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VILAREJO - Capítulo 54 (Penúltimo Capítulo)



Capítulo 54 (Penúltimo Capítulo)

Cena 01 - Posto Policial [Interna/Tarde]

[Sorrateiramente, Carlota e Filipe deixaram o posto policial e subiram em uma charrete.]


BARÃO FILIPE: - Agora, vosmecê vai deitar aí na traseira e eu vou te cobrir com essa manta, ninguém pode desconfiar que vosmecê escapou. [Diz ao orientar Carlota].


CARLOTA: - Está bem! [Responde ao seguir as ordens de Filipe, deitando-se em posição fetal na parte traseira da charrete].


BARÃO FILIPE: [Cobre Carlota com uma manta] - Pronto, podemos seguir! [Disse ao orientar os comparsas para seguirem na condução da charrete].


[A charrete então sai percorrendo a avenida, passando despercebida aos olhos dos moradores da cidade].


Cena 02 - Igreja São José dos Vilarejos [Externa/Tarde]

Música da cena: Corre - Gabi Luthai

[Com a transição de cenas, surge a fachada da igreja. Aos poucos, os convidados do casamento começaram a se aproximar.]


PADRE JÚLIO: - Sejam todos bem-vindos, entrem e se acomodem! [Disse sorridente].


JOANA: - Açucena, como seu bebê cresceu. Para quando é? [Questiona ao chegar acompanhada por Vladimir e Leonora].


AÇUCENA: - Estamos esperando para o próximo mês, ainda tenho um pouco de tempo para organizar as coisas.


PEDRO: - Mal vemos a hora desse meninão chegar… Tenho certeza que será um menino! [Responde acariciando a barriga da esposa].


VLADIMIR: - Vamos entrar, precisamos escolher bons lugares para assistir ao casamento. [Disse conduzindo os três para o interior da igreja].


LEONORA: [Aproxima-se da igreja e encontra com Juvenal, que aguardava por Maria do Céu].


JUVENAL: - Leonora, como vai?


LEONORA: - Muito bem, obrigada. E vosmecê, como tem passado? [Questiona].


JUVENAL: - Vosmecê está muito bonita, como sempre. [Responde].


LEONORA: - É muita gentileza sua, agradeço pelo elogio. Agora se me permite, vou entrar para me acomodar. Até mais ver! [Entra na igreja, encabulada com o elogio].


Cena 03 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

Música da cena: Coleção - André Leonno

[Com a transição de cenas, surgem imagens externas da fazenda Santa Clara. No interior da propriedade, Antônio surgiu caminhando pelo corredor usando roupa de gala, quando entrou no quarto.]


ANTÔNIO: - Vosmecê ainda não está pronta? Precisamos nos apressar, somos padrinhos.


ANA CATARINA: - Eu sei, acontece que não encontro meus brincos de ouro branco com brilhantes. Vosmecê não os viu? [Perguntou enquanto procurava os brincos no porta-jóias].


ANTÔNIO: - Não, na realidade eu não sei de que brincos vosmecê está falando. Por que não usa outros?


ANA CATARINA: - Até parece que vosmecê não sabe como são as mulheres… Eu planejei tudo de acordo com as jóias que utilizaria nessa ocasião. Os brincos não podem ter evaporado, devem estar em algum lugar deste quarto.


ANTÔNIO: - Mas assim iremos nos atrasar!


ANA CATARINA: - Vamos fazer o seguinte… Amália e Miguel já devem estar na igreja. Mila foi na frente para ajudar Maria do Céu, vosmecê pode ir também, aproveita e ajuda o Miguel no que for preciso. Eu vou procurar mais um pouco e depois peço para o Sebastião me levar.


ANTÔNIO: - Não acho que seja uma boa ideia…


ANA CATARINA: [Interrompe Antônio com um beijo] - Não precisa se preocupar, amor. Eu estou bem, segura na nossa casa. Nada de mal vai acontecer, acredite em mim. [Completa].


Cena 04 - Mosteiro São Francisco, Rio de Janeiro [Interna/Tarde]

[Prestes a confirmar seus votos para se tornar padre oficialmente, Ângelo ficava cada vez mais triste com o rumo que sua vida estava tomando.]


PADRE BELISÁRIO: - Atrapalho? [Disse ao abrir a porta do alojamento].


SEMINARISTA ÂNGELO: - Padre… É claro, entre. Estava distraído, nem vi quando o senhor chegou. Sente-se!


PADRE BELISÁRIO: - Na verdade é justamente sobre isso que gostaria de conversar com vosmecê. Percebo que há tempos, tem andado distante e até mesmo com certo semblante melancólico. O que está havendo? [Questiona ao se sentar na cama de Ângelo].


SEMINARISTA ÂNGELO: - Padre…


PADRE BELISÁRIO: [Interrompe] - Vejo que vosmecê ainda está muito indeciso sobre alguma coisa e isso lhe aflige. Antes mesmo que cogite a possibilidade de mentir, quero te dizer uma coisa, meu filho. Pense bem nas suas decisões… Lembre–se, essa decisão vai mudar sua vida para sempre, vosmecê não pode tomá-la num momento de dúvida, não há chance para arrependimento. Pense bem no que eu te digo, seus votos serão dentro de pouco tempo. Não faça nada de que possa se arrepender. Vou te deixar sozinho agora, para pensar no que te falei. [Conclui ao se retirar].


SEMINARISTA ÂNGELO: [Sozinho, fica pensando no que o padre lhe disse].


Cena 05 - Igreja São José dos Vilarejos [Interna/Tarde]

[Com os convidados já acomodados em seus respectivos lugares distribuidos pelos bancos da igreja, os olhares eram atraídos para para o altar, onde estavam: Padre Júlio, Amália, Miguel, Antônio, Laura e Pedro.]


MIGUEL: - Onde está Ana Catarina? Ela já deveria estar acá! [Questiona disfarçadamente].


ANTÔNIO: [Observa as horas ao retirar o relógio do bolso da calça] - Ela já deve estar para chegar, Ana Catarina não lhe deixaria na mão, vosmecê sabe que ela te considera como um verdadeiro irmão.


AMÁLIA: - Acalmem-se rapazes, Ana Catarina é uma mulher cuidadosa, de certo teve um imprevisto, mas logo chegará. [Responde calmamente, alinhando a gravata de Miguel].


Cena 06 - Posto Policial [Interna/Tarde]

Música da cena: Flor de Lis - Melim

[Com a transição de cenas, surgem imagens externas da cidade e logo aparece a fachada do posto policial. Ao entrar, o oficial assobiava conforme percorria a recepção, até que notou algo estranho.]


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Ué, onde está todo mundo? [Estranha ao ver a recepção revirada].


[Ao começar a buscar pelos guardas, o oficial vai até a carceragem e encontra os dois guardas presos na cela de Carlota.]


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Mas o que diabos aconteceu acá? [Grita furioso].


GUARDA: - O Barão, senhor. Ele invadiu o posto com dois homens armados e nos atacou. Depois disso fugiu levando Carlota Guerra com ele.


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Que inferno… Isso não poderia ter acontecido. [Joga as chaves da cela para o guarda, no interior da cela]. - Toma, precisamos tomar providências agora mesmo.


GUARDA: [Abre a cela] - O senhor tem algo em mente? [Questiona ao sair].


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Ainda não. A única certeza que eu tenho, é que esses dois não irão parar até destruir sua maior vítima… Ana Catarina D’ávilla, a condessa. [Conclui]. 


Cena 07 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

[Após revirar todo o quarto, Ana Catarina não encontrou os brincos e resolveu pedir ajuda para encontrá-los.]


ANA CATARINA: [Abre a porta do quarto e surge no corredor, caminhando rumo a sala de estar] - Idalina… Idalina, vosmecê pode me ajudar?


[Ao entrar na sala de estar, Ana Catarina se surpreende com o que vê. Idalina estava rendida por Filipe, que apontava uma arma para a cabeça dela. Foi então que ela avistou Carlota.]


ANA CATARINA: - Carlota? [Questiona surpresa].


CARLOTA: - Oi minha querida enteada, não está feliz em me ver? [Responde ironicamente].


ANA CATARINA: - O que faz acá? Como saiu da cadeia? Vosmecê fugiu? 


CARLOTA: - Exatamente, vosmecê pensou mesmo que eu iria apodrecer naquele inferno? Pois se enganou, estou acá, mais viva do que nunca. Pronta para acabar com vosmecê!


ANA CATARINA: - Eu não tenho medo de vosmecê… Saia da minha casa e solte Idalina. Vosmecê acha que impõe medo por estarem armados? Vosmecês são dois covardes… [Grita].


CARLOTA: - Isso é o que vamos ver… Vosmecê vai implorar para viver e eu vou te matar. [Aproxima-se].


ANA CATARINA: - Vosmecê não passa de uma assassina ordinária, uma bandidinha pé de chinelo, mequetrefe, rastaquera! [Esbraveja].


CARLOTA: [Ergue a mão para estapear Ana Catarina].


ANA CATARINA: [Acerta-lhe um tapa primeiro, levando Carlota ao chão] - Agora vamos acertar as nossas contas pendentes de vinte anos, sua desgraçada! [Grita ao montar em cima de Carlota]. - Isso é pelo meu pai… [Grita ao lhe dar um tapa]. - Isso pela minha mãe… [Dá outro tapa]. - Esse é pela minha irmã… [Golpeia Carlota novamente]. - E esse de juros e atualizações monetárias, pode considerar um bônus! [Acerta um tapa ainda mais forte].


BARÃO FILIPE: [Sorri, achando engraçada a desvantagem que Carlota estava levando].


CARLOTA: - Tira essa vagabunda de cima de mim! [Grita, com a boca ensanguentada].


BARÃO FILIPE: [Empurra Idalina contra o chão, em seguida observa ao redor e pega um vaso em cima da mesa e o quebra na cabeça de Ana Catarina, que cai desmaiada].


CARLOTA: [Afasta-se dela e fica de pé] - Será que ela está morta? 

BARÃO FILIPE: - Ainda não! [Responde após checar sua pulsação]. - Precisamos dar continuidade ao plano…


CARLOTA: - Mas e essa infeliz? [Questiona se referindo a Idalina].


BARÃO FILIPE: - Pode deixar, que eu cuido dela! [Responde de forma maliciosa].


Cena 08 - Acampamento Cigano [Interna/Tarde]

[Madalena e Bibiana conversavam enquanto preparavam o jantar, quando de repente, Madalena soltou uma bandeja e deixou tudo cair.]


BIBIANA: O que foi, Madalena? Vosmecê está bem? [Perguntou ao se aproximar].


MADALENA: - Tudo o que vai volta… As águas que não a levaram antes, estão prestes a levá-la agora! [Responde abalada].


BIBIANA: - Eu não entendo, o que vosmecê quer dizer com isso?


MADALENA: - Vai acontecer… Eu sei que vai acontecer, as cartas me disseram. 


BIBIANA: [Estranha e não entende o que Madalena está querendo dizer].


Cena 10 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

[Após aguardar muito por Ana Catarina e em vão, Antônio resolveu voltar até a fazenda para buscá-la, porém foi surpreendido logo na entrada ao encontrar o oficial, acompanhado por um de seus guardas.]


ANTÔNIO: - Oficial, o que faz acá? [Questiona surpreso com a visita].


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Vim verificar se vosmecê e sua esposa estão bem. Onde está Ana Catarina? [Pergunta].


ANTÔNIO: - Ela se atrasou um pouco para o casamento e eu resolvi vim buscá-la, pois estão todos esperando. Aconteceu alguma coisa?


[O oficial e o guarda se olham.]


ANTÔNIO:  - O que foi, oficial? O que está acontecendo? [Questiona aflito].


OFICIAL DE JUSTIÇA: - O Barão Filipe Coimbra invadiu a delegacia hoje pela manhã com ajuda de dois comparsas e… Fugiu, levando Carlota Guerra consigo. Suspeitamos que eles dois queiram se vingar da sua família, principalmente da condessa.


ANTÔNIO: - Ana Catarina… [Murmurou].


[Antônio então, correu para dentro de casa, sendo seguido pelo oficial de justiça e o guarda. Ao entrarem, os três se surpreendem com a cena.]


ANTÔNIO: - Céus! [Diz ao ver a sala revirada e Idalina machucada e amarrada].




Cena 11 - Igreja São José dos Vilarejos [Interna/Tarde]

Música da cena: Corre - Gabi Luthai

[Com a recomendação de Antônio por conta do atraso inexplicado de Ana Catarina, o casamento iniciou com novos padrinhos: Vladimir e Joana. Quando a marcha nupcial começou a tocar, todos os convidados ficaram de pé e passaram a olhar para a entrada da igreja. Maria do Céu adentrou de braços dados com Juvenal, visivelmente emocionada e se direcionou até o altar.]


JUVENAL: - Entrego em suas mãos o meu maior tesouro. Cuide bem dela! [Disse ao se aproximar de Miguel, entregando o braço de Maria do Céu, para que ele entrelace].


MIGUEL: - Pode ter certeza de que cuidarei muito bem dela. [Diz ao sorrir para Maria do Céu].


MARIA DO CÉU: [Entrega o buquê para que Laura segure].


PADRE JÚLIO: - Estamos acá reunidos, para celebrarmos juntos ao amor de dois jovens apaixonados, que na flor da juventude, já enfrentaram grandes desafios. Miguel Soares e Maria do Céu Ribeiro Alves.


[Maria do Céu e Miguel se olham apaixonados.]


AMÁLIA: [Seca as lágrimas de emoção com um lenço de linho branco].


PADRE JÚLIO: - Maria do Céu Ribeiro Alves, é de sua livre e espontânea vontade, que hoje vosmecê está acá, contraindo matrimônio perante a casa de Deus? [Questiona].


MARIA DO CÉU: - Sim, padre. [Responde emocionada].


PADRE JÚLIO: - Miguel Soares, é de sua livre e espontânea vontade, que hoje vosmecê está acá, contraindo matrimônio perante a casa de Deus? [Questiona].


MIGUEL: - Sim, padre. [Responde sorridente ao observar Maria do Céu ao seu lado].


[Conforme a cerimônia ocorria, os convidados sorriam de alegria, enquanto outros iam as lágrimas de emoção. Joana e Vladimir entregaram as alianças do casal, para que o padre as abençoasse com água benta.]


MARIA DO CÉU: - Miguel, receba essa aliança em sinal do meu amor. Prometo-lhe ser fiel, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe. [Diz ao colocar a aliança no dedo de Miguel].


MIGUEL: - Maria do Céu, receba essa aliança em sinal do meu amor. Prometo-lhe ser fiel, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe. [Diz ao colocar a aliança no dedo de Maria do Céu].


PADRE JÚLIO: - Em nome de Deus e pelo poder que me foi dado pela santa igreja, eu vos declaro marido e mulher. O que Deus uniu, o homem não pode separar. O noivo pode beijar a noiva! [Orienta radiante].


MIGUEL: [Aproxima-se de Maria do Céu e os dois se beijam apaixonadamente, sob uma chuva de aplausos].


[Logo após, todos surgem na escadaria da igreja. Após a saída, Maria do Céu preparava-se para jogar o buquê para as solteiras.]


MARIA DO CÉU: - É um… É dois… É três… E… Já! [Grita ao arremessar o buquê].


[Notamos o buquê de rosas amarelas voar pelos ares, até cair nas mãos de Mila.]


MILA: [Sorri sem jeito ao pegar o buquê].


Cena 12 - Porto do Vilarejo [Externa/Tarde]

[Com a transição de cenas, somos apresentados ao rio e vemos um barco atracado no cais. Ao abrir os olhos, Ana Catarina notou um certo balançar, mas por causa da pancada que havia recebido na cabeça, ainda não atinava em nada.]


ANA CATARINA: [Tenta entender onde está olhando em volta e ao erguer a cabeça, percebe que está com as duas mãos presas no mastro do barco].


CARLOTA: - Mas que lindo, a bela adormecida resolveu acordar. Pensei que já tivesse descido ao inferno, maldita.


ANA CATARINA: - Que lugar é esse? Onde estamos? O que vosmecê fez? [Grita].


CARLOTA: - Calma, o fim dessa história está mais próximo do que vosmecê imagina. Nesta tragédia grega, só há lugar para uma de nós duas e adivinha… Não é vosmecê a escolhida! [Gargalha].


ANA CATARINA: [Desespera-se tentando se soltar].


CARLOTA: - Prepare-se para o seu fim, Ana Catarina! [Grita em tom de ameaça].


Cena 13 - Fazenda Santa Clara [Interna/Noite]

[Após revistar toda a propriedade, o oficial voltou a sala de estar em busca de pistas, enquanto Antônio aguardava na sala andando de um lado para o outro na companhia de Idalina, que agora estava desamarrada e abalada no sofá.]


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Nós percorremos toda a casa e não encontramos nenhuma pista.


ANTÔNIO: - Não dá mais para ficarmos acá, de braços cruzados. Olhe o que eles fizeram com Idalina… Imaginem o que vão fazer com a minha esposa. Eu preciso ir atrás deles!


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Mas o que pretende fazer saindo? Vosmecê não vai encontrar, esses dois são ardilosos, com certeza estão muito bem escondidos. Precisamos raciocinar com calma, aí sim ficaremos passos a frente dos dois.


[Neste momento, uma pedra é lançada, quebrando o vidro da janela e invadindo a sala de estar da fazenda.]


GUARDA: [Aproxima-se para ver o estrago e percebe que a pedra está enrolada em um papel] - Vejam, tem um papel envolvendo a pedra…


ANTÔNIO: - Deixe-me ver! [Diz ao pegar a pedra e desenrolá-la, passando a ler o conteúdo da carta].


[Narração com a voz de Filipe.]


“Como já devem ter percebido, estamos com Ana Catarina em nossas mãos. Não queremos machucá-la, a não ser que não cumpram as nossas ordens. Vosmecês só a terão de volta sob o resgate de 500 mil contos de réis. Sigam o passo a passo que descrevo abaixo e deixem o dinheiro no local combinado. Não envolvam a polícia, ou ela sofrerá as consequências.


Em breve mais notícias!”


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Mas essa quantia é uma fortuna! Como vão levantar tanto dinheiro?


ANTÔNIO: - Não sei, delegado. O que não vou fazer é ficar de braços cruzados. Eu vou salvar a minha esposa! [Conclui].


Cena 14 - Hotel do Vilarejo (Salão de Festas) [Interna/Noite]

Música da cena: Flor de Lis - Melim

[Após o casamento, todos haviam se reunido no salão de festas do hotel da cidade, para a recepção de casamento de Maria do Céu e Miguel. A orquestra tocava alegremente, enquanto os casais dançavam no centro do salão. Miguel e Maria, ainda não sabiam do que estava acontecendo e nem os demais.]


LEONORA: [Olha insistentemente para a porta].


JOANA: - O que houve, Leonora? Aconteceu alguma coisa? Desde que chegamos, vosmecê não parou de olhar para a entrada do salão, parece que está esperando alguém.


LEONORA: - Na realidade sim, estou preocupada com o sumiço de Antônio e Ana Catarina. Primeiro ela se atrasou, depois ele foi ver o que havia acontecido e os dois não apareceram até agora. Ana Catarina e Miguel são como irmãos, não entendo como ela pode deixar de assistir ao casamento dele. [Explicou].


JOANA: - Naturalmente deve ter ocorrido algum tipo de imprevisto, não deve ser nada grave. Não fique nervosa! [Disse tentando acalmá-la].


VLADIMIR: - Mas isso não está me cheirando nada bem, é melhor eu ir até lá e ver o que aconteceu. [Diz ao se colocar de pé].


LEONORA: - Faça isso, meu querido. Só não crie muito alarde, não quero assustar os noivos com algo que está se passando em minha cabeça e que pode ser que nem seja verdade.


VLADIMIR: - Eu irei e volto para dar notícias assim que possível. [Sai do salão, cruzando entre os convidados, disfarçadamente].


Cena 15 - Porto do Vilarejo [Externa/Noite]

[Já fazia algum tempo que Carlota havia saído do campo de visão de Ana Catarina e estava bastante silenciosa, isso estava lhe deixando cada vez mais preocupada.]


ANA CATARINA: [Ouve passos e se assusta].


CARLOTA: [Percebe o nervosismo de Ana Catarina] - O que foi? Não me diga que vosmecê está nervosa, com medo? [Pergunta sorridente ao se aproximar de Ana Catarina, escondendo algo atrás das costas].


ANA CATARINA: - É claro que não, vosmecê não me assusta. Sua desgraçada! [Cospe na cara de Carlota].


CARLOTA: - Vosmecê perdeu o mesmo o medo do perigo, sua vagabunda? [Grita ao esfregar uma faca na Ana Catarina]. - Sabia que eu posso cortar a sua cara e te deixar como um verdadeiro monstro? Se preferir, posso cortar a sua garganta. O que acha? [Grita deslizando a faca no pescoço de Ana Catarina].


ANA CATARINA: [Respira ofegante] - Por que não termina logo com isso e me mata de uma vez? 


CARLOTA: [Guarda a faca] - Tão rápido assim? Não, minha querida. Vosmecê merece uma morte lenta e dolorosa. Seu final não será assim, tão fácil. [Sai gargalhando].


Cena 16 - Fazenda Santa Clara [Externa/Noite]

[Ao perceber que algo estava fora do normal, Mila resolveu voltar para casa, só que foi acompanhada por Leonora e Joana. Ao entrarem na sala de estar, logo notaram uma expressão de apreensão no rosto de todos que estavam ali presentes.]


MILA: - O que está acontecendo? Por que vosmecês estão com essas caras? [Pergunta apreensiva].


ANTÔNIO: [Aproxima-se da filha e a olha no fundo dos olhos] - Vosmecê precisa ficar calma.


LEONORA: - Meu Deus, estou começando a ficar assustada.


JOANA: [Aproxima-se de Vladimir, com medo do que está por vir].


ANTÔNIO: - Carlota fugiu da prisão e sequestrou sua mãe!


MILA: [Horroriza-se levando as duas mãos à boca].


Cena 17 - Porto do Vilarejo [Externa/Noite]

[Com a transição de cenas, surge novamente o cais do porto. Carlota continuava torturando Ana Catarina, quando Filipe voltou da cidade.]


CARLOTA: - Aí está vosmecê, finalmente! Fez o que combinamos? [Pergunta ao se aproximar].


BARÃO FILIPE: - Sim e eles morderam a isca. Amanhã a essa hora, estaremos muito longe desse maldito lugar e com muito dinheiro para recomeçar. Depois que devolvermos essa vadia, eles nos darão o dinheiro. Uma fortuna em troca dela!


CARLOTA: - Mas quem foi que disse que vamos devolver? [Pergunta sorridente].


BARÃO FILIPE: - Como assim, “devolver”? Esse é o combinado de qualquer sequestro, a vítima em troca do resgate.


CARLOTA: - Esse não é um sequestro comum. Nós iremos receber o resgate, mas não vamos devolver a Ana Catarina. Quer dizer, não do jeito que eles esperam. Porque vamos matá-la! [Conclui].


[A imagem congela focando em Ana Catarina amarrada ao mastro do barco, surge um efeito de uma pintura envelhecida e o capítulo se encerra].





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