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FAÇA A SUA SORTE - CAPITULO 15

 




CENA 01. PADARIA.INT.MANHÃ

Juliano e Romina estão sentados em uma mesa na padaria, o clima tenso entre eles depois do pedido de Romina para ver Clarinha.

 

Romina - [com uma expressão ansiosa] Juliano, por favor, eu só quero conhecer minha filha. Inara não precisa saber. Por favor...

Juliano - [com uma expressão preocupada] Romina, eu entendo o que você está pedindo, mas eu não sei se posso fazer isso. Enganar Inara não parece certo.

Romina - [com os olhos marejados] Juliano, eu imploro a você. Eu perdi tantos momentos preciosos com Clarinha. Eu só quero estar perto dela, mesmo que seja por um instante.

 

JULIANO olha para Romina, vendo a angústia em seus olhos, e suspira profundamente.

 

Juliano - [com uma voz hesitante] Eu não sei, Romina. Eu me sinto desconfortável com isso. Inara é minha esposa e não posso mentir para ela.

Romina - [desesperada] Juliano, por favor, você não entende! Eu preciso disso. Eu preciso ver minha filha. Por favor, me ajude.

 

JULIANO abaixa o olhar, lutando com seus próprios sentimentos conflitantes.

 

Juliano - [em um sussurro] Eu não sei se consigo fazer isso, Romina. Não sei se consigo mentir para Inara.

Romina - [em lágrimas] Por favor, Juliano. Eu te imploro. Eu sei que é errado, mas... mas é o único jeito de eu poder ver Clarinha. Eu não posso perder essa chance.

 

JULIANO fecha os olhos por um momento, sentindo o peso da decisão sobre seus ombros.

 

Juliano - [com uma voz trêmula] Eu preciso de um tempo para pensar. Não posso decidir isso agora.

 

ROMINA olha para Juliano com uma mistura de esperança e desespero, suas mãos tremendo.

 

Romina - [com uma voz trêmula] Por favor, Juliano. Não me deixe sem esperança.

 

JULIANO olha nos olhos de Romina, vendo a dor e a necessidade genuína em seu olhar.

 

Juliano – Eu prometo que acharemos a melhor solução, Romina. Mas enquanto isso, até mesmo para você se estabilizar, já que você não aceitou a minha ajuda financeira, peço que fique morando na minha casa lá em Madureira. É bem simples, mas pelo menos é melhor que dormir na rua. E não aceito resposta negativa.

 

Romina o olha e sorri.

 

CENA 02. MANSÃO DE JULIANO. SALA DE ESTAR. TARDE

Inara vai até a sala de estar e se depara com Marisol sentada no sofá, mexendo no celular.

 

Inara - [com um sorriso irônico] Marisol, você veio aqui tomar café da manhã e ainda não foi embora? Está esperando pelo almoço?

Marisol - [com um suspiro] Eu estava indo embora, mas aí vi Juliano chegando e achei que teríamos outro barraco para animar o dia. E sabe de uma coisa, achei você muito tranquila quando o Juliano te contou que deixaria a tal bandida morar na casa dele lá de Madureira.

Inara - [com um sorriso sarcástico] Amor, a casa é dele e infelizmente não posso proibi-lo, mas fico aliviada que ele tenha me contado. Percebeu que não há segredos entre nós e o quanto somos unidos!?

Marisol - [com um olhar desdenhoso] Ah, é? E cadê ele agora?

Inara - [com um tom irritado] Ele saiu, sim, mas não sozinho. Foi levar a nossa filha para passear.

 

MARISOL sorri maliciosamente, aproveitando a oportunidade para provocar.

 

Marisol - [com um tom venenoso] Ah, entendi. Saindo novamente, né? Esse Juliano não perde tempo.

Inara - [com os olhos faiscando de raiva] Não se atreva a insinuar coisas, Marisol. Ele saiu com a filha, não com outra mulher.

Marisol - [levemente divertida] Calma, Inara. Foi apenas um comentário. Não precisa ficar tão na defensiva.

Inara - [bufando de raiva] Você sempre encontra uma maneira de cutucar, não é mesmo?

 

MARISOL sorri inocentemente, saboreando sua pequena vitória.

 

Marisol - [com um sorriso travesso] Eu? Imagina, eu só estava brincando.

 

Inara revira os olhos.

 

Marisol - Bem, mudando de assunto... me conta mais sobre essa mãe da Clarinha que apareceu do nada. Parece que vai dar pano pra manga, hein?

Inara - [com um suspiro] Ah, você conhece ela. A mãe biológica da Clarinha é a tal da Elza da Neves, ou melhor, Romina, lá do bafão do hotel com os tais diamantes de contrabando.

 

Marisol fica chocada com a revelação e se engasga com sua bebida, seus olhos se arregalam de surpresa.

 

Marisol - O quê?! Romina?! Aquela bandida do hotel? Mas... como assim?!

Inara - [com um olhar preocupado] Sim, ela mesma. E agora parece que ela quer exercer seus direitos como mãe da Clarinha.

 

Marisol fica pálida, percebendo a gravidade da situação. Ela se dá conta de que Romina pode estar por perto e teme que ela a procure para exigir os diamantes.

 

Marisol - [com a voz trêmula] Espera... você quer dizer que a Romina e a mulher que o Juliano cedeu a casa são a mesma pessoa?

Inara - [com um aceno de cabeça] Exatamente.

 

Marisol olha ao redor nervosamente, preocupada com o que pode acontecer se Romina a procurar.




 

CENA 03. SHOPPING. INT. TARDE

Marsala caminha distraída pelo shopping, olhando as vitrines, quando de repente esbarra em alguém. Ela se vira rapidamente para se desculpar e se depara com Simas.

 

Marsala - Ai, me desculpe! Eu estava distraída e...

Simas - [interrompendo] Ah, claro! Já sei, você nem olhou por onde estava indo!

Marsala - [franzindo a testa] Espere um momento... você está me seguindo?

Simas - [com um sorriso sarcástico] Seguindo você? Por que eu faria isso? Eu estou apenas passeando.

Marsala - [irritada] Não me venha com essa, Simas. Eu sei quando estou sendo seguida.

Simas - [com um suspiro exasperado] Você é tão prepotente, Marsala. Não é porque nos esbarramos que você precisa criar teorias da conspiração.

Marsala - [cruzando os braços] Teorias da conspiração? É o que você acha? Tenho certeza de que você está aqui por algum motivo.

Simas - [levantando uma sobrancelha] E você tem alguma prova disso?

Marsala - [com um sorriso irônico] Oh, claro. Você sempre aparece nos lugares mais inesperados, justo quando estou por perto. Coincidência?

Simas - [com um suspiro] Você é realmente insuportável, Marsala. Talvez seja melhor eu ir embora antes que eu me irrite ainda mais.

Marsala - [sorrindo triunfante] Ah, então admitiu que estava me seguindo!

Simas - [revirando os olhos] Não, eu não admiti. Estou apenas evitando uma discussão inútil. Adeus, Marsala.

 

Marsala assiste Simas se afastar, com um sorriso vitorioso nos lábios, enquanto Simas balança a cabeça em descrença.

 

CENA 04. APARTAMENTO DE SELENA. QUARTO DE GABRIELA. TARDE

Gabriela está em seu quarto, diante do espelho, cuidadosamente se arrumando para o trabalho. Ela está vestindo uma roupa bonita, mas simples, que a faz se sentir confiante e confortável. Selena entra no quarto e observa.

 

Selena - [com um suspiro de desaprovação] Ah, Gabriela, você vai trabalhar vestida assim?

Gabriela - [olhando para sua mãe no espelho] O que há de errado com minha roupa, mãe?

Selena -[com um olhar crítico] Querida, você não acha que deveria se esforçar um pouco mais para impressionar seus colegas? Você precisa parecer mais profissional.

 

Gabriela suspira.

 

Gabriela - Mãe, eu não estou tentando impressionar ninguém. Eu só quero me sentir confortável enquanto trabalho.

Selena - [com uma expressão de desdém] Confortável? Desde quando confortável é sinônimo de desleixo? Você precisa se preocupar mais com sua aparência, Gabriela. Afinal, a primeira impressão é a que fica.

 

Gabriela fecha os olhos por um momento, tentando manter a calma diante das palavras de sua mãe.

 

CENA 05. MANSÃO DE MARISOL. INT. TARDE.

Marisol está na imponente sala de sua mansão, sentada em uma poltrona luxuosa, segurando uma taça de champanhe.

 

Marisol - [com um suspiro pesado] É assustador pensar que Romina pode estar rondando por aí... tão perto.

 

Seus olhos brilham com uma mistura de medo e determinação enquanto ela fala.

 

Marisol - Aqueles diamantes. E se ela estiver atrás deles? E se ela tentar me incriminar?

 

Marisol dá um gole no champanhe, sentindo o líquido borbulhante descer pela garganta, mas sua mente está em outro lugar, consumida por pensamentos sombrios.

 

Marisol - Não posso ficar parada esperando que algo aconteça. Preciso agir antes que seja tarde demais. Antes que ela me encontre.

 

Ela se levanta da poltrona, a determinação brilhando em seus olhos.

 

Marisol - Eu vou encontrá-la, Romina. Antes que você me encontre. E quando isso acontecer... bem, que o jogo comece...

 

 

CENA 06. CASA DE JULIANO. MADUREIRA. TARDE

Romina está na cozinha, ensaboando a louça, perdida em seus próprios pensamentos, quando ouve batidas na porta. Ela limpa rapidamente as mãos e vai atender, sem esperar o que está por vir. Ao abrir a porta, ela se depara com Juliano, segurando Clara nos braços. Seus olhos se enchem de lágrimas ao ver a criança que tanto desejou.

 

Romina - [com a voz embargada] Juliano... é... é Clarinha?

Juliano - [com um sorriso caloroso] Sim, Romina. Esta é a nossa Clarinha.

 

Romina não consegue conter a emoção ao ver Juliano com a filha nos braços. Ela dá um passo para trás, deixando-os entrar.

 

Romina - [com os olhos marejados] Por favor, entre.

 

Juliano entra na casa, segurando cuidadosamente Clara nos braços. Romina olha para a menina com um misto de alegria e tristeza.

 

Juliano - [gentilmente] Aqui está ela, Romina. Eu sei que você esperou tanto por esse momento.

 

Romina estende as mãos tremendo, hesitante em tocar na filha pela primeira vez. Juliano percebe sua hesitação e gentilmente coloca Clara em seus braços.

 

Romina - [com os olhos cheios de lágrimas] Oh, Clarinha... meu amor...

 

Romina olha para o rosto da filha, tão pequena e frágil em seus braços, e sente uma onda de amor avassaladora. Ela acaricia gentilmente as bochechas macias da menina, como se estivesse tocando um pedaço do seu próprio coração.

 

Romina - [em um sussurro] Me perdoe, minha pequena. Eu esperei tanto por você... mas as coisas não saíram como eu esperava.

 

Juliano observa a cena com os olhos marejados, emocionado com a delicadeza e a sinceridade de Romina.

 

Juliano - [com a voz embargada] Romina... você é uma mãe maravilhosa. Clarinha vai saber disso quando crescer.

 

Romina olha para Juliano com gratidão, sabendo que, mesmo com todas as dificuldades, ela é abençoada por ter o amor de sua filha.

 

Romina - [com um sorriso trêmulo] Obrigada, Juliano.

 

SONOPLASTIA ON: “A música mais triste do ano – Luiz Lins

 

Juliano, com ternura, estende a mão e delicadamente limpa as lágrimas que escorrem pelo rosto de Romina. Seus olhos se encontram, carregados de emoção e entendimento mútuo, enquanto eles compartilham um instante de conexão profunda.

 

Romina - [com um suspiro de contentamento] Juliano...

JULIANO, com um sorriso terno, aproxima-se lentamente de Romina, sentindo o coração acelerar com a proximidade dela. Ele toca suavemente o rosto dela, traçando os contornos delicados com os dedos, e então beija gentilmente sua bochecha.

 

ROMINA fecha os olhos, saboreando o toque suave de Juliano em sua pele, o calor de sua respiração próxima.

 

JULIANO, então, desliza os lábios pelo rosto de Romina, num gesto tão lento e cheio de significado que parece congelar o tempo ao seu redor. Quando seus lábios finalmente encontram os dela, é como se o mundo inteiro desaparecesse, deixando apenas a sensação elétrica e avassaladora do desejo mútuo e da paixão ardente.

Eles se entregam ao beijo com fervor.


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