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Saramandaia - capítulo 14

 

SARAMANDAIA


Capítulo 14 ��️

Criada por: Dias Gomes

Adaptada e escrita por: Luan Maciel

Produção Executiva: Ranable Webs


CENA 01. CENTRO DE BOLE-BOLE. RUA. EXTERNA. MANHÃ

Em plano mais aberto a câmera mostra que Zico Rosado está

olhando com muito ódio para Zélia. Ela por sua vez não abaixa

a cabeça e enfrenta o vilão de igual para igual. Os populares

ficam em volta mandando palavras de apoio para Zico Rosado.


ZICO ROSADO (firme): - Sabe qual é a minha vontade de fazer,

garota? Te dar o corretivo que você está merecendo. Se aquela

infeliz não te deu uma lição então eu irei fazer isso.

ZÉLIA (séria): - Não ouse tocar no nome da minha mãe. (P) O

que você está pensando em fazer? Me bater? Perdeu a coragem?


Zico Rosado levanta a mão para Zélia. Nesse momento Vitória

surge no meio da multidão e fica na frente de Zico Rosado e ele

fica totalmente perturbado com esse encontro.


VITÓRIA (sendo corajosa): - Nem queira saber do que eu sou

capaz de fazer se você encostar essa sua mão imunda na minha

filha. O que vai ser? Quer mesmo me desafiar, Zico Rosado?

ZÉLIA: - Mãe…. Não era preciso a senhora ter vindo aqui. Eu

quero dizer algumas verdades para esse homem desprezível.

ZICO ROSADO: - Tal mãe…. Tal filha mesmo. Eu não ter pena

em destruir cada um de vocês. Se preparem que eu vou partir

para cima com tudo que eu tenho. Essa será a minha vingança.


Vitória deixa transparecer um ressentimento. Ela pega Zélia

pela mão e elas vão embora deixando Zico Rosado nervoso.

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CENA 02. CASA DE LEOCÁDIA. SALA. INTERNA. MANHÃ

Close em João Gibão e Marcina que estão sentados no sofá se

beijando apaixonadamente. Nesse momento, Leocádia entra

em casa com um semblante muito preocupado. João Gibão e

Marcina param de se beijar e eles percebem que algo de muito

errado está acontecendo.


LEOCÁDIA (séria): - Ainda bem que vocês estão aqui. Eu fico

feliz que vocês tenham se acertado. Mas tem algo que eu

preciso falar com você, Marcina. É algo que você precisa saber.


JOÃO GIBÃO (curioso): - O que está acontecendo, mãe? Eu sinto

que algo não está certo. Eu te conheço e sei que você está

querendo dizer alguma coisa. É melhor você falar logo.

MARCINA: - Por me diga logo o que está acontecendo,

Leocádia.Eu sinto pela sua voz que é algo muito sério.

LEOCÁDIA (respirando fundo): - Eu não sei como dizer isso,

mas o seu pai foi levado para o hospital e a situação é crítica.


O sorriso de Marcina vai se desfazendo. Ela fica muito abalada

e João Gibão tenta acalmar a sua amada, mas sem sucesso.


MARCINA (desesperada): - O meu pai???? Como eu pude pensar

que eu podia ficar aqui tranquila enquanto o meu pai está

passando por isso. Eu preciso ir ver ele agora mesmo.

JOÃO GIBÃO (mantendo a calma): - Calma, meu amor. É claro

que nós vamos ver o seu pai. Ele sempre foi bom para mim.

LEOCÁDIA: - Me desculpa ter que te trazer essa notícia para

você, Marcina. Mas como é seu pai você precisava saber.


Marcina e João Gibão saem de casa muito apressados. A câmera

mostra o olhar de preocupação de Leocádia.

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CENA 03. BATACLÃ ARCO-ÍRIS. SALÃO. INTERNA. MANHÃ

Risoleta está andando de um lado para o outro ainda abalada

com o que aconteceu na noite anterior. Nesse instante

Belezinha e Ana Maria vão se aproximando enquanto Risoleta

vai ficando cada vez paranóica.


RISOLETA (pensando alto): - Aquela criatura poderia ter me

atacado, mas preferiu não fazer isso. Porque isso aconteceu? Eu

tenho que que encontrar ele de novo. Eu preciso de respostas.

BELEZINHA (preocupada): - Risoleta… Está tudo bem você?

Desde a noite passada que você está estranha. Eu estou

preocupada com você. Quer nos contar o que foi que houve?

ANA MARIA: - E isso importa, Belezinha? Você é mesmo muito

inocente, não é mesmo? Acha que se comportando assim vai te

fazer ter mais clientes. Não seja tão convencida assim..


Belezinha abaixa a cabeça se sentindo inferior. Logo em

seguida, Risoleta para na frente de Ana Maria que a olha com

desdém.


RISOLETA (séria): - Quer saber de uma coisa, Ana Maria? Você

se acha demais, mas na realidade não é tudo isso não. Olha só

para você. Não passa de uma quenga de péssima categoria.


ANA MARIA (bufando de ódio): - Quem você pensa que é para

falar assim comigo? Se não fosse por mim esse bataclã estaria

às moscas. Você deveria agradecer por eu estar aqui.

BELEZINHA: - Do que você está falando, Ana Maria? A Risoleta

estendeu a mão quando a gente mais precisou e você não

esperou nem dias para virar as costas. Você é uma cobra.

RISOLETA (ponderando): - Deixa essa invejosa para lá,

Belezinha. Vamos até a cozinha que eu te conto o que

aconteceu, mas eu te garanto que não vai ser fácil.


Risoleta vai embora do salão acompanhada de Belezinha. O

olhar de inveja de Ana Maria é impagável.

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CENA 04. CASARÃO DA FAMÍLIA ROSADO. SALA DE ESTAR.

INTERNA. MANHÃ

A câmera acompanha os passos de Zico Rosado que anda de um

lado para o outro muito nervoso. Ele começa a descontar a sua

raiva em tudo que ele vê pela frente. Nesse momento Dona

Cândida entra na sala de estar e olha horrorizada para seu filho

que está com o ódio no olhar.


DONA CÂNDIDA (horrorizada): - Zico….. O que você pensa que

está fazendo? Está querendo destruir a minha casa? Eu exijo

uma explicação agora mesmo. Anda. Fale alguma coisa.

ZICO ROSADO (sério): - Aquela desgraçada acha que pode me

fazer de palhaço, mas eu vou ensinar que comigo ninguém

mexe. Ninguém vai me fazer passar papel de trouxa.

DONA CÂNDIDA: - Mesmo depois de todos esses anos você

ainda não esqueceu aquela mulher. Você é um fraco, Zico.


Zico Rosado olha com muito ódio para sua própria mãe. Dona

Cândida mantém um olhar frio e dissimulado.


ZICO ROSADO (nervoso): - Você ainda acha que eu amo a

Vitória, mãe? Tudo que eu sinto por ela é ódio. Eu sei

exatamente como eu irei me vingar daquela infeliz.

DONA CÂNDIDA (sorrindo): - Não me interessa o que vai fazer,

mas só tire essa pedra do nosso caminho. Isso precisa acabar.

ZICO ROSADO: - Pode deixar comigo, dona Cândida. Hoje

mesmo eu irei transformar a vida da Vitória em um verdadeiro

inferno. Ela não espera o que está por vir.


Dona Cândida olha com frieza para Zico Rosado. O vilão tem

um semblante de puro ódio. Ele parece muito decididos.


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CENA 05. CASA DE DONA REDONDA E SEU ENCOLHEU.

COZINHA. INTERNA. MANHÃ

Seu Encolheu está sentado na mesa pensando no estado crítico

que sua esposa se encontra. Logo depois podemos ver Dona

Redonda entrando na cozinha e ela já vai comendo tudo que

encontra pela frente. Seu Encolheu a olha bem sério.


SEU ENCOLHEU (preocupado): - Redondinha…. Você não acha

que está exagerando? Eu não quero ser indelicado, mas você

está ficando cada vez maior. Eu estou preocupado com você.

DONA REDONDA (irritada): - De novo essa história, homem?

Você não deveria estar preocupado com as coisas que eu como e

sim com essa história daquele esquisito do João Gibão querer se

candidatar a prefeitura. Isso não pode acontecer. Entendeu?

SEU ENCOLHEU: - Sinceramente eu nunca vou entender essa

implicância que você e outras beatas da cidade tem contra o

João Gibão. Porque vocês não deixam ele em paz?


Dona Redonda olha muito furiosa para Seu Encolheu. Em

seguida ela continua comendo tudo que tem na mesa e ela vai

ficando maior a cada segundo que se passa.


DONA REDONDA (nervosa): - Eu só vou ficar satisfeita quando

aquele corcunda ir embora da minha cidade. E para piorar

agora tem essas quengas que querem me tirar do sério.

SEU ENCOLHEU (ponderando): - E como você pretende fazer

isso, Redondinha? Você não pode simplesmente expulsar da

cidade quem você não gosta. Você não é dona da cidade.

DONA REDONDA: - Isso é o que nós vamos ver, Encolheu. Eu

vou conseguir expulsar o João Gibão de Bole-Bole, ou então eu

não me chamo Dona Redonda. Ele vai saber do que sou capaz.


Seu Encolheu olha aflito para Dona Redonda que está cada vez

mais obcecada em acabar com João Gibão e também em comer

tudo que ela vê pela frente. Isso o deixa incomodado.

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CENA 06. HOSPITAL DE BOLE-BOLE. LEITO. INTERNA.

MANHÃ

A porta vai se abrindo e a câmera mostra João Gibão e Marcina

entrando no leito. Sem pensar duas vezes, Marcina vai ao

encontro de Seu Cazuza que está deitado sobre a cama e o

abraça muito forte. Marcina começa a chorar desesperada.

Nesse instante Maria Aparadeira entra no quarto e não gosta

nenhum pouco da cena que ela está presenciando.


MARIA APARADEIRA (fria): - Era só o que me faltava mesmo.

Só bastou o seu pai quase morrer para trazer esse aproveitador

e esfregar na minha cara. Você está fazendo um papel ridículo.

MARCINA (séria): - Porque você tem que ser assim? Nem nesse

momento você esquece esse seu preconceito com o João. Você

acha que a aparência é importante, mas você está errada. Eu

tenho valores dos quais eu não abro mão.

JOÃO GIBÃO: - Eu sei que você nunca gostou de mim, dona

Maria. Mas eu pensei que a gente pudesse superar as nossas

diferenças. Mas não se preocupe. Eu vou me candidatar a

prefeitura da nossa cidade e eu irei proporcionar uma ótima

vida para sua filha. Disso você pode ter certeza.


Maria Aparadeira começa a gargalhar o que deixa João Gibão e

Marcina sem saber o que fazer. Ela se aproxima de João Gibão.


MARIA APARADEIRA (gargalhando): - Isso só pode ser

brincadeira, não é mesmo? Só na sua imaginação que você

poderia ganhar do Zico Rosado em uma eleição. Isso soa tão

patético e petulante fã sua parte, João Gibão.

MARCINA (séria): - Chega, mãe!!!! A senhora está indo longe

demais com o seu preconceito. (P) O João é muito capaz se você

quer saber. Ele é melhor que aquele parasita do Zico Rosado


que nunca fez nada por nós. Agora tudo o que eu quero é paz

para que o meu pai possa descansar. Será que é pedir demais?

JOÃO GIBÃO: - Você está coberta de razão, meu amor. Isso não

é hora nem lugar para ficar discutindo sobre isso. A

recuperação do seu pai é algo mais importante nesse momento.


João Gibão e Marcina ficam abraçados em um momento de

muita cumplicidade. Maria Aparadeira fica com raiva no olhar.

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[ALGUMAS HORAS DEPOIS]


CENA 07. FAZENDA DE TENÓRIO. CASA GRANDE.

ARREDORES. EXTERNA. DIA

Um jipe vem se aproximando dos arredores da fazenda. Em

questão de segundos Zélia desce do jipe e parece estar

totalmente fora de si. Vitória também desce do jipe e confronta

sua filha que está muito transtornada.


ZÉLIA (irritada): - Eu até agora não consigo acreditar que você

me tirou daquela palhaçada que o Zico Rosado chama de

comício. Eu tinha umas verdades para dizer para ele. (P) Como

você pode ter se envolvido com aquele maldito?


VITÓRIA (séria): - Isso não interessa. O que eu vivi com o Zico é

coisa do passado, e eu tô querendo te salvar de enfrentar esse

homem que é ruim como você não pode imaginar.

ZÉLIA: - Olha só como você fala desse homem. Até parece que

ainda sente algo por aquele crápula. Eu cansei desse assunto.

Eu e o João temos muito o que fazer. Impedir que o Zico Rosado

volte para. A prefeitura dessa cidade pitoresca.


Vitória e Zélia se olham em total silêncio. Nesse momento duas

motos chegam até o local e os homens apontam as armas para

Zélia deixando Vitória sem reação.


BANDIDO (figurante): - Zélia Tavares…. É melhor você não

tentar resistir, mas você vai vir conosco. Não tente fazer

nenhuma gracinha, ou eu serei obrigado a usar a força.

VITÓRIA (suplicando): - Por favor não faça isso eu te suplico.

Me leve no lugar da minha filha, mas deixe ela por favor.

BANDIDO: - Parece que você não entendeu. Quem vai vir

comigo é a sua filha e não você, Vitória. Sim…. Eu sei o seu

nome, e no fundo você sabe quem é a chefia por trás disso.

ZÉLIA (esbravejando): - Eu sabia!!! Aquele infeliz do Zico

Rosado não ficaria feliz em ver pessoas com ideias melhores. Eu

não vou a lugar nenhum com vocês. Vão para o inferno.


Os bandidos usam de violência e pegam Zélia e a colocam em

uma das motos e fogem do com muita pressa. Vitória cai no

chão em desespero. A câmera mostra o seu olhar trêmulo.


A imagem congela no olhar trêmulo de Vitória. Aos poucos a

imagem vai ganhando um efeito como se transformasse em

uma moldura.

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