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Mutantes II: Projeto Éden - Capítulo 4

 


A essa altura já haviam vários carros de polícia, bombeiros e ambulâncias ao redor do prédio. Um dos bombeiros desceu do carro e entrou. Lá, encontrou os três policiais caídos.


Bombeiro: Eu vou precisar de um médico aqui, rápido!


Ele olhou para os três policiais. Dois deles estavam definitivamente mortos, mas...


Policial 2: Uh...

Bombeiro: Ei, você está vivo!


Um dos paramédicos chegou e examinou o policial.


Paramédico: Parece que a bala não perfurou nenhum órgão.

Bombeiro: O que aconteceu?


O policial tentou se lembrar.


Policial 2: Eu não tenho certeza... Parece que... O meu colega ficou possuído por alguma... Coisa...


O bombeiro pensou um pouco. Isso não era uma resposta muito racional, mas pelo que tudo indicava, algo muito estranho havia acontecido.


Paramédico: Eu vou te levar para o hospital, e lá vamos retirar o projétil, tudo bem?

Policial 2: Sim... Obrigado...


===


Sofia, Pedro e Gustavo observavam a maçaneta se mexendo. Mas a porta estava trancada, o que dava um pouco de alívio para eles.


Depois de um tempo, a mesma acabou parando. Eles aguardaram alguns segundos antes de começarem a falar em voz baixa.


Sofia: ...Parou?

Gustavo: Acho que sim...

Pedro: Mas e se voltarem para arrombar a porta?

Gustavo: Só o que resta é esperar...


Sofia se lembrou de algo.


Sofia: Gustavo... A propóstio, onde seu pai trabalha?

Gustavo: Na clínica Progênese. Você sabe disso.

Sofia: Mas... O que ele faz lá?

Gustavo: Ele é um cientista. Por isso não quer que ninguém mexa nos arquivos da biblioteca.


Sofia não sabia se citava o que viu nos papeis. Algo sobre experimentos estranhos.


Pedro: O que faremos? Se ficarmos aqui eles vão nos encontrar.

Gustavo: O que vocês sugerem?

Sofia: ...


Sofia parecia pensativa.


Sofia: Gustavo... O seu pai já falou algo sobre experimentos com humanos na Progênese?


Gustavo riu.


Gustavo: Experimentos humanos? Não seja ridícula, Sofia.

Sofia: Mas eu vi um papel dizendo algo estranho...


Pedro interrompeu.


Pedro: Gustavo, e se os criminosos querem fazer algum tipo de queima de arquivo?


Gustavo se virou para Pedro.


Gustavo: Como assim?

Pedro: A Sofia pode ter encontrado algo secreto na biblioteca. E se invadiram o prédio para encontrar esses arquivos?


Gustavo cruzou os braços.


Gustavo: Vocês são loucos.

Sofia: Mas podemos estar certos.


Sofia pegou a lanterna.


Gustavo: Ei, onde você vai?

Sofia: Pra casa.

Gustavo: Mas...

Pedro: Eu vou com você, Sofia. Pode ser muito mais perigoso ficar nesse apartamento do que na...


No momento em que Pedro falava, algo impressionante aconteceu: A porta foi derrubada, e estava em chamas.


Gustavo: Que diabos?!

Sofia: É... É aquela mulher que eu vi no corredor!


Quem estava atrás da porta era Eva. A mesma mulher que Sofia viu por um breve momento algum tempo atrás.


Eva: Olá, crianças... Eu sou a Eva.


Os três estavam juntos, ainda espantados com o que viram.


Eva: Então... Quem aqui é filho do doutor Eduardo?


Gustavo era a resposta. Mas ele não se atreveu a falar. Eva riu, pois percebeu seu nervosismo.


Eva: Muito bem... Acho que já sei a resposta.


Os olhos de Eva brilharam. Naquele instante, o braço direito de Gustavo começou a pegar fogo.


Gustavo: Ah... Aaah!!!


Sofia e Pedro se afastaram desesperados. Gustavo tentava apagar as chamas que aos poucos tomavam conta de sua pele.


Eva: Não se preocupe... Só me diga como chegar aos arquivos e tudo vai ficar bem...

Sofia: Eu sabia... Experiências em humanos que resultam em mutações...

Eva: Exato... Mas o Projeto Éden veio para acabar com isso.


Pedro tremia, mas ainda assim resolveu perguntar.


Pedro: Projeto Éden? O que é isso?

Eva: Ah, que bom que perguntou... Como vocês sabem, no início de tudo havia o Jardim do Éden. E lá viviam todas as criaturas que foram criadas por Deus. Portanto, não temos espaço para seres criados por humanos gananciosos. Nosso objetivo é varrer toda a produção desses seres. Por isso precisamos destruir todos os arquivos e cientistas que trabalham com mutações genéticas.


Gustavo apagou as chamas.


Gustavo: Vocês são monstros! E ainda usando a Bíblia como desculpa para atos terroristas!


Sofia viu que Eva estava concentrada em Gustavo, e se afastou do grupo sem fazer barulho. Pedro ficou.


Eva: Então só me diga onde está o seu pai.

Gustavo: Vá pro Inferno!!


Novamente o braço de Gustavo começou a pegar fogo. A dor era intensa.


Gustavo: Urgh...

Eva: Continue recusando e logo vai perder seu braço, meu amigo...


Pedro viu Sofia voltando com algo em mãos. Era um facão de cozinha. Ele se perguntava o que ela ia fazer, mas não ousou dizer em voz alta. Gustavo ainda lutava contra as chamas.


Eva: Moleque idiota. Vai continuar ou quer que eu faça o mesmo no outro braço?

Gustva: Desgraçada...

Sofia: Ah... Aaaah!!


Eva se virou rapidamente. Tudo que viu foi Sofia se jogando em cima dela com o facão.


Eva: ...O quê?!


Sofia cravou o facão no peito de Eva. As chamas em Gustavo desapareceram como se nunca estiveram lá.


Eva: Sua... Sua...


Os três correram para longe de Eva.


Sofia: Você... Você me obrigou a fazer isso!


Eva parecia estar perdendo o equilíbrio. Ela foi em direção à sacada do apartamento.


Eva: Eu vou... Mas vocês ainda não viram tudo que eu posso fazer...


Tudo no apartamento começou a se incendiar. Era um fogo intenso, que aos poucos consumia os móveis. Eva começou a rir descontroladamente.


Eva: Vocês vão morrer aqui!


Sofia correu em direção à Eva e a empurrou com um chute. Eva se desequilibrou e caiu da sacada. Naquele instante, as chamas sumiram. Seu corpo caía em direção à certeza da morte.


O alarme de um carro foi ativado após uma pancada.


Sofia, Gustavo e Pedro observaram.


Sofia: Eu... Eu matei alguém...

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