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VILAREJO - Capítulo 26




Capítulo 26

Cena 01 - Fazenda Santa Clara [Interna/Manhã]

Música da cena: Amor Gitano - Beyoncé ft. Alejandro Fernández

[Lentamente, Ana Catarina caminhou por um corredor de pessoas, enquanto sorria em tom de cumprimento até que se aproximou do local onde Antônio a esperava.]


ANTÔNIO: - Vosmecê está lindíssima. Sou o homem mais sortudo da face da terra! [Diz ao dar o braço para Ana Catarina].


ANA CATARINA: - Vosmecê sempre tão galante. Vou ficar corada com tantos elogios. [Responde sorridente].


[Entre os convidados, Carlota observava a filha de Ana Catarina de longe.]


LEONORA: - O que foi? Por quê vosmecê não para de olhar para aquela moça?


CARLOTA: - Eu não sei, até agora não consegui entender o motivo da condessa manter essa jovem em segredo. Qual o problema dela ter uma filha? Isso é deveras estranho. [Completa].


[Do outro lado, Laura observava a cena visivelmente consternada.]


GRAÇA: - Eu disse que não deveríamos ter vindo. Eu disse, mas vosmecê não me deu ouvidos.


LAURA: - Chega, mamãe. Eu precisava ver essa cena com os meus próprios olhos. [Disse com uma lágrima escorrendo através do olhar].


RICARDO: [Percebendo que Laura estava chateada, retirou um lenço de linho branco do bolso de seu frade e ofereceu] - Casamentos são realmente emocionantes, não acha? [Disse tentando apaziguar].


LAURA: - Certamente, jornalista. [Disse ao pegar o lenço e secar a lágrima].


JUIZ: - Senhoras e senhores, estamos aqui reunidos para celebrar o amor e a união desse matrimônio aqui, nesta manhã. Por isso, antes de iniciarmos como propriamente é dito, eu pergunto: É de livre e espontânea vontade que os dois exercem aqui, diante a autoridade que lhes questiona?


ANTÔNIO: - Sim. [Responde olhando para Ana Catarina].


ANA CATARINA: - Sim! [Responde também olhando para Antônio].


Cena 02 - Casa dos Lobato [Interna/Manhã]

[Quando Tomásia adentrou no quarto de Maria do Céu, logo tomou um susto ao encontrá-la.]


TOMÁSIA: - Oras, para onde a sinhazinha vai? Não me lembro de termos combinado de sair essa manhã. [Disse ao vê-la vestida como um rapaz novamente].


MARIA DO CÉU: - E não combinamos, dessa vez eu vou sair sozinha!


TOMÁSIA: - Sozinha? Mas nem pensar, a sinhazinha ainda não conhece bem a região, pode se perder.


MARIA DO CÉU: - Não se preocupe, irei cedo e volto cedo antes dos outros chegarem. Além disso, estarei bem acompanhada. Vou sair com o Miguel.


TOMÁSIA: - Com o doutorzinho? E eu posso saber para onde? [Questiona curiosa].


MARIA DO CÉU: - Claro que pode, vou ao casamento da condessa como convidada… Ou melhor, convidado especial. [Responde aos risos].


Cena 03 - Acampamento Cigano [Interna/Manhã]

[Madalena havia acabado de retornar do rio carregando alguns baldes consigo, quando adentrou em sua tenda.]


MADALENA: - Açucena… Venha me ajudar! [Ordenou].


AÇUCENA: - O que houve, vovó? [Questionou ao se aproximar, trajando uma roupa diferente das que costumava usar no dia a dia].


MADALENA: - Onde vosmecê pensa que vai, xaborrí? Não temos nenhuma festa do nosso povo hoje. Por que está tão arrumada?

Tradução: Xaborrí = Menina.


AÇUCENA: - Não se zangue, vovó. Eu não contei antes para vosmecê não se aborrecer. Eu vou a um casamento com o Pedro.


MADALENA: [Solta os baldes no chão com brutalidade] - Esse xaborron de novo? Eu não já disse que ele trará desgraça e a má sorte para o nosso povo?

Tradução: Xaborron = Menino.


AÇUCENA: - Está vendo? Era por isso que eu não queria te contar, sabia que iria se zangar.


MADALENA: - E como não iria me zangar? Vosmecê está metendo os pés pelas mãos, não posso permitir. Tire agora mesmo essa roupa, vosmecê não vai a esse casamento.


AÇUCENA: - Eu vou, vovó. Vosmecê não pode me impedir, eu vou buscar a minha felicidade. Quer queira, quer não! [Completa saindo, deixando Madalena para trás].


Cena 04 - Igreja de São José dos Vilarejos [Interna/Manhã]

Música da cena: Acreditar no Seu Amor - Liah Soares

[Padre Júlio tirava o pó de algumas imagens no altar, quando se distraiu.]


SEMINARISTA ÂNGELO: - O que houve, padre? Não me diga que já está cansado? Mal acabamos de começar…


PADRE JÚLIO: - Não, menino. Não diga bobagens! Eu apenas estava acá, perdido com meus pensamentos.


SEMINARISTA ÂNGELO: - Pensando e em quem, padre?


PADRE JÚLIO: - Na Condessa de Burgos e em Antônio Guerra. A essa altura eles já devem ter se casado.


SEMINARISTA ÂNGELO - O senhor ficou chateado pelo fato dela não querer se casar na igreja? 


PADRE JÚLIO: - Antes fosse isso, meu filho. É um direito dela não querer casar na casa de Deus, livre arbítrio. Acontece que eu não gostei do que vi no olhar dela. Eu vi ódio, ressentimento e amargura. Esses são sentimentos que não combinam com uma mulher prestes a começar uma vida nova e um casamento. Temo que ela possa sofrer. [Fala pensativo].


Cena 05 - Casarão D’ávilla [Interna/Manhã]

Música da cena: Mil Noites de Um Amor Sem Fim - Silva

[Com a transição de cenas, surgem os campos do engenho da família D’ávilla e em seguida a senzala. No interior do lugar, Rosaura organizava seus pertences, pois iria embora em breve.]


IDALINA: - Vassuncê está toda metida, só por causa que vai morar na casa da condessa. Vai ser forra como os outros escravos dela, io aposto.


ROSAURA: -  Independente se ela for ou não me dar o papel da alforria, só de sair desse inferno io já fico mais aliviada. Se eu fosse vassuncê, eu teria muito cuidado com dona Carlota. Com aquela carinha de boa senhora, ela é mais perigosa que uma cobra… Pronta para te dar o bote a qualquer momento.


IDALINA: - Vassuncê só diz isso porque ela não gosta de vassuncê como gosta de mim, inté presentes ela me dá…


ROSAURA: [Olha para Idalina] - Idalina, minha filha. Io poderia ser sua mãe, então ouça o que vou te dizer. A Carlota não gosta de ninguém, nem do próprio filho. Ela só gosta das pessoas que as beneficiam de alguma forma e depois que ela consegue o que quer, ela se livra dessas pessoas. Tome muito cuidado! [Completa pegando suas coisas e deixando a escrava sozinha].  


Cena 06 - Fazenda Santa Clara [Interna/Manhã]

[O juiz continuava celebrando a cerimônia, enquanto os convidados assistiam emocionados ao casamento de Antônio e Ana Catarina.]


JUIZ: - Senhora Condessa de Burgos, vosmecê aceita o senhor Antônio Guerra como seu legítimo esposo?


ANA CATARINA: - Sim, eu aceito. [Responde olhando para Antônio].


JUIZ: - Senhor Antônio Guerra, vosmecê aceita a Condessa de Burgos como sua legítima esposa?


ANTÔNIO: - Sim, senhor juiz, eu aceito.


JUIZ: - Então com o poder me concedido em nome da lei, eu vos declaro marido e mulher. O noivo já pode beijar a noiva.   


LAURA: - [Chora].


ANTÔNIO: [Se aproxima de Ana Catarina, acaricia seu rosto e a beija].


[A maior parte dos convidados aplaudem o término da cerimônia.]

 



Cena 07 - Fazenda Santa Clara [Interna/Manhã]

[Os noivos levantaram-se de onde estavam ajoelhados em meio aos aplausos e logo se formou uma fila para cumprimentá-los.]


CARLOTA: - Quero ser a primeira parabenizar o casal pelo casamento. Desejo toda a felicidade do mundo aos dois.


ANTÔNIO: - Obrigado, mamãe. [Disse ao abraçar Carlota].


LEONORA: - Parabéns, condessa. Foi uma cerimônia simples, mas muito bonita. Todos estavam muito emocionados. Desejo que sejam muito felizes!


ANA CATARINA: - Muito gentil de sua parte, Leonora. Muito obrigada! [Respondeu abraçando Leonora].


MILA: - Minha vez, minha vez. Quero parabenizá-lo pelo casamento, desejo que sejam muito felizes e que vosmecê faça acima de tudo, a minha mãe muito feliz. Espero que possamos nos tornar uma grande família.


ANTÔNIO: [Abraça Mila] - Eu espero poder cumprir tudo isso que deseja e que eu venha a ser como um pai para vosmecê que parece uma moça tão inteligente e especial.


[De longe, Graça, Laura e Ricardo observavam tudo.]


RICARDO: - Vosmecês não irão cumprimentar os noivos?


GRAÇA: - Acho melhor não, a cerimônia já acabou, é melhor irmos para casa.


LAURA: - Ir pra casa? E para quê? Ficar chorando pelos cantos? Eu me recuso!


GRAÇA: - E para onde vosmecê pensa que vai? Para a França? [Ironiza].


RICARDO: - Se quiser, posso te levar para um lugar mais perto. Acá mesmo, na cidade. Podemos nos divertir um pouco no cassino. O que acha? 


LAURA: [Sorri para Ricardo] - Uma ótima ideia, jornalista!


Cena 08 - Praça da Cidade [Externa/Manhã]

Música da cena: Carinhoso - Céu

[Joana organizava alguns pertences na mercearia quando viu um grupo de ciganos na praça que ficava logo em frente.]


JOANA: [Atravessa a mercearia e vai até o lado externo, aproximando-se do grupo de ciganos].


VLADIMIR: [Para de conversar com um senhor e se aproxima de Joana] - Gají, que surpresa. Pensei que vosmecê também tivesse ido ao casamento da condessa.

Tradução: Gají = Mulher não cigana.


JOANA: - Não, esse casamento é voltado para a alta sociedade vilarejerense. Naturalmente uma simples moça como eu não seria convidada, apesar de que adoraria ver, casamentos são tão emocionantes.


VLADIMIR: - Vosmecê pensa em se casar? 


JOANA: - Claro, um dia eu penso em me casar como Deus manda. Vestido branco, véu e grinalda… A igreja coberta de flores… [Suspira]. - Pena que ninguém vai se interessar por uma moça tão comum como eu.


VLADIMIR: - Nunca diga nunca, gají. Às vezes o destino te surpreende e já te apresentou essa pessoa que vai morar em seu coração. [Conclui].


Cena 09 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

Música da cena: Corre - Gabi Luthai

[Sozinho em um canto da sala, Miguel bebia um pouco de vinho enquanto aguardava sua mãe retornar.]


MIGUEL: [Admira a paisagem através da janela].


MARIA DO CÉU: - O que um moço tão bonito faz sozinho numa festa como essa? [Disse modificando o timbre da voz].


MIGUEL: [Sorri] - Maria do Céu, vosmecê veio. Que felicidade!


MARIA DO CÉU: - Não podia deixar de vir, é a minha primeira vez num casamento e confesso que estou achando tudo muito bonito. Ah, aí vem gente… Vou dar uma volta para ninguém me notar. [Disse se afastando].


AMÁLIA: - Meu filho, quem era aquele rapaz? Ele anda engraçado… [Questionou ao se aproximar].


MIGUEL: - Apenas uma pessoa muito especial, mamãe. Apenas isso! [Sorri ao responder].


Cena 10 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

[Graça conversava com algumas conhecidas, quando sentiu alguém tocar seu ombro.]


GRAÇA: - Pedro, meu filho… Vosmecê havia sumido, por onde andou? [Questionou ao se virar e dar de cara com o filho].


PEDRO: - Eu fui buscar uma pessoa. Mamãe, quero te apresentar a minha nova namorada. Açucena Kalitch! [Disse mostrando Açucena].


AÇUCENA: - Muito gosto em conhecê-la senhora! [Disse ao estender a mão para Graça].


GRAÇA: [Surpreende-se e olha Açucena de cima abaixo].


Cena 11 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

[Entre um cumprimento e outro dos convidados que os parabenizavam pelo casamento, Antônio se retirou um pouco quando Miguel o chamou.]


MIGUEL: - Desculpe incomodar a sua recepção de casamento, Antônio. Acontece que falta resolvermos um último detalhe do acordo pré-nupcial. Se importa em me acompanhar?


ANTÔNIO: - Ainda falta algo, pensei que já havia assinado tudo que fosse necessário. [Disse enquanto observava Ana Catarina conversando com algumas pessoas do outro lado da sala].


MIGUEL: - Não, ainda falta um termo. Não é nada demais, a condessa não está sabendo, mas é uma questão para assegurá-la, se é que me entende.


[Alguns instantes depois, Antônio e Miguel adentram no escritório da casa, onde o tabelião já os esperava, na companhia de Carlota.]


ADVOGADO: - Senhor Guerra, meus parabéns pelo casamento.


ANTÔNIO: - Muito obrigado. Mas eu não entendo o que vosmecê faz acá.


ADVOGADO: - Pensei que o doutor havia lhe explicado…


ANTÔNIO: - Não, ele disse que o senhor me explicaria tudo com mais detalhes.


ADVOGADO: - Naturalmente. Esse último acordo trata-se da separação total de bens, é uma forma de assegurar que os bens da Condessa continuarão dela após o casamento e que os seus continuarão seus, com uma exceção.


ANTÔNIO: - Exceção… Qual exceção? [Questiona].


ADVOGADO: - Como bem sabe, a condessa arrematou a dívida da hipoteca do engenho de vossa família. Precisarei que assine uma promissória, como deve compreender, tudo é um negócio e dinheiro não dá árvores. Precisamos de uma garantia que o senhor ou sua família irá arcar com essa dívida futuramente, pois caso não honrem com esse compromisso, a condessa poderá executar essa dívida e inclusive ficar com a propriedade.  


CARLOTA: - Assine, meu filho. Isso é apenas uma regra de praxe, é coisa de lei. Vosmecê sabe, tudo precisa estar escrito nos papéis por questão de segurança. Eu já assinei no campo onde me dizia respeito. Assine! [Orientou].


ANTÔNIO: [Raciocina um pouco] - Claro, arcaremos com os custos do pagamento.  A minha esposa não faria nada para nos prejudicar, eu tenho certeza. Onde eu assino?


ADVOGADO: - Acá! [Disse mostrando local no documento onde Antônio deveria assinar].


ANTÔNIO: - Certamente. [Conclui assinando o documento]. 


Cena 12 - Fazenda Santa Clara [Interna/Noite]

[Após encerrarem a festa de casamento. Antônio seguiu acompanhado de um empregado até uma ala afastada da fazenda onde seus aposentos e os de Ana Catarina seriam estabelecidos. Ao adentrar, logo se surpreendeu com tamanho luxo das acomodações. Os armários continham roupas de luxo, algumas caixas já armazenavam jóias masculinas como abotoaduras e relógios. Em cima da escrivaninha, havia escovas de marfim e objetos para barbear.]


ANA CATARINA: [Bate a porta com força ao entrar].


ANTÔNIO: - Vosmecê me assustou… [Disse ao parar de admirar os objetos].


ANA CATARINA: - Acaso esperava outra pessoa, meu marido? [Questionou de forma ligeiramente irônica].


ANTÔNIO: - Não… Não é isso. Estava olhando os armários e não vi os seus pertences. Acaso seus empregados ainda não os trouxeram?


ANA CATARINA: - Trouxeram. Trouxeram sim, acontece que eu não irei ficar nesse quarto. Ficarei no da frente!


ANTÔNIO: - Como assim? Não estou entendendo… [Estranha].


ANA CATARINA: - Será que não? Será que realmente vosmecê não entende o que eu estou falando? 


ANTÔNIO: - Não, condessa. Eu não estou entendendo o que está acontecendo. O que está havendo com vosmecê?


ANA CATARINA: - Uma vez, vosmecê me disse que eu me parecia com alguém. Olhe para mim, Antônio. Olhe bem no fundo dos meus olhos e me diga com quem eu me pareço. [Diz ao se aproximar do marido]. - Que foi? Não diga que vosmecê tem medo de mim? Seria estranho ter medo de mim, quando não teve do meu dinheiro.


ANTÔNIO: [Aterroriza-se com o jeito de Ana Catarina e se afasta] - Vosmecê está indo longe demais e começa a me ofender. [Diz ao se afastar ainda mais, dando as costas a esposa].


ANA CATARINA: - Ofendido? Ora, que cômodo. Já que é para sermos francos, vou expor como eu me sinto diante os últimos acontecimentos. Eu me sinto ultrajada… Ultrajada, pois vosmecê não passa de um interesseiro. Vendeu-se por uma mísera soma de 100 mil contos de réis.


ANTÔNIO: [Vira-se e encara Ana Catarina] - Eu não admito que…


ANA CATARINA: - Vosmecê não é ninguém para admitir algo aqui. Vosmecê não passa de um boneco de pano, utilizado como fantoche por sua mãe durante toda a vida, foi assim que cheguei até vosmecê. Tive que buscar um marido, figura fundamental para uma senhora de bem em nossa sociedade, foi então que vi vosmecê na prateleira e resolvi arrematá-lo. Confesso, foi barato… Muito barato. Teria pago o dobro. O triplo talvez!


ANTÔNIO: - Eu não tenho porque continuar ouvindo tantos absurdos. Vou sair daqui agora! [Diz aproximando-se da porta].


ANA CATARINA: - Não, vosmecê fica. Vamos a partir de agora aceitar os nossos devidos papéis, sem máscaras. Vosmecê, um marido comprado e eu, uma mulher amargurada, cheia de ódio e ressentimento.


ANTÔNIO: [Olha para Ana Catarina com os olhos marejados] - Eu não entendo, por quê me diz essas coisas? O que te faz agir assim?


ANA CATARINA: - É inútil. Já que vosmecê prefere continuar com esse jogo, vamos voltar às formalidades por acá. Permita-me que eu me apresente. Muito prazer, Senhor Guerra. Eu me chamo Ana Catarina D’ávilla e voltei do mundo dos mortos para te atormentar. Sua senhora! [Conclui].


ANTÔNIO: [Horroriza-se, arregalando os olhos ao ouvir as palavras pronunciadas por Ana Catarina].


[A imagem congela focando em Antônio parado diante Ana Catarina, surge um efeito de uma pintura envelhecida e o capítulo se encerra].


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