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FAÇA A SUA SORTE - CAPÍTULO 11

 






CENA 01. HOTEL. QUARTO. MADRUGADA.

Romina mantém a faca firmemente pressionada contra o pescoço de Marisol, seu olhar penetrante fixado nos olhos da funcionária do hotel.


Romina - (com voz grave) Não tente me enganar, Marisol. Eu não estou para brincadeiras. Você vai me ajudar a sair daqui, ou...

Marisol - (interrompendo, com a voz trêmula) Eu... eu juro que vou te ajudar, Romina. Por favor, não me machuque.


Romina segura o olhar de Marisol por mais um momento, antes de afastar a faca de seu pescoço, mas mantendo-a em posição de alerta.


Romina - (com um suspiro tenso) Bom. Agora, como vamos fazer isso? Não posso sair daqui carregando essa maleta, vai chamar atenção demais.

Marisol - (pensando rapidamente) Eu... eu tenho uma ideia. Vou enrolar a mala em alguns lençóis e escondê-la embaixo da cama. Quando a polícia se for, eu vou pegá-la e te entregar.


Romina assente, considerando a sugestão de Marisol.


Romina - Não há outra alternativa. Mas eu ficarei pelas redondezas do hotel e não vou a lugar nenhum até ter a maleta em minhas mãos novamente.


Marisol concorda, e começa a enrolar a maleta em alguns lençóis, escondendo-a habilmente debaixo da cama. Enquanto isso, ela explica a Romina como ela pode escapar usando uma saída nos fundos do hotel, onde normalmente recebem os suprimentos.


Marisol - (explicando) Você vai ter que se esconder no meu carro, senhora. Eu vou distrair a polícia e te levar a maleta assim que for seguro.


Romina ouve atentamente as instruções de Marisol, planejando cada passo de sua fuga com precisão.


Romina - (com determinação) Muito bem, Marisol, Mas lembre-se, se você me enganar...


Marisol engole em seco, entendendo a seriedade da situação.


Marisol - (com sinceridade) Eu não vou te enganar, Romina. Eu prometo.


Com um olhar de determinação, as duas mulheres se preparam para o que está por vir.


CENA 02. HOTEL. SAGUÃO. MADRUGADA

Os capangas de Leo e os policiais estão engajados em uma intensa troca de tiros, com rajadas de balas ecoando pelo ambiente, criando sons ensurdecedores. Os destroços e estilhaços voam pelo ar, enquanto os hóspedes aterrorizados se esquivam em busca de abrigo.


Os policiais, liderados pelo comandante, avançam corajosamente, utilizando as colunas e móveis como cobertura enquanto disparam contra os capangas. Os capangas de Leo, bem armados e treinados, retaliam com uma ferocidade igual, respondendo com uma chuva de tiros certeiros.


Comandante - (gritando para sua equipe) Avancem, pessoal! Não podemos recuar agora! Precisamos neutralizar esses criminosos!


Os policiais avançam em meio ao fogo cruzado, mantendo a compostura sob pressão enquanto se esforçam para avançar contra os capangas de Leo. 


Enquanto isso, os capangas de Leo estão determinados a proteger seu território a qualquer custo. Eles se movem habilmente pelo saguão, buscando posições estratégicas e respondendo com uma precisão mortal a cada investida dos policiais.


Capanga de Leo - (gritando para seus companheiros) Mantenham a linha!


O fogo cruzado continua sem trégua, com ambos os lados lutando arduamente por seus objetivos. O ar está impregnado com o cheiro de pólvora e o som ensurdecedor dos tiros, criam uma atmosfera de tensão e desespero.


CENA 03. HOTEL. EXT. MADRUGADA

Enquanto os tiros ecoam ao fundo, Leo chega ao terraço do hotel, acompanhado por seus dois seguranças leais. O helicóptero está posicionado ali, suas pás cortando o ar com um zumbido constante. O vento sopra forte, agitando os cabelos de Leo e dando uma aura de drama à cena.


Leo - (gritando sobre o barulho dos tiros) Vamos! Não temos tempo a perder!


Os seguranças respondem com um aceno de cabeça e seguem Leo em direção ao helicóptero. Eles entram rapidamente na aeronave, o som do motor aumentando em intensidade conforme o helicóptero se prepara para decolar.


Leo - (gritando para o piloto) Partimos! Voem o mais alto e rápido possível!


Pouco a pouco, o helicóptero começa a se erguer do terraço, ganhando altitude enquanto se afasta do hotel. Leo olha pela janela, vendo o caos que fica para trás enquanto eles escapam da polícia.]


Leo - (sorrindo com satisfação) Ah, o doce sabor da liberdade! Nada como uma boa dose de adrenalina para animar a noite, não é mesmo?

Segurança 1 - (assentindo) Sem dúvida, chefe. Essa foi uma fuga e tanto.

Leo - (sorrindo) Como digo, sempre há um jeito de contornar os obstáculos, não é mesmo?


Os seguranças concordam, brindando com Leo enquanto o helicóptero voa alto no céu, deixando para trás o tumulto e a confusão do hotel. 


CENA 04. MADUREIRA. BAR. EXT. MADRUGADA

Inara chega em meio ao pagode, com os cabelos em desalinho e os olhos arregalados de ansiedade. Ao notar sua agitação, o dono do bar, interrompe imediatamente o batuque animado e corre para o lado dela, com uma expressão de preocupação estampada no rosto.


Dono do Bar - (preocupado) Calma aí, Inara! O que aconteceu? Você tá bem?


Inara se joga em uma cadeira, ofegante, e olha ao redor, como se procurasse alguém.


Inara - (com a voz embargada) Você viu o Juliano passar por aqui hoje?

Dono do Bar - Ele não deu as caras por aqui hoje, Inara. O que tá acontecendo?


Inara suspira e aceita a água que o assistente do bar traz para ela, bebendo vorazmente. 


Inara - Eu jurei que o encontraria aqui. Achei que seria o lugar mais óbvio, sabe?

Dono do Bar - Conta pra mim o que tá acontecendo, Inara. A gente tá aqui pra ajudar.


SONOPLASTIA ON - "INARAÍ - KATINGUELÊ"


Inara lança um olhar teatral ao redor, como se estivesse prestes a narrar uma história de épicas proporções.


Inara - Ah, meu amigo, você não vai acreditar! Acabei de escapar do meio de uma confusão bafônica! Parecia o início da Terceira Guerra Mundial, eu juro!

Dono do Bar - Terceira Guerra Mundial? O que foi que aconteceu, Inara?


E então, Inara começa sua narrativa, exagerando cada detalhe, aumentando o caos e transformando-se na heroína da história. Ela descreve uma invasão ao estilo filme de ação, onde ela enfrentou muitos invasores com nada além de sua sagacidade e charme. O dono do bar e os clientes ao redor ouvem atentamente, alternando entre incredulidade e diversão diante das reviravoltas absurdas que Inara acrescenta a cada frase.


Ao final de sua história, Inara termina com um gesto dramático, levantando-se da cadeira como se estivesse saindo de um palco.


Inara - E assim, meus caros, é assim que sobrevive uma Inara! Agora, se me derem licença, preciso encontrar meu Juli querido.


O dono do bar ri, balançando a cabeça.


Dono do Bar - Você é uma figura, Inara! Boa sorte com o Juliano.


SONOPLASTIA OFF





CENA 05. CABANA DE MAX. INT.MADRUGADA

Max aparece, visivelmente agitado, andando de um lado para o outro impacientemente. Ele segura seu celular, olhando para a tela com preocupação.


Max tenta ligar para Romina mais uma vez, mas o celular dela vai direto para a caixa postal. Com raiva ele joga o celular em uma poltrona próxima.


Max - Droga!


Ele caminha até o frigobar, abre-o e pega uma garrafa de água, bebendo em grandes goles. Sua expressão é de irritação misturada com ansiedade.


Max - [murmurando para si mesmo] O que está acontecendo com ela?


Max volta para pegar o celular, mas algo na tela chama sua atenção. Ele abre uma rede social e se depara com a notícia da invasão policial ao hotel. Seus olhos se arregalam de choque


Max - Mas que maldição...


Sem perder tempo, Max começa a agir. Ele vai até sua mala, jogando algumas roupas dentro apressadamente.


Max - Ela está em perigo. Se ela for capturada, vai me entregar sem hesitar.


Ele fecha a mala com um estrondo e olha em volta do quarto, pensando rapidamente no que mais precisa levar.


CENA 06. HOTEL. INT. NOITE

O ambiente está tenso e caótico. No andar de baixo do hotel, o som de sirenes ecoa pelos corredores enquanto Romina corre freneticamente, desviando-se das pessoas em pânico. Seu coração bate descompassado enquanto ela busca desesperadamente a saída que Marisol mencionou. As luzes piscam intermitentemente, criando sombras inquietantes nos corredores labirínticos do hotel.


Romina - [ofegante, murmurando para si mesma] Vamos, Romina, você consegue. Só mais um pouco.


Romina continua sua busca frenética, virando em cada esquina na esperança de encontrar a tão desejada saída. O som distante de tiros e gritos aumenta sua ansiedade, mas ela se recusa a desistir.


Romina - Vamos, chega logo!


Finalmente, Romina avista a porta de saída à sua frente. Um sorriso de alívio surge em seu rosto enquanto ela se aproxima da porta e a empurra com força. No entanto, seu sorriso desaparece abruptamente quando ela se depara com uma cena aterradora do lado de fora. Agentes armados estão à espera, apontando suas armas diretamente para ela.


Romina - [paralisada, voz trêmula] O que...


Um policial se aproxima, seu rosto sério e determinado. Ele segura algemas em uma mão enquanto aponta sua arma para Romina com a outra.


POLICIAL - [firme] Romina Macedo, você está sob prisão. Coloque as mãos para cima lentamente.


Romina engole em seco, sua mente girando enquanto tenta processar a situação.


Romina -  [com voz fraca] Calma aí, deve estar havendo algum engano.


O policial não parece se importar com sua declaração. Ele avança e coloca as algemas em Romina, prendendo-as com firmeza.


Policial - Isso é o que todos dizem. Venha comigo.


Romina é levada pelos policiais.


CENA 07. COMPILADO DE CENAS DO RIO DE JANEIRO . TRANSIÇÃO MADRUGADA- MANHÃ.


CENA 08. DELEGACIA. SALA DE VISITAS. MANHÃ.

Na delegacia, uma atmosfera pesada paira sobre a sala de visitas. Paty e Juliano entram, seus rostos expressando uma mistura de apreensão e compaixão. Romina está sentada, seus olhos inchados de tanto chorar. Ao vê-los, ela se levanta, sua expressão desolada se transformando em uma mistura de surpresa e esperança.


Paty -  [comovida, estendendo os braços] Romina...


Romina hesita por um momento, mas então Paty se aproxima e a abraça forte. As lágrimas começam a escorrer pelos rostos das duas mulheres enquanto se abraçam, deixando de lado suas diferenças.


Paty - [emocionada] Eu sinto muito, Romina. Eu sinto muito por tudo.

Romina -  [soluçando] Eu... eu também sinto, tia Paty.


As duas se afastam, ainda com lágrimas nos olhos, e voltam a se sentar.


Paty -  [com voz trêmula] Eu sei que poderia ter sido diferente... você poderíamos ter escolhido um caminho diferente...

Romina - [com um suspiro pesado] Eu sei...


Paty respira fundo, reunindo sua coragem para continuar.


Paty - [com sinceridade] Mas não podemos mudar o passado, Romina. Tudo o que podemos fazer é aprender com nossos erros e tentar consertar as coisas daqui para frente.


Romina assente, sua expressão refletindo uma mistura de determinação e arrependimento.


Paty - [com um suspiro] Eu falei com a advogada. Ela disse que... que provavelmente haverá um julgamento... mas ela vai fazer o possível para reduzir a pena.


Romina abaixa a cabeça, um nó se formando em sua garganta.


Romina -  [com voz fraca] Obrigada, Paty... Aproveitando, já gostaria de contar uma coisa.


Paty a olha, prestando atenção.


Romina - (com os olhos marejados) Eu estou grávida.

Paty -  [surpresa] Espera... você disse... grávida?


Romina assente, suas mãos instintivamente indo para sua barriga.


Paty - [incrédula] Meu Deus...


Romina olha para Juliano, seus olhos cheios de temor.


Romina - [com sinceridade] Eu não sei o que vou fazer, Paty... mas enquanto estiver na cadeia... eu preciso que vocês... cuidem do meu bebê...


Paty e Juliano trocam um olhar, sua surpresa evidente.


Paty - [com voz suave] Nós vamos cuidar, Romina. Nós vamos cuidar...


Então, uma sombra de preocupação atravessa o rosto de Paty.


Paty - [com um suspiro] Max... ele te levou para o abismo...

Romina -[com resignação] Eu sabia no que estava me metendo, Paty...


Paty balança a cabeça, sua tristeza evidente.


Paty -  [com determinação] Pelo menos uma coisa boa saiu disso tudo... Max deve estar sendo preso agora mesmo.


Romina se enrijece, seus olhos se arregalando de choque.


Romina -  [em um sussurro] Eu... eu não contei sobre o paradeiro do Max...

Paty - Nem foi necessário. A polícia já rastreou as mensagens de vocês... eles sabem onde ele está...


Romina passa a mão pela cabeça, um misto de medo e culpa.


CENA 09. ESTRADA . EXT. MANHÃ

A câmera foca em Max, que está dormindo no banco do motorista de um carro estacionado em um canteiro de uma estrada deserta. O som distante de uma sirene policial corta o silêncio da noite, e Max desperta de repente, seu coração acelerando.


Max - [olhando pelo retrovisor, preocupado] Droga...


Sem hesitar, Max se recompõe rapidamente, seus olhos varrendo o ambiente em busca de uma rota de fuga. Ele gira a chave na ignição e o motor ruge. Com um olhar determinado, Max pisa fundo no acelerador e o carro arranca com força.


A câmera corta para o carro da polícia, onde o policial, ao volante, acelera.


A estrada se estende diante deles. Max e a viatura policial correm pela rodovia deserta. O policial usa o rádio para chamar reforços, enquanto Max manobra habilmente entre os veículos, desviando-se dos obstáculos com agilidade. O barulho dos motores ecoa pela estrada enquanto eles correm lado a lado, uma batalha de habilidade e coragem.


Max-  [gritando para si mesmo] Você não vai me pegar!


O policial não desiste, mantendo-se firme atrás de Max enquanto eles aceleram pela estrada. Os carros correm em alta velocidade, ultrapassando curvas perigosas e cruzamentos movimentados. 


De repente, Max vira em uma estrada de terra, levantando poeira no ar. O policial o segue de perto, a viatura quase colada na traseira do carro de Max. Os pneus rangem enquanto eles derrapam em curvas fechadas.


Por um momento tenso, parece que Max está ganhando vantagem, mas então o policial consegue se aproximar, empurrando-o para fora da estrada. O carro de Max balança descontroladamente, à beira do precipício.


Max - [gritando, lutando para manter o controle] Não... não pode ser...


Com um último esforço desesperado, Max tenta corrigir a trajetória do carro, mas é tarde demais. Com um estrondo ensurdecedor, o veículo despenca do precipício. E cai diretamente no  mar.


A câmera se afasta do penhasco, revelando o carro de Max afundando lentamente no mar agitado.

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