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Por que, Pai - Episódio 12 (Últimos Episódios)

 

Por que, pai?


Continuação a partir do fim do último episódio: Empresa de João Vicente/Portaria/Exterior/Dia


MARINA - Não tem problema não. A culpa é minha que venho pouco aqui. Meu pai está aqui?


O porteiro libera a entrada de Marina.


PORTEIRO - Ele está. Pode entrar.


MARINA - Obrigada!


Marina entra. Ela repara o crachá do porteiro virado ao contrário.


MARINA - Deixa eu arrumar seu crachá, está ao contrário.


Marina vira o crachá do porteiro. Marina vê o crachá e se surpreende com o que lê.


A câmera foca no crachá do porteiro, que mostra sua foto e o seu nome "Diogo Gilberto".



Episódio 12


Cena 01: Empresa de João Vicente/Portaria/Exterior/Dia


O porteiro repara a expressão de surpresa de Marina.


PORTEIRO - O que foi, moça?


Marina permanece com semblante de surpresa.


PORTEIRO - Moça?


Marina se liga ao porteiro.


MARINA - Não é nada não.


PORTEIRO - Você ficou com uma cara diferente, deu uma paralisada. (Risos)


Marina disfarça.


MARINA - É, eu viajei aqui. Às vezes acontece isso, do nada eu dou uma parada. (Risos)


PORTEIRO - Ah sim. Acontece né? (Risos)


MARINA - Pois é. Deixa eu ir lá, preciso falar com meu pai.


Marina sai em direção à sala de João Vicente.

O porteiro acompanha Marina com os olhos.


PORTEIRO - Esses jovens são tudo esquisito.


Cena 02: Empresa de João Vicente/Sala de João Vicente/Interior/Dia


Marina entra na sala de João Vicente.


MARINA - Oi pai.


JOÃO VICENTE - Oi.


MARINA - Eu não vou demorar não, quero só te falar uma coisa.


JOÃO VICENTE - Que bom, porque eu tô ocupado.


MARINA - Então, eu queria que você repensasse sua decisão. Como que o Marcelo vai ficar sem casa, sem escola, sem assistência?


JOÃO VICENTE - Como que ele fez até agora?


MARINA - Ele dormiu na casa de um amigo dele. E por enquanto tem a escola paga.


JOÃO VICENTE - Por enquanto, porque eu vou deixar de pagar e eles vão cancelar a matrícula dele.


MARINA - Exatamente, por isso estou te falando. O menino só quer ser ele. Ele não merece ser punido pela sexualidade dele. Isso é muito preconceituoso.


JOÃO VICENTE - Ele decide, ou vira homem de verdade ou perde tudo que eu proporciono pra ele. Depois que ele deixar de ser viado, ele volta a ter tudo.


MARINA - Pai, ele não vai deixar de ser gay porque você está punindo ele não. Ele tá sendo ele, ele só quer ser feliz sendo quem ele é. Você não entende? Ele ter contado pra vocês com certeza foi libertador.


JOÃO VICENTE - Você já sabia né? Por isso veio aqui aquele dia falando que eu e sua mãe tínhamos que conversar com ele, que ele não estava bem. Eu falei que era frescura, e acertei, é coisa de frutinha mesmo.


MARINA - Eu já sabia, e não é frescura não, ele tá se consultando com uma psicóloga por isso.


JOÃO VICENTE - Bom saber, mais uma coisa que não vou pagar.


MARINA - Bem, eu já te falei o que tinha pra falar. Eu acho um absurdo tudo que você está fazendo, e injusto. Mas pensa no que te falei. Eu vou indo.


JOÃO VICENTE - Tchau.


Marina sai da sala de João Vicente.


Cena 03: Empresa de João Vicente/Portaria/Exterior/Dia


Marina olha para o porteiro e pensa.


MARINA em pensamento - Eu preciso arrumar um jeito de descobrir o sobrenome dele. O que eu faço?


Marina fica pensativa.


MARINA em pensamento - Já sei o que fazer.


Marina caminha até o porteiro.


MARINA - Aqui, meu pai pediu pra eu vir aqui te pedir e anotar o seu nome completo.


PORTEIRO - Meu nome completo, pra quê?


MARINA - Ele tá precisando pra alguma coisa lá no sistema de funcionários. Não entendi direito o que é.


PORTEIRO - Ah sim. É Diogo Gilberto/


Marina anota.


MARINA - Diogo Gilberto/


PORTEIRO - De Souza.


MARINA - Ok. Diogo Gilberto de Souza.


PORTEIRO (Diogo Gilberto) - Isso.


MARINA - Obrigada!


O porteiro responde com um sorriso.


Marina sai na direção da sala de seu pai.


MARINA em pensamento - Vou fingir que vou na sala do meu pai, e vou ficar um tempo esperando em algum corredor. Mas pode ser que tenha câmeras, e que o porteiro esteja me vendo. Melhor eu voltar na sala do meu pai.


Marina entra na sala de seu pai.


Cena 04: Faculdade Local/Saída/Exterior/Dia


Lizandra acaba de contar para Bárbara sobre Kátia e Maurício.


LIZANDRA - E foi isso. Minha mãe colocou ele pra fora de casa.


BÁRBARA - E o seu irmão? Ele deve ter ficado triste.


LIZANDRA - Minha mãe ainda não conversou com ele direito.


BÁRBARA - Sua mãe fez certo. Não dá pra ficar sendo enganada, ainda mais numa situação como essa.


LIZANDRA - Pois é. Eu fiquei feliz por ela, e por mim também. Agora eu estou tranquila e em paz, sem ter que esconder o que estava acontecendo.


BÁRBARA - Fico feliz por você, minha amiga.


Bárbara troca de assunto.


BÁRBARA - Eu vou fazer a prova do intercâmbio. É uma vaga pra cada curso. Se eu passar, vou para o intercâmbio, se eu não passar, vou voltar pra minha cidade.


LIZANDRA - Isso amiga. Tomara que você passe.


BÁRBARA - Eu também quero que dê certo. Estou estudando bastante em casa.


LIZANDRA - Estou torcendo por você.


Bárbara sorri.


LIZANDRA - E o Juliano, amiga?


BÁRBARA - Acabou mesmo. Ele tá seguindo a vida dele, está pra São Paulo atrás do pai dele, e eu estou tentando seguir a minha. Até ontem eu estava muito desanimada, mas essa prova me revigorou, vou dar o meu melhor pra passar.


LIZANDRA - Isso. Assim que se fala.


Cena 05: Empresa de João Vicente/Sala de João Vicente/Interior/Dia


Marina dá um beijo em seu pai.


MARINA - Voltei só pra te dar mais um beijo.


João Vicente estranha o comportamento de Marina.


JOÃO VICENTE - Você tá querendo alguma coisa, Marina?


MARINA - Eu não.


JOÃO VICENTE - Você voltou aqui só pra me dar um beijo?


Marina disfarça.


MARINA - Foi. Você me deu um tchau tão seco que eu resolvi voltar.


JOÃO VICENTE - Entendi.


MARINA - Agora eu vou mesmo. Pensa no que te falei do Marcelo. Tchau.


JOÃO VICENTE - Não tenho mais porquê pensar nesse assunto. E mais uma vez, tchau.


Marina sai da sala.


MARINA em pensamento - Acho que já deu pra disfarçar que meu pai pediu o nome do porteiro mesmo.

Será que esse porteiro é o pai da Fernanda?


Cena 06: Cracolândia/São Paulo/Exterior/Dia


Juliano conversa com Antônio, sentados em uma calçada.


JULIANO - Aí hoje eu vim sem o Ernando. Eu estou aprendendo a andar em São Paulo. Já deu pra vim sozinho.


ANTÔNIO - E você está ficando onde?


JULIANO - Eu aluguei um quarto numa pensão.


ANTÔNIO - É um bom lugar? Por que você não ficou lá na minha casa? Minha esposa não iria se importar.


JULIANO - Precisa se preocupar não. É uma pensão boa.


ANTÔNIO - Olha lá hein. Vai ficar jogado por aí não.


JULIANO - O senhor está tão preocupado comigo, mas contigo não se preocupa.


ANTÔNIO - Ah, eu tô nessa vida mesmo, tanto faz, não muda nada. Já você é novo, tem a vida certa, merece conforto.


JULIANO - Que pensamento bobo o seu.


ANTÔNIO - Minha vida é essa mesmo. Então não importa essas coisas de conforto não.


JULIANO - Você está desistindo da vida cedo demais. Tudo pode mudar, e vai mudar. Você também merece conforto e cuidado. Não é porque está nessa vida, que perdeu direito às coisas boas. Pensa nisso.


O pessoal de projeto social passa entregando quentinha.


ANTÔNIO - Esse é o pessoal do projeto social.


Uma moça entrega uma quentinha para Antônio, ela se chama Virgínia.


VIRGÍNIA - Oi Sr. Antônio. Tudo bem?


Antônio pega a quentinha.


ANTÔNIO - Tudo bem. Deixa eu te apresentar.


Antônio aponta para Juliano.


ANTÔNIO - Esse moço é meu filho. O nome dele é Juliano.


VIRGÍNIA - Prazer, meu nome é Virgínia!


Virgínia cumprimenta Juliano com um aperto de mão. Quando o olhar dos dois se encontram, eles se encaram encantados.


JULIANO - Prazer!


VIRGÍNIA - Você aceita uma quentinha?


JULIANO - Não não, obrigado!


Virgínia sorri.


Cena 07: Consultório de Psicologia/Sala de Regiane/Interior/Tarde


Regiane atende Marcelo.


MARCELO - Aí eu contei pra eles, sobre minha sexualidade. Aproveitei o momento, e contei.


REGIANE - E você acha que foi bom ter contado?


MARCELO - Com certeza. Foi libertador. Meu pai me colocou pra fora de casa. Disse que não vai pagar minha escola. Até minhas consultas com você acho que não vai ter como continuar, porque ele vai tirar a parte do dinheiro que era pra mim.


REGIANE - Uma pena né? Então vamos aproveitar essa consulta que já tá paga?

Olha, foi bom que você passou por esse momento. Infelizmente, não conseguiu ser compreendido pelo seu pai. Mas como você disse, foi libertador né?


MARCELO - Foi demais. Finalmente eu estou sendo eu. Eu estou feliz, apesar de tudo. Eu estou amando, me sentindo amado.


REGIANE - Então nessa questão, tudo certo?


MARCELO - Sim. O que está pegando ainda são as drogas. Eu não faço uso tem um bom tempo. Às vezes dá vontade, mas estou tentando resistir. Eu estou ficando na casa do André, eu não levei nada disso pra lá, ficou tudo na minha casa. Sabe o que eu estava pensando?


REGIANE - O que?


MARCELO - E se eu pegasse as drogas que ficaram na minha casa, e jogasse todas fora? Assim eu não veria elas mais, não cairia na tentação do vício. O que você acha?


REGIANE - Isso pode ser ótimo. Se você acha que vai te ajudar, que vai ser significativo, faça isso.


MARCELO - Eu vou sair daqui e vou lá na minha casa, vou jogar tudo fora.


REGIANE - O que mais você quer me contar?


Os olhos de Marcelo brilham.


MARCELO - Eu queria te falar do André. Ele está sendo tão importante nesse momento pra mim. Ele me apoia, ele é demais. Eu gosto muito dele, e intensamente.


Marcelo continua contando.


Cena 08: Lanchonete da Dona Líria/Exterior/Tarde


Marina e Fernanda estão sentadas em uma mesa na calçada da lanchonete.


FERNANDA - Por que você me chamou pra vim pra cá urgente?


MARINA - Eu achei um Diogo Gilberto de Souza.


FERNANDA - Achou?


MARINA - Eu conversei com ele.


Fernando se surpreende.


FERNANDA - Onde?


MARINA - Na empresa do meu pai.


FERNANDA - E quem é esse Diogo Gilberto?


MARINA - O porteiro da empresa do meu pai.


FERNANDA - Mas será que tem chance de ser o meu pai?


MARINA - Então, isso que não sei. Ele pode ser seu pai, mas também pode ser só mais um Diogo Gilberto de Souza.


FERNANDA - Pois é. Aquele dia nós procuramos na internet, achamos vários Diogo Gilberto de Souza, inclusive aqui no Rio.


MARINA - Então, minha ideia é a seguinte. A gente vai ter que dar uma de espiãs.


FERNANDA - De espiãs?


MARINA - Eu pensei da gente ficar tipo "vigiando" a vida do porteiro.


FERNANDA - Se ele não for meu pai, vai ter sido tempo perdido.


MARINA - Mas se ele for? Tem chances. Vamos vigiar ele durante o dia. Vigiar o que ele faz. Claro que depois da escola. A gente sai da escola e vamos ficar de olho. (Risos)


FERNANDA - (Risos) Eu topo.


As duas riem.


FERNANDA - Gente, que doideira. Mas gostei.


MARINA - É uma ideia doida, mas é boa.


FERNANDA - É. Vamos vê no que dá.


Cena 09: Casa de Marina/Quarto de Marcelo/Interior/Tarde


Marcelo está no seu quarto. Ele caminha até seu guarda-roupa, abre as portas, e pega uma mochila. Da mochila ele tira pacotinhos com drogas. Marcelo olha para os pacotes. Ele entra no banheiro do seu quarto, levanta a tampa do vaso sanitário, abre os pacotinhos e despeja toda a droga no vaso. Marcelo aperta a descarga e vê toda a droga indo embora.


Cena 10: Nova Casa de Stéfany/Varanda/Exterior/Noite


A câmera filma de longe Stéfany brincando com Kika na varanda de frente da casa. Kika corre pela varanda e Stéfany tenta alcançá-la.

Stéfany pega Kika no colo e lhe abraça.


Conrado, escondido, observa toda a ação.



Takes de imagens da noite na Vila Isabel trocando pra manhã em Ipanema.



Cena 11: Casa de Lorena/Quarto de André/Interior/Manhã


André ainda dorme. Marcelo está arrumado pra ir para escola, juntando seus cadernos e colocando na mochila.


André acorda e fala com voz de sono.


ANDRÉ - Bom dia!


MARCELO - Bom dia! Eu que te acordei?


ANDRÉ - Foi, mas não tem problema. É bom que te vejo já cedinho pra alegrar meu dia.


Marcelo sorri encantado.


MARCELO - Eu já arrumei minha cama, dobrei as cobertas e guardei, coloquei o colchão no lugar.


ANDRÉ - Tô vendo. Daqui uns dias você pode dormir aqui na minha cama comigo. Aí não vai precisar dormir no chão. Por que você não dorme comigo de uma vez?


MARCELO - Esperar mais um pouco. A gente nem tá namorando ainda.


ANDRÉ - Humm. Uma indireta.


MARCELO - Entenda como quiser. (Risos)


ANDRÉ - Ontem você passou na sua casa? Foi pegar alguma coisa lá?


MARCELO - Passei lá. Eu conversei com a psicóloga ontem, e decidi jogar umas drogas que eu tinha lá em casa fora. Acho que vai me ajudar contra o vício.


ANDRÉ - E quanto a isso, você tá de boa?


MARCELO - Tô tranquilo.


Marcelo sorri.


MARCELO - Coisas maravilhosas vem me acontecendo. Tem me ajudado muito. Não penso mais em usar essas drogas. Quero continuar assim.


ANDRÉ - Tem todo meu apoio.


André levanta da cama.


MARCELO - Eu vou indo. Se não, vou acabar atrasando pra chegar na escola.


Marcelo caminha na direção da porta.


ANDRÉ - Não vou nem ganhar um beijo?


Marcelo olha para André, ele anda até André e lhe dá um selinho.


MARCELO - Tchau!


ANDRÉ - Beijos.


Marcelo sai do quarto.


Cena 12: Pensão em São Paulo/Quarto de Juliano/Interior/Manhã


Juliano e Ernando conversam. Eles estão sentados na cama.


JULIANO - Então, eu penso que a gente deve pagar para nosso pai uma clínica de reabilitação.


ERNANDO - Ele já ficou antes, mas fugiu. Mas eu também acho que devemos tentar de novo.


JULIANO - Sim. A gente não pode desistir. Eu ajuda com uma parte do dinheiro.


ERNANDO - Eu também ajudo.


JULIANO - Se a gente se juntar, dá pra pagar uma clínica boa pra ele.


Ernando se alegra.


ERNANDO - Que bom um irmão como você. Com pouco tempo já pensa em ajudar e tudo mais. Não só nessa questão. Você é uma boa pessoa, e principalmente ama nosso pai.


JULIANO - Eu gosto muito de vocês também. Da sua mãe, da Natália também, mesmo que ela não goste muito de mim.


ERNANDO - Eu gostei do que você sugeriu.


JULIANO - Eu só penso em ajudar. Melhorar a vida dele.


ERNANDO - Obrigado, Juliano. Eu gosto de você cada vez mais.


Juliano sorri.


Cena 13: Saída da Escola Guedes Tavares/Exterior/Dia


Marina e Fernanda saem da escola.


MARINA - Partiu espionar o porteiro?


FERNANDA - Vamos!


Elas vão animadas.


Cena 14: Praça próximo à Empresa de João Vicente/Exterior/Tarde


Marina e Fernanda estão numa praça próximo à empresa de João Vicente.


Marina aponta.


MARINA - Aquele lá é o porteiro, seu suposto pai.


Fernanda olha para onde Marina aponta.


A câmera mostra o porteiro.


FERNANDA - Ah sim.


MARINA - Vamos ficar aqui vigiando ele. A gente senta nesse banco atrás dessas árvores aqui, pra ficar mais disfarçado. (Risos) Daqui a gente consegue ver se ele sair de lá. Se ele sair, a gente segue ele.


Imagens aceleradas das ações das meninas enquanto vigiam o porteiro: elas andam de um lado para o outro, se alongam, bebem água, comem um lanche, levantam, sentam.

Passam-se horas.


MARINA - Nossa, cansei.


FERNANDA - Já vai dar 18 horas. Ele não saiu de lá da empresa.


MARINA - Daqui a pouco ele deve sair. Deve chegar outro porteiro pra ficar no lugar dele. Ele não deve trabalhar 24 horas direto.


FERNANDA - É. Também acho.


2 minutos depois o porteiro sai.


FERNANDA - A lá, ele saiu. Vamos atrás dele.


As meninas seguem o porteiro. Ele caminha sem perceber as meninas o seguindo.


MARINA - Pra onde será que ele tá indo?


FERNANDA - Pelo jeito, pra casa. Ele tá no estilo de quem acabou de sair do trabalho.


MARINA - Como é o jeito de quem acabou de sair do trabalho? (Risos)


FERNANDA - Ah sei lá, mas parece. (Risos)


O porteiro chega num ponto de ônibus. Marina e Fernanda espionam de longe.


O porteiro faz sinal para um ônibus, que para e ele embarca.


FERNANDA - Ele pegou um ônibus pra Vila Isabel.


MARINA - Ele deve morar lá.


Cena 15: Casa de Antônio/Cozinha/Interior/Noite


Aniva, Natália, Ernando e Juliano jantam sentados à mesa.


ERNANDO - Aí mãe, eu convidei o Juliano pra jantar aqui, pra contar pra você e pra Natália a ideia que ele teve de pagar para meu pai uma clínica de reabilitação.


JULIANO - Isso, dona Aniva. E eu vou ajudar com as despesas dele lá. Eu quero muito ajudar ele.


ERNANDO - Eu vou ajudar também.


Aniva se alegra.


ANIVA - Ótima ideia. Eu vou ajudar também como eu puder.


Natália é áspera.


NATÁLIA - Eu não vou entrar nessa. Não contem com minha ajuda. Meu pai já ficou em clínicas e não deu certo. Não vou jogar dinheiro fora com isso.


Ernando, Aniva e Juliano se surpreendem com a frieza de Natália.


A cena congela


Fim do episódio.

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