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Maré Alta - Capítulo 20

  





MARÉ ALTA 

CAPÍTULO 20


Criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Ranable Webs




CENA 01. DELEGACIA. CELA. INTERIOR. DIA 

Continuação imediata do capítulo anterior. CASSIANO continua desesperado depois da conversa que ele teve com FÁTIMA. Nesse momento quem entra na carceragem da DELEGACIA é LENITA que fica aflita com o estado que o seu filho se encontra. O DELEGADO AUGUSTIN que está a acompanhando abre a cela e mãe e filho se abraçam. 


Lenita — (preocupada) O que foi que aconteceu com você, meu filho? Olha só o estado que você está agora. O que foi que houve? 

Cassiano — Você precisa me ajudar, mãe. Você tem que impedir a Fátima de fazer uma besteira. Ela está indo atrás do Tom. Ela não imagina o perigo que está correndo. Me ajuda. 

Lenita — Você precisa se acalmar, meu filho. Mas porque a Fátima iria atrás desse homem? O que você não está querendo me contar? 

Delegado Augustin — A sua mãe está certa, meu rapaz. Desde que você foi preso que eu estou sentindo que está escondendo algo. 


CASSIANO respira fundo. Ele olha fixamente para o DELEGADO AUGUSTIN que o encara de volta. 


Cassiano — Tudo o que eu falei é a mais pura verdade, Delegado. Eu sou inocente. Eu estou sendo vítima de uma armação feira por um homem que quer me destruir. 

Lenita — Não me diga que essa história tem haver com a Lívia, meu filho? Eu sempre achei que essa história não irá dar certo. Eu sabia. 

Cassiano — Eu ano a Lívia, mãe. Eu desisti da minha vingança contra o Gregório depois que eu descobri que você está viva. Ela não tem culpa de nada do que está acontecendo. 


LENITA demonstra não estar convencida. O DELEGADO AUGUSTIN e LENITA se olham. CASSIANO percebe isso. 


Cassiano — (intrigado) O que é que está acontecendo aqui? Eu estou sentindo que vocês já se conhecem. Eu estou errado, mãe? 

Lenita — Eu prometo que eu te conto tudo em um momento mais oportuno, meu filho. Mas agora eu só quero te tirar daqui. Só isso. 


CASSIANO enfrenta o DELEGADO AUGUSTIN. Logo depois LENITA abraça o seu filho. CASSIANO fica pensativo. 

CORTA PARA/


CENA 02. VILA DOS PESCADORES. CASA DE SANDOVAL. SALA. INTERIOR. DIA 

LÍVIA e SANDOVAL vai entrando na casa simples do pescador e a primeira coisa que a nossa protagonista faz é esboçar um sorriso ao estar lado a lado com o seu pai. Em seguida SANDOVAL pega uma fotografia de BERENICE e entrega para LÍVIA que fica bastante emocionada. 


Sandoval — Olha só como a sua mãe era tão bonita e jovial, minha filha. A gente tinha tantos planos para te criar e formar uma família. Mas o seu avô tirou isso tudo de mim. 

Lívia — (triste) Eu não sabia que você carregava essa dor, pai. Você não teve culpa. O meu avô foi que tirou a minha mãe de você. 

Sandoval — Eu sei disso, Lívia. Mas eu não consigo de parar de pensar que eu fui responsável. Mas eu ainda quero ver o Gregório preso. 

Lívia — Eu também quero isso, pai. Nada me tira da cabeça que foi ele que armou essa arapuca para o Cassiano. Só pode ter sido. 


SANDOVAL e LÍVIA se sentem em um sofá bem simples. Ele olha para a nossa protagonista de um jeito zeloso. 


Sandoval — Eu sei que você está querendo ajudar o Cassiano, minha filha. Mas não vai adiantar de nada você ficar nesse seu desespero. 

Lívia — O que o senhor quer que eu faça? Eu não posso deixar que essa injustiça continue acontecendo. O Cassiano não merece isso. 

Sandoval — Eu concordo com você, Lívia. Mas nós canos encontrar uma solução. Eu prometo. 


LÍVIA fica ainda mais aflita. Ela olha a foto de sua mãe.


Lívia — (séria) Eu não vejo como sair dessa situação, pai. Ainda mais agora que o Tom está querendo destruir com a vila. 

Sandoval — Como é,  Lívia? Que história é essa? 


LÍVIA percebe que falou demais. SANDOVAL se levanta do sofá e ele fica visivelmente transtornado. 

CORTA PARA/


CENA 03. GRUPO “PESCADOS MARÍTIMOS”. ENTRADA. EXTERIOR. DIA

Em plano aberto podemos ver TOM saindo da empresa e ele parece estar com bastante pressa. Nesse momento quem chega na frente do vilão é FÁTIMA que desfere um tapa.na cara de TOM que fica totalmente sem reação. O olhar d e FÁTIMA é de muita raiva. TOM a olha com ódio.


Tom — (nervoso) Quem você pensa que é para fazer isso comigo, sua infeliz? Eu deveria te devolver esse tapa. Mas eu não vou fazer isso. Você não merece o meu esforço.

Fátima — Você não faz ideia de quem eu sou, não é mesmo? Eu só vou te avisar uma vez. Fica longe do Cassiano. Você está me ouvindo? 

Tom — Agora eu estou te reconhecendo. Você é a mãe adotiva do Cassiano. Me diz como foi descobrir que o seu filho é promíscuo? 

Fátima — Lava a sua boca para falar do Cassiano. (P) Eu sei muito bem porque você está fazendo isso, Tom. Você é obcecado pela Lívia. Mas ela nunca vai amar você. 


TOM sorri de um jeito cínico. FÁTIMA o confronta. 


Tom — Eu aposto que o Cassiano deve ter dito para você não me procurar. Mas escuta o que eu vou dizer. Eu vou fazer com que a reputação dele seja arruinada. A Lívia não vai ter saída há não ser se casar comigo. 

Fátima — Você é bem pior do que eu estava imaginando, Tom. Você não vai conseguir se dar bem. Essa bispo ainda não acabou. 

Tom — Isso é o que você pensa. A armadilha que eu preparei para o Cassiano vai destruir com a vida dele. Ninguém pode fazer nada. 


FÁTIMA levanta a mão para bater em TOM novamente. O vilão segura a mão de FÁTIMA e a olha com desprezo. 


Fátima — (alterando a voz) Me solta, seu desgraçado. Eu vou gritar. Estou avisando. 

Tom — Nunca mais ouse levantar a mão para mim. Eu aposto que o Cassiano não vai querer perder uma de suas mães. Você foi avisada. Da próxima vez será diferente. 


TOM entra em um carro de luxo e depois vai embora. A câmera foca no semblante preocupado de FÁTIMA. 

CORTA PARA/


CENA 04. VILA DOS PESCADORES. CASA DE ZÉ BATALHA E ONDINA. COZINHA. INTERIOR. TARDE 

Podemos ouvir os passos pesados de um homem chegando na cozinha. Assim que ZÉ BATALHA entra na cozinha ele dá de cara com ANA ROSA o que deixa ele bastante furioso. A câmera mostra que a vilã está tomando uma xícara de chá enquanto ela vai olhando para o seu pai com cinismo. 


Zé Batalha — O que você veio fazer aqui, Ana Rosa? É muito cara de pau da sua parte vir aqui depois que você teve coragem de nos roubar. Você não tem vergonha? 

Ana Rosa — (cínica) Vergonha? E porque eu teria vergonha disso? Eu fiz o que precisava fazer. E eu não me arrependo. 

Zé Batalha — Eu deveria te dar o corretivo que você não levou quando era mais nova. Você se tornou uma pessoa que só pensa em dinheiro. Eu não te reconheço mais. 

Ana Rosa — Faz tempo que a sua opinião não me importa. Eu vim aqui para ver a minha mãe. Você não vai me impedir de fazer isso. 


ANA sorri bastante satisfeita. Nesse momento ONDINA entra na cozinha de sua casa. Ela e ZÉ BATALHA se olham. 


Ondina — Meu velho…. Eu posso explicar. A Ana Rosa ainda é nossa filha. Ela precisa ficar só nosso lado. Eu não quero ficar longe dela. 

Zé Batalha — Você não pode estar falando sério comigo, Ondina. Depois de tudo o que a Ana Rosa fez você ainda resolveu perdoar ela? 

Ana Rosa — Eu bem que tentei te avisar, pai. Esse seu jeito grosso não me intimida mais. As coisas aqui irão mudar você querendo ou não.


ZÉ BATALHA fica fervendo de ódio. Ele segura o braço de ANA ROSA com muita força. ONDINA se impõe a ele. 


Ondina — (séria) O que você pensa que está fazendo, Zé? Solta o braço da nossa filha. Você está querendo machucar ela? 

Zé Batalha — Você não sabe o que está fazendo, Ondina. Você está alimentando alguém que vai te trair lá na frente. A Ana Rosa não é essa boa pessoa que você imagina. E quando você perceber isso será tarde demais. 


ZÉ BATALHA solta o braço de ANA ROSA. A vilã sorri de um jeito bem cínico. ZÉ BATALHA sai de casa atordoado. 

CORTA PARA/


CENA 05. SOBRADO DO PREFEITO ANÍBAL. QUARTO DE BABY. INTERIOR. TARDE 

BABY está sozinha sentada na beira de sua cama e os seus pensamentos estão bastante distantes. Ela não percebe quando CLARICE entra no quarto e vai indo lentamente em sua direção. Assim que percebe a presença de sua irmã BABY olha para CLARICE que percebe que algo está errado com ela. BABY parece estar em um conflito. 


Clarice — O que foi que aconteceu com você, Baby? Não vai me dizer que aquele canalha do Rubinho te procurou novamente? Você precisa cortar isso pela raíz. 

Baby — (firme) Mas dessa vez o Rubinho está certo, Clarice. Eu sinto muita falta da minha vida antiga. Eu queria tanto ter aquela vida de luxo e regalias que eu tinha antes. 

Clarice — Você não pode estar falando sério, Baby. Depois de tudo o que você passou com o Franchico você ainda pensa nisso? 

Baby — Eu não consigo tirar isso da minha cabeça, Clarice. É algo que é mais forte do que eu. Eu juro que eu não sei o que fazer. 


CLARICE se senta ao lado de BABY. Ela toca em sua mão. 


Clarice — Você é o Franchico realmente são de mundos totalmente diferentes, Baby. Mas é isso que dá esse sabor todo especial. Não esqueça de tudo que o Rubinho te fez. 

Baby — Isso é uma coisa que eu nunca vou esquecer, Clarice. Mas eu também não posso negar o fato de que eu e o Franchico somos muito diferentes um do outro. 

Clarice — E qual é o problema nisso, Baby? Se você gosta mesmo do Franchico você deve lutar por esse sentimento. Não acha?


BABY e CLARICE se olham de um jeito bem fraternal. 


Baby — Eu preciso pensar melhor sobre isso, Clarice. Tudo o que eu quero é ficar com o Franchico. Mas tem algo que me põe em dúvida. Eu não sei o que fazer. 

Clarice — (ponderando) Então pense bem no que você quer fazer, Baby. Mas cuidado para você não jogar fora o seu maior tesouro. 


CLARICE sai do quarto deixando BABY sozinha. Ela vai ficando cada vez mais pensativa e aflita. 

CORTA PARA/


CENA 06. VILA DOS PESCADORES. CAIS. EXTERIOR. TARDE 

Todos os pescadores da vila estão reunidos no cais do porto. E no meio de todos eles está ENRICO que está tentando convencer todos a aceitar vender suas casas o que deixa a situação cada vez mais delicada. Nesse momento para a surpresa de todos SANDOVAL vai indo na direção deles. A câmera mostra o olhar espantado de ENRICO. 


Sandoval — (firme) Eu posso saber o que está acontecendo aqui? Depois de tudo o que me aconteceu parece que as coisas por aqui estão indo de mal a pior. O que foi que houve? Achei pode me explicar? 

Enrico — Sandoval??? Você está vivo? Você é mesmo duro na queda. (P) Eu estou explicando para todos que a melhor saída é vender as casas da vila antes que sejamos obrigados a sair daqui sem nada. 

Sandoval — Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo, Enrico. Você continua com essa ideia de convencer esses homens a saírem da vila? O que tem de errado com você? Você está ganhando algo com isso? 

Enrico — Você está me ofendendo, Sandoval. Você passa dias e dias longe de tudo enacys que pode resolver os nossos problemas? 


SANDOVAL fica frente a frente com ENRICO. O líder dos pescadores encara ENRICO que se sente encurralado. 


Sandoval — Não é de hoje que eu estou te observando, Enrico. Você nunca gostou da vila que a gente leva. Eu sei que você quer a minha posição como líder dos pescadores. 

Enrico — E se for isso mesmo? O que você tem haver com isso, Sandoval? Você já está velho mesmo. Alguém precisa assumir a sua posições como líder dos pescadores. 

Sandoval — O Franchico sempre esteve certo ao seu respeito, Enrico. Você é o traidor que estava no nosso meio. Porque você fez isso? 


ENRICO vai ficando ainda mais descontrolado. Ele e SANDOVAL continuam se encarando . 


Enrico — (esbravejando) E você ainda me pergunta, Sandoval? A gente sai nesse mar todas as noites para ter uma vida miserável. Eu não queria ter uma vida tão deplorável. 

Sandoval — Eu não te reconheço mais, Enrico. Se o seu pai estivesse vivo ele teria vergonha do homem que você se tornou. Vá embora. 


ENRICO fica muito furioso. Ele tenta avançar em SANDOVAL, mas os pescadores o impedem. 

CORTA PARA/


CENA 07. DELEGACIA. CARCERAGEM. INTERIOR. TARDE 

LÍVIA anda pelo corredor da carceragem e os seus olhos vão ao encontro de CASSIANO que está dentro da cela bastante desolado. A nossa protagonista fica na frente da cela e CASSIANO fica surpreso ao ver LÍVIA ali em sua frente. Eles seguram as mãos um do outro de um jeito intenso. 


Cassiano — (preocupado) Lívia…. O que você está fazendo aqui? Eu não queria que você me visse nessa situação. Isso não é justo. 

Lívia — O que estão fazendo com você é surreal, Cassiano. Dessa vez o meu avô foi longe demakd. Ele precisa pagar por isso. 

Cassiano — Eu não queria te decepcionar, Lívia. Mas dessa vez o seu avô não tem culpa de nada. 

Lívia — Como não foi o meu avô, Cassiano? Ele é a única pessoa que eu consigo pensar que poderia querer fazer isso contra você. 


LÍVIA percebe o olhar sério de CASSIANO. Ela vai ficando cada vez mais angustiada e preocupada. 


Cassiano — Você tem certeza que não consegue pensar em mais ninguém, Lívia? (P) Foi o Tom que armou isso para mim. Ele mesmo teve aqui e confessou tudo.

Lívia — Eu não estou acreditando no que você está me contando, Cassiano. O Tom está ficando casa vez mais louco. Eu não consigo entender porque ele está fazendo isso. 

Cassiano — O Tom é completamente obcecado por você, Lívia. Eu fico pensando no que ele pode querer fazer a respeito disso.


LÍVIA toca suavemente as mãos de CASSIANO. 


Lívia — (séria) Não importa nada o que o Tom tente fazer, meu amor. É com você que eu quero ficar. O Tom não pode fazer nada a respeito. Ele precisa ser detido o quanto antes. E eu vou fazer ele pagar. 

Cassiano — É melhor a gente deixar a poeira baixar, Lívia. O Tom tem se mostrado bastante perigoso. Eu não quero que ele faça nenhum mal com você. Eu não iria me perdoar. 


CASSIANO e LÍVIA não dizem bada, mas já seus olhos falam tudo o que eles estão sentindo nesse momento.

CORTA PARA/


CENA 08. CASARÃO DE ELEANOR. SALA DE ESTAR. INTERIOR. TARDE 

A câmera mostra ELEANOR descendo as escadas do casarão e para a sua infeliz surpresa GREGÓRIO está sentado no sofá da sala de estar à sua espera. O vilão vai se levantando enquanto ELEANOR vai se aproximando dele casa vez mais. GREGÓRIO a olha com desprezo. 


Eleanor — (séria) O que você veio fazer aqui, Gregório? Eu achei que a gente não tinha mais nada para dizer um para o outro. 

Gregório — Você achou mesmo que iria conseguir se livrar de mim, Eleanor? Eu quero que você abdique de todos os seus direitos no divórcio. Você não vai tirar nada de mim.

Eleanor — É só nisso que você consegue pensar, Gregório. Você levou o maior golpe do Tom e mesmo assim você não aprendeu nada. 

Gregório — Com o Tom eu me entendo depois. Ele não vai ficar com tudo o que é meu. Ele vai pagar caro por ter me jogado aos lobos..


ELEANOR continua encarando GREGÓRIO bem soturna.


Eleanor — Você sempre foi assim, Gregório. Acha que pode controlar a vida de todos. Mas eu me cansei disso. Eu quero ser livre de novo. 

Gregório — Você é a única pessoa que ainda sabe do verdadeiro motivo da morte da nossa filha, Eleanor. E eu não vou ser preso por sua causa. O que você acha de um acordo? 

Eleanor — Você deve achar que eu sou mesmo uma idiota, não é, Gregório? Tudo o que eu mais quero é te ver preso pela morte da minha filha. Eu não vou desistir de ver isso. 


GREGÓRIO fica fora de si. ELEANOR o confronta. 


Gregório — (frio) Você tem certeza que quer comprar essa briga, Eleanor? Você não tem chances de acabar comigo. E você sabe disso. 

Eleanor — Faça o que você quiser, Gregório. Eu não vou parar enquanto você não estiver atrás das grades. Eu quero ver você preso.


GREGÓRIO vai embora do casarão baste nervoso. A câmera foca no olhar compenetrado de ELEANOR.

CORTA PARA/


CENA 09. VILA DOS PESCADORES. CASA DE ENRICO E AÇUCENA. SALA. INTERIOR. TARDE

ENRICO entra em sua casa e ele vai destruindo tudo que encontra pela frente. Logo depois quem também aparece na sala é AÇUCENA o que vai deixando ENRICO ainda mais descontrolado. Omseu olhar demonstra todo o ódio que ele está sentindo no momento. AÇUCENA o encara.


Enrico — (nervoso) É melhor você não olhar para mim desse jeito, Açucena. É melhor você não me provocar. Eu não estou com paciência, principalmente agora com essa volta repentina do Sandoval. 

Açucena — O Sandoval está vivo? Isso é algo para se comemorar. Mas porque você está com essa cara, Enrico? O que foi que você fez? 

Enrico — O que você está querendo insinuar? O Sandoval deveria ter morrido. Mas ele não vai estragar o que eu quero fazer. 

Açucena — Agora eu estou entendendo o que você está querendo dizer, Enrico. Você não passa de um invejoso que quer a vida do Sandoval. 


ENRICO fica ainda mais nervoso. Ele dá um tapa em AÇUCENA que leva a mão ao rosto com muita mágoa. 


Enrico — Nunca mais ouse falar assim comigo, Açucena. Você querendo ou não eu ainda sou o seu marido. Espero ter sido claro. 

Açucena — Eu sei que você está escondendo alguma coisa de mim, Enrico. Você teve alguma coisa haver com o sumiço do Sandoval? 

Enrico — É melhor você esquecer esse assunto. Você não sabe onde você está se metendo. 


AÇUCENA toma coragem e enfrenta ENRICO sem medo. 


Açucena — (séria) Para mim já chega, Enrico. Eu cansei de todas as humilhações que você me faz passar. Eu estou farta de tudo isso.

Enrico — Você não é nada sem mim, Açucena. Se você quer ir embora então vá. Mas eu já vou te avisando. Você vai se arrepender muito.


AÇUCENA sai de casa totalmente decidida. ENRICO fica ainda mais irritado. A sua raiva é cada vez mais incontrolável. 

CORTA PARA/


CENA 10. MANSÃO DA FAMÍLIA ASSUNÇÃO. SALA DE ESTAR. INTERIOR. FIM DE TARDE

A câmera acompanha os passos de GREGÓRIO que vai entrando na mansão até no momento que ele é surpreendido por TOM que está acompanhado debun auditor fiscal. O semblante de GREGÓRIO vai ficando cada vez mais sério e austero. TOM se aproxima com um sorriso malicioso. 


Gregório — Eu posso saber o que está acontecendo aqui? Eu exijo uma explicação agora mesmo. O que você quer aqui, Tom? 

Tom — (cínico) Eu pensei que você fosse mais inteligente, Gregório. Essa mansão está interligada com o Grupo “Pescados Marítimos”.  Agora essa mansão é minha. 

Gregório — Você não pode estar falando sério, Tom. Eu não vou deixar você tirar tudo de mim. Eu fiz você ser quem você é. Eu posso te destruir com a mesma facilidade. 

Tom — Você nem sabe o porquê eu estou fazendo isso, Gregório. Eu estou usando o dinheiro para te punir pelo o que você fez. 


GREGÓRIO vai ficando incontrolável. TOM continua sorrindo. 


Gregório — Porque todo esse mistério, Tom? Porque você está querendo tirar todo o meu dinheiro? Você quer ascender socialmente? 

Tom — Como você é um imbecil, Gregório. Você vai perder tudo e nem sabe o porquê. 

Gregório — Antes que isso posda acontecer eu mato você, Tom. Está me ouvindo? Eu não vou perder tudo para alguém igual a você. 


TOM fica rodeando GREGÓRIO. O vilão está confiante. 


Tom — (ardiloso) Você deveria me agradecer, Gregório. Você tem 72 horas para sair da mansão. Depois desse prazo eu serei obrigado a chamar a polícia. 

Gregório — Isso não vai ficar assim, Tom. Você não vai ficar com tudo o que eu levei uma vida inteira para conquistar. Não vai mesmo.


TOM vai embora com um sorriso cínico em seu rosto. GREGÓRIO pega uma garrafa de whisky e joga com muita raiva na parede. O ódio em seu olhar é visível. 

CORTA PARA/


CENA 11. PORTO DA AREIA. CAIS. BARCO DE FRANCHICO. EXTERIOR. FIM DE TARDE

O sol vai se pondo no horizonte. CLOSE em FRANCHICO que está distraído terminando de arrumar tudo para mais uma noite de pescaria em alto mar. Sem que ele pudesse perceber RUBINHO vem chegando sorrateiramente assustando FRANCHICO. Os rivais se encaram. 


Franchico — (impaciente) O que você veio fazer aqui, Rubinho? Você ainda não desistiu? Quando você vai entender que a Baby não te quer. 

Rubinho — Você acha mesmo que a Baby está com você porque te ama, Franchico? Você deve gostar mesmo de ser enganado. Ela só está brincando com você. Não consegue ver isso? Você é mais idiota que eu pensei. 

Franchico — Você está mentindo, Rubinho. Eu quero que você saia do meu barco agora mesmo.

Rubinho — No fundo você sabe que eu e a Baby combinamos mais. Eu quero te fazer uma proposta. Quanto você quer para se afastar da Baby? Me diz logo o seu preço. 


FRANCHICO perde o controle e dá um soco em RUBINHO. Ele olha com muita raiva para o playboy que o encara. 


Franchico — Isso é pouco perto do que você merece, Rubinho. Você se esconde atrás da imagem de bom moço, mas é um verdadeiro canalha que não tem nenhum pingo de caráter. 

Rubinho — Você vai pagar muito caro por esse soco, Franchico. Você ainda não sabe do que eu sou capaz de fazer. Eu estou te avisando. 

Franchico — Eu já estou arrependido, Rubinho. Arrependido do dia que eu te conheci. Nenhum dinheiro vai me afastar da Baby. 


RUBINHO vai se levantando. Ele e FRANCHICO se olham. 


Rubinho — (ameaçando) Eu tentei pegar leve com você, Franchico. Mas você não soube aproveitar a minha boa vontade. Agora eu vou acabar com você lentamente. 

Franchico — Eu não vou te avisar de novo, Rubinho. Saia do meu barco. Eu não quero você aqui. 

RUBINHO sai do barco de FRANCHICO fervendo de ódio. A câmera foca no olhar de FRANCHICO que fica sem reação.

CORTA PARA/


CENA 12. CAFETERIA. EXTERIOR. FIM DE TARDE 

A câmera mostra que LENITA e o DELEGADO AUGUSTIN estão tomando um café juntos na cafeteria. É visível que LENITA está bastante nervosa. O DELEGADO AUGUSTIN toca suavemente nas mãos de LENITA e ela recolhe sua mão. O clima entre eles vai ficando ainda mais tenso. 


Lenita — (aflita) Porque foi que você me chamou aqui, Augustin? Depois de todos esses anos o qu você ainda quer comigo? Me fala. 

Delegado Augustin — Durante todos esses anos eu nunca te esqueci, Lenita. E agora você vem me dizer que tem um filho. Isso me traz algumas ideias até a minha cabeça. 

Lenita — Eu não sei do que você está falando, Augustin. O que você quer com tudo isso? 

Delegado Augustin — O Cassiano é meu filho, Lenita? Ele deve ter a mesma ideia de quando a gente se deparou. Não é isso? 


LENITA fica bastante aflita. O DELEGADO AUGUSTIN toca em suas mãos de uma forma bastante carinhosa.


Lenita — De onde você tirou essa ideia, Augustin? O Cassiano não é o seu filho. É melhor a gente encerrar essa conversa por aqui. 

Delegado Augustin — Eu não sou idiota, Lenita. Eu fiz as contas na minha cabeça. Se o Cassiano for meu filho eu preciso saber. 

Lenita — Eu não quero mais falar sobre isso. Eu passei anos presa em uma casa de repouso. Onde você estava quando eu precisei?


As lágrimas escorrem pelos olhos de LENITA. O DELEGADO AUGUSTIN fica em silêncio sem saber o que dizer. 


Delegado Augustin — Eu não sabia disso, Lenita. Se eu soubesse eu não deixaria você sozinha. 

Lenita — (magoada) Isso não tem mais importância, Augustin. Agora tudo o que eu quero é que o meu fique livre.


O DELEGADO AUGUSTIN não fiz mais absolutamente nada. Ele olha para LENITA que parece esconder alguma coisa.

CORTA PARA/


CENA 13. PPETO DA AREIA. RUA. EXTERIOR. FIM DE TARDE

PLANO GERAL DA CENA. TOM vem andando pelas ruas de Porto da Areia com um sorriso estampado em seu rosto. Nesse momento, quem vem vindo em sua direção é SANDOVAL que fica em sua frente deixando o vilão totalmente em estado de choque. Eles se encaram. 


Tom — Olha só o que a Maré trouxe de volta agora a superfície. Então quer dizer que você não está morto, Sandoval? Quem diria. 

Sandoval — (sério) Chega dessa sua ironia, Tom. Eu já de tudo o que você está planejando. Mas isso não vai dar certo. Nenhum de nós que moramos na vila iremos sair de lá. 

Tom — Então essa é a questão, Sandoval. Você não tem como impedir o que vai acontecer. 

Sandoval — Isso é o que nós vamos ver, Tom. Para você acabar com a vila de pescadores você vai ter que me matar. Você entendeu? 


TOM começa a gargalhar. SANDOVAL fica muito nervoso. 


Tom — E quem você acha que mandou explodir o seu barco, Sandoval? Você deu sorte em ter sobrevivido. Mas se você continuar a cricsr o meu caminho eu faço você sumir de vez. 

Sandoval — Seu maldito. Você me manteve longe da minha filha e isso é algo que eu nunca vou perdoar. Você não vai conseguir o que quer. 

Tom — Eu não vou ficar mais perdendo o tempo com um pescador tão simplório. Eu vou destruir com a vila de pescadores. E você não vai poder fazer nada, Sandoval. 


SANDOVAL olha com muita raiva para TOM.


Sandoval — (firme) Eu não tenho mais nada o que fazer aqui. Eu já disse tudo o que queria, Tom. Você não vai destruir a vila. Não vai. 


SANDOVAL dá as costas para TOM e vai embora. Logo depois o vilão faz uma ligação bastante misteriosa. 

CORTA PARA/


CENA 14. PORTO DA AREIA. PRAÇA. EXTERIOR. FIM DE TARDE

LÍVIA está sentada no banco da praça e os seus pensamentos estão em CASSIANO. Logo em seguida ANA ROSA aparece na frente de nossa protagonista e a encara com bastante cinismo. LÍVIA se levanta e fica confrontando ANA ROSA que continua com um sorriso diabólico no rosto. 


Lívia — (nervosa) O que você está fazendo aqui, Ana Rosa? Veio tripudiar do que está acontecendo com o Cassiano? Eu aposto. 

Ana Rosa — Eu bem que tentei avisar o Cassiano. Eu sou a única mulher que pode fazer ele feliz. Você nunca vai ser igual a mim, Lívia. 

Lívia — Qual é o seu problema, Ana Rosa? O Cassiano está sendo acusado de um crime que não cometeu. E você só consegue pensar em si mesma. Você é patética. 

Ana Rosa — Eu vou fazer de tudo para provar a inocência do Cassiano. Mas antes eu vou tirar você do meu caminho, Lívia. 


LÍVIA não dá importância para as provocações de ANA ROSA. A vilã puxa LÍVIA pelo cabelo e elas se  estapeiam. 


Lívia — Eu não consigo entender o que tem de errado com você, Ana Rosa. Quando a gente era mais novas éramos amigas. Porque você tem que ser desse jeito? 

Ana Rosa — Você sabe porque de tudo isso, Lívia. Você sempre teve a vida que eu sempre quis. E eu não vou deixar que você fique com o homem que eu amo. Não vou mesmo. 

Lívia — Eu não tenho culpa disso, Ana Rosa. Essa sua inveja está indo longe demais. Eu e o Cassiano a gente se ama. Porque você não aceita que perdeu? 


ANA ROSA dá um tapa na cara de LÍVIA. A nossa protagonista devolve o tapa na vilã que se enfurece. 


Ana Rosa — (ameaçando) Eu vou fazer de tudo para te destruir, Lívia. Eu vou ter a vida que você tem e você vai viver uma vida de ruínas. 

Lívia — Eu não sou obrigada a ficar ouvindo isso. Até nunca mais, Ana Rosa. Você não vai conseguir me afastar do Cassiano. Não vai. 


LÍVIA vai embora da praça deixando ANA ROSA com muita raiva m a vilã lança um olhar de ódio para LÍVIA. 

CORTA PARA/


PORTO DA ARRIA, ANOITECE.


CENA 15. DELEGACIA. CARCERAGEM. INTERIOR. NOITE 

CASSIANO está deitado na cama dentro de sua cela quando ele ouve os passos de um POLICIAL se aproximando de sua cela. Logo depois o POLICIAL abre a cela o que deixa CASSIANO totalmente apreensivo. O nosso protagonista sentado enquanto o POLICIAL o olha bem frio. 


Policial — É melhor você não tentar fazer nada para chamar a atenção. Você vai vir comigo até um certo lugar. Tem alguém que quer te ver. 

Cassiano — (sério) Eu não vou a lugar nenhum com você. Isso está ficando bastante esquisito. 

Policial — Você está querendo desafiar a minha autoridade? Você vai comigo até a saída da cidade querendo ou não. Estamos entendidos? Agora levantei bem devagar. 

Cassiano — Eu sei para quem você trabalha. Avisa o Tom que ele não me coloca medo. Eu não vou a lugar nenhum. Eu já disse isso. 


O POLICIAL algema CASSIANO. 


Policial — O Tom quer dar uma palavrinha com você. E eu vou te levar até lá. O dinheiro que o Tom me pagou está valendo a pena.

Cassiano — Eu deveria saber que o Tok está envolvido nisso. Mas eu não vou a lugar nenhum. Você não passa de um corrupto. 

Policial — Você está me tirando do sério. Ou você prefere que o Tom tenha uma conversa com a Lívia. O que você escolhe, Cassiano? 


CASSIANO fica transtornado. 


Cassiano — (firme) Não ouse encostar essa sua mão imunda não Lívia. Essa cidade está indo de mal a pior mesmo. Eu sou inocente e sou obrigado a ficar ouvindo isso de um corrupto. 


Sem pensar duas vezes o POLICIAL dá uma coronhada na cabeça de CASSIANO que acaba desmaiando no chão. 


A imagem congela em CASSIANO desmaiado no chão. Aos poucos uma onda invade a tela dando efeito e encerrando o capítulo





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