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Saramandaia - capítulo 4

 



SARAMANDAIA ��️ – CAPITULO 4


Web novela adaptada e escrita por: Luan Maciel

Baseada na obra homônima de: Dias Gomes

Produção Executiva: Ranable Webs


CENA 1: INTERIOR. CASARÃO DA FAMÍLIA ROSADO. SALA DE

ESTARA. NOITE

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DO CAPÍTULO ANTERIOR. ZICO

ROSADO CONTINUA OLHANDO COM MUITO ÓDIO PARA

RISOLETA. ATRAVÉS DA CÂMERA P@aáááODEMOS VER O

PAVOR NOS OLHOS DELA. CÂNDIDA SE APROXIMA DE

RISOLETA E A ENCARA DE UM JEITO BEM FRIO E

INTIMIDADOR.

ZICO ROSADO (com raiva): - Eu não posso acreditar que

depois de todos esses anos você teve a audácia de voltar,

Risoleta. Preste atenção que eu vou dizer só uma vez. Você não

vai chegar perto da minha filha. Eu não vou deixar isso

acontecer.

RISOLETA (séria): - Nada do que você me diga vai me fazer

ficar longe da minha filha, Zico. A Estela merece saber quem é

a mãe de verdade dela. Isso vocês não podem tirar de mim.


CÂNDIDA: - Como você é prepotente, dia infeliz. Você não

entendeu a situação, não é mesmo? A Estela nunca vai saber

da sua existência. Você querendo ou não essa é a realidade.

RISOLETA VAI FICANDO CADA VEZ MAIS IRRITADA. ELA SE

APROXIMA DE ZICO ROSADO E COSPE NA CARA DELE.

RISOLETA (desabafando): - Eu tenho nojo de um dia ter me

envolvido com você, Zico Rosado. Vocês podem fazer o que

quiserem, mas eu vou contar a verdade para a Estela. Ela vai

saber que é minha filha e não da Helena.

ZICO ROSADO (frio): - Se é isso que você quer então vá ek

frente, Risoleta. Mas depois não diga que eu não te avisei.

CÂNDIDA: - Agora vá embora da minha casa. 1,2, 3… Some.

RISOLETA SAI DO CASARÃO SE SENTINDO MAIS

DETERMINADA DO QUE NUNCA. A CÂMERA MOSTRA O

OLHAR DISTANTE DE ZICO ROSADO ENQUANTO SUA MÃE O

OBSERVA.

//


CENA 2: INTERIOR. CASA DE LEOCÁDIA. SALA. NOITE

CLOSE EM LEOCÁDIA QUE ESTÁ SENTADA NO SOFÁ DA SALA

E VENDO ALGO NA TV. NESSE MOMENTO JOÃO GIBÃO VEM

ENTRANDO EN CASA E ELE ESTÁ COM AS COSTAS


TOTALMENTE CURVADAS. LOGO EM SEGUIDA LEOCÁDIA

PERCEBE QUE O SEMBLANTE DE SEU FILHO ESTÁ ABATIDO.

LEOCÁDIA (preocupada): - Então você foi mesmo falar com a

Marcina, meu filho? Pelo o seu rosto eu posso imaginar qual foi

o teor da conversa de vocês. É melhor assim, João.

JOÃO GIBÃO (abalado): - Se isso é a coisa a se fazer então por

que é que dói tanto? Eu amo a Marcina, mas ele merece alguém

que não se torne um estorvo na vida dela.

LEOCÁDIA: - Não fala assim, meu filho. Você sabe muito bem

que não é um estorvo. Apenas é um rapaz diferente das outras

pessoas. E isso te faz ser único. Nunca esqueça disso.

JOÃO GIBÃO BALANÇA A CABEÇA DE FORMA NEGATIVA.

LEOCÁDIA SE APROXIMA DE SEU FILHO E O CONFORTA.

JOÃO GIBÃO (sério): - Amanhã eu vou conversar com o seu

Cazuza. Eu preciso dar explicações para ele e a dona Maria

Aparadeira. Não seria justo eu deixar eles sem saber o que

houve entre eu e a Marcina.

LEOCÁDIA (ponderando): - Eu não acho isso uma boa ideia,

meu filho. Você mais do que ninguém sabe quanto aquela beata

é preconceituosa. Eu não quero que ele te humilhe. Não vai.


JOÃO GIBÃO: - É claro que eu sei disso, mãe. Mas isso é uma

coisa que eu preciso fazer. Eu já estou mentindo para a mulher

que eu amo e para o meu irmão. Isso está me incomodando.

MESMO A CONTRAGOSTO LEOCÁDIA ACEITA A DECISÃO DE

SEU FILHO. ELA DÁ UM BEIJO FRATERNAL EM JOÃO GIBÃO

QUE DEPOIS VAI SAINDO DA SALA. A CÂMERA MOSTRA A

PREOCUPAÇÃO NO OLHAR DE LEOCÁDIA.

//


��️ TRANSIÇÃO DE TEMPO: AMANHECE ��️


CENA 3: INTERIOR. PREFEITURA DE BOLE-BOLE. SALA DO

PREFEITO. MANHÃ

LUA VIANA ESTÁ EM SUA MESA LENDO ALGUNS

DOCUMENTOS IMPORTANTES SOBRE A PREFEITURA. NESSE

MOMENTO ZÉLIA ENTRA NA SALA DEIXANDO LUA VIANA

TOTALMENTE SEM REAÇÃO. LUA VIANA SE LEVANTA, FECHA

A PORTA E DEPOIS VAI NA DIREÇÃO DE ZÉLIA QUE ESTÁ

MUITO AGITADA.

LUA VIANA (surpreso): - Zélia…. O que você está fazendo aqui

tão cedo?! Não me siga que você veio aqui para falar sobre o


plebiscito de ontem? Eu continuo com a mesma opinião.

Enfrentar o Zico Rosado é o que não podemos fazer.

ZÉLIA (esbravejando): - Até quando você vai vir mãos atadas,

Lua? Aquele homem faz o que quer nessa cidade, e ninguém

não faz nada. Tudo o que eu e o seu irmão queremos é renovar

a perspectiva dessa cidade. Isso é pedir demais?

LUA VIANA: - Quando o assunto envolve Zico Rosado é pedir

demais sim, Zélia. Você sabe o quanto ele é poderoso. Nem

mesmo eu sendo o prefeito eu posso ir contra os desmandos

dele. Você precisa entender isso.

ZÉLIA COMEÇA A ANDAR PELA SALA MOSTRANDO ESTAR

INCOMODADA. LUA VIANA TENTA A ABRAÇAR, MAS ELA

RECUSA.

ZÉLIA (firme): - Deixa eu ver de entendi, Lua. Você está me

dizendo que não vai fazer nada em favor do nosso plebiscito

somente para bater de frente com o Zico Rosado? Que espécie

de homem você é? Eu não achei que você fosse um covarde.

LUA VIANA (explicando): - Você não consegue entender que

eu estou tentando te proteger, Zélia. Você acha mesmo que o

Zico Rosado vai deixar aquela afronta de ontem? Acredite. Ele

não vai.


ZÉLIA: - Eu não vou ficar discutindo isso com você, Lua. Eu

nunca vou desistir de trazer a mudança para essa cidade.

Nunca.

ZÉLIA VAI EMBORA DEIXANDO LUA VIANA TOTALMENTE

ESTÁTICO. A CÂMERA MOSTRA O OLHAR DELE CONFUSO.

//


CENA 4: INTERIOR. CASA DE MARIA APARADEIRA E SEU

CAZUZA. SALA. MANHÃ

EM UM ÂNGULO DIFERENTE A CÂMERA MOSTRA QUE

MARCINA ESTÁ CAMINHANDO PELO CORREDOR, E QUANDO

ELA CHEGA NA SALA WLA FICA SURPRESA AO VER CARLITO

PRATA (NICOLAS PRATTES) ALI SENTADO SORRINDO PARA

ELA. O SEMBLANTE DE MARCINA FICA MUITO SÉRIO.

MARIA APARADEIRA (sorrindo): - Minha filha…. Olha só quem

resolveu te fazer uma visita logo pela manhã. (P) Está vendo

Carlito como a minha filha está muito bonita. Diga olá,

Marcina.

CARLITO (confiante): - A senhora estava certa, dona Maria.

(P) Você continua mais linda do que eu me recordava, Marcina.

MARCINA: - Vamos parar com esse teatro barato de vocês.

Você acha que eu não sei o que você está fazendo, mãe? Está


né jogando para cima do Carlito como se eu fosse uma

mercadoria.

MARCINA DÁ AS COSTAS E VAI NA DIREÇÃO DA PORTA SA

SALA. MARIA APARADEIRA VAI ATÉ ONDE SUA FILHA ESTÁ E

A SEGURA PELO BRAÇO. CARLITO APENAS OBSERVA.

MARIA APARADEIRA (enfurecida): - Tem certeza certeza que

você vai fazer isso, Marcina? Ignorar um ótimo partido como o

Carlito Prata por causa daquele do João Gibão? Você é

patética.

CARLITO (concordando): - A sua mãe está certa, Marcina. Que

espécie de futuro você poderia querer com aquele corcunda?

MARCINA: - Lave a sua boca para falar do João. Você não é

nem metade do homem ele é, Carlito. Você não passa de um

sangue-suga que vive as custas do seu padrinho. Essa é a

verdade.

MARCINA SAI DE CASA CERTA DO QUE ELA QUER. CARLITO

FICA PARADO DE SENTINDO HUMILHADO. MARIA

APARADEIRA NÃO ACREDITA NA ATITUDE DE MARCINA.

//


CENA 5: EXTERIOR. CENTRO DE BOLE-BOLE. RUA. MANHÃ


UM CARRO PRETO MUITO ESQUISITO VEN CHEGANDO ATÉ A

CIDADE. DE DENTRO DO CARRO DESCE UM HOMEM MUITO

BEM VESTIDO COM ROUPAS ESCURAS. ELE É O PROFESSOR

ARISTÓBULO CAMARGO (MARCELO SERRADO) QUE ACABA

CHAMANDO A ATENÇÃO DE TODOS. RISOLETA VEM

ATRAVESSANDO A RUA E ELES ACABAM SE ESBARRANDO.

PROFESSOR ARISTÓBULO (sendo cordial): - A senhora queira

me desculpar. Eu acabei de chegar nessa cidade, e…. (P) O seu

cheiro. Ele é diferente de tudo que eu já senti na vida.

RISOLETA (estranhando): - Obrigada. (T) Queira me

desculpar, mas eu preciso ir. Eu tenho muita coisa que fazer.

Prazer.

PROFESSOR ARISTÓBULO: - O prazer foi todo meu senhora. Eu

espero que a gente possa se ver novamente. Será uma honra.

O PROFESSOR ARISTÓBULO BEIJA AS MÃOS DE RISOLETA

QUE FICA EM UM MISTO DE ESTRANHAMENTO E ATRAÇÃO.

PROFESSOR ARISTÓBULO (enigmático): - Eu acredito que os

nossos caminhos ainda irão se cruzar, senhora. Tenho certeza.

RISOLETA (desconfiada): - Pode deixar. Agora eu preciso ir.

RISOLETA COMEÇA A ANDAR COM UMA CERTA PRESSA. MAS

SÓ QUE A CURIOSIDADE FALA MAIS ALTO E ELA OLHA O


PROFESSOR ARISTÓBULO ENTRANDO EM UMA CASA QUE

PARECE ESTAR ABANDONADA. ISSO DEIXA ELA INTRIGADA.

//



CENA 6: INTERIOR. CASA DE LEOCÁDIA. SALA. MANHÃ

UMA BATIDA NA PORTA PODE SER OUVIDA. A CÂMERA

MOSTRA LEOCÁDIA INDO NA DIREÇÃO DA PORTA, E ELA

FICA SURPRESA AO VER MARCINA ALI EM SUA FRENTE.

MARCINA ESTÁ COM OS OLHOS MAREJADOS E ELA ENTRA

NA CASA. LEOCÁDIA FICA OLHANDO MARCINA EM TOTAL

SILÊNCIO.

MARCINA (se desculpando): - Eu sinto muito aparecer na sua

casa sem avisar, Leocádia. Mas sinceramente eu não sei o que

fazer. Eu não consigo entender porque o seu filho terminou

tudo daquela forma comigo. Tem algo que não bate nessa

história.

LEOCÁDIA (disfarçando): - Você sabe que eu sempre gostei de

você, Marcina. Mas o povo dessa cidade é muito

preconceituoso. O meu filho tantas vezes por ter aquela

corcunda. Você não imagina qual é o sentimento de uma mãe

ao ver isso.


MARCINA: - Eu não vou fingir que eu sei o que você sente,

Leocádia. Mas eu quero que você entenda. Eu não me importo

com que as pessoas dessa cidade pensam de mim. Eu amo o seu

filho e nada vai mudar isso. Acredite em mim.

SEM QUE MARCINA PERCEBA JOÃO GIBÃO FICA ATRÁS DA

PORTA OUVINDO TODA A CONVERSA DELA E SUA MÃE.

LEOCÁDIA (séria): - Eu te entendo, Marcina. Mas eu acho

melhor você ficar longe do meu filho por enquanto. Eu sei que

não vai ser fácil para nenhum dos dois. Mas isso é o melhor a

se fazer.

MARCINA (não aceitando): - Eu não posso fazer isso,

Leocádia. Eu amo demais o seu filho. Meu corpo arde só de

pensar nele. Eu vou insistir, pois eu sei que ele sente o mesmo

que eu.

LEOCÁDIA: - Eu já imaginava que você iria dizer isso, Marcina.

Eu acho melhor você ir embora. Dê tempo ao tempo, menina.

MARCINA VAI INDO EMBORA MUITO CABISBAIXA. DEPOIS

QIE ELE VAI EMBORA JOÃO GIBÃO SAI FE TRÁS DA PORTA E

ELE OLHA PARA SUA MÃE BEM CONFUSO.

//


CENA 7: EXTERIOR. ESTAÇÃO DE TREM. PLATAFORMA.

MANHÃ

O TREM VEM CHEGANDO ATÉ A ESTAÇÃO. MUITAS PESSOAS

VÃO DESCENDO, E ENTRE ELAS ESTÁ ESTELA. ELA ACABA

NOVAMENTE SE ESBARRANDO EM PEDRO E ELES TOCAM

SUAVEMENTE NAS MÃOS UM DO OUTRO. A TROCA DE

OLHARES DE PEDRO E ESTELA É INEVITÁVEL.

PEDRO (surpreso): - Você??!! Quem diria que a gente iria ficar

se esbarrando em tudo que é lugar. Mas é para mim é um

prazer. (P) Estela…. Me desculpa pela cena que a minha mãe

fez ontem. Eu não sei o que deu nela. Ela é uma boa pessoa.

ESTELA (sorrindo): - Eu não tenho nada que desculpar, Pedro.

Sinceramente eu não entendi a reação da sua mãe, mas eu

procuro compreender. Todos temos os nossos motivos.

PEDRO FICA ENCANTADO COM ESTELA. ELE DÁ UM BEIJO NO

ROSTO DE ESTELA. NESSE MOMENTO ZICO ROSADO CHEGA

ATÉ A PLATAFORMA DA ESTAÇÃO DE TREM E FICA COM

ÓDIO AO VER A CENA. ELE CHEGA EMPURRANDO PEDRO.

ZICO ROSADO (furioso): - Quem você pensa que é para se

aproximar da minha filha, seu infeliz? Você sabe por acaso


sabe quem eu sou? Se isso se repetir você irá conhecer quem

sou eu.

ESTELA (envergonhada): - Pai…. O que você pensa que está

fazendo? Você acha que pode vir aqui e usar da sua influência

para ficar humilhando as pessoas? Ele é um amigo. Entendeu?

ZICO ROSADO: - Não ouse a desafiar na frente desse

sujeitinho, Estela. Ele vai aprender que aqui em Bole-Bole eu

sou a lei.

PARA O PAVOR DE ZICO ROSADO QUE FICA SEM REAÇÃO

VITÓRIA DESCE DO TREM E ELES FICAM FRENTE A FRENTE

DEPOIS DE TODOS ESSES ANOS.

VITÓRIA (firme): - Não se atreva a encostar essa sua mão

imunda no meu filho, Zico Rosado. Você não sabe do que eu

sou capaz de fazer com quem mexe com meus filhos.


ZICO ROSADO FICA BALANÇADO AO VER VITÓRIA EM SUA

FRENTE DEPOIS DE TANTOS ANOS. ELES SE ENCARAM.


A IMAGEM CONGELA NO ROSTO INCRÉDULO DE ZICO

ROSADO. AOS POUCOS A IMAGEM VAI GANHANDO UM

EFEITO COMO SE A IMAGEM SE TRANSFORMASSE EM UMA

MOLDURA.



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