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Passional - Episódio 17 - Últimos episódios

 



PASSIONAL ♨️ EPISÓDIO 17


Web série criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Lukas Lima


CENA 1: INTERIOR. CASEBRE. NOITE

Close no olhar vazio e sem esperanças de Petrônio. Ele fica se debatendo na cadeira, e acaba caindo no chão. A câmera se aproxima, e mostra que Petrônio está se sentindo cada vez mais derrotado.

PETRÔNIO (sem acreditar): - Isso não pode ser verdade. A Márcia não faria isso comigo. Ela não pode ter me traído com aquele maldito do Alfredo. A Isabela nunca vai aceitar isso.

Com muita dificuldade Petrônio consegue se soltar da cadeira e se levantar do chão finalmente. Ele tenta abrir as portas e janelas, mas acaba percebendo que estão tudo trancados. Vendo que não tem outra solução, Petrônio usa a força de seu corpo para arrombar a porta do casebre. Nesse momento um senhor idoso vem em sua direção com um semblante muito confuso. 

IDOSO (figurante): - Quem é você? E o que você está fazendo nesse casebre? Tem muito tempo que ninguém frequenta esse lugar. Por acaso você estaria perdido?

PETRÔNIO: - Antes fosse isso, senhor. Mas eu estava sendo mantido como refém aqui neste lugar por um homem desequilibrado. (P) O senhor por um acaso não viu ele sair? 

IDOSO (figurante): - É claro que eu vi. Eu vi ele saindo do casebre e entrando em um carro. Ele parecia estar com muita pressa. Ele acelerou o carro de uma forma bem brusca. 

PETRÔNIO: - Eu preciso chegar na cidade o quanto antes. Eu não posso deixar que aquele homem continue machucando as pessoas. O lugar dele é na cadeia. 

IDOSO (figurante): - Nesse caso eu te levo. Meu caminhão está logo ali na frente.

Petrônio esboça um sorriso. Ele e o idoso entram logo depois em um caminhão já muito velho que vai saindo dali logo em seguida. A câmera mostra a determinação no olhar de Petrônio.

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CENA 2: INTERIOR. RESTAURANTE. NOITE

O lugar é muito elegante e está sendo frequentado por várias pessoas da alta sociedade carioca, e entre essas pessoas está Mônica. Ela está jantando sozinha e toma uma taça de champanhe. Nesse momento Dionísia vem atravessando o salão e senta na frente de Mônica que a olha com muito desprezo. 

MÔNICA (fria): - Eu posso saber o que significa isso? Eu não me lembro de ter a convidado. É melhor você se retirar. Não me obrigue a chamar a segurança. 

DIONÍSIA (séria): - Eu não vou a lugar nenhum. Você vai ouvir tudo o que eu tenho para falar. (P) Você pode até não saber quem eu sou, mas eu sei bem o tipo de pessoa que você é. Você tentou matar a minha filha e depois matou seu marido. Você deveria estar presa. Você é um perigo para qualquer pessoa de bem. 

MÔNICA: - Agora finalmente eu estou entendendo. Você é aquela mulherzinha que meu pai se envolveu anos atrás. (T) Você acha que tem moral alguma para vir me cobrar alguma coisa? Você não passa de uma hipócrita. 

DIONÍSIA: - Eu e seu pai tivemos nossos problemas no passado, mas isso não te dá o direito de cometer os crimes que você cometeu. Ele já entrou em contato com advogados para fazer você ser  presa. 

O sorriso no rosto de Mônica se desfaz em questão de segundos. Ela se levanta da mesa e encara Dionísia que encara a vilã de volta sem medo algum. 

MÔNICA (irritada): - Se acha que eu tenho medo de você ou do meu pai está muito enganada. Esse país sempre funcionou a base de dinheiro e poder. E é por esse motivo que eu nunca serei presa. A impunidade nesse país é algo deprimente. 

DIONÍSIA: - Você pode ter razão no que diz, mas o que você fez é crime e eu não vou descansar enquanto você não pagar por tudo o que fez. Eu faço questão de estar presente no dia que for condenada. 

MÔNICA (sorrindo): - Então espere sentada. Isso nunca vai acontecer. Agora saia da minha frente, pois eu já perdi tempo demais com você. 

Enquanto volta a se sentar e apreciar sua taça de champanhe Dionísia vai embora do restaurante. De uma forma irônica Mônica dá tchau para Dionísia que não a responde. 

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CENA 3: INTERIOR. CASA DE PETRÔNIO E ISABELA. SALA. NOITE

Close em Madalena, Gael, Marina e Isabela que estão em silêncio e muito apreensivos. Nesse momento a porta se abre, e podemos ver Célia entrando em cena junto com o Delegado Estevão. Sem perder tempo, Isabela vai na direção do Delegado Estevão, e ela está bem aflita.

ISABELA (nervosa): - Você deve ser o delegado da corregedoria que a Janaína me falou. Você precisa encontrar o meu pai. Ele não pode ficar à mercê daquele sádico.

DELEGADO ESTEVÃO: - Eu sei que o momento é difícil, mas você precisa manter a calma. Nós já estamos atrás do Alfredo pelo assassinato do Laurindo, e é questão de horas para ele ser preso. Nós já temos uma ideia de onde ele pode estar. 

ISABELA: - Eu só vou ficar em paz quando tudo isso acabar. Vocês precisam salvar ele. 

GAEL: - Ela está certa, Delegado. Eu começo muito bem o meu pai. Ele não vai se entregar tão fácil assim. Se vocês não correrem rápido o pior pode acontecer.

O Delegado Estevão e Célia se olham. Madalena se aproxima de Gael e toca nos ombros de seu filho. Marina fica em silêncio só observando tudo que acontece. 

MARINA: - Delegado… Eu sei que você está fazendo tudo que está ao seu alcance, mas eu queria pedir que não deixe o meu pai escapar dessa vez. Ele precisa responder por tudo o que fez. 

DELEGADO ESTEVÃO: - Não se preocupem. O Alfredo irá ser preso. Podem ter certeza.

MADALENA: - O que nós podemos fazer agora é esperar. Eu sei que o Petrônio vai ficar bem. (P) Se o Alfredo pensa que fazendo isso eu irei voltar para ele está muito enganado.

CELIA: - Isso mesmo, minha irmã. Nós temos que tirar ele das nossas vidas o quanto antes. Ele matou o nosso pai, e isso é uma coisa que eu jamais vou perdoar.

Madalena fica em silêncio, mas concorda com o posicionamento de Célia. Logo depois o Delegado Estevão se despede de todos e vai embora. Marina dá um abraço fraternal em Isabela que se desmancha em lágrimas.

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CENA 4: EXTERIOR. ESTRADA DESERTA. NOITE

Um caminhão já bem velho vem vindo por uma estrada toda escura e deserta. A câmera dá um corte rápido para dentro do caminhão e vemos que Petrônio está ao lado do idoso que anteriormente o ajudou. Nesse momento podemos ver dois faróis seguindo o caminhão, e Petrônio percebe que algo está errado. 

PETRÔNIO (confuso): - O que está acontecendo, senhor? Porque está acelerando? 

IDOSO (figurante): - Eu não queria te deixar preocupado, mas nós estamos sendo seguidos. Pela velocidade que o outro veículo está, ele quer nos parar de qualquer maneira.

PETRÔNIO: - É o Alfredo. Eu tenho certeza. Ele quer me tirar de seu caminho a qualquer custo. (P) Acelera, por favor. Eu não posso morrer agora. Estou pedindo. 

IDOSO (figurante): - Não se preocupe. Eu falei que iria te ajudar, e eu irei. 

O idoso começa a acelerar o caminhão no máximo que consegue. Nesse momento a câmera começa na dar vários cortes, e podemos ver que Alfredo está tentando fazer com que aconteça um acidente. Logo depois o idoso acaba perdendo o controle do caminhão que acaba tombando. Com muita dificuldade Petrônio consegue sair do caminhão e fica frente a frente com Alfredo que aponta a arma para ele. 

ALFREDO (sádico): - Você achou mesmo que iria conseguir fugir? Você é mesmo um idiota. Como a Madalena pode se apaixonar por um nada como você, Petrônio. 

PETRÔNIO (gritando): - Nunca mais toque no nome da Madalena, seu desgraçado. Você destruiu as nossas vidas. Mas isso acaba agora. O seu reinado de terror chegou ao fim. 

ALFREDO: - E você está pensando em fazer o que? Eu posso te matar agora mesmo. 

MÚSICA DA CENA: https://youtu.be/n1F4AXkR-Rk (Instrumental Tensão)

Petrônio olha para trás e vê o idoso saindo de dentro do caminhão destruído pelo acidente. Sem pensar duas vezes Alfredo dá um tiro certeiro no idoso que cai morto no chão. Petrônio fica em choque e Alfredo o encara com muito ódio.

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CENA 5: INTERIOR. DELEGACIA. CARCERAGEM. NOITE

Um policial caminha lentamente pelo corredor da carceragem, e logo em seguida ele fica em frente à cela onde Paco está preso. Ele abre a cela o que deixa Paco e os outros presos confusos. O policial para na frente da cela e olha para Paco.

POLICIAL (figurante): - Você está livre para ir embora, Paco. O que fizeram com você foi algo arbitrário e injusto. Você é inocente e não deveria estar aqui. 

Paco sai da cela, e quando ela olha para o final do corredor da carceragem ele vê Marina que corre ao seu encontro. 

MÚSICA DA CENA: https://m.youtube.com/watch?v=5tQdqepsLOs (João e Maria — Chico Buarque e Nara Leão)

Marina e Paco se beijam apaixonadamente. Ele acaricia o rosto de sua amada. 

MARINA: - Finalmente esse pesadelo acabou meu amor. Você agora é um homem livre. (P) Nós precisamos ir embora. A sua mãe está louca para te ver. E além do mais o Petrônio precisa de toda a ajuda possível, pois ele está refém do louco do meu pai.

PACO: - Eu não vejo a hora de sair desse lugar. Eu não quero mais ficar aqui. 

FIM DA TRILHA

O policial se aproxima de Marina e Paco. Ele os olha com um semblante sério.

POLICIAL (figurante): - Eu tenho uma coisa para dizer para vocês. Tomem muito cuidado, pois pelo pouco que conheço o Flores não vai deixar vocês em paz. Ele é muito perigoso, e não vai descansar enquanto não destruir todos vocês. 

Paco e o policial apertam as mãos. Logo depois Paco e Marina vão embora sem olhar para trás.

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CENA 6: INTERIOR. APARTAMENTO DE FLORES. SALA. NOITE

O Delegado Flores está sentado em uma poltrona e ao lado em cima de uma mesa lateral tem uma arma para quem quiser ver. Nesse momento Janaína entra na sala, e se assusta ao ver seu pai a olhando com muita decepção.

DELEGADO FLORES (enfurecido): - Eu posso saber onde a senhorita estava? Não vai me dizer que se bandeou para o lado daqueles comunistas malditos. Você é minha filha. Como ousa me trair dessa forma?

JANAÍNA (séria): - Quer saber de uma coisa meu pai? Eu estava com o Gael sim, e não tem porque negar a verdade. Eu me apaixonei pelo Gael, e eu não sei qual é o problema nisso. 

DELEGADO FLORES (se levantando): - Então deixa eu te falar. Aquele rapaz é um traidor. Foi capaz de entregar a própria irmã somente para se dar bem. (P) Será que não vê que ele só se aproximou de você para me atingir?

JANAÍNA: - Você está enganado. O Gael mudou. Você não é metade do homem que ele é. Deve ser por isso que a minha mãe morreu. Desgosto de viver com um homem como você.

O Delegado Flores perde o controle, e dá um tapa na cara de Janaína que olha para ele com muita repulsa. Em seguida, Janaína se vira para ir embora, mas o vilão a segura pelo braço com muita força. 

DELEGADO FLORES: - Onde pensa que está indo? Nós ainda não terminamos. 

JANAÍNA (firme): - Sim nós terminamos. Eu não acredito que um dia eu cheguei acreditar que você era um bom homem. Eu jamais vou abrir mão da minha felicidade por alguém que ofende, tortura e assassina pessoas inocentes. Esqueça que um dia teve uma filha, pois você para mim está morto. 

DELEGADO FLORES: - Não dê as costas para mim, Janaína. Eu ainda sou o seu pai. Se você sair por essa porta eu nunca mais permitirei que você entre aqui. É sua última chance.

Janaína sai de casa fechando a porta. O Delegado Flores fica visivelmente incomodado. 

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CENA 7: EXTERIOR. ESTRADA. NOITE

O carro que Alfredo e Petrônio estão está correndo muito. De longe o vilão avista uma barreira policial, e a câmera mostra que o Delegado Estevão está no comando dessa força tarefa. Alfredo para o carro enquanto o Delegado Estevão fala através de um megafone.

DELEGADO ESTEVÃO (no megafone): - Alfredo… Você está cercado. Não tem para onde você fugir. É melhor você se entregar. Não dificulta as coisas. 

ALFREDO: - Eu nunca vou me entregar. Eu prefiro morrer do que ser preso. 

PETRÔNIO (sério): - Você ouviu o que o delegado disse, Alfredo. Você está sem saída. Pensa melhor no que você está fazendo. A polícia pode fazer um acordo com você. 

ALFREDO (irritado): - Não me faça rir. Eles nunca vão me pegar vivo, e você vai me ajudar nisso. Eu trouxe você para ser o meu escudo. Eles não vão ter coragem de atirar em mim com você na frente.

Alfredo sai do carro com Petrônio como seu refém. O Delegado Estevão e os outros policiais vão se aproximando lentamente. Sem pensar duas vezes Alfredo juntamente com Petrônio se aproximam cada vez mais de um penhasco. 

DELEGADO ESTEVÃO: - Não precisa acabar assim, Alfredo. Você pode se entregar.

ALFREDO (gritando): - Isso nunca vai acontecer. Eu prefiro morrer do que ser preso.

DELEGADO ESTEVÃO: - Você não me deixa com outra solução, Alfredo. (P) Senhores… Ao meu sinal vocês atirem nesse homem. 

POLICIAL (figurante): - Mas senhor… E o refém? O que devemos fazer?

ALFREDO (sorrindo): - Eles não tem coragem, Estevão. O que irá fazer? 

DELEGADO ESTEVÃO: - Tem pessoas que são forjadas no fogo, mas tem outras que precisam passar pelas chamas para entender o que significa vestir essa farda. (P) Se eles não têm coragem de atirar. Eu tenho. 

O Delegado Estevão pega uma arma dos policiais e dá um tiro certeiro no ombro de Alfredo que se desequilibra e acaba caindo de muitos metros de altura. O Delegado Estevão se aproxima, e olha para o corpo de Alfredo que fica boiando na água. 


A imagem congela no olhar de alívio de Petrônio. Aos poucos a imagem vai ficando em um tom preto e branco, e logo depois três linhas vermelhas cruzam a tela. 


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