas de São Paulo [Externa/Noite]

(Os carros de Ângelo e Caruso seguem parados no sinal de trânsito).

 

ÂNGELO: Que demora, vai logo. (Fala observando o semáforo).

CARUSO: (Atende o telefone celular) Oi! Não se preocupe, eu já estou na cola dele, não vou perde-lo de vista por nada nesse mundo.

ÂNGELO: Até que enfim! (Diz ao verificar que o sinal está verde e seguir com o carro).

CARUSO: Agora eu preciso desligar, o sinal abriu. Pode deixar, eu aviso assim que o serviço estiver concluído. (Desliga o celular e volta a seguir, volta a seguir o carro de Ângelo).

(Os dois carros seguem por uma grande avenida).

ÂNGELO: (Olha pelo retrovisor e estranha o comportamento do motorista vindo logo atrás) Ué, que estranho... Até parece que esse carro está me seguindo!

 

Cena 02 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Noite]

(Betinha caminhava pela festa acompanhada de Rafael, quando Fernanda se aproximou).

 

BETINHA: (Estranha a expressão de Fernanda) Fernanda, aconteceu alguma coisa?

RAFAEL: Você está passando mal? Precisa de ajuda? É alguma coisa com o bebê? (Questiona).

FERNANDA: Não, está tudo bem comigo e com o bebê. Na verdade, eu vim falar com a Betinha e sobre outro assunto. Um assunto que está me deixando confusa e preocupada de tanto tentar decifrar o que significa.

BETINHA: E do que se trata? Se eu puder ajudar...

FERNANDA: Sobre o que o Ângelo falou agora pouco no jardim. O que está acontecendo? O que ele quis dizer com isso? Você sabe de alguma coisa, então me fale o que sabe, eu preciso saber o que está acontecendo.

BETINHA: Olha Fernanda, no momento é melhor não falar nada a respeito. É pedido do Ângelo, em breve vocês irão descobrir o que está acontecendo. Espero que você me entenda! (Conclui).

(Sorrateiramente e tentando disfarçar, Tamara finge que vai pegar canapés quando na realidade tenta sondar com Evandro com quem ele estava falando ao telefone).

TAMARA: (Escolhe o canapé) Não adianta disfarçar, eu vi você falando ao telefone. Aposto que já deu um jeito de aumentar a sua lista de crimes e eliminar o advogado metido a detetive.

EVANDRO: (Ergue a taça e simula um brinde a um convidado distante) Eu não sei do que você está falando. As pessoas estão começando a ficar desconfiadas de você, pare de ficar dando margens, menina.

TAMARA: Não tem ninguém nos vendo, pode ficar tranquilo. Eu me certifiquei antes de me aproximar, já você... Reze para o seu plano dar certo, porque caso contrário, o advogado vai te colocar na cadeia! (Conclui após pegar um canapé e voltar para a sala de estar).

EVANDRO: Preso, eu? Isso nunca vai acontecer, eu estou sempre dois passos à frente dos meus inimigos! Um brinde a mim. (Bebe um gole de champanhe).

 

Cena 03 – Casa de Durant [Interna/Noite]

Música da cena: Me Leva – Alice Caymmi

(Imagens externas mostram a vida noturna da capital paulista. Em seguida surgem imagens do bairro da Mooca e a fachada da casa de Durant).

 

RAFAEL: (Abre a porta e entra em casa acompanhado da mãe, juntos os dois se deparam com Durant acordado na sala) Ué, acordado ainda?

MARIA RITA: (Senta no sofá e tira os sapatos) Também pudera, como ele iria conseguir dormir depois de hoje?

DURANT: A partir de hoje esse assunto está encerrado nessa casa. A Luiza Helena é uma mulher casada e eu desejo que ela seja feliz nessa nova fase de sua vida, mas não gostaria que ficassem comentando sobre ela!

MARIA RITA: Ah, já não está mais aqui quem falou!

DURANT: Agora mudando de assunto, eu quero dividir com vocês uma coisa que me aconteceu agora pouco e vai nos beneficiar bastante a partir de agora e pode ser a minha grande oportunidade.

RAFAEL: (Puxa uma cadeira e senta próximo ao tio) Como assim, tio? O que aconteceu?

DURANT: Uma marchand apareceu aqui hoje, ela viu uma das minhas telas na casa de um amigo e me convidou para participar de uma exposição, só minha... Vocês acreditam nisso?

MARIA RITA: Primo, isso é maravilhoso! Eu sempre soube que você tinha talento e que uma hora ou outra a sua arte seria exposta para todo o mundo.

RAFAEL: Mandou bem tio e quando será a sua exposição? Me fala, que precisamos organizar uma caravana, todo mundo vai querer te prestigiar.

DURANT: Será muito em breve, eu só preciso aprontar mais algumas telas, na verdade muitas, já que eu serei o pintor principal da exposição. Ela me garantiu que grandes personalidades das artes estarão presentes e isso pode me render alguns contratos.

MARIA RITA: Que assim seja, meu primo! Eu tenho fé de que será um sucesso e que você irá adquirir muito prestígio. (Dá as mãos a Durant).

DURANT: Eu vou fazer vocês todos terem orgulho de mim! (Segura as mãos da prima e aperta).

 

Cena 04 – Ruas de São Paulo [Externa/Noite]

Música da cena: Instrumental de Suspense

(Ângelo continua andando de carro enquanto observa o carro de Caruso através do retrovisor).

 

ÂNGELO: Não é impressão, esse cara tá me seguindo! (Diz enquanto ultrapassa outros veículos tentando despistar Caruso).

CARUSO: (Acelera a velocidade do carro e tenta alcançar o carro de Ângelo) Tá pensando que vai fugir de mim? Não vai não... (Fala consigo mesmo).

(Os carros seguem alta velocidade atravessando um viaduto e percorrem pela Zona Oeste da cidade).

ÂNGELO: O desgraçado me descobriu! (Com uma das mãos pega o celular para fazer uma ligação, porém o aparelho descarrega).

CARUSO: (Segue o carro de Ângelo em alta velocidade e consegue alcança-lo, em seguida abre a janela e grita) É melhor você parar, eu não vou desistir até te pegar.

ÂNGELO: (Grita de seu carro) Nunca, eu vou colocar você e a sua corja toda na cadeia, seu pilantra, pau-mandado!

CARUSO: Foi você quem pediu, eu avisei... (Caruso bate com seu carro no de Ângelo e tenta tirá-lo da estrada).

ÂNGELO: (Não se intimida e continua seguindo em alta velocidade).

 

Cena 05 – Chesca’s, Restaurante Italiano [Interna/Noite]

Música da cena: Tarantella Napoletana - Instrumental

(Enquanto serviam no salão do restaurante, Gioconda logo estranhou o clima de tensão entre as filhas).

 

GIOCONDA: Por mio San Gennaro, o que está acontecendo com vocês duas? Desde que voltaram do mercato que estão estranhas. O que passou? (Diz ao se aproximar do balcão onde Francesca está).

FRANCESCA: Nada, mamma! Ela que fica se oferecendo, essa maledetta non pode ver um homem, que fica divertente.

GIOCONDA: Mas de que homem você está falando, bambina? (Estranha o comentário).

ANDREINA: De quem mais, mamma? Do bello aí da frente. A sorella não quer admitir, mas ela está completamente apaixonada pelo dono do restaurante nordestino. Estou enganada, Chesca?

GIOCONDA: Isso é verdade, Francesca? Você gosta do dono do restaurante aí da frente, bambina?

FRANCESCA: Io? Claro que non! Onde já se viu, io gostar daquele bode velho...

ANDREINA: Gosta, claro que gosta! E está morrendo de ciúmes porque ele está caidinho per me!

FRANCESCA: Caidinho por você? Uma maledetta schifosa? (Esbrabeja).

ANDREINA: Você non passa de uma invejosa. Pode anotar, io vou agarrar aquele que você chama de bode velho e vou ser a dona do restaurante aí da frente, seu principal concorrente.

FRANCESCA: (Faz uma careta ironizando) Você non faz o tipo dele, quem dirá cucinare comida nordestina! Acha que vai fazer o que? Pizza de mozzarella com bode? Cai na real, Andreina!

ANDREINA: E como é que você sabe o tipo dele, sorella? Non me diga que o tipo dele é você?

GIOCONDA: (Olha para Francesca e espera uma resposta).

FRANCESCA: Io apenas sei, é só isso! (Disfarça).

 

Cena 06 – Represa Billings [Externa/Noite]

Música da cena: Instrumental de Suspense

(Caruso segue tentando tirar o carro de Ângelo da estrada conforme eles se aproximam da represa).

 

CARUSO: (Bate mais uma vez no carro de Ângelo para tirar seu carro da estrada e vibra de adrenalina).

ÂNGELO: Eu não vou parar! (Grita tentando não perder o controle do carro).

CARUSO: Você vai para o inferno e sem escala... (Grita batendo na traseira do carro de Ângelo).

(Os veículos seguem lado a lado pela ponte que fica sobre as águas).

CARUSO: (Grita para Ângelo de novo) E aí, vai parar ou prefere continuar brincando?

ÂNGELO: Vai se ferrar, seu desgraçado! (Grita).

CARUSO: Eu avisei... (Bate novamente na traseira do carro de Ângelo).

ÂNGELO: (Tenta se segurar na direção, mas perde o controle do carro).

(O carro de Ângelo derrapa e capota diversas vezes batendo na mureta da ponte e caindo na água logo em seguida).

 


Cena 07 – Represa Billings [Externa/Noite]

(Caruso para o carro e o estaciona no acostamento).

 

CARUSO: (Desce do carro e vai até o local onde o carro de Ângelo caiu na água. Em seguida ele observa o restante do veículo afundar) É, esse daí já era!

(O carro de Ângelo afunda rapidamente nas águas da represa e o carro desaparece completamente).

 

Cena 08 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Noite]

Música da cena: Sampa – Caetano Veloso

(Imagens da cidade são apresentadas e dos grandes edifícios. Em seguida, surge a fachada da Mansão. Em seu quarto e dentro do banheiro, Luiza Helena trocou de roupa e tirou toda a maquiagem).

 

LUIZA HELENA: (Abre a porta do banheiro e ao sair, se depara com Evandro em sua cama) O que significa isso, o que você está fazendo aqui?

EVANDRO: Ué, o que mais? Você é minha esposa, tem as suas obrigações!

LUIZA HELENA: (Fecha a porta do banheiro com força) A minha única obrigação e exclusivamente após ter sido chantageada, foi apenas por isso que me casei com você. Agora eu peço que se retire do meu quarto!

EVANDRO: Como assim sair daqui? Onde você quer que eu durma? (Questiona).

LUIZA HELENA: Eu adoraria dizer na casa dos cachorros, mas nem eles merecem tamanho pesadelo. Então mais uma vez eu peço para você sair do meu quarto.

EVANDRO: Eu não vou passar por essa humilhação! Onde já se viu? O que vão falar de mim? Dormindo em outro quarto na noite de núpcias... Eu não vou sair daqui, me ouviu? Eu não vou sair, eu sou o seu marido.

LUIZA HELENA: Eu estou casada com você apenas no papel, cumpri minha parte no acordo. Enquanto a cumprir as questões matrimoniais, você não conte comigo. Eu jamais irei ser sua mulher, entendeu? Jamais! Agora eu vou pedir pela última vez, ou você vai dormir em outro quarto ou vou eu.

EVANDRO: (Levanta da cama e se aproxima de Luiza Helena) Eu vou para o quarto de hóspedes, mas não pense que isso vai ficar assim, entendeu? Você vai pagar caro por essa desfeita.

LUIZA HELENA: (Encara Evandro em silêncio).

EVANDRO: Pode aproveitar o seu quarto! (Sai do quarto e deixa Luiza Helena sozinha).

LUIZA HELENA: (Senta na cama após ficar sozinha e respira aliviada).

(Enquanto isso, no quarto de Betinha).

BETINHA: (Anda de um lado para o outro para o quarto com um semblante de ansiedade e aflição)

  

Cena 09 – Ruas da Mooca [Externa/Noite]

(Um ônibus percorre as ruas da Mooca e ao ter o sinal acionado, para em um ponto de ônibus. Em seguida as portas do veículo se abrem e Lola/Amara desce).

 

LOLA/AMARA: (Caminha pelas ruas em direção ao restaurante).

(Enquanto caminha, Lola/Amara caminha pela rua ela avista uma casa com uma placa de venda).

LOLA/AMARA: (Olha para a fachada da casa) Que casa bonita e tão pertinho do restaurante... (Em seguida, Lola/Amara olha para a bolsa onde está guardado o cheque do pagamento e novamente olha para a fachada da casa).

 

Cena 10 – Universidade Pereira Vasconcelos [Interna/Manhã]

Música da cena: Não Esqueço – Niara e Pabllo Vittar

(Após algum tempo faltando as aulas pelos últimos acontecimentos que haviam lhe ocorrido, Enrico havia decidido voltar as aulas da faculdade, já que faltavam apenas alguns meses para se formar).

 

ENRICO: (Empurra a cadeira de rodas pelo corredor da universidade).

ÍTALO: (Surge logo atrás de Enrico após sair do laboratório) Enrico?

ENRICO: (Sente seu coração gelar ao ouvir a voz de Ítalo e em seguida vira-se para olhar para ele) Oi, é sou eu...

ÍTALO: Nossa, que surpresa você por aqui. Que bom que você resolveu voltar, faz muito bem em continuar nas suas aulas!

ENRICO: É, eu não podia abandonar isso também, principalmente agora faltando tão pouco tempo para me formar. Eu estou fazendo isso não só por mim, mas também por todos que estiveram torcendo por mim.

ÍTALO: Pode acreditar que eu sou uma das pessoas que sempre estiveram torcendo por você. Eu amo...

ENRICO: (Interrompe Ítalo) Eu fico feliz que você torça por mim, eu também torço muito por você.

ÍTALO: Eu sei que não fui um bom namorado, que não tive coragem o suficiente de me abrir para o mundo e enfrentar a todos como você fez desde muito cedo, mas eu estou mudando com isso tudo que aconteceu e ainda vou provar que mereço ter você de volta.

ENRICO: Eu ainda não estou pronto para voltar a falar sobre esse assunto, sobre nós dois. Isso ainda é uma ferida muito aberta em mim e longe de cicatrizar. Espero que você entenda!

ÍTALO: Eu entendo e vou respeitar o seu tempo, mas eu só te peço que você não esqueça que eu te amo.

ENRICO: Bom, agora eu tenho que ir. Já estou atrasado para a primeira aula. Bom te ver, com licença! (Enrico segue para a sala de aula e deixa Ítalo sozinho).

ÍTALO: (Observa Enrico seguir e fica melancólico).

 

Cena 11 – Represa Billings [Externa/Manhã]

(A região onde aconteceu está completamente cercada e a policia é acionada para apurar o ocorrido).

 

DELEGADA RAQUEL: (Caminha acompanhada do inspetor) Bom dia Tenente, já conseguiram identificar quantas vítimas?

TENENTE: (Estende a mão e cumprimenta os dois) Bom dia! O carro ainda está sendo retirado do mar, mas a vítima provavelmente foi levada pela correnteza. Mas conseguimos localizar documentos no porta-luvas, está com o perito!

(A delegada e o inspetor colocam luvas para não marcar as evidências com impressões digitais. Juntos, os dois se aproximam do perito que está examinando os documentos).

INSPETOR ERIBERTO: Nós podemos dar uma olhada nos documentos que vocês encontraram submersos?

PERITO: Claro, aqui está! (Entrega os documentos presos numa pinça).

INSPETOR ERIBERTO: (Inclina a cabeça para ler o nome e verificar a foto) Você não vai acreditar em quem se trata. (Diz referindo-se a Raquel).

DELEGADA RAQUEL: (Estranha o comentário) Quem? Quem é? (Inclina a cabeça e lê o nome que consta no documento e verifica a foto).

(Com ajuda de um guindaste, o carro de Ângelo é retirado da água e trazido de volta a estrada, que logo se encharca com a água contida no interior do veículo).

INSPETOR ERIBERTO: E então, o que você acha? Um acidente fatal? (Diz enquanto os dois se aproximam do veículo).

DELEGADA RAQUEL: (Ainda usando luvas, toca nas marcas de arranhões no carro) Agora mais do que nunca, está claro de que há aqui uma queima de arquivo. Não é possível que tantas pessoas do mesmo convívio e ciclo social estejam morrendo assim, coincidentemente. Agora só precisamos chegar ao possível mandante ou a mandante! Continuem as buscas, precisamos localizar o advogado. (Orienta aos mergulhadores).

 

Cena 12 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Manhã]

(Na sala de jantar, Luiza Helena, Evandro, Tamara e Betinha tomavam café em silêncio).

 

TAMARA: E então, como estão os recém-casados? (Diz para quebrar o gelo).

BETINHA: Eu acho que isso não é assunto para o café da manhã, Tamara! (Diz enquanto come um pedaço de waffle).

LUIZA HELENA: A Betinha tem razão, Tamara. Foque em tomar o seu café! (Responde secamente).

EVANDRO: Não que algum de nós te devemos algum tipo de satisfação sobre a nossa vida intima, mas a nossa noite de núpcias foi maravilhosa, não foi amor? (Diz colocando a mão em cima da mão de Luiza Helena).

LUIZA HELENA: (Tira a mão debaixo da mão de Evandro e finge que vai se servir um pouco mais de café).

(Ouve-se um grito e em seguida o barulho de vidros quebrando).

BETINHA: Que barulho foi esse? (Estranha).

TAMARA: Parece que veio da cozinha! (Responde friamente).

LUIZA HELENA: Meu Deus, a Eva... (Levanta-se da mesa e corre em direção à cozinha).

BETINHA: (Levanta-se bruscamente e segue a irmã).

TAMARA: (Olha para Evandro que permanece comendo) Você não vai o que aconteceu com a velha? (Diz ao ficar de pé).

EVANDRO: Tomara que ela tenha tido um mal súbito e tenha morrido. (Levanta-se bruscamente e joga o guardanapo em cima da mesa).

(Enquanto isso na cozinha, Luiza Helena e Betinha chegam rapidamente).

LUIZA HELENA: (Olha para o chão e percebe a louça quebrada) Eva, o que aconteceu? Sente-se mal? (Questiona ao se aproximar).

EVA: Uma tragédia, meu Deus! Uma tragédia... (Responde com a voz trêmula).

LUIZA HELENA: Tragédia? Do que você está falando, criatura? (Questiona abanando Eva que está pálida).

(Nesse momento, Evandro e Tamara entram na cozinha).

EVANDRO: E então, o que aconteceu?

BETINHA: (Olha para a TV e nota a reportagem noticiando um acidente na Represa Billings) Esse carro... Eu já vi esse carro!

(Todos olham para a TV).

REPÓRTER: Um grave acidente aconteceu aqui na ponte que liga São Paulo a Represa Billings, na zona oeste da capital. De acordo com a polícia, há pelo menos uma vítima. O acidente teria acontecido durante a noite pela primeira análise da perícia, há sinais de pneu no asfalto, o que indica a perca do controle do automóvel. Ainda de acordo com a equipe que está acompanhando o caso, há poucas chances de sobrevivência, uma vez que a vítima desapareceu nas águas. A busca continuará pelas próximas horas e será decisiva para localizar o condutor chamado Ângelo Vasconcelos. (Diz olhando para a câmera).

BETINHA: (Leva as duas mãos a boca completamente horrorizada).

LUIZA HELENA: Meu Deus, o Ângelo está morto? (Questiona após assistir a reportagem).

 

A imagem foca em Evandro olhando para a TV friamente. A cena congela e vira uma capa de revista.



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