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Entrelaçados - Capítulo 12




CAPÍTULO  12


Criada e Escrita por ANDIE ARAÚJO 


Diretor de Núcleo DENNIS CARVALHO 





CENA 01. SAGUÃO AEROPORTO. INT. DIA.

Continuação da cena 12, capítulo anterior. Policiais vasculham e acabam encontrando o envelope que Stella e Solange estavam em mãos em capítulos anteriores. Eles abrem e encontram drogas. Eles se entreolham. Zu percebe o envelope.


ZU intrigada: Que marmota é essa, seu polícia?


POLICIAL 01: Drogas!


Zu, Tônia, Margarido e Gardênia se espantam, bem surpresos.


TÔNIA surpresa, não acreditando: Tu estás metida com droga, Zuleica?


Zu surpresa com a pergunta tentando formular uma resposta. Zu aflita. Margarido e Gardênia esperam uma resposta. Outros passageiros ficam curiosos querendo saber do alvoroço.


ZU se defende: Isso não é meu, não, seu polícia!


POLICIAL 01: A senhora vai responder é  na delegacia. A senhora vai ser levada para a delegacia.


ZU desesperada: Oxe, mas eu tenho que ir atrás de mainha. Mainha tá doente, seu moço. Eu não posso perder essa viagem!


Os dois policiais a conduzem pelo saguão do Aeroporto. Tônia, Margarido e Gardênia vão atrás, anestesiados, sem entender muito bem.


Entre os passageiros, A CAM foca em uma em especial. Solange disfarcada com uma peruca acaju curto e óculos escuros. Solange ri maliciosamente da situação.


SOLANGE vitoriosa: Não ia perder isso por nada!


Ela sai na direção contrária.

Corta para:


CENA 02. SALA DE ESTAR/ APART. DE MAURO. INT. DIA.

Lucca aos pés da mesinha de centro, ele debruçado sob alguns papéis. Paula ali, sentada admirando o sobrinho. Ele termina um desenho e entrega a tia.


LUCCA feliz: Aqui tia, é  pra você! Espero que goste.


PAULA emocionada: Amei. Vou guardar com muito carinho.


Do Carmo vem da cozinha com uma bandeja com café. Do Carmo serve a madame.


PAULA: Agradecida, Do Carmo.


Ela toma um gole do café. Eles ouvem barulho vindo da porta, tilintar de chaves, porta se abre. É  Mauro, pouco embriagado, com sacolas de compra. 


MAURO: Paula!?


PAULA: Oi, Mauro. Como vai?


Ele vai se aproximando, cambaleando, tropeça no tapete e acaba caindo por cima da cartela de ovos. Clima de apreensão. Paula o olha com piedade.


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CENA 03. FACHADA DA CASA DE ROSA. EXT. DIA.

Ao som de “ Mar e Sol - Gal Costa”. Em frente da casa, um carro estilo fiorino estaciona, desce Marinho e Gilson. Eles descarregam o carro e retiram algumas caixas de isopor.


GILSON: Esses peixes vão dar para abastecer as feiras de hoje e amanhã! Que bom que tudo tá dando certo pra gente!


MARINHO: Verdade, meu amigo.


GILSON: Ô Marinho, não é querendo se intrometer na tua vida, não, mas tô te achando estranho esses dias, o que foi? O que tá acontecendo? Tu tá se encontrando com alguma mulher?


Reação surpresa de Marinho à pergunta de Gilson.

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CENA 04. SALA DE ESTAR/ APART. DE MAURO. INT. DIA.

Continuação da cena 02. Mauro envergonhado com a  situação, se levanta.


MAURO envergonhado: Desculpas, Dona Paula!


PAULA bondosa: Não precisa me chamar de “dona”. Somos parentes, Mauro.


Lucca vem com o desenho para mostrar a Mauro.


LUCCA: Aqui pai, o desenho que fiz pra titia.


MAURO: Bem bonito, filho. Você sabe que é o meu artista.


Do Carmo limpa o local sujo com ovos.


MAURO: Obrigado, Do Carmo!


Do Carmo assente e vai para a cozinha.


MAURO: Fico feliz em vê-la aqui.


PAULA: Eu também, Mauro. Então, eu vim pessoalmente convidar vocês para um jantar lá em casa, o Olavo vai amar rever vocês e principalmente, o Lucca.


LUCCA: Tem mó tempão que não vejo o tio Olavo.


MAURO: Agradecemos o convite e eu queria agradecer pela oportunidade que está me dando em voltar para o Escritório.


PAULA: Eu tenho muito apreço por você, pelo meu sobrinho. Eu estou te dando essa oportunidade por que confio em você, no seu trabalho. Lembro algumas vezes você ser considerado o melhor advogado lá do Escritório.


MAURO: Tempos que não voltam mais!


LUCCA: Pode voltar, sim, papai! O melhor advogado do Brasil.


Mauro e Paula riem. Lucca se joga no colo do pai e o abraça.

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CENA 05.FACHADA DA CASA DE ROSA. EXT. DIA.

Continuação da cena 03. Gilson esperando resposta de Marinho.


MARINHO: Amante? Você acha que eu estou traindo a Rosa?


GILSON: Cara, tu fica por aí de sorriso bobo, se escondendo.


MARINHO: Isso é coisa da sua cabeça! Não tem nada de misterioso, nada a ver! Pode ficar tranquilo. Agora vamos colocar essas coisas lá dentro.


Marinho sai com uma das caixas de isopor para o interior da casa. Gilson fica pensativo ali.

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CENA 06. BANCA DE JORNAL. EXT. DIA.

Banca de Jornal aberta. Jerônimo ao celular com Margarido.


JERÔNIMO ao cel. Surpreso: Presa?! Meu Deus!... O Miguel viajou, ele foi acompanhar um advogado patrão dele em São Paulo… O pior é que vai ficar a semana inteira lá. Caramba!... Qualquer coisa me avisa! Manda um abraço pra ela. Estou aqui na torcida.


Jerônimo desliga o celular, fica ali tonto com a notícia sobre Zu. Solange está passando e percebe o homem agitado.


SOLANGE: Boa tarde, Seu Jerônimo! Tudo bem?


JERÔNIMO: Nada bem! A Zu foi presa!


SOLANGE falsa: Não me diga! Ó que tristeza!


Reação fingida de Solange demonstrando surpresa.

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CENA 07. COZINHA/ APART. DE MAURO. INT. DIA.

Do Carmo mexendo uma panela no fogo. Ela ao celular com Gardênia.


DO CARMO surpresa ao cel.: Mas menina!?… Advogado? (Dá um estalo) O meu patrão, O Mauro é advogado!


Do Carmo desliga o celular. Mauro vem da sala com uma bandeja. Do Carmo se aproxima, pouco tensa.


DO CARMO: Tenho um assunto de vida e morte pra tu!


Reação confusa de Mauro.

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CENA 08. SALA DO DELEGADO/ DELEGACIA DE POLÍCIA CIVIL. INT. DIA.

Delegado Lourival sentado, impõe presença. Sentado à mesa e em sua frente Zu temerosa com Tônia ao seu lado. Um escrivão à parte sentado em frente a um computador.


DELEGADO LOURIVAL: A senhorita está em uma enrascada e das grandes! Foi pega em flagrante.


ZU aos prantos: Não é meu, doutor.


TÔNIA tenta amenizar: Calma, Zu. Deve ter sido um engano, desses que a gente vê na TV hoje em dia…


ZU determinada: Eu não sou bandida, Dona Tônia!


TÔNIA: Eu acredito, Zu, eu acredito.


Tônia abraça Zu, mas logo Zu desvencilha.


ZU: Posso ligar para a minha irmã, doutor?


DELEGADO LOURIVAL: Eu não deveria, só poderia ser para um advogado, mas vou deixar!


ZU: Obrigada!


Zu vai fuçar sua bolsa à procura do celular em um dos movimentos a correntinha de Nossa Senhora de Fátima cai ao chão. Tônia fica atônita, assim como Zu, que mostra genuína surpresa.

Corta para:


CENA 09. COZINHA/ CASA DE ROSA. INT. DIA.

Rosa e Marinho ali, terminaram de almoçar. Rosa sai já desfazendo à mesa do almoço.


ROSA: Vai querer um café?


MARINHO: Sim. Então, o Gilson tá desconfiado de alguma coisa, Rosa.


ROSA: Falou com ele?


MARINHO: Não, não posso falar nada. Preciso proteger vocês. Eu não vou abrir mais nada. A Jasmin já tá sabendo de muita coisa!


ROSA enciumada: Jasmin? Então, é uma mulher? A sua informante é uma mulher?


MARINHO: A moça que quase foi atropelada. Ela está me informando tudo, Rosa.


Corta para:


CENA 10. SALA DO DELEGADO/ DELEGACIA DE POLÍCIA CIVIL. INT. DIA.

Continuação imediata da cena 08. Tônia atônita ao ver a correntinha, ela pega o objeto do chão.


TÔNIA: O que ela estava fazendo em sua bolsa? Eu procurei por ela a manhã toda, Zuleica?


Zu não consegue explicar de tão surpresa se encontra.


DELEGADO LOURIVAL: Isso tá melhor que a encomenda, moça! Droga, roubo.


ZU gaguejando: Não, não, eu não fiz nada disso! Eu não peguei correntinha, drogas. Não  fui eu, gente!


Tônia desapontada sai sem dizer uma palavra sequer. Mauro adentra ajeitando o terno.


MAURO todo orgulhoso: Mauro Santana, advogado da Zuleica da Cruz.


Mauro cumprimenta o Delegado Lourival com um aperto de mão. Mauro orgulhoso.


A cena congela, um esfumaçado azul, como se fosse uma neblina.

FIM DO CAPÍTULO






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