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PRAZER, SATISFAÇÃO - CAPÍTULO 24

 



Cena 1. Hospital Universitário. Sala de Arquivos. Dia.

Juliana curiosa diante de Raíssa:

Raíssa: Nesse mesmo dia, 02 de março de 2001... Nossa que dia horrível... Uma amiga minha, a enfermeira Francisca, apareceu morta no banheiro do hospital!

Juliana fica completamente abismada.

Juliana: Uma enfermeira morreu?

Raíssa: Sim... Era minha amiga... Foi tão estranho...

Juliana: E como ela morreu?

Raíssa: Houve um vazamento no banheiro... Daí inundou tudo, ela escorregou, bateu a cabeça no vaso e... morreu!

Juliana: Nossa deve ter sido um caos nesse hospital... Coitada!

Raíssa: (triste) É... E realmente foi!

Cena 2. Barraco de Luciano. Dia.

Instrumental da cena (até seu fim)

Adelaide confessando, enquanto Luciano a ouve:

Adelaide: Eu assassinei a enfermeira! Eu tive que fazer isso!

Luciano fica ainda mais chocado e tapa sua boca.

Adelaide: Na época não tinha muito essa coisa de câmera de segurança... Foi mais fácil me safar...

Foco tenso em Adelaide...

Entra um flashblack inédito:

Cena 3. Hospital Universitário. Banheiro. Dia.

21 anos atrás... Adelaide (mais nova) conversa com a enfermeira Francisca.

Adelaide: Você fez a troca?

Francisca: Fiz! Do jeito que você pediu... Coloquei uma menininha fraca que a mãe abandonou aqui no hospital! Aquela ali não dura 5 horas!

Enquanto Francisca falava, Adelaide colocava luvas em suas mãos, disfarçadamente.

Francisca: E eu quero os 50 mil agora! Deu um trabalho do cão fazer isso... E se alguém descobrir, eu sou exonerada do cargo! Eu sei que essa quantia tá dentro da sua bolsa!

Adelaide: E está... Só que tem um problema... Você fala demais... E isso me irrita!

Francisca: Que tom de voz é esse?

Adelaide: O tom da sua morte!

Adelaide dá uma rasteira em Francisca, que cai de costas e bate a cabeça na privada, já desmaiada.

Adelaide: Será que morreu?

Ela coloca os dedos no pescoço de Francisca.

Adelaide: Ainda tá viva! Droga!

Adelaide se abaixa, pega a cabeça de Francisca e bate contra a privada várias vezes e violentamente, até sangrar muito. Adelaide novamente põe os dedos na pulsação de Francisca e agora sorri.

Adelaide: Agora sim! Tá morta!

Ela se levanta, vai até a pia, se abaixa e fura o cano, que começa a vazar água por todo o banheiro. Adelaide olha a cena satisfeita.

Adelaide: Vai parecer que ela escorregou no vazamento!

Adelaide destranca a porta do banheiro, olha para todos os lados e sai. Close em Francisca morta... Há muito sangue abaixo da cabeça dela. E a água inunda cada vez mais o banheiro...

Flashback off

Cena 4. Barraco de Luciano. Dia.

Luciano: Isso não é meio psicopata?

Adelaide: Claro que não! Eu precisei fazer isso! Ou a gangue que eu devia me caçava e me matava!

Luciano: E pra quem você vendeu a filha da Stela?

Adelaide: Já disse! Pra um casal de gringo... Deviam ser Franceses... Vendi por mil dólares, que na época era muito dinheiro!

Luciano: E você sabe se a filha era minha?

Adelaide: 99 por cento de chances de ser! A Stela costumava se relacionar só com mulheres, você foi um dos únicos homens que eu vi ela ficando, que na verdade eu fiz ela ficar... Você com certeza é o pai! 

Luciano: Por onde andará você minha filha...

Cena 5. Hospital Universitário. Sala de Arquivos. Dia.

Juliana e Raíssa:

Juliana: Aí no prontuário diz que a menina morreu de quê?

Raíssa: (lendo) Aqui diz que de síndrome de abstinência neonatal.

Juliana: Mas essa doença... É quando a mãe usa entorpecentes durante a gravidez... E pelo que eu saiba a Stela não usou drogas enquanto tava grávida!

Raíssa: Não é melhor chamar essa Stela aqui? Pra comparar o registro da filha dela com o prontuário aqui do hospital?

Juliana: Eu vou ligar pra ela!

Raíssa: Ok!

Juliana saca o celular, chama Stela e põe no ouvido.

Juliana: (cel) Stela? Eu preciso que você venha pra cá!

Cena 6. Colégio Progredir. Diretoria. Dia.

Stela ao celular.

Stela: (cel) É urgente? 

Juliana: (cel) Você vai precisar pegar o atestado de óbito da Giovanna!

Stela: (cel) Nossa, eu deixei isso guardado num cofre de banco... Mas eu pego e vôo praí!

Juliana: (cel) Tá bom! Beijo!

Elas desligam. Stela, apressada, pega sua bolsa e vai diretamente pra saída.

Cena 7. Hospital Universitário. Sala de Arquivos. Dia.

Juliana guarda o celular na bolsa.

Juliana: Ela vai pegar a certidão de óbito da Giovanna e vem pra cá!

Raíssa: Ok! Eu só preciso ir ali em frente, mas em 10 minutinhos eu tô de volta!

Juliana: Ah sim! Enquanto isso eu vou no café esperar a Stela.

Raíssa e Juliana saem da sala.

Cena 8. Bordel Lovely's. Quarto de Kátia. Dia.

Música: Só porque eu sou mulher - Lourena.

Kelly e Kátia deitadas nuas na cama, descansando.

Kelly: Eu tô gostando disso sabe?

Kátia: Do quê? Dessa nossa relação moderna, sem compromisso, apenas baseada no tesão?

Kelly: Disso mesmo! Acho que era disso que eu tava precisando!

Kátia: Eu também... Que encaixe!

Kelly: Kátia, você aceita ser a minha "relacionamento sem nome"?

Kátia: Aceito... E você aceita ser o meu tesão pra qualquer hora?

Kelly: Aceito sua gostosa!

Kelly pula em cima de Kátia e as duas se beijam com muito desejo e tesão...

Cena 9. Bordel Lovely's. Corredor. Dia.

(Música continua) Kelly e Kátia saem do quarto sorridentes. Lara e Taís que subiam as escadas vêem as duas.

Lara: Tô vendo que foi bom hein?

Kelly e Kátia apenas riem...

Kelly: Agora nós vamos dar uma volta no shopping! 

Kátia: Tchauzinho garotas!

Kelly e Kátia descem as escadas de braços dados. Lara e Taís se olham.

Taís: Eu não te falei? 

Lara: (rindo) Falou...

Taís: Elas tão ficando! Eu sabia! Eu tenho gaydar minha filha!

Cena 10. Avenida Afonso Pena. Carro de Kelly. Dia.

(Música continua) Kelly dirige, Kátia ao seu lado. As duas conversam fora de áudio, rindo.

Cena 11. Shopping. Estacionamento Subsolo. Dia.

(Música continua) O carro de Kelly estaciona em uma vaga. As duas descem animadas.

Kelly: Cê lembra daquela loja que eu te falei? 

Kátia: Menina, eu olhei na internet... Cada look bafo pra usar à noite no bordel!

Kelly: E estamos esperando o quê? Vamos as compras!

E as duas vão animadas rumo ao elevador e entram. 

Cena 12. Hospital Universitário. Cafeteria. Dia.

Juliana toma o último gole de café. Stela aparece (com uma pasta em mãos) e vai até a mesa dela.

Juliana: Oi amor!

As duas dão um selinho.

Stela: Trouxe a certidão de óbito!

Juliana: Então vamos, que a Raíssa já tá a nossa espera!

Cena 13. Hospital Universitário. Sala de Arquivos. Dia.

Juliana, Stela e Raíssa. Raíssa comparando a certidão de óbito com o prontuário.

Raíssa: Esses dois aqui não batem de jeito nenhum!

Stela: O prontuário e a certidão estão diferentes?

Raíssa: Sim! No prontuário diz que a sua filha, Giovanna, morreu de síndrome de abstinência neonatal, mas aqui na sua certidão de óbito diz que ela morreu de hepatite B!

Stela fica boquiaberta. Raíssa pega o atestado de óbito e fica a analisá-lo.

Raíssa: Stela, agora que eu estou percebendo uma coisa... Esse atestado de óbito aqui... Não tem o selo! Esse atestado é falso!

Stela olha pra Juliana, sem saber o que dizer.

Abertura:

Cena 14. Hospital Universitário. Sala de Arquivos. Dia.

Mesmas posições da cena anterior:

Instrumental da cena (até o fim da cena 15)

Stela: Então eu tenho uma conclusão! Se o atestado de óbito é falso e esse prontuário não é da minha filha... A Giovanna pode sim estar viva!

Os olhos de Stela marejam... Juliana vai abraçá-la.

Juliana: Tem uma esperança!

Stela: Eu sabia! Eu sabia! Meus sonhos não falham! Eu sonhei aconteceu!

Raíssa: Mas nós temos que ter os pés no chão! Tem que investigar tudo isso aí! Atestado de óbito falso é um crime muito grave... E esse dia... 02 de março de 2001... Tem tanto fio solto nesse novelo!

Stela: Eu decidi! Eu vou contratar um detetive e ele vai investigar isso de cabo a rabo!

Juliana olha pra Stela e as duas sorriem, confiantes.

Cena 15. Barraco de Luciano. Dia.

Luciano acende um cigarro e fuma. Adelaide por ali.

Adelaide: Ô Luciano... E você tá mesmo decidido a reconquistar a Juliana?

Luciano: Sim... Eu sei que vai ser difícil, mas... Eu tenho que tentar! Tem que ter algum ponto que faça ela se desestabilizar e cair logo nos meus braços, mas eu não acho!

Adelaide: Você já tentou alguns jeitos?

Luciano: Já... Já salvei ela de um atropelamento, já fui na casa dela dar presente pra Anne...

Adelaide: Essas idéias são muito fracas, muito rasas! Precisa ser algo que mexa na autoestima dela como mulher! Aí sim, ela volta pra você...

Luciano: Você foi certeira! Mas não foi precisa...

Adelaide: Claro, eu nem conheço a mulher!

Luciano: Mas eu vou descobrir o que vai fazer ela voltar pra mim! Ah eu vou...

Tensão. Closes alternados.

Cena 16. Colégio Progredir. Pátio. Dia.

Movimentação para a hora de ir embora. Foco em Anne e Felipe passando pela catraca juntos, em meio a muvuca.

Cena 17. BH. Rua. Dia.

Anne e Felipe andam pela rua de mãos dadas...

Felipe: Anne, você quer ir na minha casa agora?

Anne: Ah... Deixa eu pensar...

Felipe: Você sempre pensa...

Anne: Tô brincando! Eu vou pra sua casa sim!

Felipe: (comemora) Aê! Finalmente ela aceitou um pedido meu!

Anne baixa a cabeça envergonhada.

Felipe: Então vamos minha princesa!

Os dois riem e vão andando. A câm gira e mostra que Gabi, Eduarda e Fernanda assistiram à cena.

Gabi: Olha só a Anne e o Felipe...

Eduarda: Tô doida pra Anne quebrar a cara com o galinha do Felipe!

Fernanda: Meus amores, essa aí já nasceu ó (faz chifres em sua cabeça) Corna! Tem vocação!

As três riem escandalosamente.

Eduarda: Mas ô Gabi... E o Danilo? Cês nunca mais se falaram?

Gabi: Acredita que não? Ele ficou tão estranho...

Fernanda: É, ele tá estranho!

Gabi: Mas fazer o quê né? Mas é nunca que eu vou correr atrás de homem!

Cena 18. Escritório de Detetive. Dia.

Stela e Juliana conversam com Henrique, o detetive.

Stela: Bom, é isso Henrique, eu te passei aí todas as informações no caderno!

Close num caderno na mesa.

Henrique: Bom Stela, eu vou analisar todo o conteúdo do caderno e vou atrás do que eu puder!

Stela: E quanto tempo você acha que vai demorar essa investigação?

Henrique: Não tenho uma data correta pra te afirmar... Varia muito!

Stela: Mas com você eu sinto que tô em boas mãos!

Henrique: Pode confiar!

Os dois dão um aperto de mão.

Cena 19. Restaurante. Mesas. Dia.

Juliana e Stela brindam duas taças de vinho.

Juliana: Tudo vai dar certo!

Stela: Vendo você falar assim... Eu acredito mesmo!

Juliana ri.

Juliana: E vai ser hoje!

Stela: Hoje o quê?

Juliana: Que eu te apresento pras minha filhas! Eu tomei essa coragem! Eu vou preparar um jantar muito bem elaborado pra esse momento!

Stela: Eu não vejo a hora! Mais um brinde?

As duas brindam novamente, em seguida bebem...

Cena 20. Casa de Felipe. Jardins. Dia.

Felipe passeia com Anne pelo enorme jardim de sua casa.

Anne: Você mora real numa mansão, Lipe!

Felipe: Minha família gosta de conforto!

Anne olha pra piscina.

Anne: E aquela piscina! Você deve nadar aí todo dia! 

Felipe: Por incrível que pareça eu quase nunca entro aí!

Anne: Não, mas esse é o papo de toda pessoa que tem piscina em casa! Impressionante!

Felipe ri...

Felipe: É...

Ele chega perto de Anne e a beija, de língua. Ele beija o pescoço da garota, e quando vai colocar as mãos nos seios dela... Sua mão é segurada.

Anne: Felipe! Eu não quero avançar o sinal! Quando for a hora eu digo, mas agora, eu não quero!

Felipe: Você me desculpa?

Anne: Desculpo! Mas agora eu preciso embora! De verdade!

Felipe: Não Anne, não faz isso!

Anne: Me leva até a porta?

Felipe: Tá!

Cena 21. BH. Takes do Anoitecer. Noite.

Anoitece na cidade, plano geral na casa de Juliana.

Cena 22. Casa de Juliana. Sala de jantar. Noite.

A mesa de jantar arrumada, um banquete está servido. Juliana ajeita o último prato. Anne chega na sala.

Anne: Mãe, até agora você não disse o motivo de dar esse jantar! Eu tô curiosa!

Juliana: Espera a sua irmã chegar! Eu acho que vicê vai gostar!

Neste momento, Kelly abre a porta de casa e entra.

Juliana: Chegou quem faltava!

Kelly: Eu vim correndo!

Kelly deixa sua bolsa no sofá e vai até a mesa.

Juliana: Bom minhas filhas, sentem-se primeiramente!

Kelly e Anne se sentam.

Música: Resto de Mim - Maria Bethânia (até o fim do capítulo)

Juliana: Eu conheci uma pessoa... Me apaixonei por ela... Vejo um futuro com ela...

Kelly: Ih mãe, já tô entendendo...

Juliana: Eu quero que vocês saibam que eu não me rotulo, eu estou aberta a possibilidades! Por que eu vou deixar de me relacionar com aquela pessoa tão bacana só porque ela é do mesmo sexo que eu? Eu enxergo a vida assim e é por isso que eu tô com ela!

Anne e Kelly sorriem...

Anne: Ela quem mãe?

Juliana: Você conhece ela filha!

Anne: Eu?

Kelly: E eu conheço?

Neste momento a campainha toca.

Juliana: Acho que ela chegou!

Juliana vai até a porta e abre. É Stela.

Stela: Oi meu amor!

Elas dão um beijinho.

Juliana: Entra!

Stela entra e Juliana a leva até a sala de jantar. Anne fica surpresa.

Anne: Espera... Diretora?

Juliana: É Anne... Eu tô namorando a diretora da sua escola! A Stela!

Anne abre um sorriso. Kelly comemora. Juliana e Stela dão as mãos...

Foco em Juliana e Stela/ A imagem congela com o fundo esfumaçado.

(Encerramento: Só porque eu sou mulher - Lourena)


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