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VILAREJO - Capítulo 30

 


Capítulo 30

Cena 01 - Fazenda Santa Clara [Interna/Noite]

[Em meio a penumbra e no quarto de Ana Catarina que estava à meia luz, iluminado com velas em um castiçal, Antônio continuava observando a esposa.]


ANTÔNIO: - Seria tudo tão diferente se vosmecê não tivesse mudado tanto. Mas por quê me acusas por algo que não fiz? O que será que aconteceu realmente há dezenove anos atrás? [Questiona-se. Em seguida, aproxima-se ainda mais da cama e estende a mão para acariciar Ana Catarina. Antes de realizar o gesto, ele recolhe o braço e desiste, indo embora em seguida].


[Antônio sai do quarto de Ana Catarina e fecha a porta, achando que a esposa continuava dormindo.]

ANA CATARINA: [Abre os olhos e permanece em silêncio].


Cena 02 - Casarão D’ávilla [Interna/Noite]

Música da cena: Flor de Lis - Melim

[Com a transição de cenas, surge a fachada do engenho. Rosaura apagava as luzes da casa e se preparava para dormir, quando percebeu uma movimentação na sala de estar.]


ROSAURA: - O que vassuncê está fazendo acá? Saia agora mesmo! [Diz ao ver Carlota entrar].


CARLOTA: - Como o que faço acá? Essa é a minha casa, eu posso ir e vir quando quiser.


ROSAURA: - Isso é que não, Carlota. Essa casa não é mais sua, ela é minha. A minha menina me deu de presente e vassuncê não é mais bem-vinda acá.


CARLOTA: - Vejo que vosmecê está se sentindo superior, não é mesmo? Como ousa me chamar pelo nome? Para vosmecê é “senhora”, sua preta imunda. Em outros tempos eu te mandaria para o açoite… Aliás, é isso que eu vou fazer para colocá-la em seu devido lugar.


ROSAURA: [Sorri] - Bem que a minha menina falou que vassuncê iria tentar fazer algo, vassuncê é uma cobra, Carlota. Agora eu posso dizer isso… Uma cobra das mais peçonhentas e eu tenho nojo de vassuncê. Saia da minha casa, agora! [Grita].


CARLOTA: - Ora, como se atreve! Sua abusada, eu vou ensinar a vosmecê o que é bom…


ROSAURA: [Grita] - Rapazes, venham acá!


CARLOTA: [Para e estranha a fala de Rosaura].


[Surgem dois homens fortes de pele negra, vindos da cozinha.]


HOMEM 1: - Chamou, Dona Rosaura? [Questiona ao se aproximar].


CARLOTA: - Quem são esses? Tinha cachorro na moita e eu não sabia? 


ROSAURA: - Chamei sim. Quero que vassuncê leve essa catraia de volta para a senzala.


CARLOTA: - A senzala é o lugar de vosmecês! [Grita].


ROSAURA: - Não, Carlota. Os tempos agora são outros e a senzala é a sua casa agora. Agradeça a Deus por eu não te expulsar feito a boa bisca que vassuncê é. Vai sair ou prefere que eu mande os rapazes te expulsar?


CARLOTA: [Encara os três] - Eu vou, mas isso não vai ficar assim. Eu vou voltar! [Conclui indo embora].


Cena 03 - Acampamento Cigano [Interna/Noite]

[Surge o acampamento cigano com a transição de cenas. Em sua tenda, por fim Vicente contava sua história a Vladimir.]


VICENTE: - Essa é a história de como eu e Leonora nos conhecemos e nos reencontramos, meu filho. [Diz ao lado de Leonora, de quem segura a mão].


VLADIMIR: [Observa os dois em silêncio].


VICENTE: - Diga alguma coisa, meu filho. Por quê vosmecê não diz nada? [Desespera-se].


VLADIMIR: - O que quer que eu diga, bato? Vosmecê não acha que foi e está sendo hipócrita? Fala tanto em tradição, querendo me obrigar a casar e escolher um destino diferente do que o meu coração quer seguir em prol de uma tradição que vosmecê sequer seguiu. Está apaixonado por uma gají, tudo o que viveu com a minha dái foi uma mentira? [Dispara].

Tradução: Bato = Pai.

Tradução: Gají = Mulher não cigana.

Tradução: Dái = Mãe.


VICENTE: - Não, meu filho. Quando eu me casei sua mãe, já estava separado da Leonora. O que vivi com a sua dái até o dia que o criador a levou dessa terra, foi verdade. Vosmecê é fruto de um relacionamento puro e cheio de amor, foi muito desejado.


LEONORA: - Ouça seu pai, Vladimir. Ele sempre foi um bom homem, honesto acima de tudo. Jamais aceitaria ser amante dele, em troca da infelicidade da sua mãe. Nós dois sempre nos amamos muito, mas acabamos sendo separados pela maldade da minha irmã.


VLADIMIR: - Fácil dizer isso agora, vosmecê não cresceu enganada como eu. Enfim, bato. Desejo que seja feliz, apesar de não compreender a maneira tortuosa que tentou me empurrar dentro da tradição para concretizar o que vosmecê próprio não segue, eu quero ser diferente. Gosto do meu povo e quero continuar acá, apenas quero escolher a pessoa com quem quero ficar.


VICENTE: - Obrigado, meu filho. Bendita seja a tua sorte! [Diz ao abraçar Vladimir].


VLADIMIR: - Eu fico feliz que enfim tenha aberto o livro da sua vida, bato. Ainda bem que acabaram-se todos os segredos.


[Vicente e Leonora se olham e disfarçam.]


Cena 04 - Gazeta do Vilarejo [Interna/Manhã]

Música da cena: Esquadros - Gal Costa

[Laura surgiu caminhando em uma grande avenida do centro da cidade e seguiu caminhando, cruzando com pessoas desconhecidas. Em seguida, entra no prédio onde ficava a redação do jornal.]


RICARDO: - Laura, vosmecê por acá? Eu não a esperava… Que surpresa! [Disse ao avistar Laura dentro da redação do jornal].


LAURA: - É, eu pensei em mandar um recado, mas depois resolvi fazer surpresa. 


RICARDO: [Beija a mão de Laura] - E a que devo a honra da sua visita tão cedo? Não me diga que quer ajudar a escrever a coluna feminina?


LAURA: - Não, eu não levo tanto jeito com as palavras como vosmecê. O motivo da minha visita é lhe fazer um convite.


RICARDO: - Um convite? [Surpreende-se novamente].


LAURA: - Sim, vosmecê não gostaria de ir comigo até a confeitaria tomar café? Soube que eles vendem um bolo de cenoura maravilhoso.


RICARDO: - Ora, mas eu amo bolo de cenoura com chocolate. Amarei ainda mais degustá-lo na sua maravilhosa companhia. Convite aceito com louvor. Vamos? 


LAURA: [Sorri e dá o braço ao jornalista] - Vamos! [Completa].


Cena 05 - Fazenda Santa Clara [Interna/Manhã]

[Com a transição de cenas, surge a fazenda de Ana Catarina. Homens trabalhavam na área externa na plantação, enquanto crianças corriam e brincavam. No interior da propriedade, Antônio cruzou o corredor e entrou no escritório de Ana Catarina.]


ANTÔNIO: - Mandou me chamar, senhora? [Diz ao entrar].


ANA CATARINA: - Mandei sim, sente-se por favor. [Respondeu sentada em sua poltrona].


ANTÔNIO: [Senta-se, conforme orientado].


ANA CATARINA: - Eu gostaria de te dar um presente, por isso pedi que te chamasse.


ANTÔNIO: - Presente? [Estranha].


ANA CATARINA: - Sim, acá está. [Responde entregando um envelope de veludo a Antônio].


ANTÔNIO: [Segura o envelope e estranha a atitude de Ana Catarina].


ANA CATARINA: - Vosmecê pode abrir se quiser, é algo que lhe será muito útil.


ANTÔNIO: [Abre o envelope e percebe que o presente se trata de uma chave] - Uma chave? Eu não entendi…


ANA CATARINA: - Sim, uma chave. Acredito que vosmecê precisa de privacidade, nada mais justo que ter a chave do seu próprio quarto. Assim, vosmecê não precisará ficar bordejando pelos corredores a noite. [Responde com ironia].


ANTÔNIO: [Sorri inacreditado] - Vosmecê realmente me surpreende cada vez mais. Me pergunto como uma pessoa pode ter mudado tanto.


ANA CATARINA: - É, meu caro. Vosmecê jamais terá noção de quanto a dor e o desprezo podem mudar uma pessoa.


ANTÔNIO: - Engana-se, Ana Catarina. Começo a viver isso desde que nos casamos. Posso me retirar agora?


ANA CATARINA: - Pode! [Responde suavemente apontando para a porta].


ANTÔNIO: - Com licença! [Diz ao sair].


ANA CATARINA: [Fica com os olhos marejados ao ficar sozinha].


Cena 06 - Casa dos Lobato [Interna/Manhã]

[Sozinha em seu quarto, Graça terminava de se pentear, quando ouviu ruídos pelo corredor. Estranhando, ela resolveu não fazer barulho e se aproximou da porta. Ao abri-la silenciosamente, notou Tomásia descer a escada acompanhada de Maria do Céu, que estava vestida com as roupas de Pedro.]


GRAÇA: - Mas isso não é possível… Eu só posso estar sonhando! Onde essa infeliz pensa que vai com essa negra? [Questiona-se ao falar consigo mesma através do pensamento].


[Graça volta ao interior de seu quarto, pega sua bolsa e em seguida sai do quarto sem fazer barulho].


GRAÇA: - Eu preciso saber o que está acontecendo e onde essas duas pensam que vão! [Completa seguindo as duas].




Cena 07 - Fazenda Santa Clara [Interna/Tarde]

[Ana Catarina repousava em seu quarto após o almoço, enquanto lia um livro, quando ouviu batidas na porta.]


ANA CATARINA: - Entre, a porta está aberta. [Disse ao pausar a leitura].


ANTÔNIO: - Com licença, desculpe interromper o seu repouso. Gostaria de fazer um comunicado.


ANA CATARINA: - Comunicado? Estou a todo ouvidos, pode falar.


ANTÔNIO: - Bom, vim comunicar a vosmecê que a partir de amanhã eu volto ao jornal. Pretendo voltar a trabalhar em definitivo.


ANA CATARINA: - Trabalhar? Mas vosmecê sabe que não é mais necessário, agora é um homem casado, tem tudo acá. 


ANA CATARINA: - Já sei, quer bancar o homem pródigo. Não precisa, Antônio. Por quê não mantemos uma espécie de trégua, acá? Ambos já sabemos quem somos, ao menos precisamos fazer por onde nos darmos bem, já que estamos atados um ao outro.


ANTÔNIO: - Eu creio que isso não seja mais possível, minha querida. Agora nossa relação é exclusivamente comercial, de senhora e seu escravo.


ANA CATARINA: - Já chega dessa história, eu já estou cansada desse seu jogo com as palavras.


ANTÔNIO: - Uma pena, mais um defeito do marido que adquiriu no mercado. Agora a senhora já pode retornar a sua leitura, eu darei um jeito de organizar minhas atividades, pois necessito voltar a trabalhar, tenho uma dívida muito grande para acertar com vosmecê. [Conclui].


Cena 08 - Banco D’ávilla [Interna/Tarde]

[Carlota analisava as correspondências em cima da sua mesa, quando encontrou um envelope diferente dos demais.]


CARLOTA: - Esse não me parece bom! [Disse a si mesma enquanto observava o envelope dos dois lados. Em seguida resolveu abri-lo e começou a ler o conteúdo que estava escrito]. - Maldita, ela cumpriu mesmo o que estava dizendo. Por causa daquela desgraçada todos os meus bens serão bloqueados, pois o testamento será reanalisado. [Diz furiosa ao terminar de ler o documento]. - Eu preciso dar um jeito naquela fedelha antes que ela me destrua definitivamente. Mas como? [Questiona-se].


Cena 09 - Cachoeira [Externa/Tarde]

Música da cena: Corre - Gabi Luthai

[Com a transição de cenas, surge a área onde fica a cachoeira da cidade. Quando Maria do Céu se aproximou com Tomásia, Miguel já estava lá e se distraia enquanto lançava algumas pedras na água.]

MIGUEL: - Vosmecê! Que bom que veio, pensei que não voltaria mais acá depois de tudo o que aconteceu no outro dia. Me desculpe, eu não deveria ter forçado nada. 


TOMÁSIA: - Io vou esperar vassuncês mais adiante… Com licença! [Disse se afastando].


MARIA DO CÉU: - Eu fiquei confusa, vosmecê há de me entender. Eu passei anos da minha vida sem sair, sem ter contato com outras pessoas e nunca… [Faz uma pausa, sem saber como continuar].


MIGUEL: - Foi beijada antes? [Completa o que Maria do Céu gostaria de dizer].


MARIA DO CÉU: - É! [Responde sem jeito].


MIGUEL: - Vosmecê é uma moça muito bonita e como disse, cheia de vida. De longe se vê que tem saúde, apesar de não entender o que te levaram a ficar presa por tantos anos.


MARIA DO CÉU: - É estranho, mas estar com vosmecê me faz sentir que eu posso ser eu mesma, sem precisar ficar escondida, entende?


MIGUEL: [Acaricia o rosto de Maria do Céu] - Vosmecê é livre, não precisa se esconder de nada e nem de ninguém. Não deixe que ninguém volte a comandar a sua vida, vosmecê tem o direito de ser feliz. [Aproxima-se de Maria do Céu].


MARIA DO CÉU: [Olha o rosto de Miguel cada vez mais perto do seu].


MIGUEL: [Beija Maria do Céu novamente].


[Distante, escondida atrás de um arbusto, Graça observava tudo sem acreditar no que seus olhos viam.]


GRAÇA: - Mas eu não posso acreditar nisso! Essa sonsa estava me enganando e saindo de casa às escondidas. Como eu pude ser tão burra? [Questiona-se]. 


Cena 10 - Mercearia da Paz [Interna/Tarde]

[Enquanto contabilizava alguns produtos, Cândida percebeu que alguém a encarava pelas costas.]


CÂNDIDA: - Eu sei que vosmecê está aí, o que foi Joana?


JOANA: - Nada, mamãe. Apenas não estou me sentindo muito bem. Deve ser aqueles dias, coisas de mulher, a senhora me entende.


CÂNDIDA: - Claro, minha filha. [Responde ao parar o trabalho e olhar para a filha]. - Por quê vosmecê não sobe e descansa um pouco? Daqui a pouco quando eu fechar, eu te levo um chazinho. O que acha?


JOANA: - Uma ótima ideia, mamãe. Então eu vou subir. Com licença! [Diz ao se retirar].


[Joana então subiu a escada que a levava para o sobrado, onde ela e sua mãe moravam em cima da Mercearia. Constantemente olhando para trás, para se certificar de que ninguém estava a seguindo, Joana caminhou por um corredor e ao invés de entrar em seu quarto, ela adentrou no quarto da mãe.]


JOANA: [Olha em volta] - Tem que ter alguma coisa nesse quarto que me ajude a entender os motivos da minha mãe ser assim, tão esquisita.


[Joana começa a mexer nos pertences da mãe, incluindo gavetas na cômoda e caixas no guarda-roupa. De repente, ela começou a ouvir o ranger da escada e percebeu que sua mãe estava subindo. Então, organizou rapidamente o que tinha mexido e em seguida, ela correu para o quarto onde dormia e entrou sem fazer barulho.]


JOANA: [Encosta-se na porta de seu quarto pelo lado de dentro e respira fundo, aliviada por não ter sido descoberta].    


Cena 11 - Gazeta do Vilarejo [Interna/Tarde]

Música da cena: Vilarejo - Marisa Monte

[Imagens externas da cidade são apresentadas, incluindo as principais ruas com suas movimentações. Logo após, surge a fachada do jornal de Ricardo Bonifácio.]


RICARDO: - Deixe-me ver se eu entendi bem. O senhor representa um cliente, que misteriosamente quer investir uma quantia considerável em meu jornal, expandi-lo para a capital em troca de se tornar o meu sócio? [Repetiu, enquanto caminhava de um lado para o outro em seu escritório].


ADVOGADO: - Exatamente, o senhor deve compreender que esse é sem dúvida um negócio que não irá conseguir outra proposta similar acá, nesse fim de mundo. O que me diz?


RICARDO: - Eu não sei se devo aceitar…


ADVOGADO: - Senhor Bonifácio, andei ouvindo que o jornal não vai muito bem das pernas. O senhor poderá sair do vermelho e se tornar conhecido em todo o país, seu jornal pode se tornar referência. Não gostaria?


RICARDO: [Senta-se em sua cadeira] - De fato, é uma proposta muito tentadora… Que eu pretendo aceitar. Só preciso analisar o contrato com o meu tabelião e compreender se de fato está tudo certo e se é benéfico para os meus negócios. Posso ficar com uma cópia?


ADVOGADO: - Claro. Tenho certeza que vosmecê não irá se arrepender. [Completa entregando uma cópia do documento].     


Cena 12 - Confeitaria Doce Deleite [Interna/Tarde]

[Garçons caminhavam de um lado para o outro na confeitaria, enquanto atendiam alguns clientes. Entre os clientes, estavam Mila e Amália.]


MILA: - Ah, o bolo de chocolate é uma delícia. Acho que vou pedir outra fatia!


AMÁLIA: - Menina, não seja gulosa. Vosmecê já comeu duas fatias!


MILA: - Disse bem, comi duas. Pois agora, irei pedir a terceira sem peso na consciência.


[Mila e Amália estavam sentadas em uma mesa posicionada ao lado da janela, quando viram Carlota passar.]


MILA: - Veja, aquela não é a mãe de Antônio? [Diz ao notar a presença da mulher].


AMÁLIA: - É, eu acho que sim. Não fique olhando, ela pode nos ver. [Sussurra].


CARLOTA: - [Observa para o interior da confeitaria e reconhece Mila].


MILA: [Acena para Carlota e a convida para entrar].


AMÁLIA: - Vosmecê não deveria ter feito isso, Emília. Sua mãe não gosta dessa mulher!


MILA: - Tarde demais! Além disso, ela é mãe do Antônio, é praticamente da família. Que mal há?


[Nesse momento Carlota entra na confeitaria, cruza algumas mesas e se aproxima de Mila e Amália.]       


CARLOTA: - Vosmecês acá, que coincidência. O meu banco fica próximo da confeitaria.


MILA: - Realmente, uma estranha coincidência. Vosmecê não quer se juntar a nós para um chá?


CARLOTA: - Ah, não quero incomodar. 


MILA: - Incômodo algum, é apenas um chá. Não vamos nos demorar!


CARLOTA: - Está bem, só um chá. [Respondeu ao se sentar, acomodando o guardanapo em seu colo].


MILA: - Ótimo, deixe-me servi-la um pouco de chá. [Diz ao pegar o bule de porcelana francesa].


[Ao pegar o bule que ainda estava quente, Mila deixa ele escorregar o chá transborda na pequena xícara, molhando o vestido e o guardanapo de tecido posicionado no colo de Carlota.] 


AMÁLIA: - Lady Mila, que desastre…


CARLOTA: [Levanta-se irritada] - Meu vestido… Meu vestido! [Fala tentando se limpar].


MILA: - Me desculpe. Eu sou mesmo desastrada, deixe-me ajudá-la. [Respondeu tentando secá-la com o seu próprio guardanapo].


[Nesse momento, Carlota começa a se esquivar e de repente olha melhor para Mila.]


CARLOTA: - [Nota o sinal no antebraço de Mila e surpreende-se].   


[A imagem congela focando em Carlota estarrecida com a suspeita que começou a pairar em sua cabeça, surge um efeito de uma pintura envelhecida e o capítulo se encerra].


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