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Passional - Penúltimo episódio

 





PASSIONAL ♨️ EPISÓDIO 20 [PENÚLTIMO]


Web série criada e escrita por: Luan Maciel

Produção Executiva: Ranable Webs


CENA 1: INTERIOR. CASA DE PETRÔNIO E ISABELA. SALA. DIA

A CÂMERA MOSTRA QUE PETRÔNIO ESTÁ CONVERSANDO COM O DELEGADO ESTEVÃO EM UM CANTO DA SALA. O CLIMA VAI FICANDO CADA VEZ MAIS TENSO. NESSE MOMENTO UM POLICIAL DA CORREGEDORIA ENTRA NA CASA E VAI NA DIREÇÃO DO DELEGADO ESTEVÃO E ENTREGA UMA FOTO EM QUE O DELEGADO ESTEVÃO VÊ E SEU SEMBLANTE MUDA.

PETRÔNIO (sério): - O que aconteceu, Estevão? O que tem nessa foto? Diga logo.

DELEGADO ESTEVÃO: - Nós já sabemos o local em que o Alfredo está mantendo a Madalena presa. Eu vou coordenar uma força agora mesmo para prender ele. É uma questão de tempo para que a Madalena esteja livre das garras daquele maldito.

PETRÔNIO: - Eu vou com você, Estevão. E E não adianta você tentar me convencer do contrário. (P) A Madalena é a mulher da minha vida. Por ela eu sou capaz de tudo.

O DELEGADO ESTEVÃO CONCORDA. QUANDO JÁ ESTAVA PRESTES A SAIR DA CASA O DELEGADO ESTEVÃO É PARADO POR PETRÔNIO QUE TEM UM SEMBLANTE SÉRIO. 

PETRÔNIO: - Estevão… Você tem que me prometer que não vai falar para a minha filha, a Marina ou o Gael o que está acontecendo. Eles não merecem passar por isso.

DELEGADO ESTEVÃO: - Como quiser, Petrônio. Mas nós precisamos ir agora. Eu não quero deixar nenhuma escapatória para o Alfredo. Isso acaba hoje. 

PETRÔNIO E O DELEGADO ESTEVÃO SAEM DA CASA TOTALMENTE DECIDIDOS. 

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CENA 2: INTERIOR. HOSPITAL. LEITO. DIA

CLOSE EM ISABELA QUE ESTÁ DEITADA NA CAMA E DESCANSANDO. NESSE MOMENTO A PORTA DO LEITO VAI ABRINDO, E PODEMOS VER O DELEGADO FLORES ENTRANDO CON O DISFARCE DE UM MÉDICO. ELE VAI ATÉ O BERÇO ONDE ESTÁ A FILHA DE ISABELA E SORRI PARA A MENINA. EM SEGUIDA ISABELA ACORDA E FICA TOTALMENTE DESESPERADA.

DELEGADO FLORES (cínico): - Sentiu a minha falta amor? Por culpa sua e daquele maldito do Gael eu não consegui fugir desse país de merda. Mas isso não vai ficar assim. Eu vim buscar o que é meu por direito. Você não achou que ia esquecer né?

ISABELA (apavorada): - Por favor, não faça nada com a minha filha, Flores. Eu faço tudo que você quiser, mas não machuca ela. Eu estou te suplicando.

DELEGADO FLORES: - Que espécie de monstro você pensa que eu sou? Eu não vou fazer nenhum mal com ela. Mas ela vem comigo. Ela é minha filha e vou levar ela embora. Ninguém vai me impedir. 

O DELEGADO FLORES PEGA A MENINA NO BERÇO E VAI NA DIREÇÃO DA PORTA. A CÂMERA MOSTRA O PAVOR NO OLHAR DE ISABELA. ELA GRITA DE DESESPERO. 

ISABELA (gritando): - Flores… Por favor não faça isso. Ela é só uma recém nascida. 

O DELEGADO FLORES SORRI SARCASTICAMENTE ENQUANTO SAI DO LEITO COM A MENINA EM SEUS BRAÇOS. A CÂMERA MOSTRA QUE ISABELA FICA FORA DE SI.

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CENA 3: INTERIOR. HOSPITAL. CORREDOR. DIA

O DELEGADO FLORES VEM CAMINHANDO PELO HOSPITAL COM A BEBÊ EM SEUS BRAÇOS. NESSE MOMENTOS ELE ACABA CRUZANDO COM MARINA E PACO QUE ESTÃO CHEGANDO NO HOSPITAL. ELES FICAM EM CHOQUE AO VER O VILÃO COM O BEBÊ EM SEUS BRAÇOS. MARINA TENTA PARTIR PARA CIMA DELEGADO FLORES, MAS PACO A SEGURA. EM OFF PODEMOS OUVIR OS GRITOS DE ISABELA.

MARIANA (nervosa): - O que pensa que está fazendo, seu desgraçado? Nós não vamos deixar que você saia daqui com a filha da minha amiga. Eu fui clara?

DELEGADO FLORES: - E o que vocês estão pensando em fazer? (P) Não me façam rir. O que uma comunista e um negrinho poderiam fazer para me impedir? Agora saiam da minha frente que eu estou com muita pressa. 

PACO (firme): - Você não vai a lugar nenhum seu fascista. O seu lugar é na cadeia. Você matou muitas pessoas inocentes, e isso é uma coisa que eu nunca vou perdoar.

O CLIMA VAI FICANDO MAIS TENSO. TEMPO. O DELEGADO FLORES PEGA UMA ARMA QUE ESTÁ EM SUA CINTURA E APONTA NA DIREÇÃO DE MARINA E PACO. NESSE MOMENTO TIAGO TAMBÉM CHEGA AO CORREDOR E FICA EM CHOQUE COM A SITUAÇÃO.

DELEGADO FLORES: - Nenhum de vocês vai me impedir de sair daqui. Eu acabo com vocês antes. (P) Eu não vou permitir que a minha seja criada por um casal de comunistas. Eu prefiro matar ela do que permitir que isso aconteça.

MARINA: - Você está sem saída, Flores. É melhor você se entregar. Não dificulta ainda mais a sua situação. Isso só vai piorar ainda mais o seu estado. Pensa bem. 

TIAGO: - Eu juro que se você fizer alguma coisa com essa menina eu mato você seu desgraçado. (T) Eu cansei de ver pessoas de bem sofrendo nas suas mãos. 

O DELEGADO FLORES SORRI ENQUANTO VAI CAMINHANDO PELO CORREDOR DO HOSPITAL. ELE DÁ UM TIRO PARA O ALTO O QUE FAZ TODO MUNDO SE JOGAR NO CHÃO. ELE APROVEITA A OPORTUNIDADE PARA FUGIR DO HOSPITAL. 

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CENA 4: INTERIOR. CATIVEIRO. QUARTO. DIA

MADALENA CAMINHA PELO QUARTO, E ATRAVÉS DA CÂMERA PODEMOS VER O QUÃO FRACA ELA ESTÁ. ELA BATE COM A FORÇA QUE AINDA LHE RESTA NA PORTA E ATRAVÉS DA JANELA QUE TEM NA PORTA ALFREDO A OLHA COM MUITO DESPREZO.

MADALENA (fraca/perdendo a voz): - Porque você está fazendo isso comigo, Alfredo? Será que eu não posso ser feliz? (P) Me tira daqui. Eu quero ver os meus filhos. 

ALFREDO: - Você só vai sair daí quando admitir que eu sou o único homem da sua vida. Aquele paspalho do Petrônio nunca vai te amar como eu te amo. Só eu posso te amar. 

MADALENA: - Você está louco, Alfredo. O que nós tínhamos nunca foi amor. Você matou a Márcia e o meu pai. Isso é algo que eu jamais irei perdoar. Eu nunca mais vou ser sua. Aceita isso de uma vez. Eu amo o Petrônio. Ele é o homem da minha vida. 

A PORTA DO QUARTO SE ABRE E ALFREDO ENTRA COM MUITO ÓDIO EM SEU OLHAR. SEM DIZER NADA ELE DÁ UM TAPA VIOLENTO EM MADALENA QUE CAI SOBRE UM COLCHÃO QUE TEM POR ALI. 

ALFREDO (gritando): - Cala essa sua maldita boca. (P) Você é minha, Madalena. Eu nunca vou desistir de ter você só para mim. Você ainda vai reconhecer que me ama. 

MADALENA (séria): - Eu prefiro morrer do que ser sua novamente. A minha vida com você sempre foi um verdadeiro inferno. Eu mereço ser feliz. E não será com você. 

ALFREDO: - Eu tenho que admitir que você tem coragem. Mas só que isso não vai servir de nada sua imbecil. Você vai morrer aqui e nunca mais vai ver aquele idiota do Petrônio nem mesmo os teus amados filhos. Esse será o seu castigo.

ALFREDO LEVANTA A MÃO PARA BATER EM MADALENA. MAS NESSE EXATO INSTANTE ELE OUVE O BARULHO DAS SIRENES DE POLÍCIA AO LONGE. SEM PENSAR DUAS VEZES ELE PEGA MADALENA PELO BRAÇO E VAI SAINDO DO CATIVEIRO COM MUITA PRESSA.

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CENA 5: INTERIOR. CASA DE GAEL. SALA. DIA

JANAÍNA ESTÁ SENTADA NO SOFÁ AINDA ABALADA COM TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO. NESSE MOMENTO ELA OUVE NO RÁDIO QUE A POLÍCIA ESTÁ CERCANDO O CATIVEIRO EM QUE ALFREDO ESTÁ MANTENDO MADALENA PRESA. O LOCUTOR DA RÁDIO PARA A PROGRAMAÇÃO PARA DAR UMA NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA.

LOCUTOR (off): - Paramos a nossa programação para informar que o Delegado do Doi-Codi Altair Flores invadiu um hospital e sequestrou uma recém nascida. Pelas nossas informações é a filha da jovem Isabela Duarte. Mais notícias daqui a pouco.

LOGO EM SEGUIDA JANAÍNA FICA PASMA O QUE ACABA DE OUVIR. NESSE MOMENTO GAEL VEM ENTRANDO NA SALA E ELE ESTRANHA O JEITO QUE JANAÍNA ESTÁ.

GAEL (preocupado): - O que foi que houve com você, Janaína? Parece que você viu um fantasma. (P) Está acontecendo alguma coisa? Tem algo que você queria me contar?

JANAÍNA: - Gael… Eu acabei de ouvir na rádio que a polícia descobriu para onde o seu pai levou a sua mãe. Eles estão cercando todo o local. E além disso o emu pai sequestrou o filho da Isabela. Ele está totalmente fora de si. Eu preciso fazer algo. 

GAEL: - Eu preciso estar com a minha mãe. Ela precisa de mim mais do que nunca. 

JANAÍNA (sorrindo): - Eu entendo isso perfeitamente, meu amor. Eu vou ajudar a te ter salvar a filha da Isabela. Ela não merece passar por toda essa situação. 

GAEL ESBOÇA UM SORRISO. ELE DÁ UM BEIJO APAIXONADO EM JANAÍNA E DEPOIS SAI DE CASA COM MUITA PRESSA. A CÂMERA MOSTRA O SEMBLANTE DE PREOCUPAÇÃO NO OLHAR DE JANAÍNA. 

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CENA 6: EXTERIOR. CEMITÉRIO. DIA

A CÂMERA PERCORRE TODO O CEMITÉRIO, E MOSTRA QUE OLÍVIA E CLEONICE ESTÃO PARADAS EM FRENTE AO TÚMULO DE NONATO. NESSE MOMENTO DOIS HOMENS VÃO SE APROXIMANDO, E PODEMOS PERCEBER QUE ELES SÃO DO DOI-CODI. A CÂMERA DEIXA EVIDENTE QUE CLEONICE FICA MUITO NERVOSA.

CLEONICE (gritando): - O que vocês estão fazendo aqui? Não basta ter matado o meu irmão? Porque vocês não nos deixam em paz? Quando é que esse país vai ser livre?

OLÍVIA: - Calma, Cleonice. Agora nós não podemos fazer nada. É melhor deixar tudo do jeito que está. (P) Pelo bem dos nossos filhos temos que aceitar isso. 

OFICIAL (figurante): - Eu acho melhor você ouvir a sua amiga. Nós apenas estamos fazendo o que é preciso para ter um país melhor para as próximas gerações. Eu sei que agora pode parecer difícil de entender, mas vocês ainda irão nos agradecer.

CLEONICE VAI SE APROXIMANDO DO OFICIAL DO DOI-CODI E LHE DÁ UM TAPA NA CARA. OLÍVIA TENTA CONTROLAR A SITUAÇÃO, MAS A CÂMERA MOSTRA A RAIVA NO OLHAR DO OFICIAL QUE ESTÁ MUITO IRRITADO.

CLEONICE: - Como você tem coragem de me falar uma coisa dessas? O meu irmão morreu de uma forma tão covarde, e é isso que vocês tem para me falar? Vão embora daqui agora antes que eu perca o resto da minha paciência.

OFICIAL (figurante): - Dessa vez passa. Mas da próxima vez isso não irá ficar assim.

OS OFICIAIS DO DOI-CODI VÃO INDO EMBORA DO CEMITÉRIO. A CÂMERA MOSTRA QUE CLEONICE COMEÇA A CHORAR INCONSOLÁVEL. OLÍVIA FICA SO SEU LADO E A CONSOLA.

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CENA 7: EXTERIOR. CATIVEIRO. PARTE EXTERNA. DIA

ALFREDO VEM PUXANDO MADALENA PARA FORA DO CATIVEIRO COM MUITA VIOLÊNCIA. NESSE MOMENTO VÁRIOS CARROS DE POLÍCIA CHEGAM AO LOCAL, E O VILÃO SE SENTE SEM SAÍDA. O DELEGADO ESTEVÃO E PETRÔNIO DESCEM DO CARRO DE POLÍCIA O QUE FAZ COM QUE ALFREDO FIQUE CADA VEZ MAIS NERVOSO.

DELEGADO ESTEVÃO (sério): - Alfredo… Acabou. É melhor você se entregar. Não dificulta ainda mais as coisas. Você não vai conseguir fugir dessa vez. 

ALFREDO (ardiloso): - Eu nunca vou me entregar. Eu prefiro morrer. (P) A Madalena é minha mulher, e nada do que vocês façam vai mudar isso. Ela é minha. 

MADALENA: - Acabou, Alfredo. Você precisa aceitar que eu nunca mais vou ser sua.

ALFREDO: - Cala a boca. Eu prefiro ver você morrer do que ficar com o Petrônio. (T) Eu vou acabar com isso agora. Eu posso até morrer, mas eu levo você comigo.

DEMONSTRANDO ESTAR TOTALMENTE FORA DE CONTROLE ALFREDO COLOCA A ARMA NA CABEÇA DE MADALENA. A CÂMERA MOSTRA O DESESPERO NO OLHAR DE PETRÔNIO QUE VAI SE APROXIMANDO SOS POUCOS DE ALFREDO E MADALENA.

PETRÔNIO: - Não faça isso, Alfredo. Só eu que você odeia. Deixe ela em paz. 

MADALENA: - Petrônio… Não chega perto. Eu não quero ver ele te machucar. 

ALFREDO (sarcástico): - Que coisa mais patética. Eu vou ter muito prazer em matar vocês dois. Isso já durou tempo demais. Eu vou acabar com isso agora.

ALFREDO ENGATILHA A ARMA. NESSE MOMENTO PETRÔNIO PARTE PARA CIMA DE ALFREDO E MADALENA CORRE NA DIREÇÃO DO DELEGADO ESTEVÃO. A CÂMERA MOSTRA EM UM ÂNGULO INTIMISTA QUE ALFREDO E PETRÔNIO FICAM BRIGANDO PELA A ARMA ATÉ QUE UM DISPARO É OUVIDO. O SEMBLANTE DE MADALENA É DE PREOCUPAÇÃO.

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CENA 8: INTERIOR. MANSÃO DA FAMÍLIA BIANCHINI. SALA DE ESTAR. DIA

CLOSE EM MÔNICA QUE ESTÁ SENTADA NO SOFÁ TOMANDO UMA TAÇA DE CHAMPAGNE. NESSE MOMENTO DIONÍSIA ENTRA NA MANSÃO ACOMPANHADA DA EMPREGADA QUE TRABALHAVA PARA OMAR. O SORRISO DE MÔNICA SE DESFAZ E ELA OLHA COM MUITO ÓDIO PARA DIONÍSIA E PARA A EMPREGADA. 

MÔNICA (fora de si): - Eu posso saber o que vocês estão fazendo aqui? Eu não admito que qualquer uma entre aqui sem ser convidada. Eu quero vocês vão embora. 

DIONÍSIA: - Eu te avisei que eu não iria desistir  de provar que você é uma assassina, Mônica. Você está acabada. Não vai conseguir ficar com a herança de seu pai. Acabou.

MÔNICA (gritando): - Você só pode ter ficado louca, sua velha maldita. Você não tem nenhuma prova que eu armei a morte do meu pai. Agora saia da minha casa.

EMPREGADA (figurante): - O meu erro foi ter te dado ouvido, Mônica. Mas para o seu azar eu fui mais inteligente. Eu tenho comigo uma gravação que prova que você é a mandante da morte do senhor Omar. Eu vou ser presa, mas você não vai ficar livre.

A CÂMERA MOSTRA O ÓDIO NO OLHAR DE MÔNICA. NESSE MOMENTO A POLÍCIA ENTRA NA MANSÃO E VÃO INDO NA DIREÇÃO DE MÔNICA QUE SE SENTE ACUADA.

POLICIAL (figurante): - Mônica Bianchini… Você está presa pelo assassinato de Omar Bianchini. É melhor você não resistir. Agora o seu dinheiro não vai poder te salvar. 

MÔNICA (descontrolada): - Me solta. Eu não vou a lugar nenhum. Eu tenho dinheiro, eu posso comprar todos vocês. (P) Quanto vocês querem para poder esquecer tudo isso?

DIONÍSIA: - Esse é o seu problema, Mônica. Você é muito arrogante e acha que todos estão à venda. Mas agora eu espero que você possa entender que nem tudo se reúne a dinheiro. 

MÔNICA: - Eu dispenso essa sua bondade. Eu não vou ficar presa. Pode acreditar. 

O POLICIAL ALGEMA MÔNICA. ELE VAI LEVANDO A VILÃ E A EMPREGADA PRESAS. LOGO DEPOIS DIONÍSIA SE APROXIMA DE UMA FOTO DE OMAR E EM SILÊNCIO ELA SENTE COM O DEVER CUMPRIDO. 

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CENA 9: EXTERIOR. RUA. DIA

O DELEGADO FLORES DIRIGE O CARRO EM ALTA VELOCIDADE. A CÂMERA MOSTRA QUE A FILHA DE ISABELA ESTÁ NO BANCO DE TRÁS. NESSE MOMENTO O DELEGADO FLORES FREIA O CARRO BRUSCAMENTE AO AVISTAR UM BARREIRA POLICIAL LOGO EM SUA FRENTE. ELE DESCE DO CARRO COM A BEBÊ EM SEUS BRAÇOS. A CÂMERA MOSTRA QUE ALÉM DOS POLICIAIS TAMBÉM ESTÃO ALI TIAGO, JANAÍNA E PACO QUE ESTÃO AFLITOS COM TODA A SITUAÇÃO.

POLICIAL (figurante): - Acabou, Flores. É melhor você não fazer nada com essa criança. 

DELEGADO (nervoso): - Vocês não entendem. Eu dei a minha vida por esse país, e agora eu que sou o vilão da história? Ninguém vai tirar a minha filha de mim. Não vai.

JANAÍNA: - Pai… Por favor se entregue.  Vai ser melhor assim. Eu te suplico. 

TIAGO: - Esse é o seu fim, Flores. Você não tem mais para onde fugir. Acabou. 

SE VENDO SEM SAÍDA O DELEGADO FLORES COLOCA A FILHA DE ISABELA DENTRO DO CARRO. ELE LEVA A MÃO À CINTURA PARA PEGAR A SUA ARMA, MAS NESTE MOMENTO TODOS OS POLICIAIS COMEÇAM ATIRAR CONTRA O VILÃO QUE CAI MORTO NO CHÃO. LOGO DEPOIS JANAÍNA CORRE AO ENCONTRO DE SEU PAI E ELA CHORA DESESPERADAMENTE.

JANAÍNA (chorando): - Não!!!! Pai… Porque isso tinha que acabar assim? Porque? 

PACO: - Eu sinto muito, Janaína. Mas infelizmente foi o seu pai que procurou por isso.

JANAÍNA: - Eu sei, Paco. Mas ele era o meu pai. Nada que ele fez vai mudar isso. 

SEM PERDER TEMPO TIAGO VAI ATÉ O CARRO E PEGA A FILHA DE ISABELA QUE ESTÁ CHORANDO, MAS ESTÁ SÃ E SALVA. A CÂMERA MOSTRA QUE PACO ESTÁ CONSOLANDO JANAÍNA QUE AINDA ESTÁ CHORANDO MUITO. 

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CENA 10: EXTERIOR. CATIVEIRO. PARTE EXTERNA. DIA

ALFREDO E PETRÔNIO TROCAM SOCOS NO CHÃO ENQUANTO A ARMA É CHUTADA PARA VEM LONGE. NESSE MOMENTO ALFREDO CONSEGUE COLOCAR PETRÔNIO DE JOELHOS E O CLIMA VAI FICANDO CADA VEZ MAIS TENSO. A CÂMERA MOSTRA O DESESPERO NO OLHAR DE MADALENA.

ALFREDO (descontrolado): - Isso vai acabar agora. A Madalena é minha. Só minha. 

PETRÔNIO: - Pode fazer o que você quiser comigo, Alfredo. Eu não me importo se alguma coisa me acontecer. O importante é saber que a Madalena está livre de você. 

EM CLOSE FECHADO A CÂMERA MOSTRA QUE MADALENA PEGA A ARMA QUE ESTÁ NO CHÃO. SEM PENSAR DUAS VEZES ELA APONTA PARA ALFREDO QUE SORRI.

MADALENA (séria): - Solta o Petrônio agora Alfredo. Eu não vou pedir de novo. 

ALFREDO (ardiloso): - O que você vai fazer com essa arma, Madalena? Vai me matar? Não né faça rir. Você não é capaz de uma coisa dessas. Você é uma fraca e inútil.

MADALENA SE APROXIMA DE ALFREDO E ENGATILHA A ARMA. NESSE MOMENTO MARINA E GAEL CHEGAM CORRENDO AO LOCAL E FICAM EM CHOQUE AO VER TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO.

MARINA (suplicando): - Mãe… Por favor não faça isso. É tudo que ele quer.

GAEL: - Mãe… Nós estamos aqui com você.. Nunca vamos te abandonar. Eu prometo.

ALFREDO (gritando): - O que você está esperando, Madalena? Perdeu a coragem? Atira de uma vez. Eu quero ver se você tem tanta coragem assim elde me matar.

A CÂMERA MOSTRA QUE MADALENA EXITA POR ALGUNS INSTANTES. NESSE MOMENTO ALFREDO VAI SE APROXIMANDO MAIS DE MADALENA QUW ESTÁ DECIDIDA.


A IMAGEM CONGELA NO OLHAR DE MADALENA. AOS POUCOS A INAGEM VAI FICANDO EM UM TOM PRETO E BRANCO, E LOGO EM SEGUIDA TRÊS LINHAS VERMELHAS CRUZAM A TELA. 





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