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Maré Alta - Capítulo 23

   






 MARÉ ALTA 

CAPÍTULO 23


Criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Ranable Webs




CENA 01. VILA DOS PESCADORES. CASA DE SANDOVAL. SALA. INTERIOR. DIA

Continuação imediata do capítulo anterior. A câmera mostra LÍVIA na casa e ela ainda está totalmente perdida ao descobrir que está grávida. Ela se senta no sofá e fica bastante pensativa. Logo depois SANDOVAL vem entrando na sala tomando uma xícara de café. Ele percebe o estado e sua filha e fica parado em sua frente. 


Sandoval — (preocupado) Minha filha…. Eu não gosto de ver você nesse estado. Eu queria tanto poder te ajudar. Mas se você não se abrir comigo eu não vou conseguir. 

Lívia — São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que eu não sei o que fazer. O Cassiano era como se fosse a minha rocha. 

Sandoval — Eu sei exatamente como você está se sentindo, Lívia. Quando a sua mãe morreu eu senti a mesma coisa. Mas eu quero que você saiba que eu estou aqui para te ajudar. 

Lívia — Eu hoje encontrei com a Ana Rosa. Ela me disse coisas tão horríveis que eu nem sei o que pensar. Mas isso não foi tudo que houve. Tem algo que eu preciso te contar.


SANDOVAL fica apreensivo. Ele e LÍVIA se olham. 


Sandoval — O que foi que a Ana Rosa fez dessa vez com você, minha filha? Você não pode continuar dando ouvidos ao que ela fala. 

Lívia — Eu passei mal na frente da Ana Rosa. Ela está desconfiando que eu estou grávida.

Sandoval — Como é que é, Lívia? Eu nem sei o que dizer, minha filha. Isso é uma ótima notícia. Você não imagina como estou feliz por você. 


LÍVIA não demonstra nenhuma reação. Ela está muito triste.


Lívia — (chorando) Eu daria tudo para que o Cassiano estivesse aqui comigo. Não é justo o que aconteceu, pai. Eu quero de volta. 

Sandoval — Eu sei disso, minha filha. Mas infelizmente as coisas não são como a gente quer. Eu prometo que vou te ajudar nesse seu momento tão especial.


As lágrimas escorrem dos olhos de LÍVIA. Em questão de segundos SANDOVAL abraça sua filha bastante emocionado. 

CORTA PARA/


CENA 02. CASA DE ZÉ BATALHA E ONDINA. QUARTO DE ANA ROSA. INTERIOR. DIA

CLOSE em ANA ROSA que entra no quarto destruindo tudo que ela encontra pelo caminho. O ódio está cada vez mais presente em seu olhar. Logo em seguida ONDINA entra no quarto e fica horrorizada com o jeito que ANA ROSA está se comportando. A vilã está ficando muito descontrolada. 


Ondina — Ana Rosa …. O que você está fazendo, minha filha? O que foi que aconteceu para te deixar desse jeito? Ssa não é você. 

Ana Rosa — (furiosa) Quem a Lívia pensa que é agora fazer isso comigo? Eu não vou deixar ela ter esse filho. Eu mato ela antes disso. 

Ondina — Você está ouvindo o que está dizendo, Ana Rosa? Eu não sabia que você era assim tão vingativa. Até onde vai essa sua rivalidade com a Lívia? Você precisa parar. 

Ana Rosa — Eu só vou parar quando a Lívia estiver arruinada. Ela não merece a vida boa que sempre teve. Eu vou acabar com ela. 


ONDINA fica assustada com o temperamento destrutivo de ANA ROSA. Ela tenta acalmar sua filha, mas sem sucesso. 

Ondina — Eu não acredito que eu me enganei tanto com você, minha filha. Eu briguei com o seu pai por sua causa. Você é dissimulada. 

Ana Rosa — Te enganar foi mais fácil que eu imaginava, mãe. Assim que eu conseguir tudo o que eu quero eu nunca te procuro. 

Ondina — Porque você está agindo assim comigo, minha filha? Eu não mereço isso tudo.


ANA ROSA sorri cinicamente. ONDINA fica bastante nervosa. Sem pensar duas vezes ela dá um tapa em ANA ROSA. 


Ana Rosa — (em choque) Porque você fez isso? Você não tem direito de fazer isso comigo. Eu não sou de aceitar isso calada. Você sabe disso.

Ondina — Eu errei em ter confiado em você, Ana Rosa. Mas isso não vai acontecer de novo. Eu não vou permitir que você faça nenhum mal contra a Lívia. Eu fui clara? 


ANA ROSA fica com muita raiva. Ela olha para ONDIBA de um jeito bastante wwááaaaa OBDINA não se intimida. 

CORTA PARA/


CENA 03. CASARÃO DE ELEANOR. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

ELEANOR está sentada no sofá da sala de estar e ao seu lado está TOM que está com um sorriso falso em seu rosto. Uma empregada entrega duas xícaras de chás para ambos. ELEANOR toma um gole do chá e fica encarando TOM que a todo momento fica fingindo ser uma boa pessoa.


Eleanor — Eu vou ser sincera com você, Tom. Eu fiquei surpresa quando eu soube que você queria falar comigo. O que você deseja? 

Tom — (cínico) Eu vou direto ao assunto, Eleanor. Você é a única pessoa que pode me ajudar a reconquistar a Lívia. Eu amo demais a sua neta. Você tem que me ajudar.

Eleanor — Você é mesmo muito cara de pau, Tom. Eu não vou ajudar hoje e nem nunca. Se depender de mim a Lívia não volta para você. Isso não vai acontecer. 

Tom — Eu não sei domque você está falando, Eleanor. Tudo o que eu quero é quena Lívia sinta o mesmo que eu sinto por ela. 


ELEANOR se levanta do sofá. Ela olha TOM com rispidez. 


Eleanor — Você acha que me engana, Tom? Você não é uma boa pessoa e só quer se apossar do dinheiro que o Gregório tem. Eu sempre soube quem você é. Seu maldito. 

Tom — Você é mais inteligente que eu pensava, Eleanor. Realmente eu quero tudo o que o Gregório tem. Ninguém vai me impedir. 

Eleanor — Você e o Gregório são mais parecido com que você imagina, Tom. Eu vou proteger a minha de alguém igual a você. 


O sorriso de TOM vai se desfazendo. ELEANOR o enfrenta. 


Tom — (ameaçador) Você nunca mais ouse falar assim comigo, Eleanor. Você não sabe do que eu sou capaz. A Lívia vai ser minha de qualquer jeito. Você querendo ou não.

Eleanor — Finalmente você está mostrando quem realmente é. A sua máscara caiu, Tom. Não chegue mais perto daminha neta. 


TOM lança um olhar de ódio para ELEANOR. Logo depois ele vai embora batendo a porta com muita raiva. A câmera fica no semblante sério de ELEANOR. 

CORTA PARA/


CENA 04. ARREDORES DE PORTO DA AREIA. CASEBRE. SALA. INTERIOR. DIA

SAMUEL vem puxando JUDITH pelo braço com muita força. Depois de alguns segundos ele solta o braço de sua esposa que está bastante nervosa. JUDITH olha com muita raiva para SAMUEL que está a olhando de um jeito sério e decepcionado. Ele vai indo na direção de JUDITH. 


Samuel — (sério) Eu posso saber o que você tentou fazer com o nosso convidado, Judith? Você foi longe demais dessa vez. Isso é inaceitável. Eu exijo uma explicação. 

Judith — Convidado? Você está tratando esse homem como se ele fosse importante. Isso não está certo. Ele não é nosso. 

Samuel — Qual é o seu problema, Judith? Ele está precisando de ajuda. E porque não ajudar? 

Judith — Isso ainda vai trazer problemas para nós Samuel. Eu estou tentando abrir os seus olhos. Porque você não consegue ver isso? 


SAMUEL respira fundo. JUDITH o encara friamente. 


Samuel — Você sempre foi desse jeito, Judith. Mas agora eu não vou aceitar esse seu comportamento. Você tentou matar um homem inocente. Isso não está certo. 

Judith — Eu fiz mesmo e não me arrependo. Eu não quero ter problemas mais tarde. Eu quero esse homem fofa da minha casa.

Samuel — Eu nunca pensei que você fosse tão mesquinha desse jeito, Judith. Aquele rapaz vai ficar aqui até ele se recuperar. Ponto final. Essa conversa acaba agora.


JUDITH fica ainda mais nervosa. Ela e SAMUEL se olham. 


Judith — (irritada) Você está cometendo um grave erro, Samuel. E quando você perceber isso pode ser tarde demais. Você vai ver. 

Samuel — Eu tenho certeza absoluta que eu não vou ne arrepender. Já você deveria sentir vergonha do que você tentou fazer. 


JUDITH não dá o braço a torcer. Logo em seguida SAMUEL sai da sala em direção ao quarto. Ele está bem sério.

CORTA PARA/


CENA 05. CASA DE ZÉ BATALHA E ONDINA. ENTRADA. EXTERIOR. DIA 

CLOSE em BABY que está parada na frente da casa parecendo estar bastante apreensiva. A câmera gira e podemos FRANCHICO se aproximando da casa. Ele fica surpreso ao ver BABY ali parada em sua frente. BABY tenta chegar mais perto de FRANCHICO, nas ele recua. 


Franchico — O que você veio fazer aqui, Baby? Depois de todas essas semanas só agro você resolveu me procurar? Isso está estranho. 

Baby — O importante é que eu estou aqui agora. Eu quero conversar com você, Franchico. As coisas não podem ficar desse jeito entre nós. A gente precisa se resolver.

Franchico — Não fui eu que estava em dúvidas do que estava sentindo. Eu sinto que você não esqueceu o Rubinho totalmente, Baby. 

Baby — Como você é cabeça dura, Franchico. Eu não sinto nada pelo Rubinho. Eu apenas sinto falta da vida de luxo que eu tinha antes. Mas você não quer ver isso.


BABY resolve ir embora. Antes disso acontecer FRANCHICO a segura pelo braço e eles ficam se olhando intensamente. 


Franchico — O que eu sinto por você eu nunca senti por ninguém antes, Baby. Mas a gente não vai ter paz enquanto o Rubinho estiver por perto. Infelizmente essa é a verdade. 

Baby — O que você quer que eu faça, Franchico? Eu já fiz de tudo para o Rubinho entender que é você que eu amo. Mas ele não aceita. 

Franchico — A gente é de mundos diferentes, Baby. Por mais que a gente se goste isso nunca vai dar certo. Precisamos aceitar isso. 


BABY abaixa a cabeça bem triste. FRANCHICO toca suavemente em seu rosto enquanto BABY o olha. 


Baby — (séria) É isso mesmo que você quer, Franchico? Eu não vou mais ficar correndo atrás de você. Eu tenho amor próprio.

Franchico — Eu não queria que as coisas fossem assim, Baby. Mas infelizmente é assim que tudo vai ser. Eu sinto muito por isso.


As lágrimas escorrem pelos olhos de BABY. Ela vai embora se sentindo muito mal. FRANCHICO fica parado sem reação. 

CORTA PARA/


CENA 06. VILA DOS PESCADORES. CSDA DE SANDOVAL. SALA. INTERIOR. DIA

O barulho de alguém batendo na porta pode ser ouvido. Alguns segundos depois SANDOVAL abre a porta de sua casa e fica frente a frente com GREGÓRIO que o encara de uma forma incrédula. O vilão entra na casa o que vai deixando SANDOVAL casa vez mais nervoso. 


Gregório — (ardiloso) Então os boatos eram realmente verdade. Você conseguiu sobreviver aquela explosão do seu barco.

Sandoval — Cono você tem coragem de aparecer na minha casa, seu desgraçado. Eu sei que foi você que mandou explodir o meu barco, Gregório. Não adianta você tentar negar. 

Gregório — E quem disse que eu iria negar, Sandoval? Fui eu mesmo. Na verdade eu dei a ideia e o Tom executou. Mas infelizmente você conseguiu sobreviver. 

Sandoval — Eu só lamento pela Lívia. Ela não merece ser neta de um homem tão desprezível que nem você. Você deveria estar preso. 


GREGÓRIO olha para SANDOVAL com muito ódio. 


Gregório — Se eu fosse você eu tiraria esse sorriso do seu rosto. Eu ainda vou colocar essa vila de pescadores no chão. Está me ouvindo? 

Sandoval — Você e o Tom querem tanto destruir com a vila, mas isso nunca vai acontecer. Ri não vou permitir que vocês façam isso.

Gregório — Você acha que pode me impedir, Sandoval? Eu vou acabar com você e a Lívia vai ver quem tem razão em tudo isso. 


SANDOVAL fica nervoso. GREGÓRIO sorri satisfeito. 


Sandoval — (alterando a voz) Tire a minha filha dessa história sórdida. Você não vai mais machucar a Lívia. Está me ouvindo? 

Gregório — Isso é o que nós vamos ver, Sandoval. Depois que eu destruir você e essa vila a Lívia vai voltar se rastejando para mim. 


SANDOVAL expulsa GREGÓRIO de sua casa com bastante truculência. O vilão fica bastante irritado. 

CORTA PARA/


CENA 07. CASA DE TOM. SALA DE ESTAR. INTERIOR. DIA

A campainha está tocando de uma forma insistente. TOM abre a porta e ANA ROSA entra em sua casa parecendo um verdadeiro furacão. O vilão demonstra a sua insatisfação, mas só que ANA ROSA não se importa nenhum pouco. A vilã fica parada na frente de TOM que está com muita raiva.


Tom — (nervoso) O que você quer aqui de novo, Ana Rosa? Eu pensei que você iria desistir de me infernizar. É melhor você ir embora. 

Ana Rosa — Você tem certeza disso, Tom? O que eu tenho para falar é do seu interesse. Você não vai se arrepender de me ouvir. 

Tom — Nada que venha de você pode me interessar, Ana Rosa. Agora saia da minha casa antes que eu te expulse a força.

Ana Rosa — Você é mesmo um imbecil, Tom. Não está percebendo a gravidade da situação. A Lívia está grávida. Você vai perder tudo que tem. 


TOM fica em choque com o que ele acaba de ouvir. O seu semblante vai mudando radicalmente. ANA ROSA o olha. 


Tom — Que espécie de brincadeira é essa, Ana Rosa? Você não pode estar falando sério. 

Ana Rosa — Você acha mesmo que eu iria inventar uma história dessas, Tom? Você não imagina a raiva que eu estou sentindo. A maldita da Lívia não pode ter esse filho. 

Tom — Iso não está acontecendo. Eu já matei o Cassiano e agora isso acontece. Ninguém vai ficar com a fortuna que é minha. Não vai. 


ANA ROSA fica atônita. TOM percebe o estado da vilã e fica rodeando ela que está ficando fora de si. 


Ana Rosa — (furiosa) Então é verdade. Como você teve coragem de fazer isso, Tom. Você não tinha o direito de tirar o Cassiano de mim. 

Tom — Como você é ridícula, Ana Rosa. Vive mendigando carinho de qualquer um. Eu matei mesmo o Cassiano e eu não me arrependo disso. Eu faria tudo de novo.

ANA ROSA fica ainda mais descontrolada. Ela parte para cima de TOM que lhe dá um tapa e ela vai no chão.

CORTA PARA/


CENA 08. ARREDORES DE PORTO DA ARRIA. CASEBRE. QUARTO. INTERIOR. DIA

CASSIANO continua jogado no chão do quarto e o seu nariz ainda está sangrando muito. Nesse momento SAMUEL entra no quarto e ele fica horrorizado com a cena que ele encontra. Memso com bastante dificuldade SAMUEL consegue colocar CASSIANO na cama. O nosso protagonista abre os olhos. 


Cassiano — (desorientado) Onde é que eu estou? O que foi que aconteceu para eu estar sangrando desse jeito. Isso não faz sentido. 

Samuel — Você precisa ficar calmo. Se você me disser quem você é quem sabe eu posso tentar te ajudar. Qual é o seu nome? 

Cassiano — Eu não consigo me lembrar. A minha cabeça parece que vai explodir. Dói tudo.

Samuel — Você tem que manter a calma. Não vai adiantar nada se desesperar agora. Algumas semanas você chamava o nome de uma mulher. Lívia…. Esse era o nome . 


CASSIANO fica ainda mais confuso. Ele leva a mão até a sua cabeça. SAMUEL tenta acalmar o nosso protagonista. 

Cassiano — Esse nome não me é estranho. Mas eu não consigo me lembrar. Eu não me lembro nem mesmo o meu próprio nome. 

Samuel — Você precisa descansar. Você deve ter perdido a memória. Mas vou te ajudar. 

Cassiano — Eu nem sei como te agradecer o que você está fazendo por mim. Eu nunca vou esquecer isso. Eu sei que posso confiar em você. Essa é a única certeza que eu tenho. 


CASSIANO esboça um sorriso. Ele e SAMUEL se olham. 


Samuel — Eu agradeço por esse seu voto de confiança, meu amigo. Eu prometo que você vai recuperar a memória. Você vai ver. 

Cassiano — (pensativo) Eu espero que você tenha razão. É tão ruim não saber quem você é. 


CASSIANO fica ainda mais pensativo. SAMUEL toca em seu ombro de um jeito amistoso. Eles ficam se encarando de um jeito bastante fraternal. CASSIANO respira fundo.

CORTA PARA/


CENA 09. CASA DE ZÉ BATALHA E ONDINA. COZINHA. INTERIOR. TARDE

ONDINA e AÇUCENA estão sentadas na cozinha tomando um café e conversando. A câmera foca no semblante triste de AÇUCENA que não consegue esconder o que está sentindo. ONDINA toca na mão de sua amiga e elas continuam a conversa que está ficando mais séria. 


Açucena — (desabafando) Eu sinto muito ter vindo ek sua casa, Ondina. Mas eu não tenho mais ninguém quem recorrer. O Enrico me expulsou de casa. Eu não sei o que fazer. 

Ondina — Deixa de bobagem, Açucena. Você é minha amiga e eu não vou deixar que você passe por esse momento sozinha.

Açucena — Eu estou tão decepcionada com o Enrico. Eu ainda amo ele, mas tudo o que ele fez é imperdoável. Ele não é o homem que eu pensava que ele fosse. 

Ondina — Eu tentei te avisar isso tantas vezes, Açucena. Mas finalmente você abriu os seus olhos para a verdade sobre o Enrico.


AÇUCENA fica bem mais triste. ONDINA a consola. 


Açucena — E o pior eu ainda não falei, Ondina. O Enrico é o traidor dos pescadores. Ele está ajudando a destruir com a vila. 

Ondina — Isso é muito sério, Açucena. É a vida de todos da vila que será atingida. Alguém precisa fazer alguma coisa. Antes que o pior possa realmente acontecer. 

Açucena — Eu já tentei, Ondina. Mas o Enrico não me escuta. Ele está cego pelo ódio que sente pelo Sandoval. Isso ainda vai acabar mal. E eu não posso fazer nada. 


ONDINA se levanta da mesa e olha para AÇUCENA. 


Ondina — (séria) Eu sinto, Açucena. Mas eu preciso contar tudo isso para o meu marido. Ele e o meu filho são pescadores e eles precisam precaver se alguma coisa for acontecer.

Açucena — Eu entendo, Ondina. Eu jamais iria pedir que você escondesse isso de sua família. Todos nós precisamos nos unir e impedir que isso possa acontecer. 


ONDINA concorda. Ela e AÇUCENA estão bem apreensivas.

CORTA PARA/


CENA 10. PORTO DA AREIA. ESTRADA. EXTERIOR. TARDE

Muitos policiais estão reunidos em volta do corpo de uma mulher. O DELEGADO AUGUSTIN vai se aproximando e o seu semblante é de quem está bastante aflito. Ele puxa o lençol que cobre o corpo da vítima e ele fica horrorizado ao ver que o corpo da mulher está irreconhecível. 


Delegado Augustin — Isso está ficando cada vez mais estranho. Primeiro foi o Delegado Praxedes e agora essa mulher. Isso não pode ser coincidência. 

Policial — Delegado…. Nós encontramos os documentos da vítima. E você não vai adivinhar o que mais a gente descobriu. 

Delegado Augustin — Shirley Corrêa…. Ela foi quem denunciou o Cassiano por turismo sexual. Eu estou sentindo que isso não está certo. 

Policial — Isso ainda não é tudo, Delegado. A última vez que ela foi vista foi entrando na “Pescados Marítimos”. Tudo que vem acontecendo tem haver com essa empresa. 


O DELEGADO AUGUSTIN fica perplexo. O seu semblante vai mudando gradativamente com o que ele descobre. 


Delegado Augustin — Eu preciso descobrir onde o Cassiano está. Ele pode estar envolvido na morte dessa mulher. Encontrem ele. 

Policial — Mas Delegado…. Esse homem simplesmente sumiu do mapa. Ninguém tem ideia de onde ele possa estar agora.

Delegado Augustin — Não interessa. Ele pode ter matado essa mulher e eu quero saber onde ele está o mais rápido possível. Entendido? 


Todos os policiais vão indo embora em várias viaturas policiais. O DELEGADO AUGUSTIN fica bem tenso.


Delegado Augustin — (pensativo) Se eu souber certo e o Cassiano for meu filho eu posso estar preso em uma situação delicada. 


O DELEGADO AUGUSTIN pega o seu celular e faz uma ligação. Não conseguimos ouvir o teor de sua conversa.

CORTA PARA/


CENA 11. CASA DE RUBINHO. SUÍTE/ CLOSET. INTERIOR. TARDE

CLOSE em RUBINHO que está parado dentro do closet terminando de se arrumar. Ao se virar o playboy dá de cara com BABY que está olhando para ele com muita raiva. RUBINHO esboça um sorriso ardiloso e ele tenta beijar BABY. Ela o empurra e desfere na tapa em RUBINHO. 


Rubinho — (nervoso) O que significa isso, Baby? Depois de tudo o que eu fiz eu achei que você iria vir se rastejando para mim.

Baby — Isso ainda é pouco perto do que você merece, Rubinho. Você conseguiu jogar o Franchico contra mim. Porque você fez isso? 

Rubinho — E você ainda pergunta, Baby? Aquele pescador imundo não te merece. Eu quero você só para mim. Eu posso te dar a vida que você merece. Você sabe disso.

Baby — Entenda uma coisa de uma vez, Rubinho. Eu nunca vou ser sua. Eu amo o Franchico. 


RUBINHO perde o controle. Ele segura BABY pelo braço com uma força desacerbada. BABY fica bastante preocupada. 


Rubinho — Quem você está querendo enganar, Baby? Eu sei que você odeia essa vida simplória que está levando. Apenas eu posso te dar o que você tanto quer. 

Baby — Você não me conhece, Rubinho. Essa Baby que você acha que conheço não existe mais. Eu mudei e mudei para melhor. 

Rubinho — Você só pode estar louca. Acha mesmo que uma vida só lado de um pescador pode ser melhor que ao meu lado. Isso é loucura. 


RUBINHO solta o braço de BABY. Ela e o enfrenta. 


Baby — (firme) Eu não vou deixar que você atrapalhe mais a minha vida, Rubinho. Você não é metade do homem que o Franchico é. 

Rubinho — Some da minha frente agora mesmo, Baby. Você vai se arrepender dessa decisão. 


BABY vai embora bastante decidida. RUBINHO fica possesso de raiva. O seu olhar é de quem foi rejeitado.

CORTA PARA/


CENA 12. PENSÃO DE JOSEFA. QUARTO. INTERIOR. TARDE

JUCA vem entrando no quarto e ele de joga na cama. Logo depois quem também aparece é JOSEFA que se senta só lado da cama parecendo estar bastante aflita. JOSEFA olha apra o pequeno JUCA que está bastante confuso. Ela vai tentando enganar JUCA de todas as formas. 


Josefa — (mentindo) Meu filho…. Você precisa acreditar em mim. Aquela mulher não é de confiança. Ela só quer afastar você de mim. 

Juca — Porque você não me contou a verdade, mãe? Eu tinha o direito de saber quebwru eu abandonado. Isso é muito difícil. 

Josefa — Tudo o que fiz foi para te proteger, Juca. A Roseli é uma mulher perversa. Ela não merece ter um filho que nem você.

Juca — Eu quero conhecer o meu pai. Eu preciso saber quem ele é e porque ele me deixou.


JOSEFA fica bastante apreensiva. JUCA está decidido. 


Josefa — Eu não acho isso uma boa ideia, Juca.O seu pai não é um homem que você possa confiar. Eu sei que você quer conhecer ele, nas acredite em mim. Ele não vale a pena. 

Juca — Eu não sei porque, mas eu sinto que você está me escondendo alguma coisa, mãe. Porque você não quer que eu conheça ele? 

Josefa — Eu só estou tentando te proteger, meu filho. Você é o meu maior tesouro. 


JUCA demonstra um olhar de ternura. Ele e JOSEFA se abraçam em um gesto de carinho e cumplicidade.


Josefa — (sussurrando) Eu sou capaz de fazer tudo por você, meu filho. Ninguém vai te tirar de mim. Isso é uma promessa que eu faço.


JOSEFA continua abraçando JUCA bem forte. 

CORTA PARA/


CENA 13. PORTO DA AREIA. PREFEITURA. SALA DO PREFEITO. INTERIOR. TARDE

O PREFEITO ANÍBAL está sentado na poltrona de sua sala quando de repente MISAEL entra parecendo estar bastante alterado. A secretária tenta impedir, mas o PREFEITO ANÍBAL acaba permitindo. A secretária sai da sala deixa o PREFEITO ANÍBAL e MISAEL sozinhos. 


Misael — (alterado) Eu posso saber porque você mandou me chamar aqui na prefeitura, Aníbal? Eu tenho mais o que fazer da vida. 

Prefeito Aníbal — Em primeiro lugar abaixa esse tom de voz para falar comigo. Você querendo ou não eu sou o prefeito. E em segundo lugar eu quero que você se afaste da Roseli. 

Misael — Era só o que me faltava mesmo. Você não tem moral nenhuma para querer que eu me afaste da Roseli. Ela é minha esposa. 

Prefeito Aníbal — Tem certeza que você quer comprar essa briga, Misael? Eu posso te jogar no buraco mais escuro dessa cidade. 


MISAEL fica bastante irritado. Ele bate a mão na mesa que tem na sala. O PREFEITO ANÍBAL o enfrenta com o olhar.


Misael — Você está me ameaçando, Aníbal? Se eu quisesse eu teria acabado com você. 

Prefeito Aníbal — Não é uma ameaça, Misael. É um aviso. Eu não vou deixar mais você machucar a Roseli. Ela não merece isso. 

Misael — Você está querendo me ensinar como tratar a minha própria esposa? Eu não sou obrigado a ficar ouvindo isso calado. 


O PREFEITO ANÍBAL se levanta e enfrente MISAEL.


Prefeito Aníbal — (sério) Eu já disse tudo o que eu queria, Misael. Se você fizer qualquer coisa contra a Roseli você vai se arrepender. 

Misael — Você não vai conseguir tirar a Roseli de mim, Aníbal. Ela é minha e sempre vai ser. 


MISAEL vai embora da prefeitura bufando de ódio. O PREFEITO ANÍBAL fica bastante apreensivo. 

CORTA PARA/


CENA 14. CASA DE TOM. SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE

Continuação imediata da cena 7. ANA ROSA continua jogada no chão. Ela vai se sentindo cada vez mais humilhada. TOM olha para ela de uma maneira bem fria. Logo depois ABA ROSA vai se levantando sozinha e a vilã enfrenta TOM sem nenhum tipo de medo. TOM mantém a sua firmeza.


Ana Rosa — (nervosa) Eu não entendo como você pode estar tão calmo, Tom. Você parece que não entendeu o que eu disse. A Lívia está grávida do Cassiano. O que você vai fazer? 

Tom — Eu ouvi muito bem o que você disse, Ana Rosa. Isso vai servir muito bem para o que eu quero fazer. A Lívia ainda vai ser minha. 

Ana Rosa — Eu não acredito no que eu estou ouvindo. Você não pode estar falando sério, Tom. 

Tom — Eu tenho uma proposta para te fazer, Ana Rosa. Se você me ajudar eu te dou 10% de toda a fortuna do Gregório. O que me diz? 


Os olhos de ANA ROSA brilham. A sua ganância é evidente. 


Ana Rosa — Agora você está falando a mesma língua que eu, Tom. Mas eu acho 10% muito pouco. Eu quero mais. Eu quero muito mais. 

Tom — Se quiser vai ser só esses 10%. Essa sua ganância ainda vai te destruir, Ana Rosa. 

Ana Rosa — Não interessa, Tom. Eu quero tudo. 


TOM sorri maliciosamente. Ele pega uma garrafa de champanhe e entrega uma taça para ANA ROSA que sorri. 


Tom — (ardiloso) Essa taça de champanhe é agora celebrar uma nova parceira entre a gente, Ana Rosa. A gente vai acabar com a Lívia de uma vez por todas. 

Ana Rosa — É assim que se fala, Tom. Eu quero ver a maldita da Lívia arruinada e destruída. 


TOM e ANA ROSA fazem um brinde. Logo depois eles vão se aproximando um do outro e se beijam com volúpia. 

TRILHA SONORA: Fogo e Gasolina - Roberta Sá & Lenine

CORTA PARA/


PORTO DA AREIA, ANOITECE.


CENA 15. MANSÃO DA FAMÍLIA ASSUNÇÃO. SALA DE ESTAR. INTERIOR. NOITE

GREGÓRIO está totalmente sozinho na sala de estar da mansão. Ele vai se servindo um copo de whisky e o clima vai ficando cada vez mais pesado. Nesse momento a câmera mostra LÍVIA entrando na mansão o que deixa GREGÓRIO surpreso. A nossa protagonista fica frente a frente com o seu avô que não demonstra nenhuma reação ao ver ela 


Gregório — O que você veio fazer aqui, Lívia? Você não preferiu ficar com o infeliz do seu pai? Porque você não me deixa em paz? 

Lívia — (séria) Não se preocupe, pois eu não vou demorar. Eu quero ouvir da sua boca que foi você que mandou explodir o barco do meu pai. Como você teve coragem? 

Gregório — Você quer mesmo saber a verdade, Lívia? Fui eu mesmo e eu não me arrependo. O Sandoval deveria estar morto. 

Lívia — Eu não acredito no que eu estou ouvindo. Que espécie de monstro você é, Gregório? 


GREGÓRIO da um tapa na cara de LÍVIA. Ela leva a mão ao rosto e depois fica encarando GREGÓRIO. 


Gregório — Você está ficando cada vez mais parecida com a sua mãe, Lívia. Você não percebe que tudo que eu faço é para o seu bem. 

Lívia — Não me use para justificar os aros terríveis que você está tendo. Eu não sou igual a você. Você ainda vai ser preso. 

Gregório — Se eu fosse você eu não contaria com isso, Lívia. Nesse país de terceiro mundo quem tem dinheiro nunca vai para a cadeia. 


LÍVIA fica horrorizada com tudo o que ela houve. O olhar de desprezo de GREGÓRIO vai ficando ainda mais evidente.


Lívia — (desabafando) Eu sinto nojo de ser sua neta. Agora que eu descobri que eu estou grávida eu não vou deixar você fazer da vida do meu filho um inferno como você fez comigo. Isso jamais vai acontecer. 

Gregório — Como é que é? Você está grávida? 


A surpresa no olhar de GREGÓRIO é genuína. Ela segura LÍVIA pelo braço com bastante truculência. LÍVIA vai ficando cada vez mais nervosa com essa situação.


A imagem congela no olhar descrente de GREGÓRIO. Aos poucos uma onda invade a tela dando efeito e encerrando o capítulo. 





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