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VILAREJO - Capítulo 49 (Últimos Capítulos)

 


Capítulo 49 (Últimos Capítulos)

Cena 01 - Cachoeira [Externa/Tarde]

[Nervosa, Ana Catarina entendeu que não podia mais esconder aquele segredo depois de tantos anos.]


ANTÔNIO: - Esse sinal, é igual ao meu… [Diz olhando para o braço de Mila].


ANA CATARINA: - Sim, Antônio. É o que vosmecê está deduzindo, Emília é nossa filha. Vosmecê é o pai dela!


MILA: [Encara Ana Catarina incrédula].


ANTÔNIO: [Impressiona-se] - Como foi capaz de mentir e me enganar tantos anos? Vosmecê me negou o direito de ser pai!


ANA CATARINA: Eu não sabia que estava grávida quando ainda estava acá. Eu estava ressentida, magoada, ferida. Só descobrir a gravidez ao chegar na Espanha. Vosmecês precisam me entender… Eu não podia confiar em mais ninguém, tinha acabado de passar por uma tentativa de assassinato, não me restava outra alternativa a não ser receber o apoio que o Conde de Burgos me ofereceu. Fui sincera com ele e lhe contei que estava grávida, mas ele não me desprezou, pelo contrário, ele garantiu que iria me ajudar e não me desamparou em nenhum momento. [Tenta se justificar aos prantos].


SEMINARISTA ÂNGELO: [Ajuda Mila a ficar de pé].


MILA: - E depois? Porque não contou a verdade quando teve oportunidade? Quando iria revelar a verdade? Quando? [Grita].


ANA CATARINA: - Eu ia contar, estava esperando o melhor momento. Quando cheguei ao Brasil, estava cheia de ódio e ressentimento, queria me vingar de quem tinha me tirado os bens mais preciosos, minha família. Eu pensei que o seu pai tinha sido cúmplice dessa trama sórdida…


ANTÔNIO: - Não justifica, não justifica! Eu tinha o direito de saber a verdade, por mais que vosmecê me odiasse, eu sou o pai dela e isso me foi tirado. 


MILA: - Pra mim, chega. Eu não quero mais continuar essa conversa… Quero sair, me leve embora, Ângelo!


SEMINARISTA ÂNGELO: - Está bem, vamos! [Disse ao sair levando Mila consigo].


ANTÔNIO: [Encara Ana Catarina e em seguida também sai].


ANA CATARINA: - Vosmecê também vai me dar as costas? [Questiona após Antônio passar por ela].


ANTÔNIO: - Eu preciso digerir essa história. Quero ficar sozinho também, espero que respeite isso! [Conclui].


ANA CATARINA: [Chora ao ficar sozinha]. 




Cena 02 - Casa dos Lobato [Interna/Tarde]

Música da cena: Flor de Lis - Melim

[Com a transição de cenas, surgem imagens externas da cidade. Pessoas transitam de um lado para o outro e em seguida a fachada da casa da família Lobato é apresentada. No interior da propriedade, Açucena serviu um pouco de chá para ela e Pedro.]


PEDRO: [Percebe que Açucena está diferente] - Que foi, que carinha é essa?


AÇUCENA: - Acontece que eu não imaginei que te veria menos depois que nos casamos. Sinto sua falta!


PEDRO: [Beija Açucena] - Meu amor, não fique assim. Não estou saindo por motivos banais ou por gostar menos de vosmecê. Eu estou procurando um bom emprego, quero te sustentar com o meu próprio dinheiro e dar uma casa para nossa família. 


AÇUCENA: - Eu sei amor, me desculpe. Não quis te chatear com isso!


PEDRO: - A propósito, foi até bom vosmecê tocar no assunto. Precisamos falar a respeito dessas minhas saídas, pois ao que tudo indica elas terão fim. Recebi uma proposta de trabalho na cidade de Pelotas. Precisarei viajar até lá para acertar alguns detalhes e passarei algumas semanas fora.


AÇUCENA: [Se entristece] - Vai me levar com vosmecê? Eu posso arrumar minhas coisas e…


PEDRO: - Infelizmente eu não poderei te levar, pois ficarei num alojamento e só terão homens, meu amor.


AÇUCENA: - E eu vou ficar sozinha, acá? [Questiona].


PEDRO: - Ah, mas vosmecê não estará sozinha. Tem a Laura, minha mãe…


AÇUCENA: - Claro, meu bem. Não dê ouvidos ao que eu digo, me desculpe. É claro, eu não estarei sozinha. [Conclui].


Cena 03 - Banco D’ávilla [Interna/Tarde]

Música da cena: Acreditar no Seu Amor - Liah Soares

[Imagens externas são apresentadas, mostrando as paisagens dos campos da cidade. Em seguida, surgem as ruas da cidade e a fachada do banco. Ao anunciarem uma visita, Carlota logo tratou de receber o visitante.]


CARLOTA: - Então, a que devo a honra da visita? [Disse ao ver Filipe].


BARÃO FILIPE: - Adivinha o que trago comigo neste envelope!


CARLOTA: [Sorri ao cogitar do que se trata] - Não! Não pode ser o que eu estou pensando.


BARÃO FILIPE: - Pois sim, é exatamente o que vosmecê está pensando. Consegui uma liminar que libera o uso da Fazenda Santa Clara, já que provavelmente o processo termine a meu favor. Já podemos morar na fazenda que Ana Catarina comprou.


CARLOTA: - Mas isso é maravilhoso e merece comemoração…


FILIPE: [Agarra Carlota pela cintura] - É exatamente o que faremos ao nos mudarmos para lá. Comemorar! [Beija Carlota].


Cena 04 - Acampamento Cigano [Externa/Noite]

[Com a transição de cenas, surge o acampamento cigano. Em seguida, podemos notar Ana Catarina retornar e se deparar com Mila.]


ANA CATARINA: - Filha, nós precisamos conversar. [Disse ao se aproximar]


MILA: - Não, nós não temos mais nada para conversar. [Respondeu enquanto continuou caminhando].


ANA CATARINA: - Mas, Emília… Vosmecê precisa me ouvir, minha filha.


MILA: - Ouvir o quê? Que a minha vida toda foi uma mentira? Que o homem que eu acreditei a vida inteira ser meu pai, na verdade era um estranho? Ou melhor, que eu fui enganada? Chega, mamãe… Eu preciso ficar sozinha, respeite isso! [Completa saindo].


Cena 05 - Fazenda Santa Clara [Interna/Noite]

Música da cena: Além do Paraíso - Antônio Villeroy

[Quando ouviu o som de carruagens se aproximando, Idalina logo correu até a sala principal da fazenda para ver quem estava chegando, quando foi surpreendida.]


IDALINA: - Sinhá… [Assusta-se].


CARLOTA: - Que foi, estrupício? Do jeito que me olha, até parece que viu uma alma penada. Sou eu mesma, Carlota Guerra e a partir de agora, volto a ser sua patroa, vou morar acá. 


BARÃO FILIPE: - Vamos morar acá e acho bom nos servirem muito bem, pois estamos acostumados com o bom e o melhor, espero ter sido bem claro.


IDALINA: - Sim, senhor. [Responde assustada].


CARLOTA: - Agora faça algo de útil, sua negra idiota. Vá até a cozinha e prepare algo para bebermos, que essa noite está muito quente e precisamos comemorar muito a nossa vitória! [Diz sorridente].


Cena 06 - Acampamento Cigano [Interna/Noite]

[Em sua tenda, Juvenal havia adormecido, mas o seu sono era inquieto. Visivelmente podíamos notar a inquietação dele].


JUVENAL: [Inclinava-se tentando acordar de um pesadelo, até que por fim, lembrou-se da parte que faltava de seu passado] - Deus, meu… Lembrei-me de tudo… Foi Carlota Guerra que queria se livrar de mim. Foi ela! [Completou ainda afobado].




Cena 07 - Casarão D’ávilla [Interna/Manhã]

Música da cena: Vilarejo - Marisa Monte

[Com a transição de cenas, surge a fachada do casarão da família D’ávilla. No interior do lugar, Rosaura e Ana Catarina conversavam enquanto tomavam café.]


ROSAURA: - Eu te avisei, minha menina. Essa história de manter um segredo tão grande quanto esse não daria certo. Emília está magoada, é normal. [Disse ao entrar uma xícara de café].


ANA CATARINA: - Magoada é pouco, Mila agora me odeia. Vosmecê precisava ver como ela falou comigo. Eu não sei o que farei se a minha filha e Antônio não me perdoarem. Eu estraguei tudo, Bá! [Respondeu ao pegar a xícara].


ROSAURA: [Sorri] - Pelo o que vejo, vassuncê e o menino Antônio se acertaram de vez, num foi?


ANA CATARINA: - Sim, Antônio me provou com diversas atitudes que não estava envolvido naquele plano sórdido de Carlota. Eu fui uma tola ao despejar todo ressentimento em cima dele, anulando o que sentia. Não sei agora por onde começar e onde conseguir provas da culpa daquela assassina, voltamos a estaca zero.


ROSAURA: - Tenha fé, menina. Tenho certeza que logo chegará uma boa nova a seu favor, vassuncê há de ver. Confia! [Conclui bebendo um gole de café].


Cena 08 - Posto Policial [Interna/Manhã]

[Com uma expressão séria, Antônio adentrou na ala da carceragem do posto policial e se aproximou da cela.]


ANTÔNIO: - Recebi o seu recado, acá estou. Posso saber o que quer comigo de tão urgente? [Questiona ao encontrar Zeferino].


ZEFERINO: - Io tomei uma decisão. Resolvi aceitar a sua proposta, vou contar toda a verdade na audiência. Vassuncê tem certeza que consegue me defender? [Questiona duvidando da veracidade da promessa de Antônio e Ana Catarina].


ANTÔNIO: - Pode apostar que sim, eu te dou a minha palavra. Temos um acordo? [Questiona estendendo a mão].


ZEFERINO: [Aperta a mão de Antônio] - Temos um acordo! [Conclui formalizando o acordo].


Cena 09 - Casa dos Lobato [Interna/Tarde]

[A fim de continuar torturando Miguel até matá-lo, Graça resolveu visitá-lo mais uma vez na senzala.]


GRAÇA: - Vejo que vosmecê ainda resiste, não se dá por vencido e continua vivo. [Diz ao se aproximar com uma chibata na mão].


MIGUEL: - Sinto muito por desapontá-la. Vosmecê pode me espancar, me deixar sem água e sem alimento, mas não vai conseguir matar o meu amor por Maria do Céu, nada do que vosmecê faça adiantará! [Grita].


GRAÇA: - Ah, mas vamos ver se vosmecê é tão valente assim quando a chibata começar a cantar no seu couro, negro atrevido. [Grita ao erguer a chibata para açoitar Miguel].


[De repente Graça fica em silêncio, pois ao olhar para o chão, nota muitas pegadas.]


GRAÇA: - Desgraçado! Agora entendi o motivo de ter mais vidas que um gato. Pegadas de sapatos, tem alguém te acobertando, não é? Por isso vosmecê está forte ao invés de definhar…


MIGUEL: - Não, não, não… Não tem ninguém me ajudando, eu juro, eu juro.


GRAÇA: - Eu não acredito em vosmecê. Mas já lhe adianto, assim que descobrir quem está me traindo e te ajudando, vou acabar com a pessoa. [Conclui ao sair da senzala].


MIGUEL: - Eu preciso sair deste lugar, preciso tirar Maria do Céu dessa casa! [Fala consigo mesmo através do pensamento].


Cena 10 - Acampamento Cigano [Externa/Tarde]

[Antônio retornou ao acampamento após a conversa com Zeferino e logo avistou Ana Catarina ajudando algumas ciganas, quando resolveu se aproximar.]


ANTÔNIO: - Nós podemos conversar em particular? [Perguntou ao se aproximar].


ANA CATARINA: - Claro… O que houve? [Questionou ao se afastar das ciganas e sair caminhando com Antônio].


ANTÔNIO: - Tenho boas notícias! Acabo de me encontrar com Zeferino e ele aceitou depor contra Carlota em prol de uma defesa justa. Na audiência que ocorrerá dentro de algumas semanas, vosmecê finalmente escancarar toda a verdade sobre a morte do seu pai e de sua irmã.


ANA CATARINA: - Céus, essa notícia é incrível. Eu nem sei como te agradecer… [Diz ao tentar abraçar Antônio, mas em seguida recua]. - Desculpe, eu não quis ser inoportuna.


ANTÔNIA: - É melhor irmos com calma. Eu não estou com ódio de vosmecê, Ana Catarina. Sei que pensa nisso, mas eu não a odeio. Apenas estou chateado com toda essa história. Nada que não passe com o tempo! [Completa].


Cena 11 - Casa dos Lobato [Interna/Tarde]

[Achando que a mãe havia saído, Laura resolveu subir para levar comida e conversar com a prima, quando foi surpreendida.]


GRAÇA: - Mas o que significa isso? Então é vosmecê que está ajudando essa maluca? [Grita].


LAURA: - Mamãe… Calma, eu posso explicar tudo! [Disse ao se aproximar].


MARIA DO CÉU: - Não brigue com ela, titia… É tudo culpa minha!


LAURA: - Vamos conversar, mamãe. Acontece que…


GRAÇA: [Acerta uma bofetada em Laura] - Calada, vosmecê vai me pagar por me enganar e ajudar essa maluca. Quanto a você, Maria do Céu, não perde por esperar. Já me encarreguei do que é seu. Agora vosmecê vem comigo! [Disse ao puxar o cabelo de Laura].


LAURA: - Ai, ai… A senhora está me machucando!


[Graça saiu arrastando Laura pelo cabelo para fora do sótão e ao sair, voltou a trancar Maria do Céu. Em seguida, desceu para o andar onde ficavam os quartos e jogou Laura no interior do próprio quarto, fazendo com que ela caísse no chão.]


LAURA: - Mamãe, a senhora está completamente fora de si. O que está fazendo? [Questiona nervosa].


GRAÇA: - Pensou que iria ajudar aquela maluca e que as coisas iriam ficar assim? Pois já que ficaram amiguinhas, chegou a sua vez de sentir na pele como ela vive. [Disse ao pegar a chave do quarto de Laura na porta].


LAURA: - Como assim? O que vai fazer, mamãe? 


GRAÇA: - Agir para impedir que nós percamos tudo. [Conclui saindo do quarto e fechando a porta por fora].


LAURA: [Levanta-se, corre até a porta e tenta abri-la, mas é tarde demais] - Mamãe, a senhora não pode me prender acá… Mamãe, me tire… Mamãe! [Grita].


Cena 12 - Acampamento Cigano [Externa/Noite]

Música da cena: Quem Tome Conta de Mim - Paula Toller

[Com a transição de cenas, surge o acampamento cigano. Ana Catarina, Amália, Vladimir e Leonora ouviam estarrecidos aos relatos de Açucena.]


ANA CATARINA: - Meu Deus, presa no sótão como bicho! [Repete chocada].


AÇUCENA: - Sim, sem direito a luz do sol, comer ou beber nada, num lugar úmido e sujo, pior do que uma masmorra. Do mesmo jeito o Miguel, só que preso ao tronco. Vosmecê é minha última esperança, precisa ajudar essa gente, condessa.


AMÁLIA: [Chora] - Quanto sofrimento do meu filho, Deus… 


LEONORA: - Agora entendo o motivo de Graça e Carlota se darem tão bem, são dois monstros.


VLADIMIR: - Agora mesmo vamos até a cidade, vamos invadir essa casa e libertar os dois.


ANA CATARINA: - Não. Não vai adiantar chegarmos lá e fugirmos com eles. É preciso tomar uma atitude mais drástica e eu sei quem pode nos ajudar. [Responde pensativa].


[Em seguida, todos surgem na tenda de Juvenal.]


JUVENAL: - Ana Catarina, que bom que te encontrei. Preciso te contar uma coisa… Eu já sei como desmascarar a Carlota, eu me lembrei de tudo.


ANA CATARINA: - Eu mais do que ninguém, quero desmascarar aquela assassina, mas agora nosso foco deve ser outro. Precisamos salvar a vida de alguém muito importante, precisamos que venha conosco.


JUVENAL: [Estranha] - O que está acontecendo?


ANA CATARINA: - Confie em mim, venha conosco.


Cena 13 - Casa dos Lobato [Interna/Noite]

[Aflita por não ouvir mais aos gritos de Laura, Maria do Céu estava desesperada em seu quarto, pensando no que poderia estar acontecendo do lado de fora do sótão. Foi nesse momento que ouviu passos e alguém abrir a porta.]


MARIA DO CÉU: - Tia… O que vosmecê fez com Laura? Porque eu não escuto mais a voz dela, tia? [Questiona ao ver graça].


GRAÇA: - Minha sobrinha querida, quero que se prepare para uma viagem. É para o seu próprio bem! [Diz em tom sereno].


MARIA DO CÉU: - Viajar? Mas eu não posso viajar, eu não quero viajar.


GRAÇA: - Foi o que pensei… Rapazes, podem entrar! [Diz ao falar mais alto].


[Neste momento, entram dois enfermeiros no sótão, carregando uma camisa de forças.]


MARIA DO CÉU: - Mas o que significa isso, titia? Quem são esses homens?


ENFERMEIRO 1: - É melhor não resistir, mocinha. Nós não queremos te machucar! [Diz ao se aproximar].


MARIA DO CÉU: - Tia Graça… Não! Eu não… [Corre, mas é segurada]. - Me soltem… Socorro, socorro! [Grita].


[Satisfeita com tudo correndo bem com a internação que havia planejando. Graça desceu na frente e logo após vieram os enfermeiros carregando Maria do Céu, já usando a camisa de forças.]


MARIA DO CÉU - Me soltem… Pelo amor de Deus, por tudo que há de mais sagrado, eu não sou louca… Titia, peça para eles me soltarem!


GRAÇA: - Tarde demais, minha querida. Vosmecê vai para o sanatório, mesmo que não queira.


JUVENAL: - A minha filha não vai a lugar nenhum, Graça! [Grita ao abrir a porta].


GRAÇA: - Juvenal? [Surpreende-se ao ver o irmão vivo e acompanhado de Ana Catarina, Açucena, Vladimir e Leonora].


JUVENAL: - Soltem a minha filha ou eu vou fazer um escarcéu! [Dispara].


[A imagem congela focando em Juvenal com seus amigos, surge um efeito de uma pintura envelhecida e o capítulo se encerra].


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