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VILAREJO - Capítulo 11



Capítulo 11

Cena 01 - Fazenda Santa Clara [Interna/Manhã]

Música da cena: Valsinha - Mônica Salmaso

[Uma grande fazenda surge como plano de fundo, rodeada por árvores e pastos esverdeados. No interior da propriedade, Miguel visitava o imóvel com a intenção de comprá-lo para Ana Catarina.]



PROPRIETÁRIO: - Como vosmecê pode ver, o imóvel está praticamente pronto para morar, são pouquíssimos reparos. [Diz ao abrir uma das janelas da imensa sala de estar, iluminando o ambiente].


MIGUEL: [Abre a porta de um escritório e o observa por dentro] - É, acredito que seja ideal para o que procuro.


PROPRIETÁRIO: [Olha para Miguel com desconfiança] - O senhor tem mesmo dinheiro para pagar? Desculpe a desconfiança, é que nunca vi um negro forro de posses, como vosmecê.


MIGUEL: [Sorri ironicamente, erguendo uma pasta que carregava consigo. Em seguida a colocou em cima de um pequeno caixote, abrindo-o em seguida, revelando uma grande quantidade de réis] - Está vendo isso? De onde vem, tem muito mais. Daria pra comprar no mínimo umas 100 fazendolas como essa. 


PROPRIETÁRIO: [Olha para o dinheiro completamente surpreso].


MIGUEL: - E então, vai continuar me mostrando a propriedade interessado no negócio ou eu posso procurar outras fazendas pela região? [Questiona de forma incisiva].


PROPRIETÁRIO: - Absolutamente! Me acompanhe, por favor. [Diz caminhando em direção a um extenso corredor no pavimento térreo da casa].


MIGUEL: - Ótimo! [Completa o acompanhando].



Cena 02 - Casa dos Lobato [Interna/Manhã]

[Cansada e visivelmente enfraquecida, Maria do Céu permanecia deitada em sua cama e só despertou quando ouviu o som da porta se fechar.]


MARIA DO CÉU: - Vosmecê de novo? Eu disse que não era para voltar. Não entende que eu estou muito doente? [Encobre-se com um lençol].


TOMÁSIA: - Eu disse que iria voltar, esqueceu? A propósito, não me disse seu nome.


MARIA DO CÉU: - Meu nome é “vá embora”, entendeu? [Responde aborrecida].


TOMÁSIA: - Muito engraçadinha. Mas, eu não vou arredar o pé daqui, até vassuncê me dizer o seu nome.


MARIA DO CÉU: [Deita-se na cama, cobrindo-se por completo].


Cena 03 - Mercearia da Paz [Interna/Manhã]

Música da cena: Quem Tome Conta de Mim - Paula Toller

[Com a transição de cenas, surgem algumas imagens externas da cidade de São José dos Vilarejos. Conforme as imagens são apresentadas, a cena nos leva para a mercearia de Cândida e Joana.]


CÂNDIDA: - Graça, Laura… Que bons ventos as trazem acá, em minha mercearia?


CÂNDIDA: - Não deveria contar, mas irei confidenciar a vosmecê, que é querida como uma grande amiga. O Antônio e a Laura marcaram finalmente a data do casamento.



CÂNDIDA: - Que maravilha, ,meus parabéns Laura,


LAURA: - Agradecida. Faço questão de que a senhora e Joana compareçam ao jantar de noivado. [Fala sorridente].


JOANA: - Estaremos lá, será uma honra.


CÂNDIDA: - Temos que aproveitar os eventos agora, porque depois da chegada da condessa… A cidade vai ter outra cara!


GRAÇA: [Estranha] - Condessa? Do que está falando? Não vai me dizer que vosmecê está começando a variar das ideias? 


CÂNDIDA: - Que nada, menina. Isso é a mais pura verdade. Fiquei sabendo de fonte segura, que uma condessa está para se mudar para o vilarejo. Imagina que fineza? Uma figura tão ilustre e distinta, escolher um lugar desses para se estabelecer?


GRAÇA: - Santa mãe, vai ser um estouro. Uma mulher desse porte, vivendo aqui! Mal vejo a hora de conhecê-la, então. Sim, porque imagino que ela só se aproxima das pessoas mais distintas da cidade, certamente de famílias como a nossa.


LAURA: - Curioso, uma pessoa com tal título de nobreza querer se estabelecer logo aqui, nesse fim de mundo. O que será que a traz até aqui? [Questiona-se, deixando as outras três mulheres também reflexivas].


Cena 04 - Campo [Externa/Tarde]

Música da cena: Sem Poupar Coração - Nana Caymmi

[Com a transição de cenas, surgem os belos campos florestados da cidade de São José dos Vilarejos, onde Leonora passeava acompanhada por Rosaura.]


LEONORA: [Após um breve momento respirando ar puro e observando a paisagem, Leonora percebeu que Rosaura estava um pouco inquieta e olhava para trás frequentemente] - O que foi, Rosaura? Acaso vosmecê não está gostando do passeio? Pensei que fossemos boas amigas.


ROSAURA: - Eu estou gostando, sinhá. É que nós estamos nos afastando muito e eu penso que se Sinhá Carlota chegar e não me encontrar em casa, há de se aborrecer comigo.


LEONORA: - De certo que não, pode ficar tranquila, que eu sei amolecer o coração de pedra de minha irmã.


ROSAURA: [Sorri ao perceber o quanto as duas irmãs possuem personalidades distintas] - A sinhá é um verdadeiro anjo, tão diferente de Dona Carlota. É engraçado, porque a sinhá não costuma vir para as bandas de acá. De certo prefere a movimentação da capital!


[As duas continuam caminhando e se aproximam do rio, onde as mulheres comumente vão para lavar roupas.]


LEONORA: - Claro que não, nenhum lugar se compara a esse vilarejo. Tenho tantas lembranças dessa cidade.


ROSAURA: - Lembranças bonitas, sinhá? 


LEONORA: - Nem todas, minha querida Rosaura. Algumas eu prefiro esquecer! [De repente, Leonora perde a fala e fica atônita].


ROSAURA: - Quem foi, sinhá? Viu alguém conhecido, foi? [Questiona ao perceber a expressão estranha de Leonora].


[Leonora havia perdido a fala, pois de fato havia visto entre as mulheres alguém que não encontrava há muitos anos.]


LEONORA: - Vamos voltar, não queremos problemas com a Carlota! [Disfarça começando caminhar na direção oposta, retornando ao caminho por onde tinham vindo].


ROSAURA: - Mas sinhá… [Disse sem entender nada].


MADALENA: - Bom dia, Gají! [Diz ao ficar de pé, enxugando a mão na saia]. - Bendita seja a tua sorte! 

Tradução: Gají = mulher não cigana.


ROSAURA: - Essa cigana está falando com a sinhá! [Alerta Leonora].


LEONORA: - Mas eu não a conheço, ela deve apenas estar querendo alguns trocados. Vamos embora, Rosaura! [Responde olhando para Rosaura].


MADALENA: - Certamente vosmecê não deve estar lembrada, mas nós nos conhecemos. Há muitos anos, quando vosmecê era apenas uma xaborrí. O páxa que os nossos destinos voltem a se cruzar!

Tradução: Xaborrí = Menina.

Tradução: Páxa = caminho da vida.


LEONORA: - De certo a senhora está enganada. Com licença! Vamos Rosaura… [Conclui arrastando Rosaura embora dali].


MADALENA: [Observa as duas se afastar] - Diga o que dizer, gají. Vosmecê não há de enganar essa velha romí. Os destinos sempre voltam a se cruzar, está escrito. Eu vi nas cartas e as cartas não mentem! [Completa].

Tradução: Romí = Mulher cigana.


Cena 05 - Acampamento dos Ciganos [Externa/Tarde]

[Açucena conversava com algumas ciganas no acampamento, quando Vladimir surgiu distante, chamando atenção das outras ciganas.]


CIGANA: [Suspira vendo Vladimir] - Vosmecê é uma romí de muita sorte. Será uma bela galbi e rainha do nosso povo. Vladimir será o rei mais bonito de todos”

Tradução: Galbi = Noiva.


AÇUCENA: [Observa com indiferença] - É… [Responde sem muita empolgação].


CIGANA: [Estranha a falta de animação de Açucena] - Oras, Açucena. Quem te vês assim, nem parece que estás feliz com o casamento. Não vai dizer que está pensando em dar para trás do compromisso? Isso seria uma maldição para o nosso povo, a má sorte cruzaria seu destino.


AÇUCENA: [Percebe que não deveria ter demonstrado desinteresse na frente de uma estranha] - Não, não é isso… É que estou pensando numa coisa que a minha avó me disse, não é nada demais. É claro que não vou desistir do casamento, jamais faria isso com a minha avó, ela sonha com esse momento, mais até do que eu. [Conclui].



Cena 06 - Casarão D’ávilla [Interna/Noite]

[Sozinhos na sala, Antônio parecia distante diante a grande empolgação em que Laura lhe contava detalhes sobre o que planejava para a noite de noivado.]


LAURA: - E aí eu fiz essa lista! [Diz erguendo uma folha de papel] - Convidei só os mais íntimos, diferente do casamento é claro. Para o casamento, eu quero toda a sociedade do vilarejo, certamente. Faço questão, hei de calar a boca de todos que soltaram tantas maledicências a nosso respeito.


ANTÔNIO: [Não responde e permanece com o olhar distante].


LAURA: [Segura o braço de Antônio e chama sua atenção] - Antônio… Antônio! Vosmecê não está me dando atenção. Não me diga que mudou de ideia e não quer mais casar!


ANTÔNIO: [Volta a si] - Não… Não, pode continuar com todos os trâmites. Concordo com tudo que decidir, é de muito bom tom. [Responde fingindo estar feliz].


LAURA: [Sorri satisfeita] - Que bom, meu amor. Prometo jamais lhe decepcionar! [Em seguida, Laura observa o antebraço de Antônio] - Sabia que eu acho muito bonito esse seu sinal? Parece que estou vendo uma constelação de estrelas!


ANTÔNIO: [Observa o próprio braço] - É, minha mãe disse que é um sinal de família. Meu pai tinha e o meu avô também.


Música da cena: Esquadros - Gal Costa


LAURA: - Então isso quer dizer que os nossos filhos de certo também terão. Isso, porque teremos vários filhos! [Diz ao beijar Antônio].




Cena 07 - Castelo Coimbra (Burgos, Espanha) [Interna/Manhã]

Música da cena: Coleção - André Leonno

[O dia anoitece e amanhece rapidamente. Paisagens da Espanha são apresentadas, principalmente as grandes avenidas de Burgos. Em seguida surge a área externa do Castelo Coimbra.]

Semanas depois…


ANA CATARINA: [Arrumava o penteado sentada em frente ao espelho, quando ouviu batidas na porta] - Pode entrar!


EMPREGADA: - Com licença, senhora condessa. Chegou esse envelope para a senhora, veio do Brasil. [Responde carregando consigo uma bandeja, portando o envelope com a carta].


ANA CATARINA: [Vira-se rapidamente para a empregada] - Há de ser de Miguel, deixe-me ver! [Diz ao pegar o envelope em cima da bandeja]. - Me deixe sozinha, por favor.


EMPREGADA: - Sim, senhora. Com licença! [Diz ao deixar o quarto].


ANA CATARINA: [Abre o envelope rapidamente] - Querida Ana Catarina… [Lê em voz alta].


[A partir de então, passamos a ouvir a carta narrada pela voz do próprio Miguel.]


Querida Ana Catarina, como vai? O Brasil é realmente lindo. Estou instalado em São José dos Vilarejos há algumas semanas e conforme suas recomendações, encontrei e garanti o imóvel desejado. Trata-se de uma fazenda bem robusta, nas redondezas da cidade e vizinha ao engenho da Família D’ávilla.


Já providenciei os móveis e eles devem chegar em breve. Certamente tudo estará pronto para sua chegada, que imagino que seja em breve. Tudo corre conforme desejado. Te espero aqui, de seu fiel amigo.


Miguel Soares.”


ANA CATARINA: [Dobra o papel completamente radiante e o aproxima do peito] - Perfeito! Certamente Deus está me ajudando e tudo está correndo conforme planejei. Já posso providenciar minhas passagens ao Brasil. São José dos Vilarejos não perde por esperar! [Pensa em voz alta].


Cena 08 - Fazenda Santa Clara [Externa/Manhã]

[Miguel caminhava pela área externa da fazenda, quando começou a notar a movimentação de pessoas querendo se candidatar às vagas de trabalho na nova fazenda.]


MIGUEL: - É, pelo o que vejo. Aqui há de ser um bom lugar para se morar. Só espero que a Ana Catarina esteja fazendo a coisa certa! [Fala consigo mesmo, enquanto observa algumas pessoas de longe].


Cena 09 - Banco D’ávilla [Interna/Tarde]

[Carlota surgiu em seu escritório erguendo sua postura e alinhando o vestido, quando a porta sala se abriu. Era Graça, que mais uma vez vinha falar sobre o casamento entre Laura e Antônio.]


GRAÇA: - Atrapalho? [Diz ao entrar, fingindo uma certa compostura].


CARLOTA: - Claro que não, entre, sente-se e fique à vontade.


GRAÇA: - Absolutamente, já que em breve seremos da mesma família. É bom mesmo acabar com certas informalidades. [Responde ao se acomodar].


CARLOTA: - A que devo a honra da sua ilustre visita, minha querida? [Senta-se em sua poltrona].


GRAÇA: - Vim fechar apenas algumas informações sobre o cardápio, nada muito complicado. Ah, fico tão nostálgica pensando como seria se o pai dela estivesse aqui.


CARLOTA: - Eu posso imaginar. Naturalmente não temos como comandar os destinos, principalmente no que se diz respeito à vida. O Severiano era um bom homem, a doença o levou muito rápido.


GRAÇA: - É verdade, lembro-me que foi algo parecido com a finada Adelaide, primeira esposa do Gonçalo, lembra dela? Tão cheia de vida, tão radiante e de repente foi ficando cadavérica, sem que ninguém sequer descobrisse que moléstia ela tinha. Uma morte lamentável!


CARLOTA: [Fica em silêncio e se perde em suas lembranças].


FLASHBACK

Há alguns anos atrás…

[Cada dia mais enfraquecida, Adelaide continuava definhando sem que os médicos chegassem a uma conclusão de seu diagnóstico.]


ADELAIDE: [Tosse e fica com falta de ar] - Eu não posso morrer, Carlota. Não posso deixar as minhas filhas. Elas são tão pequenas e precisam da mãe! [Balbucia com a voz cada vez mais fraca].


CARLOTA: - Calma, vosmecê não pode se emocionar tanto. Essa fase vai passar, os médicos estão esperançosos. Vou lhe dar mais um pouco do remédio que o doutor recomendou. Naturalmente depois de um bom sono, vosmecê há de acordar melhor.


[Carlota se afastou e foi até uma mesa, onde haviam alguns objetos de auxílio no tratamento de Adelaide. Sem que ninguém pudesse ver, mais uma vez Carlota adicionou uma substância em uma colher de sopa, fingindo ser remédio e se aproximou de Adelaide.]


CARLOTA: - Pronto, tome e logo se sentirá melhor! [Diz ao levar a colher em direção a boca de Adelaide].


ADELAIDE: [Bebe a substância, pensando se tratar do medicamento recomendado pelo médico] - Agradecida por toda sua paciência e zelo por mim e toda minha família. Vosmecê é a irmã que Deus me enviou, já que não tive nenhuma de sangue.


Música da cena: Valsinha - Mônica Salmaso


GONÇALO: [Entra no quarto apressado e vai ao encontro de Adelaide] - Meu amor, vim assim que recebi o recado. Como vosmecê está? [Pergunta ao se sentar ao lado da esposa e abraçá-la].


ADELAIDE: - Com os cuidados da Carlota, logo estarei de pé e curada! [Respondeu tentando ficar bem].


CARLOTA: [Sorri] - Claro que vai… Vai direto para o quinto dos infernos, maldita. Logo o seu marido será meu e toda a fortuna dele. Já as suas adoráveis filhinhas, pode tirar o cavalinho da chuva, que nenhuma fedelha vai ficar no meu caminho. Disso, eu mesma vou me encarregar! [Conclui falando consigo mesma através do pensamento].


FIM DO FLASHBACK


GRAÇA: [Continuava falando sozinha sobre o planejamento do jantar de noivado. Ela estava tão empolgada, que sequer percebeu que Carlota estava distante, sem lhe dar atenção de verdade].

Cena 10 - Castelo Coimbra (Burgos, Espanha) [Interna/Tarde]

[Com a transição de cenas, surge como plano de fundo o Castelo Coimbra. Ana Catarina desceu uma extensa escadaria para observar a sala de estar que estava uma verdadeira confusão. Empregados caminhavam de um lado para o outro, cobrindo móveis e encaixotando outros pertences.]


EMPREGADA: [Se aproxima de Ana Catarina, carregando alguns pertences de Álvaro] - Senhora condessa, onde eu guardo isso?


ANA CATARINA: - Não precisa guardar, naturalmente eu levarei todos os objetos do meu marido. Quero me lembrar sempre dele! [Responde recolhendo os objetos].


EMPREGADA: - Já sabe quando embarca para o Brasil, senhora?


Música da cena: Vilarejo - Marisa Monte


ANA CATARINA: - Certamente. Já fiz as reservas no navio, dentro de pouco tempo estarei de volta e vou acertar contas com velhos conhecidos do passado. São José dos Vilarejos que me aguarde, porque a Condessa de Burgos não se demora a chegar. [Completa].


Cena 11 - Cachoeira [Externa/Tarde]

Música da cena: Lua Cheia - Dienis (Participação Especial Letícia Spiller)

[Aproveitando estar sozinha e após lavar algumas roupas, Açucena aproveitou para tomar um banho de rio, sem perceber que alguém se aproximava do local.]


AÇUCENA: [Nada tranquilamente, aproveitando a temper].


PEDRO: [Observa Açucena, escondido atrás de umas árvores] - Que mulher é essa? Parece uma deusa! [Fala consigo mesmo, enquanto a observa].


Cena 12 - Campo [Externa/Tarde]

[Com a transição de cenas, surge um dos campos da cidade de São José dos Vilarejos. De longe, alguém surgiu próximo ao horizonte vindo galope, montado em um enorme cavalo marrom. Conforme o animal se aproximava rapidamente, notamos que era Antônio que o montava, acompanhado de sua noiva, Laura.]


ANTÔNIO: [Desce do cavalo ao chegar na região onde costumava passear com Ana Catarina].


LAURA: [Tenta se recompor da viagem desconfortável] - Por que paramos aqui, pensei que fossemos até o rio.


ANTÔNIO: - Nada, é que esse lugar me traz uma sensação de nostalgia. 


LAURA: - Ah, é? E por que? Vosmecê lembra de alguém? Alguma namorada do passado?


ANTÔNIO: - Namorada do passado? [Repete estarrecido].


[A imagem congela focando em Antônio sem saber o que responder, ao lado da Laura, surge um efeito de uma pintura envelhecida e o capítulo se encerra].


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