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VILAREJO - Capítulo 47 (Últimos Capítulos)


Capítulo 47 (Últimos Capítulos)

Cena 01 - Acampamento dos Ciganos [Interna/Tarde]

[O Oficial estava estarrecido com as palavras que acabara de ouvir da boca de Antônio.]


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Eu acho que não ouvi bem… O senhor tem certeza disso? Mas que motivos esse homem teria para tentar matá-lo e tirar a vida de Vicente Guerrero? [Questiona].


LEONORA: - Ora, oficial… Acaso não vê um palmo perante o seu nariz? É simples, Vicente descobriu algo importante e Antônio estava prestes a descobrir, por isso Zeferino precisava eliminar as provas.

ANA CATARINA: - Pois é, eu disse que era inocente e o senhor não acreditou. [Diz ao se aproximar].


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Condessa, a senhora deve entender que apenas fiz o meu trabalho. Não lhe prendi por mero prazer, a arma estava em sua casa e vosmecê não pode negar, viu com seus próprios olhos.


ANTÔNIO: - A minha esposa está dizendo a verdade, oficial. Ela não tem armas em casa, posso lhe garantir que ela não tentaria me matar.


OFICIAL DE JUSTIÇA: [Levanta-se da cadeira onde estava sentado] - Está bem, vou agora mesmo ao posto de polícia emitir uma ordem de prisão contra Zeferino, o capitão do mato e interrogá-lo. Vamos descobrir o que ele tem a esconder!


ANA CATARINA: - Posso lhe ajudar quanto a isso. Ele provavelmente esconde algo que aconteceu há quase vinte anos. Trata-se da covarde emboscada que prepararam para Gonçalo D’ávilla, meu pai. [Conclui].


Cena 02 - Casa dos Lobato [Interna/Tarde]

[Com a transição de cenas, surge a fachada da casa da família Lobato. No sótão, Maria do Céu ficava cada vez mais abatida, visto que, estava sem comer e sem tomar água.]


GRAÇA: [Abre a porta e entra no sótão] - Ora, ora… Vejo que está muito bem, nem parece que está sem comer há dias, eu diria até, que o seu corpo está acostumado a isso.


MARIA DO CÉU: - Titia… Veio me tirar desse lugar? Eu juro que se me tirar daqui e libertar o Miguel, eu fingirei que nada disso aconteceu e não a denunciarei.


GRAÇA: [Gargalha] - Vosmecê acha mesmo que eu tenho medo de uma louca? Ora, Maria do Céu. Faça-me o favor…


MARIA DO CÉU: - Não duvide de mim, titia. Eu não sou mais a mesma, eu sou uma mulher apaixonada, capaz de tudo para defender o meu amor. Inclusive te colocar na cadeia!


GRAÇA: - Não me ameace! [Grita]. - Agora mesmo é que eu não solto aquele preto metido a fidalgo. Sabe o que é que vai acontecer quando vosmecê me denunciar? Nada! Porque todo mundo vai achar que vosmecê é uma louca. Uma louca! [Sai do quarto e deixa a sobrinha sozinha].


Cena 03 - Hotel do Vilarejo [Interna/Tarde]

[Sozinho no saguão do hotel, Filipe lia o jornal da cidade quando notou alguém se aproximar.]


BARÃO FILIPE: [Abaixa o jornal e avista alguém familiar] - Vosmecê! [Disse ao reconhecer Mila].


MILA: - Sim, nós precisamos conversar tio. Algo muito importante!


BARÃO FILIPE: - Ora! E o que eu tenho de tão importante para conversar com uma fedelha como vosmecê? [Ironiza ao pousar o jornal em cima de uma mesa de centro].


MILA: - Não vê que o que está fazendo conosco é uma injustiça? Meu pai sentiria vergonha ao ver o que o próprio irmão está fazendo.


BARÃO FILIPE: - Não ouse falar do meu irmão! [Grita]. - Quem te mandou acá? Foi a sua mãe? Pois avise a ela que não irá adiantar, eu não terei piedade de nenhuma das duas. Vou destruí-las!


MILA: - Mas como pode ser tão frio assim? O senhor não vê que com esse ressentimento e esses sentimentos ruins, está prejudicando a sua própria família, seu próprio sangue? [Questiona]. - Ainda há tempo de voltar atrás, titio. Não faça mais mal a ninguém, deixe a mim e minha mãe em paz.


BARÃO FILIPE: [Sorri] - E quem foi que disse que temos o mesmo sangue, criatura?


MILA: - Como não? Eu sou filha de Álvaro, seu irmão. Portanto, temos os três o mesmo sangue.


BARÃO FILIPE: - Vejo que a sua mãe ainda não lhe contou a verdade. Pois bem, eu vou abrir os seus olhos de uma vez por todas. Não, Emília. É impossível termos o mesmo sangue e sabe porque? Vosmecê não passa de uma bastarda. Vosmecê não era e nunca foi filha de meu irmão! [Grita].


MILA: [Surpreende-se] - O quê?


BARÃO FILIPE: - É isso mesmo que ouviu… Vosmecê não é filha de meu irmão. Se não acredita, pergunte a sua mãe. Duvido que ela tenha coragem de negar! [Conclui satisfeito].


Cena 04 - Mercearia da Paz [Interna/Tarde]

Música da cena: Acreditar no Seu Amor - Liah Soares

[Imagens das ruas do vilarejo são apresentadas e em seguida surge a fachada da mercearia, que permanecia fechada após os últimos acontecimentos. Após sair da cozinha, Joana carregava consigo uma bandeja com o almoço de sua mãe e um pouco de suco. Ao atravessar o corredor, adentrou no quarto e assustou-se ao não avistar Cândida em sua cama.]


JOANA: - Mamãe? Onde a senhora está? Sente-se mal? [Questionou em voz alta, tentando encontrá-la dentro da casa].


[Foi neste momento, que Cândida deixou o banheiro e revelou-se].


CÂNDIDA: - Acá estoy yo! [Disse ao sair do banheiro].


JOANA: [Assusta-se com o que vê e deixa a bandeja cair] - Céus! O que aconteceu com a senhora?


CÂNDIDA: - A partir de hoy, soy otra mujer. Me chame de Bibiana, la cigana! [Responde revelando-se vestida como uma cigana do acampamento, como se estivesse com outra personalidade].


Cena 05 - Casarão D’ávilla [Interna/Tarde]

[Ao ouvir palmas no lado de fora da casa, Rosaura se apressou e foi ao encontro dos visitantes.]


ROSAURA: - Boas tardes, como posso ajudá-los? [Questionou ao ver o oficial de justiça acompanhado por dois guardas].


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Pode sim, estou procurando o capitão do mato desta fazenda. Zeferino da Silva… A senhora poderia chamá-lo?


ROSAURA: [Estranha] - Essa hora ele não fica na fazenda, oficial. Ele deve estar para as bandas dos canaviais. O senhor já esteve lá? 


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Não, ainda não.


ROSAURA: - Não quero ser indiscreta, mas aconteceu alguma coisa? [Questiona desconfiada].


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Temos um mandato de prisão. Precisamos encontrá-lo imediatamente. Zeferino da Silva é um homem extremamente perigoso. Agradecemos pela informação, mas iremos até o canavial. Com sua licença! [Diz ao se retirar com os dois guardas].


ROSAURA: - Tem toda… [Diz ao vê-los indo embora]. - O que será que Zeferino aprontou dessa vez? [Pergunta-se a si mesma].


[Neste momento, Zeferino revela-se escondido no interior da casa, de onde podia ouvir tudo.]


ZEFERINO: - O que será que eles querem comigo? É melhor eu sumir enquanto não descubro… [Foge].


Cena 06 - Acampamento Cigano [Interna/Tarde]

[Antônio observava Ana Catarina cuidar de suas coisas no interior da tenda, enquanto permanecia em silêncio.]


ANA CATARINA: - O que foi? Por que me olhas desse jeito? Acaso estou feia? [Pergunta sem jeito].


ANTÔNIO: - De certo que não, apenas estava pensando em uma coisa que me disse. 


ANA CATARINA: - Que eu disse? [Estranha]. - Do que estamos falando? [Questiona ao se aproximar dele e sentar-se ao seu lado na cama].


ANTÔNIO: - Quando eu acordei, vosmecê lembra do que me disse? Disse que tinha medo de me perder… Isso é mesmo verdade? Vosmecê me ama tanto, ao ponto de temer me perder? [Questiona].


ANA CATARINA: - Eu disse isso? Não me lembro! Em certos momentos de tensão, não lembramos do que dissemos, isso é natural. É isso…


ANTÔNIO: [Segura a mão de Ana Catarina] - Chega de mentir, Ana Catarina. Até quando pretende reprimir seus próprios sentimentos? Eu já disse inúmeras vezes que não planejei te matar e nem fui cúmplice de ninguém. Eu te amo e vosmecê me ama, porque não se deixa viver esse sentimento? Teremos que perder um ao outro para nos darmos conta disso?


ANA CATARINA: [Emociona-se] - Antônio, não é tão fácil. Acontece que…


ANTÔNIO: [Interrompe] - Acontece que alguém precisa dar o primeiro passo e ceder. Não me importo em fazer isso, em nome do amor que sinto. [Beija Ana Catarina].


ANA CATARINA: - Antônio… [Responde desconsertada após o beijo].


Música da cena: Amor Gitano - Beyoncé ft. Alejandro Fernández


ANTÔNIO: [Beija Ana Catarina novamente, que dessa vez não resiste e corresponde].


[Em meio as carícias, Antônio beija os ombros de Ana Catarina e lentamente começa a baixar a alça de seu vestido. Aos poucos, ele vai desafrouxando o espartilho que ela usava. Em seguida ela ajudou-o a retirar a própria camisa. Em seguida, os dois deitaram-se na cama completamente despidos.]


ANA CATARINA: [Olha nos olhos de Antônio, como se estivesse em dúvida pelo o que estava fazendo].


ANTÔNIO: - Não tenha medo, o meu único erro no passado foi não impedir que vosmecê fosse embora. Eu não vou cometer o mesmo erro novamente. [Beija Ana Catarina intensamente].



Cena 07 - Ruas do Vilarejo [Externa/Tarde]

[Em meio as pessoas que caminhavam pelas ruas, Mila caminhava aos prantos e completamente desnorteada].


MILA: [Lembra-se do que Filipe lhe disse, enquanto as palavras ecoavam em sua mente].


BARÃO FILIPE: - É isso mesmo que ouviu… Vosmecê não é filha de meu irmão. Se não acredita, pergunte a sua mãe.


[Do outro lado da rua, Padre Júlio e o Seminarista Ângelo compravam algumas frutas na feira quando avistaram a jovem.]


PADRE JÚLIO: - Veja, Ângelo… Aquela não é a sua amiga, filha da condessa? [Questiona se referindo a Mila].


SEMINARISTA ÂNGELO: [Observa na direção que o padre mostrou e confirma] - Sim, é ela mesmo. Ela não parece estar muito bem, é melhor ver o que está acontecendo e se posso ajudar de alguma forma. Mila! [Gritou enquanto acenava].


[Sem notar a presença de Ângelo, Mila atravessa a rua completamente fora de si, sem perceber que uma charrete se aproximava.]


MOTORISTA: [Freia bruscamente a charrete, fazendo com que os cavalos se assustem].


MILA: [Grita ao perceber a charrete tão próxima].


SEMINARISTA ÂNGELO: - Mila! [Grita assustado].


PADRE JÚLIO: - Céus! 


MOTORISTA: - Ô, menina… Por acaso vosmecê é cega? Não vê por onde anda?


MILA: - Me desculpe… [Afasta-se em seguida].


SEMINARISTA ÂNGELO: - Ela não está bem, é melhor eu ir atrás dela e ver o que está acontecendo.


PADRE JÚLIO: - Eu concordo plenamente. Vá atrás dela, antes que aconteça um acidente!


[Em seguida, Ângelo saiu correndo entre a multidão, tentando alcançar Mila.]          


Cena 08 - Acampamento dos Ciganos [Interna/Tarde]

[Agora sozinha em sua tenda, Madalena organizava o lugar, já que Açucena não moraria mais ali.]


MADALENA: [Encontra um xale de Açucena e cheira, sentindo seu perfume] - Ah, minha xaborrí. Que falta vosmecê me faz… Eu espero que a boa sorte andre sempre ao seu lado!

Tradução: Xaborrí = Menina.


[Neste momento um vento percorre a tenda, apagando a luz da vela.]


MADALENA: [Sente um arrepio] - O perigo está à espreita. Ele está entre nós! [Conclui].  


Cena 09 - Casa dos Lobato [Interna/Tarde]

[Açucena arrumava a cama, enquanto Pedro terminava de arrumar sua gravata.]


AÇUCENA: - Eu posso saber onde o meu marido vai tão garboso? [Questionou ao terminar de alinhar os lençóis].


PEDRO: - É claro que pode, minha esposa. Estou indo até uns locais que vi no anúncio de jornal, pretendo arrumar um emprego logo, para conseguir a nossa própria casa.


AÇUCENA: - Claro! Bendita seja a tua sorte, meu amor. [Diz ao se aproximar].


PEDRO: - A sorte está ao meu lado, pois ela me trouxe vosmecê. [Beija a esposa].


AÇUCENA: - Escuta, meu príncipe… Antes que eu me esqueça. Lembro que certa vez, vosmecê comentou sobre uma prima. Por que ela não foi ao nosso casamento?


PEDRO: - É verdade. Ela não foi convidada porque não tive mais notícias dela desde que saiu de casa, por isso não tive como entregar o convite.


AÇUCENA: - Claro… E como vosmecê disse mesmo que ela se chama?


PEDRO: - É Maria do Céu. Agora tenho que ir, até a noite, volto para o jantar. [Disse ao se despedir, saindo em seguida].


AÇUCENA: - Maria do Céu! [Repete sozinha].         


Cena 10 - Banco D’ávilla [Interna/Tarde]

[Carlota estava em seu escritório lendo alguns papéis quando Zeferino adentrou bruscamente.]


CARLOTA: - Meu Deus, vosmecê me assustou. Que diabos de modos de entrar são esses? [Questiona irritada].


ZEFERINO: - Precisamos fugir, precisamos sumir de São José dos Vilarejos imediatamente. [Diz ao fechar a porta].


CARLOTA: [Estranha] - Fugir? Mas porque?


ZEFERINO: - Io estava escondido na fazenda quando o oficial de justiça e dois guardas foram me prender. Eles descobriram alguma coisa, vassuncê precisa me ouvir. Vamos sumir dessa cidade enquanto há tempo!


CARLOTA: [Levanta-se e se aproxima de Zeferino] - Não, um de nós dois precisa ficar para saber o que está acontecendo e o que querem com vosmecê. Faremos o seguinte, vosmecê irá procurar um local para se esconder, enquanto eu tento descobrir o motivo de estarem te caçando. Verei se posso fazer algo, se não, fugiremos do vilarejo.


ZEFERINO: [Sentindo-se encurralado, resolve aceitar] - Está bem!


CARLOTA: - Vosmecê já tem noção de onde vai se esconder enquanto isso? Preciso saber, caso tenha que te mandar algum recado ou até mesmo, em caso de emergência, para fugir também.


ZEFERINO: - Sei sim… Tem um casebre próximo a saída da cidade, é lá que os escravos se escondem quando estão fugindo para o quilombo. Ninguém pensará em me procurar naquele lugar.


CARLOTA: - Pois então vá, não temos muito tempo até eles virem até acá, me perguntar por vosmecê. [Despede-se com um beijo]. - Vá, eu dou notícias em breve.


ZEFERINO: - Até logo! [Despede-se, pulando da janela em seguida].


CARLOTA: - E agora essa! Porque será que estão caçando esse infeliz? Preciso descobrir, pois nada pode atrapalhar meus planos, principalmente agora que estou prestes a colocar as mãos numa fortuna. [Pensa em voz alta].       


Cena 11 - Posto Policial [Interna/Noite]

[O oficial estava em seu gabinete aguardando novidades, quando os guardas retornaram da rua.]


OFICIAL DE JUSTIÇA: - E então, alguma novidade?


GUARDA 1: - Nenhuma, procuramos em todos os lugares. Praticamente até embaixo das pedras, mas nada desse infeliz.


GUARDA 2: - É verdade, oficial. Parece mesmo que esse infeliz tomou chá de sumiço!


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Ou que alguém está ajudando esse infeliz a se esconder. Continuem procurando, ele não deve ter ido tão longe. Como ele pode ter descoberto tão rápido? Precisamos encontrá-lo e depressa! [Conclui].    


Cena 12 - Acampamento dos Ciganos [Interna/Noite]

Música da cena: Amor Gitano - Beyoncé ft. Alejandro Fernández

[Ana Catarina e Antônio permaneciam deitados, cobertos apenas por uma manta enquanto conversavam.]


ANTÔNIO: - Eu te prometo que nada e nem ninguém vai mais nos afastar, eu te prometo. [Disse ao beijar Ana Catarina].


ANA CATARINA: - Antônio, eu gostaria de que me perdoasse. Eu estivesse cega de ressentimento e ódio, que não pude ver a realidade bem ali, na minha frente, por mais que todos a minha volta me alertassem. Nunca quis realmente te fazer sofrer…


ANTÔNIO: - Não pense mais nisso, vamos deixar o passado para trás e nos preocupar com o presente e o futuro. Não há mais nenhum segredo entre nós, isso é o que importa.


ANA CATARINA: [Sente um certo desconforto nesse momento] - Então Antônio, eu preciso te contar uma coisa…


ANTÔNIO: - Ah, é? E do que se trata? O que vosmecê quer me contar? [Questiona].


ANA CATARINA: - É… [Procura a melhor forma de iniciar como contar que Mila é sua filha].


[Neste momento, ouve-se alguém chamar do lado de fora da tenda.]


AMÁLIA: - Ana Catarina? Vosmecê está aí? Precisamos conversar, minha filha. [Disse do lado de fora].   


ANTÔNIO: - Ah, não… Agora não, diz pra ela que vosmecê irá depois.


ANA CATARINA: - É melhor ver o que ela quer, pode ser importante. [Diz ao se levantar para começar a se vestir].


ANTÔNIO: - Mas e a nossa conversa? [Questiona].


ANA CATARINA: - Continuaremos depois! [Conclui].  


Cena 13 - Casebre Abandonado [Interna/Noite]

[Sozinho no casebre que costumava ser o local de abrigo para escravos fugitivos, Zeferino sentia-se seguro.]


ZEFERINO: [Acende o lampião e ilumina todo o local] - Agora sim, está bem melhor.


[Ouve passos e percebe que alguém se aproxima.]


CARLOTA - Deve ser Carlota com notícias… [Pensou em voz alta].


[Instantaneamente, Zeferino se aproximou da porta e logo a abriu, esperando ser Carlota, porém se surpreendeu ao vê-la, mas não sozinha.]


ZEFERINO: - Mas o que significa isso? [Surpreende-se].


CARLOTA: - Fim da linha, seu desgraçado! [Diz ao acertar um tapa na cara dele]. - Eu já contei para a polícia o que descobri.


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Então era acá que estava se escondendo, seu malandro? Guardas, podem prendê-lo!


[Os guardas entram e algemam Zeferino.]


ZEFERINO: - Mas io não fiz nada? Porque vassuncê quer me prender?


OFICIAL DE JUSTIÇA: - Por tentativa de assassinato contra Antônio Guerra, pelo homícidio de Vicente Guerrero e também pelo homícidio de Gonçalo D’ávilla e sua filha, Maria Letícia D’ávilla, mortos em uma emboscada há quase vinte anos. [Completa].


CARLOTA: - Seu assassino! [Grita].      


[A imagem congela focando em Zeferino estarrecido ao perceber que foi traído, surge um efeito de uma pintura envelhecida e o capítulo se encerra].


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