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Débora - Capítulo 12


Débora
CAPÍTULO 12

uma novela de
FELIPE LIMA BORGES

escrita por
FELIPE LIMA BORGES

baseada nos capítulos 3 a 5 do livro de Juízes

 No capítulo anterior: Débora, Jaziel e Baraque começam a escalar o monte. Jeboão termina seu serviço e sai; Najara o segue. Sísera assedia uma serva e toma o vinho dos oficiais. Apesar da subida dificultosa, Débora, Jaziel e Baraque apreciam a vista. Nira e Debir falam sobre seus sonhos, e ele diz para ela pedir um presente a Jeboão para que possam viajar. Jeboão bate na porta e assusta o casal. Apesar do desespero, Nira coloca um baú perto da janela e Debir sobe e se esconde atrás da cortina. Jeboão entra e é afoito com a amante. Quando ela vai fechar a porta, Jeboão vê Debir no lado de fora e manda ele ficar longe daquela casa. Não conseguindo ver quem mais estava na casa, Najara vai embora. O primeiro relatório dos soldados para Sísera é inconclusivo. Najara diz para Sísera suspender o primeiro relatório ao rei e para resolverem o problema do porão da casa. Ela também conta que seguiu Jeboão, e pede que o filho investigue. A serva assediada por Sísera o denuncia ao rei, e tem uma surpresa com a presença do denunciado. Débora, Jaziel e Baraque chegam ao topo do monte e encaram o que há ali em cima.
FADE IN:

CENA 1: INT. PALÁCIO – SALA DO TRONO – DIA
Sentado em seu trono, Jabim encara tanto a serva chorosa quanto Sísera logo atrás dela.
SÍSERA
Com licença, meu senhor.
Jabim faz que sim e Sísera se aproxima e para ao lado da mulher, que tremula de pavor.
JABIM
Sísera, você escutou o que essa serva me contou. É tudo verdade?
Sísera hesita... Olha para ela, que mantém o olhar baixo... e de volta para o rei.
SÍSERA
Sim.
Lágrimas escorrem do rosto da serva.
JABIM
(para ela) Olhe para mim.
Ela levanta a cabeça e olha para Jabim.
JABIM
Acontece, mulher, que o que esse homem te falou na ocasião... é verdade. Ele não é apenas um soldado, foi promovido a Capitão temporário, e é muito curioso que você, como serva, não saiba disso. Essa situação mostra o seu desinteresse em se inteirar nos assuntos do reino, pertinentes à vida de todos os hazoritas!
SERVA
Perdão, meu rei! Perdão!... (limpando as lágrimas) Mas... ele me importunou... Se aproveitou da tua serva...
JABIM
Sísera, você fez mesmo tudo o que ela relatou? Abraçou-a, acariciou-a, apalpou-a?
Sísera respira fundo.
SÍSERA
Sim, meu senhor. Tudo isso aconteceu. Não consegui resistir...
Jabim se ajeita no trono.
JABIM
Sabe, só de falar e imaginar isso, já senti um fogo nas minhas entranhas...
Surpresa e receosa, a mulher olha para o rei.
JABIM
Você. Quero que vá agora mesmo para os meus aposentos.
SERVA
(desesperando-se) Senhor... O quê... Não entendo!...
JABIM
Quero você me esperando em meu quarto. O servo lhe acompanhará. Vá!
SERVA
Senhor, por favor!... Senhor! Meu rei! Por favor! Piedade! Eu sou casada, meu senhor! Por favor! Não faça isso! Me perdoe, me perdoe! Deixe-me ir!...
JABIM
Se você não estiver em meu quarto quando eu chegar lá, mandarei para o seu marido a sua cabeça dentro de um cesto! VÁ!!!
A serva desaba em lágrimas e vai saindo. O servo se aproxima e a conduz.
SÍSERA
Senhor... Perdão pelo inconveniente.
Jabim respira fundo e relaxa no trono.
JABIM
Tem o primeiro relatório?
SÍSERA
Era sobre isso que eu gostaria de falar com o meu soberano. Devido a alguns elementos da geografia local até então desconhecidos, e também a uma suposta mudança na estratégia de defesa dos amonitas, eu calculei e previ grandes riscos caso continuássemos com as buscas naquele local e com aquela estratégia. Portanto, meu senhor, não houve tempo o suficiente para conseguirmos informações relevantes. Por essa razão, escolhi por alterar a entrega do primeiro relatório em algumas horas.
Jabim não fica muito confortável...
JABIM
Você tem certeza?
SÍSERA
Absoluta, senhor.
JABIM
Essa alteração devia ser solicitada a mim com antecedência. Você deveria me apresentar o mapa de riscos e só então eu daria o aval para a mudança no horário de entrega. É assim que funciona, Sísera. Sou eu quem tem a última palavra.
SÍSERA
(de cabeça baixa) Perdão, meu senhor. Peço que perdoe o erro do teu servo. Na ânsia de fazer a melhor estratégia para o exército e para as buscas, me atrapalhei completamente... Mas juro ao meu rei, pela minha vida, que isso não voltará a acontecer.
Jabim respira fundo e Sísera olha para ele.
JABIM
Tudo bem. Vou aguardar o primeiro relatório até o final do dia.
SÍSERA
Grato, senhor! Agradeço imensamente!
JABIM
Bom, agora vou aos meus aposentos brincar um pouco com a sua amiga.
SÍSERA
(sorrindo) Faça um bom proveito da serva, meu rei. Com licença.
Sísera faz uma reverência com a cabeça e sai. Jabim se levanta e vai para outra saída.

CENA 2: EXT. MONTE – DIA
Parados à borda do monte e de costas para a paisagem, Débora, Jaziel e Baraque encaram o topo: porém, há ali apenas areia e algumas pequenas elevações rochosas.
JAZIEL
Francamente...
Além de cansado, Baraque começa a se preocupar. Débora então vira e olha para Betel. A cidade está logo ali...
DÉBORA
Só essa vista inédita já valeu a escalada!...
Jaziel também vira.
JAZIEL
É, não dá para dizer que você não tem razão...
Baraque parece ter a mente iluminada.
BARAQUE
Esperem!... O pergaminho diz que o tesouro está sobre! A areia pode tê-lo coberto!...
Débora e Jaziel não parecem muito animados.
BARAQUE
Por favor, me ajudem... Não parece ser uma camada muito grossa de areia. Deve estar aqui, tem que estar!
Débora e Baraque se entreolham...
DÉBORA (NAR.)
Eu já estava imaginando que aquilo não tinha futuro, mas ajudaria Baraque assim mesmo.
Os dois então se aproximam de Baraque para procurarem o tesouro.


CENA 3: INT. CASA DE NIRA – DIA
Nira está deitada de bruços com um leve lençol lhe cobrindo de qualquer jeito, e Jeboão beija seus pés; vai subindo pela perna.
JEBOÃO
Que sorte... Sou o homem mais sortudo de Canaã!... Sorte de ter você... de ser você o alívio na minha vida...
Ela sorri e ele, segurando a coxa de Nira, olha para ela.
JEBOÃO
Não sei o que seria de mim se tivesse que ver apenas aquela velha feiosa todos os dias... Me enoja! Mas você não, Nira. Você me dá vigor, me dá saúde! Me enche de prazeres que eu pensava que nunca mais poderia ter.
Afoito, ele engatinha até se igualar a ela em altura e beija sua costa nua. Se empolga e começa a apertar o corpo de Nira, que logo sai de baixo dele e senta na cama.
JEBOÃO
O quê?...
Nira se ajeita, sorri e acaricia o cabelo dele com a mão.
NIRA
É que... tem uma coisa...
JEBOÃO
Uma coisa? Que coisa? O que está acontecendo, minha deusa?
NIRA
Faz tempo, Jeboão... que eu tenho um desejo.
JEBOÃO
(gostando) Um desejo? Hum, diga o que quer que eu faça que eu faço do jeito que quiser, agora mesmo, pra te dar o maior prazer que já sentiu...
NIRA
Não, meu amor, não é isso... Em relação ao nosso fogo, estou plenamente satisfeita. Você é perfeito. Não tenho do que reclamar.
JEBOÃO
Que bom... Então, do que se trata o seu desejo, Nira? Se eu puder, também te darei.
NIRA
Meu desejo, Jeboão, é de ter uma joia. Igual às das mulheres nobres. Uma joia de pescoço, um adorno...
JEBOÃO
Bom, eu... eu posso comprar uma para você, mas precisa esperar um tempo...
Nira faz um semblante de insatisfação.
NIRA
Eu sempre estou disponível para você, Jeboão, sempre. E esse meu desejo já vem de muito tempo!
Jeboão respira fundo.
JEBOÃO
Vai ser difícil... mas vou tentar.
Deixando o lençol em que está enrolada afrouxar e seu corpo nu mais visível, Nira se inclina para ele.
NIRA
Mas é só tentar? Só isso? Um homem como você, com a sua honra, sua reputação, sua coragem!... vai só tentar?
Jeboão fica mais confiante.
JEBOÃO
Não. Eu vou conseguir!
Nira sorri satisfeita.
JEBOÃO
Mas quero que faça uma coisa pra mim, e agora.
NIRA
O quê, meu destemido guerreiro?
Jeboão então deita de barriga para cima.
JEBOÃO
Quero você por cima.
NIRA
Hum...
JEBOÃO
Todas as noites imagino isso na cama antes de dormir... Porém é difícil com Najara do lado. Mas agora posso. Agora quero! Quero muito! Venha, Nira, venha!
Olhando-o provocantemente, Nira engatinha e senta em cima dele, de frente para ele.
NIRA
(acariciando o peito de Jeboão) O que quer que eu faça agora, hum?
Jeboão, admirando-a, sorri empolgado.

CENA 4: INT. CASA DE NAJARA – SALA – DIA
A porta se abre e Sísera e Najara entram em casa.
SÍSERA
E o pai? Será que chegou?
NAJARA
Ainda deve estar fora com alguma vagabunda.
Sísera fecha a porta.
SÍSERA
Pelo menos poderemos ver o problema em paz.
NAJARA
Vamos logo.
Eles vão para a cozinha, onde acendem uma tocha e abrem uma pequena porta de madeira no chão.

CENA 5: INT. CASA DE NAJARA – PORÃO – DIA
Sísera e Najara descem uma escada de madeira. O local é escuro, as únicas luzes vem das frestas da porta no teto e da tocha que Sísera carrega.
Finalmente chegam ao chão e caminham para o fundo do porão. Não é um local grande, e há ali apenas poucos objetos velhos jogados. Mas, conforme se aproximam do fundo, a luz da chama revela dois pilares de madeira ligando o teto ao chão, e, em cada um, um homem. Estão sentados, os braços para trás e presos aos pilares por cordas e as bocas amordaçadas. Ao verem Sísera e Najara, eles começam a se debater.
NAJARA
Capitão... E Primeiro Oficial. Estão com saudades?
Eles tentam se debater violentamente, mas em vão.
NAJARA
Tire as mordaças.
Sísera, ainda segurando a tocha, se aproxima e tira a mordaça do CAPITÃO (50 anos) e do PRIMEIRO OFICIAL (30 anos).
CAPITÃO
Malditos... Malditos... Traidores, malditos!!! Até quando isso???!!!
Najara, sorrindo, e Sísera, sério, encaram os dois homens.

CENA 6: EXT. MONTE – DIA
No topo do monte, Baraque e Jaziel continuam a afastar, em diferentes pontos, a camada de areia em busca de algum sinal do tesouro. Débora faz o mesmo, mas um pouco afastada dos dois, e parece pensar em outras coisas. Jaziel, suado, para e respira fundo.
BARAQUE
(notando-o) Por favor, não desistam! Podemos estar mais próximos do que pensamos!
JAZIEL
(cansado e frustrado) É óbvio que não há nada aqui!
DÉBORA
Vocês chegaram a ouvir sobre os rumores?
Ambos olham para ela.
BARAQUE
Que rumores?
DÉBORA
De que algumas regiões na fronteira ao norte estão sendo atacadas...
JAZIEL
Rum, não seria novidade. Sangar nas últimas, o povo voltando à idolatria... É bem possível que voltemos a ser dominados por algum outro reino.
BARAQUE
(aflito com a ideia) Ah... Nem diga uma coisa dessa. Mas, se encontrarmos o tesouro aqui, poderemos ficar mais tranquilos com todo o dinheiro que teremos.
DÉBORA
Não sei vocês, mas eu não ficaria com tudo. Ajudaria o povo de Betel...
BARAQUE
Sim, claro, há muitos necessitados entre nós...
De repente, enquanto mexe quase a esmo na areia, Débora nota, do outro lado de uma formação rochosa, algo diferente. Não consegue distinguir... Então dá a volta na rocha e vai até lá. Ao chegar percebe que se trata de uma tábua de pedra, com inscrições gravadas, posta à boca de uma caverna vedada por outras pedras.
DÉBORA
Meu Deus...
Ela se agacha e examina a inscrição.
DÉBORA
“Misael. Marido honrado, pai amado e servo humilde do Deus de Israel.”.
Impressionada, Débora tampa a boca com a mão...
Por um bom instante ela fica assim, congelada...
JAZIEL (O.S.)
Débora!
Pálida, a garota pisca e apenas balbucia...
JAZIEL (O.S.)
Débora, onde você está?!
Finalmente ela reage... Engole em seco, tenta respirar, limpa o rosto... Sons de alguém se aproximando.
Então põe-se de pé e volta arrodeando a formação rochosa; dá de cara com Jaziel!
DÉBORA
(assustando) Ah!...
JAZIEL
Ei!... Onde você estava? Está bem?
DÉBORA
Sim, sim... Estava apenas procurando lá para trás... Vamos.
Débora volta. Jaziel olha para o lugar de onde ela veio, mas, não vendo nada dali, a segue.
DÉBORA
Acho melhor irmos embora, Baraque.
BARAQUE
(lamentavelmente) Sei...
JAZIEL
O que você vai fazer agora?
Baraque se levanta e, frustrado, respira fundo.
BARAQUE
Não sei... Para mim a carta era tão clara... Acho que não vou ter escolha a não ser voltar para Quedes.
Cansados, os três se entreolham... E então vão para a borda do monte para descerem.
Débora disfarça sua confusão de sensações...

CENA 7: INT. CASA DE NAJARA – PORÃO – DIA
A fraca luz da tocha que Sísera segura ilumina o rosto cruel de Najara, o semblante revoltado do Capitão e a preocupação do Primeiro Oficial.
NAJARA
(para o Capitão) Você ainda não entendeu o que está acontecendo aqui, não é?
CAPITÃO
O que vocês querem?! Ahn?! Digam! Ouro! Nomeações!
NAJARA
Com essa inocência você não serve mesmo para comandar o exército de Hazor. Parte da culpa de os amonitas ainda serem uma ameaça para nós é sua.
PRIMEIRO OFICIAL
(os olhos lacrimejando) Por favor, senhora... Sísera... Por favor, deixem-me ir... Eu tenho meus pais... Eles só tem a mim, por favor... Clemência!...
Najara o ignora.
NAJARA
Sísera é quem merece o cargo de Capitão. Ele foi preparado por mim para isso durante toda sua vida. É seu destino. Um destino de glória reservado a ele pelos próprios deuses.
CAPITÃO
(enojado) Vocês... Vocês fizeram... um plano?!
NAJARA
Sim. E tirá-los do caminho é a parte mais importante do plano.
CAPITÃO
Como ousam?!
NAJARA
Fique tranquilo, ainda Capitão. Se você ama tanto o exército e a nação, precisa morrer tranquilo, sabendo que os mesmos estarão em ótimas mãos e com um futuro brilhante!
Os primeiros traços de desespero começam a aparecer no Capitão.
CAPITÃO
Malditos... São muito piores do que eu pensava... Desgraçados, malditos, canalhas! Canalhas!!! Seus canalhas!!! Seus malditos!!! Malditos!!!
Najara saca um punhal e os dois homens a olham, agora quietos e trêmulos.
Então ela oferece o punhal ao filho.
NAJARA
Faça.
Sísera olha nos olhos de Najara.
NAJARA
É você quem vai ocupar o lugar, então é você quem deve tirá-lo do mesmo. É assim que tem que ser.
Levemente apreensivo, Sísera pega o punhal.
CAPITÃO
Você nunca matou ninguém, Sísera... Do tempo em que entrou no exército até agora nunca participamos de nenhuma batalha!... Você não consegue, não sabe! Não pode fazer isso!
Com raiva, Najara se abaixa e amordaça novamente o Capitão que, suado, berra e se debate, mas em vão. Ao ver a hesitação do filho, Najara toma-lhe o punhal e se aproxima do Primeiro Oficial.
NAJARA
(para Sísera) Vou mostrar apenas uma vez.
PRIMEIRO OFICIAL
Não, não, não, não, não, não!...
Sob o olhar angustiado e desesperado do Primeiro Oficial, Najara lhe corta o pescoço com um golpe lento, mas certeiro. Sísera observa o sangue escorrer do pescoço e rapidamente molhar toda a veste do homem, que desfalece. O Capitão não para de berrar.
Najara então entrega o punhal ao filho, que pega, tentando se manter equilibrado, e se aproxima do Capitão, que grita tanto que é possível entender o que diz, apesar da mordaça.
CAPITÃO
LOUCOS!!! LOUCOS!!! LOOOUCOS!!!
Najara se aproxima de Sísera.
NAJARA
(sussurrando no ouvido) Você consegue. Estará fazendo bem a si, à família, a todo o povo do reino. Você é necessário, Sísera. Todos precisam de você... e todos te obedecerão. Uma nação aos seus pés... Um mundo grato. Todas as injustiças que sofreu... sendo consertadas. Justiça absoluta!... sendo feita. Todas as peças em seus devidos lugares... onde já deveriam estar há muito tempo. E tudo o que você quiser... ao seu alcance.
Meio que em transe, Sísera, segurando firmemente o punhal, encara o desesperado Capitão.
NAJARA
Sísera. O grande Sísera. Capitão do exército de Hazor. Ninguém acima dele a não ser o rei!
Quase hipnotizado, Sísera leva o punhal até o pescoço do homem. Najara assiste com expectativa. Então Sísera afunda a lâmina e faz um corte perfeito. Parece entrar em êxtase quando o sangue quente jorra do pescoço e encharca sua mão até o punho...
O Capitão desfalece e Sísera, no auge de sua sensação, cai sentado.
Najara o olha satisfeita.
Ela molha a ponta do dedo no sangue escorrido e faz uma mancha na testa do filho. Em seguida segura sua cabeça e a beija.
NAJARA
Tenho orgulho de você.
Sísera, um tanto anestesiado, olha para ela, que sorri. Em seguida ele olha para os dois corpos, mas principalmente para o do Capitão.
No olhar ao mesmo tempo vazio e aliviado de Sísera, IMAGEM CONGELA
CONTINUA...
FADE OUT:


No próximo capítulo: Éder diz a Débora que precisam marcar seu casamento. Sísera e Najara dão continuidade ao plano. E Sama e Jaziel passam por um momento complicado em seu namoro.

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