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Entre Pais e Filhos- Estreia (Reprise)

 

 


Entre Pais e Filhos - Capítulo 01

Cena 01 - São Paulo - Apartamento - Quarto de Helena - Manhã

Helena é uma mulher forte com dois belos filhos. Arthur e Murilo de 22 e 19 anos respectivamente. Ao arrumar uma caixa antiga de fotografias Helena encontra um bilhete de César, seu antigo namorado e pai de seus dois filhos que desapareceu após o nascimento de Murilo. Ao tocar o bilhete em que dizia “ Helena eu te amo e amo muito nossos filhos, preciso partir e espero que um dia possam me perdoar por os abandonar desta forma ”, ela relembra o dia do nascimento de Arthur.

“ Helena e sua irmã Eduarda estão na sala de cirurgia da maternidade. As duas estavam grávidas e por coincidência estavam dando a luz ao mesmo tempo. Helena estava esperando seu segundo filho, enquanto Eduarda dava a luz ao primeiro. As duas se olhavam profundamente com os olhos de quem queria ajuda, sofrendo muito em um “ parto normal ’’, então após muito esforço ela escuta o choro de seu sobrinho Matheus e após alguns minutos ela pode ver seu pequeno Arthur. Ela então recobra a consciência e diz:

Helena: Parece que foi ontem que meu pequeno Arthur nasceu. Eu queria tanto saber aonde você está César, se pelo menos está vivo, saber o motivo de ter nos abandonado a tanto tempo.

Ela então guarda o bilhete e uma foto de seu antigo amor o qual ela nunca conseguiu esquecer. Neste instante Murilo entra no quarto.

Murilo: Novamente olhando as fotos do pai?
Helena: Não posso mentir filho. Estava olhando sim.
Murilo: Mamãe eu sei que a senhora sente falta, mas precisa superar a morte do papai, já fazem dezenove anos.
Helena: Eu sei filho, eu sei.

Helena então enxuga as lágrimas e vai para a cozinha com filho. Helena mentiu aos filhos dizendo que o pai deles havia morrido em um acidente de carro.


Cena 02 - São Paulo - Casa de Eduarda - Sala - Manhã

Eduarda e Matheus estão conversando na sala até que o filho toca novamente em um assunto que sempre deixava a mãe furiosa.

Eduarda: O que tanto gostaria de me perguntar filho? Rápido que tenho que me arrumar para o nosso passeio no parque hoje.
Matheus: Gostaria de saber mais sobre o meu pai.
Eduarda: Novamente neste assunto Matheus. Já te falei que não gosto de falar nisso.
Matheus: Não mamãe, a senhora não me entendeu. Eu já sei que vai falar que meu pai te enganou e fugiu com outra mulher. Que ele não queria ter filhos.
Eduarda: Não entendo, o que quer saber então?
Matheus: Como ele era?
Eduarda: Seu pai era um rapaz muito bonito. Eu me apaixonei por ele na primeira vez que o vi.
Matheus: Sou parecido com ele?
Eduarda: Um pouco.
Matheus: A senhora teria uma foto dele?
Eduarda: Não tenho e chega de perguntas. Não sei por qual motivo decidiu fazer tantas perguntas hoje.
Matheus: É que...
Eduarda: É que nada. Vamos logos nos arrumar que daqui a pouco sua tia Helena passa para nos pegar. Sabe que ela odeia atrasos.
Matheus: Está bem mamãe.

Matheus dá um beijo na mãe e a mesma sai sem retribuir o beijo no filho.


Cena 03 - São Paulo - Apartamento - Cozinha - Manhã

Helena está preparando os lanches do piquenique com a ajuda de Arthur.

Arthur: Esses lanches vão ficar maravilhosos mamãe.
Helena: Sim filho. Eu espero que fiquem.
Arthur: Preparados pela mãe mais maravilhosa do mundo, impossível não ficarem.
Helena: Que nada filho, só faço tudo com muito amor.

Arthur e Helena brincam durante o preparo dos lanches e dão muitas risadas. Murilo ficam com ciúmes e vê tudo de longe.

Helena: Quer vir nos ajudar filho?
Murilo: Acho que não tem espaço para mim aí.

Murilo sai e vai para seu quarto.

Helena: Murilo, volta aqui Murilo.
Arthur: Deixa ele mãe. A senhora sabe que ele é assim.
Helena: Não me conformo do Murilo achar que tenho preferência entre os filhos.
Arthur: Ele ainda é novo mamãe. Vai superar isso. É apenas uma fase.
Helena: Eu espero meu filho. Espero mesmo.

Mais tarde...


Cena 04 - São Paulo  - Estacionamento do condomínio/ Apartamento - Tarde

Helena e Murilo estão no estacionamento esperando Arthur que até então não tinha descido.

Helena: Filho vá atrás do seu irmão, ele já está demorando muito.
Murilo: Calma mãe ele já está descendo. A senhora é muito preocupada.
Helena: Por favor filho. Vá atrás dele. Temos que ir logo.
Murilo: Está bem, está bem.

Murilo sobe de elevador até o apartamento, bravo com a atitude da mãe.

Murilo (pensando): Minha mãe e essa superproteção com o Arthur. O que ele tem que eu não tenho?

Murilo sempre sentiu ciúmes do irmão.



Cena 05 - São Paulo - Casa de Cecília - Tarde

Cecília é uma senhora de 70 anos de idade que criou os netos Briana e Pedro desde a morte dos pais dos mesmos, quando ainda tinham 10 anos de idade. Ela também adotou um garoto chamado André, quando o jovem tinha 15 anos e seus netos nunca o reconheceram como membros da família.

Cecília: Meu filho. Estou feliz que finalmente conseguiu um emprego!
André: Mãe eu não arrumei um emprego, eu já trabalho. Consegui finalmente entrar na faculdade.
Briana: E o que você vai cursar?
Pedro: Tenho certeza que não será grande coisa.
Cecília: Parem de falar assim com o irmão de vocês.
André: Não se preocupe mãe. Irei cursar Matemática e ser professor.
Briana: Professor? É bem a sua cara mesmo.
Pedro: Nunca estará no nosso nível. Advogados. Bem empregados e bem pagos.
Cecília: Eu posso estar ficando velha, mas sempre ensinei que cada um deve seguir os seus sonhos.
André: Exatamente mamãe. Ser professor sempre foi meu grande sonho.
Briana: Vai passar o resto da vida ganhando pouco e sendo humilhado em sala de aula.
André: Porque tem que ser tão malvada Briana?
Briana: Sou apenas sincera.
Pedro: Melhor irmos embora Briana, temos que ir ao escritório.

Briana e Pedro dão um beijo na avó e vão para o escritório sem se despedir de André.

Cecília: Não fique triste filho, eles não fazem por mal.
André: A verdade é que eles nunca aceitaram que a senhora tenha me adotado.
Cecília: Mas saiba que essa foi a melhor decisão da minha vida.

Dona Cecília e André se abraçam em um gesto fraterno de amor.


Cena 06 - São Paulo - Casa de Regina - Tarde

Regina é uma mulher simples e mora com o filho Kauã. O rapaz é um jovem muito bonito mas não suporta a vida simples que leva ao lado da mãe. Ela é amiga de Helena que a ajudou muito durante esses anos.

Regina: Filho hoje vou fazer um bico durante a noite, então só volto amanhã.
Kauã: Tudo bem mãe. Estou mesmo precisando de uma camisa nova para o início das aulas na faculdade.
Regina: Mas e aquela que a Helena te deu de presente?
Kauã: Já está ficando surrada. Preciso de roupas novas para a faculdade.
Regina: Filho eu preciso desse dinheiro para pagar a conta de luz.
Kauã: Mamãe eu não posso estudar com roupas velhas. O que meus colegas vão pensar?
Regina: Você tem apenas que se preocupar com os estudos e não com o que seus colegas vão pensar de você.
Kauã: A senhora tem cada idéia mamãe. Vivemos em um mundo de aparências. Um mundo de aparências.

Kauã sai bravo da cozinha.

Regina: Meu Deus, ilumine meu filho. Eu não sei porque ele age assim.


Cena 07 - São Paulo - Apartamento de Helena - Banheiro - Tarde

Murilo chega bravo no apartamento gritando e procurando pelo irmão que não se apronta logo para o passeio em família.

Murilo: Cadê você Arthur? Porque está demorando tanto? Vamos logo a mamãe está com pressa.

Murilo procura por toda parte, até que encontra seu irmão no banheiro. Ao abrir a porta ele se depara com Arthur limpando o nariz que descia muito sangue.

Murilo: O que aconteceu com você irmão?
Arthur: Nada de mais irmão. Eu apenas bati o nariz, mais nada.
Murilo: Tem certeza? Não está sentindo nada?
Arthur: Tenho certeza. Só não fala nada para a mamãe ou ela vai ficar preocupada e criar paranoias na cabeça. Sabe como ela é.
Murilo: Está bem irmão. Se lave logo e vamos, ou ela vai subir aqui.
Arthur: Está bem.

Arthur espera alguns minutos até o sangue parar de escorrer e lava o rosto. Na verdade ele não bateu o nariz e não sabia o motivo pelo qual estava sangrando. Após isso ele e seu irmão seguem para a garagem e partem de carro até a casa de sua tia Eduarda.


Cena 08 - Rio de Janeiro - Hospital de Santa Barbára - Quarto - Tarde

Mostra o rosto de um homem desconhecido em coma no quarto do hospital até que ele abre os olhos e desperta do coma.

Congela no rosto do homem desconhecido.

Continua…






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