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FAÇA A SUA SORTE - CAPÍTULO 10

 






CENA 01. HOTEL. EXT. NOITE.

Enquanto dentro do hotel a festa está em pleno andamento, do lado de fora, a rua está silenciosa, iluminada apenas pelos postes de luz intermitentes. Os agentes da polícia chegam discretamente, um a um, em seus veículos não identificados, estacionando em locais estratégicos nas proximidades do Hotel. Eles se movem com cautela, suas armas ocultas sob os casacos, os olhos atentos a qualquer sinal de perigo.


Agente 1 - (sussurrando para o colega ao lado) Tudo calmo por aqui. Não parece haver atividade suspeita ainda.

Agente 2 - (acenando para o restante da equipe) Mantenham a posição e fiquem atentos. Romina pode estar esperando por nós.


Ao redor, os agentes se posicionam taticamente, ocultos nas sombras das ruas adjacentes. Alguns mantêm vigilância nas entradas principais do Hotel, enquanto outros ficam de prontidão em possíveis rotas de fuga.


O líder da equipe, observa a operação com olhos atentos, sua mente analisando todas as possibilidades e cenários.


Tenente - (sussurrando para seus homens) Fiquem alertas. Nossa prioridade é capturar Romina Macedo sem causar pânico entre os civis.

Agente - (em resposta) Entendido, tenente. Estamos prontos para agir assim que recebermos as ordens.


Enquanto aguardam as instruções, os agentes permanecem em silêncio, seus ouvidos atentos aos ruídos da festa que ecoam do interior do Hotel. A tensão no ar é palpável, cada segundo parece se arrastar enquanto a operação se desenrola


CENA 02. MANSÃO DE PATY. SALA DE ESTAR. NOITE

Paty e Juliano estão sentados no sofá, assistindo a um filme juntos. A sala está iluminada apenas pela luz da TV, criando uma atmosfera acolhedora e aconchegante. Eles riem e comentam sobre as cenas.


Paty - (rindo) Esse filme é tão bobo, mas é impossível não se divertir com ele.

Juliano - (sorrindo) Concordo totalmente. Às vezes, é bom desligar o cérebro e apenas se deixar levar pela diversão.


Pouco a pouco, o sorriso de Paty se desvanece e uma sombra de tristeza cruza seu rosto.


Paty - (suspirando) Juliano, às vezes eu me pego pensando sobre... você sabe, tudo.

Juliano - (colocando a mão no ombro de Paty com carinho) Eu sei, Paty. Mas lembre-se, estamos aqui para aproveitar o tempo que temos juntos. Nada pode mudar isso.


Paty assente, lutando para conter as lágrimas que ameaçam cair.


Paty - Eu sei, Juliano. Eu só... às vezes é difícil.

Juliano - (com voz suave) Eu entendo. Mas você não está sozinha nisso. Eu estou aqui para você, hoje e sempre.


Os olhos de Paty se enchem de gratidão enquanto ela olha para Juliano.


Paty - Você é um verdadeiro amigo, Juliano. Obrigada por estar ao meu lado, mesmo nos momentos mais difíceis.

Juliano - (com um sorriso gentil) Sempre, Paty. Porque isso é o que os amigos fazem. E você é mais do que uma amiga para mim, você é como uma mãe.


Os dois se abraçam calorosamente.


CENA 03. HOTEL. EXT. NOITE

Os policiais aparecem posicionados estrategicamente ao redor do hotel, escondidos nas sombras e atrás de veículos estacionados. O clima está tenso e silencioso.


Tenente - (sussurrando para a equipe) Mantenham-se alertas, pessoal. Este é o momento que estávamos esperando. Aguardem o sinal para avançar.


Os policiais assentem em silêncio, as expressões tensas revelando a gravidade da situação. Eles seguram firmemente suas armas, os olhos fixos nas janelas do hotel, esperando por qualquer sinal de atividade.


Tenente - (ao rádio) Equipe de vigilância, relatem a situação dentro do hotel. Estamos prontos para avançar assim que tivermos a confirmação.


A equipe de vigilância, posicionada em um ponto estratégico próximo ao hotel, responde pelo rádio.


Agente - (através do rádio) Aqui é o Agente Silva. Tudo quieto por enquanto. Não vimos nenhuma movimentação suspeita. Parece que estão todos desprevenidos lá dentro.


Tenente - (assentindo) Ótimo trabalho, Agente Silva. Mantenha-nos informados sobre qualquer mudança na situação.


Os policiais se preparam para avançar, suas mãos suando de nervosismo enquanto aguardam o sinal para a invasão.


CENA 04. APARTAMENTO DE MARSALA. BANHEIRO DA SUÍTE. NOITE

Marsala sai do banho, com os cabelos molhados e enrolada em uma toalha felpuda. Seu rosto está iluminado pelo brilho pós-banho, e ela parece radiante. Ela pega seu celular em cima da pia e percebe uma notificação do aplicativo de paquera.


Marsala - (com um sorriso no rosto) Hum, um novo match?


Ela desbloqueia o celular e seus olhos se iluminam ao ver o perfil de um homem extremamente atraente. 


Marsala - (animada) Uau, ele é incrível!


Ela abre a mensagem do homem e começa a digitar uma resposta, seus dedos voando sobre a tela do celular.


Marsala - (digitando) Olá! Que surpresa agradável encontrar alguém tão interessante assim.


Enquanto ela digita, sua mente está repleta de expectativas e possibilidades. Ela mal pode esperar para conhecer melhor esse homem misterioso.


Homem Misterioso - (respondendo) Oi, Marsala! Fico feliz que tenha gostado do meu perfil. Você também me chamou a atenção.


Marsala sorri ao ler a mensagem, sentindo-se ainda mais intrigada pelo homem.


Marsala - (respondendo) Obrigada! Então, o que você gosta de fazer para se divertir?


Os dois continuam trocando mensagens, compartilhando detalhes de suas vidas e interesses. A conversa flui naturalmente, e Marsala sente uma conexão crescente com o homem.]


Homem Misterioso - (respondendo) Eu adoro sair para jantar em restaurantes novos e explorar a cidade. Mas também gosto de noites tranquilas em casa, assistindo a um bom filme. E você?


Marsala sorri ao ler a mensagem.


Marsala - (respondendo) Ah, eu também amo experimentar novos restaurantes e adoro uma boa sessão de cinema. Talvez possamos nos encontrar em algum lugar em breve?


Marsala se mostra empolgada com a conversa.





CENA 05. MANSÃO DE PATY. QUARTO PRINCIPAL. NOITE.

Juliano, está sentado na beira da cama de Paty. O quarto está iluminado suavemente pela luz da lua que entra pela janela, criando uma atmosfera serena e tranquila. Paty está deitada na cama, com uma expressão tranquila no rosto.


Juliano - (acariciando gentilmente a mão de Paty) Boa noite.


Paty sorri para Juliano, os olhos brilhando com amor e gratidão.


Paty - Boa noite, meu filho. Obrigada por tudo.


Juliano se inclina para beijar a testa de Paty, transmitindo todo o amor e cuidado que sente por ela.


Juliano - É um privilégio poder cuidar de você.


Ele cobre Paty com o cobertor, garantindo que ela esteja confortável e aquecida.


Paty - (suspirando de contentamento) Você é maravilhoso, Juliano. Onde quer que esteja, sua mãe deve sentir muito orgulho de você.


Eles compartilham um olhar significativo, uma troca silenciosa de amor e gratidão que transcende as palavras. Com um último sorriso, Juliano apaga a luz do quarto, deixando Paty descansar em paz.


CENA 06. HOTEL. SALÃO PRINCIPAL. NOITE.

Romina se aproxima de Leo com um sorriso educado, mas um brilho irônico nos olhos.


Romina - Com licença, Leo. Preciso finalizar logo essa entrega dos diamantes. Estou exausta e ansiosa para ir para casa.

Leo - (surpreso) Oh, Senhorita Elza, já vai embora? A festa está explêndida. Não está gostando?


Romina ergue uma sobrancelha, mantendo sua compostura.


Romina - Claro que estou adorando, Leo. Mas você sabe como é, negócios são negócios. E eu valorizo meu descanso tanto quanto valorizo uma boa festa.


Leo sorri, percebendo a ironia nas palavras de Romina.


Leo - Entendo. Bem, quem sou eu para atrapalhar seus negócios, não é mesmo? Mas antes de ir, que tal uma dança?


Romina olha para Leo, ponderando por um momento antes de concordar com um sorriso.


Romina - Por que não? Afinal, quem sou eu para negar um convite tão gentil?


Os dois começam a dançar no meio do salão, atraindo a atenção de todos ao redor. Romina se move com graça e sensualidade, enquanto Leo a observa com admiração.


De repente, Leo recebe uma mensagem em seu ponto eletrônico, seu rosto se contraindo em preocupação ao ouvir as notícias.


Voz no Ponto Eletrônico - (sussurrando) Leo, temos um problema. O hotel está cercado pela polícia.


Leo franze o cenho, sua mente rapidamente elaborando um plano para escapar da situação delicada.


Leo - (sussurrando para Romina) Elza, precisamos sair daqui agora. O hotel está cercado pela polícia.


Romina olha para Leo, assustada.


Romina - (assustada) Isso não pode ser!


Leo pensa por um momento, uma ideia surgindo em sua mente.


Leo - (decidido) Vamos apagar as luzes e acionar o alarme de incêndio. Isso deve criar confusão suficiente para nos dar uma chance de escapar.


Sem hesitar, Leo dá a ordem para a equipe de segurança, e logo as luzes do salão se apagam, mergulhando o ambiente na escuridão. O som estridente do alarme de incêndio enche o ar, provocando pânico entre os convidados da festa.


Romina e Leo se separam e aproveitam a confusão para se moverem rapidamente pelo salão, evitando os olhares curiosos e desviando-se dos convidados em pânico.


CENA 07. HOTEL. EXT. NOITE.

A multidão, em pânico, sai precipitadamente do hotel, empurrando e gritando enquanto os policiais se aproximam, prontos para invadir. O clima está tenso e carregado de expectativa, o ar vibrando com a iminência da ação.


Comandante - (gritando para os policiais) Vamos lá, pessoal! Não vamos perder tempo. Invadam o hotel e prendam todos os suspeitos!


Os policiais avançam com determinação, as armas em punho, prontos para enfrentar qualquer resistência. Eles entram no hotel e são recebidos pelas luzes de emergência piscando, criando uma atmosfera sombria e surreal.


Ao entrarem no saguão, são recebidos pelos capangas de Leo, que emergem das sombras armados até os dentes. A tensão atinge o ápice quando começa uma intensa troca de tiros entre os policiais e os capangas.


Capanga de Leo - (gritando para seus companheiros) Vamos mostrar para esses porcos quem manda aqui! Não deixem nenhum deles escapar!


Os tiros ecoam pelo saguão, os gritos de dor e desespero se misturando com o som ensurdecedor dos disparos. O caos reina enquanto os policiais lutam para avançar contra os capangas, cada passo sendo uma batalha árdua e perigosa.


Comandante - (gritando para sua equipe) Avancem! Não podemos recuar agora! Precisamos acabar com essa resistência e prender esses criminosos!


Enquanto a troca de tiros continua, o saguão do hotel se transforma em um campo de batalha, com os destroços e o caos reinando. 


CENA 08. HOTEL. INT. NOITE

Romina corre desesperadamente pelo corredor do segundo andar do hotel, o som dos tiros ecoando ao fundo, aumentando a tensão no ar. Seu rosto está contorcido pela adrenalina, os olhos arregalados de medo. De repente, Romina avista Marisol correndo também, reconhecendo-a como uma funcionária do hotel.


Romina - (pensando consigo mesma) A funcionária!


Romina age rapidamente, puxando uma faca que estava escondida debaixo de seu vestido. Ela avança em direção a Marisol, agarrando-a pelo cabelo e a empurrando com força contra a porta de um dos quartos do hotel. A porta se arrebenta com o impacto, e Marisol cai desajeitadamente no chão do quarto, atordoada.


Romina sobe rapidamente em cima de Marisol, pressionando a faca contra seu pescoço com firmeza. O olhar de Romina é duro e determinado, mas também carregado de desespero.


Romina - (com voz firme) Garota, você vai me ajudar a fugir daqui. Como funcionária deste hotel, você deve conhecer todas as saídas e rotas de fuga. Não tente me enganar, ou isso vai acabar muito mal para você.


Marisol encara Romina, desesperada. O clima é de tensão.


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