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Maré Alta - Último Capítulo

 





MARÉ ALTA 

CAPÍTULO 40

Último Capítulo 


Criada e escrita por: Luan Maciel 

Produção Executiva: Ranable Webs




CENA 01. PORTO DA AREIA. ALTO MAR. EXTERIOR.TARDE

Continuação imediata do capítulo anterior. CASSIANO e LÍVIA estão um do lado do outro dentro do Iate de GREGÓRIO que continua com a ideia de matar o nosso protagonista. ANA ROSA coloca a arma na cabeça de LÍVIA deixando CASSIANO ainda mais preocupado. 


Cassiano — (implorando) Por favor, Ana Rosa. Não faz isso. Eu estou te implorando. Eu faço o que você quiser, mas deixe a Lívia viva. 

Ana Rosa — É tarde demais para isso, Cassiano. Eu te dei todas as chances que eu poderia e você jogou fora os meus sentimentos. 

Lívia — É isso que você sempre quis, não é, Ana Rosa? Você sempre quis tudo que eu tinha. Agora finalmente você pode conseguir. 

Gregório — Calem a boca. O que você está esperando, Ana Rosa? Acabei com eles agora mesmo. Nós não temos tempo.


ANA ROSA está perdendo cada vez mais a sanidade. CASSIANO foca na frente de LÍVIA para a proteger. 


Ana Rosa — Não diga o que eu tenho que fazer, Gregório. Eu quero o mesmo que você. Mas não vou deixar que você mande em mim. 

Gregório — Eu não sei onde eu estava com a cabeça para confiar em alguém tão desequilibrada. 

Cassiano — Porque vocês não se entregam de uma vez? Vai ser melhor para todo mundo.


ANA ROSA volta a arma na direção de CASSIANO. Ele e LÍVIA tentam escapar, mas a vilã é muito mais sagaz. 


Ana Rosa — (fria) Onde vocês pensam que estão indo? Eu não vou deixar vocês fugirem. 

Cassiano — Você quer me matar, Ana Rosa? Então mata de uma vez. Eu quero ver você ter coragem para fazer algo dessa natureza. 


ANA ROSA coloca a arma na cabeça de CASSIANO o que deixa LÍVIA totalmente apavorada. GREGÓRIO sorri. 

CORTA PARA/

CENA 02. PORTO DA AREIA. CAIS. EXTERIOR. TARDE

A câmera mostra que FÁTIMA está abraçando o pequeno BERNARDO com muita força. Nesse momento ELEANOR vem chegando até o cais do Porto com um semblante de bastante preocupação. Ela vai na direção de FÁTIMA e ambas ficam se encarando com bastante aflição. 


Eleanor — (surpresa) Fátima…. O que foi que aconteceu? O Gregório deixou você e o meu bisneto para trás? Isso está estranho. 

Fátima — Eles levaram o Cassiano e a Lívia em nosso lugar, Eleanor. Eu estou com medo do que possa acabar acontecendo. 

Eleanor — O Gregório e a Ana Rosa estão totalmente fora de si. O que eles querem? 

Fátima — Eles querem destruir o Cassiano a todo custo, Eleanor. Eu não quero perder o eu filho. Isso não pode estar acontecendo. 


As lágrimas escorrem pelos olhos de FÁTIMA. ELEANOR tenta acalmar ela, mas FÁTIMA está muito nervosa. 


Eleanor — Eu sei que a situação é difícil, Fátima. Mas você precisa tentar fica calma. 

Fátima — E como é que eu faço isso, Eleanor? O Cassiano e a Lívia estão à mercê de dois psicopatas. Eu não sei mais o que fazer. 

Eleanor — Pode não parecer, mas eu entendo. Tudo o que eu queria é que esse pesadelo tivesse fim o mais rápido possível. O Cassiano e a Lívia não merecem isso que está acontecendo. 


FÁTIMA respira fundo. Ela e ELEANOR se encaram. 


Fátima — (séria) Eu só quero que isso acabe, Eleanor. Isso precisa acabar antes que o pior aconteça. O Gregório e a Ana Rosa precisam ser detidos o quanto antes.

Eleanor — Você está coberta de razão, Fátima. Eu quero que o Cassiano e a minha neta fiquem a salvo. É só isso que eu quero. 


O semblante de FÁTIMA vai ficando cada vez mais sério. ELEANOR segura o pequeno BERNARDO em seus braços.

CORTA PARA/


CENA 03. VILA DOS PESCADORES. CASA DE SANDOVAL. SALA. INTERIOR. TARDE

CLOSE em SANDOVAL e CLARICE que estão sentados no sofá em um clima de romance. Nesse momento ENRICO invade a casa deixando SANDOVAL bastante nervoso. Ele vai na direção de ENRICO, mas só que CLARICE consegue acalmar SANDOVAL. Ele e ENRICO se olham. 

Sandoval — (nervoso) O que você pensa que está fazendo aqui na minha casa, Enrico? Depois de tudo o que você fez ainda acha que pode ir entrando aqui dessa maneira? 

Clarice — Calma, Sandoval. Eu sei que você tem motivos suficientes para estará nervoso. Mas vamos ouvir o que o Enrico quer. 

Enrico — Eu sei que eu errei muito, Sandoval. Eu não estou aqui para pedir que me entendam. Mas tem uma coisa que você precisa saber. 

Sandoval — Fale de uma vez o que você está querendo, Enrico. Eu não estou gostando de todo esse mistério que você está fazendo. 


ENRICO se aproxima cada vez mais de SANDOVAL


Enrico — O Gregório e a Ana Rosa estão mantendo o Cassiano e a Lívia co no o reféns em um iate em alto mar. Eles estão em perigo. 

Clarice — Isso não pode acontecer de novo. Quando é que esse inferno vai acabar? 

Sandoval — Eu não vou deixar o Gregório e a Ana Rosa fazerem nenhum mal com a minha filha e o Cassiano. Isso não está certo. 


SANDOVAL fica bastante alterado. CLARICE tenta o acalmar.


Clarice — (preocupada) O que você está pensando em fazer, meu amor? Essa situação está ficando difícil. Você precisa ter cuidado. 

Sandoval — Isso eu ainda não sei, Clarice. Mas eu preciso fazer alguma coisa. Eu não posso ficar aqui parado de braços cruzados. 


SANDOVAL está decidido. CLARICE e ENRICO se olham. 

CORTA PARA/


CENA 04. VILA DOS PESCADORES. CASA DE ZÉ BATALHA E ONDINA. SALA. INTERIOR. TARDE

ZÉ BATALHA está ao telefone. O seu semblante é bastante sério e preocupado. Logo depois ele desliga o telefone e ONDINA fica o olhando como se soubesse que alguma coisa está acontecendo. ZÉ BATALHA se aproxima de sua esposa e segura nas mãos de ONDINA que está muito apreensiva. 


Ondina — O que foi que aconteceu, Zé? Eu te conheço muito bem. Eu sei que você está querendo me contar alguma coisa. Seja o que for você sabe que pode me contar. 

Zé Batalha — (sério) Era a Fátima no telefone, Ondina. Ela me disse que a Ana Rosa está ajudando o Gregório a manter o Cassiano e a Lívia como reféns em algo mar. É isso que ela disse. 

Ondina — Isso não pode ser verdade, Zé. Eu não posso acreditar que a nossa filha seria capaz de fazer algo assim tão horrendo. 

Zé Batalha — Eu sei exatamente como você deve estar se sentindo, Ondina. Mas eu sempre soube do que a Ana Rosa é capaz de fazer.


ONDINA fica em estado de choque. ZÉ BATALHA tenta a confortar. Logo depois ONDINA respira fundo..


Ondina — A Ana Rosa abusou demais da minha confiança e da minha boca vontade. Agora eu quero que ela seja presa o quanto antes. 

Zé Batalha — Se você quiser a gente pode ir até o cais do Porto ver como tudo isso vai acabar. 

Ondina — Eu acho melhor não, Zé. De qualquer forma, a gente vai ficar sabendo de tudo que está acontecendo. É melhor ficar aqui. 


ZÉ BATALHA concorda com a cabeça. Ele e ONDINA se olham profundamente. A tristeza de ONDINA é perceptível. 


Zé Batalha — Eu sei o quanto você está triste, minha velha. Mas eu quero que você não se esqueça que eu estou aqui por você.

Ondina — Obrigada por tudo Zé. Se não fosse por você e pelo nosso filho eu não sei o que seria de mim. Obrigada por você existir. 


ZÉ BATALHA dá um suave beijo em ONDINA. Eles se abraçam em um momento de companheirismo. 

CORTA PARA/


CENA 05. CASA DE RUBINHO. QUARTO. INTERIOR. TARDE 

RUBINHO está em seu quarto terminando de arrumar as suas malas. Nesse momento BRENDA entra no quarto e fica parada na frente de seu filhote a olha de uma forma diferente. BRENDA vai se aproximando de RUBINHO e ela olha para seu filho estranhando tudo que está acontecendo.


Brenda — (intrigada) O que foi que aconteceu com você, Rubinho? Eu queria saber porque você mudou de opinião da noite pro dia. 

Rubinho — Você quer mesmo saber a verdade, mãe? Eu fui até o barco do Franchico e tentei me livrar dele e da Baby. Essa é a verdade. 

Brenda — Você fez o que, Rubinho? Eu não acredito que você tem coragem de contar isso com toda essa naturalidade. Isso não está certo. 

Rubinho — Depois que eu fiz isso eu cai em alto mar. Se não fosse pelo Franchico eu não estaria vivo agora. E depois de tudo isso eu finalmente entendi que eu não posso obrigar a Baby a me amar. Por isso eu vou embora. 


BRENDA respira aliviada. Ela toca no rosto de RUBINHO e olha para seu filho enquanto ele a encara bem sério. 


Brenda — Você não pode imaginar como eu fico aliviada em ouvir você falando assim, Rubinho. Vai ser melhor para todo mundo que as coisas sigam por esse rumo. 

Rubinho — Eu não vou fingir e dizer que está sendo fácil tomar essa decisão. Mas é como você disse, mãe. Vai ser melhor para todos. 

Brenda — É claro que não vai ser fácil, meu filho. Mas eu sei que você vai superar isso. 


BRENDA olha no fundo dos olhos de RUBINHO e o abraça. 


Rubinho — (estranhando) Porque você isso, mãe? Eu não me lembro de algum dia que você tenha me dado um abraço. Isso são tão estranho. 

Brenda — Eu sei que eu nunca fui uma boa mãe, Rubinho. Mas agora eu quero mudar esse panorama. Eu quero estar ao seu lado.

 

RUBINHO esboça um sorriso e logo depois ele retribui o abraço de sua mãe. A câmera vai se afastando pela porta do quarto enquanto RUBINHO e BRENDA estão abraçados. 

CORTA PARA/


CENA 06. PORTO DA AREIA. ALTO MAR. IATE. EXTERIOR. TARDE

A câmera mostra que CASSIANO e LÍVIA estão sentados no iate e eles estão de mãos dadas. GREGÓRIO continua na frente deles apontando uma arma para os nossos protagonistas. O FOCO agora está em ANA ROSA que percebe que GREGÓRIO quer matar CASSIANO a todo custo. A vã começa a ter um pingo de sanidade. 


Gregório — (descontrolado) Tudo poderia ser diferente, Lívia. Eu tinha tantas coisas planejadas para você. Mas você preferiu se apaixonar por esse maldito. Isso eu jamais vou perdoar. Está me ouvindo? 

Lívia — Você matou a minha mãe. Eu confiei em você toda a minha vida, Vô. E agora você quer tirar de mim o homem que eu amo. 

Cassiano — Acaba com esse pesadelo, Gregório. Se você quer me matar então mata de uma vez. O que está esperando? Ficou com medo? 

Gregório — É melhor você não me provocar, Cassiano. Quando tudo isso acabar eu sairei vitorioso. E vocês irão perder como sempre. 


GREGÓRIO vai ficando cada vez mais perigoso. Nesse momento, ANA ROSA tira uma arma de sua costas e aponta para GREGÓRIO. CASSIANO e LÍVIA ficam surpresos. 


Ana Rosa — Abaixa essa arma agora mesmo, Gregório. Eu não vou deixar você fazer nenhum mal com o Cassiano. Acabou! 

Gregório — Eu sabia que eu não poderia confiar em você, Ana Rosa. Mas isso não vai ficar assim. Eu vou acabar com você agora mesmo. Essa traição não vai ficar impune. 

Cassiano — Não faz isso, Ana Rosa. Por mais que seja difícil admitir que sei que você tem algum sentimento por mim. Abaixa a arma. 


ANA ROSA está cada vez mais fora de si. A vilã e GREGÓRIO ficam apontando a arma um para o outro. 


Ana Rosa — (fora de si) Eu sinto muito, Cassiano. Mas eu não posso fazer isso. Eu não vou deixar esse sádico do Gregório te machucar. 

Gregório — Você quer me matar, Ana Rosa? Você vai ter que nascer de novo para conseguir fazer isso. ntes disso eu acabo com você.

 

GREGÓRIO e ANA ROSA atiram as armas no mesmo momento. Nesse momento a imagem escurece e ouvimos apenas o barulho do tiro e não quem foi atingido.

CORTA PARA/


CENA 07. PORTO DA AREIA. CAIS. EXTERIOR. TARDE 

ELEANOR e FÁTIMA continuam no cais do Porto olhando para o horizonte bastante preocupadas. Nesse momento SANDOVAL e CLARICE aparecem no cais parecendo estar muito aflitos. SANDOVAL fica frente a frente com ELEANOR que não sabe como olhar nos olhos de seu ex-genro. 


Sandoval — (sério) Onde está a minha filha, Eleanor? Eu não acredito quando esse pesadelo esteja acontecendo de novo. O Gregório não pode tirar a minha filha de mim. 

Eleanor — Calma, Sandoval. O Cassiano está juntamente da minha neta. Eu sei que a situação é difícil. Mas vai ficar tudo bem. 

Clarice — A Eleanor está certa, meu amor. A gente precisa ter fé que tudo vai ficar bem no final. 

Sandoval — Eu não consigo ter toda essa certeza que vocês tem, Clarice. Eu sei de tudo que o Gregório é capaz de fazer. Tudo o que eu não quero é perder a minha filha.


FÁTIMA se aproxima de SANDOVAL e toca em suas mãos. Ela que também está preocupada tenta o acalmar. 


Fátima — Eu sei exatamente o que você está sentindo, Sandoval. E eu peço que você confie no Cassiano. Ele vai salvar a Lívia. 

Sandoval — Você criou muito bem o Cassiano, Fátima. Mas o nível de perigo que o Gregório traz é maior que toda a certeza que eu tenho que tudo um dia vai ficar bem. 

Eleanor — Eu sei do que você está falando, Sandoval. Eu perdi a minha filha apra esse monstro. Tudo o que eu quero é que esse inferno acabei de uma vez por todas. 


SANDOVAL respira fundo. Ele olha para ELEANOR, FÁTIMA e CLARICE que ficam o encarando de uma forma séria. 


Sandoval — (concordando) Vocês estão certas. Eu não posso me deixar vencer pelo medo. Eu preciso acreditar que a minha filha vai sair salva dessa situação sã e salva. 

Clarice — Todos nós estamos na mesma situação, meu amor. A Lívia é como uma irmã para mim. O que podemos fazer é esperar. 


SANDOVAL esboça um sorriso. Ele e CLARICE se abraçam bem forte. ELEANOR e FÁTIMA ficam olhando para eles. 

CORTA PARA/


CENA 08. PORTO DA AREIA. ALTO MAR. IATE. EXTERIOR. TARDE 

CLOSE em GREGÓRIO e ANA ROSA que estão parados um na frente do outro. CASSIANO e LÍVIA ficam bastante apreensivos por não saber quem foi atingido pelo tiro. Logo em seguida a câmera se aproxima do rosto de GREGÓRIO e podemos ver o sangue escorrendo por sua boca. Em seguida, GREGÓRIO cai morto dentro do iate. 


Cassiano — (ponderando) Acabou, Ana Rosa. É melhor você se entregar. Não tem para onde você ir. Você não precisava ter feito isso. 

Ana Rosa — Era ele ou eu, Cassiano. Eu disse para você que o meu amor era de verdade. Mas eu acho que você nunca iria me amar. 

Lívia — Porque você não deixa a gente te ajudar, Ana Rosa? Você precisa de ajuda. 

Ana Rosa — Eu não preciso de nada que venha de você, Lívia. Agora que eu acabei com o seu avô eu vou acabar com você também. 


ANA ROSA aponta a arma na direção de LÍVIA. CASSIANO fica desesperado. Nesse momento um barco da GUARDA COSTEIRA chega ao lado do iate e o DELEGADO AUGUSTIN entra no iate apontando a arma para ANA ROSA. 


Delegado Augustin — Acabou, Ana Rosa. Você está cercada. Não me obrigue a fazer uma coisa que eu não quero. Solta essa arma. 

Cassiano — É melhor você se entregar, Ana Rosa. Você não vai conseguir fugir. Acabou. 

Ana Rosa — Eu não pretendo fugir, Cassiano. Mas eu também não pretendo ser presa. Não vou. 


ANA ROSA fica em pé na ponta do iate. CASSIANO e LÍVIA ficam na frente de ANA ROSA que está desequilibrada. 


Lívia — (argumentando) Você não precisa fazer isso, Ana Rosa. Você não pode se entregar desse jeito. Você precisa de ajuda. 

Ana Rosa — Eu te amo, Cassiano. E tudo o que eu vou fazer agora é para te mostrar que tudo o que eu sinto é verdadeiro. Eu te amo. 


ANA ROSA se joga no meio das águas tortuosas em pleno alto mar. CASSIANO, LÍVIA e o DELEGADO AUGUSTIN ficam totalmente surpresos com a morte da vilã. 

CORTA PARA/


CENA 09. VILA DOS PESCADORES. CASA DE ENRICO. SALA. INTERIOR. FIM DE TARDE

ENRICO está sentado em uma cadeira no meio da sala de sua casa. Nesse momento AÇUCENA e KÉSIA e tram na casa de mãos dadas e elas param bem na frente de ENRICO que olha para elas de uma forma bem clame tranquila. Ele se levanta e fica na frente de AÇUCENA e KÉSIA. 


Açucena — (sorrindo) Eu sabia que iria te encontrar aqui, Enrico. Eu vim aqui para me despedir de você. Eu estou indo embora de Porto da Areia. A nossa história acaba aqui. 

Enrico — Eu sabia que isso poderia acontecer, Açucena. Eu errei muito com você. Eu só quero que você seja feliz. Apenas isso. 

Késia — Eu não queria ter que admitir isso, Enrico. Mas eu vejo no seu olhar que você mudou. Eu espero que você aproveite essa nova oportunidade que você está recebendo. 

Enrico — Pode acreditar em mim, Késia. Eu aprendi com todos os meus erros. Eu só te peço que você faça a Açucena feliz.

AÇUCENA esboça um sorriso depois do que ela ouviu ENRICO dizer. Em seguida KÉSIA olha para ENRICO. 


Késia — Disso você não precisa ter a menor dúvida, Enrico. Eu vou cuidar bem da Açucena. Você pode ficar bem tranquilo. 

Açucena — Eu não poderia ir embora sem antes me despedir de você, Enrico. Querendo ou não você fez parte da minha vida. Até algum dia. 

Enrico — Eu espero que você seja muito feliz, Açucena. Você merece essa felicidade. 


ENRICO e AÇUCENA se abraçam de uma forma bem harmoniosa. KÉSIA fica parada olhando para eles. 


Açucena — (sorrindo) Você vai encontrar alguém que saiba te valorizar, Enrico. E eu espero que você também saiba valorizar essa pessoa. 

Enrico — Eu não sei como te agradecer por tudo, Açucena. Você sempre foi melhor do que eu. 


AÇUCENA sorri e não diz mais nada. Ela e KÉSIA vão embora deixando ENRICO totalmente sozinho.

CORTA PARA/


CENA 10. PORTO DA AREIA. CAIS. EXTERIOR. FIM DE TARDE 

A câmera mostra que SANDOVAL, ELEANOR, CLARICE e FÁTIMA continua no cais do Porto esperando por notícias. Nesse momento eles são surpreendidos com a chegada do barco da GUARDA COSTEIRA. Logo depois CASSIANO e LÍVIA descem do barco acompanhados do DELEGADO AUGUSTIN. FÁTIMA abraça CASSIANO. ELEANOR e SANDOVAL abraçam LÍVIA que respira aliviada. 


Lívia — (aliviada) Finalmente esse pesadelo acabou. O meu avô e a Ana Rosa estão mortos. Eu quero esquecer tudo isso. 

Eleanor  — Eu sinto muito, Lívia. Nenhum de nós queria que isso tivesse acontecido. Mas o importante é que vocês estão livres agora. 

Sandoval — A sua avó está certa, minha filha. Eu queria que o seu avô e a Ana Rosa fossem presos. Mas eu não queria que eles tivessem morrido. Isso foi uma tragédia. 

Cassiano — Nenhum de nós queria isso, Sandoval. Mas o importante é que esse inferno acabou. A gente vai poder viver em paz. 


SANDOVAL concorda. CASSIANO fica bem na frente de LÍVIA. Todos ficam intrigados com o que vai acontecer. 


Cassiano — Lívia…. Nós últimos meses a gente passou por tanta coisa juntos. E esse último acontecimento só me fez perceber que eu não quero ficar longe de você, meu amor. 

Lívia — Do que você está falando, Cassiano? Eu não estou entendendo onde quer chegar. 

Cassiano — Eu não quero mais adiar o inevitável, Lívia. Então vou fazer o que eu sempre quis. 


CASSIANO se ajoelha na frente de LÍVIA. A nossa protagonista fica em estado de choque. SANDOVAL, ELEANOR, CLARICE e FÁTIMA ficam muito felizes.


Cassiano — (se declarando) Lívia…. Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. (P) Você aceita se casar comigo? Nada no mundo me faria o homem mais feliz. 

Lívia — É claro que eu aceito, meu amor. É tudo o que eu mais quero nessa vida. Eu quero passar o resto da minha vida com você. 


CASSIANO se levanta. Ele se aproxima de LÍVIA. Eles se beijam apaixonadamente. Todos presentes aplaudem. 

CORTA PARA/


PORTO DA AREIA, ALGUMAS SEMANSS DEPOIS.


CENA 11. PORTO DA AREIA. ESTAÇÃO DE TREM. PLATAFORMA. EXTERIOR. DIA

RUBINHO está parado na plataforma da estação de trem. Ao seu lado está BRENDA que olha para o semblante distante de seu filho. Nesse momento ele fica surpreso com a chegada de FRANCHICO e BABY que ficam parados bem na sua frente. RUBINHO não sabe como reagir diante disso. 


Rubinho — (surpreso) Franchico…. Baby…. O que vocês vieram fazer aqui? Eu pensei que eu nunca mais iria ver nenhum de vocês dois. 

Baby — Você achou mesmo que poderia ir embora sem se despedir, Rubinho? A última vez vez que a gente se viu nos marcou muito. E não adianta você tentar negar. 

Franchico — A Baby está certa, Rubinho. Eu sei que a gente nunca vamos ser amigos. Mas eu quero que você saiba que eu te desejo o melhor. Eu não guardo ressentimentos. 

Rubinho — Como você pode usar de bondade comigo, Franchico? Depois de tudo o que eu fiz. Eu não mereço essa consideração. 


BRENDA toda suavemente nas mãos de seu filho. RUBINHO olha para sua mãe e depois ele esboça um sorriso. 


Brenda — Você ainda não entendeu, meu filho. Fui eu que chamei o Franchico e Baby aqui. Você cometeu muitos erros. Mas está na hora de esquecer o passado e focar no que realmente importa. O futuro. 

Baby — A sua mãe está certa, Rubinho. A gente já te perdoou. Quando você vai se perdoar? 

Franchico — Quando eu pulei no mar para te salvar eu só pensava no seu bem, Rubinho. Que você saiba aproveitar essa segunda chance. 


RUBINHO concorda. Ele sorri enquanto BRENDA o olha. 


Rubinho — (firme) Vocês estão cobertos de razão. O que eu preciso fazer agora é espairecer a cabeça. Eu e minha mãe vamos para Fortaleza. Lá eu vou conseguir fazer isso. 

Brenda — É isso mesmo, meu filho. Eu vou com você e vou tentar ser a mãe que você merece. Vamos recuperar a nossa relação. 


O TREM vai chegando até a plataforma da estação. RUBINHO e BRENDA se despedem de FRANCHICO e BABY. Logo depois eles entram no trem que vai embora. 

CORTA PARA/


CENA 12. PORTO DA AREIA. PRAÇA. EXTERIOR. DIA 

De uma forma bem ampla a câmera mostra que o PREFEITO ANÍBAL e ROSELI estão passeando com o pequeno JUCA. Eles se sentam no banco e ROSELI começa a olhar para o céu de uma forma bastante silenciosa. O PREFEITO ANÍBAL e JUCA percebem o jeito diferente no olhar de ROSELI. 


Prefeito Aníbal — O que foi que aconteceu, meu amor? Você ficou tão calada de repente. 

Roseli — Eu nunca pensei que esse dia pudesse chegar, Aníbal. O dia que eu poderia passear livre com o meu filho. E que eu pudesse ser amada de novo. Parece um sonho. Eu tenho medo de acordar. 

Juca — O meu pai nunca mais vai te fazer chorar, mãe. Eu sei que o Aníbal ama você. (P) Eu posso chamar você de pai, Aníbal? 

Prefeito Aníbal — É claro que pode, Juca. Eu sempre quis ter um filho assim que nem você. 


JUCA esboça um sorriso fraternal. Ele e o PREFEITO ANÍBAL se abraçam. Esse gesto deixa ROSELI muito feliz. 


Roseli — Eu nem sei como te agradecer por tudo que você fez por mim e pelo meu filho, Aníbal. Você é um homem maravilhoso. 

Prefeito Aníbal — Eu fiz o que era preciso ter sido feito Roseli. Eu sempre te amei. Desde a minha juventude. E agora eu quero viver esse amor sem nenhum  impedimento. 

Roseli — Eu juro que eu vou fazer de tudo para merecer o seu amor, Aníbal. Eu quero que você seja o homem mais feliz do mundo. 


O PREFEITO ANÍBAL sorri. Ele e ROSELI se beijam apaixonadamente. JUCA fica olhando essa cena bem feliz. 


Juca — (sorrindo) Que coisa maravilhosa. Finalmente a gente vai ser uma família. 

Roseli — É claro que sim, meu filho. Os tempos de sofrimento já acabaram. Agora tudo o que eu quero é que você tenha em nós o seu porto seguro. Não esqueça disso. 


O PREFEITO ANÍBAL e ROSELI pegam JUCA no colo. A câmera a felicidade estampada em seus olhares. 

CORTA PARA/


CENA 13. PRESÍDIO FEMININO. SALA DE VISITAS. INTERIOR. DIA

O FOCO da cena está em CASSIANO e LÍVIA que estão sentados na sala de visitas do presídio feminino. Logo em seguida una guarda feminina vem trazendo LENITA que olha profundamente para os nossos protagonistas com um olhar de arrependimento. CASSIANO toca a mão de sua mãe. 


Cassiano — (preocupado) Como você está, mãe? Já fazem algumas semanas que você está aqui e a gente nunca recebeu notícias suas. 

Lenita — Nessas últimas semanas eu tive tempo de pensar em tudo o que eu fiz, meu filho. Por isso eu quero pedir perdão para você e a Lívia por tudo o que eu fiz vocês sofrerem. 

Lívia — No começo eu não entendi porque você fez tudo isso, Lenita. Mas agora que eu tenho o meu filho eu entendo. Você só queria salvar o Cassiano. Eu te perdoo. 

Cassiano — Eu disse para a senhora que a Lívia era diferente do Gregório, mãe. Mas quando você sair da prisão eu quero que você faça parte da vida do nosso filho. Você aceita? 


As lágrimas escorrem pelos olhos de LENITA. LÍVIA também segura as mãos dela de uma maneira bem fraternal. 


Lenita — Porque você está fazendo isso, Lívia? Eu não mereço o seu perdão. Você tem todos os motivos dos mundo para me odiar. 

Lívia — Nós somos uma família, Lenita. Nós temos que saber conviver com as escolhas que nós fizemos. Essa é a verdade. 

Cassiano — A Lívia está certa, mãe. Nada vai apagar o que você fez. Mas a gente pode tentar escrever uma nova história juntos.

 

LENITA respira fundo. Ela olha para CASSIANO e LÍVIA. 


Lenita — (agradecida) Eu não sei como agradecer tudo o que vocês estão fazendo por mim. Essa é uma chance que eu vou agarrar. 

Lívia — É tão bom ouvir isso de você, Lenita. Eu quero que você saiba que que o nosso filho sempre vai ter em você alguém que ele pode confiar. Você é nossa família. 


LÍVIA e LENITA se abraçam bastante emocionadas. A câmera mostra que CASSIANO sorri satisfeito. 

CORTA PARA/


PORTO DA AREIA, ALGUM TEMPO DEPOIS.


CENA 14. MANSÃO DA FAMÍLIA ASSUNÇÃO. QUARTO DE LÍVIA. INTERIOR. DIA 

CLOSE em LÍVIA que está sentada em frente ao espelho e a nossa protagonista está vestida com um belíssimo vestido de noiva. Nesse momento, SANDOVAL entra no quarto e ele fica bastante surpreso ao ver a sua filha vestida de noiva. SANDOVAL fica na frente de LÍVIA que chora de emoção. 

Sandoval — (surpreso) Minha filha…. Como você está linda. Eu queria tanto que a sua mãe estivesse hoje aqui. Ela estaria tão feliz. 

Lívia — Eu estou tão nervosa, pai. Eu amo tanto o Cassiano, mas eu não consigo parar de ficar ansiosa. Eu não sei bem o que fazer. 

Sandoval — Isso é bastante normal, Lívia. Quando chegar a hora você vai entender que tudo o que você e o Cassiano passaram os trouxeram até esse momento feliz. 

Lívia — Tudo o que eu mais quero é ser feliz com o homem que eu amo e com meu filho. 


SANDOVAL esboça um sorriso. Ele toca suavemente o rosto de LÍVIA que o encara de uma forma bem carinhosa. 


Sandoval — Eu não tenho a menor dúvida que isso vai acontecer, minha filha. Você e o Cassiano foram feitos um para o outro. Acredite nisso. 

Lívia — Eu não tenho a menor dúvida disso, pai. Hoje está sendo o dia mais feliz da minha vida. Eu quero que tudo seja perfeito. 

Sandoval — Com certeza vai ser, Lívia. Agora eu vou deixar terminar se preparar. Eu quero que você saiba que estou muito orgulhoso. 


SANDOVAL dá um suave beijo fraternal no rosto de LÍVIA. Logo depois ele sai do quarto deixando ela sozinha. 


Lívia — (respirando fundo) Chegou a hora. O momento que a minha vida vai mudar para sempre. É tudo o que eu sempre quis. 


LÍVIA se levanta e ela vai na direção da saída do quarto. 

CORTA PARA/


CENA 15. MANSÃO DA FAMÍLIA ASSUNÇÃO. JARIDM. EXTERIOR. DIA

Todos estão reunidos para a celebrar do casamento de CASSIANO e LÍVIA. A câmera mostra todos que estão presentes: FRANCHICO e BABY, SANDOVAL e CLARICE, DELEGADO AUGUSTIN e FÁTIMA, PREFEITO ANÍBAL, ROSELI e JUCA, ZÉ BATALHA e ONDIBA, ELEANOR, JOSEFA e o pequeno BERNARDO nos braços de ELEANOR. A câmera foca em CASSIANO que está bem nervoso. Logo depois a marcha nupcial começa a tocar e LÍVIA entra no jardim da mansão totalmente deslumbrante. Ela fica ao lado de CASSIANO que beija a sua mão suavemente. 


Padre — Hoje estamos aqui reunidos para o casamento de Cassiano Marcondes e Lívia Assunção. Eles enfrentaram muita coisa agora chegar no dia de hoje. Eu sei que o amor que os unir é verdadeiro. 


CASSIANO e LÍVIA trocam olhares de amor e cumplicidade. 


Padre — Cassiano…. Você aceita Lívia como sua legítima esposa? Promete amar e cuidar dela até que a morte os separe? 

Cassiano — Sim, Padre…. Eu aceito. 

Padre — Agora você, Lívia. Eu faço a mesma pergunta. Você aceita o Cassiano como seu legítimo esposo? Para amar e cuidar dele? 

Lívia — É claro que eu aceito, padre. Nada no mundo vai me fazer a mulher mais feliz. 

Padre — Com o poder que dado a mom eu vos declaro casados. Pode beijar a noiva. 


CASSIANO e LÍVIA se beijam apaixonadamente. A câmera mostra que todos os presentes aplaudem eles. 


Lívia — Eu nunca pensei que eu seria tão feliz, meu amor. Obrigada por transformar a minha vida em uma rajada de felicidade. 

Cassiano — Eu que agradeço, meu amor. Quando você me salvou de ser afogado em alto mar você mudou a minha vida, Lívia. Hoje eu sou um homem completo graças a você. 

CASSIANO e LÍVIA trocam mais olhares apaixonados. A câmera fica focada inteiramente neles. Os nossos protagonistas se beijam com muita paixão. Uma onda invade a tela com a areia da praia formando a palavra FIM. 













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