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Mutantes II: Projeto Éden - Capítulo 1

 






São Paulo, 2005.

Em uma casa simples, localizada em um bairro qualquer da cidade, estava uma jovem garota deitada em sua cama lendo uma revista. Ela tinha cabelos escuros longos. Aparentemente, estava passando o tempo, esperando por algo.

Sua mãe, Ana, a chamou pela porta.

Ana: Sofia, seus amigos estão aqui!

Sofia olhou em seu relógio de pulso. Eram 08:34 da noite.

Sofia: Eles chegaram cedo... Tudo bem se eu passar a noite no apartamento do Gustavo?

Sua mãe riu.

Ana: Claro que sim, filha. Você já tem 15 anos. Eu não posso te segurar para sempre.
Sofia: Ei, eu não vou fazer nada de errado, juro!

Sofia se levantou e foi até a porta de entrada. Ao abrir, encontrou dois jovens que aparentavam ter a mesma idade que ela.

Gustavo: Oi, Sofia! O Pedro quis vir mais cedo. Seus pais estão em casa?
Sofia: Meu pai está trabalhando, e minha mãe já me autorizou.

Sofia notou uma embalagem nas mãos de Pedro. Era um DVD.

Sofia: Pedro... Isso é o que eu estou pensando...?

Pedro riu.

Pedro: É sim! O novo filme "Noites Sangrentas"! Eu consegui o DVD com exclusividade!
Sofia: Eu pensei que esse filme fosse para adultos.
Gustavo: Não questione como ele conseguiu, Sofia. Só agradeça!

Sofia se animou.

Sofia: Então vamos!
Gustavo: Como meus pais estão viajando, eu tenho o apartamento só para mim por alguns dias. Vai ser demais!

Os três se juntaram e foram caminhando pela calçada.

---

No caminho, a cidade já estava escura, mas muitos carros cruzavam as avenidas. Os postes acendiam aos poucos.

Sofia: Ainda bem que vocês são boa companhia! Vocês conseguem coisas bem legais!
Pedro: Meus pais dizem que eu sou boa influência aos amigos.
Gustavo: Sei... Conseguiu um filme com classificação adulta para três adolescentes...

Sofia riu.

Sofia: Mas você também está empolgado para assistir, não é?
Gustavo: Bem, eu...

No momento em que Gustavo foi falar, o trio avistou uma viatura de polícia cruzando a rua com a sirene ligada.

Gustavo: Uau, o que foi isso?
Pedro: Parecia uma ocorrência... Será que foi algum crime?
Sofia: ...

Eles continuaram andando por cerca de vinte minutos, até que pararam em frente à um prédio.

Gustavo: Vamos entrando.
Sofia: Por que o seu apartamento tem que ficar no sexto andar, Gustavo?
Pedro: Seus pais tem fetiche por lugares altos?

Gustavo olhou furioso para Pedro.

Gustavo: Bem, Vamos ignorar esse idiota. Meninas na frente!

Gustavo fez um gesto para Sofia passar primeiro. Eles entraram no elevador, mas... Um homem se aproximou deles.

Homem: Ei, crianças... O elevador está em manutenção, vocês terão que usar a escada.
Sofia: Ah não...
Homem: Sentimos muito, mas estamos trabalhando para fazê-lo funcionar novamente.

Desanimados, eles saíram do elevador e pegaram as escadas.

Demorou cerca de três minutos, mas Gustavo e Pedro chegaram.

Gustavo: Finalmente...
Pedro: Isso foi cansativo... Ué, cadê a Sofia?

Sofia chegou rastejando.

Gustavo: Sofia, você precisa trabalhar mais nas aulas de educação física...

Ela se levantou lentamente e respirou fundo.

Sofia: Eu sei, mas deixa isso para quando as aulas voltarem...

Sofia se recompôs. Gustavo abriu a porta com sua chave e acendeu as luzes. A sala estava bem arrumada.

Pedro: Nossa...
Gustavo: Está tudo pronto para a noite de cinema. Eu fiz até pipoca.

Sofia riu.

Sofia: Legal, então vamos lá! Eu ouvi que esse filme é longo.

Sofia se sentou no sofá. Pedro se sentou ao lado dela, enquanto Gustavo foi arrumar o DVD.

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Cerca de meia hora depois, os três estavam no sofá assistindo. Sofia segurava um pote com pipocas.

Sofia: Eu tenho certeza que ela é uma vampira!
Gustavo: Como você sabe?
Sofia: Intuição!
Pedro: Pois eu já imaginava desde o começo do filme. Eu sou mais rápido que você.

Naquele instante, alguém bateu na porta.

Gustavo: Droga, Roberto!
Sofia: Quem?
Gustavo: O velho que mora no apartamento vizinho. Ele odeia barulho à noite.

Gustavo pausou o DVD e foi até a porta. Um homem que aparentava ter pouco mais de 70 anos estava lá.

Gustavo: Oi, Roberto!
Roberto: Vocês tiraram a noite para me incomodar?
Gustavo: Estamos só vendo um filme...
Roberto: Pois abaixe o volume, eu não estou interessado em ouvir.
Gustavo: Tá bom... Me desculpe.
Roberto: Hunf...

Roberto se virou e caminhou pelo corredor.

Gustavo: ...Babaca.

Gustavo fechou a porta e voltou para o sofá.

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Enquanto isso, Roberto se aproximou das escadas. Foi quando notou alguém se aproximando.

Roberto: Ei... Eu te conheço...?

Era o que parecia ser um homem, mas usava um escafandro. Não era possível ver seu rosto ou qualquer parte de seu corpo.

Roberto: O que é isso...?

Roberto segurou sua bengala e ameaçou o homem misterioso.

Roberto: Você... Não se aproxime de mim...

No entanto, o homem estendeu seu braço direito em direção à Roberto. Alguns segundos depois, algo estranho começou a acontecer.

Roberto: G... Gah...

Roberto começou a se sentir sufocado. Era como se alguém estivesse agarrando seu pescoço com força. Mas não tinha ninguém além do homem misterioso naquele corredor.

Instantes depois, o pescoço de Roberto girou 180 graus. Foi possível ouvir alguns ossos se quebrando.

Ele caiu morto no chão.

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Já passava das 11 horas da noite quando o filme acabou. Sofia, Gustavo e Pedro estavam armando barracas no meio da sala. Era um acampamento.

Sofia: Tudo bem se dormirmos aqui, Gustavo?
Gustavo: Sem problemas, meus pais não ligam.
Pedro: Acho que está tudo pronto.

Haviam três pequenas barracas. Uma para cada pessoa na sala.

Mas no momento em que eles iam começar a se preparar para a hora de dormir...

...Houve uma explosão em algum lugar do prédio, assustando a todos. As luzes se apagaram.

Pedro: Isso é normal, Gustavo?
Gustavo: Cala a boca... Acho que o transformador do prédio explodiu. Parece que ficaremos sem eletricidade pela noite. Esperem um pouco.
Sofia: Tanto faz, vamos dormir.

Alguns segundos depois, Gustavo voltou com uma lanterna. Ele iluminou o ambiente ao redor.

Gustavo: Vou deixar a lanterna aqui no meio das barracas.
Sofia: Bem pensado.

Os três entraram, cada um em sua barraca.

A noite estava apenas começando para eles...




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