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Saramandaia - capítulo 13

 

SARAMANDAIA


Capítulo 13 ��️

Criada por: Dias Gomes

Adaptada e escrita por: Luan Maciel

Produção Executiva: Ranable Webs


CENA 01. CASA DE LEOCÁDIA. QUARTO DE JOÃO GIBÃO.

INTERNA. NOITE

A câmera mostra o desespero no olhar de João Gibão. Ele tenta

acordar Marcina que está com o corpo ainda pegando fogo de

dentro para fora. Nesse momento a luz do quarto é acesa e

Leocádia entra no quarto e percebe que algo está errado.


JOÃO GIBÃO (aflito): - Mãe…. Por favor me ajuda. A Marcina

desmaiou e sinceramente eu não sei o que fazer. Ela está com o

corpo pegando fogo. Por favor eu preciso de ajuda.

LEOCÁDIA (preocupada): - O que foi que aconteceu aqui, meu

filho? Você tem que né dar uma explicação agora mesmo. Eu sei

que aconteceu alguma coisa, e você irá me contar.

JOÃO GIBÃO: - Ela me pediu para tirar a camisa, e eu neguei.

Ela não pode descobrir de nenhuma forma que eu sou uma

aberração, mãe. A Marcina nunca iria entender.


Leocádia fica em total silêncio. Nesse momento ela e João Gibão

percebem que Marcina está delirando de febre.


LEOCÁDIA (séria): -Eu sabia que isso ainda iria acontecer, meu

filho. Durante anos a gente escondeu esse segredo, mas eu acho

uma covardia você esconder a verdade da mulher que você ama.

JOÃO GIBÃO (angustiado): - Eu não posso fazer isso, mãe. Eu

nem gosto de pensar em qual seria seria a reação da Marcina ao

descobrir que eu sou uma aberração que tem um par de asas

nas costas. Eu não quero perder a mulher que eu amo.

LEOCÁDIA: - Eu não posso te obrigar, meu filho. Mas essa sua

escolha vai te trazer consequências. Se a Marcina descobrir

sozinha ela jamais vai te perdoar. A confiança é algo

importante.


Leocádia ajuda João Gibão a cuidar de Marcina que continua

com o corpo pegando fogo. João Gibão fica muito pensativo.

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CENA 02. FAZENDA DE TIBÉRIO. CASA GRANDE. SALA.

INTERNA. NOJTE

Zélia vai caminhando na direção da poltrona de seu avô está.

Ela olha com um misto de raiva e revolta deixando Tibério em


uma situação delicada. Nesse momento quem aparece na sala é

Vitória que está sem entender a reação de sua filha.


VITÓRIA (séria): - Zélia…. Eu posso saber porque você está

falando nesse tom com o seu avô? Não foi essa a educação que

eu te dei. Eu exijo uma explicação agora mesmo, mocinha.

ZÉLIA (esbravejando): - Pergunte para o avô quem foi que

acabou de fa,de uma visita para ele? (P) Eu não posso acreditar

que uma inimiga da nossa família esteve aqui. Isso é

inaceitável.

TIBÉRIO: - Chega, Zélia. Eu não vou admitir essa sua falta de

respeito comigo. Se você quer mesmo saber a verdade no

passado eu e a Cândida tivemos uma história. E essa guerra

entre nossas famílias é tudo culpa minha.


Vitória e Zélia ficam chocadas com a revelação de Tibério. Zélia

olha descrente para sua mãe que está muito surpresa.


VITÓRIA (surpresa): - Que história é essa, pai? Você e dona

Cândida Rosado tiveram uma história? Eu não posso acreditar

no que eu estou ouvindo. Porque você escondeu isso?


TENÓRIO (firme): - Eu não quero que ficar aqui me

desculpando, nas vocês precisam entender quem nem tudo é o

que parece ser. A Cândida já foi uma boa pessoa.

ZÉLIA: - Eu não vou ficar aqui ouvindo isso. Eu tenho mais o

que fazer. Eu não vou permitir que o Zico Rosado volte para a

prefeitura. Se isso acontecer será o fim da nossa cidade.


Zélia sobe as escadas da casa grande com muita pressa. A

câmera mostra que Vitória olha para seu pai bem séria.

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CENA 03. CASA DE MARIA APARADEIRA E SEU CAZUZA.

SALA. INTERNA. NOITE

Close em Maria Aparadeira que está sentada totalmente

perdida em seus pensamentos. Ela está pensando em Marcina.

Nesse momento Seu Cazuza entra e vai na direção de Maria

Aparadeira e a segura forte pelo braço. Ela fica assustada.


SEU CAZUZA (sério): - Qual é o problema com você, Maria? Eu

tentei te aconselhar tantas vezes. E olha onde a sua teimosia te

levou. Agora a nossa filha está fora de casa. Isso está errado.

MARIA APARADEIRA (com orgulho): - Eu não fiz nada de

errado, homem. A sua filha que é uma jmibgrata que não vê


tudo que eu estou fazendo para ela. Aquele corcunda do João

Gibão não é homem para ela. Só eu que vejo isso?

SEU CAZUZA: - Eu sei exatamente o que você está querendo

fazer, Maria. Mas enquanto eu estiver aqui eu não vou deixar

você usar a minha filha como uma moeda de troca. Entendeu?


Seu Cazuza vai ficando cada vez mais nervoso. Maria

Aparadeira mantém em sua pose. Nesse momento Seu Cazuza

sente como se o seu coração estivesse saindo da boca.


MARIA APARADEIRA (não se importando): - Para de fingir,

Cazuza. Eu sei que você não está com nenhum problema. Você

só faz isso para poder chamar a atenção.

SEU CAZUZA (com dificuldade para respirar): - Maria…. Você

precisa me ajudar. Eu não estou conseguindo respirar. Eu…

MARIA APARADEIRA: - Deixa de ser dramática, homem. Eu sei

muito bem que isso não é nenhum pouco grave. Eu não vou

ficar aqui discutindo sobre aquela ingrata da sua filha.


Seu Cazuza vai no chão. O seu coração começa a sair pela sua

boca. Maria Aparadeira fica completamente em choque.

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CENA 04. CENTRO DE BOLE-BOLE. PRAÇA. EXTERNA.

NOITE

A lua cheia brilha no céu estrelado de Bole-Bole. A câmera

acompanha os passos de Estela que está sem direção. Nesse

momento ela é surpreendida pela chegada de Pedro que não diz

nada e a beija apaixonadamente. Eles se olham.


ESTELA (surpresa): - Pedro…. O que você está fazendo aqui? Eu

não quero te trazer mais problemas. É melhor a gente não se

ver mais. Essa guerra entre as nossas famílias não vai ter fim, e

nós não vamos conseguir superar esse obstáculo.

PEDRO (ponderando): - Você tem certeza disso, Estela? Desde o

dia que eu te conheci naquele trem eu não consegui parar de

pensar em você um só segundo. Eu sei que sente o mesmo.

ESTELA: - É claro que eu sinto o mesmo, Pedro. Mas enquanto

o meu pai mandar e desmandar nesta cidade infelizmente será

assim. Eu sinto muito, mas essa é a verdade.


Pedro abaixa a cabeça bem cabisbaixo. Estela fica triste.


PEDRO (sério): - Quer mesmo saber o que eu acho, Estela?

Alguém deveria enfrentar essa autoridade que o seu pai exerce

sobre essa cidade. Ninguém merece passar por essa situação.

ESTELA (se lamentando): - Eu não posso fazer nada a respeito

disso, Pedro. Com todos os defeitos ele ainda é meu pai.

PEDRO: - Eu entendo a sua situação, Estela. Vai ser melhor a

gente não se ver mais. Eu não quero te trazer mais problemas.

Eu espero que você possa ver que seu pai não é esse homem que

você imagina. Que isso não seja tarde demais.


Pedro vai embora da praça sem nem olhar para trás. A câmera

se aproxima e mostrar a tristeza no olhar de Estela.

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CENA 05. BATACLÃ ARCO ÍRIS. QUARTO DE RISOLETA.

INTERNA..NOITE

Risoleta caminha pelo quarto em direção a janela que está

aberta. Ela admira a beleza da lua cheia. O professor Aristóbulo

vai ficando cada vez mais longe de Risoleta e ele vai se sentindo

atraído pelo brilho da lua e os seus olhos começam a mudar.


PROFESSOR ARISTÓBULO (inquieto): - Eu preciso ir embora.

Eu não posso ficar aqui mais nenhum segundo. Eu realmente

tenho que ir embora. Você vai me desculpar, mas é a verdade.

RISOLETA (seduzindo): - Eu não estou acreditando que você vai

embora ao invés de ter uma noite comigo. Eu acho que você

está perdendo uma ótima oportunidade. Vai querer ou não?

PROFESSOR ARISTÓBULO: - Você não entendeu a gravidade

da situação senhorita. (P) Eu preciso ir embora antes que o pior

possa acontecer. Eu estou te avisando.


A câmera se aproxima do olhar do professor Aristóbulo e vai

mostrando que ele está se transformando em algo animalesco.

Risoleta fica apavorada ao se deparar com um lobisomem em

sua frente. Ela tenta se afastar, mas ela está encurralada.


RISOLETA (sem acreditar): - Mas que porra que está

acontecendo aqui?! Eu jamais poderia imaginar que uma

bizarrice dessas pudesse acontecer. Fica longe de mim.


O professor Aristóbulo trabsfornabdyem Lobisomem vai se

aproximando de Risoleta se aproxima de Risoleta e ela grita de

pavor ao se ver totalmente sem saída.


RISOLETA: - Por favor, não faça nada comigo. Eu te suplico.


Risoleta fecha os olhos com muito medo. A criatura olha para a

lua cheia que brilha no céu da cidade. Ele vai até o parapeito e

uiva em alto e bom som. Em questão de segundos o lobisomem

some no meio da escuridão. A câmera dá um close em Risoleta

que fica totalmente sem reação diante do que aconteceu.

��️

CENA 06. CASA DE LEOCÁDIA. SALA. INTERNA. NOITE

A câmera mostra que João Gibão está sentado no sofá da sala

totalmente em silêncio. Vai ficando cada vez mais evidente a

corcunda que está em suas costas. Nesse momento Marcina

vem adentrando na sala e ela fica frente a frente com João Gibão

que se levanta e a encarando uma maneira bem séria.


JOÃO GIBÃO (sério): - A gente precisa conversar, Marcina. (T)

Você precisa saber o porquê eu não quis tirar a minha roupa.

Esse segredo eu venho escondendo por muito tempo e não é

justo em te deixar no escuro por mais tempo. Essa é a hora da

verdade aparecer. Tomara que você não me rejeite por isso.


MARCINA (sendo sincera): - Eu não consigo entender todo esse

mistério, João. Eu estou aqui com você e eu não pretendo ir a

mais nenhum lugar. Me conta o que é que está te perturbando.

JOÃO GIBÃO: - Desde criança eu tenho essa corcunda nas

minhas costas, Marcina. Eu sofri preconceito, ignorância do

povo dessa cidade e nunca pude contar o verdadeiro motivo

pelo qual eu tenho corcunda. Mas você merece saber a verdade.


João Gibão tira sua camisa e através de um efeito especial um

par de asas surgem em suas costas deixando Marcina

totalmente chocada. Ela fica em estado catatônico.


JOÃO GIBÃO (desabafando): - Você não queria descobrir a

verdade, Marcina? Então agora você sabe a aberração que eu

sou. Esse é um fardo do qual eu terei que carregar sozinho.

MARCINA (séria): - Porque você não confiou em mim, João?

Mas eu consigo entender o porquê você escondeu isso, João. As

pessoas dessa cidade jamais iriam entender esse seu dom.

JOÃO GIBÃO: - Isso não é um dom, meu amor. Isso não passa

de uma maldição. Mas eu te agradeço por tudo que você está

fazendo por mim. Eu não tenho como te agradecer.


João Gibão volta a recolher as suas asas e Marcina ajuda ele a

vestir novamente a sua camisa. Eles se olham e se beijam.

��️


[TRANSIÇÃO DE TEMPO: AMANHECE]


CENA 07. CENTRO DE BOLE-BOLE. RUA. INTERNA. MANHÃ

Em plano geral podemos ver que Zico Rosado está em cima de

um palanque e ele está discursando para una multidão de

pessoas que está em sua frente. Sem que o vilão perceba Zélia

está no meio do povo e olha para ele com muita raiva.


ZICO ROSADO (fazendo um discurso inflamado): - Povo da

minha querida cidade. Hoje é um dia que vai ficar gravado na

história. O prefeito Lua Viana que tento dizia se preocupar com

vocês foi deposto e eu estou aqui para cuidar de vocês. Hoje eu

inicio a minha campanha para a prefeitura. Vamos juntos.


Uma bandeirola com o rosto de Zico Rosado é levantada por um

popular. Neste instante Zélia sai do meio da multidão e encara

Zico Rosado que vai desfazendo seu sorriso aos poucos.


ZÉLIA (gritando): - Porque você não conta a verdade para esse

povo? Que foi você em um ato covarde que tirou o Lua da

prefeitura. Você não é um salvador da pátria. É um demônio.

ZICO ROSADO: - Meus caros…. Olha só o que nós temos aqui. A

minha adversária que perdeu o plebiscito e que acha que vai

trazer a desordem para a nossa cidade. Você é uma vergonha

para os jovens dessa cidade, garota. O povo está comigo.


Os populares que ali estão começam a vaiar Zélia que se sente

acuada. Logo depois Zico Rosado desce do palanque e o vilão

fica diante de sua grande inimiga. O clima é muito tenso.


ZICO ROSADO (sussurrando): - Tem certeza que quer fazer

isso, Zélia? Já não basta o seu namorado ter perdido o cargo de

prefeito? Eu disse que iria destruir todos vocês. Está satisfeita?

ZÉLIA (enfurecida): - Eu te prometo que isso não vai ficar

assim, Zico Rosado. Eu só quero o bem para essa cidade. Ao

contrário de você que é um bandido. Você não presta.


Zico Rosado sorri cinicamente. A câmera mostra que Zélia vai

ficando cada vez mais nervosa. Ela dá um tapa na cara de Zico

Rosado que deixa o vilão com raiva. Os populares que estão em

volta deles ficam totalmente chocados com a atitude de Zélia.


A imagem congela no olhar sério de Zélia. Aos poucos a imagem

vai ganhando um efeito como se transformasse em uma

moldura.

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