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Força de Um Sonho - Capitulo 02 (Reprise)

 


Cena 1/ Rocinha / Manhã

Jadson vai saindo detrás da parede e aponta a arma na cabeça de Augusto que está de costas. A câmera fica lenta, e o homem fica perplexo, a ponto de deixar seu celular cair no chão.

Jadson ( voz ecoada )- Safado! –Maquiavélico- Mentiu pra mim, agora vai morrer...

Ouve-se o barulho de um tiro, e vê-se a bala saindo pela testa de Augusto. Seus olhos arregalam, e lentamente o seu corpo cai no chão. Close no sangue escorrendo e no corpo de Augusto estirado. Havia sangue escorrendo pelo rosto de Augusto , que tinha os olhos abertos.

Jadson ( maquiavélico) -Mais um para a vala. Imbecil, Idiota...Me traiu e agora está aí, com uma bala no meio da testa... ( encosta a arma no corpo de Augusto ). Agora vamos encerrar o crime.

Capanga 1 ( acompanhando Jadson. ) - O que eu preciso fazer, seu Jadson?

Jadson ( segurando a arma ) - Bem... Quero que levem o corpo desse homem para minha casa, para que possamos terminar tudo isso. Arrumem um saco preto para levarmos. Assim daremos um fim nele.

Capanga 2 - Sim, senhor, vou conseguir lá na lixeira aqui perto.

Enquanto os capangas iam buscar o lixo, Jadson observava o corpo de Augusto.

Jadson - Ai, ai, Ai... Voce não sabe o que te espera... É meu caro... O tribunal do crime é assim. Se trair alguem, logo logo está morto. Sua família vai sentir tanto a sua falta... Hahaha ( maléfico )

Algum tempo depois...

Capanga 2 ( com um saco em mãos ) - Já está aqui, pronto para colocá-lo.
Jadson - E já podem pôr. Não precisa cuidado porque já está morto. Joguem de qualquer maneira.
Capanga 1 - E o seu carro também já está pronto para levarmos.

Jadson e os capangas jogam o corpo de Augusto dentro da mala, e em seguida deixam o local do crime.

Cena 2/ Rocinha / Casa de Leonor e Augusto  / Interior / Manhã

Leonor e seus filhos estão em casa conversando.

Wesley - Esses dias tem estado muito estranhos, ainda mais com todo esse comportamento do papai.

Janaina - O papai tem estado estranho ...  ( T ) Até mesmo sobre a Faculdade, ele sempre acompanhava , mas agora está distante, como se houvesse algo.

Leonor - Eu também tenho medo... (T) Esses tiroteios às vezes assustam a todos.

Janaina - Lá na faculdade, como é publica, tem pessoas de várias classes sociais, e todos falam sobre os perigos de se viver numa comunidade. A criminalidade é muito grande.

Wesley ( sem saber do ocorrido ) - Hoje mais cedo mesmo eu ouvi uns tiros. Só não sei onde foi. O tiro parece até que foi perto. Deve ter sido algum dos traficantes ou dos cracudos.

Janaina - Às vezes penso porque tomam esse caminho... Tantas oportunidades na vida e entram para o crime e se viciam... Se bem que não conhecemos as motivações de ninguém.

De repente, Leonor sente um aperto no peito.

Janaina ( preocupada ) - Algum problema mamãe?

Leonor ( com a mão no peito ) - Eu... Eu mao sei... ( T) Sinto uma sensação estranha, como se algo ruim estivesse por acontecer ou tivesse acontecido. ( com lágrimas nos olhos ). Uma sensação de que ... Não... Não quero nem pensar.

Wesley ( preocupado ouvindo a mãe )- Sera que aconteceu algo com o papai? (T) Essas horas eu queria dinheiro para comprar um celular... Assim ficaria muito mais fácil de ter comunicação. Só ligar que poderíamos nos comunicar.

Janaina - Essa seria uma ótima ideia... ( T ) Mas precisaríamos ter um dinheiro também, e bastante cuidado, principalmente com o roubo de celulares.

Leonor ( pensativa ) - Que o Augusto chegue logo para passar essa angústia...


Cena 3/ Ipanema / Salão / Interior / Tarde

Paula está em um salão sendo atendida por sua manicure.Ela decide pegar o celular e percebe inúmeras ligações, uma delas de André. Ela decide retornar.

Ligação on

Paula - André?

André - Paula, nossa... O que houve?

Paula - Ai André... Estou no salão... ( T)  Voce não sabe que eu tinha marcado hora? Estava muito feia e tinha que fazer os tratamentos que necessito.

André - Mas estou ligando para voce há mais de 1 hora... Não tinha como mandar mensagem , pelo menos?

Paula - Fui fazer limpeza de pele, pé, mão , cabelo... Não posso ficar igual essas mulheres relaxadas que andam por aí. Me dá náuseas só de pensar...

André - Ai Paula ... Tem horas que você é difícil ... Estou falando sobre a ligação. E sei bem que você não gosta quando eu não atendo. Sabe, Você é minha namorada e eu me preocupo com você. Não podemos ficar brigando.

Paula - Eu não me trato por futilidade, me trato para ficar bem para você. . Eu sou importante também.

André ( cansado de explicar ) - Tá certo Paula, vou voltar para o trabalho.

Paula - Então tchau André .

Ligação off

Paula desliga o telefone.

Paula - Ai... Meu namorado atrapalhou. ( T ) . Pode continuar a pintar minhas unhas.

Cena 4/ Rocinha / Casa de Jadson / Interior / Tarde/

Jadson está com o corpo de Augusto estirado do chão da sala. Junto com seus capangas, retira o corpo do saco plástico e o joga.

Jadson ( maquiavélico ) - Traidor a gente trata assim...

Em seguida Jadson o chuta.

Jadson ( frio ) - Vocês aí! ( direcionado para os capangas ) . Arrumem um machado para mim, daqueles bem afiados que quero fazer uma coisa.

Capanga 1 ( sem entender ) - Mas, por que você quer um machado? Não me diga que...

Jadson - É isso mesmo que vou fazer... O Augusto já pagou, e agora a familia dele vai ganhar um singelo presentinho... Hahaha.

Capanga 2 ( entregando o machado ) - Já está aqui. ( T ).'Consegui um machado de lenhador. Daqueles que decepam até a alma!
Jadson pega o machado e prepara Augusto como se estivesse em um ritual.

Jadson ( frio ) - Adeus!

Jadson pega o machado e corta a cabeça de Augusto , fazendo o sangue jorrar.

Capanga 1 - O que irá fazer agora?

Jadson ( sádico ) - Você já já irá saber. Hahahaha.

Em seguida Jadson dá mais machadadas em Augusto.


Cena 5/ Subúrbio / Salão / Interior /Tarde

Leandro está em um salão aguardando sua hora. Ele está sentado perto de algumas pessoas enquanto observa sua mãe trabalhar.

Mara - Bem, como irá querer o seu cabelo?

Cliente - Vou querer que faça uma escova e que hidrate.

Mara - Está certo, vou organizar os equipamentos.

Mara inicia os procedimentos e perceve Leandro olhar para um rapaz de olhos azuis.

Leandro ( pensando ) Nossa, que rapaz lindo... Adoro olhos azuis...

O rapaz percebe os olhares de Leandro, porém não esboça reação .

Algum tempo depois...

Mara decide chamar Leandro para conversar.

Mara - Leandro, eu preciso falar uma coisa séria com você.
Leandro - O que foi, mãe?

Mara - É que quando estava cuidando do cabelo da cliente, percebi voce de olharezinhos para um outro homem. ( questionando ) . Posso saber por quê?

Leandro ( disfarçando ) - Não... nada não... Só olhei, não posso?

Mara ( pressionando - o ) - Mas por que você estava olhando insistentemente? ( T ) . Você tem estado muito estranho esses dias, aliás , há algum tempo , e sem motivo aparente. Eu quero saber o porquê disso tudo.

Leandro ( incomodado ) - Ai mãe... Não tem explicação nenhuma não...

Mara - Então tá. Se não quer contar... Não conte.

Leandro ( pensando ) - É a treva...

Cena 6 / Rocinha / Casa de Augusto e Leonor / Manhã

Leonor , Janaina e Wesley estão reunidos na sala de estar ,conversando sobre vários assuntos.

Leonor - Estava vendo as notícias no jornal... ( T ) . E vi que muitas pessoas vindas de comunidades tem conquistado cada vez mais espaço na sociedade.

Janaina - Com toda certeza... Agora não existe mais aquela de favelado sem ensino... Hoje em dia o negro está revolucionando o mundo, como diz a música da Bia Ferreira, o povo preto veio para revolucionar.

Wesley - E, no meio de toda essa pesquisa e aprendizado, decidi que irei estudar Sociologia, gosto muito dessa área.

Leonor ( apoiando o filho ) - Isso é ótimo filho... Sociologia é uma ótima área e tenho certeza que você se sairá muito bem.

Wesley ( lembrando ) - August Comte , Emille Durkein... Todos são minha inspiração , principalmente porque lutaram por seus ideiais. E também quero aprender mais sobre os negros e de onde eu e meus ancestrais viemos.

A campainha toca e Leonor vai atender.

Leonor ( surpresa ) - Jadson? O que faz aqui?

Jadson ( com uma caixa em mãos ) - É que eu tenho um presentinho para voce... ( T ) . ( perverso ) - Um singelo presentinho para você.

Leonor abre a caixa e contem a cabeça de Augusto.

Leonor ( desesperada ) - Aaaaaaaaaaaaaaah! É a cabeça do meu marido!!!!! ( em prantos).

Janaina ( desesperada ) - Meu pai nããããããão!

Aterrorizados, Leonor e Janaina choram a morte de Augusto enquanto Wesley chora em choque.

Cena 7 / UFF / Pavilhão História / Manhã

Marcelo é professor de Historia em uma faculdade federal e terminava uma aula sobre Historia Medieval .

Marcelo - Bem... Para concluir, o  feudalismo foi um sistema econômico, político e social que se fundamentou sobre a propriedade da terra, caracterizando a  a sociedade feudal... ( T ) . Guardem esse texto que ele será muito importante para a próxima avaliação. ( T) A aula está encerrada.

Os alunos arrumam seus materiais e deixam a sala, menos Julio, que aparenta estar triste.

Julio( de cabeça baixa ) - Por que... Por quê...

Ao ver a sala vazia, Marcelo decide se aproximar do rapaz.

Marcelo - Algum problema Julio? Houve algum problema?

Julio ( disfarçando ) - Não... Não houve nada...

Marcelo ( tentando ajudar ) - Pode contar, estou aqui para te ajudar. Tenho filhos da sua idade.

Julio ( levantando ) - Não... Não posso contar...

Julio sai correndo e deixa Marcelo na sala.

Cena 8/ Rocinha / Casa de Augusto e Leonor / Manhã

Janaina ( desesperada ) - Meu pai nããããããão!

Aterrorizados, Leonor e Janaina choram a morte de Jadson, enquanto Wesley chora em choque.

Wesley ( avançando em Jadson ) - Seu desgraçado! Voce matou e esquartejou meu pai! Eu te odeio, seu desgraçado!

Wesley tenta agredir Jadson, mas Janaina e Leonor não consegue contê -lo. Jadson saca um revolver.

Jadson ( apontando um revolver para Wesley ) - Quer me bater, é? ( sarcástico ) . Ha Hahaha. Coitado... Tão novo e sem o pai... Tenho nenhuma pena...

Leonor ( sem acreditar na frieza de Jadson ) - Voce é doente, um psicopata... Como pode se sentir bem vendo uma familia destruída? ( T ) . O que você fez não tem nome... Merece apodrecer atrás das grades... Ou que façam o mesmo com você. Eu ...  Que Deus me perdoe... Queria ver você nessa situação.

Jadson ( frio ) - Ahhh madame... Eu ia deixar ele apodrecer na vala... E ainda dei a chance de vocês se despedirem. Caso queiram posso mostrar as outras partes.

Janaina - Por que você fez essa brutalidade sem tamanho?

Jadson ( revelando ) - O seu finado pai tinha uma dívida... Uma dúvida de 10 mil reais que nenhum de vocês sabia ... ( cínico ) . Um homem de família tao confiável pedindo dinheiro à um traficante como eu...

Leonor ( surpresa ) - 10 mil? Mas quando o Augusto pediu esse dinheiro?

Jadson - Há alguns meses , ficou me enrolando, enrolando, até que tive que matá-lo. ( T ). Como sabem, aqui existe o tribunal do crime.

Wesley ( em choque ) - Eu não posso acreditar que o papai pediu dinheiro para você... Tão digno... Mais digno que você.

Jadson ( com um revolver em maos ) - Conhecem herança? ( T ). 1 mês , vocês tem um mês para pagar, caso contrario irão terminar como o Augusto.
Ele faz um gesto como corte no pescoço.  Em seguida vai embora, deixando a familia aterrorizada.
Leonor ( com medo ) - Não sei se vou suportar isso... Esse homem matou o meu marido e estamos à mercê dele...

Janaina ( apoiando a mae ) - Pode ter certeza que cuidaremos de tudo e para que esse dia seja esquecido.

Wesley ( informando ) - Quero que nosso pai tenha um enterro digno, como o homem que sempre foi.

Leonor ( lembrando as palavras de Jadson ) - 1 mês... 1 mês para conseguirmos quitar essa divida...

Close no rosto em lagrimas de Leonor.

GANCHO

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