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AMOR DE VERÃO - Capítulo 20

 



CENA 01: PRAIA. EXTERIOR. NOITE

Continuação imediata do capítulo anterior. Ana está desacreditada do que acabou de ouvir de Celso.


ANA – Como assim "terminar", Celso? Você não me deu nem a chance de me explicar.

CELSO – Ana, não tem como continuarmos sabendo que você é filha da Helena, eu vi o jeito que ela ficou depois que nos viu. É uma situação extremamente delicada.

ANA – Eu sei que é uma situação delicada, Celso. Quem mais sabe disso sou eu, é a minha vida. Só que existem outras maneiras de resolver isso, sem precisar partir logo para medidas extremas.

CELSO – Não há o que conversar, Ana. Para mim já está tudo esclarecido. A nossa relação só vai magoar ainda mais a Helena, e estremecer a de vocês.

ANA – Por que isso, hein, Celso? Você ainda sente algo pela minha mãe? Ver ela te reacendeu uma chama?

CELSO – Não é isso.

ANA – Para mim é a única explicação plausível para esse seu discursinho.

CELSO – Tenta me compreender/

ANA – (corta) Não, eu não vou tentar. Você quis me compreender? Não, né? Então eu também não farei isso por você. Agora dá licença, que eu vou embora.


Ana dá as costas para ele, visivelmente abalada, mas Celso a puxa pelo braço, impedindo que continue a caminhar.


CELSO – Espera, Ana! Tá tarde, eu posso te deixar em casa.

ANA – Me solta! Eu não quero, nem preciso que você me deixe em casa. Vim sozinha e voltarei sozinha. Aliás, foi um erro eu ter vindo até aqui. Uma perda de tempo!


Ana contém suas lágrimas e faz com que Celso a solte, conseguindo seguir seu caminho.


CENA 02: DELEGACIA. SALA DE EXAME. INTERIOR. NOITE

MARINA – (Respirando fundo) Nunca na minha vida eu imaginaria ter que fazer isso...

ANDRÉ – Ninguém esperava isso dele, mas fica tranquila. Logo a gente resolve tudo isso.


A médica legista entra na sala e cumprimenta Marina e André.


DRA. LUZIA – Bom dia, Marina. Sou a Dra. Luzia, e serei responsável pelo exame de corpo de delito. Sei que pode ser uma experiência difícil, mas faremos o possível para que se sinta confortável.

MARINA – Obrigada doutora.

ANDRÉ – Eu vou sair, te espero lá fora.

MARINA – Tudo bem.


André sai da sala e Marina começa a se despir. A médica realiza o exame com cuidado e respeito, explicando cada procedimento que irá realizar.


CORTE:


DRA. LUZIA – Pronto, Marina. Já concluímos.


Marina agradece a médica com um leve sorriso e começa a se vestir novamente. Ela sai da sala e vai em direção a André.


MARINA – Obrigada, André. Não sei como teria conseguido sem você e a Bárbara.

ANDRÉ – Você não precisa agradecer. Sempre estarei ao seu lado, em todos os momentos, bons e ruins.


Marina e André se abraçam.


CENA 03: RIO DE JANEIRO. EXTERIOR. DIA


(Música de fundo: Love Love - Gilsons)


Amanhece na trama. Pessoas caminham pelo calçadão, outras se divertem na praia, carros passam pela avenida e assim a vida segue. Corte para a fachada de um prédio. 


CENA 04: FLAT DE VICENTE. INTERIOR. DIA

Vicente está quase pronto para sair ao trabalho. Ana está acordada, mas permanece deitada. Vicente vai até ela. (Música encerra)


VICENTE – Não vai levantar, minha filha?

ANA – Tô sem forças para isso, pai.

VICENTE – E não vai para a agência?

ANA – Não sei se quero enfrentar a dona Helena.

VICENTE – Na minha opinião, você deveria ir. Mais cedo ou mais tarde, vocês duas terão que se resolver. 

ANA – Será que ela quer se resolver comigo? Aquela briga não foi coisa boba, pai, foi coisa séria. Seríssima.

VICENTE – Ainda acredito que o amor de mãe e filha, no final, prevalecerá.

ANA – Tenho minhas dúvidas…


Vicente respira fundo.


VICENTE – Bem, eu tenho que trabalhar, tá bom? Pensa no que eu te falei. 


Vicente dá um beijo na testa da filha. Na sequência, pega sua mochila e deixa o flat. CAM foca em Ana, pensativa.


CENA 05: CASA ROSADA. INTERIOR. DIA

Helena chega à agência e cumprimenta todos que passam em sua frente. A mulher caminha em direção ao seu escritório, mas, em meio ao caminho, olha para todos os arredores da Casa Rosada e lembra de Gabriela em todos eles. Helena fica nitidamente triste. Ao chegar em seu escritório, acomoda-se e logo ocupa sua cadeira.


HELENA – Que falta a minha amiga faz aqui… Acho que irei ligar pra ela.


CENA 06: CASA DE GABRIELA. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

O telefone toca, e Lourdes vai até ele para atender.


LOURDES – Gabriela, é a Helena ligando!


Gabriela acena com a cabeça, agradecendo a Lourdes, que entrega o telefone para ela. 


GABRIELA – Alô, Helena...

HELENA – Oi, Gabi. Como você está?

GABRIELA – Estou melhorando, Helena, mas ainda é difícil digerir tudo o que aconteceu.

HELENA – Eu imagino... Sinto muito por tudo isso.

GABRIELA – Obrigada por se importar comigo.

HELENA – Aliás, estou pensando em ir te visitar em breve.

GABRIELA – Ah, isso seria perfeito! Vai ser bom ter sua companhia. (Pausa) Helena, eu queria saber sobre a Ana... Como ela está?

HELENA – Ah, a Ana está... bem, obrigada. Ela está seguindo com a vida dela.

GABRIELA – Aconteceu algo?

HELENA – Não, nada… Coisas pessoais. Eu vou ter que desligar, tenho umas coisas para resolver. Um beijo amiga.

GABRIELA – Beijo…


Helena desliga a ligação e Gabriela segura o telefone com tristeza.


GABRIELA – (Lacrimejando) É tão difícil, mãe. Me sinto impotente em relação a tantas coisas.


Lourdes se aproxima de Gabriela.


LOURDES – Você é forte, estamos aqui por você. Não vai enfrentar as batalhas sozinha.


Gabriela chora nos braços de sua mãe, Lourdes faz carinho na cabeça dela.


CENA 07: COMPANHIA DE TEATRO. SALA DE ENSAIOS. INTERIOR. DIA

Marina, André e Bárbara estão sentados juntos, conversando.


BÁRBARA – Você não faz ideia do quanto eu estou ansiosa para a estreia da peça!

MARINA – Eu também! Tenho certeza de que a gente vai arrasar.

ANDRÉ – Marina, você vai contar sobre ontem?

MARINA – Ah, sim. Ontem de noite eu fui com o André para a delegacia. Eu denunciei o Henrique à polícia.


Bárbara fica surpresa.


BÁRBARA – Marina, isso não deve ter sido fácil para você...

MARINA – Não foi, eu segui os conselhos de vocês, não podia ficar calada diante do que ele fez.

BÁRBARA – Fico feliz que você entendeu e não vai deixar isso impune.


Enquanto conversam, Rose entra no local com Daniel e Vicente. Todos na sala direcionam sua atenção para ela.


ROSE – Olá, pessoal! Animada para ver esses rostinhos no palco.

MARINA – Rose! Que bom te ver por aqui.

ROSE – Eu vim aqui para cumprimentar vocês e… Anunciar que estou de volta aos palcos, e essa peça será minha retomada!


Todos aplaudem e gritam de alegria pela notícia.


BÁRBARA – Parabéns, Rose! Será uma honra dividir o palco com você.

ROSE – Obrigada, pessoal. Estou ansiosa para essa peça, vamos com tudo!


CENA 08: CASA DE HENRIQUE. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Henrique está sentado no sofá, assistindo televisão, quando a campainha toca. Ele vai até a porta, abre-a e encontra um oficial de justiça segurando um envelope.


OFICIAL DE JUSTIÇA – Bom dia. Sou oficial de justiça, e estou aqui para entregar uma intimação e uma medida restritiva.

HENRIQUE – Intimação? Medida restritiva? Que isso?

OFICIAL DE JUSTIÇA – Você está sendo intimado a comparecer a uma audiência judicial, pois há acusações graves contra você. E a medida restritiva proíbe que você se aproxime de Marina, a vítima.


Henrique fica surpreso com a notícia.


ABERTURA:



CORTE:


CENA 09: CASA DE HENRIQUE. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Henrique pega o envelope. O oficial entrega uma caneta ao jovem.


OFICIAL DE JUSTIÇA – Por favor, assine essa parte do documento.


Ele aponta e Henrique assina, o oficial pega o documento assinado, deixa outros com Henrique e se retira. Henrique fecha a porta e lê o conteúdo. Seu semblante muda de calmo para furioso.


HENRIQUE – (Gritando) Isso é um absurdo! Como a Marina teve coragem de fazer isso comigo?


Fora do controle, ele começa a quebrar objetos próximos, os jogando pelo chão.


HENRIQUE – Não aceito isso! Marina vai pagar por arruinar a minha vida!


CENA 10: CASA DE RENATA. CORREDOR. INTERIOR. DIA

Renata caminha pelo corredor da casa e, ao passar em frente ao quarto de Jéssica, ouve o choro abafado da filha. Ela para imediatamente, preocupada, e franze a testa, pensativa.


RENATA – Minha filha está assim e tudo por minha culpa, eu queria tentar ajudar de alguma forma…


Renata se aproxima do quarto de Jéssica e bate na porta.


RENATA – Filha, posso entrar?


Dentro do quarto, Jéssica para de chorar por um instante e limpa suas lágrimas.


JÉSSICA – (Voz trêmula) Me deixa em paz, mãe!


Renata se afasta da porta e continua pensativa.


RENATA – Eu acho que já sei o que fazer.


CENA 11: MANSÃO DE PAULA. QUARTO DE MIRIAM. INTERIOR. DIA

Miriam está deitada em sua cama, reprimida em baixo de um cobertor, assistindo televisão. Paula bate na porta, que está entreaberta.


PAULA – Posso entrar?

MIRIAM – Claro.


Paula adentra ao quarto e senta ao lado de Miriam na cama. A jovem pausa a série que estava assistindo.


PAULA – Preciso falar uma coisa para você. 

MIRIAM – Pode falar.

PAULA – Eu conversei com o seu médico, minha filha, e ele me disse que você vai precisar fazer quimioterapia. 

MIRIAM – Quimioterapia???

PAULA – É…

MIRIAM – (início de choro) Mãe, eu não sei se tô pronta pra isso. Não sei se eu vou aguentar/

PAULA – (corta) Não repita isso! Você vai aguentar e vai passar por essa. Nós vamos passar juntas! Estarei ao seu lado a todo momento. Eu e seu pai.

MIRIAM – Será que você pode me deixar sozinha? Preciso pensar.

PAULA – Tudo bem. (P) Se precisar de mim, só me chamar.


Miriam assente. Paula deixa o quarto e fecha a porta. Ao fundo, ouvimos os gritos de choro de Miriam. Paula tenta se manter firme. 


CENA 12: MANSÃO DE PAULA. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

Paula chega na sala, ainda abalada. Ao chegar no local, depara-se com Fernando, mexendo no celular, ao lado de duas malas.


PAULA – (confusa) Que malas são essas, Fernando?

FERNANDO – Eu não te falei, Paula?

PAULA – Falou o quê?

FERNANDO – Eu vou para uma viagem à trabalho!

PAULA – Eu não posso acreditar…


Paula está incrédula diante da atitude do marido. Fernando não compreende. 


CENA 13: COMPANHIA DE TEATRO. ESCRITÓRIO DE VICENTE. INTERIOR. DIA

Vicente não consegue se concentrar no trabalho, sua cabeça não para de pensar em Ilana.


(Música de fundo: Futuros Amantes - Chico Buarque)


FLASHBACK ON


VICENTE – A gente pode passar uma borracha nessa situação, Ilana. Fingir que nunca aconteceu. Pronto. Esse beijo nunca aconteceu!

ILANA – (chorosa) Esse não é o problema, Vicente…

VICENTE – Então qual é?

ILANA – É que eu não sei se vou conseguir resistir a você. 

Vicente surpreende-se. Os rostos dos dois vão se aproximando e, em um impulso, Vicente beija Ilana novamente.


FLASHBACK OFF


O homem volta a si e dá uma respirada profunda.


VICENTE – Eu só queria você aqui de volta, Ilana…


De repente, uma notificação chega em seu telefone. Ao olhar para a tela, sua expressão muda rapidamente para felicidade:


"Me encontre hoje à noite em meu apartamento. Ilana."


VICENTE – (sorrindo) Eu não posso acreditar…


(Música encerra)


CENA 14: CASA ROSADA. ESCRITÓRIO DE HELENA. INTERIOR. DIA

Helena está concentrada na tela do computador, trabalhando arduamente. Uma secretária bate na porta e recebe autorização para entrar.


HELENA – Pois não?

SECRETÁRIA – Dona Helena, tem um homem na frente da agência pedindo para falar com a senhora. Disse que só vai embora quando a senhora for vê-lo.

HELENA – Mas quem é esse maluco?

SECRETÁRIA – Eu acho melhor a senhora ir falar com ele, parece bem insistente.


Helena é convencida e levanta de sua cadeira, acompanhando a secretária até a fachada da empresa. 


CENA 15: CASA ROSADA. FACHADA. EXTERIOR. DIA

Helena anda pela recepção da empresa e chega até a fachada. O homem que quer falar com ela está de costas.


HELENA – Boa tarde. O que o senhor quer comigo?


Ele se volta para ela e revela ser Celso, que retira seus óculos escuros. Helena é pega de surpresa.


HELENA – Celso?!

CELSO – Será que você tem um tempinho para que possamos conversar, Helena?


Helena fica pensativa. Celso aguarda uma resposta.


ENCERRAMENTO (ao som de Nada Sério - Joanna):





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