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Vinganças - Capítulo 02

Capítulo 2

Cena 01 Casa de Eva/ Sala/ Noite

Maria, com o celular na mão, fixava o olhar nos olhos de Leão, que estava parado na porta, sem entender nada.

Maria - Vamos, Leão... me diga onde está o seu celular!

Leão - Deve estar na minha casa... (se aproximando dela) o que tá acontecendo, meu amor?

Maria - Não encosta em mim. Eu sei que o seu celular está na casa daquela zinha da Munique.

Leão - Mas amor...

Maria - Não negue! Eu sei que você estava lá...

Leão (nervoso) - Quem te contou?! Foi o Pedro, né?! Aquele linguarudo!

Maria - Peraí, até o Pedro sabia disso? 

Leão fica paralisado.

Maria (nervosa e jogando o celular no sofá) - Não foi o Pedro que me disse, foi a própria Munique que me disse que você estava na casa dela e que esqueceu o celular lá. Você sabe que eu odeio que você fique andando pra cima e pra baixo com ela. 

Leão - Oh meu amor... eu só fui lá fazer um reparo na fiação elétrica porque ela me pediu... eu estava passando pela rua, ela saiu pedindo socorro.

Maria se vira contra o jovem. Ele se aproxima dela e a abraça. 

Leão (falando no ouvido) - Eu digo isso porque é verdade... se eu não te disse isso antes foi porque ainda não tinha te visto... e também não aconteceu nada que pudesse transgredir e romper o laço de amor entre você e eu. Eu te amo, minha neguinha do coração. 

Maria (se vira) - Perdão... eu fiquei cega só de pensar que ela poderia ter ficado com você...

Leão ( beijando ela) - Ei... eu não amo ela...

Maria - Mas ela provoca! Ela te quer e faz isso em alto e bom som!

Leão - Mas eu não quero ela... agora vamos namorar, meu benzinho.

Os dois se beijam.

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Cena 02 Festa de Heleno e Fátima/ Exterior/ Noite 

Thiago respira fundo. Matheus levanta sua taça com champanhe. 

Matheus - Um brinde, ao nosso orelhudo da vez.

Thiago - Sinto muito em lhe informar que aqui não é o seu ambiente social, que é o circo. 

Matheus - Mas que agressividade é essa, minha gente? 

Thiago - Não seja cínico, Matheus. 

Matheus - Eu? Cínico? Ai ai ai... (bebe um gole) bebe um pouco, se divirta e não se preocupe... o próximo presidente da construtora será euzinho.

Thiago - Isso é o que veremos!

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O dia amanhece. O céu lindo e deslumbrante. É visto muitas pessoas em Copacabana.

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Cena 03 Construtora/ Sala de reuniões/ Dia 

A sala estava cerca de vinte pessoas. A secretária de Fagner caminhava de um lado para o outro. Fagner abre a porta, todos se levantam. Ele caminha até a mesa, bebe um pouco de água. 

Fagner - Temos grandes decisões para serem tomadas a partir de agora... 

Todos se sentam.

Fagner - Eu chamei todos aqui porque vocês são os sócios minoritários da construtora, cada um tem uma pequena porcentagem de dinheiro investido em ações de nossa empresa. Infelizmente nossas ações caíram e... estamos quase falidos por construções sem clientes. 

Sócio 1 - Infelizmente, por causa de suas ideias aquém do limite, nos trouxe esse período de queda. Você sabe, Fagner, que tenho o maior respeito por você e suas ideias mas creio que já passou da hora a construtora ter uma nova mente, com ideias e projetos da atualidade.

Fagner - Oh, meu amigo... por isso mesmo eu decidi realizar esta reunião: eu decidi me aposentar da presidência da empresa. Por isso, devemos eleger um novo presidente.

Heleno - Eu, como vice, afirmo que também me aposento da vice presidência. Não quero competir como presidente ou tentar apoio para continuar sendo vice. 

Fagner - A partir de agora, estará aberta as vagas para presidência. 

Heleno - Eu já aposto em quem irão se candidatar... 

Fagner - Daqui alguns dias terá a reunião para eleger o próximo presidente e sua chapa de vice. É isso, podem sair.

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Cena 04 Casa de Munique/ Exterior/ Dia 

Maria bate na porta da casa de Munique. O Sol brilhava e Maria soava. Munique abre a porta.

Munique - Olha só quem está aqui... 

Maria - Olá, Munique... eu vim aqui buscar o celular do meu noivo.

Munique - Você já está noiva? Jurava que o noivado era apenas daqui alguns dias... ou semanas (ri).

Maria - Vai devolver o celular ou terei que chamar a polícia... 

Munique - A única ladrona aqui foi você...

Maria - Ah, sou?

Munique - Foi você que roubou o Leão de mim!

Maria - Vai pegar o celular ou não? 

Munique - Entre. 

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Cena 05 Casa de Munique/ Interior/ Quarto de Munique/ Dia

As duas mulheres entram para dentro da casa, mais especificamente, o quarto. O celular de Leão estava sobre a cama.

Munique olha para Maria com teor debochante. Ela pega o celular e entrega nas mãos da jovem apreensiva. Maria pega o celular e sai do quarto.

Munique (deitando na cama) - Queria que você soubesse que essa cama já viu muita coisa ontem... foi maravilhoso. 

Maria (volta e fica de frente de Munique) - Viu você tentando ficar com ele mas ele, como é inteligente, viu que ficar com uma qualquer, só iria deixar ele com má fama.

Munique (se levanta) - Escute aqui, a única qualquer aqui é você! Você não se enxerga, garota? (levanta o braço e tenta da um tapa em Maria)

Maria (segura o braço e a empurra) - Você pode tentar tudo mas nunca irá conseguir ter a minha felicidade, e eu digo nem ao mesmo o Leão porque você não é feliz! Vive de aparência e jeitinho... se humilha o tempo todo mas não, você não vai conseguir roubar a minha felicidade. 

Maria sai do quarto. Irma entra no quarto, Munique se joga na cama.

Irma - Eu já cansei de avisar pra não mexer com a Maria! Até parece que você está surda!

Munique - Ai minha irmã... ela roubou o meu Leão... mas eu vou conseguir ele de volta... a se vou!

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Cena 06 Comunidade/ Praça/ Dia

Muitas crianças estavam ao redor de Pedro e Leão.  Algumas comiam sorvete e outras pastel. Os dois irmãos seguravam dois sacos, em cada mão, muito grande.

Leão - Eu tenho uma surpresinha a mais para vocês!

Garoto - Deve ser brinquedo!

Garota - Deve ser mesmo! Mostre logo, tio Leão. 

Pedro - Acertaram, hein, garotada?!

Leão - Formem uma fila!

Pedro - Tem bola, carrinho, boneca, tem todo tipo de brinquedo que vocês não imaginam!

Os irmãos começam a distribuir os brinquedos. A criançada sorria e divertia. Após entregarem tudo, Pedro se aproxima de Leão. 

Pedro - Irmão, vou no shopping com o Mário e o Jota, ok?

Leão - Tá, mas não volte tarde, mais tarde a gente vai na pizza com nossos amigos.

Pedro (ri) - Eu sei, agora tchauzinho. Tchauzinho crianças!

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Cena 07 Casa de Fagner/ Jardim/ Dia 

Cíntia molhava algumas plantas do jardim. A mulher estava distraída, Geraldo se aproxima devagarinho e a abraça, ela toma um susto e molha o homem todo.

Cíntia - Perdão meu amor (ri).

Geraldo - Hum, só te perdou se me der um beijinho.

Cíntia - Aqui não... e ainda mais você todo molhado (ri).

Geraldo - Vamos, benzinho... só um beijinho... uma bitoquinha... selinho...

Cíntia - Tá, tá. 

Os dois dão um beijo rápido, Margarida, que estava saindo da porta, vê a situação e da uma gargalhada, os dois românticos tomam um susto.

Margarida - Cíntia, Cíntia... 

Cíntia - Dona Margarida, dona Margarida...

Margarida - Não me imite! Bom, pelo que vejo, você está namorando o rapaz que trabalha pros vizinhos... qual o seu nome, rapaz?

Geraldo - É Geraldo...

Margarida - Geraldo? (Ri) Um nome de gente velha pra um rapaz tão novinho... seus pais tiveram uma criatividade aquém do comum, hein?! 

Cíntia - Ai dona Margarida... não precisa humilhar ele não. 

Margarida - Gente? Foi só um comentário. Mas ainda acho que seu nome deveria ser Rafael ou Eduardo... 

Margarida sai caminhando.

Geraldo - Tá doida? Ela pode te jogar na rua.

Cíntia - Tô doida por você. 

Geraldo - Ah, minha...

Margarida (ao fundo) - Venha logo, mulher apaixonada. 

Cíntia - Já vou. Agora, vá embora, Geraldo.

Geraldo (da um beijo em Cíntia) - Tchauzinho, meu amor.

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Cena 08 Rua/ Dia

Pedro e Mário caminham, Pedro comia um pastel, enquanto Mário bebia um refrigerante. Os amigos riam enquanto caminhavam. Mais a frente, Urso conversa no celular. Neste momento, um rapaz toma o celular da mão de Urso, o empurra, que cai ao chão aos berros.

Urso - Meu celular! Meu celular!

Pedro vê a situação.

Pedro - Olhe só, Mário... aquele homem roubou aquele outro.

Mário (olha e volta seu olhar para seu refrigerante) - Mais que normal nesse país. 

Pedro - Eu vou pegar esse ladrão, segure meu pastel (entrega o pastel).

Mário - Tu tá maluco! Volte aqui.

Pedro corre atrás do ladrão. Começa uma perseguição. O ladrão empurra algumas pessoas no caminho, entra dentro de uma igreja e continua a correr, até que chega dentro de uma floricultura. Pedro adentra o local, olha para todos os lados e vê o ladrão atrás de uma palmeira.

Pedro (se aproximando) - Se você não me entregar esse celular, eu te coloco na cadeia, eu sou policial. Preste bastante atenção, eu te dou uma chance: devolve agora sem reação e não vá para a cadeia ou então você será preso, sem direito de fiança ou coisa parecida.

O ladrão devolve o celular.

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Cena 09 Rua/ Dia 

Urso estava se limpando da poeira que ficou em sua roupa branca, Pedro se aproxima, com um sorriso de ponta a ponta.

Pedro - Ei, você... tome (estragando o celular).

Urso - Quem é você?

Pedro - Eu estava ali mais atrás e vi que você foi assaltado, corri atrás daquele safado e consegui o celular pra você. 

Urso - Muito obrigado... eu... você...

Mário (ao fundo) - Vamos, Pedro, não tenho o dia inteiro!

Pedro corre em direção a Mário. Urso da um sorriso e olha para o celular em sua mão. 

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Cena 10 Redação/ Interior/ Dia 

Muitas pessoas digitando em seus computadores. Jonas adentra o local, segurando um jornal de papel em sua mão. Ele chega até a mesa de Ariela.

Jonas (chocado) - Ariela... olha essa notícia aqui.

Ariela (olhando o jornal) - Meu Deus... bem que eu imaginava que esse político roubava o dinheiro da merenda escolar!

Jonas - Eu fico pensando por qual motivo esses ladrões tem coragem de pegar dinheiro de crianças?! 

Ariela - Se eles roubam até de hospitais, são capazes de tudo!

Jonas - Eu estou em uma investigação sobre o caso do superfaturamento das obras do campo de futebol na zona norte da cidade. 

Ariela - Cuidado, mexer com corrupção é muito perigoso.

Jonas - Eles que devem tomar cuidado comigo (ri).

Ariela (se levantando) - Bom, agora irei indo... ainda tenho que passar no trabalho do meu marido.

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Cena 11 Casa de Fátima e Heleno/ Sala/ Dia 

Fátima admirava para seus novos sofás. Heleno entra na sala e toma um susto.

Fátima - Não são lindos? Passei em frente a loja, vi e comprei. 

Heleno (surpreso) - Você tá maluca? Não faz nem um ano que compramos o antigo sofá e você já comprou novos? 

Fátima  (se enfurece) - E você não passa de um mão de vaca! 

Heleno - A construtora está em falência e você gastando rios de dinheiro! Vamos passar fome assim.

Fátima - Heleno, se a sua construtora faliu, é por sua incompetência na vice presidência e mais: eu, euzinha trabalho e tudo que compro é com o meu dinheiro! 

O celular de Fátima toca e ela atende. Heleno sai do local.

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Cena 12 Casa do morro de Urso/ Interior/ Dia 

Urso entra na pequena casinha do morro onde ele é chefe. Gina já estava a sua espera mexendo em um notebook.

Gina - Que horas são essas que você chega aqui?

Urso (pensativo) - Eu fui roubado... levaram meu celular...

Gina (assustada) - Nossa! Mas como assim? Você se machucou? Está bem?

Urso (sentando num sofá) - Estou bem sim... um rapaz conseguiu pegar o celular e me devolver.

Gina (sentando próximo a ele) - Ai que bom... 

Urso - Ele é tão lindo... ainda estou pensando em como alguém que está na rua pra lá, ajuda um desconhecido... nossa... e ele pegou em minha mão... que mãos leves... aquele rosto... aquele perfume que ele usava...

Gina (estranhando) - Iiiiiii.... se apaixonou por um pirralho?

Urso - Não chame ele de pirralho! 

Gina (sentando no colo dele) - Mas esquece ele... olha eu aqui...

Urso (se levanta) - É mas por agora temos muito trabalho a ser feito... essa semana ainda tenho que entregar novas armas para o Leão. Onde estão?

Gina (se levantando e arrumandobo cabelo) - Estão na casa de Zeca Tatu.

Urso - Ótimo, não podemos perder tempo. 

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Cena 13 Construtora/ Sala de Thiago/ Dia 

Thiago tranca a porta.

Thiago (se aproximando de Júlia, que estava sentada na cadeira dele) - Então quer dizer que meu docinho tá triste?

Júlia (tirando o vestido) - Estou sim, meu varão... venha de deixar alegre...

Thiago (tira a roupa e fica apenas de cueca) - Será um prazer, te satisfazer... minha gostosa... venha, me mostre esses seus seios.

A mulher tira seu sutiã e fica a mostra. Thiago a abraça e começa a beijá-la. 

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Cena 14 Construtora/ Recepção/ Dia 

Ariela entra no local, todos que trabalham na construtora, a cumprimentam. 

Secretário geral - Olá dona Ariela, veio visitar seu pai? Ele já foi embora.

Ariela - Olá, Gaspar! Tudo bem? Vim ver meu maridinho. Por favor, não o avise! Quero fazer uma surpresa.

Secretário - Está bem! O caminho a senhora já sabe.

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Cena 15 Construtora/ Sala de Thiago/ Dia 

Gancha em Thiago e Júlia transando.




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