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Na Boca Do Povo - Capítulo 41 (Últimas Semanas)

 

 

Capítulo 41 (últimas semanas)

Cena 01 – Casa de Durant [Interna/Tarde]

(Do lado de fora da casa, Eva aguardava Luiza Helena para que as duas voltassem juntas para casa).

 

DURANT: Eu posso saber o que você está fazendo aqui? A que devemos a honra da visita da venenosa na minha humilde casa? (Questiona parado na porta).

LUIZA HELENA: Eu vim ver a Betinha, tenho certeza de que ela está aqui e eu preciso muito falar com ela. (Diz ao entrar).

DURANT: (Fecha a porta) Você não está errada, ela veio para cá mesmo, mas agora ela está na faculdade. Ela teve algumas aulas extras e saiu não tem nem uma hora. Por outro lado, vejo que até a sua irmã que é uma menina já abriu os olhos e percebeu que aquele Evandro não presta. Me diz, Luiza Helena... O que foi que você viu nele? Eu não quero e não posso acreditar que a soberba subiu tanto a sua cabeça.

LUIZA HELENA: (Olha para Durant) Não me julgue, Durant. Eu não posso te explicar agora, mas talvez um dia você possa me entender...

DURANT: Não Luiza Helena, eu não vou te entender é nunca. Nunca!

LUIZA HELENA: (Se aproxima de Durant e o encara nos olhos) Você não me ama mais? Não sente mais nada por mim?

Música da cena: O Ar Que Eu Respiro – Dienis

DURANT: (Olha Luiza Helena nos olhos e depois observa sua boca. Por fim, não resiste e a beija intensamente. Luiz Helena por sua vez o corresponde).

(Luiza Helena solta a bolsa que cai no chão. Em seguida Durant desabotoa a blusa dela e ela retira o avental do pintor que estava sujo de tinta, logo após os dois se deitam no sofá).

 

Cena 02 – Delegacia [Interna/Tarde]

(Imagens da cidade são apresentadas e mostram São Paulo bastante movimentada, a Estação da Sé surge repleta de gente. Em seguida, surge a fachada da delegacia).

 

DELEGADA RAQUEL: Aqui está o rosto da mulher que encontrou com o advogado na véspera do acidente, mas quem será ela? (Diz ao entregar uma fotografia impressa do circuito de filmagens do edifício).

INSPETOR ERIBERTO: (Olha para a imagem e percebemos que se trata de Laís) Bonita, mas quem será?

DELEGADA RAQUEL: Com base no que já temos e com o depoimento da senhorita Roberta, eu tenho um palpite.

INSPETOR ERIBERTO: E eu posso saber qual seria esse palpite?

DELEGADA RAQUEL: Eu posso apostar que essa daí só pode ser a colega que morava com a secretária. Duvida?

 

Cena 03 – Universidade Pereira Vasconcelos [Externa/Tarde]

(Betinha e Rafael namoravam no campus da universidade quando foram interrompidos).

 

FERNANDA: Eu preciso falar com você! (Diz se aproximando).

BETINHA: Fernanda? (Pergunta surpresa).

FERNANDA: Eu sei que não te avisei que viria até aqui e que nem combinamos nada, mas acontece que eu estou muito nervosa, as buscas pelo Ângelo estão prestes a serem encerradas e eu nem ao menos sei o que está acontecendo corretamente, mas você sabe, não sabe? Então eu preciso que você me fale, Betinha. O que é que está acontecendo?

RAFAEL: (Olha para Betinha) É melhor você contar o que sabe...

BETINHA: Está bem, eu vou te contar, eu vou falar a verdade. Saiba que o que eu tenho a te falar não é nada fácil, mas já que não tem outro jeito e você insiste. O seu pai é responsável por tudo o que está acontecendo. O seu pai é responsável pela morte do seu tio, da Suzana e do desaparecimento do Ângelo.

FERNANDA: (Sente um leve mal estar e senta no banco ao lado).

RAFAEL: Você está bem? (Questiona ao notar a expressão de Fernanda).

FERNANDA: Eu sempre soube que o meu pai era interesseiro, ganancioso, mal caráter, mas assassino... Como você descobriu?

BETINHA: Foi o próprio Ângelo quem me contou na noite do acidente. Ele tem provas que mostram a culpa do Evandro nesses crimes, mas infelizmente não teve tempo de denunciá-lo.

FERNANDA: Meu Deus, eu não consigo acreditar nesse monstro. O meu próprio pai é um monstro, um assassino!

BETINHA: Infelizmente é a verdade, Fernanda. O Ângelo tinha evidências e não conseguiu entregá-las a tempo, mas eu vou conseguir.

RAFAEL: Espera, do que você está falando? Você já fez o que havíamos combinado e falou tudo o que sabia a polícia.

BETINHA: Sim Rafael, eu sei. Só que infelizmente não seria eu se deixasse as coisas como estão, sem fazer justiça por um amigo. Eu vou desmascarar o Evandro, faço questão de vasculhar as coisas do Ângelo, cada objeto, cada centímetro da casa e da sala dele, mas eu vou encontrar o que preciso para provar que o Evandro é o responsável por esses assassinatos, só assim eu vou conseguir libertar a minha irmã.

RAFAEL: E eu posso saber como você pretende fazer isso? (Questiona).

BETINHA: Claro que pode, eu já tenho um plano e vou precisar da sua ajuda, Fernanda.

FERNANDA: Sim, eu te ajudarei no que for preciso. Pode contar comigo!

BETINHA: Ótimo, eu vou contar o que planejei, mas para isso precisamos esperar a poeira baixar um pouco, para que o Evandro pense que foi esquecido e se enforque cada vez mais. (Começa a contar suas ideias a Fernanda e Rafael que lhe escutam atentamente).

 

Cena 04 – Casa de Durant [Interna/Tarde]

Música da cena: Um Pôr Do Sol Na Praia – Silva e Ludmilla

(Imagens externas da cidade são apresentadas e em seguida surgem as ruas da Mooca. Eva caminhava de um lado para o outro do lado de fora da casa de Durant, aflita com a demora de Luiza Helena).

 

EVA: (Olha para o relógio de pulso) Meu Deus, cadê essa menina? Assim vão nos descobrir, ela precisa sair logo...

(Enquanto isso, no interior da casa).

DURANT: (Veste a bermuda).

LUIZA HELENA: (Veste a blusa) Nós não deveríamos ter feito isso...

DURANT: Taí, eu também concordo. Assim como também acho que você não deveria sequer ter vindo até aqui, sabia?

LUIZA HELENA: Porque você está falando assim comigo? Principalmente depois de tudo o que acabou de acontecer aqui entre nós dois.

DURANT: Porque eu estou falando assim? Tem certeza mesmo de que você não sabe o motivo?

LUIZA HELENA: Mas do que é que você está falando? Diga de uma vez! (Questiona ao olhar para Durant).

DURANT: De mentiras! Eu odeio mentiras, Luiza Helena. Aliás, já faz dias que eu quero te perguntar uma coisa. Uma coisa muito importante e que eu sinceramente adoraria que fosse verdade e que eu estivesse certo.

LUIZA HELENA: O que seria?

DURANT: É sobre a... (Para de falar quando ouve batidas na porta).

LUIZA HELENA: É melhor você abrir, seja quem for, parece que está com pressa. (Diz ao ouvir as batidas insistentes na porta).

DURANT: É o que eu vou fazer! (Diz ao ir até a porta).

(Ao abrir a porta, Durant e Luiza Helena logo percebem que quem estava batendo na porta era Eva).

EVA: Menina! Você demorou muito, me desculpe interromper. Eu fiquei preocupada, lembre-se que temos que chegar em casa a tempo.

LUIZA HELENA: Tem razão, eu nem percebi a hora passar.

EVA: Conseguiu falar com a Betinha?

LUIZA HELENA: Não, ela não está em casa.

EVA: Então vamos, outra hora daremos um jeito de que vocês se encontrem. O importante é chegarmos em casa antes de quem você sabe.

LUIZA HELENA: Está bem, vamos embora. Você tem toda razão! (Diz ao pegar a bolsa no chão).

EVA: Bem, com licença! (Diz ao sair da casa de Durant, cruzando com ele que estava parado na porta).

LUIZA HELENA: Até outra hora! (Diz ao passar por Durant).

DURANT: (Fecha a porta e encosta-se nela) O que eu estou fazendo, meu Deu?

 

Cena 05 – Galeria de Artes [Interna/Tarde]

(Havia uma grande movimentação na galeria de artes de funcionários. Eles estavam trocando as obras de sala, pois Lígia que era a responsável do espaço estava se encarregando de preparar o melhor espaço para a exposição de Durant que estava se aproximando).

 

FUNCIONÁRIO: Onde eu coloco essa, Dona Lígia? (Pergunta segurando uma grande escultura).

LÍGIA: Na ala C, dos escultores paulistanos.

FUNCIONÁRIO: Sim senhora, com licença! (Diz ao se retirar).

LÍGIA: (Percorre o amplo salão enquanto observa as paredes que agora estavam vazias, mas que logo estariam com as telas do pintor) É... Está ficando ótimo, logo, logo o Durant vai ganhar o mercado das belas artes, eu tenho certeza disso! (Fala consigo mesma).

 

Cena 06 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Tarde]

(Luiza Helena e Eva adentraram na mansão apressadas para que ninguém as descobrissem).

 

LUIZA HELENA: Será que alguém desconfiou da nossa saída?

EVA: Eu disse para você não demorar tanto daquele jeito, menina. Eu espero que ninguém tenha notado a nossa saída.

EVANDRO: (Desce a escada da mansão furioso) Pois eu sinto muito, porque eu notei. Posso saber onde foi que as duas se enfiaram sem a minha permissão?

LUIZA HELENA: Evandro... (Fica surpresa).

EVANDRO: Eu mesmo! E então, posso saber onde foi que as duas estavam na minha ausência?

LUIZA HELENA: (Olha para Eva e fica em silêncio).

 

 

Cena 07 – Mansão Martins de Andrade [Interna/Tarde]

(Luiza Helena e Eva se olhavam como se estivessem tentando pensar em alguma coisa).

 

EVANDRO: E então? Eu estou esperando. (Pergunta após a pausa em silêncio de Eva e Luiza Helena).

EVA: Sabe o que é, seu Evandro? Coisa de mulher, eu estava naqueles dias e precisei ir até a farmácia, daí a dona Luiza Helena estava livre e se ofereceu para ir comigo, não foi isso?

LUIZA HELENA: É, foi exatamente isso. Fomos até a farmácia e nem demoramos!

EVANDRO: Sei não... Porque vocês demoraram tanto a me responder?

LUIZA HELENA: Eu estou nervosa com tudo o que está acontecendo. A minha filha fora de casa, você me enchendo de perguntas... Eu fico fora de mim, o que você esperava? (Disfarça).

EVANDRO: Dessa vez passa! Mas não saia de novo sem a minha permissão, eu odeio desobediência. Entendeu? Agora eu preciso que venham comigo, preciso mostrar uma coisa.

(Alguns instantes depois, na cozinha).

LUIZA HELENA: Não entendi, o que está acontecendo? O que significa isso? (Questiona ao olhar para o que Evandro estava fazendo).

EVANDRO: Eu resolvi contratar mais três seguranças! (Diz ao mostrar os três seguranças na cozinha da mansão).

LUIZA HELENA: Isso eu vi, mas nessa casa o que não falta são seguranças.

EVANDRO: E quem disse que eles vão cuidar da mansão? Esses serão meus olhos, ouvidos e boca dentro dessa casa. Justamente para que situações como a que aconteceu hoje, não voltem a acontecer. Eles irão se encarregar de você, entendeu agora?

LUIZA HELENA: (Olha para Evandro sem acreditar no que está ouvindo com a chegada dos três novos seguranças).

 

Cena 08 – Umbu-Cajá, Restaurante Nordestino [Interna/Noite]

Música da cena: Me Leva – Alice Caymmi

(Imagens externas da cidade mostram o anoitecer. Logo podemos ver a grande São Paulo coberta por suas luzes. Logo após, surge a fachada do restaurante de Zeca, onde ocorre uma comemoração).

 

ZECA: (Ergue um copo) Eu proponho um brinde aos noivos que finalmente marcaram a data desse casamento!

(Maria Rita, Marcelo, Ítalo, Betinha, Rafael e Durant brindam em acompanhamento).

MARIA RITA: Dentro de dois meses, apenas dois meses e nós dois estaremos casados, tigrão!

MARCELO: Você não sabe o quanto eu estou feliz, isso tudo parece um sonho. (Diz ao beijar Maria Rita).

BETINHA: Eles estão tão felizes, né? Dá para ver o brilho nos olhos dos dois. (Diz ao observar Maria Rita e Marcelo).

RAFAEL: Eu também estou feliz que finalmente a minha mãe está refazendo a vida dela. A vida toda ela se dedicou a mim integralmente, mesmo quando eu pedia para que ela saísse, se divertisse e conhecesse gente nova, mas ela sempre estava lá, por mim e de sol a sol para que nada me faltasse.

DURANT: A sua mãe é realmente uma mulher incrível, todos temos muito orgulho dela e sua felicidade, nos deixa feliz.

(Durant a comemoração, Andreina entra no restaurante).

MARCELO: Ih, olha só quem chegou... A irmã caçula da italiana! (Fala para Zeca).

ZECA: (Olha para a porta do restaurante e nota Andreina acenando para ele).

 

Cena 09 – Chesca, Restaurante Italiano [Interna/Noite]

Música da cena: Tarantella Napoletana - Instrumental

(O restaurante de Francesca mais uma vez estava com todas as suas mesas lotadas. Gioconda ajudava na cozinha, enquanto Lola/Amara, Enrico e Francesca atendiam os clientes no salão).

 

FRANCESCA: Escuta Lola, você por acaso non viu a mia sorella? Ela prometeu que iria ajudar atendendo as mesas, mas já faz tempo que non a vejo. (Questiona enquanto termina de anotar um pedido).

LOLA/AMARA: Não, eu não a vi. Realmente, agora que você falou, faz tempo que eu não a vejo por aqui. Será que ela não está ajudando na cozinha, com a mãe de vocês?

FRANCESCA: Non, aquela lá odeia cozinhar, non tem como está lá.

ENRICO: (Coloca uma comanda no balcão para os cozinheiros prepararem o pedido) Se vocês estão procurando a minha zía, eu a vi saindo em direção ao restaurante da frente...

FRANCESCA: O que? No restaurante da frente e com o bode velho? Aquela maledetta schifosa! Io vou dar um jeito naquela bagascia! (Diz ao deixar o restaurante furiosa).

LOLA/AMARA: Onde será que ela vai desse jeito? (Estranha).

ENRICO: Onde mais? Brigar pelo Zeca, acho que finalmente a mamma acordou. (Comenta).

(Francesca cruza a rua visivelmente irritada e entra no restaurante de Zeca logo em seguida. No interior do restaurante, ela encontra a irmã jogando charme para Zeca, enquanto acaricia o cabelo dele).

FRANCESCA: Que porca miséria é essa, sua maledetta? (Grita ao se aproximar).

ANDREINA: Sorella? Porque está gritando assim? O que te deu?

FRANCESCA: Io estou farta dessa sua safadeza, dessa sua mania de ficar se atirando em cima dos homens alheios, mas io vou te ensinar uma lição que você non vai esquecer nunca mais! (Grita ainda mais alto).

(De longe, Maria Rita e Marcelo observam a cena).

MARIA RITA: Impressão minha ou a chapa vai esquentar ali? (Pergunta observando a discussão).

MARCELO: Impressão não, já esquentou! (Responde enquanto tenta entender o que está acontecendo).

ANDREINA: Io non sei porque você está assim, tão nervosa. Ele non é nada seu e io non tenho medo de você, você está assim porque está velha e solteirona! (Grita de volta).

FRANCESCA: Io vou te mostrar o que uma velha acabada é capaz de fazer, sua maledetta, schifosa! (Francesca agarra a irmã pelos cabelos e a arrasta para o lado de fora do restaurante).

ZECA: Mas o que é isso, carcamana? Ficou doida... Solta ela! (Diz tentando separar as duas irmãs).

(Uma confusão generalizada se instala no meio da avenida. Todas as pessoas saem para a área externa dos dois restaurantes perante a gritaria).

BETINHA: Essas duas vão se matar, alguém precisa fazer alguma coisa! (Comenta com Durant e Rafael).

LOLA/AMARA: Meu Deus, essas duas perderam o juízo! (Diz ao observar a briga).

ENRICO: Tem que separar gente, separa! (Grita).

GIOCONDA: (Corre para o lado de fora ao ouvir os gritos) Mas o que é isso? Vocês duas estão parecendo duas marginales!

ANDREINA: (Se desvencilha de Francesca) Você está com inveja porque ele prefere a mim, io sou muito mais bonita que você!

FRANCESCA: Sporca! (Acerta um tapa na cara de Andreina).

ANDREINA: Riparata! (Devolve a bofetada).

FRANCESCA: Offerta! (Esbofeteia a irmã mais uma vez).

MARIA RITA: O que elas tanto dizem? Eu não estou entendendo nada! (Diz observando a confusão).

MARCELO: Eu não sei, mas devem ser coisas horríveis! (Responde).

ÍTALO: Olha, acho que o painho vai separar as duas! (Aponta na direção de Zeca).

ZECA: (Entra no meio das duas para separá-las, mas também leva uma bofetada de Francesca acidentalmente) Chega! (Grita).

ANDREINA: Foi ela quem começou, io só diz me defender! (Responde com desdém).

FRANCESCA: Você apanhou foi pouco, maledetta schifosa! (Grita).

ANDREINA: Porque essa raiva toda? Até parece que ele é seu! (Ironiza).

FRANCESCA: E é, é mio! (Fala em voz alta).

ZECA: O que tu tá dizendo, carcamana? Está todo mundo te ouvindo! (Tenta fazer com que Francesca fale mais baixo).

FRANCESCA: Que escutem! Non é isso que você queria ouvir, maledetta? Io gosto do bode velho e ele gosta di me! (Grita).

ANDREINA: Que? (Surpreende-se).

ZECA: Francesca... (Também se surpreende com a declaração dela em público).

FRANCESCA: E tem mais, io vou te provar que o que estou dizendo é vero! (Francesca agarra Zeca na frente de todo mundo e o beija ardentemente).

GIOCONDA: Por mio San Gennaro! (Diz impressionada).

LOLA/AMARA: Finalmente! (Gargalha).

ENRICO: Isso aí, mamma! (Grita ao observar o beijo).

ÍTALO: Isso aí, painho! (Grita do outro lado da rua).

(A multidão da rua grita e aplaude ovacionada enquanto assistem a cena, como se estivessem até mesmo diante a final de um campeonato).

ZECA: Carcamana! (Diz após o beijo).

FRANCESCA: Bode velho! (Responde).

ZECA: Minha carcamana! (Beija Francesca novamente).

 

Cena 10 – Ruas de São Paulo [Externa/Noite]

Música da cena: Fogo – Karin Hils

(O dia amanhece e mostra a agitação da capital paulista. Em seguida, podemos ver as pessoas seguindo suas respectivas rotinas do cotidiano).

 

- Lola/Amara e Pirulito saem para lanchar novamente;

- Betinha e Fernanda conversam com o porteiro do prédio de Ângelo;

- A polícia tenta localizar o paradeiro de Laís;

- Durant prepara novas telas;

- Maria Rita experimenta seu vestido de noiva;

- Francesca e Zeca namoram, atraindo olhares de Andreina;

- Enrico faz sua fisioterapia com ajuda de Thiago e tem resultados promissores;

- Luiza Helena continua refém em casa;

- Tamara e Evandro se encontram na academia novamente e se agarram;

- Fernanda faz uma ultrassonografia e Rafael se emociona ao ver o filho;

- Glória conta seus últimos tostões;

- A obra no apartamento de Judith é finalizada e ela dança para o sheik;

- Luiza Helena pensa em Durant;

- As buscas por Ângelo são encerradas;

- Durant apresenta suas novas telas a Lígia;

- Betinha e Rafael namoram e Durant observa Betinha fixamente;

- Thierry continua arrancando mais dinheiro de Lavínia;

- Os novos seguranças percorrem a mansão;

- Ítalo observa Thiago e Enrico de longe;

- Evandro observa Luiza Helena dormindo;

 

ALGUMAS SEMANAS DEPOIS...

 

Cena 11 – Casa de Durant [Interna/Noite]

(Enrolada numa toalha, Betinha prendeu o cabelo enquanto caminhava pelo corredor, em seguida entrou no banheiro para tomar banho. Em seguida, Durant sai de seu quarto sem fazer barulho).

 

DURANT: (Vai até o quarto onde Betinha está dormindo e ao entrar no local, observa todo o ambiente como se estivesse procurando alguma coisa) Achei! (Diz ao encontrar uma escova de cabelo de Betinha. Logo após, ele retira um pequeno saco plástico do bolso e pega alguns fios de cabelo dela, coloca no saco e devolve a escova para o lugar onde estava).

(Novamente e sem ser visto, Durant sai do quarto de Betinha e retorna para o próprio quarto sem fazer barulho, fechando a porta logo após).

 

Cena 12 – Boate Malibu [Interna/Noite]

Música da cena: Desculpe, Mas Eu Só Penso Em Você – Bruno Gadiol

(Lavínia e Thierry se beijavam na pista de dança enquanto consumiam bebidas alcoólicas).

 

LAVÍNIA: E então, gatinho? Está gostando do lugar? (Pergunta enquanto dança).

THIERRY: Essa é a vida que eu pedi a Deus! (Comemora enquanto bebe).

LAVÍNIA: Eu quero te dar o mundo inteiro. (Fala em voz alta para que Thierry escute apesar da música alta).

THIERRY: (Observa de longe um casal gay se beijando na pista de dança e sente repulsa).

LAVÍNIA: Que foi gatinho, que cara é essa? De repente você ficou sério! (Diz ao notar a expressão fechada de Thierry).

THIERRY: Nada não, apenas esse lugar já foi melhor frequentado! (Ironiza).

 

Cena 13 – Clinica São Lourenço [Interna/Manhã]

Música da cena: Sampa – Caetano Veloso

(O dia amanhece e imagens externas mostram algumas linhas de ônibus percorrendo a cidade. Em seguida cruzamos a Avenida Paulista e Ipiranga. Logo após surge a fachada do laboratório).

 

RECEPCIONISTA: Bom dia senhor, em que posso ajudá-lo? (Pergunta ao notar a presença de um novo cliente).

DURANT: Eu preciso fazer um teste de DNA! (Responde olhando para a recepcionista).

RECEPCIONISTA: Sim, claro! O senhor trouxe o material para análise? (Questiona).

DURANT: Trouxe sim, aqui está! (Diz ao entregar uma mecha do próprio cabelo em um saco plástico e o outro com fios de cabelo de Betinha).

 

A imagem foca em Durant parado frente a frente com a recepcionista do laboratório. A cena congela e vira uma capa de revista.



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