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Entre Pais e Filhos- Capítulo 04 (Reprise)

                 


 



 Entre Pais e Filhos - Capítulo 04

Cena 01 - São Paulo - Vara da Infância e Juventude - Manhã

Helena trabalha de assistente na Vara da Infância e Juventude de São Paulo. Ela cuida do caso de adoção do pequeno Daniel de 10 anos que foi recém adotado por Bruno e Hugo.

Helena: Como está sendo a relação de vocês?
Bruno: Estamos muito felizes com a adoção do Daniel.
Hugo: Ele veio para trazer mais alegria para a casa.
Helena: Fico muito feliz em ouvir isso. E você Daniel está feliz?
Daniel: Estou muito feliz. Antes eu não tinha ninguém. Nenhuma família. Agora eu tenho dois pais. É muito legal.

Helena sorri e fica feliz em ouvir isso da criança.

Helena: Eu fico ainda mais feliz em ouvir isso. Significa que vocês se amam como família. Isso é muito bonito.

Neste instante Helena recebe uma ligação em seu celular.

Helena: Perdão, esqueci de desligar o celular. Vou atender pois é do meu filho.
Hugo: Sem problemas. Pode atender. Filhos sempre em primeiro lugar.

Helena recebe a ligação de uma professora de Arthur avisando que o garoto tinha passado mal e desmaiado na escola. Ela fica assustada e diz:

Helena: O que aconteceu com meu filho?
Professora: O Arthur passou mal durante a aula e foi levado para o hospital.
Helena: Qual hospital?
Professora: Hospital Santa Mônica.
Helena: Certo estou a caminho. Muito obrigado por me informar.

Helena desliga o telefone e vai correndo até o hospital em busca do filho.

Hugo: Aconteceu alguma coisa?
Helena: Meu filho passou mal durante a aula. Vou ter que ir ao hospital. Me perdoem.
Bruno: Não se preocupe. Vá ver como seu filho está.
Helena: Muito obrigado pela compreensão. Eu ligo novamente e agendo mais uma visita.
Hugo: Está bem.

Helena agradece a ambos e vai para o hospital em busca do filho.


Cena 02 - São Paulo - Casa de Regina  - Manhã

Regina lavando a louça antes de trabalhar até que seu filho Kauã resolve importunar a mãe.

Regina: Quer falar comigo filho?
Kauã: Mãe a senhora sabe que preciso me vestir bem para ir a faculdade. Essas roupas estão muito gastas.
Regina: Filho eu não tenho como te comprar nada agora. O único dinheiro que tenho é para comprar meus remédios, que você mesmo sabe que são muito caros.
Kauã: Eu sei mãe. Entendo. Mas a senhora também precisa entender minhas necessidades.
Regina: Filho eu entendo, mas...
Kauã: A senhora sabe que eu tento arrumar emprego, mas não consigo. Está muito difícil.
Regina: Tenha calma filho. Não falta muito para você se formar.
Kauã: Se pelo menos o papai estivesse aqui.
Regina: Nunca mais repita isso Kauã. Eu nunca deixei faltar nada para você. Trabalhei dia e noite para termos o que comer. Seu pai nos abandonou e esqueceu de nós.
Kauã: Mas mãe...
Regina: Faça o favor de esquecer dele também. Sobre as roupas que precisa vou dar um jeito.
Kauã: Obrigado mãe. Eu sabia que entenderia.

Kauã dá um beijo na mãe e sai. Regina fica com raiva e lembra de seu antigo marido.


Cena 03 - São Paulo - Escola de dança  - Manhã

Alan leva sua filha Ana para a escola de balé, como de costume. Ele sempre foi um pai muito presente na vida da filha.

Alan: Como está indo minha filha?
Tainá: Sua filha está indo muito bem. Tem um grande futuro no balé.
Alan: Fico muito feliz em ouvir isso.
Tainá: Daqui a alguns dias as crianças vão fazer uma apresentação, espero que o senhor possa ir.
Alan: Eu não perderia essa apresentação por nada.

Alan fica olhando sua filha conversando com as amigas.

Tainá: Vejo que o senhor é muito próximo de sua filha.
Alan: Sou sim.
Tainá: Sua esposa deve ficar orgulhosa.
Alan: Espero que esteja mesmo de onde ela estiver.
Tainá: Por que diz isso?
Alan: Eu sou viúvo. Minha esposa faleceu quando a Ana nasceu.
Tainá: Mil perdões eu não quis ser indelicada.
Alan: Não se preocupe com isso.

Alan tenta puxar conversa com Tainá, mas a mesma tem que dar a aula para as crianças.

Tainá: Tenho que ir. Podemos conversar em outro momento?
Alan: Claro que sim.

Tainá sorri para Alan que retribui.


Cena 04 - São Paulo - Casa de Cecília - Varanda - Tarde

Cecília vai perdendo a memória aos poucos e fica cada vez mais esquecida. Agora ela não se lembra mais onde deixa as coisas.

Cecília: Querido você sabe onde deixei o meu chinelo?
André: A senhora acabou de guardar ali naquele cantinho.
Cecília: Que cantinho?
André: Ali perto do móvel.
Cecília: Ah sim! Agora lembrei.
André: A senhora teve muitos esquecimentos nos últimos tempos.
Cecília: É coisa da idade. Não quero dar trabalho para vocês.
André: Não se preocupe. Eu também esqueço das coisas às vezes.

Cecília abre um sorriso.

André: Mas só para ficarmos tranquilos vou levá-la a um médico.
Cecília: Está bem querido, mas sabe de duas coisas que eu não vou esquecer.
André: Quais?
Cecília: Das minhas músicas, principalmente do Amaro Batista e que eu não você.

André sorri para Cecília e lhe dá um forte abraço. Ela então põe uma música que gosta e os dois começam a dançar na varanda.


Cena 05 - São Paulo - Faculdade - Refeitório - Tarde

Matheus e Marcos conversam sobre o ocorrido com Arthur.

Marcos: Você tem que ficar calmo. Desse jeito quem vai passar mal é você.
Matheus: Eu sei, mas estou muito aflito.
Marcos: O seu primo deve estar bem.
Matheus: O Arthur e o Murilo são como irmãos para mim. Fomos criados muito unidos.
Marcos: Eu entendo. Eles são o mais próximo que você tem de irmãos.
Matheus: Exatamente.
Marcos: Mas tenha calma. Daqui a pouco ligamos para o Murilo que foi junto e pedimos notícias.
Matheus: Vou tentar.
Marcos: Toma, beba essa água.

Matheus bebe água e se senta.

Marcos: Está melhor agora?
Matheus: Sim. Muito obrigado.
Marcos: De nada cara.
Matheus: Muito obrigado por estar comigo. Você é um grande amigo.
Marcos: Eu que agradeço por sua amizade. Nos tornamos tão próximos.
Matheus: Exatamente.
Marcos: Matheus eu…

Marcos pega nas mãos de Matheus para dizer algo, mas acaba recuando pois tem muitas pessoas em seu redor.

Matheus: O que ia dizer?
Marcos: Ia dizer que ainda está de pé o convite para almoçar lá em casa.
Matheus: Pode deixar. Vamos sim.
Marcos: Sábado?
Matheus: É pode ser sábado.

Os dois sorriem e continuam conversando sobre a faculdade. Os dois cursavam  fisioterapia.


Cena 06 - São Paulo - Hospital Santa Mônica - Recepção - Tarde

Helena chega desesperada na recepção do hospital perguntando pelo filho.

Helena: Onde está meu filho?
Recepcionista: Tenha calma senhora. Qual é o nome do seu filho?
Helena: Arthur. Arthur Moreira da Silva.
Recepcionista: Seu filho já foi medicado e está em observação.
Helena: Ele está bem?
Recepcionista: Não tenho muitas informações. Vou acompanhar a senhora até lá e o médico te explica melhor a situação do paciente.
Helena: Está bem. Muito obrigada.
Recepcionista: Por nada senhora.


Cena 07 - São Paulo - Terminal Rodoviário Tietê - Desembarque- Tarde

César o homem que estava em coma retorna a São Paulo após muitos anos. Ao sair do ônibus ele pense:

César (pensando): Estou voltando depois de tantos anos. O que será que o destino me reserva?


Cena 08 - São Paulo - Hospital Santa Mônica - Quarto - Tarde

Helena chega ao quarto aonde estão seus filhos e logo corre para abraçar Arthur.

Helena: Meu filho como você está? Fiquei tão preocupada.
Arthur: Calma mãe. Já estou bem. Só foi um susto.

Helena estava tão preocupada que não comprimentou Murilo ao entrar no quarto, o deixando chateado.

Murilo: Boa tarde mamãe. Eu e o médico também estamos no quarto sabia?
Helena: Me perdoe filho, é que eu estava tão aflita.
Murilo: Imagino.
Helena: Boa tarde doutor.
Médico: Boa tarde senhora.
Helena: O que meu filho tem?
Médico: Vou ser direto com vocês. Ainda não podemos afirmar nada, porque tudo ainda é muito recente, temos que fazer mais exames.
Arthur: Pode dizer doutor.
Médico: Arthur suspeitamos que você esteja com um tumor em desenvolvimento.

Continua...







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