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A Razão de Amar - Capitulo 19 (Reprise)

  

  



                                                                    Capítulo 19

A RAZÃO DE AMAR

 

Novela de João Marinho

 

Escrita por:

João Marinho

 

Personagens deste capítulo

Afonso Valadares                                   Cecília Valadares                                                                                                         

Branca Valadares                                    Otávio Duarte                                                

Bernardo Correia                                     Eduardo Correia                  

Celso Correia                                          Lola

Jorge Correia.                                          Margot

Madalena Correia.                                   Inês                              

Marta Correia                                          Tânia

Olímpio Vasconcelos.                             Álvaro

Radialista.                                                Zilda

Letícia Fernandes

 

 

 

 

 

 

 

CENA 01/ SERTÃO DE PERNAMBUCO/ EXT./ MANHÃ

Continuação da última cena do capítulo anterior. Tocar a música “Morte do vaqueiro” de Luiz Gonzaga. Herculano mira em Jacinto e aperta o gatilho. Três tiros acertam o jagunço e cai no chão ensanguentado.

Jacinto cai no chão, já sem reação. José Jacinto desce do cavalo para socorrer o pai. Ele colocou seu ouvido sobre o peito do pai. Em seguido, coloca o pai em seus braços 

JOSÉ JACINTO (Chorando) – Fala comigo, painho! Meu Pai do Céu!

Pingos de chuva começam a cair no rosto de José Jacinto e do pai, anunciando que uma chuva forte, como nunca caíra antes no sertão.

JOSÉ JACINTO (Gritando) – Não!

Ele coloca o corpo do pai no chão, enquanto tenta procurar uma enxada para fazer uma cova. Andando desnorteado, ele acha uma pá e pega. Volta, então pelo mesmo caminho que o fez chegar àquele objeto. Focar no rosto suado do filho de Madalena, ofegante com toda aquela situação. Ele começa a cavar a cova do pai, enquanto limpa o suor. Depois de alguns minutos fazendo a cova rasa, Ele coloca o pai em seus braços e o enterra no local.

JOSÉ JACINTO (Emocionado) – Vá com Deus, meu pai!

A música para por aqui.

Corta para:

CENA 02/ FAZENDA VALADARES/ INT/ MANHÃ

Letreiro mostra: Palmeirão do Brejo.

A cena começa na SALA DE JANTAR

Coronel Afonso e Branca sentam-se à mesa. Em seguida, Eduardo e Cecília se sentam. A mesa do café da manhã está farta e posta.

CECÍLIA (P/Afonso) – Benção, meu pai! (P/Branca). Benção, mãe!

AFONSO e BRANCA (juntos) – Deus te abençoe, minha filha!

EDUARDO – Hoje começa a jornada de meu sogro como diretor do hospital, meu pai.

AFONSO – Horácio é um homem muito inteligente, muito educado, muito dedicado e muito competente. Vai saber dá conta do recado!

CECÍLIA (Enraivada) – Em compensação, o filho dele não tem postura de cavalheiro. Muito mal-educado e muito inconveniente. Nem parece ser irmão da Olga e filho de Horácio.

AFONSO – O que é isso, filha? O que foi que o Otávio fez com você?

EDUARDO (Interrompe) – Ela está assim porque Otávio tascou um beijo nela e ainda entregou flores!

AFONSO (Exaltado) – Eu irei ter uma prosa muito séria com ele. É filho de meu amigo, mas não deve agir com a minha filha dessa forma.

CECÍLIA – Não precisa, meu pai! Já até esqueci o que aconteceu.

EDUARDO (Sorrindo) – Ela até me disse que gostou.

CECÍLIA (P/Eduardo) – Ele me desrespeitou. Me beijou sem ao menos me conhecer direito

AFONSO (P/Cecília) – Eu irei ter uma conversa séria com ele, minha filha. 

CECÍLIA (P/Afonso) – Não precisa se preocupar com isso, painho! O senhor já tem muitas coisas para se preocupar. Eu já até esqueci o que aconteceu.

AFONSO (P/Cecília) – Nenhum homem há de te desrespeitar, minha filha. Eu sou grande amigo de Horácio, mas o filho dele te desrespeitou. Isso não vou aceitar... É...., mas não me surpreende que ele tenha feito isso, pois, desde a formatura dele e do seu irmão, que eu percebi que ele está te olhando com um olhar diferente, de homem apaixonado.

EDUARDO – O trabalho me espera! (P/Afonso) Benção, meu pai! (P/Branca) Benção, minha mãe!

AFONSO e BRANCA (Juntos) – Deus te abençoe, meu filho!

A cena continua na SALA DE ESTAR. Eduardo pega a maleta em cima do sofá. Ele tenta sair apressadamente, mas acaba esbarrando em Débora. Eles se entreolham.

EDUARDO – Perdão, Débora. A minha irmã está na cozinha. Estou um pouco apressado!

Cecília entra na sala de estar, no instante em que Débora ia falar. Elas se abraçam e se cumprimentam. Eduardo sai.

CECÍLIA (Feliz) – Estava a sua espera, minha prima. Temos assuntos para conversar.

DÉBORA – Estou vendo que você está muito feliz! Eu vim te chamar para ir à igreja comigo. Orar um pouco pelo meu pai.

CECÍLIA – Eu estava pensando nele na noite passada. Não cheguei a conhece-lo, mas pelas fotos que meu pai tem, era um homem que parecia ter um coração muito bom. Onde ele tiver, tem muito orgulho de você.

Débora e Cecília continuam conversando.

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CENA 03/ SERTÃO DE PERNAMBUCO/ EXT. / MANHÃ

Continuar tocando a música “Morte do Vaqueiro”, de Luiz Gonzaga. Depois de fazer uma pequena oração, José Jacinto amarra o cavalo do pai numa pequena cerca e monta em seu cavalo. Em seguida, parte para a sua casa. Ofegante, ele não consegue segurar a emoção. Mostra durante a cena paisagens do sertão. Cactos, em meio a paisagem úmida; carcará voando; carcaças de animais pelo chão úmido. José Jacinto chega em casa e desce do cavalo. Madalena sai e percebe o filho muito nervoso.

MADALENA (Nervosa/Assustada) – O que foi, meu filho? Cadê seu pai?

José Jacinto abraça a mãe e começa a chorar.

JOSÉ JACINTO (Emocionado) – Painho, morreu! Painho, morreu!

MADALENA (Chorando) – Não, não pode ser! (Questiona). Quem foi que fez isso? Onde ele está?

JOSÉ JACINTO (Emocionado) – Eu não sei quem foi que atirou? O tiro veio do alto. Painho foi atingido no peito e caiu do cavalo já sem vida.

Madalena cai de joelhos no chão, com o olhar voltados ao céu.

MADALENA (Gritando) – Jacinto!

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CENA 04/ IGREJA/ INT./ MANHÃ

Débora e Cecília estão sentadas. Elas rezam um pouco. Depois, a filha do Coronel Afonso comenta.

CECÍLIA – Às vezes, eu percebo você tão quieta.

DÉBORA (triste) – Eu tenho muito medo de morrer moça-velha.

CECÍLIA (rindo) – Moça-velha? Tu nem tem 30 anos ainda e acha que vai morrer sem se casar?

DÉBORA – Nenhum homem se interessa por mim.

CECÍLIA (Questiona) – Nenhum homem... ou Eduardo? Ele nunca sentiu nada por você, a não amizade de primos. Mas sempre percebi que você nutre um sentimento por ele que vai muito além de uma simples amizade.

DÉBORA – Você tem razão. Estou fazendo papel de besta!

CECÍLIA – Eu não pressa em me casar, contanto que me case com um homem que me valorize, me respeite, me dê amor.

DÉBORA – Queria ser assim como você.

CECÍLIA – Você acredita que o filho de Horácio teve a desfaçatez de me agarrar quando eu estava no quarto me arrumando para o noivado de Eduardo? Com esse tipo de homem eu não quero me relacionar!

DÉBORA – Ás vezes acho que você vive em outro mundo. Nós, mulheres, não temos quase nenhum direito. Temos que nos contentar com esse tipo de homem.

CECÍLIA – É.... você tem razão. O mundo real é diferente do mundo idealizado pela maioria das mulheres.

DÉBORA (pensativa) – Saudades de quando a minha vida era só brincar de bonecas e sonhar e sonhar em um dia me casar com um príncipe encantado.

Elas continuam conversando

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CENA 05/ HOSPITAL AFONSO VALADARES/ ESCRITÓRIO/ INT./ MANHÃ

Otávio está lendo um jornal, no instante em que alguém bate na parte.

OTÁVIO – Entra!

Eduardo entra e se senta ao lado do amigo.

EDUARDO – Pelo que a minha irmãzinha me contou, ela gostou do beijo.

OTÁVIO (Surpreso) – Gostou?

EDUARDO – Assim, ela não me disse que gostou; mas depois que você a beijou, ela ficou mais feliz. Quem não gostou nada de saber disso foi meu paizinho.

OTÁVIO (Enraivado) – Não era para você ter contado a ele?

EDUARDO – Eu não contei. Foi Cecília que contou. Ele quer ter uma conversa séria. Se você quer mesmo cortejar a minha irmã, tem que primeiro passar por cima dele.

OTÁVIO – Falarei com ele.

Eles continuam conversando.

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CENA 06/ CEMITÉRIO/ INT./ MANHÃ

Cecília e Débora caminham ao túmulo de Fausto. A lápide fora um pouco desgastada pelo tempo, mas a datas estão conservadas: “20 de maio de 1866 – 12 de abril de 1906”.

DÉBORA – Painho, vai fazer 29 anos que você partiu. Queria ter o senhor por aqui. Queria ter convivido com o senhor.

CECÍLIA (Pensativa) – Para mim também faz falta a presença de tio Fausto. Ele foi um grande homem.

Cecília olha para o céu.

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CENA 07/ ESTAÇÃO DE TREM/ INT. EXT. / TARDE

Olímpio espera sentado, ansioso, a chegada do trem. Ele conta os minutos para que isso aconteça. Ele escuta o som da locomotiva e vê que ela se aproxima. Inês desce com seus dois filhos, Álvaro e Tânia.

INÊS – Meu amor, estava morrendo de saudades!

Eles se beijam.

OLÍMPIO – Estava contando os dias para a vinda de vocês.

Álvaro e Tânia abraçam o pai. Os quatro saem da estação. Cena continua no EXTERIOR. Os quatro entram em um carro e partem.

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CENA 08/ FAZENDA VALADARES/ SALA DE ESTAR/ INT./ TARDE

Coronel Afonso e Branca estão, sentados no sofá, escutando o rádio.

RADIALISTA (off) – 29 anos completos da morte do político Venâncio Alves Correia. Muitas perguntas sem respostas. Quem foi a última pessoa que esteve com ele? Suicídio ou assassinato? Por que o inquérito foi encerrado sem nem mesmo todas as provas serem analisadas? São quase três décadas de uma dúvida que assola a cidade.

No instante, Otávio entra. Coronel Afonso desliga o rádio e gesticula para que Branca saia da sala.

BRANCA – Vou deixá-los a sós!

Branca sai, em seguida.

OTÁVIO – Queria falar comigo, Coronel?

Afonso o encara.

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CENA 09/ FAZENDA CORREIA/ SALA DA ESTAR/ INT./ TARDE

Continuação imediata da última cena do bloco anterior. Coronel Afonso encara Otávio, no instante em que se levanta.

AFONSO – Eu sou uma pessoa ciente das escolhas que faço. Ao longo desses fiz longas e verdadeiras amizades, da mesma forma que colecionei diversos e ferrenhos inimigos. (Caminhando pela sala)  A minha amizade com o seu pai foi uma das coisas boas que aconteceu em minha vida. Ele me salvou de um atentado e muitas outras coisas. O meu filho e a filha dele estão noivos. É uma alegria imensa para as nossas famílias. Mas isso não te dá o direito de querer se aproveitar disso para tentar agarrar e beijar a minha filha, sem que ela queira. (Com olhos fixos em Otávio). Não me queira ter como inimigo. Se quiser ter alguma coisa séria com a minha filha, que fale com a minha pessoa.

OTÁVIO – Primeiramente, eu queria pedir desculpas pelo que fiz. Agi de forma errada, sem medir as consequências.

AFONSO – Que isso não se repita, rapaz. A minha filha merece ser tratada com respeito, que é como uma bela e respeitada dama deve ser tratada. Não faça com ela o que faz com as suas quengas.

Otávio não consegue falar nada, diante do que Afonso acabara de dizer. No mesmo instante, Cecília entra, ignorando a presença de Otávio. Afonso a segura pelo braço.

AFONSO (P/Cecília) – Eu tive um conversa muito séria com Otávio. Ele quer te pedir desculpas!

CECÍLIA (P/Afonso) – Não precisa de toda essa cerimônia para resolver algo que eu já até me esqueci.

OTÁVIO (Interrompe) – Eu faço questão de pedir desculpas.

CECÍLIA (P/Otávio) – Está desculpado. (mudando de assunto). Agora eu vou subir para o quarto. Estou um pouco cansada.

Cecília sobe para o quarto. Otávio sai. Coronel Afonso volta a escutar o rádio.

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CENA 10/ MANSÃO DE OLIMPIO/ SALA DE ESTAR/ INT./ NOITE

Olímpio, a esposa e os filhos entram na casa.

OLÍMPIO – Hoje, começa a nova vida de vocês. Agora, perto de mim.

INÊS – Espero que a minha vida mude realmente. Estou cansada de ser descriminada e não quero que os meus filhos sofram por minha causa.

OLÍMPIO + Ninguém vai ficar sabendo.

Olímpio e Inês levam as malas para o quarto.

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CENA 11/ FAZENDA CORREIA/ SALA DE ESTAR/ INT./ TARDE

Celso escuta músicas no rádio, tomando um pouco de chá. Jorge desce as escadas, com rapidez. Celso estranha.

CELSO – Você anda com tantos segredos. Sai apressado; chega de madrugada.

JORGE – Estou resolvendo assuntos que são exclusivamente de meu interesse.

CELSO – Se esse seu assunto particular trouxesse pelo menos algum benefício para a nossa família, eu até apoiaria.

JORGE – O senhor ainda vai ter muito orgulho de mim!

CELSO – O que eu mais quero é ter orgulho de você.

Jorge sai, em seguida.

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CENA 12/ BORDEL BONHEOUR/ SALÃO DE APRESENTAÇÕES/ INT./ NOITE

Dançarinas fazem uma apresentação. Ao fim do espetáculo, todos aplaudem. Corta para a mesa em que o Otávio está sentado. Ele bebe um pouco de uísque e pensa um pouco na vida. Margot se aproxima dele.

MARGOT – Percebi que desde que chegou está aí sentado só bebendo.

OTÁVIO – Aceitaria um convite para dançar.

MARGOT (Feliz) – Convite aceito!

Eles vão para o meio do salão dançar. Começa a tocar a música “In The Motos”, de Glenn Miller. Jorge entra e acena para Lola, que vem ao seu encontro. Otávio observa Jorge.

MARGOT – Conhece aquele homem? 

OTÁVIO – Ele não me é estranho.

MARGOT – É Jorge Correia. Ele vem aqui todas as noites.

OTÁVIO (em pensamento) – Jorge Correia... Conheço até demais!

Eles continuam dançando.

CENA 13/ SERTÃO DE PERNAMBUCO/ CASA DE FRANCISCA/ SALA/ INT./ NOITE

Letreiro mostra: Sertão de Pernambuco

Madalena acende uma vela para fazer uma reza ao amado.

MADALENA – Que você esteja em um bom lugar agora, meu amor.

José Jacinto vai à janela, pensativo.

JOSÉ JACINTO – É. Mainha, algo me diz que chegou a hora de seguir o meu destino. Senti que tem algo me esperando na cidade.

MADALENA – Oh, meu filho, tenho tanto medo de que aconteça algo de ruim

JOSÉ JACINTO – Eu tenho o sonho de terminar meus estudos. Eu não vou conseguir essas coisas aqui. (Mudando de assunto). Por que a senhora tem tanto medo que eu vá para a cidade?

MADALENA – Porque eu não quero que você passe a humilhação que eu passei, meu filho! Eu fui muito humilhada em Palmeirão do Brejo.

JOSÉ JACINTO – Se foi humilhada é porque deve ter feito algo muito grave.

MADALENA – Eu não quero tocar nesse assunto mais. Faça o que você quiser da vida. Estarei pedindo proteção divina por você, onde você estiver, meu filho.

Jacinto continua olhando as paisagens pela janela.

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CENA 14/  FAZENDA VALADARES/ SALA DE ESTAR/ INT./ MANHÃ

O rádio está ligado e tocando algumas músicas. Otávio está sentado no sofá a espera de Eduardo. No mesmo instante, Cecília aparece.

CECÍLIA – Buh! (Ri) Não precisa ter medo de mim. Eu não mordo... Pelo menos, por enquanto. (Mudando de assunto). Eu gostei de você, sabia? Pelo menos agora está se comportando como um macho.

OTÁVIO – Depois do que você me fez passar com seu pai...

CECÍLIA – Acho que eu também preciso pedir desculpas. Me excedi um pouco.

OTÁVIO – É melhor deixarmos para lá essa história.

Cecília encosta seus lábios nós de Otávio. Os dois dão um selinho.

CECÍLIA – Meu pedidos de desculpas.

Otávio fica surpreso com o selinho.

CENA 15/ FAZENDA VALADARES/ SALA DE ESTAR/ INT./ MANHÃ

Continuação imediata da última cena do bloco anterior. Otávio fica surpreso e um pouco confuso com o selinho que acabara de acontecer.

OTÁVIO (surpreso) – Juro que eu tento te entender, mas não consigo. Antes de ontem disse que não queria mais olhar na minha cara; hoje, me dá um beijo.

CECÍLIA – Estou vendo que te julguei errado. Você é um homem sentimental, bom  e sem maldade no coração. Essa foi a forma que eu encontrei para te pedir desculpas!

Os dois riem. No mesmo instante, Afonso entra na sala.

AFONSO – Já estou vendo que estão amigos.

Otávio se despede de Cecília, no instante em que Eduardo vai à sala para que eles possam ir ao hospital.

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CENA 16/ SERTÃO DE PERNAMBUCO/ CASA DE FRANCISCA/ EXT./ TARDE

Letreiro mostra: Sertão de Pernambuco.

Letreiro mostra: dois dias depois.

José Jacinto abraça a mãe, que tem em suas mãos uma fotografia.

MADALENA (Entregando a fotografia ao filho) – Filho, essa é a fotografia do seu irmão. O nome dele é Otávio Correia. Se em algum desses lugares que você passar você o encontrar diga que eu o amo e que nunca esqueci dele. Ele mora em Palmeirão do Brejo nas propriedades da família Correia.

JOSÉ JACINTO – Eu vou encontrar o meu irmão, Mainha!

Eles se abraçam mais uma vez. Tocar a música “Vida de Viajante”. José Jacinto sobe na carroça e parte. 

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CENA 17/ MANSÃO DA FAMÍLIA FERNANDES/ SALA DE JANTAR/ INT./ MANHÃ

Letreiro mostra: Palmeirão do Brejo

Letícia faz uma leitura silenciosa de uma carta que acabara de chegar.

LETÍCIA – Ele vai receber alta semana que vem!

ZILDA – Você está pronta para esse momento?

LETÍCIA (pensativa) – Eu não sei. Vou está a frente do assassino da minha mãe, mas ao mesmo tempo vou estar reencontrando meu pai depois de décadas.

ZILDA – Você precisa ser forte, minha filha. Não vai ser nada fácil!

Letícia reflete um pouco sobre a situação.

Corta para:

CENA 18/ PALMEIRÃO DO BREJO/ EXT./ MANHÃ

Dia seguinte

José Jacinto chega a cidade, na carroça. Ele olha para todos os lugares.

JOSÉ JACINTO – Cheguei a Palmeirão do Brejo!

Congelamento preto e branco, emoldurado, com um retrato.

 


  





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